Trabalho Completo Estrutura E Análise Das Demonstrações Financeiras

Estrutura E Análise Das Demonstrações Financeiras

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Categoria: Ciências Sociais

Enviado por: DIONEN 29 abril 2012

Palavras: 4296 | Páginas: 18

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

DIEGO FRAZÃO DA SILVA – RA: 238102

DIMAS MELO CARDOSO – RA 270906

DIONEN HENRIQUE RIBEIRO SILVA – RA: 65124

ELISOMAR DA SILVA VIEIRA – RA: 229772

ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

TUCURUÍ, PA

2012

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

RESUMO

Nesse trabalho é apresentada a análise financeiro-econômica das demonstrações financeiras das Indústrias Romi S. A. – Companhia Aberta, através de técnicas que se utilizam de diversos índices. E ao final dessa análise foi produzido um relatório que traz o parecer geral a respeito da saúde econômica, financeira e patrimonial da entidade, quantitativa e qualitativamente, considerando as variações ocorridas do ano de 2007 para 2008.

Palavras-chave: Índices; Técnicas de análise; Saúde econômica, financeira e patrimonial.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 6

2. ETAPA 01 7

2.1. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL 7

2.1.1. Análise Vertical do Ativo 7

2.1.2. Análise Vertical do Passivo 8

2.1.3. Análise Vertical da DRE 9

2.1.4. Análise Horizontal do Ativo 10

2.1.5. Análise Horizontal do Passivo 11

2.1.6. Análise Horizontal da DRE 12

2.2. INTERPRETAÇÃO DAS VARIAÇÕES 13

2.2.1. Nas Vendas 13

2.2.2. Nos Custos dos Produtos Vendidos 13

2.2.3. Na Margem Bruta 14

2.2.4. Nas Despesas Operacionais 14

2.2.5. Nas Contas Patrimoniais 15

3. ETAPA 02 17

3.1. QUADRO-RESUMO DOS ÍNDICES 17

3.1.1. Estrutura de Capital 17

3.1.2. Liquidez 18

3.1.3. Rentabilidade 19

3.1.4. Dependência Bancária 20

3.2. OPINIÃO SOBRE A REALIDADE DO LUCRO 21

4. ETAPA 03 22

4.1. RENTABILIDADE DO ATIVO PELO MÉTODO DUPONT 22

4.1.1. Giro do Ativo 22

4.1.2. Margem de Lucro 23

4.1.3. Rentabilidade do Ativo 23

4.2. SOLVÊNCIA 23

4.2.1. Índices 23

4.2.2. Situação da Empresa 24

4.2.3. Termômetro de Insolvência 24

4.3. DIAGRAMA ESTRATÉGICO QUALITATIVO 25

5. ETAPA 04 26

5.1. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO 26

5.1.1. Necessidade de Capital de Giro 26

5.2. CICLO OPERACIONAL E CICLO DE CAIXA 26

5.2.1. Prazo Médio de Rotação dos Estoques 26

5.2.2. Prazo Médio de Recebimento das Vendas 26

5.2.3. Prazo Médio de Pagamento das Compras 27

5.2.4. Ciclo Operacional 27

5.2.5. Ciclo Financeiro ou de Caixa 27

5.3. RELATÓRIO GERAL 28

CONCLUSÃO 31

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 32

1. INTRODUÇÃO

A Estrutura e Análise das Demonstrações financeira são de fundamental importância no cotidiano de uma empresa. E o profissional que atua nesta área é o administrador de finanças que tem o papel de analisar, planejar e controlar todos os recursos financeiros da empresa.

Para desenvolver o seu trabalho, o administrador de finanças precisa conhecer as estruturas e finalidades de cada demonstração financeira e como saber analisar cada uma delas. Além disso, deve estar muito bem informado sobre as mudanças no mercado financeiro. O Contador, que age juntamente com o administrador e tem papel fundamental, haja vista, que é ele quem gera essas informações.

As demonstrações financeiras básicas são: Balanço Patrimonial (apresenta a situação patrimonial da empresa confrontando com os seus Ativos e Passivos ou Patrimônio Líquido); Demonstração do Resultado do Exercício (tem por finalidade apresentar um resumo dos resultados financeiros das operações da empresa em um determinado período) e Fluxo de Caixa (relata como o Capital Circulante da empresa foi utilizado ou modificado).

Estas análises oferecem uma visão clara da situação financeiro-econômica da empresa, identificando seus pontos fortes e fracos e mostrando sua evolução durante os anos. Com as análises das evoluções da empresa é possível projetar situações que a empresa pode vivenciar num futuro próximo. As análises da situação financeira e econômica da empresa Romi S.A. proporcionaram identificar os seus pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades e ainda a viabilidade dos retornos dos investimentos na empresa serem maiores que os investimentos em títulos do Governo.

Neste trabalho iremos apresentar uma Análise criteriosa da Empresa Romi S/A, mostrando a evolução da mesma de 2007 para 2008. Utilizaremos de todos os índices estudados em sala de aula e ao final disto, apresentaremos um parecer sob a saúde financeira da empresa e se a mesma está apta a receber créditos e instituições financeiras.

2. ETAPA 01

2.1. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL

2.1.1. Análise Vertical do Ativo

Análise Vertical do Ativo do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

ATIVO 2008 2007

R$ A.V R$ A.V

Circulante 886.876 53,33 % 786.840 58,64 %

Caixa e Equivalentes de Caixa 135.224 8,13 % 189.010 14,09 %

Títulos Mantidos Para Negociação 53.721 3,23 % 111.512 8,31 %

Duplicatas a Receber 77.463 4,66 % 62.888 4,69 %

Valores a Receber - Repasse Finame Fabricante 306.892 18,45 % 223.221 16,64 %

Partes Relacionadas - 0,00 % - 0,00 %

Estoques 285.344 17,16 % 183.044 13,64 %

Impostos e Contribuições a Recuperar 17.742 1,07 % 11.537 0,86 %

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 3.243 0,20 % 2.149 0,16 %

Outros Créditos 7.247 0,44 % 3.479 0,26 %

Não Circulante 776.103 46,67 % 554.897 41,36 %

Realizável a Longo Prazo 514.195 30,92 % 425.231 31,69 %

Duplicatas 1.686 0,10 % 1.149 0,09 %

Valores a Receber - Repasse Finame Fabricante 479.371 28,83 % 409.896 30,55 %

Partes Relacionadas - 0,00 % - 0,00 %

Impostos e Contribuições a Recuperar 18.245 1,10 % 5.391 0,40 %

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 9.488 0,57 % 5.867 0,44 %

Outros Créditos 5.405 0,33 % 2.928 0,22 %

Investimentos em Controladas, Incluindo Ágio e Deságio - 0,00 % - 0,00 %

Outros Investimentos 3.163 0,19 % 1.935 0,14 %

Imobilizado Líquido 252.171 15,16 % 127.731 9,52 %

Intangível 6.574 0,40 % - 0,00 %

Total do Ativo 1.662.979 100,00 % 1.341.737 100,00 %

2.1.2. Análise Vertical do Passivo

Análise Vertical do Passivo do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

PASSIVO 2008 2007

R$ A.V R$ A.V

Circulante 414.144 24,90 % 312.523 23,29 %

Financiamentos 26.375 1,59 % 29.498 2,20 %

Financiamentos - Finame Fabricantes 270.028 16,24 % 192.884 14,38 %

Fornecedores 31.136 1,87 % 25.193 1,88 %

Salários e Encargos Sociais 33.845 2,04 % 35.934 2,68 %

Impostos e Contribuições a Recolher 7.357 0,44 % 8.013 0,60 %

Adiantamentos de Clientes 14.082 0,85 % 9.702 0,72 %

Dividendos e Juros Sob o Capital Próprio 11.777 0,71 % 2.375 0,18 %

Participações a Pagar 4.500 0,27 % 4.400 0,33 %

Outras Contas a Pagar 15.044 0,90 % 4.524 0,34 %

Provisão Para Passivo Descoberto – Controlada - 0,00 % - 0,00 %

Partes Relacionadas - 0,00 % - 0,00 %

Não Circulante 567.056 34,10 % 405.770 30,24 %

Financiamentos 68.943 4,15 % 49.306 3,67 %

Financiamentos - Finame Fabricante 453.323 27,26 % 348.710 25,99 %

Impostos e Contribuições a Recolher 3.578 0,22 % 1.896 0,14 %

Provisão Para Passivos Eventuais 2.073 0,12 % 1.659 0,12 %

Outras Contas a Pagar 9.626 0,58 % - 0,00 %

Deságio em Controladas 29.513 1,77 % 4.199 0,31 %

PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA 2.536 0,15 % 1.871 0,14 %

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 679.243 40,84 % 621.573 46,33 %

Capital Social 489.973 29,46 % 489.973 36,52 %

Reserva de Capital 2.052 0,12 % 2.052 0,15 %

Ajuste de Avaliação Patrimonial - 349 - 0,02 % - 968 - 0,07 %

Reserva de Lucros 187.567 11,28 % 130.516 9,73 %

Total do Passivo e do Patrimônio Líquido 1.662.979 100,00 % 1.341.737 100,00 %

2.1.3. Análise Vertical da DRE

Análise Vertical da DRE das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

DRE 2008 2007

R$ A.V R$ A.V

RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA 696.124 100,00 % 631.988 100,00 %

Custo dos Produtos e Serviços Vendidos - 416.550 - 59,84 % - 359.903 - 56,95 %

LUCRO BRUTO 279.574 40,16 % 272.085 43,05 %

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS - 168.011 - 24,14 % - 145.290 - 22,99 %

Vendas - 65.927 - 9,47 % - 59.786 - 9,46 %

Gerais e Administrativas - 63.800 - 9,17 % - 45.428 - 7,19 %

Pesquisa e desenvolvimento - 28.766 - 4,13 % - 26.340 - 4,17 %

Honorários da Administração - 8.278 - 1,19 % - 8.025 - 1,27 %

Tributarias - 2.913 - 0,42 % - 6.742 - 1,07 %

Resultado da Equivalência Patrimonial - - - -

Outras Receitas Operacionais Líquidas 1.673 0,24 % 1.031 0,16 %

LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 111.563 16,03 % 126.795 20,06 %

RESULTADO FINANCEIRO 35.303 5,07 % 27.922 4,42 %

Receita Financeira 36.950 5,31 % 30.508 4,83 %

Despesas Financeiras - 5.061 - 0,73 % - 5.048 - 0,80 %

Variação Cambial Ativa 10.752 1,54 % - 3.796 - 0,60 %

Variação Cambial Passiva - 7.338 - 1,05 % 6.258 0,99 %

LUCRO OPERACIONAL 146.866 21,10 % 154.717 24,48 %

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - - - -

Corrente - 33.324 - 4,79 % - 27.457 - 4,34 %

Diferido 4.715 0,68 % 1.914 0,30 %

LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPACOES 118.257 16,99 % 129.174 20,44 %

Participação Minoritária - 881 - 0,13 % - 555 - 0,09 %

Participação da Administração - 4.423 - 0,64 % - 4.400 - 0,70 %

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 112.953 16,23 % 124.219 19,66 %

2.1.4. Análise Horizontal do Ativo

Análise Horizontal do Ativo do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

ATIVO 2008 2007

R$ A.H R$ A.H

Circulante 886.876 112,71 % 786.840 100,00 %

Caixa e Equivalentes de Caixa 135.224 71,54 % 189.010 100,00 %

Títulos Mantidos Para Negociação 53.721 48,18 % 111.512 100,00 %

Duplicatas a Receber 77.463 123,18 % 62.888 100,00 %

Valores a Receber - Repasse Finame Fabricante 306.892 137,48 % 223.221 100,00 %

Partes Relacionadas - - - -

Estoques 285.344 155,89 % 183.044 100,00 %

Impostos e Contribuições a Recuperar 17.742 153,78 % 11.537 100,00 %

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 3.243 150,91 % 2.149 100,00 %

Outros Créditos 7.247 208,31 % 3.479 100,00 %

Não Circulante 776.103 139,86 % 554.897 100,00 %

Realizável a Longo Prazo 514.195 120,92 % 425.231 100,00 %

Duplicatas 1.686 146,74 % 1.149 100,00 %

Valores a Receber - Repasse Finame Fabricante 479.371 116,95 % 409.896 100,00 %

Partes Relacionadas - - - -

Impostos e Contribuições a Recuperar 18.245 338,43 % 5.391 100,00 %

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 9.488 161,72 % 5.867 100,00 %

Outros Créditos 5.405 184,60 % 2.928 100,00 %

Investimentos em Controladas, Incluindo Ágio e Deságio - - - -

Outros Investimentos 3.163 163,46 % 1.935 100,00 %

Imobilizado Líquido 252.171 197,42 % 127.731 100,00 %

Intangível 6.574 100,00 % - -

Total do Ativo 1.662.979 123,94 % 1.341.737 100,00 %

2.1.5. Análise Horizontal do Passivo

Análise Horizontal do Passivo do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

PASSIVO 2008 2007

R$ A.H R$ A.H

Circulante 414.144 132,52 % 312.523 100,00 %

Financiamentos 26.375 89,41 % 29.498 100,00 %

Financiamentos - Finame Fabricantes 270.028 140,00 % 192.884 100,00 %

Fornecedores 31.136 123,59 % 25.193 100,00 %

Salários e Encargos Sociais 33.845 94,19 % 35.934 100,00 %

Impostos e Contribuições a Recolher 7.357 91,81 % 8.013 100,00 %

Adiantamentos de Clientes 14.082 145,15 % 9.702 100,00 %

Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio 11.777 495,87 % 2.375 100,00 %

Participações a Pagar 4.500 102,27 % 4.400 100,00 %

Outras Contas a Pagar 15.044 332,54 % 4.524 100,00 %

Provisão Para Passivo a Descoberto - Controlada - - - -

Partes Relacionadas - - - 0,00 %

Não Circulante 567.056 139,75 % 405.770 100,00 %

Financiamentos 68.943 139,83 % 49.306 100,00 %

Financiamentos - Finame Fabricante 453.323 130,00 % 348.710 100,00 %

Impostos e Contribuições a Recolher 3.578 188,71 % 1.896 100,00 %

Provisão Para Passivos Eventuais 2.073 124,95 % 1.659 100,00 %

Outras Contas a Pagar 9.626 100,00 % - 0,00 %

Deságio em Controladas 29.513 702,86 % 4.199 100,00 %

PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA 2.536 135,54 % 1.871 100,00 %

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 679.243 109,28 % 621.573 100,00 %

Capital Social 489.973 100,00 % 489.973 100,00 %

Reserva de Capital 2.052 100,00 % 2.052 100,00 %

Ajuste de Avaliação Patrimonial -349 36,05 % -968 100,00 %

Reserva de Lucros 187.567 143,71 % 130.516 100,00 %

Total do Passivo e do Patrimônio Líquido 1.662.979 123,94 % 1.341.737 100,00 %

2.1.6. Análise Horizontal da DRE

Análise Horizontal da DRE das Indústrias Romi S.A

(Valores expressos em milhares de reais)

DRE 2008 2007

R$ A.H R$ A.H

RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA 696.124 110,15 % 631.988 100,00 %

Custo dos Produtos e Serviços Vendidos - 416.550 115,74 % - 359.903 100,00 %

LUCRO BRUTO 279.574 102,75 % 272.085 100,00 %

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS - 168.011 115.64 % - 145.290 100,00 %

Vendas - 65.927 110,27 % - 59.786 100,00 %

Gerais e Administrativas - 63.800 140,44 % - 45.428 100,00 %

Pesquisa e Desenvolvimento - 28.766 109,21 % - 26.340 100,00 %

Honorários da Administração - 8.278 103,15 % - 8.025 100,00 %

Tributarias - 2.913 43,21 % - 6.742 100,00 %

Resultado da Equivalência Patrimonial - - - -

Outras Receitas Operacionais Líquidas 1.673 162,27 % 1.031 100,00 %

LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 111.563 87,99 % 126.795 100,00 %

RESULTADO FINANCEIRO 35.303 126,43 % 27.922 100,00 %

Receita Financeira 36.950 121,12 % 30.508 100,00 %

Despesas Financeiras - 5.061 100,26 % - 5.048 100,00 %

Variação Cambial Ativa 10.752 - 283,25 % - 3.796 100,00 %

Variação Cambial Passiva - 7.338 - 117,26 % 6.258 100,00 %

LUCRO OPERACIONAL 146.866 94,93 % 154.717 100,00 %

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUICAO SOCIAL - - - -

Corrente - 33.324 121,37 % - 27.457 100,00 %

Diferido 4.715 246,34 % 1.914 100,00 %

LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 118.257 91,55 % 129.174 100,00 %

Participação Minoritária - 881 158,74 % - 555 100,00 %

Participação da Administração - 4.423 100,52 % - 4.400 100,00 %

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 112.953 90,93 % 124.219 100,00 %

2.2. INTERPRETAÇÃO DAS VARIAÇÕES

2.2.1. Nas Vendas

Observa-se um aumento de 10,15% nas vendas, reflexo de um bom desempenho de suas operações e um crescente mercado no setor.

Análise Horizontal

Vendas

2008 2007 A.H

110,15% 100% 10,15%

696.124 631.988 64.136

2.2.2. Nos Custos dos Produtos Vendidos

Constata-se que os custos dos produtos vendidos aumentaram 15,74% de 2007 para 2008. Esse aumento não é expressivo considerando que as receitas tiveram aumento de 10,15% no mesmo período. Nota-se ainda que o percentual dos custos dos produtos vendidos em relação à receita aumentou apenas 2,89%.

Análise Horizontal

Custo dos Produtos e Serviços Prestados Vendas

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

115,74% 100% 15,74% 110,15% 100% 10,15%

416.550 359.903 56.647 696.124 631.988 64.136

Análise Vertical

Custo dos Produtos e Serviços Prestados

2008 2007 A.V

59,84% 56,95 2,89%

416.550 359.903 56.647

2.2.3. Na Margem Bruta

Observa-se que houve uma redução na margem bruta de 43,05% em 2007 para 40,16% em 2008 em relação à receita. Essa redução foi ocasionada pelo aumento dos custos dos produtos vendidos de 56,95% para 59,84% no mesmo período. Essa variação é inversa, pois o aumento dos custos reduz a margem bruta na mesma proporção. Verifica-se, no entanto que a margem bruta em si teve um acréscimo de 2,75%.

Análise Horizontal

Lucro Bruto Custo dos Produtos e Serviços Prestados

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

102,75% 100,00% 2,75% 115,74% 100% 15,74%

279.574 272.085 7.489 416.550 359.903 56.647

Análise Vertical

Lucro Bruto Custo dos Produtos e Serviços Prestados

2008 2007 A.V 2008 2007 A.V

40,16% 43,05% - 2,89% 59,84% 56,95 2,89%

279.574 272.085 7.489 416.550 359.903 56.647

2.2.4. Nas Despesas Operacionais

Analisa-se que houve aumento nas despesas operacionais de 15,64% de 2007 para 2008, tendo como principais responsáveis as despesas com vendas, gerais e administrativas. No entanto esse aumento é justificável já que as vendas aumentaram 10,15% de um ano para o outro, verificando-se apenas 1,15% de aumento das despesas operacionais em relação à receita.

Análise Horizontal

Despesas Operacionais Vendas

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

115,64% 100,00% 15,64% 110,15% 100,00% 10,15%

168.011 145.290 22.721 696.124 631.988 64.136

Análise Vertical

Despesas Operacionais

2008 2007 A.V

24,14% 22,99% 1,15%

168.011 145.290 22.721

2.2.5. Nas Contas Patrimoniais

O Ativo Circulante aumentou em 12,71% no período, tendo como principal contribuinte os estoques que aumentaram 55,89%, certamente fruto de um aumento na produção. Por sua vez o Ativo Circulante teve sua representatividade reduzida em relação ao Ativo Total, conseqüência dos autos investimentos em imobilizados.

Análise Horizontal

Ativo Circulante Estoques

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

112,71% 100,00% 12,71% 155,89% 100,00% 55,89%

886.876 786.840 100.036 285.344 183.044 102.300

Análise Vertical

Ativo Circulante

2008 2007 A.V

53,33% 58,64% - 5,31%

886.876 786.840 100.036

O Ativo Não Circulante teve um aumento considerável de 39,86% devido principalmente ao Imobilizado que quase dobrou seu valor em virtude da ampliação da capacidade produtiva e modernização do parque industrial, aumentando assim em 5,31% sua representatividade em relação ao Ativo Total.

Análise Horizontal

Ativo Não Circulante Imobilizado

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

139,86% 100,00% 39,86% 197,42% 100,00% 97,42%

776.103 554.897 221.206 252.171 127.731 124.440

Análise Vertical

Ativo Não Circulante

2008 2007 A.V

46,67% 41,36% 5,31%

776.103 554.897 221.206

Ao se analisar o Passivo observa-se um considerável aumento tanto no Circulante, de 32,52%, quanto no Não Circulante, de 39,75%. Os principais contribuintes desses aumentos são os financiamentos realizados para ampliação da capacidade produtiva e modernização do parque industrial.

Análise Horizontal

Passivo Circulante Financiamentos a Curto Prazo

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

132,52% 100% 32,52% 133,29% 100% 33,29%

414.144 312.523 101.621 296.403 222.382 74.021

Análise Horizontal

Passivo Não Circulante Financiamentos a Longo Prazo

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

139,75% 100% 39,75 131,22% 100% 31,22%

567.056 405.770 161.286 522.266 398.016 124.250

O Patrimônio Líquido teve um leve aumento de 9,28%, sendo responsável a conta Reserva de Lucros. Verifica-se também que Patrimônio Líquido teve sua representatividade reduzida em relação ao Passivo, em detrimento dos autos financiamentos contratados.

Análise Horizontal

Patrimônio Líquido Reserva de Lucros

2008 2007 A.H 2008 2007 A.H

109,28% 100% 9,28% 143,71% 100% 43,71

679.243 621.573 57.670 187.567 130.516 57.051

3. ETAPA 02

3.1. QUADRO-RESUMO DOS ÍNDICES

3.1.1. Estrutura de Capital

Índice Fórmula Interpretação

Participação de Capital de Terceiros (Capital de Terceiros)/(Passivo Total) x 100

Índice 2008

981.200/1.662.979 x 100=59,00%

Índice 2007

718.293/1.341.737 x 100=53,53% Em 2007 o capital de terceiros representou 53,53 % do total de recursos investidos na empresa, e em 2008 esse percentual aumentou para 59,00 %.

Composição do Endividamento (Passivo Circulante)/(Capital de Terceiros) x 100

Índice 2008

414.144/981.200 x 100=42,21%

Índice 2007

312.523/718.293 x 100=43,51% Do total de capital de terceiros 43,51 % eram a curto prazo em 2007, e em 2008 esse percentual caiu para 42,21 %.

Imobilização do Patrimônio Líquido (Ativo Permanente)/(Patrimônio Líquido) x 100

Índice 2008

261.908/679.243 x 100=38,56 %

Índice 2007

129.666/621.573 x 100=20,86 % Em 2007 a empresa investiu 20,86 % do Patrimônio Líquido no Ativo Permanente, e em 2008 esse percentual aumento para 38,56 %.

Imobilização dos Recursos não Correntes (Ativo Permanente)/(PL+Exigível LP) x 100

Índice 2008

261.908/1.246.299 x 100=21,01 %

Índice 2007

129.666/1.027.343 x 100=12,62 % A empresa utilizou em 2007 12,62 % dos recursos não correntes no financiamento do Ativo Permanente, e em 2008 esse percentual aumentou para 21,01 %.

3.1.2. Liquidez

Índice Fórmula Interpretação

Liquidez Geral (AC+Realizável LP)/(PC+Exigível LP)

Índice 2008

(886.876+514.195)/(414.144+567.056)=1,43

Índice 2007

(786.840+425.231)/(312.523+405.770) =1,69 Em 2007 a empresa tinha recursos a curto e a longo prazo no valor de R$ 1,69 para cada R$ 1,00 de dívida, e em 2008 esse valor caiu para R$ 1,43 para cada R$ 1,00 de dívida.

Liquidez Corrente (Ativo Circulante)/(Passivo Circulante)

Índice 2008

886.876/414.144=2,14

Índice 2007

786.840/312.523=2,52 Em 2007 a empresa tinha recursos no Ativo Circulante no valor de R$ 2,52 para cada R$ 1,00 de dívida. Em 2008 esse valor caiu para R$ 2,14 para cada R$ 1,00 de dívida.

Liquidez Seca (AC-Estoques)/(Passivo Circulante)

Índice 2008

(886.876-285.344)/414.144=1,45

Índice 2007

(786.840-183.044)/312.523=1.93 Em 2007 a empresa tinha recursos a curto prazo no valor de R$ 1,93 para cada R$ 1,00 de dívida, e em 2008 esse valor caiu para R$ 1,45 para cada R$ 1,00 de dívida.

3.1.3. Rentabilidade

Índice Fórmula Interpretação

Giro do Ativo (Vendas Líquidas)/(Ativo Total)

Índice 2008

696.124/1.662.979=0,42

Índice 2007

631.988/1.341.737=0,47 Em 2007 o volume de vendas renovou 0,47 vezes o Ativo Total, e em 2008 esse índice caiu para 0,42.

Margem Líquida (Lucro Líquido)/(Vendas Líquidas) x 100

Índice 2008

112.953/696.124 x 100=16,23 %

Índice 2007

124.219/631.988 x 100=19,66 % Depois de descontados todos os custos e despesas, sobraram 19,66 % das vendas líquidas em 2007, e em 2008 reduziu-se para 16,23 %.

Rentabilidade do Ativo

(Lucro Líquido)/(Ativo Total) x 100

Índice 2008

112.953/1.662.979 x 100=6,79 %

Índice 2007

124.219/1.341.737 x 100=9,26 % Em 2007 a rentabilidade do Ativo ficou em 9,26 %, e em 2008 caiu para 6,79 %.

Rentabilidade do Patrimônio Líquido (Lucro Líquido)/(PL Médio) x 100

Índice 2008

112.953/((679.243+621.573)/2) x 100=17,37 % A empresa rentabilizou o Capita Social em 17,37 % em 2008.

3.1.4. Dependência Bancária

Índice Fórmula Interpretação

Financiamento do Ativo

(Empréstimos e Finan.)/(Ativo Total) x 100

Índice 2008

818.669/1.662.979 x 100=49,23 %

Índice 2007

620.398/1.341.737 x 100=46,24 %

Em 2007 as participações das instituições de créditos representavam 46,24 % do total de investimentos, e em 2008 essas participações aumentaram para 49,23 %.

Participação de Instituições de Créditos no Endividamento

Financiamento/(Capital de Terceiros) x 100

Índice 2008

818.669/981.120 x 100=83,44 %

Índice 2007

620.398/718.293 x 100=86,37 %

Em 2007 os financiamentos representavam 86,37 % do capital de terceiros investido na empresa, e em 2008 houve pequena redução para 83,44 %.

Financiamentos do Ativo Circulante por Instituições Financeiras

(Financiamento CP)/(Ativo Circulante) x 100

Índice 2008

296.403/886.876 x 100=33,42 %

Índice 2007

222.382/786.840 x 100=28,26 %

Em 2007 os financiamentos a curto prazo representavam 28,26 % dos recursos disponíveis no Ativo Circulante da empresa, e em 2008 houve um aumento para 33,42 %.

Duplicatas Descontadas (Duplicatas Descontadas)/(Duplicatas a Receber) x 100 A empresa não apresenta duplicatas descontadas.

3.2. OPINIÃO SOBRE A REALIDADE DO LUCRO

Controvérsia – O Lucro de Nossas Empresas

A economia no Brasil tem ganhado destaques importantes, ate mesmo porque se encontra solidificada no cenário internacional, ficando mais estável diante das crises financeiras que se tem apresentado nos últimos anos. Observamos que para chegarmos a uma pequena analise do lucro de nossas empresas, temos que ver se a política econômica esta sendo trabalhada de forma adequada para que assim ocorra o desenvolvimento do nosso país. Em tão nos perguntamos: Será que os governos estão investindo de fato o que se tem arrecadado com os impostos absurdos? De que formas estão sendo aplicados os recursos financeiros, nas empresas públicas, nos hospitais, na educação, saúde, na agricultura, agropecuária, etc.? Bem sabemos que na realidade se tem melhorado, mas ainda há muito que fazer para que todo esse leque de contexto social e desenvolvimento das empresas caminhem juntos e que no final todos saiam ganhando o seus míseros lucros oficialmente apresentados nos balanços patrimoniais, mas onde estão os caixas dois? Podem estar em diferentes hipóteses, pode ser que esteja em nome de outras empresas, laranja, parentes, familiares dos proprietários, sócios das companhias. Diante dessas hipóteses suponhamos que o lucro das empresas seja muito mais que 2,3%, talvez 3%, 5% ou mais quem sabe! E os impostos, digamos que sejam ilimitados a sua variação nas compras de mercadorias utensílios, imóveis, automóveis, eletrodomésticos, em fim, é claro que pagamos mais que 52% de impostos cobrados pelo governo.

Muitas pessoas têm uma visão equivocada com relação ao lucro das empresas. Acham que o fato de o dono de determinada empresa possuir mais carros e imóveis traz uma visão contraria do que seria o lucro das empresas. Claro que não discordamos totalmente dessa visão, haja vista, que o enriquecimento acelerado de bens de um empresário nos faz pensar que aquela empresa fatura muito mais e seus lucros são muito maiores. Porem, ao analisarmos as demonstrações financeiras e contábeis dessas empresas, verificamos que desses lucros, são subtraídos diversos encargos (impostos, encargos trabalhista, despesas operacionais), o que nos leva a ter uma visão muito mais maleável com relação ao lucro. No entanto, quem atua na área contábil, sabe que essas demonstrações nem sempre evidenciam a situação real da empresa, apenas aquilo que foi registrado. Os empresários estão cada vez mais astutos, no que tange as praticas ilícitas para burlar a fiscalização. É notável que nossa carga tributária seja uma das maiores do mundo, o que faz com que a maioria das empresas pratique tais atos, justamente para aumentar suas receitas. Daí, a explicação para os carros e imóveis dos empresários, caixa dois.

4. ETAPA 03

4.1. RENTABILIDADE DO ATIVO PELO MÉTODO DUPONT

4.1.1. Giro do Ativo

Fórmula 2008 2007

Giro=

(Vendas Líquidas)/(Ativo Líquido) 696.124/1.248.835=0,56 631.988/1.029.214=0,61

4.1.2. Margem de Lucro

Fórmula 2008 2007

Margem=

(Lucro Líquido)/(Vendas Líquidas) x 100 111.563/836.625 x 100= 13,33 % 126.795/761.156 x 100=16,66 %

4.1.3. Rentabilidade do Ativo

Fórmula 2008 2007

RA = Giro x Margem 0,56 x 13,33 % = 7,46 % 0,61 x 16,66 % = 10,16 %

4.2. SOLVÊNCIA

4.2.1. Índices

Fórmula 2008 2007

A=

(Lucro Líquido)/(Patrimônio Líquido) x 0,05

112.953/679.243 x 0,05=0,008 124.219/621.573 x 0,05=0,01

B=

(AC+RLP)/(PC+ELP) x 1,65 1.401.071/981.200 x 1,65=2,356 1.212.071/718.293 x 1,65=2,784

C=

(AC-Estoques)/(Passivo Circulante) x 3,55 601.532/414.144 x 3,55=5,156 603.796/312.523 x 3,55=6,859

D=

(Ativo Circulante)/(Passivo Circulante) x 1,06 886.876/414.144 x 1,06=2,27 786.840/312.523 x 1,06=2,669

E=

(Exigível Total)/(Patrimônio Líquido) x 0,33 981.200/679.243 x 0,33=0,477 718.293/621.573 x 0,33=0,381

4.2.2. Situação da Empresa

Fórmula 2008 2007

FI = A + B + C – D - E 0,008 + 2,356 + 5,156 - 2,27 - 0,477 = 4,773 0,01 + 2,784 + 6,859 - 2,669 - 0,381 = 6,603

4.2.3. Termômetro de Insolvência

-7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

Insolvência Penumbra Solvência

4.3. DIAGRAMA ESTRATÉGICO QUALITATIVO

5. ETAPA 04

5.1. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO

5.1.1. Necessidade de Capital de Giro

Fórmula 2008 2007

NCG = ACO - PCO 886.876 – 414.144 = 472.732 786.840 – 312.523 = 474.317

5.2. CICLO OPERACIONAL E CICLO DE CAIXA

5.2.1. Prazo Médio de Rotação dos Estoques

Fórmula 2008 2007

PMRE=

Estoque/CMV x DP 285.344/416.550 x 360=246,6 d 183.044/359.903 x 360=183,1 d

5.2.2. Prazo Médio de Recebimento das Vendas

Fórmula 2008 2007

PMRV=

(Duplicatas à Receber)/(Receita Bruta de Vendas) x DP 77.463/836.625 x 360= 33,3 d 62.888/761.156 x 360=29,7 d

5.2.3. Prazo Médio de Pagamento das Compras

Fórmula 2008 2007

PMPC=

Fornecedores/Compras x 360 31.136/518.850 x 360=21,6 d -

5.2.4. Ciclo Operacional

Fórmula 2008 2007

CO = PMRE + PMRV 246,6 + 33,3 = 279,9 d 183,1 + 29,7 = 212,8 d

5.2.5. Ciclo Financeiro ou de Caixa

Fórmula 2008 2007

CF = CO – PMPC 279,9 – 21,6 = 258,3 d -

5.3. RELATÓRIO GERAL

De acordo com análise dos índices econômicos e financeiros das Indústrias Romi S.A, em 2007 e 2008, bem como a interpretação da análise vertical e horizontal do Balanço Patrimonial e da DRE, apresentamos, a seguir, um relatório circunstancial interpretando e concluindo sobre a evolução financeira da empresa nesse período, e destacamos as seguintes informações:

A Participação de Capitais de Terceiros demonstra que, em 2007 esse percentual representou 53,33% do total dos recursos investidos na empresa; já em 2008 esse índice aumentou em 59%, revelando que a empresa está mais dependente de capital de terceiros, possivelmente ocorrendo um pagamento maior nas despesas financeiras.

A Composição do Endividamento indica que a dívida á curto prazo no ano de 2007, representava 43,51%; no ano de 2008 o percentual foi de 42,21%; demonstrando que a empresa consegue liquidar suas dívidas de curto prazo com capital próprio, sem ter que recorrer à capital de terceiros. Ressaltamos a preocupação com relação de pagamentos de dívidas de curto prazo, haja vista que houve uma redução de 1,3% de 2007 para 2008, mostrando que a empresa tem que dar uma atenção maior na questão do endividamento, em especial, o de curto prazo.

O Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido mostra que em 2007 a empresa havia investido 20,86% do patrimônio líquido no Imobilizado ficando com mais de 79% investido no ativo circulante. Já no ano de 2008 o percentual aumentou para 38,56% indicando uma mudança na política da empresa direcionando recursos do ativo circulante para o Imobilizado.

O Grau de Utilização de Recursos Não Correntes nos mostra que em 2007, a empresa utilizou 12,62% dos recursos não correntes no financiamento do ativo Imobilizado. Já em 2008 esse percentual subiu para 21,01%, demonstrando que a empresa está direcionando maior parte dos recursos não corrente para o imobilizado. A empresa demonstra maior preocupação de investimento no ativo Imobilizado. Isso se da pelo fato de a empresa está preocupada em manter atualizado o seu imobilizado.

No Índice de Liquidez Geral, podemos interpretar que em 2007 para cada RS 1,00 de divida, a empresa possuía RS 1,69 de recursos disponíveis para pagamento de obrigações a curto e longo prazo. Já em 2008 a empresa diminuiu a liquidez geral tendo para cada RS 1,00 de dívida, RS 1,43 de recursos disponíveis.

No Índice de Liquidez Corrente observamos que em 2007, a empresa possuía para cada, RS 1,00 de dívida, RS 2,52 de recursos disponíveis para pagamentos de obrigações á curto prazo. Já em 2008, a empresa diminuiu esse índice, tendo, para cada, RS 1,00 de dívida, RS 2,14 de recursos disponíveis.

Na Liquidez Seca a empresa possuía em 2007, RS 1,93 de recursos de rápida rotatividade (caixa, banco, aplicações financeiras), capazes de saldar cada, RS 1,00 de dívida. Essa situação em 2008, não foi satisfatória quando os recursos diminuíram para RS 1,45. Essa análise demonstra que a Indústria não consegue pagar todas as suas dívidas com os recursos disponíveis havendo a necessidade de se utilizar de outros recursos. A industrial demonstra que precisa melhorar sua gestão de caixa.

O Giro do Ativo verifica-se que no ano de 2007, o volume anual de vendas renovou 0,47 vezes do ativo total. Já no ano de 2008, esse índice caiu para 0,42 vezes evidenciando queda no desempenho da empresa. Fatores como forte concorrência, práticas abusivas de descontos, contribuíram para a diminuição desse desempenho.

A Margem Líquida mostra que em 2007, depois de descontados todos os recursos e despesas, restaram 19,66% das vendas líquidas da empresa a títulos de lucro líquido. Já em 2008, esse índice diminuiu 16,23% indicando que a empresa obteve menor lucro. As possíveis causas para isso o aumento das despesas operacionais.

A Rentabilidade do Ativo em 2007 de 9,26% para 2008 se mostrou insuficiente caindo para 6,79% devido o aumento das despesas operacionais, demonstrando que a empresa não remunerou a utilização dos seus ativos com mesma eficiência do ano anterior.

O percentual apurado na Rentabilidade do Patrimônio Líquido indica que a empresa remunerou o capital investido pelos sócios no ano de 2008 em 17,37% comparando com as taxas de remuneração de investimentos no mercado, concluímos que o rendimento do capital da Cia foi satisfatório.

O Índice de Financiamento do Ativo demonstraram que, em 2007 a participação das instituições de créditos no financiamento do ativo representava 46,24%, em 2008, esse índice apresentou aumento de 2,99% ficando em 49,23% que indica que houve uma redução na participação do capital próprio com o financiamento das operações com recursos da instituição de créditos.

O Nível de Endividamento com os Bancos, ou seja, a participação das instituições de crédito no endividamento verificou-se que, em 2007 os financiamentos representavam 83,44% do capital de terceiro registrados na empresa. Esse percentual aumentou para 86,37% em 2008 demonstrando que a empresa não liquidou os empréstimos ao longo do ano.

O Grau de Financiamentos do Ativo Circulante por Instituições Financeiras em 2007, de 28,26% aumentou para 33,42% em 2008. Esse aumento nos mostra que a empresa teve que recorrer ao capital dos bancos para financiar seus ativos á curto prazo, como por exemplo, contas á receber, clientes e estoques.

Em relação ás Duplicatas Descontadas não ocorreu movimentações.

O Ativo Circulante aumentou em 12,71% no período, tendo como principal contribuinte os estoques que aumentaram 55,89%, certamente fruto de um aumento na produção. Por sua vez o Ativo Circulante teve sua representatividade reduzida em relação ao Ativo Total, consequência dos autos investimentos em imobilizados.

O Ativo Não Circulante teve um aumento considerável de 39,86% devido principalmente ao Imobilizado que quase dobrou seu valor em virtude da ampliação da capacidade produtiva e modernização do parque industrial, aumentando assim em 5,31% sua representatividade em relação ao Ativo Total.

Ao se analisar o Passivo observa-se um considerável aumento tanto no Circulante, de 32,52%, quanto no Não Circulante, de 39,75%. Os principais contribuintes desses aumentos são os financiamentos realizados para ampliação da capacidade produtiva e modernização do parque industrial.

O Patrimônio Líquido teve um leve aumento de 9,28%, sendo responsável a conta Reserva de Lucros. Verifica-se também que Patrimônio Líquido teve sua representatividade reduzida em relação ao Passivo, em detrimento dos autos financiamentos contratados.

Concluímos que as indústrias Romi s. a. – capital aberto apresenta boa saúde financeira. Embora tenha reduzido alguns índices de sua rentabilidade, resultado de altos investimentos, a empresa está sólida no mercado e ampliando sua produção com perspectiva de auferir grandes lucros nos exercícios seguintes. Dessa forma o analista pode conceder créditos e viabilizar investimentos.

CONCLUSÃO

Ao final das análises apresentadas anteriormente, através dos índices, percebe-se que nem sempre, obter lucros significa que a empresa está em uma boa situação, o lucro por si só não reflete a situação da empresa. Ao serem verificados, os índices de endividamento e de dependência bancária, conclui-se que a empresa, muitas vezes, para aumentar sua produtividade, recorre às linhas de crédito oferecidas no mercado, fator esse que contribui para o endividamento, reduzindo assim seus lucros. Saber analisar cada índice é de suma importância para a empresa, pois à medida que se sabe onde a empresa está falhando, é mais fácil para se tomar as providências corretas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KASSAI, José Roberto & Sílvia. O termômetro de Kanitz. Trabalho apresentado no ENANPAD/98, Foz do Iguaçu/PR, setembro/98. (jrkassai@usp.br)

SOUZA, Marcone Jamilson Freitas. Ajuste de Curvas pelo Método dos Quadrados Mínimos, Departamento de Computação, Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto. MG, Brasil.

DEVORE, Jay L. Probabilidade e estatística: para engenharia e ciências. São Paulo. Ed. Pioneira Thomson Learning, 2006.

<http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/anudo/article/viewArticle/750>. - acesso

em: 27 out. 2011.

<http://docs.google.com/Doc?docid=0ASARonPFF2EZZDQ0d3ZoZF84aGo5Z3ZoZGM&hl=en> – Acesso em: 27 out. 2011.

<http://www.kanitz.com/veja/lucro.asp> - Acesso em: 27 out. 2011.

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