Trabalho Completo Como Cultivar O Amor A Leitura

Como Cultivar O Amor A Leitura

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Categoria: Psicologia

Enviado por: pedrokangombe 08 maio 2013

Palavras: 3193 | Páginas: 13

Como Cultivar Amor à Leitura?

Como Cultivar Amor à Leitura?

Introdução

Vivemos numa época em que impera o audiovisual, mas os livros continuam a ser o principal instrumento de estudo. Nas nossas escolas, começa a surgir, timidamente, o vídeo educativo (coisa que no Primeiro Mundo já é um facto). A indústria do entretenimento evoluiu, mas os livros continuam a ser, também, fonte de entretenimento. Tudo indica que passarão muitos anos até que o livro possa ser substituído, com vantagem, por outros auxiliares de aprendizagem. O livro é um material disponível e de fácil acesso (podemos consultá-lo gratuitamente numa biblioteca, ou comprá-lo numa livraria). Convirá, pois, saber lidar com os livros, sobretudo manuais, e aperfeiçoar as técnicas de leitura activa.

É natural, e até saudável, que um jovem ocupe parte do seu tempo com a música, o desporto ou o convívio. Mas o estudante que deseja preparar o seu futuro tem de consagrar também uma boa parcela de tempo aos estudos. Sejamos sinceros em admitir que o bom hábito de ler não é o ponto forte de muitos estudantes. A boa notícia: podemos inverter o quadro, ou seja, ainda podemos desenvolver amor à leitura.

No presente texto, propomo-nos traçar o caminho que nos pode levar ao terreno onde se cultiva o amor à leitura. Este terreno não é de fácil indicação, mas cada pista da sua localização leva-nos cada vez mais próximo. Existem várias avenidas que nos podem levar a este terreno. Aqui apresentaremos (apenas!) algumas.

O texto está repartido em sete itens. No primeiro item, apresentámos as palavras-chave. No segundo item, debruçámos sobre a necessidade de desenvolver amor à leitura. No terceiro item, apontámos algumas “dicas” para desenvolver amor à leitura. No quarto item, realçámos algumas técnicas para conhecer e seleccionar um livro. No quinto item, apresentámos as etapas da leitura. No sexto item, destacámos alguns “requisitos” para fazer uma leitura activa. Para finalizar, no sétimo item, apresentámos algumas considerações finais.

Cabe referenciar que o texto foi compilado para ser apresentado num encontro entre colegas e amigos (num “Sabadão” científico!), com o fito de formar algumas “atitudes integradoras”. O texto é o resultado de uma “minúscula” pesquisa bibliográfica, por este motivo, aconselhamos uma leitura às fontes originais, ou um confronto com outras bibliografias, pois não apresentámos, aqui, uma abordagem exaustiva, e nem foi nossa intenção compilar um texto capaz de substituir a leitura dos livros originais.

1. Identificando os conceitos-chave

O Amor encontra-se na lista dos “sentimentos com vários conceitos”, mas, numa tentativa para o conceituar, diremos que “Amor” é uma forte inclinação emocional por uma pessoa e, em um sentido mais amplo, por um animal, grupo de pessoas ou objectos. O amor em suas diferentes acepções é objecto de estudos religiosos, filosóficos e psicológicos.

Por leitura entende-se a “actividade caracterizada pela tradução de símbolos ou letras em palavras e frases que têm significado para uma pessoa” . Em palavras simplórias, diríamos que leitura é o acto de enunciar ou percorrer com a vista, entendendo, um texto impresso ou manuscrito. O objectivo último da leitura é tornar possível a compreensão dos materiais escritos, avaliá-los e usá-los para nossas necessidades.

Portanto, o amor à leitura é, aqui, concebido como sendo a forte inclinação para o acto de enunciar ou percorrer com a vista, entendendo, um texto impresso ou manuscrito. Ou seja, a forte inclinação para o acto de ler.

2. Porquê desenvolver amor à leitura?

Os conceitos-chave foram identificados. Agora surge a seguinte questão: “Porquê desenvolver amor à leitura?”. Responder à esta questão é equivalente a fazer uma abordagem sobre a importância da leitura. Mas antes de a responder, gostaríamos de lembrar ao/à Sr(a). Leitor(a) que ir às aulas não basta para garantir pleno êxito nos estudos. “É preciso ler e, principalmente, ler bem. Quem não sabe ler, não saberá resumir, não saberá tomar apontamentos e, finalmente, não saberá estudar” (Ruiz, 2006:34).

Diz-se que “mais vale não saber ler do que saber, e não o fazer”. Diz-se que “o pior tolo não é aquele que não sabe ler, mas sim aquele que, sabendo, não o faz”. Diz-se que “quem não lê, perde muita coisa”. Diz-se… Diz-se… Diz-se. Enfim, diz-se muitas coisas “más” sobre os que raramente lêem, e coisas ainda “piores”sobre os que, sabendo, não têm o bom hábito de ler.

Então, porquê desenvolver o amor à leitura? É necessário desenvolver o amor à leitura por várias razões. Neste momento, o(a) Sr(a). Leitor(a) quer que nós citemos algumas dessas “várias” razões, não quer? Ei-las: (1) porque “para elaborar trabalhos de pesquisa, é necessário ir às fontes, aos autores, aos livros; é preciso ler, ler muito e, principalmente, ler bem (Idem, Ibidem, 34) ”; (2) porque a leitura amplia e integra os conhecimentos; (3) porque a leitura desonera a memória; (4) porque a leitura abre cada vez mais os horizontes do saber; (5) porque a leitura enriquece o vocabulário e a facilidade de comunicação; (6) porque a leitura disciplina a mente e alarga a consciência pelo contacto com as várias perspectivas de abordagem de um mesmo problema. Porque… Porque… Porque... e… Porque.

Como já dissemos, existem várias razões para desenvolver o amor à leitura. Para confirmar as “algumas” razões que citámos, pense nas seguintes questões: Como é que elaborámos este texto? Como você tem feito as suas revisões escolares? O que é que você tem feito para aumentar os seus conhecimentos? Qual será o seu estado de espírito após ter lido um livro de anedotas ou um de curiosidades? Você conhece as palavras: “procrastinar”, “hecatombe”, “almofariz” e “estapafúrdio”? Para terminar, leia o seguinte:

“ ‘Levantei da minha conta 786 Kwanzas. Agora vou ao alfaiate pagar 365 Kwanzas do conserto da bainha das minhas calças.’

Escreva por extenso os números indicados:

789___________________________________________________;

365___________________________________________________.

Agora leia:

‘Eu moro na 789ª casa do Projecto Nova Vida. A minha mãe vive na 365ª casa.’

Escreva por extenso os seguintes números:

789ª __________________________________________________________________;

365ª __________________________________________________________________.

Se não sabe escrever os números indicados, então como leria [leu] as frases declarativas mencionadas?”

3. Como desenvolver amor à leitura?

Você já leu um livro do princípio ao fim? Você é cristão ou muçulmano? Já fez uma leitura completa da Bíblia ou do Alcorão? Já pensou em fazê-la? No item anterior, demonstrámos a importância da leitura e as razões pelas quais devemos desenvolver amor por ela. Cabe, agora, demonstrar como desenvolver esse sentimento, essa inclinação pela leitura.

Então, como desenvolver amor à leitura? É fácil colocar esta questão, difícil é respondê-la. Desenvolver amor à leitura não é fácil, principalmente, para aqueles que nem sequer gostam de ler. Mas também não é uma Missão Impossível, faça de conta que é o Tom Cruise, e – 3… 2… 1… 0… Boom! – problema resolvido. Ler um livro pode parecer entediante, principalmente, quando se tem “opções mais aliciantes” (assistir à televisão, navegar na Internet, jogar PlayStation, etc.), mas, não o é. O que devemos fazer é encarar a leitura como um desafio. Por mais tédio que um livro nos cause, devemos considerar a sua leitura como um passo na jornada em direcção à nossa formação (se um livro corresponde a um passo, dez livros correspondem a dez passos, cem livros correspondem a cem passos…).

Não se esqueça que vivemos na “Era da Distracção Digital”, tudo é interessante, menos ler um bom livro. Devemos aprender a gerir quer a nossa distracção quer a nossa atenção. Portanto, urge a necessidade de descobrirmos os nossos “pontos de concentração” (Palladino, 2009). O que é mais importante para si: a sua formação ou o ténis que está na moda? A imprensa “cor-de-rosa” é a sua área de formação? Então, porquê você sabe mais sobre as “pseudocelebridades” actuais do que sobre as verdadeiras celebridades, pessoas que mudaram e ajudaram o mundo (Schloredt e Brown, 1989; Rena, 1996; Cury, 2004; Cury, 2005; Cury, 2009)? Você já procurou saber sobre os efeitos colaterais do consumo exagerado dos meios de comunicação em massa (Cury, 2005; Palladino, 2009; Giddens, 2008:456-490)? Sabe qual é a principal diferença entre livro e Internet? É que o livro tem fim, a Internet, por sua vez, não tem. Ou seja, você consegue chegar à última página do livro, mas nunca conseguirá chegar à última página da Internet. Lembre-se: você colherá aquilo que plantar (ou semear).

Considerar a leitura como um passo na jornada em direcção à sua formação é um dos “caminhos” para desenvolver o amor à leitura. Quais são os outros “caminhos”? Bem, uma vez que grande parte dos estudantes tem um “medo mórbido” de ler livros volumosos, e agrava-se ainda mais, quando se trata de livros científicos (os mais entediantes da lista!), uma atitude inteligente seria começar pelos livros pequenos, os famosos “livros de bolso”, e aumentar gradualmente o tamanho; outra atitude inteligente seria começar a ler livros do seu interesse (que tal livros de auto-ajuda, de auto-conhecimento, de crescimento pessoal, etc?), para depois defrontar o “tédio” dos livros científicos; outra atitude inteligente seria aprender a seleccionar o que ler.

Pelo que foi dito até aqui, podemos apontar as seguintes “dicas” para desenvolver o amor à leitura: (1) reconhecer a importância da leitura; (2) conceber a leitura como um passo na jornada em direcção à sua formação; (3) começar a ler livros de pequeno porte; (4) ler livros do seu interesse; (5) aprender a seleccionar e a conhecer um livro; e (6) aprender algumas técnicas de leitura. As “dicas” estão dadas, mas lembre-se que o processo para desenvolver o amor à leitura exigirá paciência e perseverança. Portanto, não adopte essas “dicas” como se fossem “fórmulas mágicas” para desenvolver amor à leitura sem dor nem esforço. Adopte-as como ferramentas, utilize-as, transforme-se em Tom Cruise, cumpra essa Missão Impossível, e nós seremos Brian de Palma e John Woo (os directores da “saga”).

4. Como conhecer ou seleccionar um livro?

Diz-se que “não devemos julgar um livro pela capa”. Então, qual é o critério para julgar um livro? Bem, nós não somos críticos literários nem professores de Metodologia de Investigação Científica, apontaremos apenas algumas “dicas” para conhecer e seleccionar um livro.

Na opinião de António Estanqueiro, “perante livros novos, em particular livros de estudo, qualquer pessoa ganha se souber como estão organizados, se souber lidar com eles” (Estanqueiro, s/d:48). Este autor oferece-nos três técnicas simples – entre outras possíveis – que ajudam a conhecer um livro, a descobrir o seu interesse e a tornar mais rentável a sua utilização:

 Percorrer o índice. Pelo índice, é possível descortinar o essencial da matéria tratada. O índice mostra, de forma esquemática, o conteúdo e a organização de um livro.

 Ler a introdução. Na introdução, o autor explica as intenções do livro, indica quais os seus destinatários e, por vezes, fornece pistas sobre o modo de tirar proveito da leitura

 Folhear as páginas. Folheando as páginas do livro, pode observar-se a forma como é apresentada a matéria, nos seus capítulos e títulos principais. Pode observar-se ainda se existem esquemas ou figuras que facilitem a compreensão dos temas tratados (Estanqueiro, s/d: 48-49).

Quanto à selecção de um livro para ler, João Álvaro Ruiz informa-nos que

“o título do livro é a primeira informação que temos sobre o seu conteúdo, mas não deve figurar como o critério de escolha para leitura […]; devemos ver o nome do autor, seu curriculum; devemos ler sua “orelha”, o índice da matéria, a documentação ou as citações ao pé das páginas, a bibliografia, assim como verificar a editora, a data, a edição e ler rapidamente o prefácio” (Ruiz, 2006:35).

O somatório destes vários elementos ajuda a seleccionar o que ler. Segundo um conselho de João Álvaro Ruiz:

“Todo o estudante deveria interessar-se pela formação de uma pequena biblioteca de obras seleccionadas; os livros são suas ferramentas de trabalho. O primeiro passo é adquirir os livros citados pelos professores como indispensáveis ou fundamentais; em seguida as obras mais amplas e mais especializadas dentro da área profissional ou do interesse particular de cada um” (Id., Ibid., 35)

5. Etapas na leitura

Pretender fixar a matéria logo à primeira tentativa, é um desperdício de esforço. Portanto, ao pegar um livro para estudar um capítulo qualquer, não pretenda fixá-lo logo à primeira tentativa. Mais vantajoso, segundo Estanqueiro, será fazer a leitura em duas etapas distintas. Numa primeira etapa, lê-se “por alto”, para saber de que assunto se trata e a forma como é tratado. Numa segunda etapa, lê-se “em profundidade”, para compreender e assimilar o essencial (Estanqueiro, s/d:49).

Ler “por alto” ou “sobrevoar” um capítulo “é dar uma rápida passagem de olhos pelo seu conteúdo” (Id., Ibid., 49). Esta leitura oferece ao leitor uma visão panorâmica do terreno a explorar, ou seja, uma visão geral do assunto. O objectivo dessa leitura é ajudar o estudante a descobrir a ideia principal do capítulo (ou de um simples texto) e orientar o seu trabalho para os aspectos mais importantes ou mais interessantes da matéria (Id., Ibid., 49).

Para explorar e captar o essencial de um livro é necessário ler “em profundidade”. Nas palavras de Estanqueiro:

“Aquilo que se lê de forma superficial depressa se deforma e desaparece. Por isso, nesta etapa, a pessoa deve ler o texto todo, de forma aprofundada, quantas vezes forem necessárias, até conseguir respostas claras para questões como estas:

• Que diz o autor? Que pretende transmitir?

• As explicações são fundamentadas? Os factos e os argumentos são esclarecedores?

• Concordo com as opiniões do autor?

• Que novidades surgem no texto?

• Encontro informações úteis? Posso aplicá-las na prática?

• Que ligação tem o assunto com aquilo que já sei?” (Id., Ibid., 49).

Entretanto, urge a necessidade de não registar passivamente tudo aquilo que vem nos livros. Mesmo que os autores lhe mereçam confiança, o bom leitor manifesta espírito crítico perante o que lê. Ele analisa, compreende, interpreta, compara e avalia. “A leitura ‘em profundidade’ é feita com a inteligência e não só com os olhos. É uma leitura cuidadosa, concentrada e crítica. Numa palavra, activa” (Id., Ibid., 49).

6. Processos da leitura activa

Ler activamente implica os seguintes processos: consultar o dicionário, sublinhar, fazer anotações e tirar apontamentos. Todo esse processo exige que você tenha à mão dicionários, cadernos, esferográficas, lápis, borracha... Exige locais apropriados e posturas físicas correctas para ler e escrever. Desaconselha-se, por isso, a opção daqueles que estudam reclinados no sofá ou na cama (Estanqueiro, s/d:50).

 Dicionários. É aconselhável consultar um dicionário, sempre que se encontrem expressões desconhecidas ou de sentido duvidoso e que sejam fundamentais para a compreensão do texto. O dicionário é fonte rápida e segura para tirar dúvidas. Alguns autores recomendam a consulta imediata, ou seja, interromper a leitura, consultar o dicionário, e depois continuar. Outros recomendam a interrupção da leitura cada vez que encontrar uma palavra desconhecida. Lembre-se: consultar dicionários é uma rica oportunidade para enriquecer o seu vocabulário.

 Sublinhar. Esta “arte” ajuda a destacar as ideias mestras, as palavras-chave e os pormenores importantes. Sublinhar bem um livro ou um texto desperta a atenção, ajuda a captação e facilita as revisões .

 Fazer anotações. As anotações são reacções ou comentários pessoais e podem expressar-se através de variadas formas: (1) pontos de exclamação (!), como sinal de surpresa ou entusiasmo; (2) pontos de interrogação (?), como sinal de dúvida, discordância ou rejeição; (3) letras diversas para fazer uma observação simples (exemplos: B – bom ou bem, I – importante ou interessante, N – não, R – rever); (4) palavras que resumam o núcleo central de um parágrafo; (5) uma nota de referência a outras ideias sobre o assunto, defendidas pelo mesmo autor ou por autor diferente (exemplo: cf. livro... pág…) (Id., Ibid., 51).

 Tirar apontamentos. Tirar apontamentos é um processo que facilita a captação e a retenção da matéria. Escrevendo, aprende-se melhor e guarda-se a informação por mais tempo. Apontamentos bem elaborados a partir das leituras fornecem ainda informações rápidas e eficientes para fazer trabalhos de casa ou rever a matéria, antes das provas. Os apontamentos podem ser de três tipos: transcrições (copiar por extenso um texto ou parte dele), esquemas (simples enunciados das palavras-chave, em torno das quais é possível arrumar grandes quantidades de conhecimentos) e resumos (abreviar, tornar mais curto um texto).

7. Conclusão

Após termos abordado o tema em análise, é conveniente deixarmos algumas considerações finais. Será uma atitude inconcebível – para um trabalho que se quer científico – se não o fizermos. Aliás, é sempre importante seguir a lógica “Introdução-Desenvolvimento-Conclusão”. Por esta razão, concluiremos dizendo que:

a) O amor à leitura pode ser concebido como sendo a forte inclinação para o acto de enunciar ou percorrer com a vista, entendendo, um texto impresso ou manuscrito. Ou seja, a forte inclinação para o acto de ler.

b) É necessário desenvolver o amor à leitura (1) porque para elaborar trabalhos de pesquisa, é necessário ir às fontes, aos autores, aos livros; (2) porque a leitura amplia e integra os conhecimentos; (3) porque a leitura desonera a memória; (4) porque a leitura abre cada vez mais os horizontes do saber; (5) porque a leitura enriquece o vocabulário e a facilidade de comunicação; (6) porque a leitura disciplina a mente e alarga a consciência pelo contacto com as várias perspectivas de abordagem de um mesmo problema.

c) Para desenvolver o amor à leitura, deve (1) reconhecer a importância da leitura; (2) conceber a leitura como um passo na jornada em direcção à sua formação; (3) começar a ler livros de pequeno porte; (4) ler livros do seu interesse; (5) aprender a seleccionar e a conhecer um livro; e (6) aprender algumas técnicas de leitura. Lembre-se sempre: o processo para desenvolver amor à leitura exige paciência e perseverança. Não adopte estas “dicas” como se fossem “fórmulas mágicas” para desenvolver amor à leitura sem dor nem esforço.

d) Existem três técnicas simples, entre outras possíveis, que ajudam a conhecer um livro, a descobrir o seu interesse e a tornar mais rentável a sua utilização: percorrer o índice, ler a introdução e folhear as páginas. Por outro lado, para seleccionar um livro, devemos analisar o seu título do livro; ver o nome do autor, seu curriculum; devemos ler sua “orelha”, o índice da matéria, a documentação ou as citações ao pé das páginas, a bibliografia, assim como verificar a editora, a data, a edição e ler rapidamente o prefácio.

e) É mais vantajoso fazer a leitura em duas etapas distintas: ler “por alto” e ler “em profundidade”;

f) Ler activamente implica consultar o dicionário, sublinhar, fazer anotações e tirar apontamentos. É todo um processo que exige, por um lado, as presenças de dicionários, cadernos, esferográficas, lápis e borracha; e, por outro, a existência de locais apropriados e posturas físicas correctas para ser efectuado.

Bibliografia

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