Trabalho Completo DOCUMENTAÇÃO NO SERVIÇO SOCIAL: UMA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA

DOCUMENTAÇÃO NO SERVIÇO SOCIAL: UMA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA

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Categoria: Ciências Sociais

Enviado por: jessicaboing 28 março 2013

Palavras: 1706 | Páginas: 7

DOCUMENTAÇÃO NO SERVIÇO

SOCIAL: UMA ESTRATÉGIA

METODOLÓGICA

Aula 04

Discutiremos hoje a documentação adotada para exercício profi ssional no Serviço Social.

Dividimos a aula em duas seções:

Seção 1 - Relatório Processual Descritivo

Seção 2 - Estudo Social, Parecer Técnico (ou Social) e Laudo Pericial (ou Social)

A primeira seção orienta especifi camente a elaboração do Relatório Processual

Descritivo, um documento específi co de uso do estagiário, enquanto um dos componentes

para a formação de sua identidade profi ssional.

Na seção seguinte discutimos os conceitos que envolvem o Estudo Social, Parecer

Técnico e Laudo Pericial.

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Conduziremos nossa aula baseada em textos produzidos por diferentes autores que

se dedicam a essa área, com especial enfoque ao material produzido pela professora Maria da

Graça Maurer Gomes Türck, em material intitulado: Processo de Trabalho do Assistente

Social. Elaboração de documentação: implementação e aplicabilidade.

Tentaremos juntos buscar respostas às nossas indagações, de forma a refl etir a

respeito do tema proposto.

Ao fi nal desta aula, vocês poderão tirar dúvidas por meio do “fórum” ou do “quadro

de avisos” e “chat”.

Vejamos em seguida quais os objetivos e os itens a serem estudados em nossa aula.

Objetivos de Aprendizagem

Ao fi m desta aula nosso objetivo é que o aluno seja capaz de:

• Despertar para a importância da elaboração de documentos específi cos da atuação

do profi ssional e estagiário do Serviço Social;

• Defi nir Relatório Processual Descritivo;

• Defi nir Estudo Social, Parecer Técnico e Laudo Pericial.

Seções de Estudo

Seção 1 - Relatório Processual Descritivo

Seção 2 - Estudo Social, Parecer Técnico (ou Social) e Laudo Pericial (ou Social)

SEÇÃO 1- RELATÓRIO PROCESSUAL DESCRITIVO

Caros alunos, até então compreendemos que a documentação é uma

estratégia de trabalho do assistente social e do estagiário do Serviço Social.

Devemos aqui ressaltar a importância de um texto coeso, escrito

de acordo com as regras gramaticais, com embasamento teórico, sem a

manifestação de juízo de valor e, principalmente, respeitando o relato dos

fatos descritos por nosso usuário.

Desejo a todos Boa Aula!

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Não devemos nos esquecer de identifi car a fonte de nossas informações. Caso tenha

sido um médico o envolvido no atendimento, devemos citar “segundo o médico FULANO

DE TAL”; caso seja o Conselheiro Tutelar, “de acordo com relato do Conselheiro Tutelar”;

se for o próprio usuário “SIU” (Segundo Informações do Usuário”; e assim por diante.

Você pode ainda citar as falas ou expressões do sujeito, mas sempre em itálico ou

utilizando aspas ou ainda entre parênteses.

Podemos ainda descrever a situação observada no momento, como aparência do

usuário, condições do local visitado, comportamento, emoções, enfi m, uma série de fatores

que envolveram o atendimento.

Sugere-se o uso da linguagem na forma impessoal, vista como mais técnica e

profi ssional, não permitindo que se estabeleça, no documento, uma relação de intimidade

com o usuário. Exemplo: “percebe-se”, “constata-se”, “observa-se”, e assim por diante.

Importante é que tenhamos na elaboração de nossa documentação uma linguagem

técnica, clara e objetiva, sem declarar “impressões pessoais”. Já foi discutido em outras

disciplinas que a construção da identidade de cada indivíduo se dá de forma particular,

devendo-se considerar as peculiaridades de sua trajetória de vida.

Relatório Processual Descritivo

Discutimos anteriormente que a documentação é uma estratégia profi ssional para a

operacionalização de nossa prática. O Relatório Processual, os condensados e o DIÁRIO DE

CAMPO, são importantes instrumentos a serem adotados pelo profi ssional e pelo estagiário,

para articulação entre teoria e prática.

O Relatório Processual Descritivo é utilizado nos atendimentos individuais

e coletivos, com a função de descrever na íntegra os acontecimentos que envolveram o

atendimento. Importante se faz ainda descrever os demais instrumentais adotados para a

? ? E então, estamos indo bem?

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concretização do atendimento, como: visitas domiciliares, utilização de prontuários, processos

jurídicos, observação, enfi m, é necessária a apropriação dos fundamentos do Serviço Social

para que possamos então desvendar a Questão Social que permeia o cotidiano do usuário.

Trata-se de um “objeto do Processo de Intervenção”, neste sentido, Türck esclarece

que o Relatório Processual Descritivo:

É um instrumento exclusivo para a supervisão acadêmica ou de campo, tanto no

uso de abordagens individuais como nas coletivas e deve compreender a descrição

pormenorizada do Processo de Conhecimento e do Processo de Intervenção

desenvolvido pelo aluno-estagiário ou pelo assistente social. Além da narrativa dos

acontecimentos, descreve a forma de intervenção tanto para consolidar o Processo

de Conhecimento como para execução do Processo de Intervenção (TÜRCK, 2007,

p. 16)

Podemos ainda dizer que esse documento é o espaço para compreensão e ponderação

dos elementos teórico-metodológicos, ético-políticos e técnico operativos.

1.1 Relatório Processual Descritivo no atendimento individual:

Nesse espaço o estagiário irá descrever todo o Processo de Conhecimento, que lhe

dará a oportunidade de refl etir e conhecer a realidade.

Esse é o momento da articulação entre teoria e prática, e da compreensão do

cotidiano do usuário em sua totalidade, considerando as relações sociais, a Questão Social,

apropriando-se do Projeto-Ético político do Serviço Social.

1.2 Relatório Processual Descritivo no atendimento coletivo

A abordagem coletiva pode ser considerada, em alguns momentos, como estratégia

metodológica a ser adotada para o Processo de Intervenção.

CONCEITO

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As abordagens coletivas podem se dar em três grupos distintos:

São esses os três espaços para a atuação do assistente social e do aluno estagiário,

considerando as abordagens coletivas. Importante se faz considerar aqui, que quando estamos

trabalhando coletivamente, iremos nos deparar com confrontos de interesses, disputa de

poder e demais sentimentos e comportamentos que exigirão dos interventores habilidades de

mediação e, principalmente, apropriação dos fundamentos teórico-metodológicos.

SEÇÃO 2 – ESTUDO SOCIAL, PARECER TÉCNICO (OU SOCIAL) E

LAUDO PERICIAL (OU SOCIAL)

Vimos anteriormente que o objeto do atendimento realizado pelo assistente social e

pelo estagiário trata-se da Questão Social.

Para que possamos desvendar a Questão Social precisamos, em um primeiro

momento, realizar o Processo de Conhecimento.

Esse processo envolve o conhecimento e a análise da

vida cotidiana dos sujeitos, que muitas vezes têm sua realidade

permeada por situações de violência, violação aos direitos

sociais e humanos. Entretanto, o estagiário e o assistente social

devem atentar-se que essas questões são o resultado fi nal de uma

realidade de exclusão social, violação e violência. Nosso trabalho

envolve buscar a essência dos fenômenos sociais, haja vista

desvendar na totalidade a Questão Social por meio do processo

de Conhecimento.

?

VOCÊ

SABIA

a) Com crianças, adolescentes, homens e mulheres sem relações

afe