Trabalho Completo Fundamentos Metodologicos

Fundamentos Metodologicos

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Categoria: Outras

Enviado por: francesca 27 março 2013

Palavras: 3676 | Páginas: 15

UNIVERSIDADE ANHANGUERA/UNIDERP

CENTRO DE EDUCACAO A DISTANCIA – CEAD

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

344775: ANDRÉIA LEITE DA SILVA

343416: FRANCESCA LEITE SILVA

309136: PAULO DOS SANTOS

327108: PRISCILLA DUARTE

329495: ROSALINA J. L. SALVATIERRA

Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social III

CAMPO GRANDE - MS

2012

UNIVERSIDADE ANHANGUERA/UNIDERP

CENTRO DE EDUCACAO A DISTANCIA – CEAD

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

344775: ANDRÉIA LEITE DA SILVA

343416: FRANCESCA LEITE SILVA

309136: PAULO DOS SANTOS

327108: PRISCILLA DUARTE

329495: ROSALINA J. L. SALVATIERRA

Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social III

Atividade prática supervisionada (ATPS) apresentada ao curso de Serviço Social, do Centro de Educação à distância (CEAD), da Universidade Anhanguera/ Uniderp, como requisito parcial de avaliação da disciplina de Fundamentos Históricos e teórico-Metodológicos do Serviço Social III sob orientação da Profª. Ma. Laura Santos.

CAMPO GRANDE – MS

2012

INTRODUÇÃO

O intuito deste relatório é promover ao futuro Assistente Social a compreensão entre os primórdios até os dias atuais da luta em defesa de condições dignas para a sobrevivência humana que permeiam os séculos e dá origem as Políticas Sociais, o que está relacionada nesses segmentos são as lutas de classe e forças sociais, além das condições econômicas gerais, que de alguma maneira, interferem nas ações políticas e econômicas dos governos.

Tem a preocupação de apresentar a todos o conhecimento sobre as demandas existente e a área em que o profissional irá atuar, retratando um espaço múltiplo e complexo em todo âmbito social e nas divergentes esferas sociais. Além da formação crítica e reflexiva do profissional o objetivo central desta ATPS é apontar para o homem em sua totalidade e o meio em que vive, utilizando um estudo metodológico de forma investigativa, preservando todos os princípios morais, éticos, que a profissão exige de cada um.

Este trabalho tem também o objetivo de esclarecer as dimensões do Serviço Social, enfatizando a visão do profissional, sua ação interventiva e as concepções acerca das bases teóricas que norteiam a profissão e identificar o contexto geral das práticas assistenciais e essa área multidisciplinar que surge como incremento da intervenção estatal entre o Serviço Social e a Política Social pela via de processos de modernização e, é de suma importância para o Brasil, com tendências mundiais após a crise capitalista de 1929, estão voltadas a profissionalização e especialização do trabalho coletivo, sendo assim o futuro Assistente Social é aquele que faz dos enfrentamentos diários, oportunidades para atingir suas metas.

A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO SOCIAL NOS DIAS ATUAIS

O trabalho do Assistente Social consiste em provocar transformações no cotidiano para proporcionar resultados concretos onde a profissão se consolida e se materializa, permitindo a união das dimensões instrumental, técnica, política, pedagógica e intelectual de intervenção profissional, dando uma visão integrada entre os diversos elementos, criando uma importância de agir metodologicamente, com base no conhecimento do objeto sobre o qual se trabalha e com a finalidade de estabelecer as estratégias da ação profissional com vistas à construção de uma instrumentalidade eficiente e ética para o contexto político atual e através da intervenção e provocar o desenvolvimento de uma consciência teórica de modo a assegurar a participação e identificar um descompasso entre teoria prática e imagem profissional, deixando claro que a prática demanda instrumentos e técnicas e o que infelizmente se identifica é que o fazer profissional atual remonta aos primórdios da profissão.

O que antes era papel da igreja Católica e praticada pelas damas da sociedade, hoje é concebido como uma ação pública e configura com uma esfera programática de prestação de serviços, é, portanto, com o agravamento da questão social que a pressão popular exigiu a introdução de mecanismos compensatórios de atenção aos pobres, desempregados vulneráveis, fazendo nascer um Sistema de Proteção no Brasil, antigamente o Serviço Social era completamente influenciado por essa doutrina, percebe-se que outras correntes também influenciaram esse processo, de profissionalização e cujas bases possuíam um forte relacionamento com o monopolista absorvendo os princípios da filantropia, como resposta às necessidades sociais, materiais ou espirituais essa abordagem do exercício profissional em sua dimensão de trabalho concreto, útil e a Divisão Social de Trabalho na medida em que a satisfação e as necessidades sociais se tornam mediada pelo mercado, pela produção, troca e consumo das mercadorias e não se esgota na ótica do intercâmbio de trabalho qualitativamente diferente. O Assistente Social atua como um trabalhador assalariado que vende sua força de trabalho especializado aos empregadores e esse período é caracterizado pela intervenção se deu no contexto da transição da sociedade, ou seja, nas relações capital/trabalho no Brasil ao interesse do capitalismo monopolista em função da sociedade, deu inicio as questões sociais a partir de 1930 no governo de Vargas, e tinha como base os tópicos principais o perfil pedagógico da ajuda ligado às ações do serviço social, a pedagogia da participação e a prática do Assistente Social, o projeto de pedagogia emancipatória e o serviço social, a prática educativa como uma das principais características do perfil pedagógico da ajuda foi um fator importante para o processo de ajuda ao serviço social e consistiu na ação do Assistente Social de acordo com o pensamento Gramsciano, sendo assim dizemos que cabe ao Assistente Social modificar a sua forma de atuação em decorrência de demandas que lhe é colocada, a necessidade de responder às exigências e as tradições da sociedade, acompanhando o movimento da sociedade e visualizando os novos espaços como as possibilidades de intervenção sobre uma realidade social concreta, ele passa a desenvolver um perfil pedagógico que na atualidade terá uma soma de experiências que outros profissionais das áreas absorveram ao longo de pouco mais de um século, à questão social, a ação em prol de pessoas que necessitam de algum tipo de ajuda tende a se sentir valorizado e útil em poder amenizar o problema de alguém alheio a ele. Poder ajudar pessoas que não tiveram, talvez, a mesma sorte ou oportunidade que ele teve, pode trazer sentimentos de gratidão e satisfação, já que está doando seu tempo e seus esforços para um bem maior, ali ele pode perceber seu problema talvez não seja tão grande quanto aparentam ou que não são impossíveis de serem resolvidos.

Sendo assim podemos dizer que, o Serviço Social se posiciona no ponto de vista explicativo e intervencionista e que atua em uma área mediadora considerando a natureza humana e sua totalidade a partir do processo histórico evolutivo dentro do contexto social e na contemporaneidade vemos que suas tendências partem particularmente das transformações sociais que o capitalismo proporciona ao Estado a criação da assistência pública que vem ao encontro da questão social e visa priorizar as concepções de pessoas, diálogo e transformação social.

SERVIÇO SOCIAL E FILANTROPIA

No período de Getúlio Vargas que o estado assume a primeira iniciativa de criar uma assistência pública no interior do aparato governamental, efetivada pela Legião Brasileira de Assistência (1942) sob o comando da primeira dama. Esta organização legitimou o estado patrimonialista e populista numa lógica conservadora da Assistência Social em sua versão filantrópica, reiterativa das práticas de cunho moral, subalternizadora para quem recebe a ajuda frente aquele que a oferece e, a manutenção da pobreza como condição “natural” da sociedade e não como subproduto da desigualdade capitalista, na lógica do não direito ou do favor.

É interessante observar, ao longo do percurso histórico, que o estado brasileiro reconheça a existência de entidades filantrópicas, regulamentando seus fins sociais e a cooperação financeira praticada para com as mesmas. Através de isenções de impostos, em particular os previdenciários, subvencionou organizações privadas que executavam políticas públicas, exigindo-se em contrapartida a gratuidade de atendimento para a população pobre. Sua história se inicia com os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou através de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos.

Filantropia vem do grego (amor) e (homem), e significa "amor à humanidade", é uma ação continuada de doar dinheiro ou outros bens a favor de instituições ou pessoas que desenvolvam atividades de grande mérito social, o termo filantropia foi criado por um imperador romano, no ano de 363, pois achava que filantropia era característica de uma de suas atividades, como sinônimo de caridade, com o objetivo de ajudar as pessoas. A filantropia acontece de diversas maneiras, através de donativos para ONGs (Organizações Não-Governamentais), comunidades pessoas, ou apenas o fato de trabalhar para ajudar os demais, de forma direta ou indiretamente.

Assistencialismo ato de assistir, é uma prática onerosa à cidadania e confrontante com os anseios de crescimento de uma determinada comunidade.

Em um segundo momento o grupo buscou discutir, pesquisar e relacionar sobre os dois conceitos pesquisados e de forma concisa trazê-la para a realidade profissional, uma vez que, esses dois conceitos encontram-se entranhados no Serviço Social e que não dá pra falar de profissionalização sem citar a filantropia e o assistencialismo.

Cada vez mais as pessoas estão à procura de capacitação, profissionalização, tecnicidade e para disputar uma vaga no mercado de trabalho é de vital importância que o individuo além de conhecimento goste do que faça, isso acontece em todo o âmbito social e, é o que faz a diferença no momento seletivo e a filantropia retrata muito bem isso, “um profissional que não gosta do que faz com consegue atender as mazelas da sociedade’ e o assistencialismo é uma pratica que a profissão proporciona ao longo da formação. A ação de pessoas, organizações governamentais e entidades sociais junto às camadas sociais menos favorecida, marginalizada e carente, caracterizada pela ajuda momentânea, filantrópica, pontual (doações de alimentos e medicamentos, por exemplo), é uma prática, desprovida de teoria e por si só não é capaz de transformar a realidade social das comunidades mais pobres, mas atende apenas às necessidades individuais e a ajuda é feita por meio de doações. A falta de mudanças estruturais significativas não tira os necessitados da condição de carentes, pois não há elaboração projetos e políticas assistenciais. Um dos problemas suscitados pelo assistencialismo é a conservação da situação de carência das camadas marginalizadas por finalidades político-econômicas, visto que, por ser uma prática de doação, é um ótimo meio de construção de uma imagem favorável dos doadores em relação a certos públicos (principalmente os mais desinformados).

CAMPOS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

MEIO AMBIENTE - Os fatores que justificam a intervenção do Profissional nesta aérea são justamente as novas situações que são geradas não só pelo confronto que passa a existir entre a população, na condição de expropriados e a concessionária, mas também pelos efeitos causados pelos empreendimentos.

No caso das construções de Usinas Hidrelétricas, o objetivo do Serviço Social é o de incrementar as ações que vão possibilitar o desenvolvimento da política energética através de maior geração de eletricidade justificada pela necessidade de atender a demanda causada pelo desenvolvimento econômico regional. Diante dessa justificativa as empresas estatais desapropriam terras, desalojam populações e criam situações de conflito em diferentes momentos: antes da construção, durante e após o término do empreendimento.

O Assistente Social enquanto pesquisador do meio ambiente - O Serviço Social poderá, como qualquer outra área do conhecimento estudar os impactos ambientais causados pela construção de Usinas Hidrelétricas ou vir a compor uma equipe de pesquisadores que tem como objetivo o estudo dos impactos causados no meio ambiente por essas Usinas.

SAÚDE - Os Assistentes Sociais se inserem no processo de trabalho em saúde, como agente de interação entre os níveis do Sistema Único de Saúde – SUS com as demais políticas sociais, sendo que o principal objetivo de seu trabalho no setor é assegurar a integralidade e intersetorialidade das ações. O profissional desenvolve, ainda, atividades de natureza educativa e de incentivo à participação da comunidade para atender as necessidades de co-participação dos usuários no desenvolvimento de ações voltadas para a prevenção, recuperação e controle do processo saúde/doença. O que vale ainda ressaltar na inserção atual do Assistente Social na área de saúde é o fato de que essa “prática” não é mais mediada pela ideologia da ajuda e sim pela perspectiva da garantia de direitos sociais.

EDUCAÇÃO - A presença dos Assistentes Sociais nas escolas expressa uma tendência de compreensão da própria educação em uma dimensão mais Integral, envolvendo os processos sócio-institucionais e as relações sociais, familiares e comunitárias que fundam uma educação cidadã, articuladora de diferentes dimensões da vida social como constitutivas de novas formas de humana, nas quais o acesso aos direitos sociais é crucial.

ASSISTÊNCIA SOCIAL - O Assistente Social como trabalhador da Assistência Social tem como finalidade básica o fortalecimento dos usuários como sujeito de direitos e o fortalecimento das políticas públicas. Tendo em vista que o Assistente Social é um profissional comprometido com a autonomia dos sujeitos, com a crença no potencial dos moradores e das famílias das populações referenciadas pelo CRAS, para que rompam com o processo de exclusão /marginalização, assistencialismo e tutela. O profissional de Serviço Social trabalha na emancipação de famílias e comunidades, sendo que, uma das mais importantes dimensões do papel do assistente social, sempre na perspectiva de cumprir com o desafio de integrar as políticas sociais. Uma integração que, respeitadas as especificidades de cada área, se dá pelo ponto que têm em comum: a defesa da vida, da dignidade e do desenvolvimento social que possibilite a mais justa distribuição de bens e riquezas no país.

EMPRESA - No processo de inserção do Serviço Social no mundo privado do trabalho pode se afirmar que sua atuação nessa direção gira em torno tanto do funcionário quanto da empresa, na resolução ou na contenção de situação conflituosa e/ ou de dificuldades na produção ou nas relações sociais cuja atuação em alguns casos é estendida à família dos funcionários.

ASSESSORIA E CONSULTORIA - Área de atuação profissional requer preparo técnico e embasamento teórico e comprometimento ético político. Um profissional capaz de formular, gerir, implementar e avaliar políticas, projetos sociais, elaborar estudos e pesquisas .

ONGs - Atividades predominantes são: o esclarecimento de direitos sociais, benefícios e serviços institucionais; o planejamento de programas e projetos sociais; a assessoria/acompanhamento a grupos sociais; orientação/encaminhamento de serviços e benefícios sociais.

ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO JUDICIÁRIO - O Serviço Social tem seu espaço de trabalho dentro do judiciário, atuando como “peritos” e com isso poderão assumir responsabilidade sobre a vida de pessoas que estão em situações de vulnerabilidade social, que necessitam de proteção judicial.

Os Assistentes Sociais utiliza o estudo social como instrumento para análise da realidade encontrada pelos autores das ações judiciais podendo ser chamados a dar opiniões, fazer laudos e pareceres sociais. Sendo que estes constituem subsídios para instrumentos as decisões e analise da situação e posicionamento diante dos fatos apresentados.

O ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA DE CONSULTORIA - O Assistente Social como consultor através da atuação junto à empresa e seus gestores e colaboradores pode oferecer alternativas que repercutem positivamente na empresa principalmente nas áreas de:

• Elevação da produtividade

• Melhoria do clima organizacional

• Redução de acidentes do trabalho

• Redução do absenteísmo

• Melhor imagem positiva da Empresa

• Melhor utilização dos Benefícios oferecidos pela Empresa

• Mapeamento Social, Diagnóstico Social e Clima Organizacional;

• Administração de Benefícios / Convênios / Auto-Gestão

• Sinistralidade de Convênios

• Terceirização: controles administrativos, implantação de rotinas, suporte à área de RH, de acordo com o perfil e necessidade do cliente.

O Assistente Social exerce suas funções através de palestras, atendimentos individuais, grupais, dinâmicos e pesquisas, atua também promovendo reflexos sobre a origem dos fatores levando o cliente/ colaborador a ser capaz de decidir sua própria vida e carreira.

O ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA DA HABITAÇÃO - A atuação do Assistente Social na habitação estar norteada pelo Caderno de Orientação Técnico Social (COTS) que tem a finalidade de orientar as equipes técnicas sociais dos Estados, Distrito Federal, Municípios, responsáveis pela implantação dos programas habitacionais. Esta intervenção técnico-social é norteada pelos seguintes eixos básicos:

v Apoio à mobilização e organização comunitária,

v Condominial capacitação profissional, geração de trabalho renda,

v Educação, sanitária/patrimonial,

v Trabalho sócio-ambiental e ações informativas.

v Características sociais e econômicas da população a ser beneficiada.

EMPREGO PÚBLICO - Pesquisa realizada em 2005 pelo CFESS mostra que mais de 80% dos então 74 mil assistentes sociais com registro no conselho estavam empregados em postos do poder público; de 6% a 7% nas Organizações Não-Governamentais (ONGs) - um campo de trabalho crescente -; e outros 10% nas empresas privadas, que também estão ampliando as vagas no setor em função da adoção de políticas de sustentabilidade, que envolvem ações de responsabilidade social. O Assistente Social é, portanto, basicamente um “funcionário público”, com a missão de garantir o cumprimento dos direitos do cidadão, conscientizá-lo desses direitos e ajudá-los a se organizar coletivamente. Portanto, “o campo de trabalho sempre estará centrado no poder público”.

O conselho deve iniciar uma nova pesquisa nesse sentido, para atualizar os dados, mas acredita que essa proporção tenha mudado significativamente, mesmo com a ampliação das atividades de ONGs e das empresas na área. “Teremos, sim, aumento considerável no número de profissionais registrados”. Até setembro de 2008, o CFESS tinha 84 mil assistentes sociais registrados, sendo 22 mil deles apenas no Estado de São Paulo. “Hoje, esse número deve ter aumentado em pelo menos 3 mil novos profissionais ou mais”, e o número de registros é usado pelo conselho como um termômetro do mercado, já que, para trabalhar, o assistente social precisa dele, por determinação legal. “Em geral os profissionais buscam o registro quando encontram um trabalho”, conforme informativo encontrado em São Paulo foi feitos 985 registros em 2004. Em 2008 esse número subiu para 1.445, um aumento de 18%, hoje conforme pesquisa realizada junto ao CRESS, esse numero já chega a 2.180 Assistentes Sociais, o conselho registra também um aumento na oferta de cursos de Serviço Social, especialmente pelas universidades privadas, o que é considerado outro indício de aumento do mercado de trabalho. Nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), por exemplo, as matrículas no curso “Serviço Social” cresceram 122% este ano, em relação a 2008.

PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL - Segundo o manual “A profissão de Assistente Social”, de Ademir Silva, editado pela PUC-SP, este é o perfil do assistente social:

Campo de atuação - É um profissional do setor de serviços, a maioria no poder público. Trabalha no meio urbano, como assalariado. Os autônomos são apenas 1,2% do total. A jornada de trabalho é de 30 horas a 40 horas semanais.

Vínculos Empregatícios - 11,07% têm mais de um emprego. A maioria trabalha em instituições públicas: 40,97% municipais, 24% estaduais e 13,19% federais. Nas instituições privadas são 13,19%, e no terceiro setor, 6,81%.

Gênero e idade - Cerca de 3% dos profissionais são do sexo masculino, 5% têm entre 20 anos e 24 anos; 25% de 45 a 49 anos; 30% de 25 a 34 anos e 38% de 35 a 44 anos.

Religião - 67,65% são católicos; 12,69% protestantes; 9,83% espíritas kardecistas, seguidos pelos demais, dentre os quais 7,92% se declaram agnósticos.

Renda familiar - Mais de nove salários mínimos para 37,12%; de quatro a seis salários para 30,53%; de sete a nove salários para 21,95% e até três para 10,4%S.

De acordo com os dados colhidos durante a realização da pesquisa o grupo discutiu a respeito do campo de atuação do profissional em Assistente Social e após debates concluímos que a área da saúde é o setor que mais atraí os profissionais e o mais promissor, denota-se também que a educação também irá abrigar um grande número de profissionais, sendo assim foram analisados todos os parâmetros acerca da profissão no cotidiano, vimos também que o setor de segurança é a área aonde mais se aplica os direitos humanos, onde o individuo é amparado conforme Constituição Federal e tanto no setor publico quanto no setor privado cada vez mais se torna imprescindível a busca por profissionais capacitados e aptos a exercer de forma qualitativa e diferenciada um trabalho que dê resolubilidade frente às mazelas da sociedade frente às desigualdades sociais existentes ainda hoje.

BIBLIOGRAFIA

Netto, Jose Paulo, 1947-Ditadura e Serviço Social: Uma Analise do Serviço Social no Brasil pós-64/Jose Paulo Netto-16 ed. – São Paulo: Cortez, 2011

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CDU 364.442

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Terceiro setor e movimentos sociais hoje. Revista Serviço Social e Sociedade, ano XIX,

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