Trabalho Completo Cronologia História Ferroviária Brasileira

Cronologia História Ferroviária Brasileira

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Categoria: História

Enviado por: tois 04 junho 2013

Palavras: 861 | Páginas: 4

1- História da ferrovia no Brasil

A construção da primeira ferrovia do Brasil foi concedida em 1852 a Irineu Evangelista de Souza (o Barão de Mauá). O trecho saia da Baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, e seguia em direção à cidade de Petrópolis (RJ), tinha 14,5 quilômetros de extensão e foi inaugurada no dia 30 de abril de 1854 por dom Pedro II. A ferrovia ficou conhecida por Estrada de Ferro Petrópolis ou Estrada de Ferro Mauá.

Quando da Proclamação da República, em 1889, já existiam no Brasil cerca de dez mil quilômetros de ferrovias, mas foi no início do século 20 que se deu um grande passo no desenvolvimento das ferrovias, tendo sido construídos entre 1911 e 1916 mais cinco mil quilômetros de linhas férreas. A expansão ferroviária do início do século 20 trouxe então desenvolvimento econômico e social para inúmeros municípios do interior brasileiro, como Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul.

Estrada de Ferro Central do Brasil foi um marco importante na história ferroviária brasileira. Ela era a única ferrovia verdadeiramente nacional, já que ligava entre si os três principais Estados do Brasil: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Esta interligação tinha um enorme movimento de pessoas e cargas, e foi importantíssima no escoamento da produção das jazidas de minério de ferro de Minas Gerais.

2-Situação Atual

O Brasil possui 29.899 km de ferrovias para tráfego, resultando numa densidade ferroviária de 3,7 metros por Km2. Se comparado aos EUA (150m/km2) e a Argentina (15m/km2), a rede ferroviária do Brasil é considerada pequena. Além disso, são mal distribuídas mal localizadas. A maior parte das ferrovias do Brasil estão situadas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os principais fatores que dificultam o desenvolvimento das ferrovias no Brasil são: - Material rodante deficiente;

- Pessoal ineficiente;

- Diferença de bitolas;

- Tipos de relevo;

- Concorrência das rodovias;

- Alto custo de instalação;

- Escassez de combustível. Considerando esses fatores, podemos dizer que a rede ferroviária do Brasil apresenta déficits, com exceção das linhas: Santos-Jundiaí, Vitória-Minas, Sorocaba, Central do Brasil e Teresa Cristina.

Algumas medidas governamentais foram tomadas a fim de resolver os problemas do transporte ferroviário, tais como:

- eliminação de estradas deficientes;

- reorganização da administração;

- reaparelhamento das ferrovias;

- substituição das locomotivas a vapor por outras de maior rendimento (diesel e elétrica);

- desestatização.

3- Aspectos positivos e negativos do transporte ferroviário

Para o transporte ferroviário os investimentos em infraestrutura são bastantes elevados, devido à necessidade de grande resistência e qualidade da via permanente, principalmente, em função do peso dos trens. Além disso, as ferrovias exigem construção total, ou seja, não pode ser construídas por etapas. Também, são necessários investimentos em material rodante e de tração; instalações fixas; terminais e equipamentos de carga e descarga. Possui grande capacidade de transporte, dependendo das características técnicas de vias, veículos e terminais.

A flexibilidade de rotas e horários é muito pequena, e há também pouca disponibilidade de malhas ferroviárias. Mas, por lado, este modo é muito seguro, por conta dos esquemas rígidos de controle operacional. A velocidade operacional é elevada, podendo assim trafegar em vias exclusivas. O custo operacional é baixo em relação ao peso total transportado, pelo fato de ser econômico energeticamente. Não possui como vantagem o transporte porta a porta, pela dificuldade dos trens pararem em qualquer lugar da via férrea e de não existirem vias disponíveis para os pontos de origem e destino das viagens. Não é um transporte muito poluente, sendo uma restrição onde as ferrovias são eletrificadas.