Trabalho Completo Asperger

Asperger

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Categoria: Psicologia

Enviado por: wil27 10 junho 2013

Palavras: 1288 | Páginas: 6

SÍNDROME DE ASPERGER

Palavras-chave: Asperger; crianças; fisioterapia; desenvolvimento.

1. INTRODUÇÃO

A Síndrome de Asperger é uma desordem neurobiológica (que afeta o sistema nervoso) ainda pouco conhecida. Apesar de suas particularidades a Asperger muitas vezes é confundida com o Autismo, porém, muitos traços a torna única e merecedora de atenção.

Muitas vezes, na infância, as crianças portadoras desta síndrome apresentam problemas motores, não conseguindo segurar certos objetos com firmeza, como uma caneta, por exemplo; tem dificuldades para interpretar sentimentos, o que atrapalha sua comunicação com outras pessoas; mas, ao contrário do autismo, a Síndrome de Asperger não causa atrasos na fala, nem o comprometimento cognitivo grave. Outra característica desta Síndrome, que é considerada a mais “incrível”, são as altas habilidades cognitivas e o Q.I, indo das faixas normais, muitas vezes até as mais altas. Os portadores de Asperger precisam constantemente de fisioterapia e de psicoterapia para melhorar suas capacidades de comunicação e desenvolvimento social.

Ainda pouco se sabe sobre essa doença, havendo a procura por um melhor prognóstico. Alguns profissionais acreditam que não há grande diferença entre esta Síndrome e o Autismo de Alta Funcionalidade, mas devido ao pouco conhecimento acerca do assunto, esta patologia ainda precisa de muitos estudos.

2.0. A SÍNDROME DE ASPERGER

2.1. Definição

A Síndrome de Asperger (SA) foi identificada em 1944, mas somente foi reconhecida no DSM-IV em 1994, o que fez com que muitas pessoas fossem erroneamente diagnosticadas como depressivas, esquizofrênicas, autistas, etc.

Hoje, a SA é considerada um Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD), e, varias vezes classificada como Pervasive Developmental Disorders (PDD), que apesar disso, muitas pessoas com esta síndrome apresentam alto desenvolvimento em áreas interespecíficas, ocasionado, principalmente pelo número limitado de interesses, que perdura por um longo período, por isso, muitos portadores de SA são considerados prodígios da arte, das ciências, etc. Outra característica pouco comum que parece estar associado ao anterior é a inflexibilidade a rotinas, hiplexia, apresentando maneirismos motores repetitivos ou até mesmo estereotipados. ”O mais óbvio marco da síndrome de Asperger, e a característica que faz dessas crianças tão únicas e fascinantes, é a sua peculiar idiossincrática área de interesse especial”, diz Paulo Teixeira, licenciado em psicologia pela Universidade Lusíada do Porto, em Portugal.

Os portadores de Asperger podem também apresentar alta complexidade na linguagem, falada e escrita, mas são incapazes de utiliza-la para se associar com as outras pessoas, sendo isto outro responsável pelo isolamento social dessas pessoas.

Muitos pais, por não conhecerem os sintomas desta síndrome acreditam que o comportamento de seus filhos é ocasionado por falha na educação, o que dificulta ainda mais no diagnóstico. É importante para o portador de SA ser tratado com psicoterapia, para aceitar melhor sua condição e de fisioterapia, para melhorar suas capacidades de comunicação.

2.2. Epidemiologia Etiologia

Estudos apontam que para cada 10000 crianças, cerca de 25 sejam portadoras de SA, enquanto que a taxa para o autismo clássico é de 4 para cada 10000. Além disso, a SA está muitas vezes associada à ansiedade, à depressão, à Desordem de Tourette, à “tics” nervosos (o que evidencia claramente seu comprometimento no sistema nervoso), entre outros e é muito mais comum em crianças do sexo masculino, acredita-se que, por fatores genéticos, pois, muitas vezes o pai (que tem mais chances de desenvolver esta síndrome do que a mãe) apresenta um quadro de SA, ou então, pelo menos um de seus sintomas. Etiologicamente falando, ainda não se tem uma conclusão concreta do que pode estar causando este transtorno, mas alguns estudos já mostram resultado. Estudos avançados a partir de ressonância magnética por emissão de protões, medindo a atividade metabólica do cérebro, mostrou que portadores de SA apresentam anormalidades nos lobos frontais e parietais.

2.4. Critérios Diagnósticos

Por ser uma síndrome ainda pouco conhecida, seu diagnóstico ainda envolve um pouco de estudo, mas o novo critério do DSM-IV inclui certas particularidades na interação social, dentre eles a falha na interação com pares de idade semelhante ou igual, falta de interesse em compartilhar gostos e experiências, peculiaridades não verbais (gestos) para “regular” sua interação social, dificuldade para interpretação de sentimentos, e ironia; envolvendo também padrões de comportamentos bem definidos, sendo que em alguns casos, o portador de SA insiste na repetição dos mesmos exercícios todos os dias. Segundo o DSM-IV, devem-se considerar os seguintes critérios ao se diagnosticar um portador de SA:

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA F84. 5-299.80 SÍNDROME DE ASPERGER (DSM-IV):

A. Prejuízo qualitativo na interação social, manifestado pelo menos dois dos seguintes quesitos:

1. Prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social.

2. Fracasso para desenvolver relacionamentos apropriados ao nível de desenvolvimento de seus pares.

3. Ausência de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas.

B. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestadas por pelo menos um dos seguintes quesitos:

4. Insistente preocupação com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesses, anormal em intensidade ou foco.

5. Adesão aparentemente flexível a rotinas rituais específicos e não funcionais.

6. Maneirismos motores estereotipados e repetitivos (como estalar os dedos, ou realizar movimentos complexos).

7. Insistente preocupação com partes de objetos.

C. A perturbação causa prejuízo clinicamente significativo nas áreas social e ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento.

D. Não existe um atraso geral clinicamente significativo na linguagem (como palavras isoladas são utilizadas aos dois anos e frases comunicativas aos três, por exemplo).

E. Não existe um atraso clinicamente significativo no desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de autoajuda apropriadas à idade, comportamento adaptativo (outro que não a interação social) e curiosidade acerca do ambiente na infância.

F. Não são satisfeitos os critérios para outro Transtorno Invasivo do Desenvolvimento ou Esquizofrenia.

2.5. Comprometimento Funcional

Apesar de não se saber ainda as origens neurobiológicas da doença, seu comprometimento é bastante complexo. A SA afeta a psique, ocasionando comportamentos pouco comuns e, grande comprometimento no sistema nervoso.

O portador de SA apresenta sintomas deste comprometimento, como alterações no humor, “tics” nervosos, gestos estereotipados, como pancadinhas, torcer as mãos e os dedos repetidamente, desajeitamento corporal, gestos limitados e repetitivos na comunicação, feições faciais inapropriadas para o momento em que se encontra, entre outros. Em alguns casos, o portador de SA pode apresentar “crises” compulsivas, o que fez com que muitas vezes fossem diagnosticados com Perturbação Obsessivo-compulsiva.

A partir desses fatores de agravamento da SA, o portador deste transtorno pode partir para um isolamento social e, consequentemente, desenvolver um quadro depressivo, comprometendo ainda mais o sistema nervoso e sua comunicação.

2.6. Tratamento Fisioterapêutico

A SA ainda não tem cura definitiva. É impossível abordar um tratamento que torne o portador “normal” em termos clínicos quando não se sabe o que ocasiona o transtorno, mas um tratamento que minimize e que impeça a evolução dos efeitos dos sintomas é de fundamental importância. Para isso, tão importante quanto a psicoterapia, a fisioterapia pode e deve ser utilizada neste tratamento.

O tratamento envolve também uma série de medicamentos e terapia para estimular a socialização do indivíduo em questão.

O grande papel da Fisioterapia neste caso é contribuir para aperfeiçoar o equilíbrio, coordenação motora, entre outros. Além disso, muitas organizações vêm incorporando animais como uma forma alternativa de tratamento na fisioterapia. O contato do paciente deve ser previamente trabalhado, pois o portador de SA não e adapta facilmente a mudanças em sua rotina. Além disso, é importante introduzir neste tratamento, objetos que façam parte da vida dessas pessoas, os quais ela tenha se apegado, para que ela aceite melhor e, com isso, alcance melhores resultados.

Apesar de este transtorno isolar muitas crianças (e adultos) socialmente e, se agravar, causando depressão ou outros problemas mais graves, a fisioterapia pode contribuir para que estas pessoas desenvolvam habilidades sociais e comunicativas, introduzindo-as em um novo contexto de sociedade, para que elas tenham uma vida o mais próximo do normal quanto seja possível.

3.0 AS REFERÊNCIAS

• APSA (Associação Portuguesa da Síndrome de Asperger) http://www.apsa.org.pt/;

• AANE (Associação de Asperger da Nova Inglaterra) http://www.aane.org/;

• Expressoemprego (Como Lidar com uma Criança com Síndrome de Asperger?)-http://formacao.expressoemprego.pt/cursos/Sociedade_e_Lazer/L_Como_Lidar_com_uma_Crianca_com_Sindrome_de_Asperger.html;

• Guia Infantil (Sintomas da Síndrome de Asperger) http://br.guiainfantil.com/asperger.html.