Trabalho Completo Fluxo De Caixa E Valor Adicionado

Fluxo De Caixa E Valor Adicionado

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Categoria: Negócios

Enviado por: Bruna 21 dezembro 2011

Palavras: 2274 | Páginas: 10

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nte conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.

1.1. Apresentação de uma Demonstração dos Fluxos de Caixa

De acordo com o pronunciamento a entidade deve apresentar seus fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais, de investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada aos seus negócios. O que facilita na avaliação dos impactos dessas atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa e também na avaliação das relações entre as mesmas.

Os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receitas da entidade, resultantes das transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo, pode-se citar como exemplo dessa atividade o recebimento de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços.

É importante que os fluxos de caixa decorrentes da atividade de investimento sejam feitos em separado porque eles é que mostrarão a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela entidade os quais procuram gerar resultados e fluxos de caixa no futuro, um bom exemplo é o pagamento de caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de longo prazo.

A divulgação em separado dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de financiamento também são importantes por serem úteis para que sejam possível a previsão de exigências sobre futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade, como exemplo temos: caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais.

1.2. Divulgação de Fluxos de Caixa

De acordo com cada atividade a instituição deve adotar formas, meios e maneiras de melhor poder demonstrar suas operações e atividades para uma melhor visualização e entendimento das mesmas.

Por exemplo, para divulgar os fluxos de caixa das atividades operacionais, a entidade poderá se utilizar de métodos diretos, onde as principais classes de recebimentos e pagamentos brutos são divulgados, como indiretos, onde o lucro líquido ou o prejuízo são ajustados para poder apurar o fluxo de caixa líquido dessas atividades.

Não importando qual método utilizar, direto ou indireto, é imprescindível que além das principais classes de diferimentos, provisões e de outros ajustes ao lucro líquido, ele deve demonstrar, no mínimo, as mudanças ocorridas no período nos recebíveis relativos às atividades operacionais, nos estoques, assim como nos pagamentos vinculados às mesmas atividades.

Quanto às atividades de investimento e de financiamento, as entidades devem apresentá-las separadamente, pois ambas mostram as princiapis classes de recebimentos e pagamentos brutos decorrentes dessas atividades, exceto quando apresentados em base líquida, por exemplo: o recebimento e pagamento de caixa pelo aceite e resgate de depósitos a prazo fixo; a colocação de depósitos ou sua retirada de outras; adiantamentos e empréstimos de caixa feitos a clientes, e a amortização desses adiantamentos e empréstimos.

1.3. Caixa ou Equivalentes de Caixa

A entidade deve divulgar os componentes de caixa e equivalentes de caixa devendo apresentar uma conciliação dos valores em sua demonstração dos fluxos de caixa com os respectivos itens contabilizados no balanço patrimonial.

Transações de investimentos e financiamento que não envolvem o uso de caixa ou equivalentes de caixa não devem ser incluídas na demonstração dos fluxos de caixa, elas devem ser divulgadas nas notas explicativas às demonstrações contábeis, sendo que forneçam todas as informações referentes sobre essas atividades. Um exemplo são os saldos de caixa e equivalentes de caixa em poder de controlada que opere em país no qual se apliquem controles cambiais ou outras restrições legais que impeçam o uso geral dos saldos pela controladora ou outras controladas.

1.4. Outros tipos de divulgações

Informações adicionais são importantes para que os usuários possam entender melhor a posição financeira e a liquidez da entidade, por isso recomenda-se que tais informações sejam divulgadas em nota explicativa.

A divulgação separada dos fluxos de caixa que representam aumentos e os que são necessários para manter a capacidade operacional são úteis para permitir a determinação se a entidade está fazendo um investimento adequado, ou se está havendo um prejuízo na futura lucratividade em favor da liquidez corrente e da distribuição de lucros aos proprietários.

2. Pronunciamento Sobre a Demonstração do Valor Adicionado

O objetivo do pronunciamento técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado – é estabelecer critérios para elaboração e apresentação da DVA, a qual representa um dos elementos componentes do Balanço Social e que procura evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante determinado período.

Para investidores e outros usuários, essas demonstração oferece o conhecimento de informações de natureza econômica e social oferecendo possibilidades para uma melhor avaliação das atividades da entidade dentro da sociedade na qual está inserida.

Para que se possa elaborar uma DVA é necessário levar em conta o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC 09 – Estrutura Conceitual Básica para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, pois grande parte de seus dados são obtidos principalmente a partir da Demonstração do Resultado do Exercício.

A DVA quando elaborada por segmento, como: tipos de clientes, atividades, produtos e outros, podem representar informações ainda mais valiosas para auxiliar na formulação de predições e, enquanto não houver um pronunciamento específico do CPC sobre segmentos, sua divulgação é incentivada.

2.1. Formação da riqueza

A elaboração da DVA está dividida em duas partes, sendo que na primeira deve haver uma apresentação detalhada da riqueza criada pela entidade e na segunda deve ser apresentada também de forma detalhada como a riqueza obtida pela entidade foi distribuída.

Após a formação da riqueza vem a distribuição da mesma, as quais devem ser detalhadas nos mínimos detalhes, seguindo uma ordem como por exemplo: pessoal e encargos; impostos, taxas e contribuições; juros e aluguéis; juros sobre o capital próprio (JSCP) e dividendos; lucros retidos/prejuízos do exercício.

E também devem ser incluídas as receitas e resultados gerados por outras entidades e transferidas na forma de resultado de equivalência patrimonial, receitas financeiras, direitos de franquia, etc.

2.2. Casos especiais

Sempre que houver a realização dos respectivos ativos reavaliados ou avaliados ao valor justo os resultados da empresa serão afetados, por isso esse valor deve ser incluído como outras receitas na DVA, bem como se reconhecem os respectivos tributos na linha própria de impostos, taxas e contribuições.

Para evitar o desmembramento das despesas de depreciação entre os componentes que servem de base para o respectivo registro do ativo construído internamente como materiais diversos, mão-de-obra, impostos, aluguéis e juros, os valores gastos nessa construção devem, no período da construção da DVA, serem tratados como receitas relativas à construção de ativos próprios.

Esse procedimento além de se aproximar do conceito econômico de valor adicionado, evita controles complexos adicionais, que podem ser custosos, durante toda a vida útil econômica do ativo.

Como a DVA está estruturada para ser elaborada a partir da Demonstração do Resultado do período, pode-se dizer que há uma estreita vinculação entre elas, o que serve para sustentar a consistência entre ambas, mas ela também tem uma interface com a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados na parte em que movimentações nesta conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício apurado na demonstração própria.

Por meio de dispositivos legais próprios, a legislação brasileira permite a transferência de responsabilidade tributária a um terceiro, desde que vinculado ao fato gerador do tributo. Essa transferência pode ser total ou parcial e tem como finalidade precípua a garantia de recolhimento do tributo, é efetivada de duas formas: progressiva, quando ocorre a antecipação do pagamento do tributo que só será devido na operação seguinte; e regressiva, que ocorre quando o comerciante realiza operação com produtor rural e é responsável pelo recolhimento do tributo, lembrando que na DVA o valor dos impostos incidentes sobre as vendas deve ser considerado pelo valor total, uma vez recolhido pelo próprio comerciante, mas caso ele não faça jus ao crédito do tributo, o valor recolhido deve ser tratado como custo dos estoques.

CONCLUSÃO

Em ambos os Pronunciamentos, que foram levados ao conhecimento de quem esteja interessado no assunto, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tentam demonstrar de forma clara algumas das mudanças ocorridas a partir da aprovação da Lei nº. 11.638/2007, onde em ambas as demonstrações, tanto na DFC quanto na DVA, são necessários a utilização dessas normas, e por isso eles acharam de grande valia liberar ao público aspectos importantíssimos que facilitarão na apresentação dessas “novas” demonstrações contábeis.

Como sabemos as informações sobre os fluxos de caixa, quanto entra, quanto sai, são muito importantes, pois são a partir delas que os gestores poderão avaliar melhor a capacidade que a empresa tem de gerar caixa e equivalentes de caixa e quais as necessidades dela para que se possa utilizar desses recursos. E o pronunciamento técnico CPC 03 vem para exigir que todas as entidades apresentem essa demonstração de fluxos de caixa.

Já a DVA serve para mostrar a riqueza criada pela entidade num determinado período e como é feita a sua distribuição.

É por isso que o Pronunciamento Técnico CPC 09, por considerá-la relevante e de grande utilidade, aprova e incentiva sua divulgação não apenas pelas companhias abertas, mas por todas as demais sociedades comerciais brasileiras, pois suas informações proporcionam a todos obterem conhecimentos de informações de natureza econômica e social, oferecendo assim a possibilidade de uma melhor avaliação das atividades da empresa dentro da sociedade.

REFERÊNCIAS

SILVA, Luiz Fernando Soares da. Análise contábil: Administração / Luiz Fernando Soares da Silva, Marcelo Resquetti Tarifa. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2.009.

Pronunciamentos encontrados nos sites abaixo:

http://www.cpc.org.br/pdf/CPC_03.pdf

http://www.cpc.org.br/pdf/CPC_09.pdf

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maria divina magalhães de vasconcelos

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maria divina magalhães de vasconcelos

PRONUNCIAMENTOS SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES DE FLUXOS DE CAIXA E DO VALOR ADICIONADO

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