Trabalho Completo Colonialismo

Colonialismo

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Categoria: História

Enviado por: camila.tete 14 junho 2013

Palavras: 2014 | Páginas: 9

Colonialismo

O colonialismo é a dominação de uma população por um Estado. E o controle sobre um território por um grupo, com poder militar, ou por representantes de um país ao qual o território não pertencia. Esse controle é forçado, é contra a vontade dos habitantes do território colonizado. Os habitantes muitas vezes perdem alguns de seus bens.

Os colonos ao chegarem no “novo” território impõem direitos políticos, leis e até religião. E as marcas do colonialismo estão presentes nas colônias até hoje, como a língua, os costumes, leis, religiões, etc

O colonialismo pode ser dividido em duas etapas: a primeira começa na Europa Ocidental entre os anos de 1415 e 1800. Foi liderada por Portugal e Espanha que criaram rotas pelas pelas Índias. Neste momento, o interesse era o comércio de especiarias. A segunda fase tem dois períodos. O primeiro vai de 1815 a 1880, quando a política expansionista vinha somente de países da Europa já estabelecidos. A segunda pode ser datada entre os anos de 1880 a 1914, quando chegou no continente africano, regiões asiáticas e do Pacífico.

○ Tipos de colonialismo

Há dois tipos de colonialismo, o de exploração e o de povoamento.

As colônias de exploração são as quais a metrópole tem interesse apenas em explorar os recursos naturais da colônia, como terras para cultivo e minério, com o objetivo de enriquecer e levar todo o lucro para o país colonizador. Nas colônias de exploração a população nativa é escravizada e obrigada a trabalhar para os colonos, tanto no cultivo, quanto na mineração e também na construção de instalações para os colonos. Nessas colônias escravos são trazidos do continente africano para o trabalho escravo. Nesse tipo de colonialismo o país colonizador não tem preocupação com a colônia.

Já as colônias de povoamento são nações descobertas onde os colonizadores desenvolvem o povoamento e as estruturas básicas do território. O país colonizador implanta seus costumes, sua língua, sua religião, e desenvolvem um economia no território colonizado, onde as produções são destinadas ao mercado interno e não à importação, e o trabalho, diferentemente da colônia de exploração, é assalariado. Nesse tipo de colonialismo o país colonizador tem como interesse em desenvolver o território.

O colonialismo deixa marcas que são vistas nos países que foram colonizados. Há hoje um enorme miscigenação, há vários tipos de cores, culturas e até línguas diferentes. São produtos da mistura de diferentes povos.

○Neocolonialismo x colonialismo

-colonialismo: tem como principais agentes Espanha e Portugal, que vão explorar a o continente americano em busca de metais preciosos, matérias primas e produtos de gênero tropical.

-neocolonialismo: principais agentes são França, Inglaterra e Alemanha, que, no contexto da revolução industrial, irão explorar o continente africano procurando minérios, mercado consumidor para o excedente da produção, e viam também no continente uma válvula de escape para a parcela dos trabalhadores desempregados.

○Imperialismo x colonialismo

Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.

Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas e outras vezes é usado para designar a expansão europeia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.

Colonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.

Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.

■Colonização dos Estados Unidos

Os ingleses fundaram 13 colônias no litoral atlântico da América do Norte. Essa colonização se deu a partir do início do século XVII, em áreas que, originalmente, pertenciam à Espanha, de acordo com o Tratado de Tordesilhas.

Embora algumas expedições espanholas, partindo do México, de Cuba e da Florida, tenham percorrido regiões do atual território dos Estados Unidos, o interesse maior no eixo México-Peru, a aparente ausência de metais preciosos e mesmo o clima temperado da América do Norte inviabilizaram, para os espanhóis, naquele momento, uma efetiva colonização dessas áreas.

No século XVI, a presença inglesa na região se deu com a realização de algumas viagens marítimas, que tinham como objetivo a busca de uma passagem para a Ásia por meio das regiões setentrionais da América do Norte. Apesar de não atingirem tal objetivo, essas viagens, associadas à prática da pirataria, deram aos navegadores ingleses um bom conhecimento do litoral do Atlântico Norte.

Perseguidos pela Igreja oficial da Inglaterra, a Igreja anglicana, muitos puritanos (calvinistas) transferiram-se para a América por uma questão de consciência religiosa. A fundação da colônia de Massachusetts, em 1620, foi o melhor exemplo.

○ Independência dos Estados Unidos

Com a Revolução industrial, em meados do século XVIII, a Inglaterra começou a mudar sua relação com as treze colônias. Com o firmamento do pacto colonial, que obrigava as colônias a se comerciarem exclusivamente com a metrópole, a Inglaterra queria acabar com a orça do comércio das colônias do norte.

As restrições mercantilistas acentuaram-se após a Guerra dos Sete Anos entre França e Inglaterra, e que envolveu também as colônias de ambos países. Essas pressões aumentaram porque apesar da vitória sobre a França que perdeu o Canadá, a Índia e parte das Antilhas, a Inglaterra saiu da guerra economicamente enfraquecida e decidiu aumentar os impostos e criar novas taxas que seriam cobradas dos colonos.

Nesse período, algumas leis foram criadas como a Lei do Açúcar, que determinava que os colonos pragariam taxa de importação sobre o açúcar e os derivados da cana-de-açúcar, como o melaço. Outra lei foi a Lei do Selo, que afirmava o uso obrigatório do papel timbrado nos documentos, livros, jornais, licenças, anúncios, etc.

Aumentaram também as taxas sobre produtos como o papel, vidro, chá e tintas de qualquer procedência, oque só agravava mais a indignação dos colonos.

Em 1773 ocorre um dos primeiros atos de revolta dos colonos, que ficou conhecido como Festa do chá em Boston, quando um grupo de revoltosos fantasiados de índios jogaram ao mar um carregamento de chá de um navio pertencente à companhia que dominava o monopólio do comercio do chá nas colônias.

Como maneira de agir contra à revolta, o Rei Jorge III criou, em 1774, os atos intoleráveis que decretava que:

• Os participantes do movimento da festa do chá deveriam ser encaminhados para Inglaterra, onde seriam julgados;

• A colônia de Massachusetts seria ocupada por tropas inglesas;

• O porto de Boston seria fechado até que o prejuízo do carregamento de chá fosse quitado;

• Estariam sujeitos a severos punições aqueles que agredissem tropas inglesas.

Essas medias contribuíram para que, no ano seguinte, os colonos firmassem a Guerra à Inglaterra.

A Guerra de Independência dos Estados Unidos teve como causas mais gritantes as restrições mercantilistas impostas pela Inglaterra em relação a suas colônias americanas e a influência das idéias dos filósofos iluministas, divulgadas na América do Norte por Thomas Paine, Samuel Adams, e alguns outros.

Como causas secundarias, pode-se citar a Guerra dos Sete Anos, o Massacre de Boston e os Atos Intoleráveis.

No mesmo ano dos Atos Intoleráveis (1774), todas as colônias, com exceção da Geórgia, mandaram representantes para o Primeiro Congresso da Filadélfia. Nesse Congresso os colonos enviaram ao governo inglês um pedido para que fossem retirados os Atos Intoleráveis. Uma vez que não foram atendidos, e a Inglaterra aumentou sua repressão, em 1775, os colonos se reuniram no Segundo Congresso Continental de Filadélfia.

Já nesse Segundo Congresso, os colonos declararam guerra à Inglaterra, nomearam George Washington comandante das forças americanas e Thomas Jefferson o que iria redigir a Declaração de Independência. A Declaração de Independência, apresentava a Declaração dos Direitos do Homem e foi aprovada em 4 de julho de 1776. Afirmava que “as Colônias unidas são, e devem ser por direito, Estados livres e independentes” e que “as Colônias estão isentas de toda e qualquer obediência à Coroa Britânica”.

A Declaração de Independência foi um excelente estímulo aos colonos norte-americanos, que até então estavam em desvantagem militar, pois havia várias derrotas em seu histórico.

Em 1777, a vitória de George Washington, em Saratoga, levou-os a alcancarem o apoio militar da França, que tentava se vingar depois da Guerra dos Sete Anos e, posteriormente, da Espanha e da Holanda.

Em 1781, depois de anos de luta, a derrota inglesa em Yorktown, colocou um ponto final na luta pela independência.

A Inglaterra assinou com os americanos o Tratado de Versalhes, em 1783, no qual reconhecia a independência dos Estados Unidos e fixava seus limites nos Grandes Lagos e no Mississipi. A Espanha ficaria com a Ilha de Minorca e a Flórida, e a França recuperaria algumas ilhas antilhanas e estabelecimento no Senegal.

■ Colonização da América do Sul e Central

O colonialismo nas Américas começou a partir da época da Era dos Descobrimentos, quando os europeus souberam que o mundo não se baseava somente na Europa, na África e a Ásia. No começo era basicamente comércio, exploração de alguns recursos que haviam na região, mas a vontade de expandir seus impérios os obrigou colonizar as Américas, afim de conseguir explorar seus minerais e obra prima.

A colonização não foi muito bem aceita pelos nativos, pois os colonizadores chegaram dizendo que ali eram suas terras, como resultado houve muitos confrontos com indígenas americanos, mas como os europeus tinham uma tecnologia militar avançada comparada aos americanos na época, não demorou muito para os europeus superarem os indígenas. Depois da construção dos impérios, viam várias naus trazendo pessoas, animais e plantas exóticas, e junto a eles, insetos e doenças.

Na América do sul, os países que mais se expandiram foram Portugal, que obtinha todo o terreno do Brasil, e Espanha, que obtinha quase todo o terreno na costa das Américas, só não colonizou a arte leste da América do Sul, pois haveria o tratado de Tordesilhas. Mesmo por isso, Portugal começou a ser atacado por outros países que também queriam sua parte do novo continente, Portugal lutou contra a Holanda (que conseguiu uma parte em Pernambuco, mas logo foi expulso em 1654) e a França (que construiu colônias que morreram com o tempo).

A América central, também foi colonizada na a partir da forma militar contra os indígenas, mas ouve mais países que colonizaram essas regiões, resultando nisso em disputas sangrentas entre Inglaterra, Holanda, França, Dinamarca, e Espanha, que obtinha grande parte da América Central. Não demorou muito para haver variações nos terrenos da Espanha, que perdeu alguns territórios para a Inglaterra, que dominou a costa Atlântica, a fim de obter recursos.

Após séculos de revoltas, guerras e revoluções, os países da América conseguiram deixar de ser em chamadas colônias e virarem republicas, deixando de ser independentes dos países da Europa, mas até hoje, a miscigenação de línguas e a exploração abusiva de recursos atinge a economia dos países das Américas

■ Colonização africana

A colonização da África ocorreu de forma violenta, através do uso de força militar. Os europeus interessados na dominação deste continente usaram como pretexto inicial para a invasão a desculpa do perigo aos comerciantes, missionários e aventureiros nestas localidades.

A colonização da África não ocorreu de forma totalmente pacífica. Os conquistadores enfrentaram além da resistência das tribos várias doenças tropicais como malária e febre amarela. Um exemplo de resistência tribal é a Guerra Zulu, liderada pelo rei Chaka da África do Sul.

Primeiramente o interesse europeu na África era em torno da captura de escravos, para suprir a necessidade de mão de obra na América. Algum tempo depois o foco da colonização foi explorar as riquezas minerais e agrícolas e se expandir na competição imperialista pelos mercados.

Houveram muitos conflitos entre países europeus devido à disputas por territórios africanos. Em 1885, o chanceler Otto Von Bismarck reuniu os líderes das maiores potências europeias para repartirem o continente africano de maneira organizada. Foi a chamada Conferência de Berlim. Apesar disto, ainda houveram confrontos, como a guerra dos Bôers (entre holandeses e ingleses) e várias outras. Até o início da primeira guerra mundial o continente africano estava inteiramente dividido entre as nações da Europa (Inglaterra, Espanha, França Bélgica, Itália, Alemanha e Portugal).

O fato da “divisão” do continente africano ter ocorrido sem respeitar as diferenças étnicas tem consequências até hoje, com inúmeras guerras civis.

■ Bibliografia

○ http://contextopolitico.blogspot.com.br/2008/12/histria-moderna-o-colonialismo-e-o.html (acessado em 25/03/2013 ás 20:41)

○ http://www.youtube.com/watch?v=CtULeWJ_cgk Video aula professora Milena Bravo

○ http://www.slideshare.net/thais.bozz Slides professora Thaís Bozz

○http://estudegeografia.webnode.com.br/news/coloniza%C3%A7%C3%A3o%20da%20africa/

○https://pt.wikipedia.org/wiki/Colonialismo#Colonialismo_e_geografiahttp://www.infoescola.com/historia/colonialismo/

○http://html.rincondelvago.com/colonialismo_8.html

○http://www.infoescola.com/historia/colonialismo/

○http://www.infoescola.com/historia/colonias-de-exploracao/

○http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Central

○http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/colonialismo

○http://www.youtube.com/watch?v=bekhPiWkE84

○ http://www.grupoescolar.com/pesquisa/a-independencia-dos-estados-unidos-da-america.html