Trabalho Completo Anatomia e Fisiologia

Anatomia e Fisiologia

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Categoria: Biologia e Medicina

Enviado por: Luiza 29 dezembro 2011

Palavras: 44852 | Páginas: 180

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O conhecimento anatômico do corpo humano data de quinhentos anos antes de Cristo no sul da Itália com Alcméon de Crotona, que realizou dissecações em animais. Pouco tempo depois, um texto clínico da escola hipocrática descobriu a anatomia do ombro conforme havia sido estudada com a dissecação. Aristóteles mencionou as ilustrações anatômicas quando se referiu aos paradigmas, que provavelmente eram figuras baseadas na dissecação animal. No século III A.C., o estudo da anatomia avançou consideravelmente na Alexandria. Muitas descobertas lá realizadas podem ser atribuídas a Herófilo e Erasístrato, os primeiros que realizaram dissecações humanas de modo sistemático. A partir do ano 150 A..C. a dissecação humana foi de novo proibida por razões éticas e religiosas. O conhecimento anatômico sobre o corpo humano continuou no mundo helenístico, porém só se conhecia através das dissecações em animais. No século II D.C., Galeno dissecou quase tudo, macacos e porcos, aplicando depois os resultados obtidos na anatomia humana, quase sempre corretamente; contudo, alguns erros foram inevitáveis devido à impossibilidade de confirmar os achados em cadáveres humanos. Galeno desenvolveu assim mesmo a doutrina da "causa final", um sistema teológico que requeria que todos os achados confirmassem a fisiologia tal e qual ele a compreendia.

Porém não chegaram até nós as ilustrações anatômicas do período clássico, sendo as "séries de cinco figuras" medievais dos ossos, veias, artérias, órgãos internos e nervos são provavelmente cópias de desenhos anteriores. Invariavelmente, as figuras são representadas numa posição semelhante a de uma rã aberta, para demonstrar os diversos sistemas, às vezes, se agrega uma sexta figura que representa uma mulher grávida e órgãos sexuais masculinos ou femininos. Nos antigos baixos-relevos, camafeus e bronzes aparecem muitas vezes representações de esqueletos e corpos encolhidos cobertos com a pele (chamados lêmures), de caráter mágico ou simbólico mais que esquemático e sem finalidade didática alguma.

Parece que o estudo da anatomia humana recomeçou mais por razões práticas que intelectuais. A guerra não era um assunto local e se fez necessário dispor de meios para repatriar os corpos dos mortos em combate. O embalsamento era suficiente para trajetos curtos, mas as distâncias maiores como as Cruzadas introduziram a prática de "cocção dos ossos". A bula pontifica De sepulturis de Bonifácio VIII (1300), que alguns historiadores acreditaram equivocadamente proibir a dissecção humana, tentava abolir esta prática. O motivo mais importante para a dissecação humana, foi o desejo de saber a causa da morte por razões essencialmente médico-legais, de averiguar o que havia matado uma pessoa importante ou elucidar a natureza da peste ou outra enfermidade infecciosa.

O verbo "dissecar" era usado também para descrever a operação cesariana cada vez mais freqüente. A tradição manuscrita do período medieval não se baseou no mundo natural. As ilustrações anteriores eram aceitas e copiadas. Em geral, a capacidade dos escritores era limitada e ao examinar a realidade natural, introduziram pelo menos alguns erros, tanto de conceito como de técnica. As coisas "eram vistas" tal qual os antigos e as ilustrações realistas eram consideradas como um curto-circuito do próprio método de estudo.

A anatomia não era uma disciplina independente, mas um auxiliar da cirurgia, que nessa época era relativamente grosseira e reunia sobre todo conhecer os pontos apropriados para a sangria. Durante todo o tempo que a anatomia ostentou essa qualidade oposta à prática, as figuras não-realistas e esquemáticas foram suficientes.

O primeiro livro ilustrado com imagens impressas mais do que pintadas foi a obra de Ulrich Boner Der Edelstein. Foi publicada por Albrecht Plister em Banberg depois de 1460 e suas ilustrações foram algo mais que decorações vulgares. Em 1475, Konrad Megenberg publicou seu Buch der Natur, que incluía várias gravuras em madeira representando peixes, pássaros e outros animais, assim como plantas diversas. Essas figuras, igual a muitas outras pertencentes a livros sobre a natureza e enciclopédias desse período, estão dentro da tradição manuscrita e são dificilmente identificáveis.

Dentre os muitos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da técnica ilustrativa no começo do século XVI, dois ocuparam lugar destacado: o primeiro foi o final da tradição manuscrita consistente em copiar os antigos desenhos e a conversão da natureza em modelo primário. Chegou-se ao convencimento de que o mais apropriado para o homem era o mundo natural e não a posteridade. O escolasticismo de São Tomás de Aquino havia preparado inadvertidamente o caminho através da separação entre o mundo natural e o sobrenatural, prevalecendo a teologia sobre a ciência natural. O segundo fator que influiu no desenvolvimento da ilustração científica para o ensino foi a lenta instauração de melhores técnicas. No começo os editores, com um critério puramente quantitativo, pensaram que com a imprensa poderiam fazer grande quantidade de reproduções de modo fácil e barato. Só mais tarde reconheceram a importância que cada ilustração fosse idêntica ao original. A capacidade para repetir exatamente reproduções pictórica, daquilo que se observava, constituiu a característica distinta de várias disciplinas científicas, que descartaram seu apoio anterior à tradição e aceitação de uma metodologia, que foi descritiva no princípio e experimental mais tarde.

As primeiras ilustrações anatômicas impressas baseiam-se na tradição manuscrita medieval. O Fasciculus medicinae era uma coleção de textos de autores contemporâneos destinada aos médicos práticos, que alcançou muitas edições. Na primeira (1491) utilizou-se a xilografia pela primeira vez, para figuras anatômicas. As ilustrações representam corpos humanos mostrando os pontos de sangria, e linhas que unem a figura às explicações impressas nas margens. As dissecações foram desenhadas de uma forma primitiva e pouco realista.

Na Segunda edição (1493), as posições das figuras são mais naturais. Os textos de Hieronymous Brunschwig (cerca de 1450-1512) continuaram utilizando ilustrações descritivas. O capítulo final de uma obra de Johannes Peyligk (1474-1522) consiste numa breve anatomia do corpo humano como um todo, mas as onze gravuras de madeira que inclui são algo mais que representações esquemáticas posteriores dos árabes. Na Margarita philosophica de George Reisch (1467-1525), que é uma enciclopédia de todas as ciências, forma colocadas algumas inovações nas tradicionais gravuras em madeira e as vísceras abdominais são representadas de modo realista.

Além desses textos anatômicos destinados especificamente aos estudantes de medicina e aos médicos, foram impressas muitas outras páginas com figuras anatômicas, intituladas não em latim (como todas as obras para médicos), mas sim em várias línguas vulgares. Houve um grande interesse, por exemplo, na concepção e na formação do feto humano. O uso freqüente da frase "conhece-te a ti mesmo" fala da orientação filosófica e essencialmente não médica. A "Dança da Morte" chegou a ser um tema muito popular, sobretudo nos países de língua germânica, após a Peste Negra e surpreendentemente, as representações dos esqueletos e da anatomia humana dos artistas que as desenharam são melhores que as dos anatomistas.

Os artistas renascentistas do século XV se interessavam cada vez mais pelas formas humanas, e o estudo da anatomia fez parte necessária da formação dos artistas jovens, sobretudo no norte da Itália.

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o primeiro artista que considerou a anatomia além do ponto de vista meramente pictórico. Fez preparações que logo desenhou, das quais são conservadas mais de 750, e representam o esqueleto, os músculos, os nervos e os vasos. As ilustrações foram completadas muitas vezes com anotações do tipo fisiológico. A precisão de Leonardo é maior que a de Vesalio e sua beleza artística permanece inalterada. Sua valorização correta da curvatura da coluna vertebral ficou esquecida durante mais de cem anos. Representou corretamente a posição do fetus in utero e foi o primeiro a assinalar algumas estruturas anatômicas conhecidas. Só uns poucos contemporâneos viram seus folhetos que, sem dúvida, não foram publicados até o final do século passado.

Michelangelo Buonarotti (1475-1564) passou pelo menos vinte anos adquirindo conhecimentos anatômicos através das dissecações que praticava pessoalmente, sobretudo no convento de Santo Espírito de Florença. Posteriormente expôs a evolução a que esteve sujeito, ao considerar a anatomia pouco útil para o artista até pensar que encerrava um interesse por si mesma, ainda que sempre subordinada à arte.

Albrecht Dürer (1471-1528) escreveu obras de matemática, destilação, hidráulica e anatomia. Seu tratado sobre as proporções do corpo humano foi publicado após sua morte. Sua preocupação pela anatomia humana era inteiramente estética, derivando em último extremo um interesse pelos cânones clássicos, através dos quais podia adquirir-se a beleza.

Com a importante exceção de Leonardo, cujos desenhos não estiveram ao alcance dos anatomistas do século XVII, o artista do Renascimento era anatomista só de maneira secundária. Ainda foram feitas importantes contribuições na representação realista da forma humana (como o uso da perspectiva e do sombreado para sugerir profundidade e tridimensionalidade), e os verdadeiros avanços científicos exigiam a colaboração de anatomistas profissionais e de artistas. Quando os anatomistas puderam representar de modo realista os conhecimentos anatômicos corretos, se iniciou em toda Europa um período de intensa investigação, sobretudo no norte da Itália e no sul da Alemanha. O melhor representante deste grupo é Jacob Berengario da Capri (+1530), autor dos Commentaria super anatomica mundini (1521), que contém as primeiras ilustrações anatômicas tomadas do natural. Em 1536, Cratander publicou em Basiléia uma edição das obras de Galeno, que incluía figuras, especialmente de osteologia, feitas de um modo muito realista. A partir de uma data tão cedo como 1532, Charles Estienne preparou em Paris uma obra em que ressaltava a completa representação pictórica do corpo humano.

Talvez pensasse que uma polêmica era um modo de chamar atenção. Manteve depois uma disputa acirrada com seu mestre Jacques du Bois (ou Sylvius, na forma latina), que foi um convencido galenista cuja única resposta, ante as diferenças entre algumas estruturas tal como eram vistas por Vesálio e como as havia descrito Galeno, foi que a humanidade devia tê-lo mudado durante esses dois séculos.

Vesálio tinha atribuído o traçado das primeiras figuras a um certo Fleming, mas na Fabrica não confiou em ninguém, e a identidade do artista ou artistas que colaboraram na sua obra tem sido objeto de grande controvérsia, que se acentuou ante a questão de quem é mais importante, se o artista ou o anatomista. Essa última foi uma discussão não pertinente, já que é óbvio que as ilustrações são importantes precisamente porque juntam uma combinação de arte e ciência, uma colaboração entre o artista e o anatomista.

| VESÁLIOUma das primeiras e mais acertada solução para uma reprodução perfeita das representações gráficas foi encontrada nas ilustrações publicadas nos tratados anatômicos de Andrés Vesálio (1514-1564), que culminou com seu De humanis corpori, fabricada em 1553, um dos livros mais importantes da história do homem. Vesálio comprovou também que não são iguais em todos os indivíduos. Relatou sua surpresa ao encontrar inúmeros erros nas obras de Galeno, e temos que ressaltar a importância de sua negativa em aceitar algo só por tê-lo encontrado nos escritos do grande médico grego. Sem dúvida, apesar de ter desmentido a existência dos orifícios que Galeno afirmava existir comunicando as cavidades cardíacas, foi de todas as maneiras um seguidor da fisiologia galênica. Foram engrandecidas as diferenças que separavam seu conhecimento anatômico do de Galeno, começando pelo próprio Vesálio. |

As figuras da Fabrica implicam em tantos conhecimentos anatômicos que forçosamente Vesálio devia participar na preparação dos desenhos, ainda que o grau de refinamento e do conhecimento de técnicas novas de desenho, também para os artistas do Renascimento, excluem também que fora o único responsável. Até hoje é discutido se Jan Stephan van Calcar (1499-1456/50), que fez as primeiras figuras e trabalhou no estúdio de Ticiano na vizinha Veneza, era o artista. De qualquer maneira, havia-se encontrado uma solução na busca de uma expressão pictórica adequada aos fenômenos naturais.

No século XVII foram efetuadas notáveis descobertas no campo da anatomia e da fisiologia humana. Francis Glisson (1597-1677) descreveu em detalhes o fígado, o estômago e o intestino. Apesar de seus pontos de vista sobre a biologia serem basicamente aristotélicos, teve também concepções modernas, como a que se refere aos impulsos nervosos responsáveis pelo esvaziamento da vesícula biliar.

Thomas Wharton (1614-1673) deu um grande passo ao ultrapassar a velha e comum idéia de que o cérebro era uma glândula que secretava muco (sem dúvida, continuou acreditando que as lágrimas se originavam ali). Wharton descreveu as características diferenciais das glândulas digestivas, linfáticas e sexuais. O conduto de evacuação da glândula salivar submandibular conhece-se como conduto de Wharton. Uma importante contribuição foi distinguir entre glândulas de secreção interna (chamadas hoje endócrinas), cujo produto cai no sangue, e as glândulas de secreção externa (exócrinas), que descarregam nas cavidades.

Niels Steenson, em 1611, estabeleceu a diferença entre esse tipo de glândula e os nódulos linfáticos (que recebiam o nome de glândula apesar de não fazer parte do sistema). Considerava que as lágrimas provinham do cérebro. A nova concepção dos sistemas de transporte do organismo que se obteve graças às contribuições de muitos investigadores ajudou a resolver os erros da fisiologia galênica referentes à produção de sangue.

Gasparo Aselli (1581-1626) descobriu que após a ingestão abundante de comida o peritônio e o intestino de um cachorro se cobriam de umas fibras brancas que, ao serem seccionadas, extravasavam um líquido esbranquiçado. Tratava-se dos capilares quilíferos. Até a época de Harvey se pensava que a respiração estimulava o coração para produzir espíritos vitais no ventrículo direito. Harvey, porém, demonstrou que o sangue nos pulmões mudava de venoso para arterial, mas desconhecia as bases desta transformação. A explicação da função respiratória levou muitos anos, mas durante o século XVII foram dados passos importantes para seu esclarecimento.

Robert Hook (1635-1703) demonstrou que um animal podia sobreviver também sem movimento pulmonar se inflássemos ar nos pulmões.

Richard Lower (1631-1691) foi o primeiro a realizar transfusão direta de sangue, demonstrando a diferença de cor entre o sangue arterial e o venoso, a qual se devia ao constato com o ar dos pulmões.

John Mayow (1640-1679) afirmou que a vermelhidão do sangue venoso se devia à extração de alguma substância do ar. Chegou à conclusão de que o processo respiratório não era mais que um intercâmbio de gases do ar e do sangue; este cedia o espírito nitroaéreo e ganhava os vapores produzidos pelo sangue.

Em 1664 Thomas Willis (1621-1675) publicou De Anatomi Cerebri (ilustrado por Christopher Wren e Richard Lower), sem dúvida o compêndio mais detalhado sobre o sistema nervoso. Seus estudos anatômicos ligaram seu nome ao círculo das artérias da base do cérebro, ao décimo primeiro par craniano e também a um determinado tipo de surdez. Contudo, sua obsessão em localizar no nível anatômico os processos mentais o fez chegar a conclusões equívocas; entre elas, que o cérebro controlava os movimentos do coração, pulmões, estômago e intestinos e que o corpo caloso era assunto da imaginação.

A partir de então, o desenvolvimento da anatomia acelerou-se. Berengario da Carpi estudou o apêndice e o timo, e Bartolomeu Eustáquio os canais auditivos. A nova anatomia do Renascimento exigiu a revisão da ciência. O inglês William Harvey, educado em Pádua, combinou a tradição anatômica italiana com a ciência experimental que nascia na Inglaterra. Seu livro a respeito, publicado em 1628, trata de anatomia e fisiologia. Ao lado de problemas de dissecação e descrição de órgãos isolados, estuda a mecânica da circulação do sangue, comparando o corpo humano a uma máquina hidráulica. O aperfeiçoamento do microscópio (por Leeuwenhoek) ajudou Marcello Malpighi a provar a teoria de Harvey, sobre a circulação do sangue, e também a descobrir a estrutura mais íntima de muitos órgãos. Introduzia-se, assim, o estudo microscópico da anatomia. Gabriele Aselli punha em evidência os vasos linfáticos; Bernardino Genga falava, então, em “anatomia cirúrgica”.

Nos séculos XVIII e XIX, o estudo cada vês pormenorizado das técnicas operatórias levou à subdivisão da anatomia, dando-se muita importância à anatomia topográfica. O estudo anatômico-clínico do cadáver, como meio mais seguro de estudar as alterações provocadas pela doença, foi introduzido por Giovan Battista Morgani. Surgia a anatomia patológica, que permitiu grandes descobertas no campo da patologia celular, por Rudolf Virchow, e dos agentes responsáveis por doenças infecciosas, por Pasteur e Koch.

Recentemente, a anatomia tornou-se submicroscópica. A fisiologia, a bioquímica, a microscopia eletônica e positrônica, as técnicas de difração com raios X, aplicadas ao estudo das células, estão descrevendo suas estruturas íntimas em nível molecular.

Hoje em dia há a possibilidade de estudar anatomia mesmo em pessoas vivas, através de técnicas de imagem como a radiografia, a endoscopia, a angiografia, a tomografia axial computadorizada, a tomografia por emissão de positrões, a imagem de ressonância magnética nuclear, a ecografia, a termografia e outras.

ABORDAGENS ANATÔMICAS

As três principais abordagens para estudar anatomia são: regional, sistêmica e clínica.

a) Anatomia Regional: é o método de estudo do corpo por regiões, como o tórax e o abdome. A anatomia de superfície é uma parte essencial do estudo da anatomia regional. b) Anatomia Sistêmica: é o método de estudo do corpo por sistemas, por exemplo, sistema circulatório e reprodutor. c) Anatomia Clínica: enfatiza a estrutura e a função à medida que se relacionam com a prática da medicina e outras ciências da saúde. | |

Do ponto de vista médico, a anatomia humana consiste no conhecimento da forma exata, posição exata, tamanho e relação entre as várias estruturas do corpo humano, enquanto características relacionadas à saúde. Esse tipo de estudo é chamado anatomia descritiva ou topográfica. A anatomia topográfica é aprendida através de exercícios repetidos de dissecação e inspeção de partes (cádaveres especialmente destinados à pesquisa).

Do ponto de vista morfológico, a anatomia humana é um estudo científico que tem por objetivo descobrir as causas que levaram as estruturas do corpo humano a serem tais como são, e para tanto solicita ajuda às ciências conhecidas como embriologia, biologia evolutiva, filogenia e histologia.

Na área médica existe ainda um outro tipo de estudo anatômico, definida como anatomia patológica, que é o estudo de órgãos defeituosos ou acometidos por doenças. Já os ramos da anatomia normal com aplicações específicas, ou restritas a determinados aspectos, recebem nomes como anatomia médica, anatomia cirúgica, anatomia artística, anatomia de superfície.

PLANOS ANATÔMICOS

a) Planos Seccionais: quatro planos são fundamentais:

1) Plano Mediano: plano vertical que passa longitudinalmente através do corpo, dividindo-o em metades direita e esquerda. Parassagital, usado pelos neuroanatomistas e neurologistas é desnecessário porque qualquer plano paralelo ao plano mediano é sagital por definição. Um plano próximo do mediano é um Plano Paramediano. 2) Planos Sagitais: são planos verticais que passam através do corpo, paralelos ao plano mediano. | |

3) Planos Frontais (Coronais): são plano verticais que passam através do corpo em ângulos retos com o plano mediano, dividindo-o em partes anterior (frente) e posterior (de trás). | |

4) Planos Transversos (Horizontais): são planos que passam através do corpo em ângulos retos com os planos coronais e mediano. Divide o corpo em partes superior e inferior. | |

b) Planos Tangenciais: suponhamos, agora, que o indivíduo, em posição anatômica, esteja dentro de um caixão de vidro. As seis paredes que constituem o caixão representariam os planos tangenciais:

Plano Inferior: é o que se situa por baixo dos pés.

Plano Anterior: é o plano que passa pela frente do corpo.

Plano Posterior: é o que formaria o fundo do caixão, ou seja atrás das costas.

Planos Laterais: são as duas paredes laterais, que limitam os membros (superiores e inferiores), do lado direito e esquerdo.

CONCEITO DE ANATOMIA

No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.

| Um excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981 pela American Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais, genéticos e ambientais. Tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em termos temporais, desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura, no curso de evolução, passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento, crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas com fases diferentes de atividade funcional normal. |

POSIÇÃO ANATÔMICA

A posição anatômica é uma posição de referência, que dá significado aos termos direcionais utilizados na descrição nas partes e regiões do corpo. As discussões sobre o corpo, o modo como se movimenta, sua postura ou a relação entre uma e outra área assumem que o corpo como um todo está numa posição específica chamada POSIÇÃO ANATÔMICA. Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada. O corpo está numa postura ereta (em pé, posição ortostática ou bípede) com os membros superiores estendidos ao lado do tronco e as palmas das mãos voltadas para a frente. A cabeça e pés também estão apontados para frente e o olhar para o horizonte. | |

Posição SUPINA e PRONA são expressões utilizadas na descrição da posição do corpo, quando este não se encontra na posição anatômica.

POSIÇÃO SUPINA ou DECÚBITO DORSAL – o corpo está deitado com a face voltada para cima.

POSIÇÃO PRONA ou DECÚBITO VENTRAL – o corpo está deitado com a face voltada para baixo.

DECÚBITO LATERAL – o corpo está deitado de lado.

POSIÇÃO DE LITOTOMIA – o corpo está deitado com a face voltada para cima, com flexão de 90° de quadril e joelho, expondo o períneo.

POSIÇÃO DE TRENDELEMBURG – O corpo está deitado com a face voltada para cima, com a cabeça sobre a maca inclinada para baixo cerca de 40°.

QUADRANTES ADBOMINAIS

Para tornar mais fácil a localização dos órgãos na grande cavidade abdominopélvica, os anatomistas dividiram a cavidade abdominopélvica em nove regiões, sendo definidas da seguinte forma:

Região

Abdominopélvica Superior | Região

Abdominopélvica Média | Região

Abdominopélvica Inferior |

No nível da nona costela | Entre as nonas costelas e os

ossos do quadril | No nível superior aos

ossos do quadril |

Região Hipocondríaca Direita

Região Epigástrica

Região Hipocondríaca Esquerda | Região Lateral Direita

Região Umbilical

Região Lateral Esquerda | Região Inguinal Direita

Região Púbica (Hipogástrica)

Região Inguinal Esquerda |

Outro modo mais simples de dividir a cavidade abdominopélvica é em Quatro Quadrantes.

Esse método é freqüentemente utilizado para localizar uma dor ou descrever a localização de um tumor. Os planos sagital, mediano e transversal passam através do umbigo e dividem a região abdominopélvica nos quatro quadrantes seguintes:

CONSTITUIÇÃO DO CORPO HUMANO

Da menor até a maior dimensão de seus componentes, seis níveis de organização são relevantes para a compreensão da anatomia e fisiologia: os níveis químico, celular, tecidual, orgânico, sistêmico e organísmico. |

Nível Químico | Inclui os átomos (menores unidades de matéria que participam de reações químicas) e as moléculas (dois ou mais átomos ligados entre si). |

Nível Celular | A união das moléculas formam as células. As células são as unidades básicas, estruturais e funcionais do corpo humano. |

Nível Tecidual | Os tecidos são grupos de células e materiais em torno delas, que trabalham juntos para realizar uma determinada função celular. Existem quatro tipos básicos de tecidos, em seu corpo: tecido epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. |

Nível Orgânico | Os órgãos são estruturas compostas por dois ou mais tipos de tecido diferentes. Eles têm funções específicas e, usualmente,

têm formas reconhecíveis. |

Nível Sistêmico | Um sistema consiste em órgãos relacionados que

têm a mesma função. |

Nível Organísmico | É o maior nível organizacional. O organismo é um indivíduo vivo. Todas as partes do corpo, funcionando umas com as outras, constituem o organismo total – uma pessoa viva. |

Células

É a unidade viva fundamental. As células são consideradas como a menor porção viva do organismo e são tão pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscópio. Cada órgão é um agregado de numerosas células que se mantém unidades por estruturas intercelulares.

Forma

É muito variável a forma das células que constituem o organismo humano. Nosso sangue possui células vermelhas em forma de disco e as células brancas globulosas; as células que formam os órgãos nervosos são estreladas, piramidais e as que se encontram nos ossos são também estreladas.

Constituição das Células

As células se compõe de numerosos elementos, mas fundamentalmente elas são formadas de três partes:

Membrana Celular

A membrana celular é a camada que envolve a célula. Nas células vegetais e em muitos células animais (células da pele, músculo) é visível ao microscópio, mas em muitas células a membrana é tão fina que somente processos mais delicados permitem evidenciá-la. Através de seus diminutivos poros seleciona os alimentos a serem absorvidos pelo organismo (tecido).

Citoplasma

É a porção da célula situada por dentro da membrana. è formado por substâncias muito complexas que recebem o nome de proteínas, lipídios, glicídios, sais minerais e água; no citoplasma ocorrem as transformações químicas (metabolismo).

Núcleo

É um corpúsculo imerso no citoplasma, geralmente globuloso e central. Sua forma e posição são muito variáveis. regula as funções químicas das células: é formado pela membrana nuclear que envolve o suco nuclear, cromossomos e núcleo.

Nos cromossomos existem os gens que representam e transmitem determinados caracteres (exemplo: a cor dos olhos).

Algumas células não possuem núcleos (exemplo: os glóbulos vermelhos).

A membrana celular, o citoplasma e o núcleo atuam de maneira integrada nos processos vitais da célula, como: absorção, metabolismo, eliminação das toxinas, armazenamento das substâncias oferecidas em excesso, fagocitose e locomoção.

Substâncias Intercelulares

Essas substâncias são produzidas pelas células, localizam-se entre elas para constituir o seu arcabouço orgânico de sustentação.

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Histologia

O corpo humano possui grupos de células diferenciadas com características adaptadas a sua função, mas de ação independente.

Os tecidos humanos são: o tecido epitelial, o conjuntivo, o muscular e o nervoso.

Tecido Epitelial

Forma as membranas, que são a camada mais superficial do corpo e, dessa forma, reveste a superfície corpórea, inclusive as cavidades (estômago, bexiga, etc).

Funções:

> Proteger o organismo contra as ações mecânicas.

> Absorver as substâncias, por exemplo o epitélio intestinal, que absorve nutrientes.

> Excretar substâncias como glândulas sebáceas.

> Ser sensível ao estímulo, como o tato.

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Tecido Conjuntivo

É também conhecido como tecido conectivo; é o arcabouço básico de sustentação pois caracteriza-se por possui grande quantidade de substâncias intercelulares. Suas fibras podem ser de três tipos: fibras colágenas, elastinas e reticulares. O tecido conjuntivo divide-se em:

Tecido Conjuntivo Frouxo É formado por células com capacidade de se ploriferar e modificar durante os processos inflamatórios e de cicatrização. Encontra-se sob a pele na região subcutânea. Tecido Conjuntivo Fibroso Sua característica é a resistência à tensão e grande flexibilidade. Representado pelos tendões dos músculos, aponeuroses e cápsulas envoltórias de órgãos Tecido Elástico Sua característica é a elasticidade; é encontrado nas artérias maiores, nos ligamentos vocais da faringe. Tecido Adiposo É formado por células adiposas; é encontrado na forma de gordura de armazenamento na parede do trato intestinal e no subcutâneo e de gordura estrutural preenchendo todos os espaços vazios. Funciona como reserva alimentar, como sustentação para órgãos, proteção contra o frio e ações mecânicas. Tecido Cartilaginoso É formado por substâncias que promovem a sustentação do corpo com resistência elástica a pressão. São três os tipos de cartilagem: hialina, fibrosa ou fibrocartilagem e elástica. Tecido Ósseo Constitui os ossos do nosso organismo; é formado por células ósseas (osteófitos) separados por uma substância intersticial ou fundamental. Tecido Hematopoético É responsável pela produção dos elementos sólidos do sangue. Encontram-se na forma de: tecido mielóide e tecido linfóide.

Tecido Muscular

O tecido muscular é formado de células que se transformam em fibras e adquiriram a propriedade de se contrair e relaxar. A musculatura é responsável pelos movimentos do organismo. As células musculares alongadas são conhecidas como fibras musculares. Apresentam diferentes estruturas, são elas: Músculo Liso Não possui fibras estriadas; sua contração independe de nossa vontade Músculo Estriado É composto por fibras que vistas de microscópio mostram estrias verticais; estes músculos são de ação voluntária. Músculo cardíaco Apresenta fibras estriadas, mas de ação voluntária.

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SISTEMA ESQUELÉTICO

Função:

Suportar tecidos adjacentes. Proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo. Auxiliar no movimento do corpo, fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca. Produzir células sanguíneas – medula vermelha. Fornecer uma área de armazenamento para sais minerais, especialmente fósforo e cálcio, para suprir as necessidades do corpo. Responsável pela forma do corpo. Depósito de gordura – medula amarela.

Composição:

- Ossos

- Articulações

- Cartilagens

Ossos

O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza.

Principais Substâncias

Osseína Colágeno

É uma substância orgânica. Ela constituí uma rede no espaço intercelular. Sua falta torna o osso quebradiço.

Sais Minerais

São as substâncias responsáveis pela rigidez característica dos ossos, destacando remos os sais de cálcio e de fósforo. Os sais ligam-se à osseína tornando o osso rígido.

Classificação dos Ossos

Ossos Longos

Existe uma parte mediana comprida, a diáfise, ou corpo ósseo, e duas extremidades, as epífises. É o que acontece com o fêmur e o úmero. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto, e a parte interna por substancia esponjosa. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior, a cavidade medular, rodeada de tecido compacto.

Ossos Curtos

Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais, o que lhes confere grande resistência, ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. Exemplo: ossos do punho.

Ossos Chatos

São ossos achatados de pequena espessura em relação ao comprimento e a largura. A escapula é um exemplo.

Osso Longo | Osso Curto | Osso Chato |

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Camadas do Osso

Periósteo

Uma membrana dura e resistente que envolve completamente o osso, exceto nas juntas.

Tecido Ósseo Compacto

Forma uma espécie de capa rígida. Nervos e veias entram nos pequenos furos na superfície.

Tecido Ósseo Esponjoso

Tem numerosas cavidades. Nos ossos curtos e chatos, este tecido está na zona central. Nos ossos longos esta na epífise.

Medula Óssea Vermelha

Com células que fabricam glóbulos vermelhos e brancos. Localiza-se na ponta dos ossos longos.

Medula Óssea Amarela

Também chamado de “tutano”, com células gordurosas, encontra-se dentro da diáfise.

Células Ativas na Formação e Absorção do Osso

Osteoblastos

Atua na formação do osso.

Osteoclasto

Associado com a absorção, ou destruição óssea.

Obs: Em condições normais, deve existir um equilíbrio entre o processo de formação e de destruição óssea

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ESQUELETO

O esqueleto é composto de duas partes, esqueleto axial e esqueleto apendicular.

Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto, e de impares os que são únicos.

Cada osso tem um nome. Observe:

Cabeça:

Os ossos da cabeça são divididos em: ossos do crânio e ossos da face. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro, são ao todo 8 ossos, dos quais 2 são pares e 4 são impares. A face é formada por 14 ossos, sendo 6 pares e 2 impares.

Crânio:1 – frontal1 – occipital2 – parietais2 – temporais1 – esfenóide1 – etmóid | | Face:2 – maxilares2 – zigomáticos2 – palatinos2 – lacrimais – ungis2 – conchas nasais inferiores2 – nasais1 – vômer1 – mandíbula | |

Pescoço Anterior:1 – hióideCintura Escapular:2 – clavículas2 – escápulas – omoplatasTórax:Composto por doze pares de ossos em forma de arco. Esses ossos são denominados costelas e envolvem a cavidade torácica, protegendo os órgãos vitais como o pulmão, o coração e o fígado. São 7 pares de costelas que se prendem, por meio de cartilagens, ao osso externo, recebendo nome de costelas verdadeiras. Há também 3 pares de costelas que se prendem por cartilagens, ao sétimo par da costela verdadeira, recebem o nome de costelas falsas. Por fim existem as costelas flutuantes, que são 2 pares, ficam completamente soltas na parte da frente.1 – externo14 – costelas verdadeiras6 – costelas falsas4 – flutuantes | |

Membro superior:30 ossos X 2Braço:1 – úmero1 – cúbito1 – radioCarpo:1 – escafóide1 – semilunar1 – piramidal1 – psiforme1 – trapézio1 – trapezóide1 – capitato – grande osso1 – hamato – ganchoso | |

Metacarpo:(mão)5 – metacarpos (1-5 lateral – medial) Falanges:(dedos)5 – falanges proximais – falanges4 – falanges mediais – falanginhas5 – falanges distais – falangetas | |

Coluna: A coluna vertebral é um conjunto de 33 ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vértebras. Constitui a estrutura básica do esqueleto, pois sustenta a cabeça e o tronco. Além disso, protege a medula espinhal, importante componente do sistema nervoso. 7 – vértebras cervicais12 – vértebra torácicas – dorsais5 – vértebras lombares5 – vértebras sacras – sacro3 –5 – vértebras coccígenas – cóccix | |

Cintura Pélvica 2 – ilíacos – pélvicoílioísquiopúbis | |

Membro inferior: Coxa:1 – fêmur Joelho:1 – patela – rotula Perna:1 – tíbia1 – fíbula – perônio | |

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Tarso (calcanhar):1 – tálus – astrágalo1 – calcâneo1 – navicular – escafóide1 – cubóide3 – cuneiformesMetatarso (pé):5 – metatarsos (1-5 lateral – medial)Falanges (dedos):5 – falanges proximais – falanges4 – falanges mediais – falanginhas 5 – falanges distais – falangetas | |

A coluna vertebral merece um destaque quanto as suas curvaturas ou desvios de eixo:

# Desvio para frente: recebe o nome de lordose que pode ser cervical ou lombar. # Desvio para trás: recebe o nome de cifose que é torácica. # Desvio para os lados: recebe o nome de escoliose que pode ser parecido com um “S”, “C” ou ainda “espelhado”.

Estas curvaturas podem ainda classificar-se em três categorias:

Estruturais: que apresentam deformidades em suas estruturas categorias. Posturais: não apresentam deformidades ósseas, mas aparecem em raio x. Sociais: não apresentam deformidades ósseas e podem ou não aparecer no raio x.

Articulações

É a união de dois ou mais ossos contíguos. Os ossos de uma articulação deslizam uns sobre os outros sem atrito, devido à presença de cartilagens lisas, presentes nas extremidades dos ossos, e a lubrificação proveniente do liquido sinovial ali existente.

Função: proteger os ossos do desgaste do atrito, facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro.

Classificação

Sindesmoses: Ossos unidos por tecidos. Ex.: osso do crânio.

Sincondroses: ossos unidos por cartilagem. Ex.: base do crânio.

Sínfises: articulações recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens, além de tecido fibroso. Ex.: sínfise púbica.

Sinoviais: são superfícies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cápsula, com uma cavidade contendo liquido sinovial. Estas permitem liberdade de movimentos, porem com menos estabilidade.

Grau de Mobilidade

Sinartrose: imóveis.

Anfiartrose: semi-imoveis.

Diartrose: móvel.

Sinartrose(Imóvel) | Anfiartrose(Semo-móvel) | Diartrose(Móvel) |

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Cartilagens

Tecido conectivo compacto, elástico e flexível. As cartilagens podem ser classificadas de acordo com as suas funções:

- Hialina: recobrir as superfícies de todas as articulações. Existe também no nariz, na faringe e na traquéia.

- Fibrosa: formar os discos intervertebrais.

- Elástica: sustentar o pavilhão da orelha.

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Problemas no Sistema Esquelético

- Osteoporose: Moléstia óssea caracterizada por diminuição do conteúdo mineral; ao exame radiológico o osso afetado aparece mais transparente. A causa mais freqüente é a diminuição dos hormônios ovarianos na menopausa, avitaminose e algumas endocrinopatias, como a moléstia de Cushing.

Terapia: Sensibilização Podal e Massagem Osteossensibilizante.

- Espondilolistese: Má formação congênita, traumática ou degenerativa, que consiste no deslizamento progressivo de uma vértebra sobre a outra localizada imediatamente abaixo e que ocorre com maior freqüência na 5ª vértebra lombar que desliza sobre a primeira sacral. A espondilolistese tem como causa principal a espondilólise. Pode ser uma pseudo-espondilolistese (inclinação da faceta vertebral para frente) ou retroespondilolistese (inclinação da referida faceta para trás).

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória e Drenagem Linfática Propeli.

- Hérnia de Disco: ocorre quando, por ruptura de bolsas formadoras do disco, parte do material discal avança o perímetro do corpo vertebral atingindo estruturas nervosas..

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória, Manobras de Tração Lombar, Manobras de Descompressão Vertebral.

- Reumatismo Articular: Doença auto-imune que atinge e degenera as superfícies articulações (cartilagens) dificultando o movimento.

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória, tração Lombar, Manobras de Descompressão Vertebral, Drenagem Sinovial, Drenagem Linfática Propeli.

- Osteomielite: Processo inflamatório do osso.

Terapia: Sensibilização Podal.

- Artrose: Afecção crônica de caráter degenerativo dos tecidos articulares, provocando enrijecimento e deformação das articulações comprometidas.

Terapia: Drenagem Linfática Propeli, Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória, Sensibilização Podal, Drenagem Sinovial.

Curiosidades

- A medula óssea produz de dois a dez milhões de glóbulos vermelhos por segundo.

- Os ossos das mulheres são, em geral, menores e mais leves que os dos homens.

- Se colocarmos um osso numa solução ácida, depois de algum tempo ele vai se tornar mole, porque o ácido dissolve os sais minerais.

- Nosso sangue deve conter uma concentração estável de 1% de cálcio na forma iônica – Ca ++ que deverá sair dos ossos.

SISTEMA MUSCULAR

Função:

Função Principal:

Propiciar os movimentos.

Algumas funções secundárias:

- Nas artérias controlam o fluxo sanguíneo.

- No tórax realizam movimentos respiratórios.

- No sistema digestivo agem, desde a absorção do alimento até sua excreção.

- Na fonação participam no processo de emissão da voz.

- Na reprodução possibilitam a ejaculação do esperma.

- Durante a gravidez abrigam o embrião no útero (um saco muscular).

Os músculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. Existem aproximadamente 600 músculos no corpo. Desempenham funções determinadas de acordo com seu objetivo. Os músculos são feitos de fibras que se contraem quando estimulados por impulsos nervosos.

TIPOS DE MÚSCULOS

MÚSCULO ESQUELÉTICO OU ESTRIADO

Apresenta-se microscopicamente em faixas alternadas transversais, claras e escuras. Agem sob comando voluntário do cérebro produzindo movimentos dos ossos. Suas células são fibras longas e finas, dispostas em feixes. Os filamentos sobrepostos existentes no interior das células dão a esses músculos uma aparência estriada. Esses músculos são fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendões e ligamentos, exercem força sobre os mesmos para que se movam.

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MÚSCULO LISO

Esta presente nos órgãos internos, ocos e tubulares (estomago, intestino, vaso sanguíneo, bexiga urinaria, respiratório). Trabalham automaticamente para o funcionamento regular do corpo. Suas células são lisas, uninucleares, longas e estende-se em laminas em torno dos órgãos. Elas se contraem automaticamente para proporcionar movimentos lentos e ritmados que não dependem da vontade do individuo.

MÚSCULO CARDÍACO

É um músculo especializado que forma a parede do coração. Suas fibras se ramificam ao longo do comprimento. Elas se contraem automaticamente sob ritmo próprio (cerca de 70 por minuto) bombeando sangue do coração para todo o corpo. Suas células são uninucleadas, e tem contração involuntária. Único músculo que não cansa.

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COMO FUNCIONAM OS MÚSCULOS?

Ao se contrair, os músculos esqueléticos tracionam os ossos aos quais estão ligados, provocando um movimento do corpo. Os músculos não podem “empurrar” mas apenas “puxar”, por isso para cada músculo que causa movimento há outro que faz o movimento oposto. Por exemplo: um músculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexão. Esses músculos em pares são chamados antagonistas.

PRINCIPAIS MÚSCULOS

- Orbicular dos lábios: movimenta os lábios.

- Orbicular das pálpebras: abre e fecha os olhos.

- Masseter: músculo da mastigação.

- Esternocleidomastóideo: faz a cabeça balançar para o lado.

- Escaleno: ajuda a levantar a caixa torácica, ativo na respiração do ar, no tossir e no espirrar.

- Grande peitoral: movimenta os braços na posição de dar um abraço em alguém.

- Grande denteado: faz o levantamento das costelas durante a inspiração do ar.

- Reto do abdome ou grande obliquo: formam a parede do abdome protegendo as vísceras. Na mulher ficam estendidos durante a gravidez e são importantes no chamado trabalho de parto.

- Bíceps: ao se contrair, levanta o antebraço. Seu oponente é o tríceps que faz o antebraço abaixar.

- Flexor dos dedos: faz o movimento de dobrar os dedos sem fechar as mãos.

- Costureiro: faz o movimento de cruzar as pernas.

- Quadríceps crural: permite-nos esticar as pernas quando estamos sentados.

- Extensor dos dedos: estica os dedos dos pés.

- Tibial anterior: dobra o pe aproximando-o da perna.

- Trapézio: levanta os ombros e, juntamente com o esternocleidomastóideo participa dos movimentos da cabeça.

- Deltóide: levanta o braço para o lado. É no deltóide que são aplicadas a injeção.

- Tríceps: opõe-se ao bíceps, esticando o antebraço.

- Grande dorsal: muito ativo quando remamos, martelamos ou fazemos flexões apoiadas sobre as mãos.

- Glúteo médio e Grande glúteo: formam o que se chama de nádegas. Quando estamos de pe, esses músculos relaxam. Sua contração nos permite levantar quando estamos sentados.

- Bíceps da coxa: dobra a perna para trás.

- Gastronenio (gêmeos): dobra o pe para baixo, ligando-se ao tendão de Aquiles.

- Sóleo: sua contração permite-nos ficar na ponta dos pés. Muito ativo na dança, no salto, na corrida e no caminhar.

- Músculos presentes na cabeça e na face: importantes nas expressões do rosto, no soprar e no assobiar.

- Músculo diafragma: separa o tórax do abdome, responsável pela respiração.

- Músculos que movimentam os dedos das mãos: permite-nos segurar os objetos e fazer sinais.

Músculos Pescoço |

| Músculos Cabeça e Pescoço – Perfil |

Músculos Tórax | Músculos Cabeça, Pescoço, Tórax e Braço – Frente | Músculos Cabeça, Pescoço, Tórax e Braço - Costas |

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Músculos do Braço | Músculos do Antebraço | Músculos das Mãos |

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Músculos da Coxa | Músculos da Nádega, Coxas e Pernas – Costas | Músculos das Coxas e Pernas - frente |

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Músculos da Perna | Músculos do Pé |

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Fadiga muscular

É a incapacidade dos processos contrateis e metabólicos de sintetizar energia (ATP) para manter-se igual a sua degradação, ou seja o músculo está cansado .

Tônus muscular

Mesmo quando está em repouso, certa quantidade de tenção freqüente permanece, devido a impulsos nervosos da medula espinhal, já que as fibras não se contraem sem um estimulo ,ou seja o músculo permanece contraído por um tempo prolongado.

Antagonismo

Um músculo quando contraído necessita que seu antagonista, ou seja aquele que se opõem a ele, relaxe. Como por exemplo, quando o bíceps se contrai o tríceps relaxa.

Unidades de Forças Distintas

- Fibras lentas: produz pouca força por tempo prolongado

- Fibras rápidas: produz mais força em pouco tempo, portanto tem mais resistência à fadiga muscular.

Tipos de Movimentos

- Flexão: diminuição do grau de uma articulação.

- Extensão: aumento do grau de uma articulação.

- Adução: aproxima do eixo sagital mediano.

- Abdução: afasta do eixo sagital mediano.

- Rotação: em relação a um determinado eixo.

- Pronação: quando um osso gira sobre outro.

TENDÃO

São feitos de fibras de colágeno, um material muito forte, capaz de resistir á tração quando puxado longitudinalmente. Ao se contrair, um músculo traciona um osso por meio de um tendão, produzindo movimento. Os maiores tendões do corpo, facilmente perceptíveis pelo tato, são os de Aquiles.

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LIGAMENTO

É uma tira de tecido duro, mas levemente elástico – mais elástico do que o material dos tendões, porém menos do que o tecido muscular. Os ligamentos apóiam as articulações do corpo, estabelecendo a ligação entre os ossos que as compõem, com isso, os movimentos de cada articulação ficam limitados ao grau necessário. Alem disso, os ligamentos dão sustentação a alguns órgãos, como o fígado, e fixam os dentes ao maxilar e a mandíbula

Curiosidades

- O menor músculo do corpo humano se encontra no ouvido.

- Cerca de 50% de nosso peso são músculos. De acordo com Sappey possuímos 501 músculos.

- O coração é o único músculo que se auto excita.

- Uma simples expressão facial é o resultado de movimentos de muitos músculos.

. Problemas no Sistema Muscular

- Cãibra: Espasmo involuntário e doloroso de um músculo ou de grupo de músculos, em diversas partes do corpo; é freqüente a câimbra da panturrilha.

Terapia: Massagem Neurocirculatória e Drenagem Linfática Propeli.

- Dor Muscular: Pode ter por causa retenção de resíduos por excesso de atividade muscular voluntária ou involuntária.

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória e Descompressões Vertebrais.

- Músculo Atrofiado: Músculo que perdeu tônus e massa por inatividade.

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória e Descompressão Vertebral.

- Distensão Muscular: Músculo que esgarçou ou rompeu fibras.

Terapia: Espondiloterapia, Massagem Neurocirculatória, Descompressão Vertebral e Drenagem Linfática Propeli.

- Paralisia Facial: Ocorre quando nervos cranianos, facial ou trigêmeo, são afetados.

Terapia: Drenagem Linfática Propeli, Massagem Neurocirculatória e Sensibilização Podal.

SISTEMA GLANDULAR ENDÓCRINO

Função:

Regula as atividades do corpo produzindo e liberando, na corrente sangüínea, substâncias chamadas hormônio, que são produzidos por glândulas chamadas endócrinas.

As glândulas são classificadas em três tipos:

- Glândulas Endócrinas: São aquelas cuja substancia produzida é lançada na corrente sangüínea.

- Glândulas Mistas: São aquelas que produzem substâncias lançadas na corrente sanguínea, mas também produzem substancias que não são lançadas na corrente sangüínea. Ex.: Pâncreas, Ovários, Testículos.

- Glândulas Exócrinas: São aquelas cujas substancia não é lançada na corrente sangüínea. Ex.: Fígado, Lagrimais, Mamarias.

As substancias formadas por uma glândula endócrina, quando tem sua estrutura determinada, são chamadas de hormônios que seriam, como mensagens de uma glândula para outra ou órgão do corpo. Quando a estrutura de função da substância não é plenamente estabelecida dá-se o nome de “fatores”.

As principais glândulas endócrinas do corpo são:

Hipotálamo

Apesar de produzir substanciais que mais tarde serão lançadas no sangue não é considerado glândula endócrina tampouco exócrina. Suas substancias são enviadas ao lobo anterior e posterior da hipófise de onde atuam ou são liberadas. Parte das substancias produzidas pelo hipotálamo acabam atuando no lobo anterior da hipófise inibindo ou liberando seus hormônios.

Temos, portanto que apesar do hipotálamo não ser classificado tem forte influencia sobre o sistema. Alem disso, produz dois hormônios muito importantes que são armazenados no lobo posterior da hipófise.

Hormônios:

Vasopressina

Interfere na produção de urina e atua nos vasos sanguíneos provocando sua contração, elevando a “PA”.

Ocitocina

Provoca contração da musculatura lisa. Ex.: útero que se contrai no parto. Influencia a lactação das mamas para liberar leite das células glandulares nos ductos.

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Hipófise

Massa de tecido com cerca de 1 cm de diâmetro, pesando aproximadamente 0,8 mg no adulto, localiza-se no centro da cabeça, numa depressão do osso (sela túrcica). Consiste em duas divisões básicas: neuro-hipófise ou lobo posterior (depósito dos hormônios do hipotálamo) e adeno-hipófise ou lobo anterior (guarda os sete hormônios da hipófise).

Hormônios:

STH – Somatrotófico

Responsável pelo crescimento corporal aumentando o tamanho de todos os órgãos, provocando o crescimento ósseo, aumentando a formação protéica.

LTH – Luteotrófico – Prolactina

Age sobre os ovários impedindo a fertilidade e estimula a produção de leite na mulher.

ACTH – Adrenocorticotrófico

Atua sobre a supra-renal para produção dos hormônios corticais e no controle de água e dos sais minerais.

FSH – Folículo Estimulante

Estimula o crescimento do folículo ovariano, nas mulheres, e da espermatogênese, nos homens (um processo que também requer a ação da testosterona).

LH/ISCH – Luteinizante

Ativar as glândulas sexuais femininas e masculinas, produzindo estrógeno, progesterona e testosterona.

TSH – Tireotrófico

Regula o tamanho e a função da glândula tireóide, promovendo o crescimento tecidual e a produção e secreção dos hormônios da tireóide. Age também no aproveitamento pela tireóide da água, iodo, fósforo, açucares, gorduras, proteínas e vitaminas.

MSH – Melanócitos Estimulante

Atua na pigmentação da pele estimulando os melanócitos a produzir melanina, causando o escurecimento da pele e cabelo.

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Pineal - Epífise

Órgão pequeno e cônico, de cor cinza, que se localiza aproximadamente no centro do encéfalo, possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0,1 a 0,2 gramas.

Ativa o funcionamento das glândulas sexuais, atua sobre a hipófise e sobre o córtex da supra-renal, clareia a pele e mantém a pressão sanguínea equilibrada.

Hormônios:

Melatonina

Exerce efeitos inibidores sobre as gônadas e é um potente clareador da pele. Atua na indução ao sono.

Noradrenalina

Produz a constrição de todos os vasos sanguíneos do corpo, aumenta consideravelmente a pressão sanguínea, aumenta a atividade cardíaca, inibe a função do gastro-intestinal, dilata a pupila do olho e aumenta moderadamente o metabolismo.

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Tireóide

Órgão impar, situado na parte inferior do pescoço, encontra-se ligado a parte inferior da laringe e a parte superior da traquéia, tendo a forma de “H”. Pesa de 20 a 30 gramas, tem a consistência mole e a cor cinzenta, rosada. É um órgão muito vascularizado. É constituída de folículos de tamanhos uniformes que são considerados unidade funcional e estrutural.

Hormônios:

Tiroxina

É também conhecido com “T4”, pois possui 4 átomos de iodo conectados ao núcleo de tireonina.

Sua principal função é aumentar a atividade metabólica na maioria dos tecidos, com exceção do cérebro, baço, retina, testículos e pulmões. Promove também o crescimento e a diferenciação; aumenta o metabolismo oxidativo; é necessário para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central; aumenta o estabilismo do colesterol.

Triiodotironina

Conhecido como “T3”, por possuir 3 átomos de iodo. Tem a mesma função da tiroxina, porém é 5 vezes mais potente, embora esteja no sangue em quantidades mínimas. Esta diferença, deve-se ao fato da velocidade pela qual entra nas células-alvo, pois a tiroxina encontra-se presa a uma globulina fixadora.

Calcitonina

Descoberto na década de 60. É produzido por glândulas último-branquiais, que não existem isoladamente nos mamíferos, mas que estão incorporadas ou na glândula paratireóide ou a tireóide. A calcitonina inibe a absorção do osso. Sua ação é quase imediata.

Disfunções da Tireóide:

Hipotireoidismo

Baixa atividade da tireóide na produção de tiroxina.

Sintomas:

Nas crianças:

- Provoca a “cretinice”, que se caracteriza por tamanho reduzido, pele grossa, traços faciais grosseiros, metabolismo basal baixo, atrofia de órgãos sexuais e crescimento mental retardado.

No adulto, ocorre devido a carência de iodo, de bloqueios metabólicos na síntese de tiroxina, destruição da glândula por radiações ou remoção cirúrgica:

- Braquicardia.

- Apatia.

- Aumento de peso.

- Mexedema.

- Metabolismo reduzido.

- Perturbações das funções sexuais.

- Letargia mental.

- Aumento da glândula (bócio).

Obs.: O hipotireoidismo costuma atingir pessoas que vivem em solo pobre em iodo (longe do mar). Para evitar este problema costuma-se acrescentar iodo ao sal de cozinha.

Hipertiroidismo

Atividade excessiva da tireóide (cinco a quinze vezes acima do normal).

Sintomas:

- Olhos (cegueira por distensão do nervo óptico).

- Coração acelerado.

- Nervosismo.

- Aumento da temperatura.

- Aumento da sudorese.

- Perda de peso.

- Debilidade muscular.

- Pode formar bócio.

FATORES QUE AFETAM A PRODUÇÃO DOS HORMÔNIOS DA TIREÓIDE

· Exposição prolongada ao frio aumenta a produção de tiroxina em 100%.

· Estados de ansiedade aguda provocam diminuição da liberação do “TSH”.

· Estados de ansiedade crônicos (constantes) aumentam a secreção de “TSH”.

Paratireóides - Paratiróides

São quatro pequenas formações, arredondadas, do tamanho aproximado de 6 mm de diâmetro, pesando cerca de 30 miligramas. Localizam-se junto aos bordos da tireóide (lados). É de consistência mole, forma oval, achatada, de aspecto pardacento. O tecido das paratireóides consiste de dois tipos de células: as células principais, que secretam o hormônio paratireóideo e as células oxifilas que são discretamente maiores que as principais, porem, de função desconhecida.

Hormônios:

Paratireóide – Paratormônio

Age sobre a concentração serica de íons de cálcio (Ca++) e fosfato. Sua presença eleva a concentração do cálcio provocando a osteoclastia em grande estilo, ao mesmo tempo em que abaixa a porcentagem de fosfato estimulando sua secreção pelos rins; aumenta a reabsorção dos íons de magnésio e hidrogênio pelos túbulos renais enquanto a absorção de íons de sódio, potássio e aminoácidos diminuem; aumenta a absorção de cálcio pelos intestinos. Sua ação é mais pronunciada na decomposição óssea pelos osteoclastos.

A ação do hormônio paratireóideo é controlada pelo hormônio calcitonina, que é produzido por glândulas último-branquiais, e inibe a absorção do osso. Sua ação é quase imediata.

Disfunções:

Hiperparatireoidismo:

Sintomas:

- Eleva o nível de cálcio no sangue.

- Absorção do tecido ósseo.

- Degeneração e necrose do miocárdio bem como dos músculos estriados.

- Degeneração dos rins, estômago, tireóide e fígado.

- Hemorragias no estomago e intestino delgado.

- Ressecamento dos pulmões.

Hipoparatireoidismo:

Sintomas:

- Queda nos níveis de cálcio sérico e aumento do fósforo no sangue.

- Aparecimento de tetania que pode, pelos espasmos, obstruírem a passagem do ar