Trabalho Completo Ecodesenvolvimento E Meio Ambiente

Ecodesenvolvimento E Meio Ambiente

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Categoria: Geografia

Enviado por: HiltonTadeu 21 agosto 2013

Palavras: 2177 | Páginas: 9

Ecodesenvolvimento e meio ambiente

Hilton Tadeu Alves de Morais

Teófilo Otoni – MG

Agosto/2013

Hilton Tadeu Alves de Morais

Ecodesenvolvimento e meio ambiente

Trabalho apresentado à disciplina EHD-181 – Impactos Ambientais no Aproveitamento de Recursos Hídricos, do Curso Superior de Engenharia Hídrica, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus do Mucuri, como parte das atividades avaliativas da disciplina.

Profª. Raquel de Souza Pompermayer

Teófilo Otoni – MG

Agosto/2013

Sumário

INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 4

OBJETIVO ...................................................................................................................................... 4

ECODESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE ................................................................................ 5

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .............................................................................................. 5

ATUALIDADES ............................................................................................................................... 6

Desmatamento .......................................................................................................................... 6

Dessalinização da Água do Mar................................................................................................. 7

Cidades Sustentáveis ................................................................................................................. 8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 10

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INTRODUÇÃO

O conceito de ecodesenvolvimento, lançado por Maurice Strong em junho de 1973, consistia na definição de um estilo de desenvolvimento adaptado às áreas rurais do Terceiro Mundo, baseado na utilização criteriosa dos recursos locais, sem comprometer o esgotamento da natureza, pois nestes locais ainda havia a possibilidade de tais sociedades não se engajarem na ilusão do crescimento mimético. Com a Declaração de Cocoyoc no México em 1974, também as cidades do Terceiro Mundo passam a ser consideradas no ecodesenvolvimento. Finalmente, na década de 80, o economista Ignacy Sachs se apropria do termo e o desenvolve conceitualmente, criando um quadro de estratégias ao ecodesenvolvimento. Parte da premissa deste modelo se basear em três pilares: eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica. O ecodesenvolvimento representa uma abordagem ao desenvolvimento cujo horizonte temporal coloca-se a décadas ou mesmo séculos adiante. Entende que a satisfação das necessidades das gerações futuras deve ser garantida, isto é, deve haver uma solidariedade diacrônica sem que no entanto, comprometa a solidariedade sincrônica com a geração presente, já por demais sacrificada pelas disparidades sociais da atualidade. Entre as condições para tornar o conceito operacional, destaca-se a necessidade do amplo conhecimento das culturas e dos ecossistemas, sobretudo em como as pessoas se relacionam com o ambiente e como elas enfrentam seus dilemas cotidianos; bem como o envolvimento dos cidadãos no planejamento das estratégias, pois eles são os maiores conhecedores da realidade local.

OBJETIVO

O presente trabalho tem por objetivo apresentar e conceituar o ecodesenvolvimente e meio ambiente, seus principais aspectos, características e atualidades, além de contextualizar com os conteúdos da disciplina.

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ECODESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE

O conceito de ecodesenvolvimento, lançado por Maurice Strong em junho de 1973, consistia na definição de um estilo de desenvolvimento adaptado às áreas rurais do Terceiro Mundo, baseado na utilização criteriosa dos recursos locais, sem comprometer o esgotamento da natureza, pois nestes locais ainda havia a possibilidade de tais sociedades não se engajarem na ilusão do crescimento mimético. Com a Declaração de Cocoyoc no México em 1974, também as cidades do Terceiro Mundo passam a ser consideradas no ecodesenvolvimento. Finalmente, na década de 80, o economista Ignacy Sachs se apropria do termo e o desenvolve conceitualmente, criando um quadro de estratégias ao ecodesenvolvimento. Parte da premissa deste modelo se basear em três pilares: eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica. O ecodesenvolvimento representa uma abordagem ao desenvolvimento cujo horizonte temporal coloca-se a décadas ou mesmo séculos adiante. Entende que a satisfação das necessidades das gerações futuras deve ser garantida, isto é, deve haver uma solidariedade diacrônica sem que no entanto, comprometa a solidariedade sincrônica com a geração presente, já por demais sacrificada pelas disparidades sociais da atualidade. Entre as condições para tornar o conceito operacional, destaca-se a necessidade do amplo conhecimento das culturas e dos ecossistemas, sobretudo em como as pessoas se relacionam com o ambiente e como elas enfrentam seus dilemas cotidianos; bem como o envolvimento dos cidadãos no planejamento das estratégias, pois eles são os maiores conhecedores da realidade local. Sachs sugere o pluralismo tecnológico como o esquema mais conveniente, envolvendo tanto a tradicional tecnologia mão-de-obra intensiva como a capital intensivo. Aproximando-se dos princípios do desenvolvimento endógeno, Sachs esclarece que “o ecodesenvolvimento é um estilo de desenvolvimento que, em cada ecoregião, insiste nas soluções específicas de seus problemas particulares, levando em conta os dados ecológicos da mesma forma que os culturais, as necessidades imediatas como também aquelas a longo prazo.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A Assembléia Geral do ONU de 1983 criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Gro Harlem Brundtland, cujo relatório intitulado Nosso Futuro Comum, tinha como objetivo: “Propor estratégias ambientais de longo prazo para se obter um desenvolvimento sustentável por volta do ano 2.000 e daí em diante; recomendar maneiras para

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que a preocupação com o meio ambiente se traduza em maior cooperação entre os países em desenvolvimento e entre países em estágios diferentes de desenvolvimento econômico e social e leve à consecução de objetivos comuns e interligados que considerem as inter-relações de pessoas, recursos, meio ambiente e desenvolvimento. A partir da já consolidada constatação de que o planeta é um só e finito, existiriam preocupações e desafios comuns à humanidade, que demandariam esforços também comuns a todos. Esta é a premissa básica defendida pela Comissão Brundtland: independente da existência de atores sociais implicados na responsabilidade da degradação ambiental, a busca de soluções seria uma tarefa comum à toda humanidade. Na tentativa de generalizar os fatos, omite um contexto histórico, e cria o “homem abstrato”, cuja consequência significa a retirada do componente ideológico da questão ambiental, que passa a ser considerada com um certa dose de ingenuidade e descompromisso, frente à falta de visibilidade do procedimento histórico que gerou a crise ambiental.

ATUALIDADES

Desmatamento

O desmatamento é um processo de degradação da vegetação nativa de uma região e pode provocar um processo de desertificação. O mau uso dos recursos naturais, a poluição e a expansão urbana são alguns fatores que devastam ambientes naturais e reduzem o número de habitats para as espécies. Um dos principais agentes do desmatamento é o homem. Nos últimos anos, a atividade humana tem invadido o meio ambiente em diferentes escalas e velocidades, o que resulta na degradação de biomas. Além de lançar na água, no ar e no solo substâncias tóxicas e contaminadas, o homem também agride o ambiente capturando e matando animais silvestres e aquáticos e destruindo matas. Muitas florestas naturais já foram derrubadas para dar lugar a estradas, cidades, plantações, pastagens ou para fornecer madeira. No processo de desmatamento, primeiro são retiradas as madeiras de árvores nobres, depois as de menor porte e, em seguida, toda a vegetação rasteira é destruída. As queimadas também são causas de destruição de matas. Elas acabam com o capim e a cobertura florestal que ainda sobrou da degradação. Dos 64 milhões de km² de florestas existentes no planeta, restam menos de 15,5 milhões, ou cerca de 24%. Isso quer dizer que 76% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram muito, conforme um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre a evolução das florestas mundiais. Dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia

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5,6%, a América Central 9,7% e a Europa Ocidental – o pior caso do mundo – apenas 0,3%. O continente que mais mantém suas florestas originais é a América do Sul, com 54,8%. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras organizações independentes como a organização não-governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) fazem o monitoramento do desmatamento no Brasil. Segundo eles, são desmatados cerca de 21 mil km² por ano no Brasil, o que representa um Estado de Sergipe de floresta no chão por ano. A Mata Atlântica foi a principal vítima do desmatamento florestal no País e hoje tem apenas cerca de 7% do que seria seu território original. Ela é reconhecida como o bioma brasileiro mais descaracterizado. Já o cerrado brasileiro perdeu 48,2% da vegetação original. Hoje são desmatados cerca de 20 mil km² por ano, principalmente no oeste da Bahia – na divisa com Goiás e Tocantins – e no norte de Mato Grosso. As áreas coincidem com as regiões produtoras de grãos, de carvão e pecuária. A floresta amazônica brasileira permaneceu praticamente intacta até os anos 1970, quando foi inaugurada a rodovia Transamazônica. A partir daí, passou a ser desmatada para criação de gado, plantação de soja e exploração da madeira. Em busca de madeiras de lei como o mogno, empresas madeireiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Como a maior floresta tropical existente, ela é uma das grandes preocupações do mundo inteiro. O desmatamento da Amazônia provoca impacto na biodiversidade global, na redução do volume de chuvas e contribui para a piora do aquecimento global.

Dessalinização da Água do Mar

A dessalinização de águas salobras acontece quando passa a vapor e se torna doce e o vapor não produz água salgada depois que se condensa. Nos oceanos esta é a principal solução para o atendimento das futuras demandas de água doce, já que são possuidores de 95,5% da água existente no Globo Terrestre.

Processos para dessalinização da água do mar:

 destilação convencional;

 destilação artificial;

 eletrodiálise;

 osmose reversa;

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A dessalinização da água salgada ou salobra, do mar, dos açudes e dos poços, se apresenta como uma das soluções para a humanidade vencer mais esta crise que já se pronuncia. Atualmente muitos países e cidades estão se abastecendo totalmente de água doce extraída da água salgada do mar que, embora ainda a custos elevados, se apresenta como a única alternativa, concorrendo com o transporte em navios tanques, barcaças e outros. O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços. O uso das fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, apresentam-se como uma solução para viabilizar a dessalinização no nosso semi-árido, visando o consumo humano e animal e a micro-irrigação, o que propiciaria melhores condições para a fixação do homem no meio rural. O Nordeste é caracterizado por condições semi-áridas, com baixa precipitação pluviométrica e por um solo predominantemente cristalino, que favorece a salinização dos lençóis freáticos. Até agora as iniciativas se restringiram a soluções paliativas, como a construção de açudes e a utilização de carros pipa. A dessalinização de água através de osmose inversa apresenta-se como uma ótima alternativa, uma vez que possui um menor custo quando comparado com outros sistemas de dessalinização. Além de retirar o sal da água, este sistema permite ainda eliminar vírus, bactérias e fungos, melhorando assim a qualidade de vida da população interiorana. O seu funcionamento está baseado no efeito da pressão sobre uma membrana polimérica, através da qual a água irá passar e os sais ficarão retidos. A integração com a energia eólica faz-se necessária devido ao baixo índice de eletrificação rural da região, tornando o sistema autônomo. Será utilizada uma turbina de 1.5 KW que irá fornecer eletricidade alternadamente para a bomba de captação de água do poço.

Cidades Sustentáveis

Cidades sustentáveis podem ser compreendidas como aquelas que possuem políticas sérias de desenvolvimento urbano, com o intuito de promover tanto o meio ambiente quanto as áreas urbanas construídas, sempre de uma maneira em que a natureza seja priorizada. Assim, nas cidades sustentáveis, a estrutura urbana (ruas, edifícios, condutas de luz, água, gás, transportes etc.) é sempre favorável em termos de temperatura, umidade, pressão atmosférica, baixos níveis de poluição do ar, dentre outros. O conceito ainda engloba a oferta de equipamentos e meios comunitários eficientes, como serviços públicos adequados às necessidades da população, transportes coletivos de qualidade, oferta de áreas e espaços

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verdes, pontos de acessibilidade etc. Medidas para impossibilitar o parcelamento do solo, a edificação, a deterioração de áreas urbanizadas, a degradação ambiental, a utilização inadequada e ineficiente de imóveis, dentre outros, também estão presentes nas cidades sustentáveis. Assim como a conscientização e a promoção de projetos e medidas que façam com que a população utilize de maneira eficiente e sem desperdício a água, a energia e demais recursos naturais. Obrigatoriamente, uma cidade sustentável também deve oferecer aos seus moradores projetos eficientes de coleta e reciclagem de lixo e de resíduos, incentivando modelos que gerem empregos, fomentem a inclusão social e a cidadania participativa. Nas cidades sustentáveis os modelos de transportes públicos são sempre priorizados, sendo os serviços versáteis, ambientalmente corretos e de qualidade. Ao mesmo tempo, os transportes alternativos e sustentáveis, como as bicicletas e as ciclovias, são sempre incentivados. De uma maneira geral, as cidades sustentáveis têm como característica principal (ao incorporar todos os fatores acima descritos) a qualidade de vida de sua população. No Brasil não temos ainda nenhum modelo de cidade 100% sustentável, todavia muitas delas têm adotado medidas e ações voltadas para a sustentabilidade. É o caso de Curitiba, cujo planejamento urbano é voltado totalmente para a sustentabilidade, com ótima oferta de áreas verdes, transporte público de qualidade, dentre outros fatores. Também no Paraná, em Londrina, há um dos melhores programas de coleta seletiva de lixo de todo o país. Já em João Pessoa, na Paraíba, as áreas ambientais são prioridades da administração pública, e seu modelo de proteção é referência para todo o Brasil.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TUCCI, C.M.R. Hidrologia: ciência e aplicação. Porto Alegre: ABRH, 2001. p.915 – 943.

PAIVA, J.B.D.; CHAUDHRY, F.H.; REIS, L.F.R. Monitoramento de bacias hidrográficas e processamento de dados. São Carlos: RiMa, v.1, 2004. 326p.

TUCCI, C.E.M.; BRAGA, B. Clima e Recursos Hídricos no Brasil. Porto Alegre:ABRH, 2003. 348p.

www.brasil.gov.br – acessado: 16 de agosto de 2013 as 15h17min.