Trabalho Completo Atletas Vegetarianos

Atletas Vegetarianos

Imprimir Trabalho!
Cadastre-se - Buscar 155 000+ Trabalhos e Monografias

Categoria: Ciências

Enviado por: Maria 21 novembro 2011

Palavras: 10367 | Páginas: 42

...

possui características próprias oferecendo ao ser humano nutrientes específicos. (Martins, M.C,2003).

A adptação morfológica do homem exige que ele consuma alimentos de origem animal e vegetal, com a finalidade de fazer funcionar todas as funções inclusive o nível de calor indispensável para o seu bem estar. (Martins, M.C,2003).

1.2 – Carboidratos – Principal Nutriente

Os carboidratos são as mais importantes fontes de energia para o homem em condições normais e, são responsáveis por dois terços da energia necessária diária. (Targas N, 2003).

Para que isso ocorra os carboidratos ingeridos são levados para o metabolismo da energia ou são armazenados na forma de glicogênio (que é o elemento de armazenagem da glicose). (Weineck,J, 1991).

Weineck (1991), afirma “para a composição de uma única molécula de glicogênio são encadeadas mais de cem mil unidades de glicose.”

Os nutrientes básicos podem ser substituídos conforme seu valor calórico, segundo a lei da isodinâmica, além do que os carboidratos podem ser sintetizados no organismo a partir de aminoácidos e de glicemia. (Weineckl 1991).

Segundo Weineck (1991) – quanto mais intensa for a carga, maior deve ser a velocidade dos processos que fornecem energia e, quanto maior for a exigência da capacidade de absorção máxima de oxigênio do corpo, mais acentuadamente ocorre a queima de carboidratos, fazendo com que a ingestão de carboidratos seja mais importante.

Dietas vegetarianas por conter uma proporção maior de carboidratos principalmente para maratonistas, beneficia o desempenho dessa modalidade. (Johnston, 2003)

1.3 – Outros Nutrientes

Para formação e manutenção do corpo os nutrientes são elementos utilizados no metabolismo, designam-se os carboidratos, gorduras e proteínas como nutrientes básicos e as vitaminas, minerais e água, como nutrientes acessórios. (Mcardle, 2002).

Os nutrientes são, portanto, substâncias orgânicas e inorgânicas e, possuem funções específicas no metabolismo humano. (Mcardle, 2002).

Os compostos inorgânicos se constituem de: água e minerais (cálcio, fósforo, sódio, potássio, enxofre, cloro, ferro, iodo, cobre, magnésio, cobalto, zinco entre outros). (Mcardle, 2002).

Ainda, os nutrientes energéticos que fornecem a energia indispensável ao funcionamento do organismo, ao equilíbrio térmico do corpo e ao desenvolvimento do esforço, tanto físico, quanto mental. (Mcardle, 2002).

Para atletas ou simples esportistas, ou praticantes de atividades física que sejam vegetarianos, que desejam alcançar uma boa performance, precisam ter uma nutrição adequada, por isso alguns nutrientes chamam atenção especial (Mcardle, 2002).

1.4 - Gorduras

As gorduras tem papel fundamental na alimentação podendo ser benéfica ou prejudicial à saúde.(Kamel, 2003).

Podemos dividir as gorduras em saturadas (geralmente de origem animal) e não saturadas (geralmente de origem vegetal).(Kamel, 2003).

Também chamadas de lipídeos, são em sua composição triglicérides (glicerina e 3 ácidos insaturados). (Soares, E.A, 1990).

O organismo humano possui a característica de produzir sozinho glicerina, ácidos graxos saturados e insaturados; porém os ácidos graxos muito insaturados, só são obtidos através da alimentação. Seu representante principal é o ácido linoléico. (Soares, E.A, 1990).

As gorduras são fator importante na preparação para a energia. (Soares, E.A, 1990)

Sabe-se que as quantidades de gordura armazenadas são grandes e elas formam uma importante fonte de energia, principalmente na prática de atividade física ou nos períodos de fome. Embora os carboidratos também se transformem em gordura, uma pequena quantidade de ingestão de gordura é necessária em nossa alimentação diária. (Weineck, 1991).

Além do que as gorduras, são importantes, pois servem de solvente para as vitaminas A, D, E e K, o que possibilita sua absorção. (Weineck, 1991).

Os níveis de colesterol são menores em vegatarianos, mesmo quando o IMC é similar ao de onívoros.(Duarte, 2007).

1.5 - Proteínas

A necessidade de proteína depende da ingestão de energia, dependendo da resistência o desportista pode necessitar de maior ingestão de proteína do que a recomendada. (Mahan L.K. & Stump S.E., 2005).

A proteína, segundo o citado autor, serve para a formação e manutenção das substâncias celulares dos tecidos e também para sintetizar hormônios, enzimas, substâncias imunizantes, sangue entre outras funções do organismo. (Mahan L.K. & Stump S.E., 2005).

De acordo com esses processos de transformação e degradação, ocorridos diariamente no corpo há uma perda considerável de proteínas, que precisam ser repostas novamente (Mahan L.K. & Stump S.E., 2005).

Como o organismo não pode sintetizar proteína, nem de carboidratos, nem de gorduras, porque falta nitrogênio necessário para esse processo, é necessária a ingestão diária em quantidade suficiente. (Kamel, 2003)

O vegetarianismo não tem problema relaconado com a proteína, sendo assim um mito que muitas pessoas acreditam, sendo que a porcentagem proteica ingerida por vegetarianos está em torno de 13% do volume calórico total diário. (Duarte, 2007).

Usando a uréia sérica como sinalizador, vemos que os níveis da mesma em vegetarianos, apresentam-se menores do que em onívoros, já que a ingestão proteica de vegetarianos não é excessiva. (Duarte, 2007),

1.6 – Minerais

Os minerais são Imprescindíveis para a manutenção do metabolismo e são substâncias inorgânicas vitais; são adquiridos através de uma alimentação balanceada. Mas, vez por outra, ocorrem falta de ferro, iodo e flúor. (Sizer F. & Whitney E., 2003).

Normalmente há maior necessidade de ingestão de ferro, porque somente um décimo do ferro ingerido pode ser absorvido, a carência de iodo pode ocorrer, quando os alimentos vêm de regiões com teor de iodo muito baixo no solo. (Quadros E.B, 2004).

Estudos demonstram que os vegetarianos ingerem a mesma quantidade de ferro ou até maior do que os não vegetarianos. Contudo, isso não significa absorção de toda a quantidade necessária. (Quadros E.B, 2004).

Nas dietas vegetarianas, o estoque de ferro (ferritina sérrica) é menor; além do que, certos tipos de atividades físicas podem aumentar a perda nos atletas, portanto “a concentração subótima de ferro no organismo desses indivíduos tende a ser freqüente; o que prejudicaria a performance aeróbica, já que durante esse tipo de exercício, o transporte de oxigênio para o músculo é fator limitante”. (Barr, 2001).

1.7 – Água

A necessidade de água no corpo ultrapassa muito sua necessidade de qualquer outro nutriente. Se o corpo perder água demais como na desidratação, sua química de sustentação da vida é comprometida. A quantidade depende de fatores como a idade, sexo e compleição física. Nos recém-nascidos, a parcela é de 75%, no jovem adulto, 63% nos homens e 52% nas mulheres. (Sizer F. & Whitney E., 2003).

Com o passar dos anos, principalmente depois dos cinquenta anos esses valores caem, em virtude da diminuição de líquido nas células, chegando a 52% nos homens e 46% nas mulheres, o oxigênio e a água são elementos importantes para vida. Servem como solvente para as substâncias de menores moléculas e como meio de transporte, auxiliar da termorregulação e nas reações enzimáticas. (Sizer F. & Whitney E., 2003).

WEINECK (1991), afirma em seus estudos que “somente em soluções aquosas é que as substâncias podem entrar ou sair das células vivas e, dentro da célula, só as substâncias desenvolvidas podem reagir umas com as outras.”

A água é obtida através da ingestão habitual ou indiretamente através dos alimentos. (Weineck, 1991).

Sua eliminação no organismo se dá pelas vias urinárias, pelo tubo digestivo na forma de fezes, no ar expirado que é umidificado pela pele na forma de suor. (Weineck, 1991).

O cuidado com o balanço adequado de fluidos em atletas previne desidratação, fadiga central e sustenta as funções cardiovasculares e de termorregulação exigidas na prática esportiva. (Vitolo, 2008).

Várias substâncias comportam-se como eletrólitos no corpo humano, conduzindo corrente elétrica quando são dissolúveis na água. O cloro, o sódio, o potássio, o bicarbonato e as proteínas fazem esse papel. (Weineck, 1991).

O potássio é o principal íon presente no fluido interno da célula e o funcionamento do organismo depende da regulação do potássio dentro e fora da célula. A baixa concentração de potássio denotam alguns sintomas de deficiências como a fadiga, fraqueza, câimbra muscular, constipação intestinal e dor abdominal. (Sabaté, J. 2001)

Quando um indivíduo pratica atividade física, perde quantidade significativa de água, o que se agrava em condições climáticas com altas temperaturas. (Sabaté, J. 2001)

A água pode ser ingerida durante os exercícios e após os mesmo em pequenas quantidades e as bebidas isotõnicas podem ser usadas para repor líquido perdido junto com sódio e potássio acelerando sua absorção, porém, como essas bebidas contém calorias, são indicadas para atividades de longa duração. (Kamel, 2003)

Os exercícios prolongados já devem ser iniciados com o atleta bem hidratado e durante a atividade deve-se incentivar a ingestão periódica de líquidos (mais ou menos 250 ml a cada 20 minutos para um indivíduo de 60 kg). (Vitolo, 2008).

A sudorese, mecanismo importante para manter a temperatura corporal, acontece pela difusão de líquido extracelular através da pele se transformando em vapor. Quando ocorre a passagem do suor para o vapor é desprendida energia, causando a diminuição da temperatura corporal. (Sabaté, J. 2001)

1.8 – Vitaminas

Segundo (Kamel, 2003), as vitaminas dividem-se em:

• lipossolúveis: A, D, E e K;

• hidrossolúveis: B1, B2, B6, B12, Nicotinamina e C.

As vitaminas por conterem carbono, são chamadas substâncias orgânicas, fundamentais, uma vez que constituem o sistema enzimático e, cuja ingestão, em relação aos hidratos de carbono, gorduras e proteínas – macronutrientes, é mínima, chamadas por essa razão de micronutrientes, as vitaminas são divididas em lipossolúveis e hidrossolúveis e, são indispensáveis para o crescimento e reprodução do ser humano. (Kamel, 2003)

Estão disponíveis no nosso organismo, mas são constantemente degradadas (Weineck, 1991), precisando ser repostas através da alimentação. A necessidade de vitamina é pequena – apenas miligramas – e depende da unidade e da atividade desenvolvida pelo indivíduo.

Há uma preocupação dos atletas vegetarianos em desenvolver deficiências pela baixa ingestão de vitamina B12 e D, bem como riboflavina. (Martins M.C, 2003).

A não ingestão da vitamina B12 pode causar anemia macrocítica, que está associada à redução do transporte de oxigênio, prejudicial ao rendimento aeróbico. No entanto, ela pode ser ingerida através de alimentos fortificados ou suplementos. (Martins M.C, 2003).

CAPÍTULO 2

METABOLISMO DE ENERGIA

O autor refere que os processos vitais nas células, necessita de energia para produzirem calor, movimento, formação de suco glandulares, defesa de doenças, dividir células e proporcionar crescimento. (Mahan L.K. & Stump S.E, 2005 ).

A vida do homem depende da compensação de seus gastos de energia. Desta forma, está em condições de armazenar energia por períodos de tempo maiores, para enfim liberá-la quando a capacidade de armazenar ultrapassa a ingestão. Essa é a lei para a obtenção de energia. (Mahan L.K. & Stump S.E, 2005 ).

Os fornecedores de energia para o corpo são fundamentalmente os carboidratos, as gorduras, proteínas, (Weineck, 1991).

Em condições normais, os carboidratos (cerca de dois terços) e as gorduras (cerca de um terço) fornecem a energia necessária para o dia-a-dia do indivíduo. (Weineck, 1991).

2.1 – Teor de Energia e Transporte de Energia

A única fonte de energia utilizada imediatamente para a contração muscular é o ATP – Adenosina Trifosfato. (Mcardle, 2002)

Nos exercícios há um maior consumo periférico da glicose que se traduz no consumo de glicogênio muscular depois do glicogênio hepático, glicose do sangue (glicemia) e até o catabolismo proteico (gliconeogênese) e essas alterações acarretam na liberação de ATP. (Kamel, 2003).

O ATP é usado pelo organismo nos processos celulares que requerem energia e ativa os processos de contração musculares e uma vez ativada, as miofibrilas deslizam umas sobre as outras. ( Mahan L.K & Stump S.E, 2005 )

Quando a atividade física exige maior quantidade na contração da fibra muscular, e o consumo de oxigênio se limitar, então o consumo de carboidratos é melhor do que a queima de gorduras. (Mcardle, 2002)

2.2 – Reservas de Energia

Para que haja compensação na oscilação da necessidade de energia, o corpo precisa ter reservas de energia que é formada pelos depósitos de gordura, pelo glicogênio porém de forma limitada. (Weineck,1991)

A possibilidade, no entanto, de se manter depósitos de proteína é menor ainda, porém, através do crescimento muscular, condicionando através do treinamento, a reserva de proteína pode ser aumentada, mas não é significativa em termos energéticos. (Weineck,1991).

O autor afirma que as gorduras adquiridas através da alimentação se transformam no fígado e se não forem utilizadas para obter energia, são armazenadas no tecido adiposo subcutâneo. (Weineck,1991).

Já a gordura estrutural é encontrada nas nádegas e nos calcanhares, cuja função é amortecer a pressão e não pode ser utilizada para a obtenção de energia. (Weineck,1991).

A glicose é armazenada na forma de glicogênio, no fígado e na musculatura; a troca de glicogênio no sangue é pequena e equivale a 6 g. apenas age no plasma sanguíneo (denominado taxa de açúcar no sangue), podendo ser mantida constante, independente da alimentação. (Quadros, M.C, 2003).

A constante taxa de açúcar no sangue é importante, pois todos os órgãos buscam nela sua necessidade de carboidratos, sendo que o cérebro, a medula, a supra – renal e os eritrócitos, precisam cobrir quase toda necessidade de energia com glicose. (Quadros, M.C, 2003).

Desta feita, o glicogênio muscular, é uma reserva de carboidratos imediatamente utilizável para o trabalho muscular, sem a necessidade de um transporte pelas vias sanguíneas. (Quadros, M.C, 2003).

CAPÍTULO 3

ATIVIDADE FÍSICA E ALIMENTAÇÃO

(ADA Associação Americana de Dietética, 2003) – para que haja um desempenho adequado nas atividades físicas e o bem-estar dos praticantes de esportes em geral, recomenda uma dieta nutricional adequada ao tipo de atividade física e saudável, o que causará uma melhora significativa no desempenho físico condicionado pelo nível genético.Uma dieta saudável, fornece nutrientes e energia para a promoção das atividades metabólicas e para um bom funcionamento do organismo.

A saúde do atleta é ideal no desempenho esportivo e a recomendação dos nutrientes deve ser individual para cada atividade física e de acordo com as necessidades de cada indivíduo. (Williams, M. 2005)

Assim o consumo de alimentação compatível com a atividade física proporciona o desenvolvimento de força muscular, aumento da capacidade de trabalho da atividade, aumenta a eficiência dos músculos na retenção do oxigênio, melhora o tônus muscular e causa uma excelente sensação de bem-estar. (Williams, M. 2005).

Além de todos esses benefícios, favorece a pressão sanguínea, o ritmo do pulso e a diminuição da porcentagem de gordura no organismo, e com a alteração da taxa de lipídeos no sangue, reduz o risco de acidente cardiovascular. (Shils Me, et al, 2003).

Outra recomendação é que a manutenção e a perda de peso, devem ser conseguidas pela combinação e modificação dietética, com a alteração, quando necessário, do hábito de comer – horário correto das refeições e a prática de exercícios aeróbicos regular. (Shils Me, et al, 2003).

Recomenda, também a medição da massa corpórea, (altura-peso) para determinar o peso ideal do corpo. (Shils Me, et al, 2003).

Além dessas recomendações, a (ADA Associação Americana de Dietética, 2003) recomenda que os alimentos sejam consumidos de acordo com as Dris, pois desta forma, se assim fizerem receberão todos os nutrientes necessários para um bom programa de atividades físicas.

Um grupo de alimentos específicos, necessita ser avaliado: o das gorduras e das doses de álcool, pois, possui alto valor calórico e, baixa densidade nutricional , e a intensidade da atividade física, bem como sua duração e freqüência devem ser determinadas de acordo com a idade, a condição física e as condições de saúde dos indivíduos. (ADA Associação Americana de Dietética, 2003)

É necessário que seja realizado um eletrocardiograma para avaliar a situação cardiovascular. ( Mahan L.K & Stump S.E, 2005 )

Deve-se ingerir uma refeição sólida cerca de três horas antes da competição para haver tempo suficiente para um boa digestão e para que a sensação de fome seja mínima, porém, a tensão emocional ou ansiedade antes do evento pode retardar o processo digestivo e por isso a refeição deve conter alto conteúdo de carboidrato e baixo conteúdo de gordura e proteína para facilitar a digestão. (Williams, M. 2005)

Há uma preocupação com atletas adolescentes que querem “ganhar músculos” rapidamente e entregam-se a anabolizantes, muitas vezes por instrutores e profissionais sem nenhum conhecimento na área, que indicam e vendem essas substâncias. (Vitolo, 2008).

3.1 – Necessidade de Nutrientes para o Esportista

Para o praticante de atividade física, vegetariano, a alimentação deve ter todos os nutrientes necessários para a manutenção saúde, e também para o seu bom desempenho esportivo.(Angelis DE, 2005)

Um atleta que ingere pouco carboidrato e uma dieta rica em gordura queimará mais gordura durante a atividade física, mas sacrificará a resistência, por isso, uma dieta rica em carboidratos é importante na alimentação.(Sizer F. & Whitney E., 2003)

Além disso, a obtenção de energia anaeróbica lactácida (formação de ácido láctico), só ocorre dentro do metabolismo dos carboidratos. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 ).

Se as taxas de carboidratos do organismo do esportista terminarem, então é preciso reduzir a intensidade da atividade. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 )

Logo, a capacidade de desempenho da atividade com longa duração dependem do tamanho do depósito de glicogênio. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 )

As gorduras possuem uma série de vantagens (alto grau de saturação, paladar agradável), apresentam também algumas desvantagens. Uma delas é a dieta hiperlipídica que o atleta consome e os alimentos fonte de carboidratos faltam no organismo. (Philli Jr, 2002)

O corpo humano só não consegue fabricar 9, que devem ser supridos através de alimentação adequada. (Kleiner S.M, 1998)

Uma das formas mais fáceis de se obter esses aminoácidos é através da proteína animal. (Kleiner S.M, 1998)

No entanto, são também encontradas nas proteínas vegetais, porém em menor quantidade. Por outro lado, fornecem nutrientes importantes como carboidratos e fitoquímicos que previnem algumas doenças, sendo ainda, ricos em fibras alimentares. (Kleiner S.M, 1998)

Atletas que ingerem pouca proteína não conseguem uma satisfatória recuperação dos treinos. Porém, ingerir uma quantidade maior do que a necessária não auxilia no ganho de força ou de massa muscular. (Kleiner S.M, 1998)

Para uma melhoria da atividade metabólica o esportista precisa de mais vitaminas.(Weineck, 1991).

Segundo (Weineck, 1991) as vitaminas necessárias são B1 – de 4-8 mg, C – 200-400 mg, A – 12000 a 15.000 U.I., Niacina – 30-40 mg.

Os esportistas necessitam muito mais de minerais do que os não praticantes de nenhuma atividade física, por conta das maiores taxas de suor durante as cargas intensas de exercícios (como por exemplo a perda de grandes quantidades de sal (NaCI) que deve ser reposta). (Weineck, 1991).

Desta forma, depois de grandes perdas de suor, é importante a ingestão de alimentação rica em magnésio e potássio para evitar câimbras musculares: ao contrário do sódio e clorido que apresenta uma menor concentração na transpiração. (Williams, S. R. 1997).

A falta de ferro acarreta a redução na formação do sangue, levando à redução também da capacidade no desempenho da atividade. (Williams, S. R. 1997).

Porém, a ingestão de ferro artificial só deve ser feita com orientação médica, pois uma superdosagem acarreta inflamações de mucosa estomacal, e/ou uma tendência à hemorragia (Weineck, 1991).

A necessidade de líquido para o esportista é fundamental por causa das perdas que ocorrem durante a prática das atividades, o que leva à perda de peso. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 ).

Quando acontece a perda dos líquidos e dos minerais – em 2% do peso do corpo, começam a ocorrer a redução da resistência e quando sobe para 4% atinge o desempenho. A partir dos 5% as alterações fisiológicas são graves, como fadiga, apatia, vômitos, câimbras musculares entre outras. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 ).

Perdas superiores a 10%, são consideradas críticas para a vida; a partir de 12% o indivíduo não consegue engolir e, entre 15 e 20% ocorre a morte, dependendo da velocidade de desidratação. (Weineck, 1991).

Diante desse quadro os profissionais da área de saúde, recomendam a ingestão regular de líquidos mesmo quando não se está com sede, inclusive durante a prática esportista, não devendo exceder o limite de 200 ml por 15 minutos. (Weineck, 1991).

Weineck (1991) recomenda que a ingestão de líquidos não deve ser de bebidas geladas, uma vez que elas são reabsorvidas mais devagar e podem irritar a mucosa estomacal.

CAPÍTULO 4

A ALIMENTAÇÃO DO ESPORTISTA ADEQUADA À NECESSIDADE

Os indivíduos praticantes de atividades físicas tem mais disposição para a vida, são mais aptos física e mentalmente, tem coração mais forte e eficiente, resistem mais ao esforço físico e as tensões nervosas diminuem ou desaparecem. (Kamel, 2003).

O substrato combustível da nossa dieta provém a partir de três macronutrientes produtores de energia de modo a atender nossas necessidades energéticas. (Williams,S.R, 1997)

Necessitamos de carboidratos e gorduras como combustíveis básicos e dependemos pouco da proteína, porém, como visto anteriormente, cada indivíduo possui uma necessidade energética específica. (Williams,S.R, 1997)

Durante o exercício, há liberação de uma substância semelhante à insulina, que é o hormônio que metaboliza os glicídios, capaz de queimar os açúcares. Com isto, a glicose do sangue tende a metabolizar-se (oxidação da glicose). (Kamel, 2003).

Uma alimentação rica desses nutrientes pode reduzir a capacidade do desempenho corporal e mental.(Wollinsky I, 2001)

Com isto, ocorre uma relativa diminuição de sangue no cérebro e no músculo, causando queda no desempenho, sonolências, lentidão dos movimentos e dificuldade de concentração. (Wollinsky I, 2001)

Diante da limitada capacidade de absorção do trato digestivo o esportista deveria fazer mais e pequenas refeições, uma vez que a distribuição uniforme da alimentação durante o dia, irá contribuir para melhorar sua capacidade física. (Foss & Keteyian, 2000).

Essa distribuição alimentar é necessária para o abastecimento ideal à musculatura, uma vez que para a digestão são necessárias grandes quantidades de sangue. Assim o estômago, no momento da atividade física não deve estar muito cheio, nem vazio, pois vazio a mobilização de glicose e de gorduras estará reduzida. (Foss & Keteyian, 2000).

O praticante de atividade física deve saber que em esportes que exijam força, a ingestão de proteínas é necessária antes do início dos exercícios/treino, para o espessamento das fibras musculares. Também, deve ser conscientizado sobre a ingestão de líquidos imediatamente após a atividade, pois estes estão reduzidos, pelas perdas, inclusive do suco gástrico. (Foss & Keteyian, 2000).

4.1 – Problemas da Alimentação do Esportista

É de vital importância evitar erros alimentares antes, durante e após atividades esportivas ou competições. (Neto, 2001)

Neto (1994) recomenda a alimentação pós-competição para uma rápida reposição de nutrientes.

São três as ações, segundo o autor:

1) Reposição de líquidos e eletrólitos.

2) Abastecimento do depósito de energia e ingestão de carboidratos facilmente digeríveis.

3) Ingestão de proteínas para a formação estrutural.

Para WEINECK (1991) a alimentação pré-competição nos esportes de força e resistência, deve ser rica em carboidratos, para um abastecimento ideal dos depósitos de glicogênio.

Nas outras modalidades a alimentação de base normal é suficiente e, nas modalidades de jogos, além da alimentação normal, a ingestão de bebidas ricas em carboidratos para também aumentar os depósitos de glicogênio. (Mcardle, 2002)

Deve-se, entretanto, evitar grandes quantidades de álcool, pois a partir da ingestão de 15 g, pode diminuir a taxa de testosterona no sangue para várias horas, retardando os processos de síntese de proteína (Kleiner SM, 1998).

Entre homens e mulheres também existe alguns pontos na alimentação quando da atividade esportiva. A mulher tem uma necessidade de energia 10% menor do que a do homem. Devido às perdas de ferro através da menstruação, a mulher tem uma necessidade maior do mesmo. (Wolinsky I, 2001)

Johnston P.K.(2003) explica que “as reduções no desempenho dos esportistas estão ligadas à anemia e a taxa reduzida de hemoglobina, devido à falta de ferro.”

Outro problema é a questão de redução de peso antes das competições para um favorecimento de melhor desempenho. Para que a perda de peso seja rápida ela só é possível através de uma perda significativa de líquido. Em alguns casos são usados para esse fim, laxantes e diuréticos. Porém essas práticas, podem ocasionar apatia, falta de força e até colapsos, como câimbras musculares. (Weineck, 1991).

Um dos problemas em relação à alimentação do esportista é a chamada fome hipoglicêmica, caracteriza-se pelo aparecimento repentino de fome, perda de forças, vertigens e transpiração, a visão fica escura e as mãos tremem. (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 ).

A causa desses sintomas é a falta de glicose no Sistema Nervoso Central. (De Angelis, 2005). A hipoglicemia é provocada quando a taxa de açúcar no sangue, cai rapidamente. Essa hipoglicemia pode ser remediada com a ingestão de uma fatia de pão, ou a própria glicose. (Sizer F & Whitney E, 2003).

Weineck (199) é a favor de uma alimentação saudável e se houver opção pelo vegetarianismo, que lhes sejam asseguradas as garantias de consumo de nutrientes necessários, em quantidade suficiente e balanceado, para o bom funcionamento do organismo.

CAPÍTULO 5

ATLETAS VEGETARIANOS

A A.D.A (2003) declara que as dietas vegetarianas também podem atender às necessidades de atletas competitivos.

A necessidade de proteína pode ser elevada quando ocorre o treinamento e isso aumenta metabolismo dos aminoácidos; porém dietas ricas em alimentos a base de soja, feijões fornecem a quantidade adequada de proteína, sem o consumo de suplementos ou de outros alimentos especiais. (Barr, 2004)

Planejar uma dieta para vegetarianos praticantes de atividade física exige conhecimento. (FOSS, 2000) sendo para isso necessário a variedade de alimentos que contenham proteínas de alto valor biológico, ferro, zinco, cálcio, riboflavina, vitamina D e B12 que se encontram com facilidade em alimentos de origem animal. (MACARDLE, 1991).

O atleta vegetariano perde peso com facilidade para manter o equilíbrio energético, é preciso uma boa e planejada dieta alimentar, com a inclusão de seis ou mais refeições/dia em quantidade moderadas, e se o indivíduo for vegans é importante combinar alimentos, incluindo maior quantidade de grãos integrais, principalmente soja. (APPLEGATE, 1996).

5.1 – Dietas Vegetarianas e Desempenho Esportivos

A alimentação vegetariana estrita não contém colesterol, já que esta substância só se encontra nos alimentos de origem animal. Nenhuma fruta, cereal ou hortaliça possui colesterol. (Soares, 1990)

Os vegetarianos têm menor nível de colesterol nos sangue e são protegidos contra a formação da aterosclerose, enfarte de miocárdio, tromboses, cerebrais e outras afecções cardiovasculares. (MCARDLE, 1991).

A alimentação a base de vegetais também está isenta das substâncias cancerígenas, como o benzopireno, o meticolantreno, os netritos e os hormônios que são oferecidos para engorda do gado. (De Angelis, 2005).

A OMS (Organização Mundial de Saúde), demonstrou através de seus especialistas que o excesso de gordura na alimentação favorece o aumento de peso e conseqüentemente o risco de obesidade e indica que a pressão arterial entre os vegetarianos é mais baixa, que entre os não vegetarianos.

Recomenda a OMS que para se evitar tanto a hipertensão com a obesidade, é necessário ter uma alimentação baixa em gorduras e com elevado índice de hidratos de carbono complexos, como os cereais integrais e reduzir a ingestão de álcool e sal.

5.2 – Vitamina B12

A Vitamina B12 é encontrada em praticamente todos os tecidos animais, e estocada, primeiro no fígado na forma de adenosilcobalamina. (Paniz, 2005)

A fonte natural de vitamina B12 na dieta humana está relacionada a alimentos de origem animal, como leite, carne e ovos. (Paniz, 2005)

Essa vitamina pode ser estocada no fígado e rins, porém, esse estoque não é suficiente para assegurar a função normal do organismo a partir de 5 anos caso não haja mais ingestão. (Duarte, 2007).

A deficiência dessa vitamina pode gerar transtornos de ordem hematológica, neurológica e cardiovascular, assim como, neutropenia e trombocitopenia que aparecem no hemograma.(Duarte, 2007).

A vitamina B12 e o ácido fólico são fundamentais na duplicação do DNA e quando um ou os dois estão deficientes, a célula aumenta de tamanho, aumentando o VCM (volume corpuscular médio) e causando anemia megaloblástica. (Duarte, 2007).

Na anemia perniciosa, a célula também fica grande, porém a deficiência não é de ingestão de vitamina B12 e sim pela falta de fator intrínseco. (Duarte, 2007).

(VALENTINI, et al 2005), afirma que a deficiência de B12 deve ser considerada como um “problema de saúde pública”, principalmente entre idosos e indivíduos que adotam uma dieta vegetariana estrita (vegans).”

O Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, publicou em outubro de 2005 um artigo sobre o histórico da introdução de uma vitamina para cura da até então, considerada incurável, anemia perniciosa. (Valentini, 2005)

Foi no ano de 1920 que MINOT e MURPHY, adotaram a dieta à base de fígado, com isso houve um aumento de mais que o dobro na contagem de células vermelhas em um mês, nos pacientes com aquela doença. (Paniz, 2005)

A deficiência de B12 colabora para o desenvolvimento de patologias no cérebro e cardiovasculares, em diferentes graus de severidade, podendo ser irreversíveis. (Martins, 2003)

As neurites provenientes de hipovitaminose B12 (anemia perniciosa) são caracterizadas por: dores e formigamento nos dedos, pernas, etc.(Kamel, 2003).

5.3 – Ferro

Vegetarianos apresentam prevalência de anemia ferropriva semelhante a de onívoros.(Duarte, 2007)

O ferro faz o transporte do oxigênio “na síntese da hemoglobina e da mioglobina, e está presente também em várias enzimas responsáveis pelo transportes de elétrons.” (Hickson, 2002).

Desta maneira a deficiência de ferro pode afetar várias funções metabólicas relacionadas à produção de energia (Hickson, 2002).

Na avaliação bioquímica do ferro, há menores níveis de ferritina em indivíduos vegetarianos. (Duarte, 2007).

Hickson (2002) mostra em seus estudos que uma deficiência de ferro se desenvolve gradativamente, progredindo através de estágios da anemia até se tornar evidente.

Nos atletas, a causa de deficiência de ferro é mais provavelmente relacionada com a nutrição devido ao baixo consumo de ferro dietético. (Ferreira, 2006)

No âmbito esportivo, deve-se considerar o número de indivíduos, o tipo e a intensidade de esporte, e os critérios utilizados para medir o estado de ferro, indica-se para tanto uma bateria de exames. (Ferreira, 2006)

5.4 – Cálcio

O corpo precisa de cálcio para o crescimento, a gestação, a lactação e o treinamento físico. (Sizer F & Whitney E, 2003).

O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, representando de 1 a 2% do peso corporal total, ou aproximadamente 40% de todos os minerais presentes. (Sizer F & Whitney E, 2003).

Os veganos apresentam menor ingestão de cálcio do que os outros grupos, porém, a massa óssea é a mesma entre os indivíduos pois há diversos fatores da dieta que podem interferir no metabolismo ósseo; teor de cálcio, proteína, cinzas alcalinizantes, vitamina k e fitoestrógenos.(Duarte, 2007).

Outros fatores como atividade física e e uso de medicações também podem interferir na massa óssea dos indivíduos vegetarianos. (Duarte, 2007)

“A absorção de cálcio varia em 10 a 30% da forma alimentar, e se realiza principalmente no duodeno.” (Mahan L.K & Stump S.E, 2005 ).

A deficiência de cálcio pode ocorrer por falta de ingestão de alimentos que o contenham e a falta se dá no sangue através da hipocalcemia havendo descalcificação óssea, fraturas e tetania. (Kamel, 2003).

5.5 – Fósforo

O osso humano é constituído de fosfato de cálcio, o que representa 2/3 dos 50% representados pelas substâncias sólidas. (Anvisa)

Além do fosfato de cálcio, que na verdade constitui 85% da matéria inorgânica, tem-se 10% de carbonato de cálcio e 2% de fosfato de magnésio. (Johnston, 2003).

A carência de Vit C também produz anemia megaloblástica, glossite e transtornos gastrintestinais. (Settineri, 1974).

CAPÍTULO 6

ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA PARA PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS

Através de artigos sobre nutrição para atletas, a impressão que se tem é a de que eles precisam de dietas especiais, e exigências nutricionais superiores às daqueles que não são atletas. (Soares, 1990).

É certo que há suplementos especiais de vitaminas, minerais, misturas de proteína e aminoácidos, substâncias que eliminam a gordura e compostos nutricionais esportivos específicos indicados para melhoria do desempenho atlético; porém a maioria não precisa deles. (Johnston, 2003)

Em regra geral, a dieta ideal para a saúde é também ideal para o desempenho esportivo. (Mcardle, 2002)

Os nutricionistas devem indicar o que o atleta deve comer antes de uma competição ou antes de praticar qualquer atividade física. (Mcardle, 2002).

Para atletas competidores as recomendações básicas são da “Dieta Saudável Norte-Americana”, uma vez que é fato que a ingestão de alimentos antes da competição não beneficia o desempenho físico na maior parte das atividades.

A D.S.N.A. recomenda que a refeição antes da competição deve:

? Permitir que o estômago esteja relativamente vazio no início da competição

? Ajudar a evitar ou minimizar distúrbios gastrintestinais

? Ajudar a evitar sensações de fome, dor de cabeça leve ou fadiga

? Fornecer substratos suficientes, sobretudo carboidrato ao sangue e aos músculos

? Fornecer uma quantidade adequada de água ao corpo.

Não são recomendados: alimentos temperados, que possam favorecer azia, ou massas, doses elevadas de açúcar podem causar desconforto intestinal e diarréia. (Gomes, 1988)

Os líquidos são indicados na pré-competições principalmente se for de longa duração, ou sob climas quentes; entre 15 e 30 minutos antes do evento. (Williams. M, 2005)

O álcool por ser diurético, aumenta a eliminação de água e devem ser evitados, bem como a proteína por estimularem a função renal. (Krause, )

Existem muitos alimentos que podem ser consumidos, desde que sejam ricos em carboidratos complexos e quantidades moderadas ou baixas de proteína. ( Johnston, 2003).

A maior parte das refeições líquidas disponíveis no mercado possui conteúdo energético entre 250 e 400 calorias, alto teor de carboidratos, pouca gordura, vitaminas e minerais em quantidades variadas. (Johnston, 2003)

O café da manhã para indivíduos fisicamente ativos é de suma importância, pois pode oferecer calorias e outros nutrientes à dieta diária. (Mcardle, 2002)

O consumo de leite, torrada integral, cereais ricos em fibras e suco de laranja, fornece proteínas, cálcio, ferro, fibra e vitamina C, além de outros nutrientes. (Ferreira, 2006)

Caso o praticante de atividade física pule o café da manhã, equivale a um jejum, pois o indivíduo ficará sem comer de 12 a 14 horas, isso poderá causar hipoglicemia com sintomas de fraqueza e trará prejuízos ao treinamento. (Ferreira, 2006)

Entretanto, é recomendado para as pessoas que dispõem de pouco tempo, uma tigela de cereais com alto conteúdo de fibras com leite e frutas. (Neto, 1994)

O vegetarianismo radical (vegans) não come nada de origem animal. Sua alimentação é baseada em frutas, vegetais,pa~es,cereais, leguminosas, nozes e grãos. (Sabaté, 2001)

Já os ovovegetarianos, incluem o ovo na dieta e os lactovegetarianos incluem o leite, queijo e laticínios do grupo do leite; e os ovolactovegetariano consomem ovos e laticínios, portanto, estes últimos não fazem parte do vegetarianismo rígido, por ingerirem produto de origem animal. (De Angelis, 2005)

Os vegans, consomem alimentos da base da Pirâmide Alimentar – ou seja – o grupo de massas, arroz, pães, cereais, o grupo de frutas e dos vegetais; também obtêm alimentos do grupo de leguminosas e nozes e do grupo de gordura e doces. (Sabaté, 2001)

Esses vegetarianos estritos devem ingerir alimentos ricos em ferro, cálcio, zinco e riboflavina diariamente. (Soares, 1990)

A dieta vegetariana possui baixa taxa de gordura e colesterol, é rica em fibras, é de baixa caloria, é antioxidante e se compõe de fitoquímicos. Com isso as taxas de triglicerídeos e de colesterol são mais baixas do que os consumidores de carne, o fato de terem baixa caloria, a torna eficaz na perda de peso. Deve-se observar, porém, que os vegetarianos que consomem laticínios devem fazê-lo com a versão desnatada de queijos e leites. (www.nutriveg.com.br)

Outro fator é que os vegetais são ricos em vitaminas antioxidante, principalmente vitamina C e o betacaroteno (Vitamina A), vitamina E – dos óleos poliinsaturados, bem como o selênio, mineral antioxidante. (Sizer F. & Whitney E., 2003).

Os alimentos vegetais também contêm fitoquímicos (substâncias químicas das plantas), compostos como indol, isoflavona e polifenol, sem valor nutricional mas eficazes em vários processos metabólicos. (Sizer F. & Whitney E., 2003).

Embora a dieta vegetariana se apresente mais saudável do que a não vegetariana, (não consumo de gordura e colesterol), uma dieta com produtos de origem animal com baixo teor de gordura e colesterol, garantem o consumo de proteínas de alta qualidade. (Sabaté, 2001)

CAPÍTULO 7

NECESSIDADES E QUANTIDADES DIÁRIAS DE NUTRIENTES PARA O PRATICANTE DE ATIVIDADE FÍSICA VEGETARIANO

7.1 – Em que alimentos encontram-se os nutrientes

Cálcio – A fonte alimentar desse mineral, são todos os produtos derivados do leite : leite, queijo, sorvete de iogurte, iogurte, geme de ovo, ervilhas e feijões desidratados, verduras de folha verde-escura, como as folhas de beterraba, espinafre e brócolis, couve-flor.

Ferro – Esse mineral é encontrado em carnes de órgãos como o fiado, carne, peixe e aves, moluscos, sobretudo ostras, ervilhas e feijões desidratados; produtos de grãos integrais, como pães e cereais, verduras de folha verde-escura, como espinafre e brócolis, frutas desidratadas, como figos, uvas passas, damascos e tâmaras, soja, tofu (queijo/soja), amêndoas, semente de girassol.

Calorias – Nozes, feijões, milho, ervilhas, batatas, batatas-doces, abacates, suco de laranja, uvas - passas, tâmaras, figos,pão integral e massas.

São úteis tanto para redução como manutenção do peso corporal.

Vitamina – B12 Embora seja de origem animal sua principal fonte, o vegan deve consumir leite de soja enriquecido, cereais enriquecidos no café da manhã ou um suplemento de vitamina B12 , caso não fiquem expostos ao sol, necessitam também de suplemento de vitamina D, pois também não encontramos nos vegetais.

Minerais - Pode ocorrer ao esportista vegetariano a deficiência de ferro, cálcio e zinco, uma vez que o processo de digestão alimentar forma os chamados fitatos e oxalatos, que retêm esses minerais e o organismo não conseguem absorver. Desta forma, devem consumir pão sem fermento, com o intuito de redução desse efeito e consumirem as leguminosas e os feijões com cozimento completo.

Os alimentos ricos em ferro são as nozes, as leguminosas, ervilhas, tâmaras, suco de ameixa, uva – passa, vegetais com folha verde - escura e cereais enriquecidos com ferro.

Para os semivegetarianos, obterão o ferro através dos peixes e das aves.

Ricos em zinco são: pão integral, ervilhas, milho e cenoura, bem como a gema do ovo e os frutos do mar acrescentam zinco à dieta.

Proteínas – A preocupação dos vegetarianos é a quantidade de proteína de acordo com a necessidade diária de Caloria, para manutenção ideal do peso.

O ideal é consumir uma proteína que tenha todos os aminoácidos essenciais e que o corpo humano não consegue produzir.

As proteínas completas estão nos derivados de animal e os vegetais não possuem as do tipo completa.

Uma boa fonte de proteína de origem vegetal está nos cereais, como o trigo, arroz e milho, em leguminosas como a soja, nas ervilhas e nozes, porém não em quantidade suficiente quando consumidas isoladamente. Entretanto, algumas combinações de alimentos podem suprir todos os aminoácidos necessários para a boa nutrição.

O vegans, deve consumir, além dos alimentos expostos, proteínas complementares. Por exemplo: grãos e cereais com pouca lisina, devem ser completados com legumes que tenham quantidades adequadas desse aminoácido.

Essas combinações sugeridas são realizadas em muitos países. No México, por exemplo, comem feijão e milho, e na China soja e arroz.

A ADA inclui o consumo de leite para melhorar a qualidade de proteína vegetal, mas os ovos também podem ser incluídos.

Cereais como trigo, milho, arroz e aveia são combinados com leguminosas, com soja, amendoim, feijão, feijão-fradinho, feijão-lima, ervilhas e grão-de-bico.

Indicam-se combinações com baixo teor de gordura e de sal para diminuir a ingestão de gordura saturada e de sódio. (KONOPKA, 1983)

7.2 - Alimentos que contêm Antioxidantes:

? Vitamina C – Frutas cítricas, batatas, morangos

? Vitamina E – Vegetais de folha verde-escura, margarina, óleos vegetais, germe de trigo, grãos integrais (DONATH, SCHUELER, 1979)

Fitoquímicos

? Sulfetos de alluim organosulfetos: alho, cebola, cebolinha

? Capsaicina : Pimenta

? Carotenóides/Betacaroteno/Licopeno/Luteína : cenouras, vegetais de folha verde escura, batata doce e tomate.

? Glicirriza: raiz de Alcaçuz

? Indóis :Vegetais crucíferos, brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, couve-galega

? Isoflavonas : Fitoestrógeno/Genisteina : soja, amendoim, leite de soja

? Isotiocianatos: vegetais crucíferos, brócolis, couve – de - bruxelas, repolho, couve-flor, couve galega

? Ácidos Fenóicos : cenoura, frutas cítrica, tomate, grãos integrais

? Polifenóis: rutina/quercitina : Uvas, chá verde, vinho

? Saponinas : feijões e legumes

? Terpeno : cereja e frutas cítricas

Essas indicações são segundo os autores NOECKE, BARON, INZINGER, 1979.

Potássio – (KONOPKA, 1983) – cacau em pó, feijão branco, tomates, frutas secas (damasco, ameixa, figo, tâmaras, passas), salsa, ervilha, lentilha, germe de trigo, pasta de amendoim, nozes, espinafre, raiz forte, agrião, batata, erva-doce.

SETTINERI (1974), indica em seus estudos as quantidades diárias de consumo de :

- ácido pantotêico (homem adulto 3-5 mg), está no levedo de cerveja, gema de ovo e fígado

- Vitamina B6 (homem adulto – 1,5 mg) – rica no fígado, peixe, em grãos (germe de trigo) – reduz cãibras

- Vitamina B12 – 15 microgramas – presente nas vísceras, pescado, ovos, leite e seus derivados, carne de porco

- Vitamina C – 75 mg – feijão verde, aspargo cru, couve-flor crua, espinafre, alface e tomate

- Potássio – 1,9 a 5,6 miligramas – maçã, laranja e tangerina ou em suplementos medicinais que incluam glicose (normaliza a freqüência cardíaca)

- Ferro – 10 mg – feijão seco, ovos, figo seco, couve, agrião, pão – trigo, carne, aspargos, pêssego seco, nozes, pão, ostras, fígado de porco, cereais, folhas verdes

- Cobre – 1 a 2 mg/dia – feijões, ervilhas, ameixas, fígado, alimentos do mar

- Zinco – 15 mg – carne, carneiro, porco, germe de trigo, levedura, ovos, leite magro

- Crómio (sal de crómio inorgânico) – 50 – 200 mcgr – tabletes de levedura de cerveja (REIS, 1982)

- Vitamina A – 5.000 U.I. – óleo de fígado de bacalhau, cenoura, vegetais e folhas verdes, ovos leite, margarina, frutas.

- Vitamina B1 – 1,5 miligramas – encontrada nos cereais, legumes, frutas secas, fígado, gema de ovo, carne de porco, pão, leite, vegetais e amendoim.

- Vitamina B2 - 1,7 miligramas – leite, ovos, fígado, vegetais verdes, queijo, peixe.

- Vitamina B3 - 12 a 20 mg – fígado, carne magra, cereais, germe de trigo, ovos, frutas (REIS, 1982) – observa-se que a citada vitamina favorece a circulação, reduz a hipertensão e o colesterol.

- Vitamina B5 – 10 mil. – carne, cereais, germe de trigo, pão, fígado e rim, vegetais verdes, nozes (favorece a produção de anticorpos).

- Vitaminas do Complexo B – 500 a 900 micg – nozes, frutas, fígado (vaca), gema de ovo, leite, arroz não polido.

- Vitamina D – 400 U.I. – óleo de fígado de peixe, sardinhas, atum, salmão, leite e produtos lácteos.

- Vitamina E – 30 U.I. – óleos vegetais, folhas verdes, frutas, leite, gema de ovo, soja.

- Vitamina K – 400 micgr – iogurte, gema de ovo, óleo de soja, óleo de fígado de peixes, folhas vedes

- Cálcio – 0,8 a 1,0 grama – leite e derivados protéicos, ovos queijos, soja, sardinhas, salmão, amendoim, vegetais verdes.

- Sódio – 1 a 3 miligr : sal de cozinha, moluscos, carnes fumadas, cereais, carne, peixe.

- Magnésio – 300 a 400 milg – cereais,mariscos, cacau, limões, amendoim, nozes, maçã, vegetais.

- Iodo – 80 a 150 microg – algas, cebolas, moluscos marinhos, vegetais, no ar junto ao mar.

- Fósforo – 800 a 1200 milig – peixe, carne, cereais, ovos, nozes (necessário para estrutura óssea)

- Cobre – 2 a 3 milig – fígado, nozes, pão, feijão, ervilhas, ameixas

7.3 – A soja, um capítulo à parte

A soja possui inúmeros benefícios para a saúde, e deveria estar em dietas de qualquer atleta ou praticantes de atividades físicas, mesmo ingerindo alimentos de origem animal. Logo a soja não serve somente para vegetarianos.(Morais & Silva, 1996).

Foi no século XIX que a soja foi introduzida na dieta ocidental, uma vez que a culinária asiática já fazia uso dela desde muitos séculos. (Morais & Silva, 1996).

Excelente fonte de proteínas, fibras, minerais e ácidos graxos. Previne doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, osteoporose, mal de Alzheimer e sintomas da menopausa na mulher (PERES, 2008).

A soja é rica em vitaminas B, A, C e E, bem como cálcio, fósforo, ferro e potássio, não possuem lactose e não contém colesterol.(Morais & Silva, 1996).

Segundo, PERES (2008) “as isoflavonas na proteina de soja produzem efeitos antioxidantes”, favorecendo o treinamento dos atletas.”

Na nutrição esportiva a soja apresenta aminoácidos anabólicos – arginina e glutamina e os aminoácidos da cadeia ramificada (leucina, esoleucina, e valina), que compõem 36,2 do produto.

Para suplementação alimentar, a proteína isolante da soja produzida a partir dos flocos de soja, com aquecimento mínimo e praticamente livre de carboidratos e gordura, tendo, pois, 90% de proteína em peso seco e, sendo a mais adequada para os praticantes de atividades físicas.

7.4- Composição da Soja

Na soja, cerca de 90% das proteínas são globulinas, com solubilidade mínia em torno do pH 4,5.(Morais & Silva, 1996).

O óleo de soja contém cerca de 15% de ácidos graxos saturados e 85% de ácidos graxos insaturados, sendo grande o seu conteúdo de ácidos graxos essencias. (Morais & Silva, 1996).

Quanto aos carboidratos, a soja apresenta aproximadamente 34% do mesmo, porém, é rica em minerais, em especial magbnésio, fósforo, ferro, cobre e zinco, sendo uma fonte moderada de cálcio. (Morais & Silva, 1996).

A soja enquanto verde é fonte de riboflavina, niacina e ácido ascórbico e quando madura é uma ótima fonte de vitaminas E e K, boa fonte de riboflavina e ácido fólico e não contém vitaminas D e B12. (Morais & Silva, 1996).

Portanto, diante desses estudos, a introdução da proteína isolada da soja na alimentação de atletas e indivíduos fisicamente ativos só trará benefícios, juntamente coma correta supervisão de um profissional em Nutrição.

CONCLUSÃO

Após a realização desta pesquisa, podemos tirar algumas conclusões em relação ao assunto principal que é a nutrição saudável para o praticante de atividade física vegetariano.

Inferimos que, alguns autores são radicais em suas posturas desaconselhando totalmente a dieta vegetariana para crianças, idosos e praticantes de atividade física, defendendo suas posições através de resultados obtidos em pesquisas.

Outros, defendem a mescla de alimentos, mas jamais descartam a importância do consumo de derivado animal, em todas as refeições diariamente.

A nutrição esportiva, é ainda uma área de estudo nova, que abrange os princípios nutricionais para o aprimoramento do desempenho esportivo.

Observamos que são vários os fatores alimentares que influenciam as funções fisiológicas para o desempenho total do esportista. Como por exemplo, perder o excesso de gordura corporal para melhorar os aspectos biodinâmicos; consumir carboidratos durante a prática de exercícios físicos, pode manter os níveis de glicose no sangue e com isso evitar a fadiga psicológica; fornecer o ferro, garante o oxigênio dos músculos.

Há autores, no entanto, que defendem a dieta vegetariana, considerada por eles mais saudável, embora não haja muitas pesquisas que investigassem o valor desta dieta em relação ao aumento da capacidade de desempenho.

Os dois tipos de dietas, podem fornecer os nutrientes necessários para o indivíduo fisicamente ativo, desde que seus alimentos sejam selecionados e apropriados para cada caso ou modalidade esportiva/física.

Entretanto, se o consumo de nutrientes for adequado, o desempenho será o mesmo, tanto do atleta de nível internacional como do famoso “corredor de fim de semana”.

A posição da ADA – Americam Dietetic Association é a de que as dietas vegetarianas planejadas, são saudáveis, adequada em termos nutricionais e que fornecem benefícios à saúde.

Afirmam que tais dietas, podem atender às necessidades de atletas competitivos, por estarem adequadas às necessidades energéticas e incluírem boas fontes protéicas – alimentos a base d feijões e soja, em necessidade de suplementos.

O problema que alguns profissionais reafirmam em seus estudos é que a dieta vegetariana pode causar deficiência de Vitamina B12 - encontrada em larga escala nos derivados animal, porém elas também são encontradas no leite e nos laticínios, além de estarem disponíveis no mercado, suplementos nutricionais para consumo dessa vitamina.

Outro ponto, amplamente discutido é a carência de ferro na dieta vegans. No entanto, a ingestão de apenas 10 mg/dia pode suprir a contento essa deficiência através do consumo de feijões; leguminosas (aspargo e couve); vegetais: (agrião, folhas verdes, nozes, pão) e algumas frutas secas: (pêssego, figo).

Autores também discutem sobre a ingestão de proteínas, pois o corpo humano não consegue produzir algumas e precisam ser repostas para o bom funcionamento do organismo.

As discussões acontecem; no caso da proteína; uma vez que mesmo alguns alimentos fornecendo-a, a quantidade é insuficiente.

Por outro lado, as pesquisas demonstraram que os alimentos ingeridos em combinações, como se fazem em todo mundo, fornecerão todos os aminoácidos necessários para a boa nutrição esportiva.

Conclui-se, desta forma, que a dieta vegetariana é boa para os atletas e esportistas, que fornecem os nutrientes necessários para a prática de exercícios físicos, sem prejuízo para a saúde humana.

No entanto, todos os candidatos à prática esportiva ou condicionamento físico devem antes de iniciar suas atividades fazer exames médicos para saber o tipo de atividade adequada ao corpo (idade/sexo, peso/altura), procurar a orientação de um (a) profissional da área de nutrição (ou nutrição esportiva) para que este lhe forneça a dieta adequada com todos os nutrientes necessários para seu bom desempenho físico.

BIBLIOGRAFIA

ADA REPORTS – American Dietetic Association Reports – Canadá - 2003

APPLEGATE, L. A Mania de Dietas e Utilização de Suplementos na Prática Esportiva, Nutrição no Esporte – 1996 – s/ed.

BARR, S.I. – Função Reprodutiva da Mulher – Ed. Boca Ratón, 2001 – S.P.

BARR, S.I. Nutritional Considerations For Vegetarian Athletes, Ed. Nutricion, 2004 – Tradução de Érica Bezerra de Quadros.

BRASIL – Ministério da Saúde – ANVISA – Informação Nutricional Complementar – Port. 27, 13/01/98 – Brasília – D.F.

DE ANGELIS, R.C. – A Importância dos Alimentos Vegetais na Proteção da Saúde : Fisiologia da Nutrição Protetora e Preventiva de Enfermidade Degenerativas – Ed. Atheneu, 2005 – S.P.

DUARTE, A.C.G – Avaliação Nutricional, aspectos clínicos e laboratoriais. Ed. Atheneu, 2003, R.J.

FERREIRA, L.G. – et al – Revista de Nutrição - Dietas Vegetarianas e Desempenho Esportivo – vol.19 nº 4 – Campinas - 2006

FOSS M.L. & KETEYIAN S.J. - Bases fisiológicas do exercício e do esporte. Ed. Guanabara Koogan, 2000. R.J.

GALISA M.S et al – Nutrição conceitos e aplicações. Ed M.Books, 2008 -S.P.

GOMES, M.H.P. – Nutrição do Atleta – Ed. Sagra, 1988 – R.S.

JOHNSTON P.K. – Implicações Nutricionais das Dietas Vegetarianas – Ed. Manole, 2003 – S.P.

KAMEL J. & KAMEL D. - Nutrição e atividade física. 4º ed. Ed. Sprint, 2003, R.J.

KAISERAUERS, et al Nutrição e Fisiologia Médica – Sci Sports Exerc, 1989.

KLEINER S.M. - O papel da carne na dieta do atleta: seu efeito na inter-relação entre macro e micro nutrientes. Sports Science Exchange. Nutrição no esporte. 1998.

LEDERER, J. – Enciclopédia Moderna de Higiene Alimentar – Trad. – Ed. Manole, 1991 – S.P.

MAHAN L.K & STUMP S.E. - Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11º ed. Ed Guanabara Koogan, 2001. R.J.

MARTINS, M. et al, Alimentos Enriquecidos com Vitamina B12 para Vegetarianos Estritos – Tese Apresentada à Unicamp. s/data.

MCARDLE, W.D. et al, Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano, 3ª Ed. Ed. Guanabara Koogan. 1991. R.J.

MCARDLE W.D. Et al – Nutrição para o desporto e o exercício. Ed Guanabara Koogan. 2001. R.J.

MORAIS A.A.C. & SILVA A.L. - Soja - Suas aplicações Ed. Medsi. 1996. R.J.

NETO, J.O.M. – Nutrição e Esporte –Ed. Sprint Ltda, 1994.

PANIZ, C. et al –Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, vol. 41 nº 5 – Rio de Janeiro, 2005

PILLI Jr. - Princípios da bioquímica das proteínas, carboidratos e lipídeos. Ed. Roca, 2002, São Paulo.

ROBBINS, J. – Patologia : Bases Patológicas das Doenças, Robbins & Cotran, Saunders, Trad. da 7ª Ed. Por Nelson Fausto, Ed. Elsevier, 2005

SABATÉ, J. – Vegetarian Nutrition – Ed. Boca Ratón, U.S.A. –2001

SETTINERI, L. – A Alimentação do Atleta – Ed. Movimento, 1974 – R.S.

SIZER F. & WHITNEY E. - Nutrição conceitos e controvérsias. 8º ed. Ed. Manole. 2003, S.P.

SOARES, E.A, et al- Dietas Vegetarianas: Tipos,Origem e Implicações Nutricionais, Ed. Cad Nutr, 1990

TARGAS N. - Vegetarianos estritos. Ed. Unasp. 2003.

Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença – Ed. Manole – S.P. 2003

WEINECK, J. – Biologia do Esporte – Ed. Manole, 1991 – Trad. por Anita Viviani.

WILLIAMS, S. R. – Fundamentos de Nutrição e Dietoterapia, 6ª Ed. – Ed. Artes Médicas – R.S. – 1997 – Trad. de Regina Machado Garcez.

WILLIAMS, M. – Nutrição Para Saúde, Condicionamento Físico & Desempenho Esportivo, Ed. Manole, 2005

www.fisiculturismo.com.br - acesso em 11/06/2008.

www.michaelbluejay.com/veg/boobs/dietamerica.html - acesso 18/06/2008.

www.nutriveg.com.br - acesso 23/06/2008

www.saudelar.com/edicoes/2000/setembro - acesso 23/06/2008