Trabalho Completo Educação Infantil

Educação Infantil

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Categoria: Outras

Enviado por: Paulo 29 dezembro 2011

Palavras: 9035 | Páginas: 37

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eiras neste espaço. Adotou-se a pesquisa qualitativa e a realização de observação e aplicação de questionário em uma turma de Jardim II que equivale a faixa etária de 5 anos e contendo na turma 25 alunos; e alfabetização de 6 anos contendo 20 alunos na turma de uma escola particular de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio da cidade de Belém. Os resultados das entrevistas mostram que a preferência das crianças pelo espaço do recreio é porque elas se sentem à vontade para brincar livremente podendo assim criar e recriar sem o rigor da sala de aula. O estudo conclui que Educadores da Educação Infantil procurem se aperfeiçoar mais sobre a importância dos jogos e brincadeiras para que possam melhor contribuir na formação integral do desenvolvimento da criança, pois jogos e brincadeiras são elementos de grande importância no processo de ensino-aprendizagem.

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SUMÁRIO

CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO ........................................................................................... 1 CAPÍTULO II – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................. 3 2.1. O jogo ..................................................................................................................... 3 2.1.1. Resgate Histórico ................................................................................................ 3 2.1.2. Jogos, brinquedos e brincadeiras ......................................................................... 4 2.2. A Educação Infantil ................................................................................................ 6 2.3. Desenvolvimento das habilidades lingüísticas em crianças de 05 a 06 anos ......... 7 2.4. Jogo e brinquedo, a criança e a construção social .................................................. 9 CAPÍTULO III – METODOLOGIA .................................................................................. 11 3.1. Tipos de Estudo .....................................................................................................11 3.2. Local ......................................................................................................................11 3.3. Participantes ......................................................................................................... 11 3.4. Coleta de Dados ....................................................................................................11 CAPÍTULO IV. RESULTADOS ..........................................................................................14 4.1. Quadro de apresentação das respostas da entrevista realizada com as crianças .. 14 4.2. Questionário respondido pela Coordenadora ....................................................... 20 4.3. Questionário respondido pelas Professoras de Jardim e Alfabetização ............... 21 4.4. Relato das observações das brincadeiras das crianças no horário do recreio ....... 23 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................ 30 ANEXOS

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CAPÍTULO I. INTRODUÇÃO.

O presente trabalho versará sobre a importância das brincadeiras e jogos no espaço do recreio. Sabemos que o campo pedagógico vem sofrendo muitas mudanças e com ele os recursos didáticos especialmente os jogos e brincadeiras. A criança tendo o seu espaço livre na hora do recreio, solta a sua imaginação e fantasia com suas brincadeiras prazerosas, porque se sentem mais livres para brincar, conversar e até inventar suas próprias brincadeiras. Vale ressaltar que os jogos não estão relacionados só com o ato de brincar e sim com o desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo, moral e social. Portanto é com o desenvolvimento harmonioso e global da criança que o educador deverá interagir o lúdico através dos jogos e brincadeiras como recursos pedagógicos acessível aos diversos níveis de ensino. No brincar, aprendemos e ensinamos sobre o mundo em que vivemos e por esse motivo a brincadeira é a forma como toda a criança inicia sua relação, com o mundo. Sendo assim considero de vital importância que a ação pedagógica desenvolvida com crianças da ed. infantil e ensino fundamental deva basear-se no respeito e no conhecimento de suas características específicas. No entanto, faz-se necessário a constante formação dos professores em relação a ação dos mesmos sobre esses recursos pois em sua maioria constitui-se que o professor tem pouco conhecimento sobre a importância do lúdico em sala de aula e fora dela também. E a falta desse conhecimento impede que o professor lance mão de um recurso tão valioso quanto o brincar das crianças e conseqüentemente não o utilizando impedirá que se promova um melhor desenvolvimento e aprendizado das mesmas. A Educação lúdica, especificamente o jogo, através da constatação lógica e integrada contribui para a boa formação do educador. No entanto, a falta de conhecimento e fundamentação teórica dos professores a nível da ed. infantil e ensino fundamental são quase inexpressíveis, haja visto que os educadores não os vislumbram com o seu real sentido.

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Porém a contribuição significativa do jogo para o desenvolvimento das atividades pedagógicas irá depender da concepção que se tem o jogo, aprendizagem e desenvolvimento. Assim é de competência do educador, em especial o que trabalha na ed. infantil, compreender as fases do desenvolvimento da criança para adequar os jogos e brincadeiras e encaminha-los dentro do processo ensino-aprendizagem. Partindo dessa concepção questiono: Que importância pedagógica pode ser evidenciada nas brincadeiras e jogos infantis no espaço do recreio? Para evidenciar tal importância é que este trabalho tem como objetivos • Realizar observações do desenvolvimento de brincadeiras infantis; • Verificar como as crianças se organizam para realizar tais brincadeiras; • Articular a realização dessas brincadeiras e uma possível compreensão psicopedagógica das mesmas. O brincar da criança é a fonte de vida, prazer, revelação de sentimentos e ideais, fantasias, interação entre o imaginário numa descoberta espontânea e persistente onde tudo o que a circunda se faz: experimentação e pode ser transformado em brinquedo. A importância do jogo no desenvolvimento psico-social da criança, vai além do que se posa imaginar.

Brincar não significa passatempo. A criança se utiliza da brincadeira para conhecer o mundo que a cerca. Através do jogo a criança desenvolve a sua imaginação e seu pensamento abstrato. Através das brincadeiras a criança poderá ter um bom desenvolvimento psicomotor e psico-social, assim como as levará à socialização e à contribuição para a sua vida afetiva. As atividades lúdicas encorajam também o desenvolvimento intelectual, através da atenção e da imaginação, facilitando a sua expressão. (ALMEIDA, 1990).

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CAPÍTULO II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. O JOGO 2.1.1. RESGATE HISTÓRICO No século XVII, o jogo exerceu um papel importante no que diz respeito às atividades do cotidiano das crianças e cada etapa de seu desenvolvimento físico e mental, não abandonam as brincadeiras que se perpetuam ao longo dos tempos. Segundo AIRES (1981) “A criança abandona o traje da infância e sua educação é entregue aos cuidados do homem”. É clara a forma rígida com que as crianças eram vistas naquela época. Controladas, eram tratadas como adultos em miniatura. Com a influência dos jesuítas no século XVII, começa-se a perceber a possibilidade educacional nos jogos que até então eram tidos como simples atividades de prazer e lazer, passando a ser vista como uma maneira de auxiliar as crianças sua educação. Neste mesmo século os precursores, Rousseau e Pestalozzi afirmavam que a educação não deveria ser um processo artificial e repressivo, e sim um processo natural, surgido da necessidade do desenvolvimento mental da criança. Enfatizavam a importância dos jogos e brincadeiras como processos formativos pois exercitam o corpo, os sentidos, as aptidões além de preparar para a vida em comum e para as relações sociais. Froebel já pregava uma pedagogia de ação e em particular os jogos e brincadeiras pois para ele a criança para se desenvolver não deveria apenas olhar e escutar e sim agir e produzir através de brincadeiras produtivas, as crianças encontrariam o seu canal de expansão da educação. Portanto entendia que o trabalho manual, jogos e brincadeiras é por onde a criança adquire a primeira representação do mundo e é também por meio deles que ela entra no mundo das relações sociais, desenvolvendo um senso de iniciativas e auxílio mútuo. Portanto, como pode ser observado, já havia uma preocupação por parte de alguns educadores do passado que reconhecendo o valor pedagógico dos jogos procuravam aproveitá-lo como agente educativo.

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Hoje como afirma KISHIMOTO (1994), principalmente na educação infantil, há uma grande atenção por parte dos pedagogos e psicólogos para o papel do jogo na constituição das representações mentais e seus efeitos no desenvolvimento da criança em especial na faixa de 0 a 6 anos. Piaget, Vygotsky, Freud, Cailhois e Huizunga são teóricos que discutem os processos internos relacionados com o comportamento lúdico focalizando o jogo como representação. Portanto o jogo em um certo período de nossa história era tratado como mera forma de recreação sem um cunho pedagógico. O jogo educativo surge no século XVI, na Roma e Grécia Antiga onde Platão comenta a idéia de “aprender brincando” fazendo assim oposição à utilização da violência e da repressão. Desta mesma forma Aristóteles também para a educação de crianças atividades sérias de ocupações adultas como uma maneira de preparo para a vida futura. Somente com o Renascimento o jogo deixa de ser objeto de reprovação incorporando-se assim no cotidiano dos jovens, não mais como diversão sim como tendência natural do ser humano. Desta forma a criança como um ser dotado de natureza distinta do adulto chega ao século XVIII, permitindo a criação e expansão de estabelecimentos para educar também as crianças. Frobel indica o jogo livre como suporte da ação docente. E desta forma nasce o jogo educativo

Ao permitir a manifestação do imaginário infantil, por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança. Neste sentido, qualquer jogo empregado na escola, desde que respeite a natureza do ato lúdico, apresenta caráter educativo e pode receber também a denominação geral de jogo educativo (KISHIMOTO, 1994: 22).

2.1.2. JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS O jogo não pode ser visto de modo simplista, como uma mera ação de nomear. Empregar um termo não é um ato solitário. Subentende todo um grupo social que a compreende, fala e pensa da mesma forma. Portanto considerar que tenha um sentido dentro de um contexto significa a emissão de uma hipótese, a aplicação de uma experiência ou de uma categoria fornecida pela sociedade, vinculada pela língua quanto instrumento de cultura

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dessa sociedade. É importante proporcionar à criança oportunidades para muitas brincadeiras espontâneas e jogos livres, para que ela desfrute a alegria de brincar em conjunto, favorecendo assim a sua socialização. Diante de minha pesquisa pude observar que o lúdico é a alternativa para o ensino na educação infantil pois penso que através das atividades livres que são feitas de forma prazerosa utilizando-se de jogos e brincadeiras, desperta o interesse do aluno proporcionando assim um melhor desenvolvimento no fator biológico, emocional, psicomotor, social, simbólico dentre outros, formando assim pessoas, participantes, conscientes e críticas. Através do jogo, a criança satisfaz suas necessidades interiores pelo prazer e esforço espontâneo. O jogo por ser uma necessidade física e mental ele aciona e ativa as funções psiconeurológicas e as operações mentais, estimulando assim o pensamento.

A criança procura o jogo como necessidade e não como distração (...). É pelo jogo que a criança se revela. As suas inclinações boas ou más, a sua vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz latente no seu eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelos brinquedos, que ela executa (KISHIMOTO, 1993),

O jogo permite à criança a realizar o seu eu, construindo assim a sua personalidade além de desenvolver a linguagem. Na educação, conforme citação feita por KISHIMOTO (1993), teóricos como CHATEAU (1979), VITAL (1981) e ALAIN (1986), frisaram a importância do jogo infantil como meios para educar e desenvolver a criança, desde que respeitadas as características da atividade lúdica. Segundo o referencial circular para a Educação Infantil “Brincar de roda, ciranda, pular corda, amarelinha etc. são maneiras de estabelecer contato consigo próprio e com o outro, de se sentir único e, ao mesmo tempo, parte de um grupo”. Quando a criança brinca, ela relaxa, aliviando assim as suas tensões, descarrega energia assimilando a realidade do mundo em que vive.

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O ato de brincar segundo ALMEIDA (1990), “é algo natural na criança e por não ser uma atividade sistematizada e estruturada acaba sendo a própria expressão de vida da criança”. O jogo, segundo CUNHA (1984), “o proporcionador, aprender – fazendo e brincando a criança formula seus concertos, adquire informações e supera dificuldades de aprendizagem”. Na prática, pedagógica, o jogo ajuda na aprendizagem da criança, possibilitando ao educador tornar suas aulas mais ricas e prazerosas. 2.2. A EDUCAÇÃO INFANTIL A infância é marcada pela imagem de inocência, de candura, de moral, imagem relacionada à natureza primitiva dos povos, um mito que simboliza a origem do homem e da cultura. Segundo KISHIMOTO (1996), a imagem de infância é reconstituída pelo adulto por meio de um processo duplo: de um lado, ela está relacionada a todo um contexto de valores e aspirações da sociedade, e de outro, depende da própria percepção do adulto, que incorporam memórias de seu tempo de criança. Portanto se a infância é reflexo do contexto atual, ela também vem carregada de uma visão idealizada do passado do adulto, que admira sua própria infância. A infância enfatizada no brinquedo contém o mundo real, com seus valores, maneiras de pensar e agir e o imaginário do criador do objeto. Bachelard, em “A poética do desvaneio” (1988: 93-137) enfatiza que há sempre uma criança em todo adulto, que o desvaneio sobre a infância é um retorno a infância pela memória e imaginação. Há em nós uma infância escondida que desabrocha quando algumas imagens nos tocam. Pelo devaneio ser composto de memória e imaginação é que Mario de Andrade apud Faria, (1994) em “Vestida de Preto”, fala da alegria de soltar balões quando na verdade não o fez. Neste sentido notamos que as memórias de infância enchem-nos de imaginações quando nos deparamos com poemas como “Cai, cai balão, cai, cai balão, na Rua do Sabão!” (Manoel Bandeira, 1986). Os desvaneios fazem voltar as lembranças da infância como também os nossos sonhos, ideais e vontade.

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Como a poesia, os jogos infantis aguçam em nós o imaginário, a memória dos tempos passados. Portanto o brinquedo está sempre ligado ao tempo de infância do adulto com representações vinculadas pela memória e imaginação. A palavra “brinquedo” não deve ser restrita à pluralidade de sentido dos jogos, pois conota crianças e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Enquanto objeto é sempre suporte de brincadeira. E a brincadeira nada mais é do que a ação que a criança desenvolve ao realizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Segundo KISHIMOTO (1996), “Hoje, a imagem de infância é enriquecida também com o auxílio de concepções pedagógicas, que reconhecem o papel de brinquedo e brincadeiras no desenvolvimento e na construção do conhecimento infantil. 2.3. DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES LINGÜÍSTICAS EM CRIANÇAS DE 05 A 06 ANOS Segundo o referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Os bebês desde cedo emitem sons articulados que lhes dão prazer e que revelam o esforço que fazem para comunicar-se com os outros. Os adultos e crianças mais velhas interpretam essa linguagem dando sentido à comunicação dos bebês. Portanto a construção da linguagem oral implica na verbalização e na negociação dos sentidos estabelecidos entre pessoas que buscam comunicarse. As brincadeiras e interações que se determinam entre bebês e os adultos incorporam as vocalizações rítmicas, mostrando assim o papel comunicativo, expressivo e social que a fala desempenha desde cedo. Aprender a falar, no entanto, não se restringe apenas em memorizar sons e palavras. A aprendizagem da fala pelas crianças não se dá de forma desarticulada com a reflexão, o pensamento, a explicitação de seus atos, sentimentos, sensações e desejos. Nas diversas interações com a linguagem oral, as crianças tentam descobrir irregularidades que a constitui, utilizando todos os meios de que dispõem: Assim acabam criando formas verbais, expressões e palavras, na tentativa de tomar para si as convenções da linguagem. Tomemos como exemplo o caso da criação de tempos verbais de uma criança de 5 anos que escondida atrás da porta, fala para a professora: “Adivinha se eu ‘tô’ sentada, agachada ou empezada?”, ou então ao exemplo de uma criança que ao emitir determinados

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sons na brincadeira, é perguntada por outra: “Você está chorando?” ao que responde: “Não, estou engraçando!”. Segundo o Referencial as crianças têm ritmos próprios e a conquista de suas capacidades lingüísticas se dá em tempos diferenciados, sendo que a condição de falar com fluência, de produzir frases completas e inteiras surge da necessidade da participação em atos da linguagem. O desenvolvimento da fala e da capacidade simbólica ampliam significativamente os recursos intelectuais, entretanto as falas infantis, são ainda produto de uma perspectiva muito particular, de um jeito próprio de ver o mundo. A ampliação de suas capacidades de comunicação oral ocorre gradativamente, através de um processo de idas e vindas que envolve tanto as crianças na participação cotidiana de brincadeiras, cantos, músicas etc. Como a participação em situações mais formais de uso da linguagem, como as que envolvem leitura e textos variados. Para Micotti apud Piaget (1987), em seus estudos sobre a linguagem infantil verificou que grande proporção da mesma se classifica como egocêntrica e que a proporção é maior na linguagem de crianças ao redor de quatro anos de idade, ou seja com o declínio do egocentrismo se observa o aumento na comunicação. Dos 4 aos 5 ou 6 anos de idade, a linguagem não exerce totalmente a função de comunicar o pensamento. Os procedimentos indicam que a criança não se coloca no ponto de vista do ouvinte e centraliza esta atividade em torno de si mesma. Este fenômeno é explicado como forma de prolongar a realidade em atendimento aos próprios desejos ou seja os objetivos visados e não obtidos pela ação se realizam em tempos verbais, em decorrência do conteúdo mágico e da fantasia que acompanha a linguagem. Um outro jeito de explicar estes procedimentos seria em termos de não estabelecimento de diferenciação completa entre as palavras e as ações. No monólogo, a criança ainda não domina completamente a relação palavra e objeto, mescla palavrações e ações. Por outro lado, a linguagem socializada passa por certos estádios de desenvolvimento de antes de chegar a um intercâmbio de pensamento, constituindo choque de afirmações contrárias sem compreensão ou justificação; é só por volta dos 7 ou 8 anos que a discussão passa a ser troca de pontos de vista, como, com esforço para explicar o próprio e compreender o alheio.

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Por fim afirma Micotti (1987), os procedimentos que em geral caracterizam esta fase desenvolvem-se intuitivamente em decorrência do egocentrismo deformador, isto é resultam da centração do pensamento nos fins da própria atividade, não considerando todas as relações em jogo. As relações admitidas são as referentes às atividades do sujeito, e não são descentradas em um sistema de relações objetivas. Assim o pensamento intuitivo focaliza em cada momento uma relação determinada e atinge o real em termos de sua aparência perceptiva.

Toda teoria de construção do conhecimento tem seus pilares alicerçados na corrente psicológica cognitiva, onde os trabalhos teóricos de Gean Piaget enfatizam que o pensamento se constrói através da atividade e se dá a partir das relações que as crianças estabelecem com o meio. Piaget defendeu não só a idéia da dinâmica do conhecimento, como também procurou instaurar uma teoria de caráter científico, onde a ênfase estivesse no processo de construção do conhecimento (DELLAZANA, 1999: 38).

Daí dizer que todo o conhecimento provém da experiência ou que todo o conhecimento começa da experiência. 2.4. JOGO E BRINQUEDO, A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO SOCIAL Há várias autores que descrevem o jogo como elemento da cultura relacionando-o aos aspectos sociais como o prazer de jogar, “não – seriedade”, por não ter ligação com o dia-adia, as regras existentes, a liberdade de jogar etc. Entretanto, outros autores como Vygotsky, afirma que nem sempre o jogo assume essas características, obtendo em alguns casos o prazer e o esforço para alcançar o objetivo da brincadeira. Em suas regras todo o jogo possui sua característica marcante seja ela explícita ou implícita. Segundo KISHIMOTO (1994) a criança quando brinca toma uma certa distância da vida cotidiana, entretanto no mundo imaginário. Portanto assim como o brinquedo que desperta a imaginação e a fantasia, o jogo tem na ação voluntária uma característica marcante.

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Ao brincar a criança mostra toda a sua sensibilidade ao duvidar daquilo que vê, que pega. Segundo OLIVEIRA (1984), “brincando, ela nega o empirismo comum nos adultos. Aquilo que é, não é”. O brincar para a criança é fonte de vida, fantasia, interação entre o real e, o imaginário, onde espontaneamente ela descobre o mundo que a cerca através de experimentação onde muitas vezes transforma essa experimentação em brinquedos. Cada contexto social constrói uma imagem de jogo e brincadeira conforme os seus valores e modo de vida, que se expressa por meio da linguagem. O brinquedo sugere um mundo imaginário da criança e do adulto, criador do objeto lúdico. Em se tratando da criança, o imaginário varia conforme a idade de 5 a 6 anos, integra predominantemente elementos da realidade. A infância é tida como a idade do possível, podendo-se projetar sobre ela a esperança de transformação social. Hoje também a imagem de infância é enriquecida, com o auxílio de concepções psicológicas e pedagógicas que reconhecem o papel de jogos, brinquedos e brincadeiras no desenvolvimento e na construção do conhecimento infantil. Em cada brinquedo sempre se esconde uma relação educativa. Ao construir o seu próprio brinquedo, a criança aprende a trabalhar e a transformar os seus elementos fornecidos pela natureza ou materiais já elaborados, construindo assim um novo objeto, seu instrumento para brincar. Quando a criança recebe um brinquedo pronto, nem sempre se conforma com o seu significado explícito e fechado. Portanto a criança quando brinca aprende a se expressar no mundo, criando ou recriando novos brinquedos e participando com eles de novas experiências e aquisições. No convívio com outras crianças trava contato com a sociabilidade espontânea, ensaia movimentos do corpo, experimentando novas sensações.

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CAPÍTULO III. METODOLOGIA

3.1. TIPO DE ESTUDO No intuito de se obter uma educação de qualidade para a Educação Infantil, abordouse primeiramente nesta pesquisa um levantamento bibliográfico. Em seguida foi realizado um estudo que abordasse informações e conhecimentos sobre brincadeiras e jogos como estratégias de ensino-aprendizagem através de questões que envolvessem o jogo, resgate histórico, jogos e brincadeiras no contexto da Educação Infantil, desenvolvimento das habilidades lingüísticas, jogos e brinquedos, a criança e a construção social. No momento seguinte realizou-se uma pesquisa de campo através de entrevistas e observações. Tal pesquisa foi feita numa abordagem qualitativa. 3.2. LOCAL: Na área livre do parque da escola particular de Educação Infantil e Ensino Fundamental e Médio CESEP-Belém. A escola fica localizada na Av. Pedro Miranda e atende a uma clientela de classe média. Esta escola possui um rol de entrada, um parque amplo com brinquedos diversos onde as crianças brincam além de um espaço reservado pelas crianças para jogo de futebol e queimada e uma casa feita de madeira que as crianças denominam de casa do “Tarzan” onde elas geralmente brincam de faz de conta. As salas são em forma de malocas e se localizam em volta do parque. Os banheiros se localizam dentro das salas. A lanchonete funciona no outro bloco da escola pois a educação infantil é separada dos outros níveis de ensino.

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3.3. PARTICIPANTES: Crianças de 5 e 6 anos das turmas de Jardim II e Alfabetização, professoras da Educação Infantil (Jardim II e Alfabetização) e coordenadora pedagógica. 3.4. COLETA DE DADOS A coleta de dados foi realizada através de questionários aplicados à coordenadora, às professoras, aos alunos e diário de campo na faixa etária de 5 a 6 anos. Período de Realização: Primeira quinzena de outubro. Instrumentos e Técnicas: Questionários e observações. Procedimentos: Fase I – De posse de um ofício de apresentação expedido pela UNAMA, a pesquisadora se identificou como estudante do 4º ano do Curso de Pedagogia, Educação Infantil. Nessa ocasião, foram explicitados os objetivos do trabalho e foi solicitado à direção da escola o consentimento para que a pesquisa fosse realizada. Fase II – Após a pesquisadora ter obtido o consentimento da direção da escola, foi aplicado o questionário junto às professoras da escola. As professoras colaboraram com a pesquisadora, não mostraram nenhuma resistência e responderam todas as perguntas. Fase III – Após a aplicação do questionário, a pesquisadora passou para a fase de observação das brincadeiras feitas crianças no horário do recreio. Nesta fase as crianças colaboraram bastante e até houve disputa para ver quem era entrevistado ao ponto da professora ter que intervir para amenizar a situação. Essas observações foram realizadas 3 vezes por semana, por um período de 20 minutos cada observação. Os seguintes elementos serão observados: • Como as crianças formam os grupos? • Que critérios elas usam para promover essa formação? • De que elas brincam?

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• Quais foram as brincadeiras mais utilizadas? • Que materiais elas usavam? • Se elas inventam a brincadeira? • Qual o tempo de duração de cada brincadeira? # Conflitos que surgiam: • A participação dos adultos (se tem ou não). • Anotação dos diálogos entre as crianças, o que elas conversavam. Fase IV – A pesquisadora aplicou questionários com a coordenadora, onde a mesma pode responder sobre a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento das crianças na Educação Infantil. Foi feito também entrevistas com as crianças onde elas expressaram o seu contentamento no horário do recreio e das brincadeiras que são feitas nesse espaço.

CAPÍTULO IV. RESULTADOS

4.1. QUADRO DE APRESENTAÇÃO DAS RESPOSTAS DA ENTREVISTA REALIZADA COM AS CRIANÇAS Pergunta nº 01: Você gosta de brincar? Por que? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 Sim, porque sim. Gosto, porque eu brinco com a minha boneca. Gosto, porque eu adoro. Gosto porque é legal. Gosto, porque eu gosto da escola. Gosto, porque é legal o espaço. RESPOSTAS

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Sim, porque eu só brinco. Sim, eu gosto dos colegas.

Neste quadro pôde ser observado que todas as crianças entrevistadas gostam de brincar por vários motivos como: pelo espaço do parque, pelos colegas, pelos brinquedos etc.

Pergunta nº 02: Qual a sua brincadeira favorita?Justifique. CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS Power Rangers, porque é divertido. Carrinhos, porque eu gosto. Pira esconde, porque eu corro muito. Pira-alta, porque eu gosto. Meleca, porque é bem mole. Brincar de correr, porque é bom. Pira esconde, porque ninguém me acha. Amarelinha, porque é legal.

Neste quadro observa-se que as crianças em suas brincadeiras favoritas brincam pelo prazer que tais brincadeiras proporcionam. Portanto, quando a criança brinca, ela o faz de modo bastante compenetrado, sem se preocupar com aquisição de conhecimentos. Pergunta nº 03: Sua professora organiza brincadeiras em sala de aula? Quais?

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CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 Sim, jogo da memória. Sim, panelada. Sim, adivinhações. Sim, passa a bola. Sim, joguinho. Sim, caça palavras.

RESPOSTAS

Sim, brincadeiras de montar, caça palavras. Sim, jogo de encaixar, de modelo.

Todas as crianças neste quadro afirmaram que a professora organiza brincadeiras em sala de aula. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998). “É o adulto na figura do professor, portanto, que, na instituição infantil, ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. Conseqüentemente é ele que organiza sua base estrutural, por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, dá delimitação e arranjos para brincar”. Pergunta nº 04: O que você acha das brincadeiras no recreio? CRIANÇA 01 02 03 04 Bom, pois tem escorrega. É muito legal. É muito bom, pois tem brinquedos no parque. Porque as brincadeiras são boas. RESPOSTAS

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05 06 07 08

Boas, porque tem muita gente para brincar. São legais. Acho boas, porque eu gosto de brincar. Legais.

Através desta pergunta consegue-se constatar que as crianças gostam muito das brincadeiras no horário do recreio porque na área aonde brincar tem atrativos como os brinquedos e espaço amplo para que possam se movimentar melhor.

Pergunta nº 05: O recreio é importante para você? Justifique. CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS Sim, porque eu gosto de brincar. Sim, porque se brinca melhor. Sim, porque estamos perto das outras turmas. Sim, porque dá para correr bastante. Mais ou menos, pois eu gosto mais de estudar em sala. Sim, porque eu brinco a vontade. Sim, porque eu brinco com quem eu quero. Sim, porque é legal.

Para a maioria das crianças o recreio é de vital importância pois é neste espaço que elas podem interagir de forma mais prazerosa.

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Pergunta nº 06: Você gostaria de sugerir algumas brincadeiras para horário do recreio? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS Gostaria que tivesse bastante queimada. Gostaria, basquete. Gostaria que tivesse patinete. Gostaria que tivesse futebol americano. Sim, pira se esconde. Sim, brincar de casinha. Sim, boca de forno. Sim, pira esconde.

Neste quadro foram dadas sugestões para brincadeiras na hora do recreio. Observa-se que as crianças nas sugestões voltam-se na sua maioria, para brincadeiras tradicionais.

4.2. QUESTIONÁRIO RESPONDIDO PELA COORDENADORA Entrevista realizada no CESEP/Belém Entrevista com a Coordenadora: Sandra Cunha Perguntas 1ª) Qual a sua Formação Profissional? 2ª) Como você brincadeiras? define jogos Professora, Pedagógica. na Respostas função de Coordenadora

e Jogos e brincadeiras são ferramentas de trabalho que estimulam o desenvolvimento infantil.

3ª) Na sua visão que importância tem os Os jogos e brincadeiras são importantes porque garantem o aprendizado prazeroso, estimulando o

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jogos e brincadeiras na vida das crianças? interesse e participação das crianças em todas as atividades. 4ª) Você já leu algum teórico que discuta Emília Ferreiro a importância do lúdico na vida da criança? Qual? 5ª) De que forma são desenvolvidos os São contemplados pelo conhecimento de Mundo, conteúdos programáticos na Educação Artes, Música, Matemática, linguagem oral e Infantil? escrita. 6ª) Como você vê o uso dos jogos e Utilizando-se dos jogos e brincadeiras a criança brincadeiras no trabalho com crianças estabelece contato consigo própria e com o outro, pré-escolares? fator importante ao seu desenvolvimento social, assim como ao desenvolvimento de habilidades, atitudes e conceitos referentes as áreas de conhecimento.

Na entrevista com a coordenadora percebe-se que a mesma possui um amplo conhecimento teórico sobre a importância de jogos e brincadeiras. De certa forma, tais recursos são contemplados no cotidiano dessa escola precisando somente ser mais trabalhado.

4.3. QUESTIONÁRIO RESPONDIDO PELAS PROFESSORAS DE JARDIM E ALFABETIZAÇÃO

Professora Rosemary Fernandes Tempo de Serviço: 18 anos * Formação Profissional ( ) 1º grau ( ) 2º grau completo, que Habilitação? (X) 3º grau, Curso: Pedagogia

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Professora Luciana Teixeira Tempo de Serviço: 7 anos * Formação Profissional ( ( ( ) 1º grau ) 2º grau completo, que Habilitação? X ) 3º grau, Curso: Administração Escolar

Perguntas

Resp. Profª de Jardim II

Resp. Profª de Alfabetização Jogos são objetos recreativos utilizados no dia-a-dia das crianças (dominó, baralho, petecas etc.). Brincadeira é a ação da criança no uso dos jogos e brinquedos, é a interação com uma situação lúdica. Os jogos, brinquedos e brincadeiras servem para dar vida ao mundo infantil. Eles dão alegria e crescimento nos aspectos de linguagem, coordenação motora e cognitiva. Assim como, influencia na relação afetiva e educativa da criança.

1ª) Como você São atividades lúdicas que visam o define jogos e desenvolvimento do raciocínio, a apreensão de conceitos e a segurança brincadeiras? quanto aos aspectos afetivos e sociais.

2ª) Qual a importância dos mesmos na vida da criança?

Através das brincadeiras a criança vai, aos poucos tomando contato com a realidade; na brincadeira ela oscila entre o real e o simbólico e tenta descobrir sua própria identidade e a dos outros. Dessa forma, ela desenvolve a criatividade, a motricidade e aguça sua curiosidade se tornando uma pessoa independente. Ao brincar a criança se envolve e deixa aflorar seus sentimentos e emoção, brincado e jogando a criança aprende a ordenar o mundo ao seu redor, pois assimila experiências e informações, além do que incorpora regras e valores necessários ao convívio social.

3ª) Qual a sua visão do uso de jogos e brincadeiras no trabalho com crianças da Ed. Infantil em sala de aula?

Os jogos e as brincadeiras servem para atrair a atenção das crianças no momento de lançamento de conteúdos novos, assim como, para auxiliar na descoberta dos alunos e ainda para fixar os assuntos trabalhados.

4ª) Você os usa em Bloco lógico, quebra-cabeça, jogo da Sim, aplico jogos educativos como sala de aula? Cite memória, estátua, telefone sem fio, alfabeto simples, jogos de sílabas, um exemplo. cabra-cega, jogos de adivinha etc. jogos de memória e construção. 5ª) Você já leu Leonor Rizzi, Regina Célia Hayalt, Sim, vários. Pois o meu TCC também

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algum teórico que Maria Lúcia Thiessen, Ana Rosa Beal foi sobre este assunto. discuta a etc. importância do lúdico na vida da criança? Qual? 6ª) O que você pensa sobre as brincadeiras das crianças no horário do recreio? Muito interessante, pois percebemos que eles dramatizam, conversam livremente, reconstroem com os colegas regras para as brincadeiras, desenvolvem e enriquecem o vocabulário e estimula o respeito e a cooperação entre os coleginhas. Vejo este momento como único, pois é naturalmente cedido o espaço para a liberdade de expressão para que a criança escolha seus companheiros e ainda defina quais brincadeiras irá participar no grupo.

No quadro apresentado percebe-se que ambas professoras têm uma visão teórica da importância dos jogos e brincadeiras na vida da criança. As duas afirmam usar jogos em salas de aula e que os mesmos ajudam na aprendizagem da criança tornando a aula mais prazerosa. Observei que no espaço do parque as professoras deixam os alunos mais à vontade e não interferem quase em suas brincadeiras. 4.4. RELATO DAS OBSERVAÇÕES DAS BRINCADEIRAS DAS CRIANÇAS NO HORÁRIO DO RECREIO Constatei que a área do recreio é ampla, dando condições para que a criança possa brincar com prazer. Possui espaços de areia para correrem, brincarem de bola etc. Também possui uma área com balanças, escorrega, uma casinha de madeira que eles chamam de “casa do Tarzan”, onde vivenciam em sua maioria brincadeiras dirigidas à sua família como: brincar de mamãe e papai. Esta área também possui um globo de ferro, uma ponto de madeira e maloquinhas onde geralmente elas levam livrinhos e histórias e brincam de professor. A área é bem arborizada que dão bastante sombra no recreio. A educação infantil possui 9 malocas (salas de aula) e são espaçosos contribuindo assim para que a criança se movimente à vontade. Nas malocas existem banheiros dentro com acessórios apropriados para essa faixa etária. Durante o período que permaneci na escola, foram feitas 9 observações de 20 minutos cada dia, tendo uma carga horária de 3 horas. Essas observações foram realizadas nos arredores do parque sem local fixo, porque como é muito comum, as crianças vivem deslocando-se a todo momento de um lugar para o outro, exceto os grupos que jogam futebol pois os mesmos ficam até o final do recreio.

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Nessas observações foram destacadas todas as brincadeiras observadas, sendo assinaladas as mais freqüentes: (X) brincadeiras com bonecas (X) jogo de futebol ( ) brincadeiras de roda (X) brincadeiras de casinha (X) pega-pega ( ) labirinto (X) pira-alta ( ) bandeirinha ( ) cemitério ( ) caça-palavras ( ) bonecos de PÓKEMON (X) pega-ladrão

Durante as brincadeiras foi observado que os materiais que as crianças utilizavam eram — Bonecos diversos (principalmente PÓKEMON) — Bonecas (principalmente a Barbie) — Bola de futebol — Histórias em quadrinhos e fábulas — Baldes e pás para brincar na areia. Os grupos variam para realizarem as brincadeiras. Ora grupos só formados por meninos, ora só por meninas e as vezes grupos mistos dependendo da brincadeira. Durante as brincadeiras geralmente surgiam conflitos que eram resolvidos pelo próprio grupo, geralmente pelo que mostrava mais liderança. Quando não chegavam a um acordo, os conflitos eram levados à professora ou a auxiliar para amenizar a situação. Foi observado que a criança vê o recreio como o horário de maior prazer na escola. Quando elas saem das salas, elas correm como se estivessem presas e lhes foi dado a liberdade naquele momento.

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Na sua maioria os meninos escolhem brincar de futebol, pega-ladrão, bonecos e as meninas de casinha, bonecas e pira. Os meninos quando brigavam geralmente chamavam a professora ou a auxiliar, já as meninas, resolviam os seus conflitos entre elas sem a intervenção do professor. Nas brincadeiras mistas entre meninos e meninas, os meninos sempre queriam se sobressair, como na brincadeira de pira e de casinha, e como resultado era que voltava a haver a quebra entre os sexos. As professoras não interferiam nas brincadeiras a menos que fossem solicitados pois esse horário e exclusivo das crianças.

4.5. DISCUSSÃO Neste trabalho foi analisado brincadeira e jogos desenvolvidos no espaço do recreio com turmas de Alfabetização e Jardim II, tendo como objetivo evidenciar que os jogos e brincadeiras não estão relacionadas só com o ato de brincar por brincar e sim com o desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo, moral e social. A atividade lúdica traz possibilidades de crescimento sócio-pessoal, pois quando uma criança brinca de maneira participativa, procura satisfazer suas necessidades e expressa interesses espontâneos. Macedo (1995, p. 10) “..., seria importante que se permitisse na escola que os meios, ao menos por algum tempo, fossem os próprios fins das tarefas; que permitisse às crianças e aos professores serem criativos, que tivessem prazer estético e conhecessem o gozo da construção do conhecimento”. Na brincadeira, a criança descobre as regras de convivência social, de comunicação e cooperação e de solidariedade. Nas observações feitas nas turmas de Alfabetização e Jardim II, observeu-se o quanto elas interagem nas brincadeiras, mesmo com idades diferenciadas pelas turmas. As crianças maiores de 6 anos ajudam as de 5 anos que participam de todas as atividades propostas pelas

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crianças maiores. A diferença está na liderança dessas brincadeiras. As crianças na faixa de 6 anos se sobrepõem às de 5 anos assumindo assim essa liderança. Porém todos participam com o mesmo afinco das brincadeiras e jogos propostos. No jogo de futebol, os meninos de Alfabetização determinam os dois lados do campo, formam as equipes de jogadores e o nome do time de cada lado, começando assim as brincadeiras. O tempo parece não existir para eles, brincar como se o recreio não fosse acabar. Segundo De Vries e Famiê (1991, p. 12) “... a proposta de jogos em grupo não é advogada meramente para que as crianças aprendam a jogar determinados jogos. O que importa é que o jogo proporcione um contexto estimulador da atividade mental da criança e de sua capacidade de cooperação, seja ele jogado ou não de acordo com regras previamente determinadas”. As meninas assim como os meninos, brincam sem que a diferença de idade possam interferir. Do mesmo modo que os meninos, há uma certa liderança por parte do grupo de Alfabetização conduzindo assim as brincadeiras que são geralmente de boneca, faz de conta (casinha), outras gostam de brincar de pira, amarelinha, queimada etc. Assim, para Brougère (1995, p. 47) “Na brincadeira, a criança não se contenta em desenvolver comportamentos, mas manipula as imagens, as significações simbólicas que constituem uma parte da impregnação cultural à qual está submetida”. Portanto de fundamental importância que se faça uma reflexão e análise para que os jogos e brincadeiras proporcionem à criança o diálogo entre ela e o mundo. É importante também ressaltar que a brincadeira é uma experiência de convívio, de troca, de interação, socialização e aprendizagem, onde se manifesta não apenas entre crianças, mas em todos que dela se dispuserem a participar. Na visão da coordenadora da escola particular CESP, jogos e brincadeiras são importantes porque garantem o aprendizado prazeroso, estimulando o interesse e participação das crianças em todas as atividades. A coordenadora afirma também que jogos e brincadeiras são ferramentas de trabalho que estimulam o desenvolvimento infantil.

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As professoras de Alfabetização e Jardim II, dessa mesma escola, afirmam que através do brincar a criança, vai aos poucos tomando contato com a realidade; na brincadeira ela oscila entre o real e o simbólico e tenta descobrir sua própria identidade e a dos outros. Assim como também influência na relação afetiva e educativa da criança. Isto está presente nas palavras de Brougère (1995, p. 106) ao dizer que “Na verdade a brincadeira dá testemunho da abertura e da invenção do possível, do qual ela é o espaço potencial do surgimento. A brincadeira que pode às vezes, tornar-se uma escola de conformismo social, de adequação às situações propostas, pode, do mesmo modo, tornar-se um espaço de invenção, de curiosidade e de experiências diversificadas”. O objetivo de evidenciar, documentar e relacionar os jogos e brincadeiras ao desenvolvimento infantil foi alcançado através das observações e entrevistas com as crianças, e também com os questionamentos junto às professoras e coordenadora acerca de como aproveitam esses jogos para o ensino e aprendizagem das mesmas. É de fundamental importância que os professores responsáveis pela educação infantil ao se planejarem, observem fatores relevantes como os que foram descrias neste trabalho e que tenham consciência de que estão desenvolvendo atividades com crianças onde o lúdico é presente em suas vidas por isso incluam brincadeiras que evidencie o jogo lúdico pois os mesmos são um meio de liberar tensões, fonte de prazer, alegria e busca o desenvolvimento integral no processo educacional, contemplando assim os objetivos de um programa inovador de educação para a educação infantil.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando que brincando a criança expressa as emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e suas necessidades é que neste trabalho procurei analisar uma forma que as nossas crianças se sentissem mais prazerosas em aprender. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. Ao brincar as crianças criam e recriam e reorganizam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando. Devido a pouca importância que muitos professores dão a dimensão lúdica da criança considerando os jogos e brincadeiras como perda de tempo é que tem sido negado essa dimensão lúdica da criança. E isso porque a escola contribui de certa forma, atribuindo um conceito para a sociedade de formar crianças somente para serem leitores e escritores, satisfazendo assim o interesse dessa sociedade.

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Observei que no espaço do recreio a criança através das atividades lúdicas tem a possibilidade de crescimento sócio-pessoal, pois quando uma criança brinca de maneira participativa, procura satisfazer suas necessidades e expressa interesses espontâneos. E é na valorização pelo professor do caráter lúdico e educativo dos jogos e brincadeiras é que o espaço de sala de aula se torna adequado ao desenvolvimento da criança. Durante o curso de pedagogia estudando teóricos como Piaget, Vygotsky, Wallon e outros, é que considero necessário que cada vez mais se exija a qualificação de profissionais principalmente na área da educação infantil. Educadores realmente comprometidos com uma educação de qualidade e transformadora para que as crianças de hoje se tornem cidadãos críticos de amanhã. Sabemos que o brincar desenvolve inúmeras funções cabendo ao professor aproveitar esta atividade e adequá-la aos inúmeros conteúdos exigidos pelo currículo escolar. Uma das possibilidades de tornar o ambiente escolar mais agradável é a utilização de jogos e brincadeiras como recurso fundamental para o trabalho na educação infantil, pois dessa forma entende-se a necessidade de ação, dos movimentos de aprendizagem da criança. A valorização do professor pelo caráter lúdico e educativo dos jogos e brincadeiras na educação infantil tornará o espaço de sala de aula, um espaço adequado ao desenvolvimento da criança, assim como, o aprendizado dos conhecimentos escolares. Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p. 29) “Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, os papéis, objetos e companheiros com quem brincar ou jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais”.

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Portanto é preciso que o professor se conscientize que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre os mais diversos aspectos do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginária. Entretanto, pode-se utilizar os jogos, especialmente aqueles que possuem regras, como atividades didáticas. Porém é fundamental que o professor tenha consciência que as crianças não estarão brincando livremente nestas situações, pois há objetivos didáticos em questão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, P. N. Educação lúdica técnicas e jogos pedagógicos. 8 ed. São Paulo: Loyola, 1990. ARIES, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981. BORGES, T. M. M. A criança em idade pré-escolar. São Paulo: Ática, 1994. BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e cultura: questões da nossa época. Ed. Cortez. CUNHA, N. H. Brinquedoteca: um mergulho no brincar. São Paulo: Malteses, 1994. DEVRIES, R. Bons jogos em grupo: o que são eles? In: KAMIC. GOMES, C. M. et al. Trabalho e conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1989. KAMII, Constance. Jogos em grupo na educação infantil; implicações da teoria de Piaget/Constance Kamii e Pettra Davries; tradução Marina Célia Dias Carrasqueira; prefácio Jean Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991.

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KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994. KISHIMOTO, T. M. O primeiro jardim de infância público do estado de S. Paulo e a pedagogia frobeliana. Revista Educação e Sociedade. v. 17, n. 56. Dez. 1996. KISHIMOTO, Tizuco Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 1999. KISHIMOTO, Tizuco Morchida. O jogo e a educação infantil. Ed. Pioneira. KRAMER, S. et al. Com a pré-escola na mãos. São Paulo: Ática, 1989. LEBOVICI, DIATKINE, R. Significado e função do brinquedo na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985. LUKESI, C. Desenvolvimento infantil. In: Tecnologia educacional. Rio de Janeiro. v. 23. n. 19. 1994. MACEDO, Lino de. Os jogos e sua importância na escola. Caderno de Pesquisa. São Paulo. Nº 93. p. 5-10. Maio. Editora Cortez. MEC. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. OLIVEIRA, Paulo de Salles. O que é brinquedo. Coleção Primeiros Passos. Ed. Brasiliense. SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca, o lúdico em diferentes contextos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

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ANEXOS

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Perguntas 1ª) Qual a sua Formação Profissional? 2ª) Como você define jogos e brincadeiras? 3ª) Na sua visão que importância tem os jogos e brincadeiras na vida das crianças? 4ª) Você já leu algum teórico que discuta a importância do lúdico na vida da criança? Qual? 5ª) De que forma são desenvolvidos os conteúdos programáticos na Educação Infantil? 6ª) Como você vê o uso dos jogos e brincadeiras no trabalho com crianças préescolares?

Respostas

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Perguntas 1ª) Como você define jogos e brincadeiras? 2ª) Qual a importância dos mesmos na vida da criança?

Resp. Profª de Jardim II

Resp. Profª de Alfabetização

3ª) Qual a sua visão do uso de jogos e brincadeiras no trabalho com crianças da Ed. Infantil em sala de aula? 4ª) Você os usa em sala de aula? Cite um exemplo. 5ª) Você já leu algum teórico que discuta a importância do lúdico na vida da criança? Qual? 6ª) O que você pensa sobre as brincadeiras das crianças no horário do recreio?

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Pergunta nº 01: Você gosta de brincar? Por que? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Pergunta nº 02: Qual a sua brincadeira favorita? Justifique. CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Pergunta nº 03: Sua professora organiza brincadeiras em sala de aula? Quais? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Pergunta nº 04: O que você acha das brincadeiras no recreio? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Pergunta nº 05: O recreio é importante para você? Justifique. CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Pergunta nº 06: Você gostaria de sugerir algumas brincadeiras para horário do recreio? CRIANÇA 01 02 03 04 05 06 07 08 RESPOSTAS

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Data: 23/10/2001

Professora: Rosemayre Fernandes Hora: 10:00 às 10:20 h Turma: Jardim II Nº de alunos: 25

Neste primeiro dia de pesquisa foram observados os seguintes itens. As crianças formam grupos e tem sempre um que se destaca (o líder) para direcionar as brincadeiras propondo ao grupo brincadeiras. O grupo é muito solidário. Os critérios observados foram: o interesse de atividades como: o futebol ou o Pokémon, que tem em revistas e bichinhos, porém o que mais gostam é futebol (meninos). As meninas se agrupam bem por interesse de atividades. Elas gostam de correr, gostam de brincar de casinha, boneca. Elas são mais atenciosas e carinhosas. Existe uma líder, mas essa líder não exerce tanta influência na escolha da formação do grupo. As atividades que mais usam é o futebol para os meninos como foi dito anteriormente, agrupando um número bem significativo em torno dessa atividade, é como se fosse uma aula extra. Para as meninas, o brincar de casinha do Tarzan (nome dado a uma enorme casa construída no meio do parque) é o maior centro de interesse. Lá elas conversam geralmente sobre família, escola ou delas mesmas. Os materiais que mais usaram neste dia foram: a bola, boneca e sua própria imaginação.

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Data: 24/10/2001

Professora: Rose Fernandes Turma: Jardim II

Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 25

Neste dia, foram observadas alguns meninos brincando de bola. O líder sempre tenta resolver algum conflito que possa surgir durante o jogo. Alguns meninos resolveram brincar de boneca na casinha junto com as meninas. As meninas rejeitaram no início mas logo aceitaram brincar com os meninos. Os materiais que usaram foi: bola, bonecos, bonecas e muita imaginação. Data: 25/10/2001 Professora: Rose Fernandes Turma: Jardim II Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 23

Neste dia as crianças fizeram um trabalho de recreação com a professora no horário do recreio. A brincadeira envolvia a lateralidade, noção de espaço e equilíbrio. A turma toda participou com muita alegria e euforia. Observei que mesmo com todo o entusiasmo da turma, a atividade recreativa feita pela professora, tomou quase todo o espaço do recreio, restando 5 minutos para o recreio livre. Houveram protestos por parte de alguns alunos. A atividade feita pela professora envolveu tanto meninos como meninas, entrosando assim os dois grupos que geralmente brincam separadas. Os materiais usados neste dia foram: jornal, bola e bastão.

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Data: 26/10/2001

Professora: Rose Fernandes Turma: Jardim II

Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 25

Neste dia foram feitas as entrevistas que podem ser observadas na metodologia deste trabalho na parte de resultados. Foram feitas algumas perguntas com alguns alunos da turma onde não houve embaraço para esses alunos responderem. Todos queriam participar da entrevista dando o seu depoimento de como viam a hora do recreio. No geral eles gostam muito desse espaço por ser um momento livre, sem intervenção do adulto. Como não era possível entrevistar todos ao mesmo tempo. Com a ajuda da professora as crianças voltaram sua atenção para as brincadeiras do parque só permanecendo um grupo (o mais persistente) para a entrevista. Os materiais usados neste dia foram: máquina de fotografar, papel, caneta e gravador.

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Data: 29/10/2001

Professora: Luciana Teixeira Turma: Alfabetização

Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 20

Neste dia as observações se voltaram para as turmas de Alfabetização, apesar de que no recreio as turmas de Jardim II e Alfabetização compartilham do mesmo horário. A turma sai correndo e se dispersa rapidinho, dividindo-se entre meninos e meninas. A turma de meninos procura logo uma bola e vai para o espaço reservado para o gostoso futebol. Neste dia há um conflito entre as equipes pois um aluno foi empurrado pelo outro que pegou a bola e não quis mais que o jogo continuasse. O problema foi contornado pela estagiária que estava presente e conversou com os dois. As meninas formaram times e brincaram de queimadas. De vez em quando brigavam pois se perdiam na regra do jogo e a que sabia mais não se conformava com quem não sabia e não tinha a paciência para explicar tais regras. O material usado foi: bola e bonecas. Data: 30/10/2001 Professora: Luciana Teixeira Turma: Alfabetização Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 20

Neste dia as crianças da Alfabetização utilizaram vários tipos de brincadeiras na hora do recreio, como: jogo de futebol, pira, brincar nos brinquedos do parque, balanço e outros. Nas brincadeiras de pira notei a presença de meninos e meninas, um grupo de meninos ficou responsável de pegar as meninas. Eles pareceram se divertir muito apesar de ter havido comentário por parte de um menino de que “as meninas são muito fracas, fáceis de serem pegas”. Um grupo brinca no parque no balanço e fazem uma aposta entre eles, de quem balança mais alto. A brincadeira para quando a professora interrompe alegando que eles podem cair.

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Data: 31/10/2001

Professora: Luciana Teixeira Turma: Jardim II

Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 20

As crianças saem correndo para o parque. Uns correm para os brinquedos do parque (meninos e meninas) outros para o campinho de futebol e outros para um enorme carro feito de madeira onde eles simulam que estão em um ônibus. No ônibus como é denominado o carro eles determinam quem é o cobrador, o motorista e os passageiros. Sempre tem briga na hora da escolha do motorista pois todos querem ser motorista menos as meninas que se conformam em ser passageiros e levam as bonecas que passam a serem suas filhas. Outro grupo parece esquecer-se do tempo brincando com baldes de areia. Eles simulam um aniversário e me convidam para cantar o parabéns. Os materiais utilizados neste dia foram: bonecas, baldes, bola, brinquedos do parque e um carro de madeira. Data: 01/11/2001 Professora: Luciana Teixeira Turma: Alfabetização Hora: 10:00 às 10:20 h

Nº de alunos: 20

Neste dia foi aplicado os questionários onde as crianças responderam com entusiasmo as perguntas feitas. Expressando sua opinião e reivindicando um horário mais longo na hora do recreio. Os questionários podem ser observados na metodologia deste trabalho na parte de resultados. Terminada a entrevista o grupo correu para os seus grupos de origem brincando de amarelinha, nos brinquedos no parque e de futebol. O material usado neste dia foi: bola, bonecos, máquina de fotografar, caneta e papel.