Trabalho Completo Colonias Francesas

Colonias Francesas

Imprimir Trabalho!
Cadastre-se - Buscar 155 000+ Trabalhos e Monografias

Categoria: História

Enviado por: Luiza 24 dezembro 2011

Palavras: 2453 | Páginas: 10

...

ónias até ao século XIX, limitando-se a traficar escravos para as suas colónias nas Caraíbas. No Oceano Índico, os franceses colonizaram a Île Bourbon (actual Réunion), em 1664, Île de France (actualmente Maurícia), em 1718 e as Seychelles, em 1756. Durante o reinado deNapoleão, o Egipto foi também conquistado por um breve período, mas a dominação francesa nunca se estendeu para além da área imediatamente à volta do Nilo.

O verdadeiro interesse da França por África manifestou-se em 1830 com a invasão da Argélia e o estabelecimento de um protectoradona Tunísia, em 1881. Entretanto, expandiram-se para o interior e para sul, formando, em 1880, a colónia do Sudão francês (actual Malie, nos anos que se seguiram ocupando a grande parte do Norte de África e da África ocidental e central. Em 1912, os franceses obrigaram o sultão de Marrocos a assinar o Tratado de Fez, tornando-se outro protectorado.

2. A descolonização

Descolonização é o processo pelo qual uma ou várias colónias adquirem ou recuperam a sua independência, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.

Este processo é geralmente antecedido por um conflito entre as “forças vivas” da colónia e a administração colonial, que pode tomar a forma duma guerra de libertação (como foi o caso de algumas colónias portuguesas e da Argélia), um golpe de estado, em que as organizações na colónia substituem a administração colonial, como aconteceu na formação dos Estados Unidos da América, ou ainda por um processo mais pacífico, em que o partido ou movimento de libertação exerce pressão sobre o governo colonial, seja por petições legais, seja pela organização de manifestações, normalmente com o apoio de grupos de pressão dentro do país colonizador.

No entanto, houve casos em que a potência colonial, quer por pressões internas ou internacionais, quer por verificar que a manutenção de colónias lhe traz mais prejuízos que benefícios, decide por sua iniciativa conceder a independência às suas colónias, como aconteceu com várias das ex-colónias francesas e britânicas. Nestes casos, foi frequente o estabelecimento de acordos em que a potência colonial tem privilégios no comércio e noutros aspectos da economia e política com a ex-colónia, podendo esta nova relação tomar a forma de neocolonialismo.

2.1. Antecedentes e breve história da descolonização recente

O crescimento populacional e económico em vários países da Europa e da Ásia (os mongóis e os japoneses) levou a um tipo descolonização, com o carácter de dominação (e, por vezes, extermínio) de povos que ocupavam territórios longínquos e dos seus recursos naturais, criando grandes impérios coloniais. Um dos aspectos mais importantes desta colonização foi a escravatura, com a “exportação” de uma grande parte da população africana para as Américas, com consequências nefastas, tanto para o Continente Negro, como para os descendentes dos escravos, que perduram até hoje.

Esta foi a primeira forma de imperialismo, em que vários países europeus, principalmente Portugal, Espanha, França, a Holanda e a Inglaterra (mais tarde o Reino da Grã-Bretanha), constituíram grandes impérios coloniais abrangendo praticamente todo o mundo. A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados, levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.

2.2. Descolonização da África

Quando os estados da Europa no final da Idade Média começaram a "descobrir" a África, encontraram aí reinos ou estados, quer de feição árabe ou islamizados, principalmente no norte e ocidente daquele continente, quer de tradição bantu. Os primeiros contactos entre estes povos não foram imediatamente de dominação, mas de carácter comercial. No entanto, os conflitos originados pela competição entre as várias potências europeias levaram à dominação política desses reinos, que culminou com a partilha do Continente Negro pelos estados europeus na Conferência de Berlim, em 1885.

No entanto, as duas grandes guerras que fustigaram a Europa durante a primeira metade do século XX deixaram aqueles países sem condições para manterem um domínio económico e militar nas suas colônias. Estes problemas, associados a um movimento independentista que tomou uma forma mais organizada na Conferência de Bandung, levou as antigas potências coloniais a negociarem independência das colónias.

2.3. A situação política no continente africano

No continente africano, a política das potências colonizadoras teve por base a transferência de funções administrativas para pessoas da própria região. Essas pessoas recebiam educação formal na Europa, onde entravam em contacto com diversas correntes de pensamento político e filosófico. Surgiram, então, as elites coloniais que assumiram posições nacionalistas e desenvolveram um discurso de oposição as metrópoles.

O impacto da Segunda Guerra Mundial foi devastador, porque provocou uma reviravolta nas relações entre nações colonizadoras e povos dominados.

A exemplo da Ásia, a participação das colónias no conflito mundial valorizou ainda o sentimento de identidade nacional. Por outro lado, com o término da guerra, tanto a URSS quanto os EUA passaram a apoiar os movimentos de emancipação, na realidade estas nações queriam ampliar suas áreas de influência.

A colonização deixou marcas profundas no território e na população africana, cuja cultura foi agredida e modificada. A organização social foi destruída sem que as populações afectadas pudessem entender o modo de vida dos povos invasores.

A divisão do território foi feita segundo os interesses das potências colonizadoras que não respeitavam as diferenças étnicas, pois colocavam povos inimigos em um mesmo território. A ideologia da superioridade dos povos europeus serviu para criar em algumas regiões africanas rígidas e odiosa segregação racial.

O processo de descolonização foi mais acelerado no norte da África. Entre 1951 e 1956, tornaram-se independentes a Líbia, o Egipto, o Sudão, o Marrocos e a Tunísia.

2.4. A resistência da França

Ao estabelecer seu império na África, os franceses desenvolveram uma política de cooperação das elites nativas, para assim terem maior facilidade em impor seus métodos de governar.

Em 1954, teve inicio a revolução argelina. A reacção do governo francês a essa revolução foi bem violenta. Mesmo assim, a frente de libertação Nacional venceu em 1962. Foi criada então a República Democrática e Popular da Argélia, sob a presidência de Ahmed Bem Bella.

No centro-oeste africano, o Congo francês obteve a independência em 1960.

A Bélgica, que iniciou suas política colonial no século XIX com a conquista do Congo, resistiu fortemente ao movimento congolês de emancipação.

Em 1960, o país conquistou a independência com o nome de Republica do Congo. Seu primeiro presidente foi Patrice Lumumba que foi assassinado em 1961 por militares.

Em Maio de 1997, tropas rebeldes liderados por Laurent-Désiré Kabila depuseram o ditador Mobutu, depois de oito meses de guerra civil. Em Janeiro de 1998, o descontentamento provocado pelas medidas reacendeu a guerra civil e obrigou o presidente Kabila a prometer eleições em 1999.

2.5. Causas da descolonização

A descolonização da Ásia e da África está relacionada com a decadência da

Europa, motivada pela Primeira Guerra Mundial, pela crise de 1929 e

Segunda Guerra Mundial.

Outro factor será o despertar do sentimento nacionalista na Ásia e na África, impulsionado pela decadência da Europa e pela Carta da ONU, que, em 1945, reconheceu o direito dos povos colonizados à autodeterminação. O ponto máximo do nacionalismo será a Conferência de Bandung (1955), ocorrida na Indonésia que estimulou as lutas pela independência.

A guerra fria e a polarização entre EUA (capitalismo) e a URSS (socialismo) também contribuiu para o fim dos impérios coloniais. Cada uma das superpotências via na descolonização uma oportunidade de ampliar suas influências políticas e económicas.

2.6. As vias da descolonização

A descolonização afro-asiática não foi um processo homogéneo, ocorrendo de duas maneiras: a pacífica e a violenta.

No caso da via pacífica, a independência da colónia era realizada progressivamente pela metrópole, com a concessão da autonomia político-administrativa, mantendo-se o controle económico do novo país, criando, dessa forma, um novo tipo de dependência.

As independências que ocorreram pela via da violência resultaram da intransigência das metrópoles em conceder a autonomia às colónias. Surgiam as lutas de emancipação, geralmente vinculadas ao socialismo, que levaram a cabo as independências

2.7. A independência da África francesa

O processo de independência das colónias francesas na África foi, de certo modo, pacífico (excluindo o caso da Argélia), apesar de detenção de líderes políticos nacionalistas em conflito com autoridades coloniais.

A seguir à Segunda Guerra Mundial a França, que já se encontrava a braços com insurreição na Argélia e na Indochina e depois de já ter perdido Marrocos e a Tunísia, em 1956, como resultado de movimentos independentistas aos quais foi obrigada a ceder, tentou em Setembro de 1958, através dum referendo uma manobra de dar uma “autonomia” às suas colónias, que continuariam a fazer parte da “Comunidade Francesa”. Com excepção da Guiné, que votou pela independência imediata, a Côte d'Ivoire, o Níger, o Alto Volta e o Daomé decidiram formar a “União Sahel-Benin” e, mais tarde, o “Conselho do Entendimento”, enquanto o Senegal se unia ao “Sudão Francês” para formar a “Federação do Mali”. Estas uniões não duraram muito tempo e a França, em 1960, reconheceu a independência da maioria das sua colónias africanas.

A Argélia, no entanto, só se tornou independente depois de 8 anos duma guerra que causou milhares de mortos, não só na própria colónia, como também na França, após o que o governo francês, dirigido pelo general Charles de Gaulle, decidiu entrar em conversações com o principal movimento independentista (a Front de Libération Nationale ou FLN) e conceder-lhe a independência.

Djibouti foi uma das colónias francesas que decidiu, em 1958, manter-se na “Comunidade Francesa” mas, devido a problemas de governação, a população local começou a manifestar-se a favor da independência. Depois de um novo referendo, em 1977, o Djibouti tornou-se finalmente um país independente. Nas Comores, a história foi semelhante, mas com uma declaração unilateral de independência, em 1975, que foi reconhecida no mesmo ano, mas que não abrangeu a ilha Mayotte, onde a população votou por manter-se como um território francês. A ilha da Reunião é igualmente um departamento francês, governando, para além da ilha principal, várias outras ilhas que são reclamadas por Madagáscar e Maurícias.

Foram os seguintes os actuais países africanos que se tornaram independentes de França no século XX (data da independência):

País Criação/Independência

Marrocos

2 de Março de 1956 (55 anos)

Tunísia

20 de Março de 1956 (55 anos)

Guiné

2 de Outubro de 1958 (52 anos)

Camarões

1 de Janeiro de 1960 (51 anos)

Togo

27 de Abril de 1960 (51 anos)

Senegal

20 de Junho de 1960 (50 anos)

Madagáscar

26 de Junho de 1960 (50 anos)

Benim

1 de Agosto de 1960 (50 anos)

Níger

3 de Agosto de 1960 (50 anos)

Burkina Faso

7 de Agosto de 1960 (50 anos)

Costa do Marfim

7 de Agosto de 1960 (50 anos)

Chade

11 de Agosto de 1960 (50 anos)

República Centro-Africana

13 de Agosto de 1960 (50 anos)

República do Congo

15 de Agosto de 1960 (50 anos)

Gabão

17 de Agosto de 1960 (50 anos)

Mali

22 de Setembro de 1960 (50 anos)

Mauritânia

28 de Novembro de 1960 (50 anos)

Argélia

5 de Julho de 1962 (48 anos)

Comores

6 de Julho de 1975 (35 anos)

Djibouti

27 de Junho de 1977 (33 anos)

3. Conclusão

A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados – incluindo a sua população, transformada em escravos que espalharam pelo resto do mundo – levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.

A França e as outras potências colonizadoras começaram com o processo da descolonização logo apôs a segunda Guerra mundial. O processo de independência das colónias francesas na África foi, de certo modo, pacífico (excluindo o caso da Argélia), apesar de detenção de líderes políticos nacionalistas em conflito com autoridades coloniais.

A seguir à Segunda Guerra Mundial a França, que já se encontrava a braços com insurreição na Argélia e na Indochina e depois de já ter perdido Marrocos e a Tunísia, em 1956, como resultado de movimentos independentistas aos quais foi obrigada a ceder, tentou em Setembro de 1958, através dum referendo uma manobra de dar uma “autonomia” às suas colónias, que continuariam a fazer parte da “Comunidade Francesa”. Com excepção da Guiné, que votou pela independência imediata, a Côte d'Ivoire, o Níger, o Alto Volta e o Daomé decidiram formar a “União Sahel-Benin” e, mais tarde, o “Conselho do Entendimento”, enquanto o Senegal se unia ao “Sudão Francês” para formar a “Federação do Mali”. Estas uniões não duraram muito tempo e a França, em 1960, reconheceu a independência da maioria das sua colónias africanas.

A Argélia, no entanto, só se tornou independente depois de 8 anos duma guerra que causou milhares de mortos, não só na própria colónia, como também na França, após o que o governo francês, dirigido pelo general Charles de Gaulle, decidiu entrar em conversações com o principal movimento independentista (a Front de Libération Nationale ou FLN) e conceder-lhe a independência. Djibouti foi uma das colónias francesas que decidiu, em 1958, manter-se na “Comunidade Francesa” mas, devido a problemas de governação, a população local começou a manifestar-se a favor da independência. Depois de um novo referendo, em 1977, o Djibouti tornou-se finalmente um país independente. ilha principal, várias outras ilhas que são reclamadas por Madagáscar e Maurícias.

4. Referencias bibliográficas

www.pt.wikipedia.com/ historia/colonizacão-francesa

Ajayi, JF Ade. 1969. Colonialism: An episode in African history. In Colonialism in Africa, 1870-1960 , vol. 1, The history and politics of colonialism, 1870-1914 , ed. LH Gann and Peter Duignan, 137–46. Cambridge: Cambridge University Press.