Trabalho Completo Análise Da Empresa Magazine Luiza

Análise Da Empresa Magazine Luiza

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Categoria: Negócios

Enviado por: rodrigoalves123 11 maio 2013

Palavras: 3320 | Páginas: 14

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..............................................................02

1.1 DADOS DA EMPRESA..............................................03

1.2 QUADRO SOCIETÁRIO............................................03

2 PRODUTOS E SERVIÇOS...........................................04

2.1 LISTAGEM DOS PONTOS FORTES E PONTOS FRACOS DAEMPRESA..................................................05

2.1.1 PONTOS FORTES.................................................05

2.1.2 PONTOS FRACOS.................................................06

3 LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA...................................06

3.1 LOCALIZAÇÃO E GERENCIA MAGAZINE LUIZA CAMPINAS..................................................................... 07

3.2 TAMANHO DO NEGÓCIO.........................................09 4 FUNDAMENTOS DA EMPRESA..................................11

4.1 NOSSA CULTURA, NOSSA MISSÃO E VISÃO..............................................................................11

4.2 OBJETIVO .................................................................11

4.3 NOSSO PÚBLICO E COMO O ACESSAMOS..........11

4.4 FATORES CHAVES DE SUCESSO (FCS)...............12

5 ANÁLISE SOBRE ASPECTOS ECONÔMICOS QUE AFETARÃO O NEGÓCIO................................................12

5.1 IPI – VALOR TRIBUTÁVEL MÍNIMO NAS OPERAÇÕES COM COMERCIANTES INTERDEPENDENTES ..................................................13

5.2 IPI E SEU IMPACTO SOBRE A EMPRESA.............16

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar os desafios e conquistas da loja da Magazine Luiza , e entender como funciona uma empresa de sucesso , ver suas conquistas ajudando á obitermos conhecimento sobre crescimento e e desafios da mesma.

A análise será sobre suas características, valore , misssão e objetivos e metas estipuladas pela empresa, ajudando a organização a se posicionar no seu segmento de mercado, buscando uma liderança nacional, sendo lembrada pela qualidade e facilidade para realizar uma compra em suas lojas tanto convencionais como vituais.

Escolha Final do Negócio : Magazine Luiza S/A

1.1 Dados da Empresa

Razão Social: Magazine Luiza SA

Logo: Vem ser feliz!

Nome: MAGAZINE LUIZA

CNPJ: 47.960.950/0001-21

País: Brasil

Endereço da Sede: RUA DO COMERCIO 1924 CENTRO FRANCA Cep: 14400660 SP Tel.: Fax:

1.2 Quadro Societário

Acionistas Quantidade de Ações Percentual

Controladores 126.688.581 67,93%

Ações dos Administradores 33.902 0,02%

Ações em Circulação 59.771.984 32,05%

Total de Ações 186.494.467 100,00%

Composição Acionária - Base 10/07/2012

(1)JV com Itaú Unibanco

(2)JV com Cardif

(3)Integrações de ambas companhias concluídas

Que tem como presidente da empresa : Luiza Helena Trajano

2 PRODUTOS E SERVIÇOS

Uma das maiores redes varejistas com foco em bens duráveis . Comercializando produtos de diversas categórias como : áudio , auto , bebês , beleza e saúde , brinquedos , cama , mesa e banho , câmeras , casa e jardim , celulares , eletrodomésticos , eletroportáteis, esportes , ferramentas , games , informática , instrumentos musicais , móveis , perfumaria , relógios , tablets , tv e vídeo , utilidades domésticas .

Loja de Hortolâdia-SP

Foto tirada de dentro de uma das lojas Magazine luiza

Foto de uma campanha de marketing

2.1 LISTAGEM DOS PONTOS FORTES E PONTOS FRACOS DA EMPRESA

2.1.1 Pontos Fortes

• Reconhecimento e total aceitação no mercado, sendo considerada líder e melhor empresa para se trabalhar.

• Fixação da marca através da publicidade em massa.

• Funcionários totalmente qualificados, atendimento eficaz buscando satisfazer o cliente .

• Na loja virtual o cliente consegue ver toda a linha de produtos da empresa em vários detalhes e ângulos diferentes. Todas as imagens são digitalizadas em alta resolução para trazer a mais perfeita realidade,

• Consultando os computadores, o consumidor tem todas as informações de que necessita para decidir uma compra,

• A entrega dos produtos adquiridos é feita na residência do cliente com a maior comodidade e segurança em até 48 horas,

• A presença de vendedores treinados nas lojas virtuais é um conforto a mais para a clientela, que tem, com isso, um tratamento humanizado.

2.1.1 Pontos Fracos

• Não ter o produto a pronta-entrega,

• Não ter o produto para ser demonstrado,

• Com relação as loja virtuais muitos clientes migram para lojas covencionais em outras cidades onde se encontram mais lojas Magazine Luiza convencional mas as vezes procuram os concorrentes o que é um dado preoculpante em relação as lojas virtuais .

3 LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA

Localizando-se nos principais centros de consumo do país e elevada abrangência logística. Estamos presentes nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País, o que nos permite acesso ao mercado consumidor de dezesseis Estados, que conjuntamente representavam 75% do PIB brasileiro em 2010, de acordo com dados do IBGE. Acreditamos ter acumulado ao longo da nossa história um portfólio de pontos comerciais estrategicamente localizados e de grande visibilidade. Nossa bem-sucedida expansão para novos mercados ao longo das últimos anos nos conferiu importante conhecimento e experiência quanto às particularidades em operar em diversas regiões do Brasil, tais como preferências e características da população de cada região, clima e perfil de renda. Por isso, possuímos vantagens competitivas por ter conhecimento em adaptar o mix dos nossos produtos e lojas ao público-alvo de cada região. Para atender à demanda nas regiões em que atuamos, possuímos oito centros de distribuição estrategicamente localizados, com sistemas de informações integrados às nossas lojas, nos permitindo uma gestão eficiente dos nossos estoques e o abastecimento dos nossos pontos de venda em tempo hábil que contribuem para a entrega das mercadorias aos nossos clientes dentro do prazo contratado. Entendemos estar especialmente bem posicionados, com presença sólida nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste, as principais regiões em termos sócioeconômicos no Brasil e com potencial de crescimento.

3.1 LOCALIZAÇÃO E GERENCIA MAGAZINE LUIZA CAMPINAS

Campinas - Loja convencional

Avenida Francis. Glicério, - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13012-000

Gerente: Galeano Sergio Cobianchi

Cnpj: 47.960.950/0049-76

Insc. Estadual: 244393028111

Tel.:(19) 3014-8200

Fax.:(19) 3014-8200

Campinas - Loja Convencional

Rua Alvares Machado, - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13013-071

Gerente: Alex Jean Goncalves Caldas

Cnpj: 47.960.950/0158-20

Insc. Estadual: 244917737117

Tel.:(19) 2102-3900

Fax.:(19) 2102-3900

Campinas - Loja Convencional

Rua Regente Feijó, 1.05 - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13013-052

Gerente: Leonardo Igresio Cardoso

Cnpj: 47.960.950/0188-45

Insc. Estadual: 244.029.432-119

Tel.:(19) 2102-3951

Fax.:(19) 2102-3950

Campinas - Loja Convencional

Rua Álváres Machado, 777 - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13013-071

Gerente: Gilmar Aparecido Bercot

Cnpj: 47.960.950/0186-83

Insc. Estadual: 244.327.888-117

Tel.:(19) 2117-1350

Fax.:(19) 2117-1350

Campinas - Loja Convencional

Avenida Das Amoreiras, 1.421 - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13030-405

Gerente: Juscilene Vanessa De Jesus Da

Cnpj: 47.960.950/0193-02

Insc. Estadual: 244.004.350-119

Tel.:(19) 2117-1488

Fax.:(19) 2117-1488

Campinas - Loja Convencional

Avenida Azarias De Melo, 766 - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13076-008

Gerente: Claudia Acacia Pereira

Cnpj: 47.960.950/0191-40

Insc. Estadual: 244.159.823-110

Tel.:(19) 4009-0999

Fax.:(19) 4009-0999

Campinas - Loja Convencional

Avenida Albino J.B.Oliveira, 1.605 - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13084-008

Gerente: Maria Luciene Gomes Mesquita

Cnpj: 47.960.950/0183-30

Insc. Estadual: 244631276116

Tel.:(19) 4009-7900

Fax.:(19) 4009-7900

Campinas - Loja Convencional

Avenida Campos Salles, - Campinas - São Paulo/SP

CEP: 13010-080

Gerente: Ricardo Godoi Da Silva

Cnpj: 12.634.123/0063-66

Insc. Estadual: 795177293112

Tel.:(19) 3234-1126

http://www.magazineluiza.com.br/

3.2 TAMANHO DO NEGÓCIO

É a nona maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012. Possui aproximadamente 731 lojas localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Piauí, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

http://pt.wikipedia.org/

Em 2012, o Magazine Luiza teve um crescimento de receita bruta consolidada de 19,1% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 9,1 bilhões, sendo que no 4T12 a Companhia cresceu 15,2%, atingindo R$ 2,6 bilhões em receita bruta. O crescimento de vendas no conceito mesmas lojas foi de 11,9% no 4T12 e 12,5% em 2012, impulsionado pelo processo de maturação das lojas novas, notadamente no Nordeste, e acelerado crescimento do e-commerce.

Pela primeira vez na história da Companhia, o e-commerce ultrapassou a marca de R$1 bilhão de vendas, fechando 2012 com R$ 1,1 bilhão e crescimento de 33,3% em relação a 2011. No 4T12, as vendas do e-commerce representaram R$ 313,7 milhões, 25% superior ao 4T11. O ambiente econômico e a competição acirrada no 4T12, no entanto, impactaram a margem bruta consolidada em 2,3 pontos percentuais, representando 32,4% da receita líquida.

Além do crescimento das vendas, o ano foi marcado pela integração de 104 filiais no Sul/Sudeste (Lojas do Baú) e 150 unidades no Nordeste (Lojas Maia), respectivamente concluídas em fevereiro e outubro de 2012. Hoje, todas as lojas, centros de distribuição e sistemas contábeis e de gestão estão totalmente integrados. O processo de integração foi concluído com pleno êxito, apesar da sua complexidade. Esta integração simboliza a conclusão de um ciclo de crescimento bastante importante para a consolidação da Companhia no varejo brasileiro.

http://brasileconomico.ig.com.br/

3.3 RAZÃO PELA ESCOLHA DA EMPRESA

Devido a preocupação da empresa com a qualidade no atendimento buscando satisfazer as necessidades dos clientes fortalecendo o nome e a cedibilidade da empresa . Além de ser a pioneira na abertura das chamadas lojas virtuais e é conhecida nacionamente por campanhas promocionais que levam multidões às suas lojas .

4 FUNDAMENTOS DA EMPRESA

4.1 NOSSA CULTURA, NOSSA MISSÃO E VISÃO

Nossa cultura organizacional está profundamente centrada na valorização dos nossos colaboradores e no respeito aos nossos clientes. Valorizamos pessoas, e sempre as colocamos em primeiro lugar. Isso se reflete no relacionamento com nossos clientes e na política de gestão de pessoas que sempre adotamos.

Nossa visão é a de ser uma companhia inovadora no varejo, atuando em diversas linhas de produtos e serviços para a casa da família brasileira, através de diferentes tipos de lojas físicas e de um canal virtual forte, que encante o cliente com o melhor time de colaboradores, com capacidade de relacionamento e proporcionando uma experiência de compra diferenciada, a preços competitivos. Nossa missão é a de colocar em prática a visão que temos de nossa Companhia, visando sempre o bem-estar comum.

4.2 Objetivo

O principal objetivo do Magazine Luiza é atingir o domínio do comércio brasileiro, hoje ocupado pelas Casas Bahia. O investimento da empresa em ações de marketing e publicidade são enormes e em grandes veículos.

4.3 NOSSO PÚBLICO E COMO O ACESSAMOS

Ao longo de mais de 50 anos de operação no varejo, nossa estratégia e atuação estiveram voltadas ao varejo de bens duráveis para a Classe C, a classe social que mais cresce no Brasil, cuja renda familiar mensal está entre R$1,0 mil e R$3,4 mil, representando aproximadamente 95,4 milhões de pessoas, ou 50,5% da população brasileira, de acordo com dados publicados pelo IBGE em 2010. Em nossa visão, o varejo de bens duráveis para esta classe social é o segmento com um dos maiores potenciais de crescimento no setor de varejo para os próximos anos, em vista dos seguintes fatores:

• as condições macroeconômicas no Brasil, combinadas com programas sociais de transferência de renda, são favoráveis ao crescimento da renda e do poder de compra deste segmento;

• a Classe C tem um perfil mais jovem, fazendo com que parte significativa destes consumidores esteja prestes a ingressar no mercado de trabalho e assim deverão se manter economicamente ativos por mais tempo, fenômeno também conhecido como “bônus demográfico”;

• a baixa penetração de bens duráveis nos domicílios da Classe C, o que gera demanda reprimida por tais bens; e

• o crescente acesso da Classe C à Internet, o que possibilita um maior volume de compras por meios eletrônicos.

Para facilitar o acesso desses clientes aos produtos que ofertamos, em outubro de 2001, nos associamos ao Itaú Unibanco, um dos maiores bancos no Brasil, para a formação da Luizacred.

4.4 FATORES CHAVES DE SUCESSO (FCS)

Marcada por ter iniciativas arrojadas foi a pioneira na abertura das chamadas lojas virtuais e é conhecida nacionamente por campanhas promocionais que levam multidões às suas lojas. O segredo do sucesso da empresa é profissionalismo, velocidade, qualidade e agilidade, tendo os clientes como centro do negócio e nunca perdendo de vista a responsabilidade social . O Magazine Luiza é uma empresa que não busca apenas vender produtos, sua meta é apresentá-los mostrando a facilidade que a aquisição de cada item pode gerar ao cliente.

http://ri.magazineluiza.com.br/

5 ANÁLISE SOBRE ASPECTOS ECONÔMICOS QUE AFETARÃO O NEGÓCIO

Custos e despesas extraordinárias, bem como créditos fiscais não aproveitados, impactaram os números.

A Magazine Luiza teve prejuízo de R$ 40,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra lucro líquido de R$ 12,3 milhões verificado um ano antes.

O resultado foi influenciado pelos "custos e despesas extraordinárias, bem como pelos créditos fiscais não aproveitados", apontou a empresa em seu demonstrativo financeiro.

Os custos e despesas extraordinárias totalizaram R$ 33,5 milhões entre janeiro e março deste ano.

Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) atingiu R$ 9,3 milhões, queda de 88,9% em relação aos três primeiros meses de 2011.

Além dos fatores já citados, o desempenho também foi pressionado pelo aumento nas provisões para perdas em crédito de liquidação duvidosa, que passaram de R$ 51 milhões no primeiro trimestre de 2011 para R$ 80,2 milhões no mesmo período deste ano.

A receita líquida, no entanto, aumentou 27,5% na base anual, para R$ 1,805 bilhão.

No conceito mesmas lojas (unidades abertas há mais de um ano), a Magazine Luiza cresceu 15,9% no primeiro trimestre.

Em março, a companhia possuía 730 lojas, sendo 623 lojas convencionais, 106 lojas virtuais e o site,totalizando um aumento de 126 lojas, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Somente nos três primeiros meses deste ano, a Magazine Luiza inaugurou sete lojas, sendo quatro convencionais no Nordeste e três virtuais no Paraná, e fechou outras cinco convencionais das recém adquiridas lojas do Baú.

5.1 IPI – VALOR TRIBUTÁVEL MÍNIMO NAS OPERAÇÕES COM COMERCIANTES INTERDEPENDENTES

Mauricio Alvarez da Silva*

Em se tratando de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) muitos são os cuidados que os contribuintes precisam ter, desde as mais simples obrigações acessórias até a correta determinação das bases de cálculo.

Em se tratando da formação do valor tributável quero destacar um aspecto interessante, que é o valor tributável mínimo em operações envolvendo estabelecimento distribuidor interdependente.

De acordo com o artigo 612, do Decreto 7.212/2010 (RIPI/2010), consideram-se interdependentes duas firmas:

i) quando uma delas tiver participação na outra de quinze por cento ou mais do capital social, por si, seus sócios ou acionistas, bem como por intermédio de parentes destes até o segundo grau e respectivos cônjuges, se a participação societária for de pessoa física;

ii) quando, de ambas, uma mesma pessoa fizer parte, na qualidade de diretor, ou sócio com funções de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação;

iii) quando uma tiver vendido ou consignado à outra, no ano anterior, mais de vinte por cento no caso de distribuição com exclusividade em determinada área do território nacional, e mais de cinquenta por cento, nos demais casos, do volume das vendas dos produtos tributados, de sua fabricação ou importação;

iv) quando uma delas, por qualquer forma ou título, for a única adquirente, de um ou de mais de um dos produtos industrializados ou importados pela outra, ainda quando a exclusividade se refira à padronagem, marca ou tipo do produto; ou

v) quando uma vender à outra, mediante contrato de participação ou ajuste semelhante, produto tributado que tenha fabricado ou importado.

Não caracteriza a interdependência referida nos itens (iii) e (iv) a venda de matérias-primas e produtos intermediários, destinados exclusivamente à industrialização de produtos do comprador.

Como se observa as possibilidades para caracterização da interdependência são amplas, razão pela qual deve ficar redobrada a atenção dos administradores tributários das indústrias e pessoas jurídicas equiparadas.

O artigo 195 do RIPI/2010 afirma que o valor tributável não poderá ser inferior:

a) ao preço corrente no mercado atacadista da praça do remetente quando o produto for destinado a outro estabelecimento do próprio remetente ou a estabelecimento de firma com a qual mantenha relação de interdependência; ou

b) a noventa por cento do preço de venda aos consumidores, não inferior ao previsto no item anterior, quando o produto for remetido a outro estabelecimento da mesma empresa, desde que o destinatário opere exclusivamente na venda a varejo;

Inexistindo o preço corrente no mercado atacadista, tomar-se-á por base de cálculo:

i) no caso de produto importado, o valor que serviu de base ao Imposto de Importação, acrescido desse tributo e demais elementos componentes do custo do produto, inclusive a margem de lucro normal; e

ii) no caso de produto nacional, o custo de fabricação, acrescido dos custos financeiros e dos de venda, administração e publicidade, bem como do seu lucro normal e das demais parcelas que devam ser adicionadas ao preço da operação, ainda que os produtos hajam sido recebidos de outro estabelecimento da mesma firma que os tenha industrializado.

O Parecer Normativo CST 44/1981, ao tratar do valor tributável para efeito de cálculo do IPI, assim dispôs sobre “mercado atacadista”:

“6.1. Isto significando, por certo, que numa mesma cidade, ou praça comercial, o mercado atacadista de determinado produto, como um todo, deve ser considerado relativamente ao universo das vendas que se realizam naquela mesma localidade, e não somente em relação àquelas vendas efetuadas por um só estabelecimento, de forma isolada.

7. Por isso, os preços praticados por outros estabelecimentos da mesma praça que a do contribuinte interessado em encontrar o valor tributável do IPI através do preço corrente do mercado atacadista devem ser considerados para o cálculo da média ponderada de que trata o §5º do artigo 46 do RIPI/79.”

Em princípio resta claro tratar-se de uma média pondera do mercado. Dúvidas existem quando há um único estabelecimento distribuidor e esse, porventura, também é interdependente.

Nesse ponto recentemente a Solução de Consulta Interna 8/2012 conclui que se “o mercado atacadista de determinado produto, como um todo”, possui um único vendedor, é inevitável que o valor tributável mínimo seja determinado a partir das vendas por este efetuadas. Nem por isso tais operações de compra e venda por atacado deixarão de caracterizar a existência de um “mercado atacadista”, possibilitando, portanto, a aplicação da regra estatuída no inciso I do artigo 195 do RIPI/2010.

Assim, o valor tributável mínimo aplicável às saídas de determinado produto do estabelecimento industrial que o fabrique, e que tenha na sua praça um único distribuidor, dele interdependente, corresponderá aos próprios preços praticados por esse distribuidor único nas vendas que efetue, por atacado, do citado produto.

Dessa forma, as operações realizadas por este estabelecimento corresponderão ao “universo das vendas” a que se refere o Parecer Normativo CST nº 44, de 1981, e tais operações de compra e venda configurarão o “mercado atacadista” de que trata o inciso I do artigo 195 do RIPI/2010.

O assunto é importante e ao mesmo tempo complexo, assim é recomendável aos administradores de indústrias, que eventualmente possam se enquadrar nessas condições, pautar o assunto internamente e submetê-lo a reuniões integradas por representantes dos setores administrativos, contábeis, fiscais e jurídicos, visando delinear concretamente o quadro da pessoa jurídica e, conforme o caso, adotar os procedimentos que forem julgados necessários para sanar a questão.

*Mauricio Alvarez da Silva é Contabilista atuante na área de auditoria independente há mais de 15 anos, com enfoque em controles internos, contabilidade e tributos, integra a equipe de colaboradores do Portal Tributário e é autor das obras Manual de Retenção do ISS, DFC e DVA, Planejamento Tributário do IPI e Manual do PIS e Cofins.

http://www.portaltributario.com.br/

5.2 IPI E SEU IMPACTO SOBRE A EMPRESA

O IPI ( Imposto Sobre o Produto Indrustrializado) afeta e muito no negócio da Magazine Luiza tanto positivamente quanto negativamente pois se este imposto aumenta reflete em produtos mais caros para os consumidores assim diminuindo as vendas e diminuindo o lucro da empresa. Já se o IPI diminui os produtos ficam mais baratos para o cliente assim aumentando as vendas gerando mais lucro para a empresa .