Trabalho Completo Energia Eólica

Energia Eólica

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Categoria: Tecnologia

Enviado por: lsantiago 23 maio 2013

Palavras: 4401 | Páginas: 18

FACULDADE ANHANGUERA

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA

ENERGIA EÓLICA

Levi Israel Santiago RA: 1108349358

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo apresentar uma abordagem geral sobre energia eólica e suas características no Brasil e no mundo. O mercado de energia eólica mundial vem apresentando forte impacto no aumento de capacidade instalada mundial. A despeito dessa vertente, o Brasil, conhecido pela grande volume de ventos, caminha de maneira discreta, porém numa ascendente, em direção a consolidação da energia eólica na matriz energética nacional.

INDICE

1 – INTRODUÇÃO 6

2 - APLICAÇÕES DA ENERGIA EÓLICA 8

2.1 – NAVEGAÇÃO 8

2.2 - MOINHOS DE VENTO 8

2.4 - GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 9

3 - COMPONENTES DE UM SISTEMA EÓLICO 9

4 - COMO FUNCIONA O SISTEMA EÓLICO 11

5 - APLICAÇÕES DO SISTEMA EÓLICO 12

5.1 - SISTEMAS ISOLADOS 12

5.2 – SISTEMAS HÍBRIDOS 13

5.3 – SISTEMAS INTERLIGADOS À REDE 13

6 – ENERGIA EÓLICA NO MUNDO 14

6.1 - CAPACIDADE INSTALADA 15

6.2 - MAIORES PRODUTORES 15

6.3 - ENERGIA EÓLICA NOS ARRANHA-CÉU 16

6.4 - AS MICROEÓLICAS 18

7 - ENERGIA EÓLICA NO BRASIL 19

7.1 - POTENCIALIDADE EÓLICA 19

7.2 - CAPACIDADE INSTALADA 20

7.3 – PROJETOS NO BRASIL 21

8 – CUSTOS 22

8.1 - CUSTOS DE INVESTIMENTOS 22

8.2 - CUSTO DA ENERGIA 22

9 - VANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA 23

10 - DESVANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA 24

11 – CONCLUSÃO 25

12 - BIBLIOGRAFIA 25

1- INTRODUÇÃO

O vento é o ar em movimento devido ao aquecimento desigual da superfície da terra pelo sol. A terra e sua faixa de ar, a atmosfera, recebem mais calor solar próximo ao Equador do que nas regiões polares. Mesmo assim, as regiões equatoriais não ficam mais quentes a cada ano, nem as polares ficam mais frias. É o movimento do ar ao redor da terra que ameniza a temperatura extrema e produz ventos na superfície tão úteis para a geração de energia. Como todos os gases, o ar se expande ou aumenta de volume quando aquecido, e contrai e diminui de volume quando resfriado. Na atmosfera o ar quente é mais leve e menos denso que o ar frio e se eleva a altas altitudes quando fortemente aquecido pelo sol. O ar aquecido próximo ao Equador fluirá para cima e então, na direção dos pólos onde o ar próximo a superfície é mais frio. As regiões terrestres próxima aos polis agora tem mais ar, pressionando as, e o ar da superfície mais fria tende a desligar dessa áreas e movimentarem-se na direção do Equador.

A força motora primaria da brisa do mar é a diferença de temperatura ente a terra e o mar. Quando essa diferença é grande e diurna, podem ser esperadas brisas marinhas relativamente fortes durante as horas da tarde e no começo da noite. As brisas marinhas mais intensas são encontradas naquelas regiões subtropicais, ao longo da costa dos continentes onde haja oceano frio. É precisamente nessa regiões que o vento predominante é geralmente fraco e a brisa marinha local é na verdade quase a única fonte de energia eólica por grande parte do ano.

A topografia ou características físicas do solo, influencia fortemente as características do vento. As montanhas impedem a passagem uniforme dos ventos, o ar canalizado ao redor ou através das aberturas frequentemente aumento os ventos fortes locais, idéias para geradores de energia eólica. A quantidade de energia disponível no vento varia de acordo com as estações e as horas do dia. A topografia e a rugosidade do solo também têm grande influencia na distribuição de freqüência de ocorrência de velocidade do vento em um local. Além disso, a quantidade de energia eólica extraível numa região depende das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados.

2 - APLICAÇÕES DA ENERGIA EÓLICA.

2.1- Navegação.

Barcos a Vela

No mar o vento já era empregado para mover barcos a vela de pano em 3.500 a.C.

2.2- Moinhos de vento.

Moinho de Vento

Em terra os primeiros moinhos de vento talvez tenham aparecidos na Pérsia por volta de 700 d.C. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica e consequentemente utilizada na moagem de grãos (fabricação de farinhas), na irrigação de terras áridas e ainda na drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

2.3- Geração de Energia Elétrica.

Aerogeradores

Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores (grandes turbinas), colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um cata-vento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador produz energia eólica.

3- COMPONENTES DE UM SISTEMA EÓLICO

Um sistema eólico é constituído por vários componentes que devem trabalhar em harmonia de forma a proporcionar um maior rendimento final. Para efeito de estudo global da conversão eólica devem ser considerados os seguintes componentes:

Vento: É o principal elemento, ele determina à disponibilidade energética do local destinado a instalação do sistema eólico.

Rotor: É o componente do sistema eólico responsável por captar a energia cinética dos ventos e transformá-la em energia mecânica de rotação. É o componente mais característico de um sistema eólico. Por este motivo, a configuração do rotor influenciara diretamente no rendimento global do sistema.

Transmissão e Caixa Multiplicadora: A transmissão que engloba a caixa multiplicadora possui a finalidade de transmitir a energia mecânica entregue pelo eixo do rotor até o gerador.

Gerador Elétrico: Responsável pela transformação da energia mecânica de rotação em energia elétrica através de equipamentos de conversão eletromecânica.

Mecanismo de Controle: Destinam-se à orientação do rotor, ao controle de velocidade, ao controle de carga, etc. Pela variedade de controle existe uma enorme variedade de mecanismos que podem ser mecânicos (velocidade, passo, freio), aerodinâmicos (posicionamento do rotor) ou eletrônicos (controle de carga).

Torre: As torres são necessárias para sustentar e posicionar o rotor a uma altura conveniente para o seu funcionamento. É um item estrutural de grande porte e de elevada contribuição do custo inicial do sistema. Em geral, as torre são fabricadas de metal (treliça ou tubular) ou de concreto e podem ser ou não sustentadas por cabos tensores.

Sistema de Armazenamento: Também chamado de banco de baterias, pode ser necessária a utilização desse sistema devido a mudança de comportamento do vento ao longo do tempo, ele garante o fornecimento de energia adequando a demanda.

Transformador: Responsável pelo acoplamento elétrico entre o aero gerador e a rede elétrica.

Acessórios: Englobam todos os itens de apoio necessários ao funcionamento do sistema eólico. Incluem-se transmissões, freios, embreagens, eixos, acoplamentos e mancais que não apresentam nenhum problema tecnológico aos sistemas eólicos.

O rendimento global do sistema eólico relaciona a potencia disponivel do vento com a potencia final que é entregue pelo sistema. Os rotores eólicos ao extraírem a energia do vento reduzem a sua velocidade; ou seja, a velocidade do vento frontal ao rotor é maior do que a velocidade do vento atrás do rotor. Uma redução muito grande de velocidade faz com que o ar circule em volta do rotor, ao invés de passar através dele.

4- COMO FUNCIONA O SISTEMA EÓLICO

Um aero gerador consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, que por sua vez é movida pela força do vento. A hélice pode ser vista como um motor a vento, cujo único combustível é o vento.

A quantidade de eletricidade que pode ser gerada pelo vento depende, a grosso modo, de quatro fatores: da quantidade de vento que passa pela hélice, do diâmetro da hélice, a dimensão do gerador e o rendimento de todo o sistema.

As turbinas são, em principio, instrumentos razoavelmente simples. O gerador é ligado através de um conjunto acionador a um rotor constituído de um cudo e duas ou três pás. O vento aciona o rotor que faz girar o gerador e converte esta energia mecânica captada pelas pás em energia elétrica.

A quantidade de energia disponível no vento varia de acordo com as estações e as horas do dia. A topografia e a rugosidade do solo também têm grande influencia na distribuição de freqüência de ocorrência de velocidade do vento em um local. Alem disso, a quantidade de energia eólica extraível Neuma região depende das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistema de conversão de energia eólica instalados.

Os aerogeradores precisam agrupar-se em parques eólicos (concentrações de aerogeradores), necessários para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão quando de trate de requisitos limitados de energia elétrica.

5- APLICAÇÕES DO SISTEMA EÓLICO

Um sistema eólico pode ser utilizado em três aplicações distintas: sistemas isolados, sistemas híbridos e sistemas interligados a rede. Os sistemas obedecem a uma configuração básica, necessitam de uma unidade de controle de potencia e, em determinados casos, conforme aplicação, de uma unidade de armazenamento.

5.1- Sistemas Isolados

Os sistemas isolados de pequeno porte, em geral, utilizam alguma forma de

armazenamento de energia. Este armazenamento pode ser feito através de baterias ou na forma de energia potencial gravitacional com a finalidade de armazenar a água bombeada em reservatórios elevados para posterior utilização

Alguns sistemas isolados não necessitam de armazenamento, como no caso dos sistemas para irrigação onde toda água bombeada é diretamente consumida.

Os sistemas que armazenam energia em baterias necessitam de um dispositivo para controlar a carga e a descarga da bateria. O controlador de uma carga tem como principal objetivo não deixar que haja danos ao sistema de bateria por sobrecargas ou descargas profundas

Para alimentação de equipamentos que operem com corrente alternada (CA) é necessário a utilização de um inverso. Estes inversos podem ser de estado sólido (eletrônico) ou rotativo (mecânico).

5.2- Sistemas Híbridos

Os sistemas híbridos são aqueles que apresentam mais de uma fonte de

energia como, por exemplo, turbinas eólicas, geradores Diesel, módulos

fotovoltaicos, entre outras. A utilização de várias formas de geração de energia

elétrica aumenta a complexidade do sistema e exige a otimização do uso de

cada uma das fontes. Nesses casos, é necessário realizar um controle de

todas as fontes para que haja máxima eficiência e otimização dos fluxos

energéticos na entrega da energia para o usuário.

Em geral, os sistemas híbridos são empregados em sistemas de médio

porte destinados a atender um número maior de usuários. Por trabalhar com

cargas em corrente alternada, o sistema híbrido também necessita de um

inversor. Devido à grande complexidade de arranjos e multiplicidade de

opções, a forma de otimização do sistema torna-se um estudo particular a cada

caso.

5.3- Sistemas Interligados à Rede

Os sistemas interligados a rede não necessitam de sistemas de armazenamento de energia, pois, toda geração é entregue diretamente a rede elétrica. Estes sistemas representam uma fonte complementar ao sistema elétrico de grande porte ao qual estão interligados.

Os sistemas eólicos interligados a rede apresentam as vantagens inerentes aos sistemas de geração distribuída tais como: a redução de perdas, o custo evitado de expansão de rede e a geração na hora de ponta quando o regime dos ventos coincide com o pico da curva de carga.

6- ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

A energia eólica pode garantir 10% das necessidades mundiais de eletricidade ate 2020, e pode criar 1,7 milhões de novos empregos e reduzir a emissão global de dióxido de carbono na atmosfera em mais de 10 bilhões de toneladas.

A primeira turbina eólica comercial ligada a rede elétrica foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo. Recentemente, na Dinamarca foi inaugurada a maior fazendo eólica, off-shore, do mundo.

A capacidade mundial de geração de energia eólica cresceu 18,6% em 2012, em relação ao ano anterior, totalizando 282,48 mil MW (megawatts).

De acordo com o levantamento divulgado no dia 11/maio/2013, pelo GWEC (Conselho Global de Energia Eólica), a China continua liderando a lista dos maiores geradores eólicos do mundo, com a capacidade instalada de 75,5 mil MW. O montante representou um aumento de 21,1% em relação à potencia instalada no fim de 2011.

Ainda, segundo GWEC, os Estados Unidos se destacaram entre os maiores produtores eólicos do mundo, com crescimento de 27,8% da capacidade instalada somando 46,9 mil MW ao fim de 2012.

6.1- Capacidade Instalada

De acordo com a pesquisa do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), em 2009, a capacidade da América Latina passou de 653 MW pra 1,247 GW, enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos tem uma capacidade de 35 GW, a China de 25 GW a Índia de 11 GW e a Europa de 76 GW.

6.2- Os Maiores Produtores.

Maiores Produtores até 2008

O vice-diretor do Departamento da Energia Renovável da Administração Nacional de Energia da China, Shi Lishan, afirmou que no final de 2009, a capacidade instalada de energia eólica na China atingiu 25 milhões de quilowatts, ficando no segundo lugar do mundo. Shi Lishan afirmou que esse volume em 2005 era de somente 1,27 milhões de quilowatts. A China manteve a tendência acelerada di desenvolvimento no setor, com um aumento considerável de quatro anos consecutivos. Segundo Shi, a China dava mais atenção ao plano de rede elétrica e as usinas de energia eólica. Ao mesmo tempo, o país também acelerava a captação de energia eólica no mar.

6.3- Energia Eólica nos Arranha-Céu.

Bahrain World Trade Center

O Bahrain World Tarde Center começou a ser construído em 2004 pela companhia dinamarquesa Ramboll e foi inaugurado em 2008, ele tem 50 andares, mede 240 metros de altura e é o primeiro arranha céu equipado com turbinas eólicas. As turbinas foram fabricadas pela companhia dinamarquesa NORWIN, especializada em energia eólica

Cada uma das 3 turbinas mede 29 metros de diâmetro e tem uma potencia de 225 KW e juntas geram 675 KW, entre 11 e 15% da energia consumida pelo arranha-céu.

Comissionamento das turbinas do Bahrain World Trade Center

Castle House, em Londres

Em 2010 foi inaugurado o segundo edifício com turbinas eólicas (3 turbinas de 20 KW cada da companhia dinamarquesa Norwin), o Castle House, em Londres.

6.4- As Microeólicas

Um novo conceito de geração eólica começou a ganhar mais espaço em todo o mundo, inclusive no Brasil. As microeolicas consistem na geração de energia renovável a partir do vento em menos escala, residencial, pequenos negócios entre outros. São pequenas turbinas eólicas que podem ser instaladas no quintal de casa. Elas capturam o vento e transforma esta energia em eletricidade.

As microeolicas produzidas pela empresa japonesa Shinko Eletric possuem pás na vertical e utilizam a força do vento de forma similar a asa de um avião.

De acordo com o gerente de meio ambiente do Banco Sumitomo Mitsui, Hajime Uchida, a Gentle Brezze é uma energia inteligente que já esta no mercado japonês desde 2008, sendo produzida na Europa e nos Estados Unidos. Com pás de 2 metros e rotor com 1,8 a 3,25 metros e gerando ate 2,26 KW, dependendo do modelo essas microeolicas entram em funcionamento com ventos de apenas 2 m/s (7,2 km/h) e podem ser instaladas no topo de edifícios, barcos, jardins residências, em estádios, hospitais e outras construções. No caso de ventos leves, pode contar com o auxilio de placas fotovoltaicas, outra fonte renovável de graça.

7- ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

Apesar de um território vasto com ótimo potencial de geração de energia elétrica utilizando o vento, o Brasil produz cerca de 1.200 megawatss, correspondendo a apenas 0,6% de participação no sistema elétrico nacional. São apenas 46 parques eólicos (usinas eólicas) em todo território nacional (dados de 2012).

Porem a energia eólica vem aumentando nos últimos anos sua participação no contexto energético brasileiro. Desde a criação do Proinfa (Programa de Incentivo as Fontes Alternativas de Energia Elétrica), e, posteriormente, os sucessivos leilões de compra e venda deste tipo de energia, a participação na matriz elétrica brasileira passou de pouco mais de 20 MW para aproximadamente 1.180 MW.

7.1- Potencialidade Eólica

“Os investidores sempre fazem suas próprias medições, mas o atlas é um indicativo que mostra onde eles devem focar”, explica um pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). No atlas antigo, com medições feitas a altura de ate 50 metros, o potencial brasileiro foi estimado em 143,5 GW. Com o desenvolvimento da tecnologia as torres eólicas ficariam cada vez maiores, o que deixou o mapeamento anterior defasado.

Porém, a boa noticia é que o governo federal contratou nos últimos dois anos 141 novos empreendimentos que deverão estar em operação até o final de 2013. Com estes novos parques eólicos, passaremos a produzir cerca de 5 mil megawatts, passando para 4,2% de participação nos sistema elétrico nacional. Esta expansão está atraindo grandes empresas internacionais que apostam no crescimento deste tipo de energia no Brasil.

7.2- Capacidade Instalada

São 59 parques eólicos atualmente em operação. E mais 141 novos empreendimentos, a serem entregue ate 2013, investimentos estes de R$ 16 bilhões.

Principais Parques Eólicos no Brasil:

 Complexo Eólico Alto Sertão I: Localizado no semiarido baiano, é o maior parque gerador de energia eólica do Brasil e também da América Latina. As 184 torres geram 294 megawatts de energia (cerca de 30% de toda energia eólica gerada no Brasil). Inaugurado em julho de 2012, o complexo pertence a empresa Renova energia e teve o investimento de 1,2 bilhão de reais.

 Parque Eólico de Osório: Instalado no município gaucho de Osório, é o segundo maior centro de geração de energia eólica no Brasil (em 2011). Possui a capacidade instalada de 150 megawatts.

 Usina de Energia Eólica de Praia Formosa: Instalada na cidade de Camocim (Ceará). Possui a capacidade instalada de 104 megawatts.

 Parque Eólico Alegria: Instalado na cidade de Guamaré (Rio Grande do Norte). Possui capacidade instalada de 51 megawatts.

 Parque Eólico do Rio de Fogo: Instalado na cidade de Rio de Fogo (Rio Grande do Norte). Possui capacidade instalada de 41 megawatts.

 Parque Eólico Eco Energy: Instalado na cidade de Beberibe (Ceará). Possui capacidade instalada de 25 megawatts.

7.3- Projetos no Brasil

O compromisso estabelecido pelo governo é diversificar a matriz energética, organizar leilões que contratem a energia pelo menos preço e que garantam a sustentabilidade ambiental. A energia eólica é uma opção complementar a fonte hidrelétrica, predominante no sistema brasileiro.

A expectativa para os próximos dez anos é de que a capacidade instalada no País aumente em 63.400 MW. Deste montante, 18 GW devem ser produzidos a partir das fontes alternativas complementares, entre elas a energia eólica. O Brasil é o País mais promissor do mundo em termos de produção de energia eólica, na avaliação do Global Win Energy Council, organismo internacional que reúne entidades e empresas relacionadas a produção desse tipo de energia.

A região que se destaca é a Nordeste: mapas eólicos desenvolvidos pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica apontam que a área tem uma das melhores jazidas do mundo, contam com boa velocidade de vento, baixa turbulência e uniformidade. O potencial total é estimado em 30 mil MW. Em termos estratégicos, este tipo de matriz é importante, porque os ventos são mais fortes nos períodos de seca (entre junho e dezembro), quando a produção das hidrelétricas tende a cair.

8- CUSTOS

8.1- Custo de Investimento

Os custos de investimento na produção por KW/h de energia Eólica, são 50% mais caros que os de uma Hidrelétrica. Este é um dos motivos que inviabiliza um maior investimento desse tipo de geração de energia no país.

8.2- Custo da Energia

O preço por megawatt-hora (MWh) estabelecido no Brasil para o fornecimento de energia reserva era de R$ 189, enquanto o teto definido na licitação paras as usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira foi de R$ 91 (UHE Jirau), em 2008, e R$ 122 (UHE Santo Antonio) em 2007. Estes preços de hidroeletricidade foram marcados por até 35% em leiloes de 2008 e 2007; o fornecimento de energia foi negociado a R$ 71,4 / MWh no caso de Jirau, e R$ 78,9 / MWh para a usina de Santo Antonio.

Já no leilão da Aneel, realizado em 27 de agosto de 2010, o preço da energia de origem eólica ficou em R$ 130,8 / MWh, tendo sido inferior ao da biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

No leilão de agosto de 2011, o preço da energia eólica atingiu um novo patamar, ainda mais baixo, R$ 99,58 / MWh, ficando até mais barato que a energia termoelétrica a gás natural. Neste leilão foi vendido mais de 1.900 MW, valor maior que o total de energia eólica instalado no país ate o momento, assim, a produção de energia eólica no país vai mais que dobrar até 2014, ano dos projetos vendidos no leilão.

9- VANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA

VANTAGENS PARA A COMUNIDADE EM GERAL

 Fonte Inesgotável;

 Não emite gases poluentes nem geram resíduos;

 Diminui a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

VANTAGENS PARA AS COMUNIDADES ONDE SE INSEREM OS PARQUES EÓLICOS

 Os parques eólicos são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado;

 Criação de emprego;

 Geração de investimento em zonas desfavorecidas;

 Benefícios financeiros (proprietários e zonas camarárias).

VANTAGENS PARA O ESTADO

 Reduz a elevada dependência energética do exterior, nomeadamente a dependência em combustíveis fósseis;

 Poupança devido a menor aquisição de direitos de emissão de CO2 por cumprir o protocolo de Quioto e diretivas comunitárias e menores penalizações por não cumprir;

 Possível contribuição da cota de GEE para outros setores da atividade econômica;

 É uma das fontes mais baratas de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais.

VANTAGENS PARA OS PROMOTORES

 Os aerogeradores não necessitam de abastecimento de combustível e requerem escassa manutenção, uma vez que só se procede a sua revisão em cada seis meses;

 Excelente rentabilidade do investimento. Em menos de seis meses, o aerogerador recupera a energia gasta com o seu fabrico, instalação e manutenção.

10- DESVANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA

 A intermitência, ou seja, nem sempre o vento sopra quando a eletricidade é necessária, tornando difícil a integração da sua produção no programa de exploração;

 Pode ser ultrapassado com as pilhas de combustível (H2) ou com a técnica da bombagem hidroelétrica;

 Provoca um impacto visual considerável, principalmente para os moradores em redor, a instalação dos parques eólicos gera uma grande modificação da paisagem;

 Impacto sobre as aves do local: principalmente pelo choque destas nas pás, efeitos desconhecidos sobre a modificação de seus comportamentos habituais de migração;

 Impacto sonoro: o som do vento bate nas pás produzindo um ruído constante (43dB(A)). As habitações mais próximas deverão estar, no mínimo a 200m de distância.

11- CONCLUSÃO

Nota-se que o aproveitamento eólico tem sido desenvolvido de maneira efetiva para o aumento de geração de energia elétrica nos países desenvolvidos atraídos pela sustentabilidade de uma fonte renovável e inesgotável, associados a uma política de desenvolvimento limpo para este setor, sendo assim, comprometendo-se com a diminuição do lançamento de gases poluentes na atmosfera como determina o tratamento de Kioto. Nos países desenvolvidos o volume de energia a ser produzido viabiliza os investimentos que acarreta a diminuição dos custos dos equipamentos.

12 – BIBLIOGRAFIA

www.mma.gov.br/clima/energia/energias-renovaveis/energia-eolica

pt.wikipedia.org/wiki/Energia_renovável_no_Brasil

www.brasil.gov.br › Sobre › Economia › Energia › Matriz energética