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EPISTEMOLOGIA GENÉTICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

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Enviado por:  massironi  23 março 2014
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EPISTEMOLOGIA GENÉTICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

O ESTUDO DA EPISTEMOLOGIA GENÉTICA DE PIAGET

“Teoria de Aquisição da Linguagem”, é uma obra que expõe e analisa importantes questões teóricas que tem orientado as pesquisas relacionadas à aquisição da linguagem, a partir da sua origem, na infância até adolescência. O livro reúne sete respeitadas autoras de instituições acadêmicas, sendo composto por sete capítulos distribuídos em: a aquisição da linguagem na perspectiva behaviorista, por Ingrid Finger; o paradigma gerativista e aquisição da linguagem, por Ronice Muller de Quadros; epistemologia genética e a aquisição da linguagem, por Zélia Ramozzi-Chiarottino; o interacionismo: uma teorização sobre a aquisição da linguagem, por Maria Francisca Lier-De Vitto e Glória Maria de Carvalho; a abordagem conexionista de aquisição da linguagem, por Ingrid Finger; o desencadeamento (boostrapping) da sintaxe numa abordagem psicolinguística para a aquisição da linguagem, por Letícia M. Sicuro Corrêa e evolução das pesquisas em aquisição da linguagem oral monolíngue no Brasil, por Leonor Scliar-Cabral.

O presente trabalho tem como objetivo principal tentar compreender e esclarecer a teoria da “Epistemologia genética e a aquisição da linguagem” desenvolvida por Jean Piaget, abordado por RAMOZZI-CHIAROTTINO, 2008, p. 83, no capítulo 3, do livro Teorias de Aquisição da Linguagem, onde as autoras compartilham que a Epistemologia Genética é uma teoria que estuda a questão da gênese do conhecimento científico.

É interessante o conceito mencionado acima, para melhor compreensão da proposta de Piaget, que problematiza a questão de como o ser humano absorve e administra o conhecimento e quais as intervenções que influenciam esse desenvolvimento. Inicialmente é sugerido que um “encontro” com o funcionamento endógeno, orgânico da criança (elemento central dessa pesquisa) e sua vida social, são pontos determinantes para linguagem, sendo semelhante ao que ocorre com o conh

ecimento. A partir desse encontro a criança planeja o seu mundo, entre o nascimento e um a dois anos (em média), processando imagens mentais, dando início à função semiótica. Seguindo o raciocínio de Piaget, percebe-se que de maneira ordenada e sistemática se realiza uma troca entre organismo e meio que resulta em conhecimento e linguagem e nos leva a considerar que sua teoria diverge, em alguns pontos, do empirista e do inatista, pois não admite a ideia de dados puros, ou seja, dados captados pelos sentidos sem uma intervenção externa. Cabe salientar que a Teoria behaviorista é essencialmente empirista e defende a tese que todo o conhecimento advém da experiência, descartando tudo aquilo que se refere à introspecção e consciência. Já a abordagem inatista oferece recursos limitados para o desenvolvimento do individuo, pois apresenta a GU (Gramática Universal) como uma teoria do estado inicial da linguagem com princípios gerais unificados para todas as línguas e os princípios abertos ch ...



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