Trabalho Completo DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO BRASIL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO BRASIL

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Categoria: Negócios

Enviado por: monalisaf8 20 agosto 2013

Palavras: 1706 | Páginas: 7

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO BRASIL

Monalisa Ferreira Salazar

RESUMO

Este artigo busca informar sobre a importância do Desenvolvimento Sustentável, visto que os recursos naturais são finitos. É necessário qualidade em vez de quantidade, reduzindo então o uso de matérias-primas e produtos e aumentando a reutilização e a reciclagem. Sabe-se que nos países mais pobres, o desenvolvimento econômico é vital, entretanto, não pode ser adotado pelo mesmo caminho que nos países industrializados. O principal objetivo do Desenvolvimento Sustentável é tentar satisfazer as necessidades existentes no consumo e produção, não comprometendo as gerações futuras.

Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, gerações futuras, preservação.

1. INTRODUÇÃO

Há alguns séculos, o homem começou um consumo exacerbado dos recursos do planeta, cobriram-no de lixo e quando um manancial secava, simplesmente seguiam adiante em busca de outro. No entanto, essa estratégia não funciona mais.

Alguns cientistas compreendem que a humanidade transformou o planeta original em um mundo industrializado e, para sobreviver, é necessário fazer uma transição para a sustentabilidade.

Com o avanço da saúde pública e a Revolução Industrial, houve um aumento significativo na população mundial. Que saltou de cerca de 1 bilhão de pessoas, para quase 7 bilhões hoje. Igualmente, em 50 anos o consumo de alimentos e água doce teve uma elevação assustadora. Isso fez com que a poluição passasse de um problema local para um ataque global.

Algumas vezes, desenvolvimento sustentável é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.

Portanto, a sustentabilidade configura-se como uma nova forma de pensar e agir das pessoas em sua busca. Se o objetivo é alcançar a sustentabilidade, é preciso unir esforços para compreendê-la e alcançá-la.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Conhecendo a Sustentabilidade

O termo sustentabilidade tem se tornado cada dia mais comum, especialmente no mundo dos negócios. Um dos princípios básicos da sustentabilidade é a relação entre as coisas. As ações de cada um repercutem na família e, na escola, no bairro, na cidade, no país e no mundo. Isso não pode ser visto como um peso sobre cada indivíduo nem como responsabilidade do governo ou de grandes corporações, mas considerar que cada um é participante de um sistema e deve fazer o que estiver ao seu alcance para o equilíbrio dele.

O termo começou a tomar forma em 1972, quando o economista polonês naturalizado francês Ignacy Sachs falou em eco desenvolvimento. Já na década de 1980, o norte-americano Lester Brown, presidente do Worldwatch Institute (WWI), defendeu a importância de satisfazer às próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das novas gerações. O tema ganhou maior repercussão, contudo, na Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre ambiente e desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro.

Na época, vários segmentos da sociedade puseram-se a favor da ideia e pensavam em uma nova maneira de conduzir o desenvolvimento das nações, não só com o objetivo de melhorar o desempenho econômico mas também considerando que o planeta tem recursos naturais finitos. para eles, qualquer atividade, seja de instituição, seja de uma pessoa, deveria respeitar três pilares: ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta.

Hoje, os especialistas indicam que não há um modelo único de desenvolvimento, mas que outros aspectos devem ser levados em conta, como o respeito às diversidades culturais, as políticas de longo prazo e a ética.

No Brasil, chama atenção à dificuldade de diversificar as fontes alternativas de energia, como, por exemplo, apesar de promissores, os sistemas fotovoltaicos são pouco estimulados no Brasil. E mais eles apontam o perigo de aprovação no Congresso Nacional da medida que isentaria de impostos a importação de módulos fotovoltaicos, o que acabaria por inibir o desenvolvimento de um forte setor nacional nesta área.

No mesmo sentido, o risco de o país deixe de aproveitar os benefícios da energia solar fotovoltaica, hoje mais cara, mas cuja curva de aprendizagem já permite prever em pouco tempo condições competitivas com relação à convencional. O que mais chama a atenção, entretanto, é o contraste flagrante entre a tendência, certamente positiva, de redução nas emissões de gases de efeito estufa por unidade de produto gerado pela economia brasileira e, ao mesmo tempo, um aumento preocupante no uso total de energia por parte da indústria.

A maneira como se estimula a oferta de energia no Brasil tem o efeito perverso de beneficiar o menor preço, mesmo que comprometa o meio ambiente. É o que ocorre com o barateamento das usinas termelétricas, em contraste com a suposta inviabilidade daquelas que se apoiam em energia solar ou eólica. Juntando-se a isso a falta de estímulo para a economia no consumo de energia e os pesados investimentos em petróleo anunciados com o pré-sal, compreende-se o contraste entre o padrão brasileiro e o internacional quanto à intensidade energética da economia.

A compreensão das causas dos problemas mais urgentes fornece indícios de como solucioná-los. Em dois casos – mudança climática e acidificação oceânica – o responsável é mais que conhecido: a utilização de combustíveis fósseis, que lançam dióxidos de carbono (CO²) na atmosfera.

• Mudança Climática: As mudanças climáticas acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver. Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

• Acidificação Oceânica: A causa principal do aumento da acidificação tem origem antropogênica, sendo a mais importante a absorção do CO² resultante da atividade humana.

2.2 Ações Estratégicas

Após o entendimento do termo sustentabilidade, é necessário conhecer as ações e estratégias indicadas para conseguir a eficácia da mesma. A seguir serão apresentadas algumas ações são prioritárias e estratégicas, de acordo com Cristina Maria G. Whyte Gailey (Psicóloga (PUC), especialista em Educação Ambiental (USP), coordenadora de qualidade do núcleo de educação da ANAB - Brasil):

• Promover conhecimento sobre os impactos ambientais da Construção Civil instrumentalizando os profissionais para uma visão crítica dentro das normas e legislações locais;

• Dar prioridade para aspectos relacionados à motivação das equipes, lembrando que o comprometimento é gerado a partir da identificação dos objetivos individuais com os objetivos da empresa;

• Capacitar líderes para a condução eficiente de equipes visando à solução de problemas relacionados à sustentabilidade e responsabilidade social;

• Aumentar a criticidade, visão sistêmica e raciocínio estratégico para tomadas de decisões (urgentes e programadas) implícitas ao gerenciamento ambiental nas construções.

Para encarar os desafios e oportunidades que a agenda da sustentabilidade traz ao setor é preciso estar preparado. Para isso, a principal dificuldade será, pelo menos no curto prazo, a gestão da informação. Esse é um processo que exige muito trabalho, mas, felizmente, não gera, necessariamente, altos custos. O real investimento é na formação de equipes que vivam e respirem, todos os dias, essas questões. Assim, será possível mais facilmente identificar os desafios e as oportunidades para agregação de valor em cada uma das iniciativas escolhidas pela empresa.

A condição do desenvolvimento sustentável pode ser verificada pela observação do espaço, das atividades econômicas, das questões sociais, da preocupação ambiental e dos aspectos culturais. Esses critérios se relacionam configurando a característica, ou o estado, em que se encontra um local no processo de desenvolvimento sustentável. Então, seja qual for a ação ou a política pública, ela impactará direta ou indiretamente nesse desenvolvimento e, como consequência, gerará resultados positivos ou negativos que poderão ser observados, mesmo que seja de forma imprecisa, por meio dos indicadores que refletem a dinâmica dessas dimensões em níveis local, nacional ou global.

Todos os dias podem ver exemplos ou novas atitudes sendo tomadas em prol da sustentabilidade, da preservação ao meio ambiente, etc. São atitudes louváveis que devem ser levadas como inspiração para que cada um possa fazer a sua parte.

Todos devem fazer algo novo para contribuir com a melhoria de sua própria qualidade de vida. Abandonar velhos hábitos e cultivar novos, a fim de se reeducar, no que diz respeito ao relacionamento com a natureza.

Dessa forma, pode-se abrir caminho para que outras pessoas sejam incentivadas a, da mesma forma, mudar seus hábitos. A conscientização de que realmente existe um problema e que se pode trabalhar para resolvê-lo, dia após dia, ano após ano, é uma longa jornada. Acredita-se que seja algo possível, muitas empresas têm trabalhado seguindo novos conceitos de produção e reutilização de seus recursos, e, ainda que estejam mudando seus conceitos pela vantagem financeira, o benefício pela redução aos danos ao planeta é para todos. Percebe-se que falta divulgação das empresas que colaboram com o meio ambiente, e que essa divulgação seria de extrema importância, pois incentivaria as empresas perceberem o quanto pode ser lucrativo, tanto para elas como para o bem comum.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer desse artigo, ficou notável que para que haja a continuidade dos recursos naturais (visto que são finitos) é necessário inicialmente que haja uma reeducação nos costumes da sociedade, desde costumes ambientais, socioeconômicos, entre outros.

Para que haja essa reeducação, é fácil perceber que a sociedade simplesmente não conseguirá chegar a excelência do que se deseja, antes de tudo, devem partir dos líderes, políticos. Criarem políticas públicas, incentivarem, e principalmente servirem de exemplo aos demais. As gerações futuras necessitam dos recursos naturais para darem início e sequência à suas vidas.

Os resultados virão favorecendo não somente o ambiente, ou as pessoas, mas afetará positivamente a economia do país visto que maior parte da Amazônia se encontra aqui. Vale ressaltar que não adianta ganhar horrores de dinheiro acabando com as fontes naturais do país, sendo que em longo prazo nada disso adiantará, pois quando acabar a água, nenhum dinheiro no mundo poderá criar mais.

Portanto, o tempo de mudar é hoje. É necessário aprender a viver em harmonia, respeitando o que o planeta tem a oferecer.

REFERENCIAS

LIMA, José Edimilson de Souza, SILVA, Christian Luiz da, Políticas Públicas e indicadores para o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Saraiva, 2010.

FOLEY, Jonathan. Limites para um planeta sustentável. Scientific American Brasil, Portugal, Ano 8, nº 97, pág. 28, Jun. 2010.

VIZIA, Bruno De. Sustentabilidade em viés de Alta. Com Ciência Ambiental, Ano 6, nº 36, pág. 41, 2011.

SANTOMAURO, Beatriz. Você faz, o planeta sente. Nova Escola, Ano 27, nº 252, pág. 56, Maio, 2012.

GAILEY, Cristina Maria G. Whyte. A importância da gestão de pessoas para desenvolver uma cultura sustentável. www.arquitetura.com.br. Fev, 2009