Trabalho Completo Como A Sociedade Brasileira Vem Reagindo A Violencia Decorrente Da Pessoa Com Deficiencia

Como A Sociedade Brasileira Vem Reagindo A Violencia Decorrente Da Pessoa Com Deficiencia

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Categoria: Outras

Enviado por: emanuella 07 maio 2013

Palavras: 1448 | Páginas: 6

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 ESCOLA E DIVERSIDADE CULTURAL 4

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 7

REFERÊNCIAS 8

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo tem como objetivo refletir sobre a escola e a diversidade cultural. Esse estudo parte do questionamento será que a escola está preparada para a sua relação com a diversidade? Para trabalhar essa questão foi proposta uma pesquisa bibliográfica, onde teve como base o texto produzido por Gomes (1999). Mas essa pesquisa não se restringiu a essa autora, onde cabe destacar os estudos produzidos por Sahlins (1997), por Ferreira (2007), por Duk (2006) e por Sampaio (2005), que possibilitou a reflexão de todo o contexto proposto.

Trata-se de um estudo dirigido, onde passou, onde foi optado em desenvolver em um texto único, onde debater três espaços prontos principais a escola, os educadores e a sociedade juntamente com o Estado. Após o desenvolvimento desta temática, nas considerações finais foram postas uma reflexão sobre todo o contexto abordado.

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2 ESCOLA E DIVERSIDADE CULTURAL

O contexto escolar cada vez mais nos impele a pensar na diversidade, não podemos penar em uma escola onde a visão de home e de mulher torne-se um dogma fechado, sem a possibilidade de discursão, pois estamos em pleno século XXI, e a escola deve apresentar o colorido dos credos, das políticas, de gênero e, principalmente do colorido cultural.

No espaço escolar podemos ter o acesso a diversidade de culturas, porém não podemos encará-las como um conceito homogêneo, já que cada um tem as suas características e particularidades, ao qual o educador deve incentivá-los na medida que essas expressões culturais tornem parte do contexto educacional. O olhar para o diferente faz parte da necessidade humana de socializar-se, então a busca pelo diferente, respeitando os pontos de vista do outro, ou seja, agindo pela alteridade. A alteridade é essencial para que possamos vislumbrar uma sociedade que respeite a diversidade, nisso temos que nos ater a diversidade cultural, pois “Pela sua própria heterogeneidade, a diversidade cultural exige de nós um posicionamento crítico e político e um olhar mais ampliado que consiga abarcar os múltiplos recortes dentro de uma realidade culturalmente diversa” (GOMES, 1999, p. 12).

Então, a condução de uma educação inclusiva deve passar, primordialmente, pelo crivo cultural. Quando fala-se em cultura, está buscando enfatizar uma característica essencialmente humana, sendo, portanto, singular em relação a espécie humana (SAHLINS, 1997). Nesse sentido, a cultura se apresenta em uma diversidade que se amplia conforme é ampliado os espaços de convivência humana. Em cada espaço social podemos encontrar a multiplicidade de cultura, e não poderia ser diferente no espaço escolar, já que “[...] as escolas devem ser estudadas como transmissores e códigos culturais que denunciam as percepções humanas [...]” (FERREIRA, 2007, p. 546).

Esse olhar para a escola deve ter como meta a busca, em meio a diversidade, por encontrar caminhos que estabeleçam o respeito e a harmonia em relação a multiplicidade cultural, assim, a escola deve buscar em meio sua metodologia, estabelecer adequadas formas de tratamento, onde “Temos entendido que o estabelecimento de padrões culturais, cognitivos e sociais acaba contribuindo muito mais com a produção da exclusão do que com a garantia de uma educação escolar democrática e de qualidade” (GOMES,1999, p.3).

A concepção de uma escola de qualidade não deve perpassar pela busca da formação do indivíduo perfeito, mas enfatizar a construção da sociedade da diversidade, onde “Somente quando o Sistema educacional consegue promover ajuste relevante que responda de forma efetiva À diversidade da população escolar, é que a escola estará assegurando o direito de todos a uma educação de qualidade”. (DUK, 2006, p.62).

Muito se fala em uma escola inclusiva, mas será que os educadores estão preparados para essa realidade que descortina em nossa sociedade? Verifica-se que em grande parte, não, e é uma unanimidade na opinião de que os educadores deve abrir-se a um novo olhar para o processo cultura, ou seja, deve desenvolver a alteridade em sua pratica pedagógica, já que “

[...] exige de nós o reconhecimento da diferença e, ao mesmo tempo, o estabelecimento de padrões de respeito, de ética e a garantia dos direitos sociais. Avançar na construção de práticas educativas que contemplem o uno e o múltiplo significa romper com a idéia de homogeneidade e de uniformização que ainda impera no campo educacional. Representa entender a educação para além do seu aspecto institucional e compreendê-la dentro do processo de desenvolvimento humano. Isso nos coloca diante dos diversos espaços sociais em que o educativo acontece e nos convida a extrapolar os muros da escola e a ressignificar a prática educativa, a relação com o conhecimento, o currículo e a comunidade escolar. Coloca-nos também diante do desafio da mudança de valores, de lógicas e de representações sobre o outro, principalmente, aqueles que fazem parte dos grupos historicamente excluídos da sociedade. (GOMES, 1999, p.5)

Então, primeiramente, o educador deve ter consciência da heterogeneidade cultural, já que quando se cultiva uma visão homogênea corre o riso do educador desenvolver uma prática preconceituosa, outrossim, o educador deve buscar em meio as diferenças cultivar o respeito, onde apesar das diferenças, todos somos iguais em direitos e deveres (SAMPAIO, 2005).

Nesse sentido, os educadores devem trabalhar sua práxis tendo como base a alteridade, reconhecendo a multiplicidade cultural existente na sociedade e transformando o respeito, por meio de uma visão aberta em relação as diferenças, ou seja, reconhecendo as qualidades dos outros. Essa forma de ver e agir em sala de aula é de fundamental importância para a dinamização das concepções geradas em meio a sociedade, já se o educador for intolerante e preconceituoso teremos uma sociedade preconceituosa e intolerante, haja vista que o educador faz parte do contexto social, bebendo da cultura e dos pontos de visão da sociedade tornando-se um formador de opinião.

Assim, educar na diversidade é um desafio para uma sociedade que costuma penar no individualismo. Nesse sentido, é salutar que a sociedade e o Estado passem a criar mecanismos que proporcione uma educação que respeite a diversidade cultural, onde a sociedade passe a exigir uma postura de tratamento que privilegie a diversidade em detrimento do individualismo, enquanto o Estado passe a implementar políticas que tenham como prioridade a busca pelo reconhecimento da multiplicidade cultural e a partir deste conhecimento proporcionar a riqueza cultural existente, já que

[...] assumir a diversidade cultural significa muito mais do que um elogio às diferenças. Representa não somente fazer uma reflexão mais densa sobre as particularidades dos grupos sociais mas, também, implementar políticas públicas, alterar relações de poder, redefinir escolhas, e questionar a nossa visão de democracia (GOMES, 1999, p.5)

Assim é válido afirmar, que tanto a sociedade quanto o Estado devem abrir-se para uma nova realidade, onde a escola seja vista como espaço que tenha como marca a diversidade cultural e por isso passe a lutar pelo respeito a esse multiplicidade, proporcionando uma sociedade mais plural, algo que a educação tem um peso importante na conquista da alteridade entre os membros da sociedade.

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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

É inegável, que vivemos em uma sociedade multicultural, onde a diversidade de cultura torna-se uma questão que passa a envolver a percepção de si para consigo e a percepção de si para com os outros. A alteridade a cada dia se faz necessária no convívio entre os indivíduos, onde sentir-se o outro se torna uma tentativa de compreender a dinâmica aos quais os indivíduos se relacionam na busca de conquistar uma sociedade onde todos passem a respeitar as diferenças.

Este estudo bibliográfico buscou refletir a escola e a diversidade cultural, ficando claro que este espaço da sociedade torna-se de fundamental importância para a efetivação de uma sociedade que respeite as diferenças. Para tanto se faz necessário que a escola estabeleça formas adequadas de tratamento da diversidade. Também, neste estudo, ficou explicito que aos educadores cabe a essencial tarefa de tratar a diversidade sem preconceitos, buscando garantir o respeito as diferenças, através de uma prática que reconheça a multiplicidade cultural. Já em relação a sociedade e o Estado precisa-se que ambos busquem desenvolver o ambiente capaz de proporcionar o respeito a diversidade cultural e uma escola de não exclua como meta das politicas publicas educacionais.

REFERÊNCIAS

DUK, Cynthia. Educar na diversidade: material de formação docente. 3. ed. Brasília : MEC, SEESP, 2006.

GOMES, Nilma Lino. Educação e Diversidade Cultural: Refletindo Sobre

as Diferentes Presenças na Escola. Mulheres Negras - do umbigo para o mundo 07set.1999. Disponível em: <http://www.mulheresnegras.org/nilma.html#>. Acesso em: 22 abr. 2013.

FERREIRA, Maria Elisa Caputo. O enigma da inclusão: das intenções às práticas

Pedagógicas. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.33, n.3, p. 543-560, set./dez. 2007

SAHLINS, Marshall. O "pessimismo sentimental" e a experiência etnográfica: por que a cultura não é um "objeto" em via de extinção (parte I). Mana 1997, v.3, n.1, p. 41-73. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/mana/v3n1/2455.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2013.

SAMPAIO, Cristiane T. Convivendo com a diversidade: a inclusão da criança com deficiência intelectual segundo professoras de uma escola pública de ensino fundamental. Salvador, Universidade Federal da Bahia, 2005