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Resenha Do Filme o Pianista e Hannah Arendt

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Enviado por:  Paulo  20 dezembro 2011
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Palavras: 986   |   Páginas: 4
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ança que os judeus não se oporiam ao seu governo. Em nenhum lugar do mundo o dominante conseguiu se impor ao dominado com tanta assimilação e sem resistência por parte de quem está sendo dominado como na Alemanha nazista.

Szpilman é um famoso pianista que vê sua vida transformada em um filme de terror, sua família é mandada para um campo de concentração, sua terra natal é invadida e totalmente destruída pelos nazistas, o obrigando a se esconder para salvar sua vida, na esperança do fim da guerra. O pianista consegue sobreviver à custa de favores de alguns amigos, da resistência polonesa e até mesmo de um soldado alemão já no fim do filme.

O governo totalitário, como todas as tiranias, certamente não poderia existir sem destruir a esfera da vida pública, sem destruir, através do isolamento dos homens, as suas capacidades políticas. Mas o domínio totalitário como forma de governo é novo no sentido de que não se contenta com esse isolamento, e destrói também a vida privada. Baseia-se na solidão, na experiência de não pertencer ao mundo, que é uma das mais radicais e desesperadas experiências que o homem pode ter.

O filme gira em torno da invasão alemã na Polônia e mostra o sofrimento dos judeus no holocausto, a arrogância dos soldados nazistas e mais especificamente a angústia do pianista judeu na dividida capital polonesa. Alem das injustiças da guerra e do sofrimento humano o filme retrata a resistência do povo polonês as forças alemães como, por exemplo, no levante do gueto de Varsóvia, que foi de certa forma bem sucedido, pois, a tranqüilidade das tropas alemãs foi quebrada por um grito interno de resistência e protesto.

O governo totalitário não restringe simplesmente os direitos nem simplesmente suprime as liberdades essenciais; tampouco, pelo menos ao que saibamos, consegue erradicar do coração dos homens o amor à liberdade, que é simplesmente a capacidade de mover-se, a qual não pode existir sem espaço. O terror, portanto, como servo do movimento na

tural ou histórico, tem de eliminar do processo não apenas a liberdade em todo sentido específico, mas a própria fonte de liberdade que está no nascimento do homem e na sua capacidade de começar de novo.

Após a revolta Hitler ordena que o gueto de Varsóvia seja destruído e os judeus massacrados. Por fim a capital polonesa é totalmente devastada, tanto moralmente como estruturalmente. Hitler consegue enfim Colocar em prática o seu programa de eliminação dos judeus e “purificar” a Alemanha de possíveis “sujeiras”.

Do mesmo modo como a legalidade, no governo constitucional, é insuficiente para inspirar e guiar as ações dos homens, também o terror no governo totalitário não é suficiente para inspirar e guiar o comportamento humano. Nas condições de terror total, nem mesmo o medo pode aconselhar a conduta do cidadão, porque o terror escolhe as suas vítimas independentemente de ações ou pensamentos individuais, unicamente segundo a necessidade objetiva do processo natural ou histórico. Nas ...



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