Trabalho Completo AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS

AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS

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Categoria: Outras

Enviado por: LucimarIturama 12 outubro 2013

Palavras: 5137 | Páginas: 21

AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS

Graziele Cristina Assencio

Fernando Takeo Harano

RESUMO

A auditoria em estudo tem se destacado como uma eficiente ferramenta de apoio à administração, passando a ser um instrumento amplo de controle para os administradores. Através de suas atividades de trabalho, serve como meio de identificação de todos os processos internos e políticas definido pela companhia, assim como sistemas contábeis e controle interno, sendo efetivamente seguidos e que as transações realizadas estão refletidas contabilmente em concordância com os critérios previamente definidos. A problemática é que conforme as organizações estão se expandindo economicamente, seus administradores necessitam do auxílio da auditoria para captação de informações confiáveis de sua situação patrimonial e financeira. A metodologia foi elaborada através de pesquisa bibliográfica de livros do ramo da auditoria, sites relacionados com artigos científicos de auditoria interna e revistas da área contábil. O artigo tem como objetivo analisar a contribuição da auditoria interna e externa e suas funções e diferenças, por meio de suas normas, visando evidenciar a eficácia dessas normas dentro da organização, verificar se as normas internas estão sendo cumpridas, bem como identificar as vantagens da auditoria interna e externa. A fundamentação teórica foi alicerçada em teorias de estudiosos, abordando questões relacionadas com auditoria interna. Na pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, e o processo de auditoria e desta forma obtêm um melhor controle dos processos operacionais. A auditoria é uma ferramenta de suma importância para a empresa, auxiliando no gerenciamento, na redução de riscos e fraudes, garantindo a eficiência e eficácia dos seus resultados, ajudando os gestores na tomada de decisão.

Palavras-Chave: Auditoria Interna e Auditoria Externa, Funções e Diferenças, Controle Interno.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente as empresas devem cada vez mais procurar sua eficiência produtiva, verificando processos e sistemas, sendo assim a auditoria se torna peça fundamental para tal objetivo. A auditoria estuda a veracidade das informações do controle interno. A mesma se ramifica em diversas áreas de estudos, com isso, o presente artigo procura demonstrar a utilização da auditoria dentro do ambiente organizacional. O método utilizado foi uma pesquisa bibliografia para maior entendimento sobre o tema tratado, descritiva e qualitativa. Com o termino da pesquisa observamos que é extremamente necessário as empresas possuírem a auditoria em seus processos, pois essas práticas fortalecerão as estruturas da organização podendo levar as mesmas ao sucesso.

A partir do momento que a empresa possui seu patrimônio e seus processos, o empresário deve se preocupar em controlar seu patrimônio contra as fraudes, a auditoria tem o intuito de salvaguardar o patrimônio da entidade utilizado de algumas praticas técnicas por meio de testes regulares nos controles internos.

De acordo com Crepaldi (2002, p. 22),

auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informações e confirmação, internas e externas, relacionados com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes.

Segundo Crepaldi(2002, p.210),

o auditor independente executa os seguintes passos:

• Levanta o sistema de controle interno;

• Verifica se o sistema levantado é o que está sendo seguido na prática;

• Avalia a possibilidade de o sistema revelar de imediatos erros e irregularidades;

• Determina o tipo, data e volume dos procedimentos de auditoria.

As Organizações devem ser cada vez mais complexas e especializadas, alinhadas a restrições de recursos, induziram a necessidade de se criar modelos para uma gestão mais eficiente.

Nesse contexto, os controles evoluíram de aspectos meramente formais e contábeis para uma visão mais gerencial, de controles alinhados aos objetivos organizacionais, relacionados aos riscos que podem comprometer o alcance desses objetivos.

Normas de referência internacional, como o Coso, ISO e Intosai, enfatizam a necessidade de se implementar uma gestão voltada para riscos. Conforme as diretrizes dessas normas, a ação de controle deve voltar-se aos riscos identificados e avaliados pela organização.

Assim, os controles voltados para resultados exigem uma atuação sistematizada e mais eficiente dos órgãos de controle em geral, por isso, a avaliação de riscos é uma ferramenta importante para direcionar as ações de controle em áreas e processos críticos das organizações.

O objetivo deste trabalho é demonstrar as funções e as diferenças entre as auditorias internas e externas e, identificar se os elementos centrais de análise de risco, preconizados nos padrões e nas normas de referência mundial, vêm sendo incorporados em algumas instâncias. Logo, a finalidade desta análise é identificar como os elementos de risco estão sendo incorporados para a escolha das fiscalizações realizadas.

O trabalho foi dividido em três capítulos. O primeiro analisar e trazer conceitos de auditoria interna e auditoria externa, na administração gerencial voltada para resultados e os documentos de referência mundial sobre gerenciamento de riscos, com intuito de demonstrar a atual dimensão desse modelo de gestão para o alcance dos objetivos almejados pela administração com interface nos controles dentro de uma organização. Após a definição de conceitos, para identificar elementos de riscos incorporados com critérios definidos pelas normas analisadas.

No segundo capítulo, analisaremos as principais diferenças entre as auditorias internas e auditorias externas, Concluímos que a diferença básica entre a auditoria interna e a externa refere-se ao grau de independência existente. O impacto de seus relatórios recebe influência de sua subordinação

No terceiro capitulo vamos demonstrar as funções de cada uma das auditorias que de uma forma geral, onde ambas realizam seus trabalhos utilizando-se das mesmas técnicas da auditoria.

O trabalho foi desenvolvido através de pesquisas bibliográficas tanto no sentido de planejar, analisar o nível de conhecimento sobre a importância da Auditoria interna e auditoria externa e suas e funções e diferenças, procurando trazer ao conhecimento de todos os leitores uma visão Global da importância das Auditorias, como também do profissional dessa área.

2 CONCEITO DE AUDITORIA

Auditoria compreende o exame de documentos e obtenção de informações e confirmações internas e externas relacionadas com o controle do patrimônio na empresa, com objetivo de concreta exatidão e dos registros contábeis (PORTAL UNB 2007).

Ainda de acordo Portal UNB (2007),

a palavra auditoria vem do latim, “audire” que significa ouvir. Auditoria significa cargo de auditor, lugar ou repartição onde o auditor exerce as suas funções, contabilidade, exame analítico e pericial que segue o desenvolvimento das operações contábeis, desde o inicio até o balanço auditagem.Esses exames são efetuados de acordo com as normas onde são adotados procedimento que os auditores julgarem necessários, dependendo das circunstâncias com o objetivo de comprovar se os registros foram executados de acordo com os princípios fundamentais de normas da contabilidade, e se as demonstrações contábeis refletem a situação econômico-financeira do patrimônio, porém existem outras definições mais amplas, ampliando a atuação da auditoria para diversas áreas onde sejam necessárias as análises e pareceres sobre os diversos assuntos organizacionais. (PORTAL UNB 2007)

Segundo Waddell (1988, p. 35),

Uma auditoria é uma revisão das demonstrações financeiras, sistema financeiro, registros, transações e operações de uma entidade ou de um projeto, efetuada por contadores, com a finalidade de assegurar a fidelidade dos registros e proporcionar credibilidade às demonstrações financeiras e outros relatórios da administração.

Attie (2009, p. 5), define que:

A auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado. [...] o exame da auditoria engloba a verificação documental, os livros e registros com características controladoras, a obtenção de evidencias de informações de caráter interno ou externo que se relacionam com o controle do patrimônio e a exatidão dos registros e as demonstrações deles decorrentes.

A auditoria é um trabalho complexo, que envolve aplicação de variados e sofisticados procedimentos para sua consecução. Em decorrência dessa complexidade e sofisticação, é inevitável que em todos os trabalhos de auditoria haja um grau de risco de que erros ou irregularidades existentes nos registros e nas demonstrações contábeis possam não ser detectados durante o procedimento auditorial. (FRANCO; MARRA, 1991, p. 248).

Com essa colocação, finalmente pode-se concluir que o planejamento e os programas de auditoria devem ser revisados permanentemente, como forma de o auditor independente avaliar se houve algum erro ou irregularidade ou mesmo avaliar as modificações nas circunstancias e os seus reflexos na extensão, oportunidade e natureza dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. Principalmente quando algum evento importante ocorreu ou quando há movimentação de grandes valores.

2.1 Conceitos de Auditoria Independente

A auditoria independente é uma atividade que se utiliza de procedimentos técnicos específicos tem a finalidade de atestar a adequação de um ato ou fato com o fim de imprimir-lhe características de confiabilidade, e constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a adequação com que estas representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada, consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação específica no que for pertinente.(Disponível em: www.portaldecontabilidade.com.br, acesso em: 10 de jun. de 2013).

Segundo Attie (2009), o objetivo da auditoria independente é expressar opinião sobre a propriedade das demonstrações contábeis e se representam efetivamente, a situação patrimonial e financeira, suas mutações patrimoniais, o resultado da empresa auditada e as origens e aplicações de recursos.

De acordo com o Portal Auditoria (2013), como se pode observar, a auditoria é uma técnica autônoma entre as técnicas das Ciências Contábeis. A auditoria externa ou auditoria independente, como também é conhecida, surgiu como parte da evolução do sistema capitalista. Diante do crescimento das empresas, que no início pertenciam a grupos familiares, ocorreu a necessidade de ampliar as instalações fabris e administrativas. Houve também, consequentemente, o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento dos controles e procedimentos internos, principalmente visando à diminuição de custos, em função da concorrência e da competitividade, para se mantiver no mercado. .(Disponível em: www.portaldecontabilidade.com.br, acesso em: 10 de jun. de 2013).

Na visão de Hilário (2009, p. 218)

De maneira geral, quase todos os tipos de auditoria já referidos exigem, para que possam atingir os fins a que se destina a confirmação da exatidão das demonstrações contábeis, podendo-se dizer que esta abrange todos os demais tipos de auditoria, ou melhor, dizendo, ela caracteriza própria auditoria, cujo conceito e o de que se destina á confirmação patrimonial e financeira de uma entidade, bem como os resultados por ela obtidos no período examinado.

Para Almeida (2008, p. 26)

como consequência: As demonstrações contábeis passaram a ter importância muito grande para os futuros aplicadores de recursos. Como medida de segurança contra a possibilidade de manipulação de informações, os futuros investidores passaram a exigir que essas demonstrações fossem examinadas por um profissional independente da empresa e de reconhecida capacidade técnica.

De acordo com Portal da Auditoria (2013), Sendo assim, o trabalho de verificação da situação patrimonial e financeira das empresas passou a ser realizado por um profissional independente, especializado em técnicas de auditoria, com profundos conhecimentos de contabilidade e, sobretudo, das atividades das empresas. [...] depois de aplicar testes de observância de acordo com a relevância de cada item a ser considerado, o auditor emite sua opinião sobre a situação patrimonial e financeira das empresas. Esta é a auditoria externa ou auditoria independente

2.2 Pareceres de Auditoria

O parecer de auditoria deve expressar de maneira clara e objetiva se as Demonstrações contábeis auditadas, em todos os aspectos relevantes, na opinião do auditor, representam adequadamente ou não, consoante às peças orçamentária, patrimonial e financeira; o resultado das operações; as mutações do patrimônio líquido; as variações patrimoniais e as origens e aplicações de recursos.

Segundo Attie (2009), o parecer da auditoria e o instrumento pelo qual o auditor expressa sua opinião, em obediência às normas de Auditoria; após a realização de todo o trabalho de campo, reunidos provas e evidencias sobre as demonstrações contábeis, é que o auditor determina seu entendimento sobre a representatividade e o conjunto dos mesmos. Seu exame de campo, concluído por intermédio de programa de trabalho. O endereça á obtenção de informação e fatos que determinam seu posicionamento e o impelem a analises, pesando e medindo efeitos decorrentes das informações obtidas.

Para Hilário (2009, p. 423),

não havendo anormalidades, os relatórios do auditor (parecer) não deve fazer qualquer referencia ou ressalva, ou outra restrição, faz-se necessária nos casos em que a avaliação do investimento refletida nas demonstrações contábeis esteja em desacordo com a opinião do auditor. Isso pode ocorrer ou porque haja diversidade de critérios contábeis, ou por não serem reconhecidos eventos subsequentes importantes, ou por não se contabilizar provisão adequada para suportar provável desvalorização do investimento ou por outros fatores dessa ordem.

Sá (2007) define que os pareceres relacionam-se sempre com o trabalho executado e por isso devem claramente evidenciar o que se examinou [...] se a auditoria for parcial, o parecer será também em relação ao “todo”, mas “total” em relação ao universo examinado. [...] pode ocorrer, entretanto, que, mesmo dentro de um universo verificado, o parecer abrange, apenas, parte dele.

A emissão do parecer representa o trabalho final do auditor, ele é o instrumento pelo qual o auditor expressa sua opinião de forma clara e objetiva, acerca dos dados em exame de uma forma padrão e resumida e leva ao conhecimento aos usuários em geral uma noção exata dos trabalhos que realizou e o que concluiu, passando a informação contábil, do resultado do seu trabalho expresso, por meio da opinião contida no parecer.

2.3 Conceito Auditoria Interna

Auditoria Interna e uma atividade de avaliação independente, dentro de uma organização, para revisar as operações contábeis, financeiras entre outras, dentro da finalidade de prestar serviço à administração, e um controle administrativo cuja função e medir a eficiência dos outros controles, e fazer aquilo que a direção da empresa gostaria de fazer, se tivesse tempo para tanto e soubesse faze-la. Tem por finalidade desenvolver um plano de ação que auxilie a organização a alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistêmica e disciplinada para a avaliação e melhora da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos com o objetivo de adicionar valor e melhorar as operações e resultados de uma organização.

Segundo PORTAL AUDITORIA (2013),

O objetivo geral da Auditoria Interna é avaliar e prestar ajuda a alta Administração e desenvolver adequadamente suas atribuições, proporcionando-lhes análises, recomendações e comentários objetivos, acerca das atividades examinadas.

O auditor interno deve, portanto, preocupar-se com qualquer fase das atividades da empresa na qual possa ser de utilidade à Administração. Para conseguir o cumprimento deste objetivo geral de serviços à administração, há necessidades de desempenhar atividades tais como:

• Revisar e avaliar a eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis, financeiros e operacionais.

• Determinar a extensão do cumprimento das normas, dos planos e procedimentos vigentes.

• Determinar a extensão dos controles sobre a existência dos ativos da empresa e da sua proteção contra todo tipo de perda.

• Determinar o grau de confiança, das informações e dados contábeis e de outra natureza, preparados dentro da empresa.

• Avaliar a qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o cumprimento das respectivas responsabilidades.

• Avaliar os riscos estratégicos e de negócio da organização.

Para Franco e Mara (1995, p. 20),

a auditoria consiste no exame de documentos livros e registros, inspeções, obtenção de informações e confirmações internas e externas, obedecendo às normas apropriadas de procedimentos objetivando verificar se as demonstrações contábeis representam adequadamente situações nela demonstradas, de acordo com os princípios fundamentais e normas de contabilidade aplicadas de maneira uniforme.

Attie (2012, p. 37)

ressalta, os auditores internos tem a responsabilidade de observar as normas de conduta estabelecidas para a profissão, o código de ética do instituto de auditores internos estabelece normas de condutas e fornece bases para esforço das mesma junto aos membros desse intuito. O código exige alto padrão de honestidade, objetividade, diligência e lealdade a ser mantido pelos auditores internos.[...] os auditores internos necessitam possuir conhecimento, capacidade e instrução essenciais à realização dos exames de auditoria interna, porem dependendo obviamente de onde se encontra na escala hierárquica, precisa conhecer em maior profundidade determinados itens e especializados.[...] independente disso, todo auditor precisa conhecer todos os requisitos a ser auditados dentro de uma organização.

Attie, (2009, p. 19) afirma que:

As empresas, visando resguardar e salvaguardar seus interesses constitui, por politica, a área de auditoria interna que tem por finalidade fornecer aos administradores, em todos os níveis, informações que os auxiliem a controlar as operações e atividades pelas quais são responsáveis. [...] tendo em fortalecer a base da auditoria e permitir que sua atividade se desenvolva no mais alto grau de aceitação e profissionalismo, e independência organizacional, a auditoria atuará organizacionalmente em nível de acessessoria, reportando-se diretamente ao presidente do conselho administração e em sua falta ao diretor-presidente.

A auditoria interna e importante, pois pode verificar através de documentos e relatórios se as normas internas estão sendo seguidas, observando a necessidade de melhoramento e sinalizar as falhas, e importante na medida em que alerta para a necessidade de mudança, entretanto, a analise das mesmas falhas e o encaminhamento de soluções são os fatores que realmente dão utilidade á ação de busca de informação.

2.4 Conceito controle interno

Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados, AICPA, afirma:

O controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração.

A definição é provavelmente mais ampla do que o significado que, às vezes, se atribui ao termo. Na realidade, ela reconhece que um sistema de controle interno se projeta além daquelas questões diretamente relacionadas com as funções dos departamentos de contabilidade e de finanças.

Gomes e Sales (1999, p.13), definem que, “O controle de gestão tem experimentado considerável expansão conceitual a partir da década de 50”.

Ao longo de todo este período, e principalmente durante a década de 70, surgem novos enfoques que incorporam novos conceitos, muitos emprestados de outras áreas como: (economia, psicologia, sociologia e administração, etc.) e, porem, durante os anos 80 que diversos trabalhos passam a chamar a atenção para a crise existente na área contábil de gestão, devido a diversos fatores que têm dificultado sua utilização como efetivo instrumento que facilite e potencialize o gerenciamento das atividades da empresa.

Attie (2000, p. 119) enfatiza a confiabilidade e precisão quando explica que:

“Uma empresa necessita constituir, para si, sistemas que lhe garatam conhecer os atos ocorridos em cada um dos seus segmentos. Os efeitos ocorridos através da realização de cada ato devem ser escriturados e levados em tempo hábil, ao conhecimento dos administradores”.

Na Visão de Machado (2003), mas para que um sistema de controles possa ser implementado, os princípios de controle interno devem ser aplicados, eles representam um conjunto de diretriz e sistemas, que visam ao atendimento de objetivos específicos.

O AICPA, American Institute of Certified Public Accountants (Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados), por meio de Relatório Especial da Comissão de Procedimentos de Auditoria, definiu o controle interno como sendo “o plano da organização e todos os métodos e medidas coordenados, aplicados a uma empresa, a fim de proteger seus bens, conferir a exatidão e a fidelidade de seus dados contábeis, promover a eficiência e estimular a obediência às diretrizes administrativas estabelecidas”. (ATTIE, 2009, p. 182)

Para Attie, (2009, p. 182),

o controle interno compreende o plano organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotadas pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência a eficácia operacional e encorajar a adesão à politica trançada pela administração.

É necessário também analisar se as normas e procedimentos estabelecidos estão sendo cumpridos por pessoal qualificado com treinamento para desenvolver suas atividades e devidamente supervisionado pelos supervisores de cada setor. E averiguar mediante as situações que surgirem nos departamentos qual o melhor caminho a ser seguido, indicando aos responsáveis por cada departamento qual é a melhor maneira para efetuar determinada operação, para reduzir custos e atingir o maior grau de Eficiência e Eficácia dos sistemas operacionais.

Hilário (2009, p. 399) afirma que,

O auditor terá verificado a segurança do controle existente sobre os estoques, conforme resultado dessa verificação, os procedimentos de auditoria deverão ser aplicados em maior, ou menor extensão ou profundidade. [...] essencial. Quanto a controle interno, a existência de um sistema eficiente de registro de entradas e saídas e um rigoroso controle dessa movimentação, realização de inventários metódicos, verificações físicas frequentes, ainda que parciais mas em rodízio, além disso devem existir critérios de avaliação adequados, com permanentes controle sobre a correção de cálculos.

Sá (2007, p.107), define que,

O Auditor deve observar, fundamentalmente, só o controle interno obedece aos princípios básicos peculiares.

São considerados princípios fundamentais:

• Existência de um plano de organização com uma adequada distribuição de responsabilidades;

• Regime de autorização e de registros capazes de assegurar um controle contábil sobre os investimentos, financiamentos e sistema de resultados da empresa (custos e receitas), ou de metas das instituições (orçamentos);

• Zelo do elemento humano no desempenho das funções e a ele atribuídas;

• Qualidade e responsabilidade do pessoal, em nível adequado.

Ainda de acordo com autor, a eficiência do controle depende, pois, de métodos meios e pessoais adequado.

Mas para a empresa atingir suas metas e políticas estabelecidas e atingir o desejado grau de eficiência e eficácia dos sistemas operacionais é muito importante que tenha um quadro de funcionários com pessoas treinadas, qualificadas e motivadas, para que a eficiência dos sistemas não seja comprometida.

2.5 Relatórios da Auditoria Interna

O relatório consiste na última etapa a ser cumprida pelo auditor, após ter empregada todas às técnicas, aplicado às normas e haver sistematizado sua auditoria em papéis de trabalho, mas. Como o relatório de auditoria deve ser o elo entre o auditor e os diversos usuários que o recebam, é necessário que seja desenvolvido com técnica e apurado rigor metodológico, de tal sorte que atinja a sua finalidade principal que é a de informar. O relatório deve ser escrito de forma a ser entendido por quem deve examiná-lo. Quando destinado à administração, não deve ter excesso de termos técnicos, nem expressões que possam vir a gerar mais dúvidas do que esclarecimentos.

Para Cordeiro (20013), é na correta elaboração do relatório que o auditor irá levar a administração de uma entidade, o produto do seu trabalho, considerando que para a organização, pouco importa a maneira com que o auditor conduziu o seu trabalho, e sim os resultados que a auditoria venha a proporcionar para a empresa.

Para Sá (2007, p.442),

o relatório já e uma opinião sobre o que realizou; todavia, não e formalmente sucinto a ponto de oferecer uma conclusão sumaria (fato que se reserva para o parecer) e, deve adaptar-se á finalidade do trabalho para quem solicitou o serviço de auditoria e, resulta de avaliação dos serviços realizados.

Attie (2007, p. 50) diz ainda que,

O dirigente da auditoria interna deve administrar o departamento com a responsabilidade de assegurar que o trabalho de auditoria atinge os objetivos gerais e cumpra as responsabilidades a ele atribuídas pela administração, que os recursos do departamento de auditoria sejam eficazmente empregados, assim como que o trabalho de auditoria seja feito em conformidade com as normas de exercício profissional de auditoria interna.

O que não pode acontecer é que todas as etapas anteriores da auditoria tenham ocorrido como o máximo de esmero, e justamente ao final, que seria a coroação de um trabalho desempenhado com todo cuidado, o auditor coloque tudo a perder, com textos demasiadamente técnicos, pouco atraentes, pontos levantados sem argumentações lógicas e pior, com erros gramaticais.

Conforme Attie (1999), “a partir de um relatório adequado a administração pode com isso aprender a aceitar a precisão, a objetividade e o bom senso do auditor e, a partir de então, transformar os relatórios de auditoria em necessidade”.

Por tudo isto, é que o auditor não pode perder e oportunidade de “vender” corretamente a sua imagem e a do seu departamento. Não queremos com isto incentivar que os relatórios sejam fantasiosos, ou enganosos, mas que seu conteúdo agregue valor tanto para a organização, como para que o elaborasse.

2.6 Diferenças entre Auditoria Interna e Auditoria Externa

De forma global, o trabalho executado pela Auditoria Interna é idêntico aquele executado pela Auditoria externa. Ambas realizam seus trabalhos utilizando-se das mesmas técnicas de auditoria; ambas têm sua atenção voltada para o controle interno como ponto de partida de seu exame e formulam sugestões de melhorias para as deficiências encontradas, ambas modificam a extensão de seu trabalho de acordo com as suas observações e a eficiência dos sistemas contábeis e de controles internos existentes.

Hilário (2009, p. 219),define que,

A auditoria interna e aquela exercida por um funcionário da própria empresa, em caráter permanente, apesar de seu vinculo com a empresa, o auditor interno deve exercer sua função com absoluta independência profissional, preenchendo todas as condições necessárias ao auditor externo, mas também exigindo da empresa o cumprimento daqueles que lhe cabem, ele devem exercer sua função om total obediência às normas auditadas e o vinculo de emprego não lhe deve tirar a independência profissional, pois sua subordinação à administração da empresa dever ser apenas sob o aspecto funcional.

De acordo com Autor Hilário (2009, p. 219), a auditoria externa é aquela realizada por profissional liberal, auditor independente, sem vinculo de emprego com a entidade auditada e que poderá ser contratado para auditoria permanente ou eventual. Ao fim que destina a auditoria, o auditor independente poderá realiza-la com seus próprios métodos e conveniências, desde que obedeça às normas usuais de auditoria e obtenha elementos de convicção com quais possa dar parecer sobre material examinado.

Segundo Santos, Schmidt e Gomes (2006, p. 53), a diferenciação entre auditoria interna e externa se dá pelo fato que, a interna é desenvolvida por profissionais da entidade ou empresa terceirizada que disponibiliza os serviços de auditoria, abrange todas as atividades administrativas, operacionais e de controles. Já a auditoria externa é o serviço prestado pela auditoria independente, tem por objetivo apenas emitir um parecer das demonstrações contábeis, não é realizado para encontrar fraudes, erros ou para interferir na administração da organização.

Entretanto, os trabalhos executados pelos Auditores Internos e Externos têm suas diferenças básicas caracterizadas por:

Auditoria Interna Auditoria Externa

A auditoria é realizada por um funcionário da empresa A auditoria é realizada através de contratação de um profissional independente

O objetivo principal é atender as necessidades da administração O objetivo principal é atender as necessidades de terceiros no que diz respeito à fidedignidade das informações financeiras

A revisão das operações e do controle interno é principalmente realizado para desenvolver aperfeiçoamento e para induzir ao cumprimento de políticas e normas, sem estar restrito aos assuntos financeiros A revisão das operações e do controle interno é principalmente realizado para determinar a extensão do exame e a fidedignidade das demonstrações financeiras

O trabalho é subdividido em relação às áreas operacionais e às linhas de responsabilidade administrativa O trabalho é subdividido em relação às contas do balanço patrimonial e da demonstração do resultado

O auditor diretamente se preocupa com a detecção e prevenção de fraude O auditor incidentalmente se preocupa com a detecção e prevenção fraudes, a não ser que haja possibilidade de substancialmente afetar as demonstrações financeiras

O auditor deve ser independente em relação às pessoas cujo trabalho ele examina, porém subordinado às necessidades e desejos da alta administração O auditor deve ser independente em relação à administração, de fato e de atitude mental

A revisão das atividades da empresa é contínua O exame das informações comprobatórias das demonstrações financeiras é periódica, geralmente semestral ou anual.

Fonte: Hilário (2009, p. 219).

Concluímos que a diferença básica entre a auditoria interna e a externa refere-se ao grau de independência existente. O auditor interno é dependente da empresa em que trabalha e é responsável por seus atos somente perante a empresa em que exerce suas atividades. O impacto de seus relatórios recebe influência de sua subordinação.

O auditor externo por sua vez, presta serviço ao acionista, aos banqueiros, aos órgãos públicos governamentais e ao público em geral visando principalmente a CREDIBILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, examinadas dentro de parâmetros de NORMAS DE AUDITORIA E PRINCÍPIOS CONTÁBEIS. De acordo com a CVM, o AE é responsável pela emissão de seu parecer sobre os dados examinados.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da evolução das empresas, passou a ser exigida uma comprovação dos resultados. Para executar este trabalho as empresas estão contratando um profissional de Auditoria para examinar as demonstrações contábeis e confirmar se essas informações fornecidas pela empresa são verídicas. Hoje, com a situação em que se vive é extremamente necessária a presença de um auditor dentro da empresa. Para confiar aos interessados (sócios, acionistas, investidores, bancos, etc.), Neste artigo procurou-se demonstrar as principais diferenças entre Auditoria Interna e Externa, a principal está no direcionamento do seu trabalho. A primeira trabalha para atender as necessidades da administração. Já a Auditoria Externa principalmente para o interesse de terceiros. O auditor externo certifica a veracidade dos fatos, o auditor interno auxilia os gestores no desempenho de suas funções, fornecendo-lhes subsídios para tomada de decisão. No momento em que se vive acirrada competitividade entre as organizações, a segurança proporcionada pelos controles e informações fidedignas podem representar o sucesso ou o fracasso empresarial. Após o exposto, no levantamento feito, conclui-se que a Auditoria é uma ferramenta que auxilia a administração das empresas, assegurando a elas a qualidade e a segurança no controle e rotinas do trabalho, para que estas sejam meticulosamente executadas, e que os dados levantados sejam de inteira credibilidade.

4 REFERÊNCIAS

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AUDITORIA, Portal da. Estrutura organizacional de um departamento de auditoria interna . Disponível em: <http://www.portaldeauditoria.com.br/auditoria-interna/Conceito-de-Controle-Interno.asp>. Acesso em: 02 jun. 2013.

IBRAIM LISBOA é Consultor e Instrutor de Treinamentos do Portal de Auditoria, Administrador de Empresas, Auditor, Contabilista, Perito, Pós-Graduado em Direito Empresarial e em Administração e Finanças, Mestre em Marketing, Consultor em Gestão Empresarial com mais de 30 anos de experiência em Auditoria, Perícias, Prevenção de Riscos Empresariais e Investigação de Fraudes Corporativas.

AUDITORIA, Portal da. Conceito auditoria interna. Disponível em: <http://www.portaldeauditoria.com.br/auditoria-interna/Conceito-de-Controle-Interno.asp>. Acesso em: 02 jun. 2013.

AUDITORIA, Portal da. Conceito de Controle Interno. Disponível em: <http://www.portaldeauditoria.com.br/auditoria-interna/Conceito-de-Controle-Interno.asp>. Acesso em: 02 jun. 2013.

ATTIE, Willian. Auditoria Interna. São Paulo: Atlas, 2007.

_________________ Willian. Auditoria: Conceitos e aplicações. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 2009.

_________________ Willian. Auditoria Interna: 2ª edição São Paulo: Atlas, 2012.

CONTABILIDADE, Porta De Auditoria Independente: Características. Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/auditoria.htm>. Acesso em: 02 jun. 2013.

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CORDEIRO, Cláudio Marcelo Rodrigues. A importância do relatório do parecer de Auditoria para o Auditor e para organização Auditada. Disponível em: <http://www.classecontabil.com.br/site/trabalhos/Relatorio_profClaudioMarcelo.pdf>. Acesso em: 02 jun. 2013.

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FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil, 4ª Edição. São

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