Trabalho Completo Análise De Risco Em Postos De Combustíveis

Análise De Risco Em Postos De Combustíveis

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Categoria: Tecnologia

Enviado por: Lorena 06 janeiro 2012

Palavras: 23079 | Páginas: 93

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os riscos e analisar um estudo de caso de uma instalação de posto de serviço com combustíveis líquidos e gasoso, no caso o GNV, mostrando as possíveis causas e prováveis consequencias de um acidente neste tipo de instalação, já que a nível de Brasil existem poucos trabalhos sobre o assunto.

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2 ANÁLISE SITUACIONAL E DIANÓSTICO DOS POSTOS DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

2.1 BREVE HISTÓRICO

A ANP, órgão regulamentador do setor de petróleo, subordinado ao Minsitério das Minas e Energia, é a instituição que autoriza a comercialização de produtos derivados de petróleo aos empreendedores do setor. Em seu anuário, a Seção 3 – Comercialização, está assim sub-dividida: Distribuição de Derivados de Petróleo 3.1 Bases de Distribuição 3.2 Vendas das Distribuidoras

Revenda de Derivados de Petróleo 3.3 Postos Revendedores 3.4 Transportadores-Revendedores-Retalhistas -TRRs 3.5 Preços ao Consumidor

Comercialização de Gás Natural 3.6 Consumo Próprio e Vendas de Gás Natural. (AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO, 2009).

O foco do nosso trabalho está nos itens 3.3 e 3.6, Postos Revendedores e Consumo próprio e Vendas de GÁS Natural, cujos dados estatísticos apresentados no anuário da Agência Nacional de Petróleo (2009) nos remete as seguintes informações: No final de 2008, 36.730 postos operavam no País, um número 4,9% superior ao observado no ano anterior (AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO, 2009). Deste total, 42,3% encontravam-se na Região Sudeste, 21,2% na Região Sul, 21,3% na Região Nordeste, 8,8% na Região Centro-Oeste e 6,5% na Região Norte. Ou seja, 84,8% dos postos revendedores localizavam-se nas Regiões Sudeste, Sul

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e Nordeste. São Paulo (23,4%), Minas Gerais (11,4%), Rio Grande do Sul (8,1%), Paraná (7,6%) e Rio de Janeiro (5,8%) concentravam 56,3% dos postos revendedores de combustíveis automotivos. Em âmbito nacional, 42,7% da revenda de combustíveis em 2008 se dividiram entre seis das 118 bandeiras atuantes: BR (17%), Ipiranga – CBPI e DPPI (10,7%), Chevron (5,5%), Shell (5,5%) e Esso (4%). Os postos revendedores que operam com bandeira branca, isto é, que podem ser abastecidos por qualquer distribuidora, tiveram a sua participação no total de postos revendedores ampliada de 43,1% em 2008 para 43,3% (vide Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2008), mantendo-se com um mercado conjunto maior que o das três primeiras colocadas no ranking nacional das bandeiras de postos revendedores de combustíveis. O abastecimento dos 11,1% restantes do mercado de combustíveis automotivos foi efetuado por postos de outras 118 bandeiras. As vendas de gás natural atingiram 19,7 bilhões m³ em 2008. Este volume teve uma variação positiva de 20,8% em relação a 2007, o que significou uma aceleração do ritmo de crescimento das vendas. Em 2008, o incremento mais expressivo das vendas de gás natural foi verificado na Região Sudeste (31,5%). A Região Sudeste seguiu assim representando a maior parcela do volume de gás natural comercializado no País, com 70,8% do total em 2008. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais foram os estados que exibiram as maiores taxas de crescimento no ano, respectivamente, 71,2%, 51,1% e 34,8% das vendas da Região Sudeste. O consumo próprio total de gás natural foi de 5,5 bilhões m³ em 2008, correspondendo a uma queda de 10,9% em relação a 2007. Do consumo próprio total, 2,9 bilhões m³ (52,6%) destinaram-se às operações de produção, volume que apresentou um crescimento de 0,5% em relação a 2007. Em refinarias, nos sistemas de movimentação de gás natural e UPGNs foram consumidos 2,6 bilhões m³ (47,8% do consumo próprio total) em 2008, registrando um decréscimo de 20,8% em relação ao ano anterior. No ano de 2008, a oferta interna de gás natural foi de 26,8 bilhões m³, o que corresponde a uma alta de 16,4% em relação a 2007. Da oferta interna no ano de 2008, 74,4% destinaram-se às vendas (ver gráfico 1) e 20,8% ao consumo próprio nas áreas de produção, refino, processamento e movimentação, enquanto outros

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4,8% foram absorvidos como líquido de gás natural (LGN) nas unidades de processamento de gás natural – (UPGNs) (AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO, 2009).

Gráfico 1 – Evolução das vendas nacionais, pelos produtores, de GNV 1999-2008 Fontes: Petrobras/Serplan; Petrobras/Unidade de Negócios Gás Natural (Tabela 3.27)

2.2 PANORAMA ATUAL

A experiência com a auditoria na rede de postos de serviços mencionada no início deste trabalho foi muito gratificante e proporcionou uma gama enorme de dados que nos possibilitou ter uma visão bastante apurada da situação atual destes empreendimentos não apenas em relação à adequação com a legislação ambiental em vigor, mas também quanto às gestões administrativa, financeira, comercial e organizacional. Foi possível observar quantos, quais são e como funcionam os processos produtivos neste setor. Quais as maiores dificuldades e os principais obstáculos enfrentados pelos empresários deste ramo. Os revendedores de combustíveis estão sujeitos à fiscalização de diversos órgãos públicos que não apenas fiscalizam como também cobram taxas, que em

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certos casos chegam a ser indevidas, quando não abusivas. Os principais órgãos fiscalizadores deste setor são: a) ANP – Agência Nacional de Petróleo. Órgão subordinado ao Ministério das Minas e Energia, que concede e controla as licenças para comercialização dos produtos derivados de petróleo e regulamenta as atividades do setor; b) INMETRO – Instituto Nacional de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial. Órgão subordinado ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, que fiscaliza a aferição das bombas de combustíveis e dos equipamentos de medição da qualidade dos combustíveis; c) IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Órgão subordinado ao Ministério do Meio Ambiente que, na verdade, não fiscaliza nada. Este órgão apenas recolhe uma taxa chamada de TCFA – Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental, que é paga em uma parcela anual ou em 04 (quatro) parcelas semestrais. Esta taxa vem sendo questionada na justiça por inúmeros empresários que não vêem razão para tal recolhimento, já que, em cada Estado da Federação existe um órgão de controle e fiscalização ambiental; d) IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente. Órgão subordinado a Secretaria Estadual do Meio Ambiente no RN que fiscaliza e concede as Licenças Ambientais no âmbito estadual. As taxas para licenciamento geralmente são de valor elevado; e) Prefeitura Municipal – Concede o Alvará de funcionamento, documento que habilita o empreendimento a exercer sua atividade, sendo renovável anualmente; f) CORPO DE BOMBEIROS – Fiscaliza e vistoria as instalações quanto as normas de segurança e concede o Habite-se, documento que autoriza o imóvel ser habitado com segurança. g) CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Entidade de natureza privada que fiscaliza a legalidade da construção do empreendimento. Existe ainda os outros órgãos fiscalizadores comuns a todos os outros tipos de comércio, tais como: Secretaria de Tributação Estadual, Municipal, etc. O Rio Grande do Norte conta hoje com quase 700 Postos Revendedores de Combustíveis espalhados pela Capital e Interior, que atendem uma demanda de

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694.824 veículos automotores (categoria B), (ver Tabela 1). Deste total 278.932 (40,14%) estão lotados em Natal e os 415.892 restantes nas demais cidades do Estado. De acordo com o anuário Estatístico 2006, a população do Rio Grande do Norte é de 3.043.760 habitantes, sendo que deste total 789.896 encontram-se em Natal. Isto dá uma média de 5,39 pessoas por automóvel em todo o Estado (AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO, 2009). Em Natal esta média cai para 3,32 e no interior sobe para 6,91. Esses números são bastante expressivos se comparados com os números de países desenvolvidos e se levado em consideração a péssima infra-estrutura de apoio logístico à atividade e ao motorista. É possível ainda observar, que o combustível mais consumido é a gasolina com 65,2% das vendas, deixando o Diesel em segundo lugar com 7,92% e o álcool bem atrás com 5,59% de participação nas vendas. Os bi-combustíveis (álcool/gasolina) têm uma participação de 14,35%, número que mostra o crescimento na produção e venda dos veículos movidos a álcool, bem como na produção do próprio combustível. O GNV vem em último lugar com uma participação total de 5,95%. Nestes números já estão inclusos todos os tipos de veículos automotores, inclusive caminhões e tratores.

Tabela 1 - DISTRIBUIÇÃO DA FROTA DO RIO GRANDE DO NORTE, SEGUNDO A CATEGORIA EM 02/11/2009 ÀS 15:31:42

CATEGORIA B Aluguel Aprendizagem Fabricante Oficial Particular TOTAL

ESTADO 41.766 624 1 8.944 643.489 694.824

% 6,01 0,09 0 1,29 92,61 100

NATAL 9.427 286 0 5.851 263.368 278.932

% 22,57 45,83 0 65,42 40,93 40,14

DEMAIS CIDADES 32.339 338 1 3.093 380.121 415.892

% 77,43 54,17 100 34,58 59,07 59,86

Fonte: (RIO GRANDE DO NORTE, 2009) (Atualização em tempo real).

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Gráfico 2 – Distribuição da frota do Rio Grande do Norte, segundo a categoria. Fonte: (RIO GRANDE DO NORTE, 2009) (Atualização em tempo real).

Tabela 2 - DISTRIBUIÇÃO DA FROTA DO RIO GRANDE DO NORTE, SEGUNDO O TIPO DE COMBUSTÍVEL EM 02/11/2009 ÀS 15:47:01 COMBUSTIVEL ********** Alcool Alcool-Gasol Álcool-GNC Alcool-GNV Diesel Diesel-GNV Elétrico-Fonte Interna Gás Metano Gasogênio Gasol-Alc-GNV Gasolina Gasolina-GNC Gasolina-GNV TOTAL ESTADO % NATAL 8.016 1,15 38.851 5,59 99.703 14,35 9 0 4.622 0,67 55.052 7,92 1 0 1 0 76 0,01 4 0 3.238 0,47 451.775 65,02 57 0,01 33.419 4,81 694.824 100 % 52,25 47,02 57,96 22,22 42,49 36,61 100 100 55,26 50 45,86 35,25 38,6 47,17 40,14 DEMAIS CIDADES 3.828 20.585 41.914 7 2.658 34.898 0 0 34 2 1.753 292.523 35 17.655 415.892 % 47,75 52,98 42,04 77,78 57,51 63,39 0 0 44,74 50 54,14 64,75 61,4 52,83 59,86

4.188 18.266 57.789 2 1.964 20.154 1 1 42 2 1.485 159.252 22 15.764 278.932

Fonte: (RIO GRANDE DO NORTE, 2009) (Atualização em tempo real).

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Gráfico 3 – Frota por tipo de combustível no Estado Fonte: (RIO GRANDE DO NORTE, 2009) (Atualização em tempo real).

No aspecto ambiental, pelo menos um dado estatístico é confortador. O combustível com maior potencial poluidor e contaminador, o óleo diesel, é o de menor consumo, ficando com apenas 8% do consumo total de combustíveis líquidos, como pode ser observado no gráfico acima. Isto nos dá tempo para implementar as adequações que necessitam ser feitas, enquanto o consumo deste combustível não chega a níveis próximos do de gasolina. O maior obstáculo a ser superado atualmente pelos empreendedores em geral é o processo de Licenciamento Ambiental. Para dar início a um empreendimento qualquer que possa causar danos ao equilíbrio ecológico como, por exemplo, poluição de ar, contaminação do solo, poluição de corpos hídricos, e outras ações prejudiciais ao meio ambiente é necessário obter junto ao órgão governamental responsável o licenciamento ambiental, que se refere à permissão que o órgão ambiental fornece ao empreendedor para que possa executar sua atividade econômica. É um procedimento de controle, tendo em vista ser um dos instrumentos de gestão ambiental do órgão Estadual de Meio Ambiente. É o conjunto de procedimentos técnico-científicos, administrativos e jurídicos que subsidiam a tomada de decisões sobre licenciar ou não as atividades que são poluidoras.

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O

CONAMA,

instituição

responsável

pela

criação

das

resoluções

regulamentadoras do licenciamento no Brasil, estabelece que o licenciamento é regulado pela Lei Federal nº 6.938, de 31/08/1981, conhecida como a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, que em 1997 criou a Resolução nº 237 (CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE, 1997). Esta definiu as competências da União, Estados e Municípios, a disciplina do licenciamento e a determinação de que deverá ser sempre feito em um único nível de competência. No Estado do Rio Grande do Norte o órgão responsável pela concessão de licenças ambientais é o IDEMA – Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente. No licenciamento ambiental são avaliados impactos causados pelo empreendimento, como por exemplo, a sua capacidade e potencial para a geração de líquidos poluentes, resíduos sólidos, ruídos e potencial de risco de explosões e incêndios, entre outros. Os tipos de Licença Ambiental exigidos pela resolução 273 do CONAMA são:

 Licença Prévia (LP): Licença que deve ser solicitada na fase de planejamento da implantação, alteração ou ampliação do empreendimento. Aprova a viabilidade ambiental do empreendimento, não autorizando o início das obras.  Licença de Instalação (LI): Licença que aprova os projetos. É a licença que autoriza o início do empreendimento. É concedida depois de atendidas as condições da Licença Prévia. Deve ser requerida na elaboração do projeto da obra, ou na atividade.  Licença de Operação (LO): Licença que autoriza o início do funcionamento do empreendimento. É concedida depois de atendidas as condições da Licença de Instalação. Deve ser requerida antes do início efetivo das operações, e se destina a autorizar o funcionamento do mesmo após verificada a compatibilidade com o projeto aprovado e a eficácia das medidas de controle ambiental.  Licença de Regularização de Operação (LRO): Licença que regulariza a operação dos empreendimentos já existentes anteriores a Lei. Exige todos os documentos da Licença de Instalação, tais como projetos de engenharia, Licenças de funcionamento da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, bem como estudos de impacto ambiental e adequações que se fizerem necessárias para a continuidade das atividades do empreendimento. (CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE, 2000)

A finalidade essencial do licenciamento ambiental é atender ao cumprimento da Resolução 273/2000 do CONAMA, que visa proteger, preservar e conservar o

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meio ambiente, objetivando a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável da sociedade. A nova legislação ambiental, regida pela Resolução CONAMA 273, como já foi dito, está em vigor desde 20 de novembro de 2000. Entretanto, exatamente 09 (sete) anos depois, apenas 20% do universo de Postos de Serviço do Estado do Rio Grande do Norte, ou o equivalente a quase 130 postos, se encontram devidamente adequados e licenciados. É um número muito baixo se compararmos com a situação de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que já tem mais de 60%. O principal fator inibidor é o custo da adequação, que é muito alto e, em certos casos, torna o empreendimento inviável. Um outro fator é a ignorância sobre o assunto, tanto da parte dos empreendedores quanto das distribuidoras e ainda do próprio órgão ambiental, que possui um corpo técnico deficiente, limitado e mal treinado. As palavras chave da Lei Ambiental, no que se refere à Postos de Combustíveis, são “contenção” e “segurança”. O que os ambientalistas e a própria natureza querem é que todos os equipamentos instalados em Postos de Combustíveis estejam devidamente contidos e seguros quanto a prováveis vazamentos e infiltrações de combustíveis no solo, que possam contaminar o aquífero com conseqüências desastrosas para a saúde da população. Por isso a nova tecnologia de produtos, materiais e instalação de Postos de Serviço substituiu todos os materiais para instalação do Sistema de Abastecimento Subterrâneo de Combustíveis (SASC), que antes era de ferro galvanizado, por tubos e conexões em Polietileno de Alta Densidade - PEAD, e os tanques que antes eram fabricados de chapa de aço carbono estrutural, com parede simples, foram substituídos por tanques revestidos com fibra ou tanque jaquetado. O piso da área de abastecimento e sobre os tanques deve ser de concreto polido, impermeabilizado e de alta resistência para que nenhum combustível ou óleo lubrificante derramado sobre o mesmo infiltre. As bordas deste piso, que devem ser coincidentes com a projeção da cobertura da área de abastecimento devem ter, em toda a sua extensão, uma canaleta de contenção, em perfil U de aço carbono, chumbada, para coletar todos os efluentes que venham a ser derramados sobre o piso. Os efluentes coletados pela canaleta de contenção da cobertura devem ser conduzidos até um recipiente também em PEAD chamado de Caixa Separadora de Água e Óleo, que tem a função de separar o óleo da água, retendo o óleo em outro recipiente e liberando a

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água limpa para o esgoto público e/ou fossa-sumidouro. Todos os equipamentos instalados, ou seja, tanques, bombas e filtros de diesel devem ter caixas de contenção, construídas em PEAD, sob as suas conexões, os chamados sumps. Quanto a segurança, o que sobressai não é a robustez e/ou blindagem dos equipamentos, mas sim a prevenção. Os novos equipamentos são dotados de dispositivos que podem evitar acidentes, tais como: Tubo de monitoramento intersticial em tanques jaquetados; poços de monitoramento de águas subterrâneas, válvula de retenção junto às bombas, câmara de acesso à boca de visita do tanque, proteção contra transbordamento, descarga selada, Válvula de proteção contra transbordamento, Válvula de retenção de esfera flutuante, Alarme de

transbordamento e outros. No projeto de instalação do Sistema de Operação do GNV, os equipamentos já são dotados de válvulas de alívio de última geração, detectores de vazamento de gás e alarmes que cortam o fornecimento imediato do GNV. As tubulações são subterrâneas, envelopadas em canaletas construídas em concreto armado de alta resistência. Ainda dentro do requisito “segurança”, outro aspecto de grande relevância é a proteção, a cargo de para raios, extintores de parede, tipo carreta e em certos casos hidrantes. Todos, itens exigidos pelo Corpo de Bombeiros para a emissão do Habite-se, documento imprescindível no processo de Licenciamento Ambiental. A norma exige ainda, que todo Posto de Serviço deve ter um plano de manutenção e operação dos Sistemas e Equipamentos sistematizado e

documentado através de relatório anual. Este Plano de Manutenção deve prever às manutenções preventiva e preditiva de cada equipamento que compõe o SASC, bem como dos outros que normalmente equipam um Posto de Serviço, tais como: compressor de ar e elevadores elétricos ou hidráulicos para troca de óleo ou manutenção de veículos. Acontece que, no universo dos 70% dos Postos de Serviço que ainda não possuem Licença Ambiental no Estado do Rio Grande do Norte, praticamente nenhum possui este documento e obviamente não executa Manutenção Preventiva e muito menos a Preditiva. Entretanto, foi observado que a única manutenção corriqueira em todos os Postos de Serviço é a corretiva, em bombas e filtros de óleo diesel apenas. Os tanques, que também deveriam ter um plano de manutenção, geralmente são esquecidos, até porque estão enterrados. Os tanques mais modernos já vêem com boca de visita e permitem o livre acesso as

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conexões e tubulações de chegada. São tanques jaquetados, de parede dupla, que podem ser ambas de aço carbono ou aço revestido com fibra (ver figura 1).

Figura 1 – Tanque jaquetado parede dupla Fonte: Catálogo, SIDERAÇO, 2009.

O plano de Manutenção e Operação exigido pela norma é subdividido, em dois programas, a saber: a) Programa de Controle Ambiental: O Programa de Controle Ambiental contempla a adequação do posto de serviço quanto aos processos e equipamentos necessários ao gerenciamento dos efluentes líquidos e resíduos sólidos. Com esse objetivo, devem ser elaborados os projetos de drenagem de águas pluviais, sistema de separação água/óleo e o esgotamento sanitário. Todos os projetos referentes ao sistema de drenagem oleosa devem seguir a norma ABNT-NBR14605/2000, o projeto de esgotamento sanitário as instruções técnicas para apresentação de projetos de sistemas de tratamento de esgotamento sanitários do IDEMA e as normas técnicas da ABNT pertinentes ao assunto; b)Programa de Atendimento a Emergências: O objetivo deste programa é a preservação da saúde e integridade dos colaboradores e clientes, do meio ambiente e dos recursos materiais e financeiros do empreendimento. Este programa deve

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contemplar a antecipação, reconhecimento, avaliação e controle da ocorrência de riscos existentes ou potenciais. Todos os colaboradores do posto de serviço devem ser capazes de identificar e comunicar devidamente qualquer ocorrência de situação anormal. Estima-se que todos esses equipamentos instalados em uma adequação, mais a mão-de-obra de instalação variem de R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais) a R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais), podendo variar um pouco para mais ou para menos em função do tamanho da área de abastecimento, da quantidade de bombas, da localização dos tanques e dos respiros, já que o custo por metro linear da tubulação em PEAD é bem mais caro do que a galvanizada e no que tange a instalação de GNV da quantidade de dispensers e da capacidade do Compressor. Como já foi mencionado anteriormente este é um fator de inibição. Mas o pior de todos é a ignorância do empreendedor que, em sua grande maioria, não tem a menor noção dos riscos e danos que este tipo de empreendimento está sujeito. Se o Empreendedor enxergar o tamanho da sua responsabilidade no contexto sócio-econômico e político, mudando de mentalidade, a questão financeira passa a ser secundária. Principalmente porque este ônus deve ser rateado por todos os co-responsáveis, Distribuidora, empreendedor e Proprietário do imóvel. Existem ainda as linhas de crédito a juros baratos específicas, bem como um cronograma físico e financeiro que pode ser negociado com o órgão ambiental para a implementação do projeto. O conjunto de todas essas providências e requisitos observados até aqui, se executados pelo empreendedor, acarretará uma diminuição substancial no Risco de acidentes, tornando a análise e estudo do Risco neste tipo de instalação menos complexo e oneroso.

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3 GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RISCO AMBIENTAL

3.1 INTRODUÇÃO

O estudo de risco ambiental apareceu como disciplina formal nos Estados Unidos de 1940 a 1950, paralelamente ao lançamento da indústria nuclear e também para a segurança de instalações (“safety hazard analyses”) de refinação de petróleo, indústria química e aeroespacial. No Brasil, especificamente em Cubatão com o Plano de Controle da Poluição de Cubatão em 1983 desencadeou-se uma série de exigências para garantir a boa operação e manutenção de processos e tubulações e terminais de petróleo e de produtos químicos das 111 unidades industriais locais, dando-se início ao uso institucional desse tipo de estudo de risco. No caso de risco sobre a saúde, por outro lado, é mais recente a sua aplicação e somente foi acelerada com a publicação do EPA “Carcinogenic Risk Assessment Guidelines” (1976) e dos trabalhos de remediação do solo na década de 80. No Brasil, em São Paulo, a Agência Estadual do Meio Ambiente (CETESB) realizou de forma esparsa estudos de relação causa efeito (tóxico-epidemiológico) para algumas empresas com grandes impactos sobre a saúde da população vizinha, como no caso do chumbo, mas sem uma aplicação como plano, programas e projetos como, por exemplo, no caso americano para os 189 poluentes perigosos do ar (“Hazardous Air Pollutants List/US EPA-The Clean Air Act Amendments of 1990, title III, Section 112 (b)”). Para o risco ecológico pode-se afirmar que o mesmo encontra-se na sua infância ao nível internacional e praticamente inexistente aqui no Brasil. Entretanto, o significativo aumento do seu interesse ao nível de toda a população do planeta, face os riscos eminentes que estão sendo mostrados, faz com que se possa tomar mais atenção e assumir mais comprometimentos em função das valiosas reservas de recursos naturais ainda aqui existentes.

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3.2 CONCEITO E DEFINIÇÕES

O estudo ou análise de riscos significa coisas diferentes para pessoas diferentes, por exemplo, o risco financeiro de se aplicar na bolsa de valores, o risco das empresas de seguro, as fatalidades de um acidente de uma planta de energia nuclear, o risco de câncer associado com as emissões poluidoras da indústria ou até de se fumar por 5 anos um determinado tipo de cigarro. Todos estes exemplos se mostram, apesar de muito diferentes um dos outros, como noções mensuráveis do fenômeno chamado risco. De forma unificada pode-se definir o estudo de risco como um processo de estimativa da probabilidade de ocorrência de um evento e a magnitude provável de seus efeitos adversos (econômicos sobre a saúde e segurança humana, ou ainda ecológico) durante um período de tempo especificado. Dentro das várias facetas do risco pode-se ainda exemplificar os danos econômicos de uma contaminação do subsolo nos centros industrializados do país, danos econômicos à área turística dos 8.500 km de extensão do nosso litoral por vazamento de óleo ou limpeza de tanques de navios, vazamentos ou explosão de tanques de combustíveis subterrâneos em postos de serviço, com conseqüente contaminação do solo e aqüíferos subterrâneos, com danos sobre a saúde dos consumidores e seus gastos decorrentes.

3.3 TIPOS DE ANÁLISES DE RISCO

Os três tipos de estudo de risco são:

3.3.1 Análise de Risco na Segurança (Processos e Instalações)

Tipicamente de baixa probabilidade, acidentes de alta conseqüência; agudo, efeitos imediatos. Relação causa-efeito óbvia. O foco deve ser dado na segurança

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do trabalhador e na prevenção de perdas, principalmente dentro dos limites do ambiente de trabalho.

3.3.2 Estudo de Risco sobre a Saúde

Tipicamente

de

alta

probabilidade,

baixa

conseqüência,

contínuos,

exposições crônicas; latência longa, efeitos retardados. As relações de causa e efeito não são facilmente estabelecidas. O foco é dado para a saúde de seres humanos, principalmente fora dos ambientes de trabalho.

3.3.3 Estudo de Risco Ecológico

Uma complexidade de interações entre populações, comunidades e ecossistemas (incluindo cadeia alimentar) ao nível micro e macro; grande incerteza na relação causa-efeito. O foco é dado em impactos de habitats e ecossistemas que podem se manifestar bem distantes das fontes geradoras do impacto. Face a extensão dos assuntos nas três áreas de interesse do risco ambiental: segurança, saúde humana e ecológico, neste trabalho vamos analisar apenas o item da segurança (“safety hazard analyses”).

3.4 O ESTUDO DE RISCO E SEU GERENCIAMENTO

Através da figura 2 é possível verificar como se desenrola o estudo e o gerenciamento do risco. Em geral o estudo de risco se constitui nas seguintes fases: 1) Identificação das fontes de perigo 2) Estimativa da dose resposta 3) Estimativa da exposição 4) Caracterização do risco Costuma-se também manter o estudo de risco separado do gerenciamento de risco uma vez que este último acaba envolvendo considerações sobre dados de

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risco, assim como informações políticas, sociais, técnicas e econômico-financeiras; todas elas importantes para o desenvolvimento de opções alternativas para o equacionamento dos riscos envolvidos. Deve-se também tomar cuidado para que a fase de estudos/caracterização do risco esteja terminada para que após isso se inicie a fase de gerenciamento do problema, sob pena de se ter implicações econômicas e políticas alterando sua direção e conclusões. O problema pode piorar se a fase de estudo/caracterização se demorar demais (5 a 10 anos) até o início das primeiras ações concretas na fase de gerenciamento. Durante este período podemos ter mudança de consultorias, de exigências de governo e novas estruturas políticas das agências ambientais etc.

Identificação do perigo

Estudo de Toxidade ESTUDO DE RISCO

Estudo de Exposição

Caracterização do Risco

Desenvolvimento e escolha de alternativas

GERENCIAMENTO DE RISCO

Seleção da Remediação Projeto e Implementação

Monitoramento e Revisão Figura 2 – Modelo Americano de Estudo de Gerenciamento de Risco. Fonte: GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RISCO AMBIENTAL I, Artigo publicado na Revista Banas Ambiental –

Ano II – nº 12 – Junho de 2001

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4 ANÁLISE DE RISCO DE UM POSTO DE SERVIÇO COM GNV ADEQUADO E GERIDO EM CONFORMIDADE COM AS NORMAS NBR 13781, 13783, 13784, 13785, 13786 E A RESOLUÇÃO COMAMA 273

O Gás Natural Veicular (metano) é um combustível "limpo" por não apresentar impurezas e resíduos da sua combustão. Outro ponto favorável para a sua utilização é o fato de não ser corrosivo nem produzir depósitos de carbonos nas câmaras de combustão. O Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível gasoso cujas propriedades químicas se adaptam bem à substituição dos combustíveis tradicionais para motores que funcionam através da ignição por centelhamento, sejam motores de quatro tempos (ciclo Otto) ou motores de dois tempos. Estes motores usam em geral a gasolina como combustível, porém no Brasil também são comuns os motores que utilizam álcool hidratado (etanol). No caso do uso do GNV em motores concebidos para utilizar gasolina ou álcool hidratado, é comum que se opere na forma "bicombustível", utilizando preferencialmente o GNV, porém podendo ser usado o combustível original (gasolina ou álcool hidratado). Os veículos que possuem este tipo de adaptação podem ser fabricados desta forma, vindos de fábrica com essa possibilidade de escolha quanto ao combustível a ser utilizado, ou podem ser adaptados em oficinas credenciadas, onde sofrem um processo de conversão e passam a poder contar com a opção de utilizar o GNV como combustível. O GNV também pode ser usado para propulsão de veículos movidos a óleo diesel (motores de dois ou quatro tempos que possuem ignição por compressão), quer na forma combinada, que utiliza tanto o diesel quanto o gás, ou substituindo o antigo motor movido a diesel por outro movido apenas a gás. Nestes casos, a conversão do veículo é mais complexa e também mais cara, principalmente se houver a necessidade de substituição do motor original ou realização de serviços de retífica. Em ambos os casos, a conversão se faz adicionando ao veículo um conjunto de equipamentos basicamente formado por: - Conjunto de reservatórios, denominados de cilindros, para acondicionar o GNV;

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- Rede de tubos de alta e baixa pressão; - Dispositivo regulador de pressão; - Válvula de abastecimento; - Dispositivo de troca de combustível; - Indicadores de condição do sistema. O abastecimento dos veículos convertidos para uso de GNV é normalmente feito com o produto à alta pressão, cerca de 220 atmosferas. Os Postos de Serviço recebem o produto através da linha de abastecimento proveniente da concessionária de gás canalizado local, comprimem o GNV em instalações providas de compressores, e disponibilizam o produto para o usuário em "dispensers" similares a bombas de gasolina ou álcool hidratado. Pelas características descritas

anteriormente, pode-se verificar que o uso de GNV tem importante papel na redução dos níveis de poluição atmosférica, uma vez que a sua combustão com excesso de ar tende a ser completa, liberando apenas dióxido de carbono(CO2) e água(H2O). Acrescente-se a isto o fato de que, por ser um combustível gasoso, possui um sistema de abastecimento e alimentação do motor isolado da atmosfera, reduzindo bastante as perdas por manipulação para abastecimento e estocagem. No ambiente urbano, o uso adequado deste combustível, se comparado com os combustíveis tradicionais, pode reduzir as emissões de monóxido de carbono (CO) em 76%, de oxido de nitrogênio (NOx) em 84% e de hidrocarbonetos pesados (CnHm) em 88%, praticamente eliminando as emissões de benzeno e formaldeídos cancerígenos. É importante que se destaque que o GNV apresenta riscos de provocar asfixia, incêndio e explosão, esta última principalmente em função da sua pressão de armazenagem. Em sua origem poderá ter ou não odor característico, conforme a presença ou ausência de compostos naturais de enxofre. Na etapa de distribuição normalmente é odorizado ou instalado um detector de presença metano no ambiente, para facilitar a detecção de vazamento em concentrações bem mais baixas que as mínimas necessárias para provocar combustão ou prejuízo à saúde. Por esse motivo é muito importante que seja realizada uma análise preliminar dos riscos por um profissional habilitado e qualificado, no projeto antes de iniciar a construção do posto. É importante ressaltar que um Posto de Serviço para abastecimento de GNV é uma instalação que apresenta algumas peculiaridades que

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o diferem dos Postos de Serviço que comercializam combustíveis líquidos. Estas peculiaridades tornam estas instalações aparentemente mais complexas. O projeto de construção de um posto de serviço para abastecimento de veículos movidos a GNV é, do ponto de vista técnico, um processo que deve ser baseado na norma NBR 12.236 - Critérios de Projeto, Montagem e Operação de Postos de Gás Combustível Comprimido da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, datada de fevereiro de 1994. Do ponto de vista normativo devem-se respeitar as distâncias mínimas que constam da Tabela 3, Capítulo 4 da NBR 12.236, reproduzida de forma resumida a seguir:

Tabela 3 – Distâncias mínimas segundo a norma NBR 12236

Locais e/ou Equipamentos Compressor/Estocagem Volume total da estocagem em litros Até 1.500 4.500 a 10.000 Sem Com Sem Com Parede 4TRF Parede 4TRF ou 3,00 1,00 4,00 1,00

Mais de 10.000 Sem Com Parede 4TRF 10,00 1,60

Local público/ Aberturas janelas limite de propriedade

Unidade de abastecimento líquido ou GNV Unidade de abastecimento de GNV Unidade de abastecimento de líquido/Limite de propriedade Local Público/Outra unidade de abastecimento de GNV Aberturas ou Janelas

5,00

-

5,00

-

5,00

-

3,00

2,00

Fonte: ABNT, Norma NBR 12236

Sempre que possível, o compressor deverá ser alocado na menor distância possível dos pontos de abastecimento, evitando assim que a perda de carga diminua a pressão final de abastecimento, principalmente nos equipamentos onde ocorra à redução de pressão de 250 kgf/cm2 para 220 kgf/cm2, logo após a estocagem fixa de gás, e não nos "dispensers". Como arranjo geral, deve ser evitado que o fluxo de veículos para os pontos de abastecimento de gás interfira nos pontos de abastecimento de combustíveis líquidos, assim como se deve restringir ao máximo a passagem do público nas áreas

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classificadas eletricamente, principalmente o acesso onde está instalada a unidade de compressão.

4.1 OBJETIVO DO ESTUDO

O principal objetivo deste trabalho é estabelecer uma sistemática para servir de referência para os procedimentos internos e externos da empresa nas atividades e/ou instalações capazes de causar danos às pessoas e/ou ao meio ambiente, em pontos externos às instalações, em decorrência de liberações acidentais de substâncias perigosas e/ou energia de forma descontrolada, dentro de um contexto de análise de riscos em postos de abastecimento de GNV.

4.1.1 Critério utilizado e nível de precisão da vistoria

Por ocasião da vistoria, procedida de forma rigorosa, utilizando o método de avaliação qualitativa, com inspeção “in loco” das atividades desenvolvidas no empreendimento. De conformidade com o que dispõe as normas específicas vigentes (NBR-8977 da ABNT, inerentes ao empreendimento, NR-20: Líquidos Combustíveis e Inflamáveis, aprovada pela Portaria MTE – Ministério do Trabalho e Emprego n◦ 3214/78, etc..), além de observado o disposto contido na Portaria MTE n° 3.311, de 29.11.89, que estabelece os princípios norteadores do Programa de Desenvolvimento do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, Anexo II – Plano Geral de Ação na Área de Segurança e Saúde do Trabalhador, Instrução para Elaboração de Laudos Técnicos. Por outro lado, foram consideradas situações críticas, tarefas desenvolvidas, locais ou postos de trabalho, existência de padrões e/ou procedimentos operacionais, condições ambientais, além de diversos itens práticos que auxiliaram, de sobremaneira nas conclusões deste trabalho.

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4.1.2 Pressuposto

Foram

avaliadas

as

condições

gerais

existentes

oferecidas

pelo

empreendimento, através de vistoria “in loco”, observação e leitura de projetos arquitetônicos e outros específicos, onde constam o seu lay-out, iluminação, instalação de linhas de gás para os dispensers, etc...

4.1.3 Metodologia utilizada

De acordo com a NBR-8977 da ABNT, bem como a NR-20, do MTE, pesquisando e adotando metodologia e diretrizes compatíveis com o setor de abastecimento de GNV da empresa.

4.1.4 Vistoria

Foi executada nova inspeção em 03/06/2009 em toda a área onde está localizado o empreendimento, analisando todos os parâmetros exigidos para uma vistoria submetida à perícia técnica, em conformidade com as Leis vigentes no País. A vistoria buscou constatar se o empreendimento está dentro dos padrões de segurança exigidos por Lei. Durante a inspeção foi avaliada a infra-estrutura utilizada pela empresa na área de abastecimento, bem como alguns de seus aspectos construtivos.

4.2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E DA REGIÃO

Por se tratar de um estudo com fins acadêmicos para avaliação de final de TCC, foram suprimindos os dados de identificação do empreendimento analisado, posto que o interesse maior são as informações coletadas, a forma como foram analisadas e sua conclusão.

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4.2.1 Descrição do Empreendimento

O empreendimento analisado consta de um posto de abastecimento de veículos automotores contendo em sua planta instalações distintas para

combustíveis líquidos e GNV (Gás Natural Veicular). O empreendimento está situado num terreno localizado na BR 304, com área total útil de 1.800,00 m² e área total construída de 768,11m2, divididos em 405,04 m² de área abastecimento de combustíveis líquidos, 189,05 m2 de área de abastecimento de GNV, 120,25 m² de área de escritórios incluindo BWC dos empregados e sala de gerencia, loja de conveniência, cozinha e depósito e 53,74m² para o setor de compressor de gás e estocagem, sendo o restante da área ocupada por canteiros de plantas, circulações e calçadas.

Área de Abastecimento

A área de abastecimento para GNV está instalada em área de 189,05m² de cobertura. O piso é de concreto polido de alta resistência e impermeável sobre uma laje de concreto com espessura média de 15 cm, de armação dupla. Possui 02 dispensers simples marca Junqueira, modelo D-2B 250/220, ano de fabricação 09/2008, nº de série BR 1335 01 e BR 1336 01, distribuídos em 02 ilhas individuais, estão instalados na área de abastecimento e programados para uma pressão de trabalho entre 220 e 250 Bar. . Estes dispensers atendem todas as normas de segurança e exigências feitas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) e demais órgãos licenciadores e de segurança. As estruturas destes dispensers são de aço carbono galvanizado com dupla camada de pintura. As colunas são de aço inoxidável (AISI 316) e os painéis em alumínio com dupla camada de pintura. O motor dos mesmos são a prova de chama. A cobertura existente foi construída em estrutura metálica formando o sistema de treliças espaciais e telha em alumínio.

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O piso da área de abastecimento foi construído em concreto armado de alta resistência, polido, com canaleta de contenção instalada em todo o perímetro que envolve os dispensers de abastecimento. A canaleta se encontra devidamente ligada ao sistema de drenagem oleosa e a caixa separadora de água e óleo, de acordo com as Normas Técnicas da ABNT. A área de abastecimento de combustíveis líquidos encontra-se

completamente adequada, com tanques jaquetados de parede dupla, linhas de sucção, retorno e respiro em PEAD, todas as unidades abastecedoras e filtros devidamente contidos com caixas de contenção e sistema de proteção contra incêndio devidamente instalado.

Loja de Conveniência

A loja de conveniência tem uma área de 29,52m². A mesma foi executada em alvenaria de tijolo de 8 furos e apresenta laje pré-moldada em concreto armado.

Sala do Compressor

O espaço destinado ao abrigo do compressor de gás é de 53,74m², sendo inclusa nesta área o espaço do painel elétrico, estocagem e a sala de máquina. A área de compressão foi construída em alvenaria de tijolo dobrado, com 20 cm de espessura, com capacidade de resistência ao fogo 4TRF, cobertura em telhas de alumínio sem laje de forro. A unidade compressora vistoriada é composta por Estocagem, compressor, linhas de alimentação e dispensers. A estocagem está equipada com 09 vasos de pressão (cilindros) de 240mm de diâmetro por 1.960mm de comprimento e capacidade para armazenagem de 42m3 de GNV cada. Estão distribuídos em 01 feixe de 09 unidades cada. Os cilindros estão interligados através de linha de pressão composta por válvulas de passagem e distribuição de alta pressão e 01 (uma) válvula de alívio regulada para 300 Bar.

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VISÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO

Foto 1 – Área de abastecimento

Foto 2 – Dispenser de abastecimento

Foto 3 – Casa do compressor

Foto 4 – Compressor de GNV

Foto 5 - Válvula de alívio

Foto 6 - Manifold

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Instalações elétricas

Todas as instalações elétricas devem ter medidas preventivas de controle do risco elétrico, especialmente se a área for classificada, pois a segurança da instalação e do profissional deve ser garantida com base em técnicas de análise de risco. Esta deveria ser uma recomendação óbvia, entretanto nem todas as empresas a cumprem. A nova versão da NR-10, publicada em dezembro de 2004, surge como forma de ratificar o compromisso das empresas em se regularizar, conforme determina a NBR 5418 todos os componentes elétricos em atmosfera explosiva deverão ser a prova de explosão, determina a NR10 da portaria 3.214/78 no item 10.1.2 “ Nas instalações e serviços em eletricidade, devem ser observadas no projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, as normas técnicas oficiais estabelecimento pelos órgãos competentes e, na falta destas, as normas internacionais vigentes” Todas as instalações elétricas sujeitas à acumulação de eletricidade estática devem ser aterradas, os painéis elétricos devem ser aprova de explosão, Fotos 7 e 8.

Foto 7 - Vista painel elétrico

Foto 8 - Componentes

Conforme determina a NBR 5419 e a NR 10 da portaria 3.214/78, toda edificação devem ser protegidas contra descarga atmosférica, ou seja, é preciso instalar um SPDA (Sistema de proteção contra descarga atmosférica) A descarga elétrica atmosférica (raio) é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível e

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aleatório, tanto em relação à suas características elétricas (intensidade de corrente, tempo de duração, etc.), como aos efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. Nada em termos práticos pode ser feito para se impedir a "queda" de uma descarga em determinada região. Não existe "atração" a longa distância, sendo os sistemas prioritariamente receptores. Assim sendo, as soluções internacionalmente aplicadas buscam tão somente minimizar os efeitos destruidores a partir da colocação de pontos preferenciais de captação e condução segura da descarga para a terra. Somente os projetos elaborados com base em disposições as normas técnicas podem assegurar uma instalação dita eficiente e confiável. Entretanto, esta eficiência nunca atingirá os 100 % estando, mesmo estas instalações, sujeitas a falhas de proteção. As mais comuns são a destruição de pequenos trechos do revestimento das fachadas de edifícios ou de quinas da edificação ou ainda de trechos de telhados. Os sistemas implantados de acordo com a norma, visam à proteção da estrutura das edificações contra as descargas que a atinjam de forma direta. Não é função do sistema de pára raios proteger equipamentos eletroeletrônicos (comando de elevadores, interfones, portões eletrônicos, centrais telefônicas, subestações, etc.), pois mesmo uma descarga captada e conduzida a terra com segurança, produz forte interferência eletromagnética, capaz de danificar estes equipamentos. Para sua proteção, deverá ser contratado um projeto adicional, específico para instalação de supressores de surto individual (protetores de linha). É de fundamental importância que após a instalação haja uma manutenção periódica anual a fim de se garantir a confiabilidade do sistema. É também recomendada uma vistoria preventiva após reformas que possam alterar o sistema e toda vez que a edificação for atingida por uma descarga direta.

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Sistemas existentes

Atualmente existem três métodos de dimensionamento: 1) Método Franklin, porém com limitações em função da altura e do Nível de proteção. 2) Método Gaiola de Faraday ou Malha. 3) Método da Esfera Rolante, Eletrogeométrico ou Esfera Fictícia.O método Franklin, devido as suas limitações impostas pela norma passa a ser cada vez menos usado em edifícios sendo ideal para edificações de pequeno porte. O método da esfera Rolante é o mais recente dos três acima mencionados e consiste em fazer rolar uma esfera, por toda a edificação. Esta esfera terá um raio definido em função do Nível de Proteção. Os locais onde a esfera tocar a edificação são os locais mais expostos a descargas. Resumindo, poderemos dizer que os locais onde a esfera tocar, o raio também pode tocar, devendo estes ser protegidos por elementos metálicos (captores Franklin ou condutores metálicos). Conforme define tabela 1 da NBR 5418 o nível de proteção para edificação explosiva é o nível I. Na visita realizada no Posto JP, evidenciamos que os projetos das instalações elétricas contemplavam componente a prova de explosão conforme determina NRB 5418, Fotos 9 e 10, todos os projetos elétricos estão com ART assinada por um engenheiro eletricista. Quanto ao SPDA a opção foi pelo tipo Franklin, cujas condições atendem a NRB 5419.

Foto 9 – Luminária a prova de explosão

Foto 10 – Tubulação a prova de explosão

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Instalações Mecânicas

Conforme determina o item 5.5.6.1 da NBR 12236 “As tubulações em canaletas devem ter distância mínima do seu topo até o piso de 0,30m, onde se espera passagem de veículos, e 0,20m, onde se espera passagem de pessoas. As canaletas devem ser protegidas com concreto vazado ou com grade com no mínimo 50% de área livre, de forma a permitir a liberação de vazamento de gás, devendo ser dimensionadas para tráfego de veículos. Prever drenagem destas”. E ainda, de acordo com o projeto e memorial descritivo em anexo as canaletas interna da casa do compressor, bem como a externa, para

encaminhamento da tubulação até a pista e chegada nos dispensers devem ter a seguinte especificação: 

Canaleta Interna

o Nas canaletas da área interna da casa do compressor deve ser considerada uma largura interna de 0,70 m conforme especificado no projeto arquitetônico. Essas medidas são as mínimas exigidas para as canaletas, devendo as grades de fechamento ter as medidas de acordo com o projeto específico, considerando os apoios laterais.

Canaleta Externa

o Nas calaletas da área externa, para encaminhamento da tubulação até a pista e chegada nos dispensers, deve ser considerada uma largura interna de 0,40 m, conforme especificado no projeto arquitetônico. Essas medidas são as mínimas exigidas para as canaletas, devendo as grades de fechamento ter as medidas de acordo com o projeto específico, considerando os apoios laterais. o Quando a pavimentação externa da pista forem paralelo ou “blokret”, recomenda-se estender as abas laterais de concretagem da canaleta em no

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mínimo 0,20 m, para facilitar a concordância entre os diferentes materiais e aumentar a absorção dos esforços decorrentes do tráfego. o Considerar uma cantoneira sob a abertura existente nas extremidades das ilhas de abastecimento (acesso à válvula de fechamento do dispenser) e outra cantoneira abaixo do dispenser. o Deverá ser executada na transição para a área classificada, uma mureta de 0,10 m no interior da canaleta, abaixo da projeção da cobertura, para separação das águas pluviais da drenagem oleosa, conforme detalhamento do projeto arquitetônico. Conforme evidenciado o posto JP atende esse requisito da norma, Fotos 11 e 12.

Foto 11 – Detalhe da canaleta

Foto 12 – Detalhe da grade de proteção

Manutenções Preventivas

Conforme determina a NBR 12236/94 “O fabricante deve fornecer para cada compressor, manual completo contendo instruções para instalação, operação e manutenção, além das especificações do equipamento e auxiliares”, determina o fabricante do compressor GNV ASPRO, modelo IODM 115-4 (160 CV), as seguintes

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interferências para manutenções preventivas (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994): O Posto JP deverá seguir rigorosamente todas as recomendações do fabricante e arquivar todos os relatórios das manutenções preventivas de maneira cronológica. No decorrer dos anos, isso dará informações a respeito do desgaste do equipamento. Deve-se realizar purga das linhas de gás do dispenser pelo menos uma vez ao dia para retirada de óleo acumulado proveniente do compressor. Nunca utilize solventes ou jatos d’água para limpeza dos dispenser. Use apenas pano úmido e sabão neutro. 

Com 500, 2.000 e 6.000 h Co11m 500, 2.000 e 6.000 h

_ Troca de óleo e filtro do óleo; _ Verificação da estanqueidade dos circuitos de gás e óleo; _ Verificar tensão e alinhamento das correias de transmissão; _ Verificar manômetros e pressões; _ Verificar termômetros e temperaturas; _ Verificar sistema de lubrificação secundária: 1ª etapa 5 gotas e as demais 4 gotas por minuto; _ Verificar reaperto e vazamento geral compressor e tubulações; _ Verificar corrente e equilíbrio de fases dos motores; _ Lavagem geral ( radiador, unidade, assoalho); _ Verificação do sistema de segurança (botões de emergência e válvula de alívio 4ª etapa); _ Verificação e/ou substituição das válvulas de admissão e descarga..0  Com 4.000 e 8.000 h

_ Troca de óleo e filtro do óleo; _ Verificação da estanqueidade dos circuitos de gás e óleo; _ Verificar tensão e alinhamento das correias de transmissão; _ Verificar manômetros e pressões; _ Verificar termômetros e temperaturas; _ Verificar sistema de lubrificação secundária: 1ª etapa 5 gotas e as demais 4 gotas por minuto;

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_ Verificar reaperto e vazamento geral compressor e tubulações; _ Verificar corrente e equilíbrio de fases dos motores; _ Lavagem geral ( radiador, unidade, assoalho); _ Troca do elemento filtrante da linha de entrada; _ Troca do elemento coalescente de saída; _ Verificação do sistema de segurança (botões de emergência e válvula de alívio 4ª etapa); _ Verificar a estanqueidade das gaxetas (venteio/cruzeta); _ Lubrificar motor principal (ver tabela 4); _ Verificação e/ou substituição das válvulas de admissão e descarga; _ Verificação dos anéis de compressão e pistões. 

Com 10.000 h

_ Troca de óleo e filtro do óleo; _ Verificação da estanqueidade dos circuitos de gás e óleo; _ Verificar tensão e alinhamento das correias de transmissão; _ Verificar manômetros e pressões; _ Verificar termômetros e temperaturas; _ Verificar sistema de lubrificação secundária: 1ª etapa 5 gotas e as demais 4 gotas por minuto; _ Verificar reaperto e vazamento geral compressor e tubulações; _ Verificar corrente e equilíbrio de fases dos motores; _ Lavagem geral (radiador, unidade, assoalho); _ Verificação do sistema de segurança (botões de emergência e válvula de alívio 4ª etapa); _ Verificar folga axial do virabrequim; _ Substituição dos rolamentos do motor do exaustor; _ Verificação e/ou substituição das válvulas de admissão e descarga.

Tabela 4 - Lubrificação do motor elétrico

MOTOR (CV) ROLAMENTO LADO DA POLIA ROLAMENTO OPOSTO DA POLIA

175

4.000 horas – 45g

8.000 horas – 34g

Fonte: Manual do Fabricante, Compressores Junqueira.

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Atenção: Utilizar somente graxa Polyrex, lubrificante sintético  Recomendações gerais de segurança para Postos de Combustíveis – “GNV” Todos os frentistas deverão ser treinados obrigatoriamente no procedimento operacional/ segurança abaixo. 

Procedimento para abastecer o veículo com GNV:

1. É expressamente proibida a utilização de cilindros clandestinos (botijão de gás de cozinha, ar comprimido, oxigênio, dentre outros) em veículos abastecidos de GNV; 2. É proibido o abastecimento por pessoas não autorizadas; 3. É proibido o abastecimento por pessoas não treinadas; 4. No abastecimento: desligar faróis, rádio, celular e o motor do veículo; 5. É proibido fumar; 6. Ao abastecer todos os ocupantes devem descer do veículo; 7. O aterramento elétrico é condição indispensável para o início do abastecimento pelo frentista; 8. Pressão de abastecimento: Não deve, nunca, ultrapassar 220 Kgf/cm². Se você ouvir falar de algum posto abastecendo com uma pressão maior que esta, cuidado. Evite o local e alerte seus colegas quanto ao risco; 9. Seu kit e cilindros são dimensionados para 220 Kgf/cm² de pressão. Acima disso, pode causar vazamentos no sistema, diminuindo a vida útil do seu equipamento e correndo o risco de provocar acidente; 10. Freie o seu veículo; 11. O motorista e os passageiros devem sair do carro; 12. Certifique-se de que a mangueira de abastecimento de GNV foi desconectada antes de arrancar (principalmente os veículos cujo abastecimento é traseiro).

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Procedimento para operação do compressor de gás natural comprimido tipo GNV:

Como ligar o compressor: Antes de iniciar a operação do compressor GNV, deverão ser observados seguintes PASSOS: 1- Verifique se todas as válvulas de expurgo estão fechadas. 2- Verifique se as válvulas de bloqueio manual de gás (linhas de sucção e descarga do compressor, armazenamento e dispensers) estão abertas. 3- No painel elétrico de comando, comute para posição “ON” (com a alavanca para cima) o disjuntor principal. 4- Verifique a tensão em cada fase girando a chave seletora do voltímetro para as distintas posições (R-S-T). Os valores deverão ser coincidentes (440V). 5- Comprove se todas as chaves termomagnéticas do painel principal estão ativadas, isto é, com a chave na posição “I”. 6- Verifique se os botões de emergência estão desabilitados, girando-os no sentido horário. 7- No painel de instrumentos, abra a porta de translúcida, pressione o botão “RESET” (Vermelho) em seguida a chave “MACHA. Neste instante acionarão os motores do exaustor e da bomba de óleo principal, além de acender a luz indicadora de cor amarelo-âmbar com a legenda “HABILITADO”. 8- Dentro de alguns segundos o compressor entrará em ciclo automático, acendendo-se as luzes indicadoras,conforme escrito acima.

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5

IDENTIFICAÇÃO DOS CENÁRIOS DE ACIDENTES E SEUS RESPECTIVOS EVENTOS INTERMEDIÁRIOS

Tabela 5 – Categoria das Freqüências

Categoria

A (Provável) B (Razoavelmente Provável) C (Remota) D (Extremamente Remota)

CATEGORIA DA FREQUÊNCIA Descrição

Há a probabilidade de ocorrer mais de uma vez durante a vida útil da instalação. Há a probabilidade de ocorrer pelo menos uma vez durante a vida útil da instalação. Pouco provável de ocorrer durante a vida útil da instalação. Teoricamente possível, porém não esperado de ocorrer durante a vida útil da instalação.

Probabilidade

P > 10

-2 -1

10  P < 10

-3

-1

10 P < 10 P < 10

-3

-2

Fonte: FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Roessler - Manual de Análise de Riscos Industriais - Março de 2001 Tabela 6 - Matriz de riscos resultante da combinação das categorias de freqüência e de gravidade.

Gravidade Frequência A (Provável) B (Razoavelmente Provável) C (Remota) D (Extremamente Remota)

I (Desprezível) RM RB RMB RMB

II (Marginal) RA RM RMB RB

III (Crítica) RMA RA RM RB

IV (Catastrófica) RMA RMA RA RM

Fonte: FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Roessler - Manual de Análise de Riscos Industriais - Março de 2001

Legenda: RMA Risco Muito Alto RA Risco Alto RM Risco Médio RB Risco Baixo RMB Risco Muito Baixo

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Tabela 7 – Categorias de Severidade

CATEORIAS DE SEVERIDADE

Descrição Nenhum dano ou dano não mensurável. Danos irrelevantes ao meio ambiente e às pessoas. Possíveis danos ao meio ambiente devido às liberações de substâncias químicas, tóxicas, ou inflamáveis. Pode provocar lesões de gravidade moderada às pessoas ou impactos ambientais com tempo reduzido de recuperação. IV Impactos devido à liberação de substâncias químicas, tóxicas, (Catastrófica) ou inflamáveis. Pode provocar mortes ou lesões graves às pessoas ou impactos ambientais com tempo de recuperação elevado. Fonte: FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Roessler - Manual de Análise de Riscos Industriais - Março de 2001. Categoria I (Desprezível) II (Marginal) III (Crítica)

A medida do risco é dada pela perda ocorrida num determinado intervalo de tempo. Para qualquer perigo, o risco pode sempre ser reduzido através de um aumento significativo das salvaguardas. O risco decorrente de um perigo somente pode ser totalmente eliminado pela supressão da fonte de risco. A Tabela 8 apresenta a APP, com os levantamentos dos riscos que podem ocorrer com a instalação, causas, modo de detecção do vazamento, freqüência de ocorrer o risco, gravidade do risco, classificação do risco e recomendações para minimizar, controlar ou reduzir o risco em caso de um vazamento de Gás Natural.

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Tabela 8 – Análise Preliminar de Perigos

ÁREA: POSTO DE COMBUSTÍVEIS Potencial de Danos Causas Fatores Atenuantes IDENTIFICAÇÀO DE PERIGOS ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGOS (APP) Sub-área/Equipamento: área de abastecimento Fatores Efeitos Cat Cat Cat Agravantes Freq. Sev Risco O Posto de abastecimento está próximo a uma área residencial Data: Recomendações/Observaç ões Cenário

Ruptura ou vazamento em: Mangueira de abasteciment o Liberação de Substância Inflamável (Gás Natural Veicular)

O abastecimento de veículos com GNV é feito em área ventilada

Tocha

D

III

2

------------------------------1

Incêndio em nuvem Conexões Existe sinalização de proibição de fumar e de uso de celulares, na área de enchimento de combustíveis A área de abastecimento de veículos com GNV não é isolada

C

III

2

Estabelecer um plano de ação para situações de emergência geradas pelo posto de combustíveis 2 Isolar a área de abastecimento de veículos com GNV, com o objetivo de impedir o acesso de pessoas não autorizadas ao local 3

Válvulas e acessórios

Explosão em nuvem

C

III

2

Contaminaçã o do ar

D

II

3

Estabelecer procedimentos para o abastecimento de veículos com GNV.

Explosão em equipamento s pressurizado s

Falha mecânica do reservatório de GNV.

Enchimento de reservatórios inadequados para o abasteciment o de GNV

Antes do abastecimento de veículos com GNV ser iniciado, o frentista verifica se o veículo não está utilizando botijões de gás de cozinha como reservatório de GNV

Há histórico de explosões de veículos em função da utilização de botijões de gás de cozinha como reservatórios de GNV

4 Traumas físicos decorrentes de explosão em equipamento s pressurizado s

D

III

3

Isolar a área de abastecimento de veículos com GNV, com o objetivo de impedir o acesso de pessoas não autorizadas ao local

5

50

Tabela 9 – Caracterização dos ambientes de trabalho do Posto JP

CARGO/FUNÇÃO

Chefe de pista Secretária Total Descrição das Atividades

ADMINISTRAÇÃO № de COLABORADORES

01 01 02 Gerenciamento administrativo e financeiro, controle de estoque de produtos derivados de petróleo recebidos para comercialização da empresa, etc.. Escritório e área de armazenamento dotada de iluminação natural e artificial, através de lâmpadas fluorescentes, paredes em alvenaria, complementada por ventilação forçada (arcondicionado)

Descrição do Ambiente do Trabalho

Fonte: Dutra, São Paulo, 2006

FÍSICO NÃO

QUÍMICO NÃO

BIOLÓGICO ERGONÔMICO MECÂNICOS NÃO SIM SIM

Quadro 1 - Existência de riscos ambientais durante o desenvolvimento das atividades Fonte: Dutra, São Paulo, 2006

FÍSICO NÃO

QUÍMICO NÃO

BIOLÓGICO NÃO

ERGONÔMICO Postura inadequada, monotonia e repetitividade, etc..

MECÂNICOS Incêndios e explosões, etc..

Quadro 2 - Identificação dos riscos Fonte: Dutra, São Paulo, 2006.

ÁREA DE TRABALHO ADMINISTRAÇÃO

DESCRIÇÃO das ATIVIDADES EXECUTADAS EQUIPAMENTOS OU FERRAMENTAS UTILIZADAS NAS ATIVIDADES DESCRIÇÃO do AMBI ENTE DE TRABALHO

CARGOS/FUNÇÕES GERENTE/SECRETÁRIA

Gerenciar e coordenar as atividades administrativas e financeiras e controlar o estoque de produtos derivados de petróleo recebidos para comercialização na empresa,etc.. Microcomputador, impressora, calculadora, aparelho telefônico, fax, arquivo, mesas, cadeiras, além de outros equipamentos de escritório, etc..

Escritório e área de armazenamento dotados de iluminação natural e artificial com lâmpadas fluorescentes, paredes em alvenaria, com ventilação forçada (ar condicionado). № de COLABORADORES EXPOSTOS – 02 Gerente e secretária HORÁRIO DE TRABALHO Diariamente das 08:00 as 18:00h, com duas horas de intervalo para almoço. IDENTIFICAÇÀO E CLASSIFICAÇÀO QUALITATIVA DOS RISCOS

RISCOS AMBIENTAIS FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS RISCOS ENCONTRADOS NÃO NÃO NÃO Postura inadequada, monotonia e FONTES GERADORAS DOS RISCOS NÃO NÃO NÃO Trabalho sentado FREQUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO AOS RISCOS NÃO NÃO NÃO Estresse físico e fadiga POSSÍVEIS DANOS AOS COLABORADORES EXPOSTOS AOS RISCOS NÃO NÃO NÃO Estresse físico

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MECÂNICOS

repetitividade, etc.. Incêndios e explosões, etc..

Pisos escorregadios, molhados, devido a resí duos de graxa, óleo e armazena mento de combustíveis e seus derivado