Trabalho Completo Apostila Desenho Tecnico

Apostila Desenho Tecnico

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Categoria: Outras

Enviado por: kaundarov 08 janeiro 2013

Palavras: 6617 | Páginas: 27

Esta apostila é para uso dos alunos do curso de graduação de Engenharia de Produção da

Universidade Candido Mendes. Reprodução proibida fora deste contexto.

Universidade Candido Mendes - Niterói

Coordenação de Engenharia de Produção

Apostila de Desenho Técnico Básico

Professor: Carlos Kleber da Costa Arruda

carloskleber@walla.com

Agosto de 2004

Apostila de Desenho Técnico Básico

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1.Introdução

1.1 Criando um desenho técnico

O desenho é uma forma de linguagem usada pelos artistas. Desenho técnico é

usado pelos projetistas para transmitir uma idéia de produto, que deve ser feita

da maneira mais clara possível.

Mesmo preso por procedimentos e regras, um desenho técnico necessita que o

projetista use sua criatividade para mostrar, com facilidade, todos os aspectos da

sua idéia, sem deixar dúvidas.

Do outro lado, uma pessoa que esteja lendo um desenho deve compreender seus

símbolos básicos, que são usados para simplificar a linguagem gráfica,

permitindo que haja o maior número de detalhes possível.

1.2 Normas

São guias para a padronização de procedimentos. Dependendo do âmbito de seu

projeto, você pode encontrar normas internacionais, nacionais e internas de sua

empresa, que buscam padronizar os desenhos.

Antes de mais nada, Normas não são leis – o profissional pode não se prender a

todos os aspectos da norma, desde que justifique e se responsabilize por isso. No

caso do desenho técnico, não teremos normas que comprometam diretamente a

segurança pessoal, porém procura-se sempre manter um padrão.

As seguintes normas se aplicam diretamente ao desenho técnico no Brasil:

NBR 10067 – Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico

NBR 10126 – Cotagem em Desenho Técnico

Sendo complementadas pelas seguintes normas:

NBR 8402 – Execução de Caracteres para Escrita em Desenhos Técnicos

NBR 8403 – Aplicação de Linhas em Desenho Técnico

Apostila de Desenho Técnico Básico

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NBR 12296 – Representação de Área de Corte por Meio de Hachuras em Desenho

Técnico

Outras normas podem ser utilizadas para desenhos específicos: arquitetura,

elétrica, hidráulica...

1.3 Desenho digital

Atualmente o usos de ferramentas de CAD (Computed Aided Design – desenho

auxiliado por computador) tornou obsoleto o uso de pranchetas e salas de

desenhos nas empresas. Um dos programas mais conhecidos é o AutoCAD, criado

pela empresa Autodesk, bastante difundido no mercado.

Os textos dentro de caixas indicam procedimentos práticos de uso no AutoCAD

dos exemplos da apostila.

1.4 Instrumentos usados

1.4.1 Lápis e lapiseiras

Ambos possuem vários graus de dureza: uma grafite mais dura permite pontas

finas, mas traços muito claros. Uma grafite mais macia cria traços mais escuros,

mas as pontas serào rombudas.

Recomenda-se uma grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma

grafite HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência

pessoal de cada um.

Os lápis devem estar sempre apontados, de preferência com estilete. Para

lapiseiras, recomenda-se usar grafites de diâmetro 0,5 ou 0,3 mm.

1.4.2 Esquadros

São usados em pares: um de 45o e outro de 30o / 60o. A combinação de ambos

permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas

paralelas e perpendiculares.

Para traçar retas paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo

esquadro através do papel. Caso o segundo esquadro chegue na ponta do

Apostila de Desenho Técnico Básico

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primeiro, segure o segundo esquadro e ajuste o primeiro para continuar o

traçado.

Figura 1 - Traçando retas paralelas com os esquadros

Figura 2 - Traçando retas perpendiculares com os esquadros

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Exercício

Utilize ambos os esquadros para traçar uma “estrela” de retas:, usando os

seguintes ângulos: 0o , 15o , 30o, 45o, 60o, 75o , 90o, 105o, 120o, 135o, 150o,

165o, 180o.

1.4.3 Compasso

Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso

tradicional possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos

com cabeças intercambiáveis para canetas de nanquim ou tira-linhas.

Em um compasso ideal, suas pontas se tocam quando se fecha o compasso, caso

contrário o instrumento está descalibrado. A ponta de grafite deve ser apontada

em “bizel”, feita com o auxílio de uma lixa.

Os compassos também podem ter pernas fixas ou articuladas, que pode ser útil

para grandes circunferências. Alguns modelos possuem extensores para traçar

circunferências ainda maiores.

Existem ainda compassos específicos, como o de pontas secas (usado somente

para transportar medidas), compassos de mola (para pequenas circunferências),

compasso bomba (para circunferências minúsculas) e compasso de redução

(usado para converter escalas).

1.4.4 Escalímetro

Conjunto de réguas com várias escalas usadas em engenharia. Seu uso elimina o

uso de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de execução do

projeto.

O tipo de escalímetro mais usado é o triangular, com escalas típicas de

arquitetura: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125. A escala 1:100 corresponde a

1 m = 1 cm, e pode ser usado como uma régua comum (1:1). O uso de escalas

será explicado mais adiante.

1.4.5 Folhas

O formato usado é o baseado na norma NBR 10068, denominado A0 (A-zero).

Trata-se de uma folha com 1 m2, cujas proporções da altura e largura são de

Apostila de Desenho Técnico Básico

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1: 2 . Todos os formatos seguintes são proporcionais: o formato A1 tem metade

da área do formato A0, etc.

Obtém-se então os seguintes tamanhos:

Ref Altura (mm) Largura (mm)

A0 841 1189

A1 594 841

A2 420 594

A3 297 420

A4 210 297

A5 148 210

Cabe ao desenhista escolher o formato adequado, no qual o desenho será visto

com clareza.

Todos os formatos devem possuir margens: 25 mm no lado esquerdo, 10 mm nos

outros lados (formatos A0 e A1) ou 7 mm (formatos A2, A3 e A4). Também

costuma-se desenhar a legenda no canto inferior direito.

1.4.6 Dobragem

Toda folha com formato acima do A4 possui uma forma recomendada de

dobragem. Esta forma visa que o desenho seja armazenado em uma pasta, que

possa ser consultada com facilidade sem necessidade de retirá-la da pasta, e que

a legenda estaja visível com o desenho dobrado.

As ilustrações abaixo mostram a ordem das dobras. Primeiro dobra-se na

horizontal (em “sanfona”), depois na vertical (para trás), terminando a dobra com

a parte da legenda na frente. A dobra no canto superior esquerdo é para evitar de

furar a folha na dobra traseira, possibilitando desdobrar o desenho sem retirar do

arquivo.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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2 1

3 2 1

4

4 3 2 1

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6

Figura 3 - Dobragem de alguns formatos

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2.Conceitos e convenções básicas

2.1 Caracteres

Assim como o resto do desenho técnico, as letras e algarismos também seguem

uma forma definida por norma. Até pouco tempo atrás as letras eram desenhadas

individualmente com o auxílio de normógrafos e “aranhas”. Hoje, tem-se a

facilidade de um editor de texto para descrever o desenho.

Exemplo de caracteres usados (fonte ISOCP.TTF que acompanha o AutoCAD)

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

abcdefghijklmnopqrstuwvxyz

1234567890

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

abcdefghijklmnopqrstuwvxyz

1234567890

Também é comum usar a fonte Simplex no AutoCAD, em versões anteriores

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

abcdefghijklmnopqrstuwvxyz

1234567890

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2.2 Cores

Desenhos técnicos, em geral, são representados em cor preta. Com as atuais

facilidades de impressão, tornou-se mais fácil usar cores nos desenhos, mas não

se deve exagerar.

Cada cor utilizada deve ser mencionada em legenda. Pode-se usar cores para

indicar peças diferentes, ou indicar o estado atual de uma peça (a retirar, a

construir, a demolir, etc).

2.3 Linhas

O tipo e espessura de linha indicam sua função no desenho.

Figura 4 - Exemplos de tipos de linhas

Contínua larga – arestas e contornos visíveis de peças, caracteres, indicação de

corte ou vista.

Contínua estreita – hachuras, cotas

Contínua a mão livre estreita (ou contínua e “zig-zag”, estreita) – linha de ruptura

Tracejada larga – lados invisíveis

Traço e ponto larga – planos de corte (extremidades e mudança de plano)

Traço e ponto estreita – eixos, planos de corte

Traço e dois pontos estreita – peças adjacentes

O uso de cada tipo de linha será visto detalhadamente nos próximos capítulos.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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2.4 Legenda

A legenda não informa somente detalhes do desenho, mas também o nome da

empresa, dos projetistas, data, logomarca, arquivo, etc. É na legenda que o

projetista assina seu projeto e marca revisões. Em folhas grandes, quando se

dobra o desenho, a legenda sempre deve estar visível, para facilitar a procura em

arquivo sem necessidade de desdobrá-lo.

Figura 5 - Exemplo de legenda

2.5 Entendendo desenho técnico mecânico

Como introdução ao desenho técnico, na grande maioria dos cursos é feita o

desenho mecânico. Logo, nada mais justo do que introduzir o aluno à

nomeclatura usada.

Abaixo temos um pequeno glossário dos principais termos usados:

Aresta – reta comum a dois planos; equivale a uma linha no desenho.

Broca – peça usada para furações.

Brocar – Furar com broca.

Calço – peça (geralmente uma cunha) usada para firmar ou nivelar.

Chanfrar – realizar um chanfro em uma peça.

Chanfro ou chanfradura – recorte em ângulo em uma aresta da peça.

Chaveta – peça colocada entre o eixo e a roda, com finalidade de engatá-las.

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Concordância – arredondado de uma aresta, podendo ser interno ou externo.

Entalhe – corte feito por serra.

Escarear – abrir um furo em uma forma cônica, geralmente para alojar a cabeça de

um parafuso.

Esmerilhar – acabamento de uma superfície.

Estampagem – obra em folha metálica, em geral recortada.

Decapagem – forma de alisar, polir ou limpar uma peça.

Forjar – dar forma a um metal quente a partir de golpes.

Fresar – operação a partir de ferramentas de corte (fresadora).

Limar – acabamento de superfície com lima.

Matriz – peça empregada em conformar ou prensar uma forma desejada.

Orelha – saliência de um peça.

Polir – alisar uma superfície com feltro ou semelhante.

Ranhura – sulco aberto em um eixo.

Rasgo de chaveta – sulco aberto para receber uma chavêta.

Rebaixo – parte cilíndrica alargada de um furo.

Rebarba – excesso de metal resultante de uma operação.

Rebite – pino usado como ligação permanente.

Recartilhar – tornar uma superfície áspera por meio de um serrilhado.

Ressalto – saliência de forma circular.

Retificar – executar acabamento em uma superfície a partir de material abrasivo.

Roscar – abrir uma rosca em um furo ou eixo.

Tarraxa – ferramenta para abrir roscas externas.

Tornear – operação de usinagem com tornos.

Trepanar – executar uma ranhura em forma circular em torno de um furo.

Vértice – canto de uma peça; ponto comum a duas retas.

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3.Construções Geométricas

Neste capítulo será visto as relações geométricas existentes e como elas podem

ajudar na construção do desenho, através basicamente do uso de compasso e

esquadros.

3.1 Conceitos básicos

Todas as construções geométricas partem de princípios básicos, estudados desde

a antiguidade. Quando ainda não existia sistemas matemáticos bem definidos,

todo o estudo de geometria era feito através dos desenhos. Tais conceitos são

válidos até hoje, mesmo com os recursos disponíveis atualmente.

3.1.1 Locais geométricos

Um local geométrico define uma condição, uma propriedade, ou uma restrição em

um desenho, que inclusive pode ser expressa matematicamente. Um exemplo

simples é a circunferência: todos os pontos no traço da circunferência estão a

mesma distância do centro.

Retas paralelas são outro exemplo de local geométrico: são dois conjuntos de

pontos que nunca se cruzam, e que estão à uma distância fixa.

Em suma, todas as formas no desenho são locais geométricos, e através de suas

propriedades é que iremos relacioná-los. Um exemplo prático:

- Tem-se dois pontos no espaço, denominados “A” e “B”, conforme a Figura

6, e deseja-se encontrar um terceiro ponto “C” que esteja à mesma

distância “x” de ambos os pontos.

- Sabemos que a circunferência define um conjunto de pontos que se

encontra com a mesma distância do centro. Com o compasso, pegamos na

régua o tamanho “x” e traçamos duas circunferências, uma com centro em

“A” e outra com centro em “B”. Veja a Figura 7.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Figura 6

Figura 7

- A interseção das duas circunferências é a nossa solução. Vemos inclusive

que existem dois pontos válidos, marcados como “C1” e “C2”, o que é

perfeitamente plausível. Caso o problema tivesse maiores restrições (por

exemplo, escolher o ponto mais alto) somente um dos pontos seria a

solução correta.

Figura 8

Figura 9

- Se escolhermos outras distâncias “x”, veremos outras soluções. Veremos

inclusive que podem haver distâncias cujas respostas é somente um ponto,

ou distâncias em que as circunferências não se cruzam, não havendo

solução.

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- O conjuntos de soluções, conforme nós variamos a distância “x”, pode ser

definida por uma reta. Esta reta é outro local geométrico, neste caso

definindo um conjunto de pontos que são equidistantes de “A” e “B”,

contendo inclusive “C1” e “C2”.

Figura 10

3.1.2 A “borboleta”

Com a prática verá que não é necessário traçar circunferências inteiras para

encontrar os pontos. Usa-se somente um traço aonde provavelmente estará o

ponto. O cruzamento destes traços do compasso é chamado informalmente de

“borboleta”.

Figura 11

Apostila de Desenho Técnico Básico

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3.2 Mediatriz

A reta (c) encontrada nas figuras anteriores também é chamada de mediatriz. Ela

define um ponto médio entre os dois pontos. Caso os pontos definem uma reta, a

mediatriz cortará esta reta em seu ponto médio, dividindo-a ao meio.

Figura 12 – mediatriz e ponto médio

O ponto médio pode ser encontrado com o recurso “object snap” (OSNAP), opção

MID (midpoint).

3.3 Divisão de uma reta

Aqui utiliza-se uma escala conhecida (por exemplo, a régua ou escalímetro) para

dividir uma reta em várias partes iguais.

- Trace uma segunda reta (BC), com qualquer comprimento, mas com um

vértice em comum com a reta a ser dividida (AB).

- Divida a reta BC com sua régua. No exemplo, vamos dividir em 5 partes,

faremos uma reta de 5 cm, marcando cada centímetro.

- Ligue os extremos A e C.

- Com os esquadros, faça retas paralelas à AC, transferindo os pontos da reta

BC para a reta AB.

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Figura 13 - divisão de uma reta

Além de retas, pode-se dividir arcos e circunferências com o comando DIVIDE. A

divisão é marcada por pontos (os mesmos criados pelo comando POINT) que

podem ser selecionados como qualquer objeto.

3.4 Traçar um reta passando por um ponto, paralelo a outra

reta

Este traço é feito facilmente com os esquadros. Caso não tenha disponível os

esquadros, há um método alternativo:

- Seja uma reta AB e queremos traçar uma paralela que passe pelo ponto P.

Com o compasso centrado em P, traça-se um arco de tamanho qualquer

que intercepte a reta, achando-se C.

- Sem alterar o tamanho no compasso, centre no ponto C e trace um arco,

que passará pelo ponto P e interceptará a reta novamente, achando-se D.

- Com o compasso, ache a distância entre P e D e, centrando o compasso em

C, trace um terceiro arco, interceptando o primeiro arco em E.

- A reta paralela está definida pelos pontos E e P.

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3.5 Construir um triângulo, sabendo-se os três lados

Este problema é similar ao ponto equidistante a dois pontos, com a diferença que

as distâncias não são iguais.

- Trace um dos lados, definindo a posição de dois pontos.

- Pegue a medida do segundo lado e trace uma circunferência com centro no

primeiro ponto.

- Pegue a medida do terceiro lado e trace uma circunferência com centro no

segundo ponto.

- A interseção define o terceiro ponto. Podem haver duas soluções.

3.6 Construir um hexágono regular

O hexágono possui a propriedade de ter seus lados com o mesmo tamanho do

círculo que o inscreve.

- Trace uma circunferência cujo raio é o tamanho de um dos lados do

hexágono. Esta é a circunferência no qual o hexágono estará inscrito.

- Define a posição de um dos vértices do hexágono.

- Com o compasso aberto no mesmo tamanho do raio, trace os vértices

vizinhos, em cima da circunferência, desta forma dividindo-a em seis lados

iguais.

- Ligue os vértices, encontrando o hexágono.

3.7 Construindo polígonos regulares com os esquadros

Aproveitando os ângulos dos esquadros e sabendo-se os ângulos de alguns

polígonos regulares, podemos construí-los com facilidade:

Polígono Número

de lados

Ângulo

interno

Quadrado 4 90o

Hexágono 6 60o

Octógono 8 45o

- Trace o primeiro lado do polígono e marque seu comprimento com o

compasso.

- Trace os lados adjacentes a este polígono com os esquadros, marcando o

mesmo comprimento com o compasso.

- Continue até fechar o polígono.

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3.8 Construir uma circunferência passando por três pontos

Sendo três pontos consecutivos A, B e C; traçar as mediatrizes de AB e BC. O

cruzamento das mediatrizes é o centro da circunferência.

3.9 Tangentes

Uma reta tangente a uma curva é perpendicular ao raio da curva no respectivo

ponto. Logo, para traçar corretamente uma tangente, é necessário obter o ponto

de tangência.

3.9.1 Reta passando por um ponto, tangente à circunferência

Caso o ponto P esteja sobre a circunferência, trace uma reta do centro (O) até o

ponto P. Com o auxílio dos esquadros, trace uma reta perpendicular a OP, que

será a tangente.

Caso o ponto P esteja fora da circunferência:

- Ligue o centro O até o ponto P.

- Ache a mediatriz do segmento OP, encontrando-se M.

- Trace uma semicircunferência centrada em M, passando por O e P, e

cruzando a circunferência. Este é o ponto de tangência T, encontrado pela

propriedade em que o ângulo OTP sempre será de 90o.

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Figura 14 - Tangente de um ponto exterior

3.9.2 Circunferência tangente a duas retas (concordância)

Esta representação aparece em muitos desenhos técnicos, por exemplo, aonde

uma peça tem seus cantos “aliviados” para minimizar os esforços mecânicos. A

concordância também surge em peças fundidas, aonde não se consegue cantos

agudos sem haver um trabalho de usinagem.

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Figura 15 - Concordância entre duas retas

Dadas as retas “r” e “s”, no qual deseja-se traçar uma concordância de raio R.

Trace uma paralela a “r” a uma distância R, definindo um lugar geométrico de

todas as circunferências de raio R tangentes a “r”. Faça o mesmo com a reta “s”, e

a interseção das retas, definido como “O”, será o centro da circunferência

procurada. Determine os pontos de tangência T e T’, traçando de “O”

perpendiculares a “r” e “s”.

As concordâncias podem ser feitas facilmente com o comando FILLET. Neste

comando, antes de selecionar os segmentos, pode-se determinar o raio da

concordância (R - radius).

3.9.3 Circunferência tangente a reta e circunferência

3.9.4 Circunferência tangente a duas circunferências

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4.Desenho Projetivo

4.1 Métodos de projeções ortográficas

Imagine a peça envolvida por um cubo, no qual cada face corresponderá a uma

vista, ou seja, o que você estaria enxergando da peça se você estivesse olhando

esta face de frente. Este cubo de vistas é então “planificado”, desdobrado. Desta

forma é possível visualizar todos os lados da peça em uma folha de papel.

A projeção ortográfica, na prática, pode ser feita de duas formas:

- no primeiro diedro: imagine vendo a peça a partir de um dos lados do cubo.

O desenho da vista será feito no lado oposta em que você se “localiza”

Figura 16 – Projeção das vistas no primeiro diedro, e representação

- no terceiro diedro: imagine vendo a peça a partir de um dos lados do cubo.

O desenho da vista será feito no mesmo lado em que você se “localiza”.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Figura 17 – Projeção das vistas no terceiro diedro

Figura 18 - Rebatimento dos planos para a representação no terceiro diedro

Apostila de Desenho Técnico Básico

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O conceito de vistas é aplicado para todos os seis lados possíveis do “cubo”. A

diferença entre a representação no primeiro diedro e no terceiro diedro é

simplesmente a inversão das posições das vistas no papel.

Figura 19 – projeção completa de seis vistas (terceiro diedro) e rebatimento

A figura abaixo mostra a diferença prática entre as duas representações:

Figura 20 – Representração de um carro no primeiro diedro

Figura 21 - Representração de um carro no terceiro diedro

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Pela norma, a representação é indicada pelos ícones abaixo, geralmente inclusos

na legenda. Para memorizar os ícones, basta imaginar um observador

(representado por um olho) posicionado do lado da peça:

Figura 22 – Denominação de primeiro diedro – ponto de vista e ícone

Figura 23 - Denominação de terceiro diedro – ponto de vista e ícone

4.1.1 Denominação das vistas

A princípio é escolhida uma face da peça como uma face “principal”, no qual será

denominada como “vista frontal”. A demominação de “frontal” pode ser a frente

real da peça, ou caso não haja esta referência, a vista frontal será a vista que

apresentará a peça com mais detalhes.

A vista frontal será a parte central do desenho, com todas as outras vistas em

volta dela. Nos lados teremos as vistas “lateral esquerda” e “lateral direita”,

Apostila de Desenho Técnico Básico

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sempre de acordo com o diedro escolhido. Da mesma forma, na parte vertical

teremos as vistas “superior” e “inferior”. Na extrema direita (ou esqueda) do

desenho, teremos finalmente nossa vista posterior (ou traseira), fechando as seis

vistas ortogonais principais.

4.2 Vértices, lados e faces

Ao desenhar as vistas de uma peça, veremos que cada vista irá mostrar somente

duas dimensões do objeto (largura e comprimento, comprimento e altura, etc). E

que entre cada vista haverá uma dimensão em comum. Por isso, é costume

desenhar as vistas alinhadas entre si – não é uma obrigação, pois a figura pode

não caber no papel - mas as vistas alinhadas torna a leitura do desenho mais

fácil.

Veremos que existirão faces que serão vistas como uma linha, caso esta face seja

ortogonal (paralela a um dos planos de projeção). Existirão também lados (linhas)

que serão vistas como pontos, quando vistas de frente.

4.3 Linhas ocultas

Em muitos casos, haverão detalhes da peça que não são vistos normalmente.

Detalhes internos, furos, ranhuras; mas que devem ser informados para que o

projeto seja compreendido.

Para isso, são usadas linhas tracejadas, na mesma espessura das linhas principais

da peça, que indicam que existe um detalhe interno, ou do outro lado da peça,

oculto por uma face.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Figura 24 – Exemplo de uma peça cilíndrica, no primeiro diedro, com linhas ocultas, eixo de

simetria e linhas de construção entre as vistas, mostrando a coincidência entre as dimensões da

peça

4.4 Escolha das vistas

Fica para o desenhista escolher as melhores vistas para ilustrar a peça. Em geral,

o uso de três vistas será suficiente, mas podem ocorrer casos particulares.

4.4.1 Menos vistas

Ás vezes uma peça cilíndrica pode ter duas vistas iguais, logo pode-se omitir uma

das vistas. Uma cunha, por exemplo, pode ter uma das vistas em que nada

acrescenta. Uma chapa de metal, sem maiores detalhes nas vistas lateral e frontal,

pode ter somente uma vista superior, e o projetista indica a espessura da peça na

legenda.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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4.4.2 Mais vistas

Da mesma forma, uma peça com muitos detalhes pode demandar o uso de 4, 5

ou até 6 vistas. Mesmo com o uso de somente três vistas (frontal, superior e

lateral) pode haver uma confusão de linhas ocultas, que dificultará a leitura do

desenho.

4.4.3 Vistas auxiliares

Usado para ilustrar faces fora dos planos ortogonais, no caso de faces inclinadas,

as vistas auxiliares serão vistas no próximo capítulo.

4.4.4 Vistas especiais

Outros recursos são usados para ilustrar todos os detalhes do projeto, como por

exemplo as vistas em corte. Estes recursos serão vistos mais adiante.

4.5 Linhas de Eixo e de Simetria

É importante no projeto e execução de uma peça a localização de seus pontos

médios e centros de arcos e circunferências. Estas linhas em geral são os

primeiros traços de um desenho, e ambas são representadas por uma linha do

tipo traço-e-ponto, estreita. No seu traçado, estas linhas ultrapassam levemente

o desenho da peça.

Deve-se desenhar uma linha de eixo ou simetria:

- Em qualquer peça simétrica, como por exemplo um cilindro ou cone,

inclusive em partes ocultas, como furos.

- No centro de circunferências, de preferência marcada com duas linhas

ortogonais.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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5.Representações Complementares

5.1 Vista Auxiliar

Uma superfície de uma peça só se apresenta com sua verdadeira grandeza

quando projetada sobre um plano paralelo. Até agora as peças apresentadas têm

suas faces paralelas aos planos principais de projeção, sendo sempre

corretamente representadas.

Porém, nada impede que exista um objeto com uma ou mais faces inclinadas, no

qual seria importante representar estas faces de forma verdadeira. Ora, para

perceber a verdadeira grandeza destas faces, é necessário mostrá-la de frente.

Nas vistas auxiliares, é comum traçar somente a face inclinada, omitindo-a

também da vista no qual encontra-se inclinada. O conjunto de vistas principais e

auxiliares demonstrará ao projetista a forma real da peça. A Figura 25 demonstra

como funciona.

Figura 25 - Exemplo de vistas ortográficas normais e o uso de vista auxiliar

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Figura 26 - Uso de vistas parciais

Figura 27 - Etapas de desenho de uma vista auxiliar

5.2 Vista auxiliar oblíqua (dupla)

Em certos casos, uma face da peça encontra-se inclinada em relação a todos os

planos principais de projeção. Neste caso, será necessário realizar dois

rebatimentos para encontrar a verdadeira grandeza da face. O resultado é

chamado de vista auxiliar oblíqua.

Primeiro deve-se tomar um plano de projeção que seja perpendicular à face e a

um dos planos principais de projeção. A partir desta vista intermediária, traça-se

a vista auxiliar oblíqua da face em questão.

Apostila de Desenho Técnico Básico

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Figura 28 - Etapas de desenho de uma vista auxiliar oblíqua

5.3 Elementos repetitivos

No caso de detalhes em uma peça que se repetem regularmente, como furos,

dentes, etc; pode-se traçar somente os primeiros detalhes, mostrando em

seguida as posições dos próximos (linhas de eixo ou um desenho simplificado).

5.4 Detalhes ampliados

Quando existem detalhes na peça no qual são muito pequenos, no qual a escala

utilizada é insuficiente, pode-se desenhar somente esta parte com uma

ampliação.

Para isso circunda-se a parte a ser ampliada (no desenho original) com uma linha

estreita contínua, devidamente identificado com uma letra maiúscula, e

desenhado ampliado, com a escala indicada.

O AutoCAD tem a facilidade de gerenciar as vistas das peças, através das

“viewports”. Cada viewport pode mostrar o desenho com uma escala diferente, ou

no caso de desenhos em 3D, em pontos de vista diferentes.

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5.5 Peças simétricas (meia vista)

Pode-se desenhar somente um dos lados de uma peça simétrica, no qual a linha

de eixo indicará a simetria. Pode-se usar esta representação para uma peça com

dois lados iguais (desenhando a metade) e quatro lados iguais (desenhando a

quarta parte), conforme figuras abaixo.

Figura 29 - Exemplo de uma meia-vista de uma peça simétrica no eixo horizontal

Figura 30 - Quarto de vista de uma peça simétrica nos dois eixos

A meia-vista pode ser aplicada tanto na vertical quanto na horizontal.

5.6 Vistas encurtadas (Linhas de interrupção)

Peças longas podem ter seu desenho simplificado, mostrando somente as partes

que contém detalhes. A representação de interrupção pode ser o traço a mão livre

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estreito ou o traço “zig-zag” estreito. Pode-se também usar esta representação

para peças cônicas e inclinadas.

Conforme será visto mais adiante, uma cota não é interrompida (veja figura

abaixo).

Figura 31 - Exemplo de interrupções

No AutoCAD, o traço “a mão livre” pode ser realizado com o comando SKETCH.

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6.Cortes e Representações Convencionais

6.1 Hachuras

São usadas para representar cortes de peças. A hachura básica consiste em um

traço estreito diagonal (em 45o), com um espaçamento constante.

Em desenhos mais complexos, pode-se ter vários tipos de hachuras, mais

elaborados. Isto tornou-se mais prático com o uso do CAD. A figura abaixo ilustra

algumas convenções de hachuras – porém estas representações variam muito,

dependendo da área, empresa, etc.

Figura 32 - Alguns tipos de hachura

O Comando HATCH desenha hachuras. Ao executá-lo, será apresentado uma

janela com os padrões disponíveis, incluindo os indicados na Figura 32.

Para inserir a hachura, basta usar o botão “Pick Points” na própria janela de

hachuras e selecionar um ponto interno da peça. Pode acontecer do programa

recusar o ponto – isso acontece porque o ponto tem que estar totalmente cercado

por linhas, arcos, etc; não podendo desta forma “vazar” por algum buraco para

fora da peça.

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6.2 Corte total

A representação do corte é exatamente imaginar que a peça encontra-se partida

ou quebrada, mostrando assim os detalhes internos. Com isso, deixa de ser

necessário o uso de linhas ocultas, na maioria dos casos.

Figura 33 - Representação do corte em uma peça

Imagina-se o corte como um plano secante, que passa pela peça, separando-a

em dois pedaços e mostrando a parte interna. O plano secante (também chamado

plano de corte) é indicado em outra vista, mostrando aonde se encontra o corte

(veja Figura 33 e Figura 34).

A representação do plano de corte é com um traço estreito traço-e-ponto,

exatamente como a linha de simetria, com a diferença de ter nas extremidades

um traço largo. O plano de corte deve ser indentificado com letras maiúsculas e o

ponto de vista indicado por meio de setas. A parte larga do plano de corte não

encosta no desenho da peça. A linha de corte pode coincidir com a linha de

simetria.

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Figura 34 - Representação de corte total da Figura 33

Ao realizar-se o corte de duas peças distintas, usa-se hachuras com direções

diferentes, cada uma indicando uma peça. Caso haja um maior número de peças

em corte, pode-se usar hachuras com espaçamentos ou ângulos diferentes, ou

usar outros tipos de desenho de hachura. Em geral reserva-se as hachuras

estreitas para pequenas peças, e vice-versa.

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Figura 35 – Uso de hachura no corte de várias peças

Ao cortar peças muito estreitas, a hachura pode ser substituída por um

preenchimento em preto, usando-se linhas brancas para separar partes

contíguas, caso seja necessário.

Em geral, nos cortes não são hachurados dentes de engrenagem, parafusos,

porcas, eixos, raios de roda, nervuras, pinos, arruelas, contrapinos, rebites,

chavetas, volantes e manípulos. Isto é uma convenção, fazendo com que seja

evidenciado partes mais importantes da peça. Pode-se hachurar estas partes caso

tenham detalhes pouco usuais (por exemplo, um furo interno a um parafuso).

6.3 Meio-corte

Usado em objetos simétricos, no qual corta-se somente metade do desenho,

sendo a outra metade o desenho da vista normal. As linhas invisíveis de ambos os

lados não são traçadas.

Usa-se também combinar o meio-corte com a meia-vista, tornando o desenho

bem prático sem perder informação.

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Figura 36 - exemplos de meia-vista, meia-vista e corte total, meia-vista e meia-vista/ meio corte

6.4 Corte parcial

Quando deseja-se cortar somente uma parte da peça, usa-se o corte parcial. O

corte é limitado por uma linha de interrupção (irregular ou em zig-zag).

6.5 Corte em desvio

Usa-se o corte em desvio para obter os detalhes que não estejam sobre uma linha

contínua. Neste caso o plano de corte é “dobrado”, passando por todos os

detalhes desejados. Cada vez que o plano de corte muda de direção, este é

indicado por um traço largo, de forma similar às extremidades.

Figura 37 - Corte em desvio

6.6 Seções

São um corte local da peça, sem o incoveniente de desenhar toda a vista relativa a

este corte. As seções podem ser representadas diretamente na peça (Figura 38),

“puxadas” para fora através de uma linha de chamada (Figura 39), ou indicadas

como um corte normal, omitindo detalhes.

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Figura 38 - Exemplo de seção sobre a vista

Figura 39 - Seções projetadas fora da vista

Também pode-se combinar, em peças longas, linhas de interrupção e seções.

Figura 40 - Exemplo de seção inserida entre linhas de interrupção

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6.7 Representações convencionais

Em muitos casos, a representação exata de uma peça pela suas vistas pode ser

confusa. O que ocorre na prática é a simplificação dos traços, no qual usada com

bom-senso pode ser mais ilustrativo que a representação real. Isto é chamado de

representação convencional.

Existem muitos casos de representações convencionais, um deles já foi ilustrado

na seção anterior: não representar em corte nervuras, parafusos, pinos, etc.

Figura 41 - Representação convencional de um braço de volante

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Figura 42 - Exemplos de representações convencionais

Outro caso é a representação de furos em flanges que não estejam no eixo de

simetria. Simplesmente considere que o furo esteja alinhado e desenhe o corte. A

vista frontal ilustrará a verdadeira posição dos furos.

Mais ocorrências de representações convencionais são em interseções entre

cilindros e outras seções, tubos, orelhas, posição de nervuras, concordâncias,

“runouts”, etc.

“Runouts” são representações convencionais de interseções atenuadas por curva,

aonde não existe uma aresta por não haver uma mudança brusca de direção.

Abaixo estão alguns exemplos de representações de concordâncias e “runouts”.

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Figura 43 - Exemplos de concordâncias e "Runouts"

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7.Cotas

Cotas são medidas de um objeto, inprescindível para o projetista indicar a

verdadeira grandeza. Em muitas ocasiões, a pessoa que está lendo o desenho não

dispôe de uma régua para medir, e mesmo se tivesse uma cota já adianta o

trabalho, fornecendo imediatamente a informação.

Figura 44 - Desenho de uma cota

O que uma cota pode indicar:

• Comprimentos, larguras, alturas, profundidades;

• Raios e diâmetros;

• Ângulos;

• Coordenadas;

• Forma (circular, quadrada, esférica), caso a vista não mostre claramente;

• Quantidade (por exemplo número de furos);

• Código/ Referência do produto;

• Ordem de montagem;

• Detalhes construtivos, observações.

O menu Dimension agrupa todos os tipos de cotas disponíveis no AutoCAD.

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7.1 Desenho da cota

A cota deve ser realizada da seguinte forma:

- Acima e paralelamente às suas linhas de cota, preferivelmente no centro.

- Quando a linha de cota é vertical, colocar a cota preferencialmente no lado

esquerdo.

- Quando estiver cotando uma meia-vista, colocar a cota no centro da peça

(acima ou abaixo da linha de simetria).

- Para melhorar a interpretação da medida, usa-se os seguintes símbolos:

1. ∅ - Diâmetro

2. R – Raio

3.