Trabalho Completo Fundamentos Históricos E Metodológico Do Serviço Social

Fundamentos Históricos E Metodológico Do Serviço Social

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Categoria: Outras

Enviado por: jane37 12 setembro 2013

Palavras: 4086 | Páginas: 17

INTRODUÇÃO

Esse trabalho proposto tem como tema de pesquisa para a matéria de Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social II, colocado como um desafio, a finalidade será desenvolver, compreender as habilidades que constam as Diretrizes Curriculares Nacionais descritas: compreensão do significado da profissão e de desenvolvimento sócio-histórico no cenário brasileiro, entendimento dos pressupostos filosóficos influências no Serviço Social e Conhecer o Movimento de Reconceituação.

A proposta desse trabalho/desafio com quatro etapas, através de leitura de textos, elaboração de textos parcial sobre os apontamentos estudados, discussão observação e reflexão com o grupo sobre as influências dos pressupostos filosóficos na História do Serviço Social e a reflexão sobre a importância do Movimento de Reconceituação, iniciado nos anos 1960. Por fim elaboração de um relatório final referente Teoria do Serviço Social, que inclui o Movimento de Reconceituação as Correntes Filosóficas e as considerações de todo grupo sobre esse desafio, e que deverá ser postado por todos os membros do grupo sendo de igual teor.

Para a realização dês trabalho nos organizamos num grupo de quatro pessoas, o mesmo do semestre anterior, esse grupo se compromete em efetuar todos os passos do trabalho de maneira conjunta com a supervisão da tutora a distância e da tutora presencial.

Iniciamos a etapa 1, buscando entender a importância do Movimento de Reconceituação para Serviço Social e no primeiro passo nos é sugerido que cada uma de nós leia o artigo:

• Faleiros, Vicente de Paula. Reconceituação do Serviço Social no Brasil: <http://www.webartigos.com/artigos/movimento-de-reconceituacao-do-servico-social/46749.>

Após leitura feita, passamos a elaborar o passo dois onde vamos compor um texto com as observações da equipe, reflexões e criticas.

Chegamos à conclusão de que houve uma mudança na postura e pensamento em relação à profissão, rompeu a ideia de assistencialismo vindo através da Igreja em especial a católica composta por moças benfeitoras e caridosas e passou a ser mais técnica, capacitando os indivíduos e legitimando a profissão, as primeiras escolas do Serviço Social, foram fundadas por grupo com base cristã, porem atuavam sobre questão social sem obervar transformações econômicas e sociais ao contrario do Serviço Social (profissão que forma o assistente social) reconceituado que propõe ATUAR nas causas revolucionado o sistema, dando um novo entendimento melhor entre assistencialismo- onde se pensava apenas em doações, a Assistência Social- política publica regulamentada no LOAS – garante atendimento às necessidades básicas – um direito garantido a todos que dela necessitar. O assistente social é um combatente do assistencialismo ele fortalece através dos serviços sociais (serviços de atenção direta à população por meios públicos ou privados com a finalidade de atender as necessidades sociais nas áreas as saúde, educação, reabilitação, saneamento básico, habitação atenção especial às crianças, adolescentes, idosos, portadores de deficiências entre outras). Podemos observar também que esses assuntos de desenvolvimentos deixaram de ser discutidos apenas por economistas e sociólogos, mas também para os novos técnicos do Serviço social, agora preparados e orientados, ouve uma penetração do marxismo (análise da sociedade através das lutas de classes e favorecimento das classes dominadas). Resultando no Serviço Social um recuo quanto à filosofia do desenvolvimentismo, uma critica ao Serviço Social Tradicional, e objetivando ao Serviço Social, que de acordo com os pensamentos de Iamamoto observa-se que diferentemente da caridade tradicional, que se limitava à reprodução da pobreza, a profissão propõe: uma ação educativa, preventiva e curativa dos problemas sociais através de sua ação junto às famílias trabalhadoras.

Esse movimento no nosso entendimento envolveu um grande número de profissionais nesta busca de fundamentos, conhecimentos, metodologias e teorias no sentido de reformular a pratica e a teoria em relação à profissão, pensando sempre no homem e no mundo. Essa fase de reconceituação foi muito criticada e contestada.

Enfim concordamos que realmente hoje a profissão do Serviço Social é muito admirada porque é vista como o médico da sociedade, pois o profissional é politizado e bem dotado de conhecimentos, compreendendo assim, que ainda nos dias atuais mesmo diante de todas as limitações, sejam elas sociais, institucionais, ou profissionais, ainda existe neste a vontade de sempre melhorar o exercício profissional, no qual caberia aos Assistentes Sociais orientar a abertura de “caminhos” nos quais possa exercer seu autogoverno de acordo com seus valores, crenças, anseios e aspirações.

A etapa 2 é uma atividade importante para que possamos entender sobre o primeiro Seminário do Movimento de Reconceituação e o Seminário de Metodologia do Serviço Social e seguindo os passos descritos realizamos o primeiro passo individualmente fazendo a leitura das páginas 90 a 124 do livro:

CBCISS. Teorização do Serviço Social: Documento Alto da Boa Vista. Rio de Janeiro: Agir, 1988.

No segundo passo discutimos as principais ideias apresentadas no documento e no terceiro passo redigimos um relatório sobre a importância dos Seminários.

Muito há que ser comentado sobre a história, evolução e atual situação do Serviço Social no Brasil. A respeito dos Seminários realizados, principalmente os Encontros Regionais de Teresópolis e Araxá, pode-se afirmar que nestes documentos encontram-se as mais importantes reflexões, naquele momento, pertinentes à fundamentação teórica do Serviço Social, bem como a importância da prática profissional para a sociedade como um todo.

Uma apreciação superficial sobre os principais temas suscitados nos Seminários pode dar a falsa impressão de tudo não passar de um esforço desnecessário, além de enfadonho. Afinal, haveria algum benefício mensurável em determinar se o Serviço Social vem a ser Ciência ou Arte?

Ao analisarmos mais atentamente, percebemos o porque: ao associar a um campo do conhecimento ou atividade humano um “status” científico, este mesmo campo aumenta em importância, relevância e – por que não assumir? - uma suposta infalibilidade.

Os Seminários foram de grande importância para determinar o que é o Serviço Social, qual seu papel no campo do conhecimento humano, quais os pontos de aplicabilidade de seus postulados para uma mudança efetiva da realidade humana e quais são os gargalos, até então intransponíveis, que dificultam ou até mesmo impedem a efetiva prática profissional.

Pela apreciação puramente lógica, este Grupo entende que o Serviço Social é uma prática profissional: não é Ciência (tal como a Engenharia, vale-se do corpo de conhecimento de outras ciências, a despeito de possuir seu próprio modus operandi) nem Arte (em sentido hodierno do termo, não possui em si valor estético...). se bem que a busca pela resolução de problemas sociais, ao ser considerado o Serviço Social uma prática intervencionista de prevenção e, principalmente, correção e promoção, almeja uma quase utópica “sociedade ideal”. Este Grupo reconhece o Serviço Social como prática profissional decorrente da contingência do desenvolvimento das sociedades humanas, pois o bem-estar é necessidade fundamental do Homem. Acrescenta-se a esse raciocínio que o Serviço Social pode estar presente em ambientes mais liberais, não apenas na já clássica figura de um Estado provedor.

Este grupo percebe que a prática do Serviço Social alcançará resultados mais efetivos à medida que houver concomitância com o princípio de transdisciplinaridade: sendo o Serviço Social fortemente dependente dos conhecimentos humanísticos estudados pelas chamadas Ciências Humanas (Filosofia, Antropologia, Sociologia, Política, Etnologia e, por que não, Psicologia e Economia etc.), decorre que quanto maior for o embasamento teórico que norteie à ação do Assistente Social, maior a probabilidade de sucesso na aplicação de sua própria metodologia. Aliás, uma das grandes preocupações dos Seminários foi procurar definir quais os princípios que fundamentam a metodologia do Serviço Social. Este grupo reconhece uma relação direta entre o embasamento científico e a aplicabilidade prática, para que a metodologia seja solidamente corroborada por fatos concretos.

Este Grupo percebe a importância da preocupação em fundamentar adequadamente a teoria do Serviço Social, procurando os Encontros Regionais solucionar questões até então imprecisas: valendo-se de rigor lógico e uma semântica apurada para definir suas bases, pode-se dizer que os Seminários atingiram seu objetivo principal: definir quais as bases teóricas do Serviço Social. É grande a importância da teorização do Serviço Social para o reconhecimento da prática profissional institucionalizada, até mesmo para definir objetivos que desvinculem a imagem da profissão de um estigma puramente assistencialista, paternalista, enfim, que desvincule o Serviço Social de todo pensamento que ouse subtrair do Homem o poder que este possui de atuar ativa e conscientemente na construção de sua própria realidade. No entanto, deve haver uma valorização do Assistente Social enquanto profissional, pois este é o agente que supostamente possui os elementos teóricos e práticos para analisar uma determinada realidade social, planejar ações eficientes embasadas em robustas teorias com aplicabilidade positiva comprovada, bem como levar a efeito o que foi planejado.

Este Grupo reconhece que os Seminários foram válidos pelo caráter pioneiro, pela relevância de sua proposta, pela repercussão até mesmo internacional de seu conteúdo, pelos objetivos alcançados e pelos gargalos evidenciados que impedem o exercício eficaz da profissão, bem como a apreciação da necessidade de maior reconhecimento profissional e do aprimoramento constante deste agente que atua em um ambiente estrutural geralmente inóspito, alicerçado por conceitos de Ciências não exatas – tudo isso em um mundo em constante transformação.

Na etapa 3 analisamos a influência das correntes filosóficas no Serviço Social: Positivismo, Fenomenologia e Dialética e assim realizamos os passos descritos, no primeiro fizemos a leitura das páginas 26 a 37 e 44 a 49 do livro indicado:

CBCISS. Teorização do Serviço Social: Alto da Boa Vista. Rio de Janeiro: Agir, 1988.

Elaboramos no segundo passo dois textos, situando as correntes positivista e fenomenológica no Serviço Social.

Texto: Correntes positivista e Fenomenológica no serviço social.

Então vamos ver a influência do positivismo nos problemas da assistência social.

Os positivistas não têm organizado grupos de assistência social assim como a igreja católica fez, embora tenha realizado vários programas de assistência social em determinadas ocasiões. Aqui no Brasil a influência positivista tem sido muito grande e, apesar das aparências, é cada vez maior, porque as grandes ideias são lançadas pelos grandes homens e elas vão se divulgando sem que as pessoas as repetem e as usem das suas origens.

Assim muitas ideias de Augusto comte já estão bastante vulgarizadas por todo o mundo, embora muitas pessoas nem saibam que existiu um homem chamado Augusto comte. E a nosso ver foi o maior de todos os homens pela sua dedicação social.

O positivismo foi coroamento de uma evolução do ocidente, começada na Grécia, seguida em Roma, na idade media até a revolução francesa, paris foi a capital do mundo todos os grandes impulsos vinham de paris, mas esta evolução que a nosso ver culminou com a fundação do positivismo por Augusto Comte.

No Brasil, a propaganda se sistematizou a 11 de maio de 1881. Quando Miguel Lemos e Teixeira Mendes fundaram a Igreja Positivista do Brasil. O positivismo já era conhecido no tempo do império penetrou no Brasil principalmente pelos estudantes de matemática, porque Augusto comte como professor de matemática, teve grande aceitação nessa parte.

Ai surge à figura de Benjamin Constant, que era um professor competente, de grande moralidade pessoal e publica, Benjamim Constant personifica esse movimento espontâneo do positivismo, antes mesmo da fundação da igreja positivista. em 1876 o professor Oliveira Guimarães fundou o centro positivista do qual Benjamim Constant fazia parte . Esse centro limitou-se a formar uma biblioteca e teve uma atividade social muito pequena ao passo que a igreja positivista. Miguel lemos e Teixeira Mendes se entregavam exclusivamente ao movimento positivista. superdotados de inteligência. E o positivismo participou ativamente do movimento abolicionista e do movimento republicano, o que deu o positivismo um grande projeção social e política trouxe abolicionismo e argumentação sociológica que escravidão constitui um monstruoso crime ocidental. A escravidão no passado representou um progresso social ao passado que a escravidão moderna não tem absolutamente nenhuma desculpa. Infelizmente o Brasil foi o ultimo pais da América a fazer a abolição. O apostolado positivista apresentou para organização estatais inicialmente a proteção ao trabalho da mulher , proteção ao trabalho para menores, aos empregados doentes, quando nada disso existia. Foram propostas feitas pelo Apostolado positivistas. Em 1930 quando se tratou de organizar a nossa legislação trabalhista de modo que a influência foi direta na legislação trabalhista.

A ideia de Augusto Comte é que o proletariado deve gozar de todos os benefícios necessários uma vida tranquila e feliz. A moral positivista é muito rigorosa, tanto positivismo, como o catolicismo, e as demais religiões defendem os princípios morais.

O positivismo se resume em ser uma religião concebida de forma sociológica. O fenômeno religioso é estudado em sociologia, Augusto comte mostrou que há um substrato comum todas as religiões é preciso ligar partes componentes de cada individuo pelo predomínio do altruísmo sobre o egoísmo, na forma positiva o nosso destino é transformar o nosso planeta num paraíso pela mistura as raças, pela mistura das civilizações, estabelecendo um bem estar geral em toda a sociedade, no positivismo não se trata de socializar os meios de produção. O positivismo tem as regras e conduta pessoal dentro da maior moralidade, e as regras políticas de organização interna das pátrias.

Das considerações precedentes ser o positivismo a realidade da humanidade e seu lema principal é “O Amor por principio e a Ordem por base, o Progresso por fim”. O Amor por principio porque a sua moral é baseada no altruísmo, como fonte de felicidade e do dever. A ordem por base, porque reconhecemos que todos os fenômenos estão subordinados a as leis naturais imutáveis, e que constituem a ciência. O progresso por fim, porque visamos juntamente melhorar cada dia, moral, intelectual e praticamente, como na realidade acontece, apesar de toda a anarquia e confusão atual, estamos cada vez progredindo mais em sentimento, inteligência, conhecimentos e na conduta.

Método Fenomenológico

O método fenomenológico vem ao encontro de carências reais, cada vez mais premente, no campo da abordagem dos fenômenos humanos e sociais resultantes de uma impotência que se evidencia como intrínseca à própria essência do que se convencionou denominar de método científico. Essa impotência do chamado método científico, no que se refere ao estudo dos fenômenos humanos, estaria ligada ao fato de que tal método se fundamenta nos sistemas naturais e não no comportamento humano. O método fenomenológico, ao contrario do científico, busca compreender o humano nesta sua especialidade de se dar como vivência.

O método científico parte da experiência, como todo conhecimento e tem por objetivo a ordenação do mundo da experiência, mediante a subordinação da multiplicidade e diversidade dos fenômenos.

Da mesma forma que o científico, o método fenomenológico parte da experiência, mas, diferentemente daquele, dela não deriva. Não visa reconstruir o mundo da experiência a partir da submissão da multiplicidade desta a uma lei do entendimento. O fenômeno do mundo é aquele sentido originário ou maneira de vivenciar que permite a experiência de um existir em comum.

O método fenomenológico efetua, automaticamente, suspensão da facticidade, de todo saber concerne à ordenação da experiência. Situa sua abordagem ao nível do sentido originário da experiência do espaço. Partindo do conhecimento existente sobre a experiência do espaço chega a um saber dessa mesma experiência que dela não deriva. Este chegar não é por indução nem por dedução. Vai imaginando qual sai aquele sentido doador. Seu raciocínio se faz através de um levantamento de implicações que o levam em direção ao que, daria origem a toda experiência, espacial e que seria a essência do fenômeno do espaço. Merlau-Ponty assinala duas condições fundamentais, sem as quais o espaço não poderia ser a experiência que é: primeira é que o espaço não é objeto, pois não é passível de observação; a segunda é que o espaço não é um ato de ligação do sujeito, porque não se pode vê-lo surgir.

Um tal movimento de reflexão, não é explicativo de consciência, isto é, uma maneira de intencionar ou visa. Essas intencionalidades situam no gesto, na palavra, no olhar.

O rigor do saber fenomenológico consiste em tornar presente à consciência o objeto tal como é visado ou intencionado, o que não quer dizer, vimos simplesmente percebidos.

A instância específica de abordagem da fenomenologia é de essencial importância para as ciências humanas. Haverá sempre a tentação de discursar na instância da psique, ou seja, de uma copreensão ao nível da alma. Enquanto a psicologia busca descrever o conteúdo da experiência, enquanto representação, ou seja, enquanto estado de consciência ou presença real à consciência, o método fenomenológico busca o conteúdo da experiência em si mesmo, ou seja, as relações de sentido aprióricas que fundamentam e originam experiência como tal.

Caracterizado o método fenomenológico desta maneira, pode–se perguntar: o que seria um Serviço Social fenomenológico? Um Serviço Social fenomenológico é aquele que busca abordar os problemas sociais do indivíduo, do grupo, das instituições, a partir do encontro deste sentido originário ou razão que funda maneiras específicas de vivenciar o mundo, permitindo compreender comportamentos e atuações sociais. Um Serviço Social fenomenológico se ocuparia em definir espaços fenomenológicos, isto é, campos de possibilidades e tempos fenomenológicos, ou seja, engajamento de pessoas, de grupos ou comunidades.

No terceiro passo foi nos sugerido ler alguns temas em lugar do livro MACEDO, Myrtes de Aguiar, então escolhemos O Movimento de Reconceituação do Serviço Social e elaboramos o quarto passo.

O Assistente Social é um profissional especialmente habilitado para identificar e atuar em problemas de educação, saúde, trabalho, justiça e segurança entre outras áreas, planejando e executando políticas públicas comunitárias, podendo também atuar diretamente com os indivíduos, famílias, grupos, empresas e comunidades. Diante disto, esta análise visa buscar de forma abrangente e tendo como objetivo considerar as forças sociais que inspiraram as iniciativas do Movimento de Reconceituação do Serviço Social e toda sua problemática dentro de um contexto social. É necessário que se revejam os conceitos básicos da Sociologia e a importância dos mesmos para a compreensão da história cotidiana, para isso vamos voltar um pouco à história para obter uma melhor compreensão de todo esse processo histórico.

No final da década de 50 e no início da década de 60 houve uma crise dos padrões de acúmulos capitalistas, tendo como exemplo desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitscheck (JK), tal crise foi marcada pela internacionalização da economia e pelo fortalecimento do setor privado e do capital internacional. Conclui-se que no período de Ditadura Militar surgiu a necessidade de Reconceituação do Serviço Social que se constituiu em um esforço para desenvolvimento da proposta de ação profissional condizente com as especificidades do contexto latino-americano, ao mesmo tempo em que se configurou com um processo amplo de questionamento e reflexões críticas da profissão. Foi motivado pelas pressões sociais e mobilizações dos setores populares, historicamente marcada pela intransigência das desigualdades de classes e das questões sociais, em face do acúmulo do capitalismo, tal Movimento também é marcado pela perspectiva de ruptura com o denominado Serviço Social tradicional, implicando a não neutralidade das ações profissionais e possibilitando o estabelecimento de vinculo orgânico dos profissionais com as classes populares, em uma perspectiva de transformação social.

Hoje a profissão do Serviço Social é muito admirada porque e vista como o medico da sociedade, pois profissional é politizado e bem dotado de conhecimentos, compreendendo assim que ainda nos dias atuais mesmo diante de todas as limitações, sejam elas sociais, institucionais, ou profissionais, ainda existe este a vontade de sempre melhorar o exercício profissional, no qual caberia aos Assistentes Sociais orientar à abertura de “caminhos” nos quais possa exercer seu autogoverno de acordo com seus valores, crenças, anseios e aspirações.

Na etapa 4 procuramos entender as correntes filosóficas, sua influência no Serviço Social e a relevância do Movimento de Reconceituação para a profissão. No primeiro e segundo passo organizamos todos os textos produzidos nas etapas anteriores, dando a eles unidade e coerência entre si, formando assim o relatório final.

Concluímos que houve uma mudança na postura e pensamento em relação à profissão, rompeu a ideia de assistencialismo vindo através da Igreja em especial a católica composta por moças benfeitoras e caridosas e passou a ser mais técnica, capacitando os indivíduos e legitimando a profissão, as primeiras escolas do Serviço Social, foram fundadas por grupo com base cristã, porem atuavam sobre questão social sem obervar transformações econômicas e sociais ao contrario do Serviço Social (profissão que forma o assistente social) reconceituado que propõe ATUAR nas causas revolucionado o sistema, dando um novo entendimento melhor entre assistencialismo- onde se pensava apenas em doações. O assistente social é um combatente do assistencialismo ele fortalece através dos serviços sociais.

Observamos também que esses assuntos de desenvolvimentos deixaram de ser discutidos apenas por economistas e sociólogos, mas também para os novos técnicos do Serviço social, agora preparados e orientados, ouve uma penetração do marxismo (análise da sociedade através das lutas de classes e favorecimento das classes dominadas). Resultando no Serviço Social um recuo quanto à filosofia do desenvolvimentismo, uma critica ao Serviço Social Tradicional, e objetivando ao Serviço Social, que de acordo com os pensamentos de Iamamoto observa-se que diferentemente da caridade tradicional, que se limitava à reprodução da pobreza, a profissão propõe: uma ação educativa, preventiva e curativa dos problemas sociais através de sua ação junto às famílias trabalhadoras.

Esse movimento no nosso entendimento envolveu um grande número de profissionais nesta busca de fundamentos, conhecimentos, metodologias e teorias no sentido de reformular a pratica e a teoria em relação à profissão. Essa fase de reconceituação foi muito criticada e contestada.

Muito há que ser comentado sobre a história, evolução e atual situação do Serviço Social no Brasil. A respeito dos Seminários realizados, principalmente os Encontros Regionais de Teresópolis e Araxá, pode-se afirmar que nestes documentos encontram-se as mais importantes reflexões, naquele momento, pertinentes à fundamentação teórica do Serviço Social, bem como a importância da prática profissional para a sociedade como um todo. Os Seminários foram de grande importância para determinar o que é o Serviço Social, qual seu papel no campo do conhecimento humano, quais os pontos de aplicabilidade de seus postulados para uma mudança efetiva da realidade humana e quais são os gargalos, até então intransponíveis, que dificultam ou até mesmo impedem a efetiva prática profissional.

Este Grupo reconhece o Serviço Social como prática profissional decorrente da contingência do desenvolvimento das sociedades humanas.

Este Grupo percebe a importância da preocupação em fundamentar adequadamente a teoria do Serviço Social. Pode-se dizer que os Seminários atingiram seu objetivo principal: definir quais as bases teóricas do Serviço Social. É grande a importância da teorização do Serviço Social para o reconhecimento da prática profissional institucionalizada, até mesmo para definir objetivos que desvinculem a imagem da profissão de um estigma puramente assistencialista, paternalista, enfim, que desvincule o Serviço Social de todo pensamento que ouse subtrair do Homem o poder que este possui de atuar ativa e conscientemente na construção de sua própria realidade. No entanto, deve haver uma valorização do Assistente Social enquanto profissional, pois este é o agente que supostamente possui os elementos teóricos e práticos para analisar uma determinada realidade social, planejar ações eficientes embasadas em robustas teorias com aplicabilidade positiva comprovada, bem como levar a efeito o que foi planejado.

Conquanto o movimento positivista não tenha hoje grandes lideres e representantes, mais as ideias positivistas estão se divulgando. os livros positivistas estão sendo vendidos e divulgados. Os positivistas trouxeram argumentos novos e trabalharam era a única monarquia na América. O positivismo se resume em ser uma religião concebida de forma sociológica. O fenômeno religioso é estudado em sociologia. O positivismo tem as regras e conduta pessoal dentro da maior moralidade, e as regras políticas de organização interna das pátrias.

O método fenomenológico vem ao encontro de carências reais, cada vez mais premente, no campo da abordagem dos fenômenos humanos e sociais resultantes de uma impotência que se evidencia como intrínseca à própria essência do que se convencionou denominar de método científico. Essa impotência do chamado método científico, no que se refere ao estudo dos fenômenos humanos, estaria ligada ao fato de que tal método se fundamenta nos sistemas naturais e não no comportamento humano. O método fenomenológico, ao contrario do científico, busca compreender o humano nesta sua especialidade de se dar como vivência.

Um Serviço Social fenomenológico se ocuparia em definir espaços fenomenológicos, isto é, campos de possibilidades e tempos fenomenológicos, ou seja, engajamento de pessoas, de grupos ou comunidades.

Concluímos que no período de Ditadura Militar surgiu a necessidade de Reconceituação do Serviço Social que se constituiu em um esforço para desenvolvimento da proposta de ação profissional condizente com as especificidades do contexto latino-americano, ao mesmo tempo em que se configurou com um processo amplo de questionamento e reflexões críticas da profissão.

Hoje a profissão do Serviço Social é muito admirada porque e vista como o medico da sociedade.

Referências Bibliográficas:

FALEIROS, Vicente de Paula. Reconceituação do Serviço Social no Brasil:

<http://www.webartigos.com/artigos/movimento-de-reconceituacao-do-servico-social/46749.>. Acesso em 27 Março 2013.

CBCISS. Teorização do Serviço Social: Documento Alto de Boa Vista. Rio de Janeiro: Agir, 1988. Acesso 05 Abril 2013.

http://pt.scribd.com/doc/14943699/O-MOVIMENTO-DE-RECONCEITUACAO-DO-SERVICO-SOCIAL-E-O. Acesso em 06 Abril 2013.

FALEIROS, Vicente de Paula. Reconceituação do Serviço Social no Brasil:

<http://www.webartigos.com/artigos/movimento-de-reconceituacao-do-servico-social/46749.>. Acesso em 27 Março 2013

CBCISS. Teorização do Serviço Social: Documento Alto de Boa Vista. Rio de Janeiro: Agir, 1988. Acesso 05 Abril 2013

http://pt.scribd.com/doc/14943699/O-MOVIMENTO-DE-RECONCEITUACAO-DO-SERVICO-SOCIAL-E-O. Acesso em 06 Abril 2013.