Trabalho Completo Climatologia - Noções Básicas e Climas Do Brasil /Climatologia: Concepções Científicas e Escalas De Abordagem/De Francisco Mendonça & Inês Moresco Danni-Oliveira

Climatologia - Noções Básicas e Climas Do Brasil /Climatologia: Concepções Científicas e Escalas De Abordagem/De Francisco Mendonça & Inês Moresco Danni-Oliveira

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Categoria: Geografia

Enviado por: Maria 28 novembro 2011

Palavras: 1570 | Páginas: 7

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ndição de utilitários e de manipuladores dos mesmo em diferentes escalas.

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Nos primórdios da humanidade, o conhecimento sobre a atmosfera era muito pobre, assim como era, de maneira geral, todo conhecimento humano naquela época. Assim, atribuía-se a alguns fenômenos a condição de deuses. Por milhares de anos, o raio, o trovão, a chuva torrencial, a intensa seca etc. foram reverenciados como entidades mitológicas ou a elas ligados.” P. 11

“A meteorologia e a Climatologia permanecem, por um longo período da história do homem, como parte de um só ramo do conhecimento no estudo da atmosfera terrestre. Desde os gregos (Século VI a.C.) até por volta do século XVIII d.C., as característica atmosféricas eram observadas e estudadas tanto em fenômenos específicos quanto na espacialidade e temporalidade dos mesmos.”

O tempo atmosférico é o estado momentâneo da atmosfera em um dado instante e lugar. Entende-se por estado da atmosfera o conjunto de atributos que a caracterizam naquele momento, tais como radiação (insolação), temperatura, umidade (precipitação, nebulosidade etc.) e pressão (ventos etc.).” P. 13

“Na sua particularidade geográfica, a Climatologia situa-se entre as ciências humanas (Geografia, particularmente a Geografia Física) e as ciências naturais (Meteorologia – Física), estando mais relacionada à primeira que à segunda.” P. 14

“Em meados da década de 1930, a abordagem do clima segundo a dinâmica das massas de ar, ganhou importância entre alguns estudiosos da atmosfera no Brasil. Em 1942, Adalberto Serra e Leandro Ratisbona publicaram Massas de ar na América do Sul, obra que se configura como o marco inicial para a compreensão da dinâmica atmosférica do continente sul-americano. A climatologia brasileira também foi impulsionada, na década de 1940, com a fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com maior participação de geógrafos das universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Naquela década, destacaram-se as seguintes produções sobre clima no Brasil, elaboradas por autores brasileiros: Classificação meteorológica dos climas do Brasil, por Salomão Serebrenick (1942); Clima do Brasil, de Fábio Macedo Soares Guimarães (1945);

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Estudo do clima da bacia de São Paulo, de Ari França (1946).” P. 18

“Para caracterizar o ritmo climático de uma localidade, há que se fazer uma decomposição cronológica dos estados atmosféricos em sua continua sucessão, pois estes somente podem ser observados e analisados com precisão na durabilidade diária. Os estados atmosféricos tomados como tipos de tempos revelam-se claramente na escala do dia, sendo que sua sucessão pode ser observada a partir da variação dos elementos do clima em interação com a circulação atmosférica terciária e regional. Nas palavras do próprio Monteiro (1971, p. 9),

o ritmo climático só poderá ser compreendido por meio da representação concomitante dos elementos fundamentais do clima em unidade de tempo cronológico pelo menos diária, compatíveis com a representação da circulação atmosférica regional, geradora dos estados atmosféricos que e sucedem e constituem o fundamento do ritmo.” P. 20-21

“A escala de estudo de todo e qualquer objeto que se quer investigar conduz à deliberação da sua dimensão. O ponto de vista geográfico relaciona a escala à dimensão espaço-temporal dos componentes terrestres, sendo o clima um deles.

A definição da escala do clima impõe-se a todo estudo ligado a esse ramo do conhecimento, uma vez que ele se manifesta em todos os locais do Planeta. Para facilitar o desenvolvimento de estudos dessa natureza, a delimitação da área (tridimensional) de estudo constitui um dos primeiros passos do trabalho em Climatologia. Lembre-se que a interação dos controles atmosféricos com os fatores geográficos do clima determina o dinamismo do fluxo de energia que se dá em áreas diferentes do espaço terrestre.” P. 21- 22

“Macroclima: é a maior das unidades climáticas que faz o compartimento do clima no globo e compreende áreas muito extensas da superfície da Terra. Sua abrangência vai desde ao Planeta (clima global), passado por faixas de zonas (clima zonal), até extensas regiões (clima regional). As zonas da terra, definidas desde os gregos (tórrida, tropical, temperada, frigida e polar), são as unidades mais conhecidas desta dimensão, mas alguns espaços regionais de grande amplitude também aí se enquadram, como é o caso do clima dos oceanos, dos continentes, de um grande país etc.

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Mesoclima: é uma unidade intermediária entre as de grandeza superior e inferior do clima. As regiões naturais interiores aos continentes, inferiores àquelas da categoria superior, como grandes florestas, extensos desertos ou pradarias etc., são bons exemplos desta subunidade, pois a região por si só não possui delimitações espaciais precisas, a não ser por um outro elemento de destaque da paisagem. O clima regional, por essa característica, é uma subunidade de transição entre a ordem superior e esta.” P. 23

Microclima:é a menor e a mais imprecisa unidade escalar climática; sua extensão pode ir de alguns centímetros a até algumas dezenas de m², tendo autores que consideram até a centena de m². os fatores que definem essa unidade dizem respeito ao movimento turbulento do ar na superfície (circulação terciária), a determinados obstáculos à circulação do ar, a detalhes do uso e da ocupação do solo, entre outros.” P. 24

Escala Geológica: nesta escala de abordagem são estudados os fenômenos climáticos que ocorreram no Planeta desde a sua formação. E nesta escala que são desenvolvidos os estudos ligados à paleoclimatologia, ou seja, o estudo dos climas do passado, elaborados a partir de alguns indicadores biológicos (fósseis, polens e anéis de árvores), litológicos (sedimentos, camadas de aluviões, depósitos de sal etc.) e morfológicos ( terraços fluviais, dunas, formas residuais do relevo, insenbergs etc.). O exame desses indicadores permite a identificação dos ambientes terrestres anteriores ao aparecimento do homem. É dentro desta escala que se observa as variações e mudanças climáticas ocorridas no Planeta de algumas de centenas a várias dezenas de milhões de anos passados.” P. 24

Escala histórica: trata-se também do estudo do clima do passado; porém, somente do período da história registrada pelo homem. Vários documentos são utilizados para elaboração deste tipo de analise climática, desde a descrição escrita dos diferentes ambientes (relatos de viagens, por exemplo), os desenhos em paredes cavernas, os utensílios utilizados na lavoura etc., aos registros dos elementos atmosféricos mensurados nos primeiros instrumentos meteorológicos.” P. 24-25

“Escala contemporânea: é dentro desta escala que trabalha a maioria dos climatólogos da atualidade. Para elaboração de estudos dentro dela, é preciso

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que haja uma série de dados meteorológicos produzidos por uma ou mais estações meteorológicas, de preferência superior a 30 anos.” P. 25

CONCLUSÃO DOS AUTORES

Os autores concluem que em 1950, a partir da fundação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que deu continuidade à Organização Meteorológica Internacional (OMI), estabeleceu uma rede mundial de informações meteorológicas e desde então, desenvolveu pesquisas na área e avançou o monitoramento atmosférico continuo da Terra. Segundo os autores, a criação dessa entidade aprofundou o estudo da camada de ar que envolve o Planeta e consolidou a importância de tal conhecimento para o progresso da sociedade humana.

“A climatologia brasileira tem ainda muitos desafios a serem enfrentados, tanto no que concerne ao detalhamento da dinâmica atmosférica quanto à diversidade climática do País. As influencias das atividades humanas no clima e deste naquelas constituem-se em um dos mais importantes campos abertos às pesquisas em Climatologia, Território Brasileiro.”

Os autores defendem que há controvérsia entre os climatólogos e meteorologistas no tocante à climática. Nas diversas abordagens sobre a grandeza do clima, observa-se grande variação, tanto no ponto de vista da nomenclatura para as diferentes dimensões climáticas quanto para a intenção e periodicidade dos fenômenos característicos da mesma. A analise dos tipos de tempos, a variabilidade climática de curta duração, as tendências climáticas e o estabelecimento de medias são abordagens da Climatologia em escala contemporânea. As escalas espacial e temporal dos fenômenos ou tipos climáticos não são excludentes nos estudos da atmosfera.

APRECIAÇÃO PESSOAL

A Obra nos dá embasamento suficiente para analise e compreensão ao que se refere aos estudos acadêmicos sobre Climatologia, nos preparando para melhor expor a temática do livro, preparando muito bem o aluno do curso de licenciatura em Geografia.