Trabalho Completo História Da Educação

História Da Educação

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Categoria: História

Enviado por: Alineana 15 maio 2013

Palavras: 5741 | Páginas: 23

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE PEDAGOGIA

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

E.E ESCOLA ARY MENEGATTO

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA PEDAGOGIA

ALINE BUENO DE CAMARGO DA SILVA RA: 3815656940

ÉLIDA DA COSTA EMERENCIANO RA: 9238709374

MILEINY KAREN MORAES RA: 3815643675

Atividade Prática Supervisionada (ATPS)

entregue como requisito para conclusão

da disciplina “História da Educação e da

Pedagogia”, -3º semestre-, sob orientação

do professora-tutora à distância Camila

de Melo Andriotti.

Santa Bárbara D’ Oeste

Abril/2013

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

Somos feitos de tempo?

De inicio, podemos admitir que o homem fosse um ser histórico, já que suas ações e pensamentos mudam no tempo, á medida que enfrenta os problemas não só da vida coletiva, como também da experiência pessoal.

A história é a interpretação da ação transformadora do homem no tempo. A pedagogia é a teoria crítica da educação, isto é, da ação do homem quando transmite ou modifica a herança cultural.

Nós somos feitos de tempo, pois somos seres históricos, já que nossas ações e pensamentos mudam no tempo, nos olhamos para o passado pois é de onde veio nossa cultura e costumes e feitos, A história nos diz de onde viemos e quem somos, assim temos um ponto de partida para darmos continuidade ao futuro e construirmos uma nova estrutura e melhorias do que foi feito no passado.

Como dizia Paulo Freire “(...) todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (...)”. Temos de saber o que fomos para saber o que seremos.

A memória da historia é uma herança de uma geração para geração. Se não existisse uma historia ou uma preservação da nossa historia como saberíamos quem foi nossos antepassados como eles viviam e qual era sua cultura e em que acreditavam. Cada povo tem sua herança cultural do passado e estabelece metas e mudanças, pois o que era bom no passado pode ser ruim no presente. Por isso nossas metas e planos para o futuro podem ser mudados e reescritos.

A historia não é idêntico em todos os lugares, pois a cada dia surgem novos acontecimentos diferentes, por isso nunca é idêntica em todos os tempos e em todos os lugares.

A história nos mostra o processo da ideia e do conceito cultural, ético e religioso de cada lugar. Nos ajuda a construir um novo mundo da educação e com isso conhecermos a lógica das identidades.

Devemos nos reconhecer que somos construtores da história, pois estamos sempre fabricando o passado. Que com o passado podemos sempre compreender e criticar “o que nos tornamos e o que faremos para melhorias de nossa historia” E é através dos registros que obtemos com uma visão crítica, é necessária para fazer mudanças acertadas, sem as ilusões de teorias que não tem raízes e histórias.

Cada geração assimila a herança cultural dos antepassados e estabelece projetos de mudança. Ou seja: estamos inseridos no tempo: o presente não se esgota na ação que realiza, mas adquire sentido pelo passado e pelo futuro desejado. Pensar o passado, porém, não é um exercício de saudosismo, curiosidade ou erudição: o passado não está morto, porque nele se fundam as raízes do presente.

Se resultarmos desse movimento incessante, é impossível pensar em uma natureza humana com características universais e eternas. Não há um conceito de “ser humano universal “que sirva de modelo em todos os tempos (...) Não nos compreendemos fora de nossa prática social, porque esta, por sua vez, se encontra mergulhada em um contexto histórico-social concreto.

Com a HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, construímos interpretações sobre as maneiras pelas quais os povos transmitem sua cultura e criam as instituições escolares e as teorias que as orientam. Por isso, é indispensável que o educador consciente e crítico, seja capaz de compreender sua atuação nos aspectos de continuidade e de ruptura em relação aos seus antecessores, a fim de agir de maneira intencional e não meramente intuitiva e ao acaso. Se formos seres históricos nada escapa à dimensão do tempo.

A História surge da necessidade de reconstituirmos o passado, relatando os acontecimentos que decorreram da ação transformadora dos indivíduos no tempo, por meio da seleção e da construção dos fatos considerados relevantes e que serão interpretados a partir de diversos métodos.

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, não é simplesmente uma disciplina. Ela trata da abordagem científica de recortes da realidade e oportuniza estudar a educação e suas teorias no contexto histórico em que surgiram, para observar a concomitância entre as suas crises e as do sistema social. As questões de educação estão engendradas nas relações que se estabelecem entre as pessoas nos diversos segmentos da comunidade. É um fenômeno que sofre os efeitos do jogo de poder, por estar de fato envolvida na política.

A origem da educação escolar no Brasil – a ação dos jesuítas como parte do movimento da contrarreforma católica.

A escola foi invenção da sociedade grega em que um número cada vez maior de privilegiados, vivendo também a invenção da democracia, reclamava para seus filhos a iniciação em técnicas e conhecimentos até então rigorosamente guardados pelas famílias aristocratas, aquelas que tinham virtude e valor.

Ao longo dos tempos a escola, de acordo com a sociedade na qual se insere, muda sua feição. Depois da conquista e da derrota da Grécia, o Império Romano leva os princípios de colaboração para a paz romana a todos os domínios conquistados e faz do latim (língua que era falada do Lácio, antiga região da Itália) língua oficial. Entre os Romanos, os estudos literários e científicos constituíram o cerne do “Plano de Estudos”, diferentemente dos gregos que tinham a filosofia um dos seus principais pilares.

Nascido no interior desse império, o cristianismo, tendo como principal instituição a Igreja Católica, vai se ocupar da educação, da instrução e cria suas próprias escolas, depois que os Bárbaros (assim chamados porque não viviam sob o domínio imperial e não falavam a língua oficial) derrotaram as forças guerreiras romanas.

Tanto a formação do cristão, que tem seu ensinamento baseado na Bíblia (em detrimento das artes liberais de Antiguidade), quanto a formação do homem capaz de prover a vida e defender o cristianismo, estabelecem novas formas de relação, de ética e de estética, inclusive pedagógicas, e nossas escolas estará presentes.

A educação admite que possa haver uma escola alegre e que os estudos literários, científicos e filosóficos constituem partes igualmente importantes de um currículo, um artefato cultural, como tantos outros. Novos mundos são alcançados, as Américas, anunciando uma nova era e novas raças culturais que obrigavam a pensar em um novo tipo de educação e um novo tipo de escola.

Os portugueses chegaram a uma nova terra a que dão o nome de Brasil e dela se apossam. Tornamo-nos colônia e durante mais de três séculos, apesar dos muitos movimentos de resistência e rebeldia, servimos de sustentáculo econômico da metrópole europeia, que gradativamente entrava em decadência. A grande propriedade e a mão-de-obra escrava traficada da África baseavam economicamente essa nova sociedade, formada pelos que aqui já habitavam há séculos: os nativos nominados de índios, negros, judeus, árabes, portugueses, holandeses, franceses, etc.

A idade moderna abre inteiramente três janelas, até então apenas entreabertas. Firma princípios e modos de conduta religiosos e a Igreja Católica é obrigada a admitir o protesto.

O século XVII não será apenas palco de grandes feitos políticos; será religioso, implementando proposições teológicas advindas da Reforma e Contrarreforma, com profundas consequências para a extensão da leitura e da escrita a um crescente número de pessoas, e para a escola, seus métodos, seu corpo docente e discente e suas normas e regras de conduta e bem viver.

O Brasil, parte do novo mundo conquistado por países católicos reformados, vai ter na Companhia de Jesus seu principal agente educador. Apesar das revoluções científicas, a teologia, a moral e uma disciplina militar dão o tom da educação jesuítica.

Curumins e filhos de colonos são os principais alvos da ação educativa dos padres que, em um só movimento, contribuíram para destruir a cultura dos nativos fazendo-os crer, por exemplo, na existência de um Deus Único e onipresente (onipotente e consciente): protegê-los dos mercenários, educar uma elite nos colégios secundários e formar quadros para a própria Ordem nos cursos superiores de teologia.

Destacamos os seguintes jesuítas que vieram ao Brasil no século XVI: Padre Manoel da Nóbrega, Padre José de Anchieta e Padre Antônio Vieira. Seus objetivos eram: levar o catolicismo para regiões descobertas no século XVI, principalmente a América; catequizar os índios americanos, China e África, para evitar o avanço do protestantismo; e construir escolas católicas nas diversas regiões do mundo.

Em Portugal, o Marquês de Pombal, representante dos novos ventos que assombravam a Europa e outras partes do mundo, expulsou os jesuítas do Reino e de suas colônias, acusando-os de acumularem fortunas e de não propagarem as conquistas das revoluções científicas centradas na razão.

No caso brasileiro, o século XIX será marcado pela progressiva institucionalização da escola e da lenta afirmação do lugar do estado como principal provedor da educação.

Já com o estabelecimento da família real no Brasil, fugitiva das tropas de Napoleão, em 1808, novos ares culturais e educativos começam a se respirar na colônia; cursos superiores, assim como a Biblioteca, o Museu Nacional, o Jardim Botânico, etc. As escolas normais são criadas e progressivamente a mulher, principalmente a partir do final daquele século, passa a ocupar a maior parte dos lugares no magistério primário. A escola, aos poucos, ganha materiais, espaços, profissionais próprios para ela, e passa a ser vista a partir de então, como a principal instância de transmissão do saber.

O século XX traz novos debates acerca da educação (auxiliada por ciências novas como a psicologia e a sociologia) e, com muita força, a escola passa a ser questionada por dentro: A Escola Nova chama a atenção para o papel do aluno como sujeito da aprendizagem e o papel de mediador do professor.

No final do século XX, e o início do século XXI, está instituído uma escola em que os meios de ensino são diferentes. A máquina não está instalada apenas na indústria, mas na sala de aula, desde projetores de slides ou gravadores e retroprojetores, hoje considerados modestos, até televisores e computadores ligados a internet.

A atenção de especialistas se volta agora para o papel do professor e para o risco do excesso, pois sabe-se que as doses excessivas de informação a que um número crescente de pessoas está exposta, ao invés de aumentar o saber, provocam ignorância.

A escola está em constante aceitação, produzindo cenas que são a expressão de um conjunto de normas e regras que a sociedade e essa máquina chamada educação pensaram para eles. Mas a educação nunca se restringiu a escola. Práticas educativas tem ocorrido, ao longo do tempo, fora dessa instituição, e as vezes, com maior força do que se considera, principalmente para certos grupos sociais e em determinadas épocas. A cidade, o trabalho, o lazer, os movimentos sociais, a família, a Igreja, foram, e continuam sendo, poderosas forças nos processos de inserção de homens e mulheres em mundos culturais específicos.

“A História da educação escolar no Brasil através de seus principais estabelecimentos”

DATA QUADRO CRONOLÓGICO

1500 • Chegado dos portugueses ao Brasil: Trouxeram em sua bagagem o modelo educacional europeu.

• Já existia no Brasil uma forma de educação praticada pelos indígenas. A educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as "marcas repressivas" do modelo educacional europeu.

1534 • Inácio de Loiola funda a Companhia de Jesus, que possuía objetivos catequéticos.

1549 • Chegada dos jesuítas que trouxeram a moral, os costumes, a religiosidade europeia e métodos pedagógicos.

• Os jesuítas abriram escolas de ler e escrever, prática agrícola, marcenaria e ferraria.

1570 • A obra jesuítica já contava com cinco escolas de instrução elementar.

1759 • Expulsão da Companhia de Jesus.

• Expulsão dos jesuítas de todas as colônias. Por 210 anos, os jesuítas foram os mentores da educação brasileira.

1759 • Pombal cria as aulas régias de Latim, Grega e Retórica. Criou também a Diretoria de Estudos.

1760 • Início do Período Pombalino: mudança nos padrões de educação que até então eram impostos pelos jesuítas. Neste período a educação ficou estagnada.

1764 • Decreto pombalino da instrução pública.

• Instituído o ensino laico e público.

1772 • Instituiu-se o "subsídio literário" para manutenção dos ensinos primário e médio. O resultado da decisão de Pombal foi que, a educação brasileira estava reduzida a praticamente nada.

1808 • Chegada da família real. A educação passou a ser voltada para quem tinha o poder.

• Com a chegada da Família Real Portuguesa, são fundadas a Escola de Medicina da Bahia (em Salvador) e a do Rio de Janeiro (atual Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ).

• Aumento da desigualdade social na educação: filhos de operários e agricultores eram condenados ao analfabetismo.

• O Brasil foi finalmente "descoberto" e a História passou a ter uma complexidade maior.

• Criação da Imprensa Régia.

• Abertura de Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, onde foi criado por meio de edital real o curso superior ou ilustrativo urbano.

1810 • Criação da Biblioteca Pública e Jardim Botânico do RJ.

• Fundada a Escola de Engenharia do Rio de Janeiro.

1812 • Criação da Gazeta do Rio.

1813 • Criação da revista “O Patriota”.

1818 • Abertura do Museu Nacional.

1822 • D. Pedro I proclama independência do Brasil.

1823 • Institui-se o Método Lancaster, ou do "ensino mútuo".

1824 • Lançada a primeira Constituição brasileira: trazia também medidas referentes à educação.

1826 • Decreto institui quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primárias), Liceus, Ginásios e Academias.

1827 • Um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas, além de prever o exame na seleção de professores, para nomeação. Propunha ainda a abertura de escolas para meninas.

• Fundadas a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, e a Faculdade de Direito de Olinda (Pernambuco).

1834 • O Ato Adicional à Constituição dispõe que as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário.

1835 • Surge a primeira Escola Normal do país, em Niterói.

• Bons resultados pretendidos não aconteceram, já que, pelas dimensões do país, a educação brasileira perdeu-se, obtendo resultados pífios.

1837 • É criado o Colégio Pedro II, com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário. Efetivamente, o Colégio Pedro II não conseguiu se organizar até o fim do Império para atingir tal objetivo.

1889 • Proclamação da Primeira República: na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista.

1890 • Reforma de Benjamin Constant: princípios de liberdade, laicidade do ensino (leigo) e gratuidade da escola primária. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica.

1901 • O Código Epitácio Pessoa, inclui a Lógica entre as matérias e retira a Biologia, a Sociologia e a Moral, acentuando, assim, a parte literária em detrimento da científica.

1906 • Criada a Liga Internacional para a Instrução Racional da Infância, que defende o estabelecimento da "Escola Moderna" para a educação infantil, sobre princípios laicos (não religiosos), racionais e científicos.

1909 • Primeira escola moderna fundada no Brasil, a Escola Nova, em São Paulo. Até 1919, serão fundadas outras 18 escolas do tipo, em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Niterói, Belém do Pará e Fortaleza, entre outras cidades.

1911 • A Reforma Rivadavia Correa, pretendia que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte.

• Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira.

1912 • Foi criada a primeira universidade brasileira: Universidade Federal do Paraná.

1915 • Fundada a Universidade Popular de Cultura Racionalista e Científica, por Florentino de Carvalho em São Paulo, dentro do movimento da Escola Moderna.

• Reforma Carlos Maximiliano

1919 • Morre Anália Franco, fundadora de mais de setenta escolas e mais de uma vintena de de asilos para crianças órfãs.

• Governo cassa as autorizações de funcionamento das escolas modernas. O movimento chega ao fim no Brasil.

1920 • A educação elitista entra em crise: instala-se na organização escolar da Primeira República, uma dualidade, que é fruto da descentralização pela Constituição de 1891.

1922 • João Luiz Alves introduziu a cadeira de moral e cívica com a intenção de abrandar os protestos estudantis.

1925 • Reforma João Luiz Alves da Rocha Vaz.

1927 • Anísio Teixeira secretário de Educação da Bahia viaja para os EUA, onde trava contato com as ideias do pedagogo John Dewey.

1930 • Criação do Ministério da Educação e das Secretarias de Educação dosa Estados.

1931 • O governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes. Estes Decretos ficaram conhecidos como "Reforma Francisco Campos".

• Anísio Teixeira retorna ao Brasil e assume a diretoria de educação pública do Rio de Janeiro, integrando a rede municipal de ensino.

1932 • Um grupo de 26 educadores realiza o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova: consciência da defasagem entre a educação e as exigências do desenvolvimento social e humano.

• Reforma Francisco Campos.

1934 • Terceira Constituição: a primeira a incluir um capítulo especial sobre educação estabeleceu pontos importantes para a educação.

• Por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira, foi criada a Universidade de São Paulo.

1935 • O Secretário de Educação do Distrito Federal, Anísio Teixeira, cria a Universidade do Distrito Federal, no atual município do Rio de Janeiro, com uma Faculdade de Educação na qual se situava o Instituto de Educação. Dura apenas até 1939, mas será o embrião da futura UEG (Universidade Estadual da Guanabara), atual UERJ.

1937 o Nova Constituição: seu texto sugere a preparação educacional de um maior contingente de mão-de-obra para as novas atividades abertas pelo mercado.

o É criada a Universidade do Brasil (atual UFRJ), agrupando 15 instituições públicas de ensino superior que já existiam na capital federal.

1942 o Reforma Gustavo Capanema: por iniciativa do Ministro Gustavo Capanema, são reformados alguns ramos do ensino: Leis Orgânicas do Ensino, e são compostas por Decretos-lei que criam o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI e valoriza o ensino profissionalizante.

1946 o O então Ministro Raul Leitão da Cunha regulamenta o Ensino Primário e o Ensino Normal, além de criar o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC, atendendo as mudanças exigidas pela sociedade após a Revolução de 1930.

o Paulo Freire começa a trabalhar com alfabetização de pessoas de baixa renda. Anísio Teixeira torna-se conselheiro da UNESCO (agência da ONU para Educação).

o Primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), promulgada pelo presidente Eurico Dutra. Anísio Teixeira volta a ser secretário de Educação da Bahia.

1948 o O anteprojeto de reforma geral da educação nacional é encaminhado à Câmara Federal, dando início a uma luta ideológica em torno das propostas apresentadas.

1950 o Anísio Teixeira inaugura em Salvador, no estado da Bahia, o Centro Popular de Educação (Centro Educacional Carneiro Ribeiro).

1952 o O educador Lauro de Oliveira Lima inicia uma didática baseada nas teorias científicas de Jean Piaget: o Método Psicogenético.

1953 o A educação passa a ser administrada por um Ministério próprio: o Ministério da Educação e Cultura.

1960 o Governo federal funda novas universidades federais no país, pela Lei nº 3.848, inclusive a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Santa Maria (primeira do interior do Brasil).

1961 o Promulgada a Lei 4.024, sem a pujança do anteprojeto original, prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica).

o Campanha de alfabetização, cuja didática, criada pelo pernambucano Paulo Freire, propunha alfabetizar em 40 dias adultos analfabetos.

1962 o Criado o Conselho Federal de Educação, que substitui o Conselho Nacional de Educação e os Conselhos Estaduais de Educação.

o Paulo Freire aplica seu método de alfabetização a 300 cortadores de cana analfabetos no interior de Pernambuco: em apenas 45 dias eles aprendem a ler e escrever. O sucesso do experimento inspira a criação de círculos culturais pelo Brasil.

o Criado o Plano Nacional de Educação e o Programa Nacional de Alfabetização, pelo Ministério da Educação e Cultura, inspirado no Método Paulo Freire.

1964 o Um golpe militar aborta todas as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira, sob o pretexto de que as propostas eram "comunizantes e subversivas".

o Golpe militar: Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira são cassados; Paulo Freire é preso e exilado. Muda-se para o Chile, onde trabalha para a FAO (Organização de Alimentação e Agricultura, uma agência da ONU) e milita no Movimento Cristão pela Reforma Agrária.

1967 o O regime militar institui o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), incorporando alguns dos métodos de Paulo Freire.

1968 o LDB do Ensino Superior.

1970 o Convidado pela Universidade de Harvard, Paulo Freire vai aos EUA e publica (no exterior) "Pedagogia do oprimido", seu principal trabalho, que dita as bases de seu método (pedagogia libertadora) e revoluciona a educação nos países em desenvolvimento. Muda-se novamente para Genebra, na Suíça, onde trabalha para a ONU e o Conselho Mundial de Igrejas.

1971 o É instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante. LDB do Ensino Básico.

o Anísio Teixeira é encontrado morto no fosso do elevador do prédio de Aurélio Buarque de Holanda.

1980 o Paulo Freire retorna ao Brasil.

1983 o Darcy Ribeiro, como secretário de Educação do estado do Rio, cria os Centros Integrados de Ensino Público, escolas públicas de educação integral inspiradas nas experiências de Anísio Teixeira. No ano seguinte, Darcy publica "Nossa escola é uma calamidade".

1985 o O Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL é extinto e criado o Projeto Educar.

1986 o É realizada a Conferência Brasileira de Educação em Goiânia, Estado de Goiás.

1987 o É extinta a Coordenação de Educação Pré- Escolar - COEPRE e o Programa Pré-Escolar passa a ser coordenado pela Secretaria de Ensino Básico do Ministério da Educação e da Cultura.

1988 o Promulgada a nova Constituição , que defende a educação como direito de todos e dever do estado e da família.

o Um Projeto de Lei para uma nova LDB foi encaminhado à Câmara Federal, pelo Deputado Octávio Elísio.

1989 o O deputado Jorge Hage enviou à Câmara um substitutivo ao Projeto do Deputado Octávio Elísio.

o Paulo Freire torna-se secretário de Educação da cidade de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina.

1990 o Collor de Mello cria os CIACs, inspirados na experiência dos CIEPs, em vários estados do Brasil.

1991 o Fundado o Instituto Paulo Freire, em São Paulo.

1992 o O Senador Darcy Ribeiro apresenta um novo Projeto que acabou por ser aprovado em dezembro de 1996, oito anos após o encaminhamento do Deputado Octávio Elísio.

1996 o Lei de Diretrizes e Bases da Educação: muda as etapas de ensino (Básico, Fundamental, Médio e Superior) e acrescenta um ano a mais ao Fundamental. Exige formação superior para contratação de professores, o que acaba com a função do "curso normal”.

1997 o Morrem Paulo Freire e Darcy Ribeiro.

o É criado, pelo Ministério da Educação, o Programa de Expansão da Educação Profissional - PROEP.

1998 o É instituído pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP, o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, para ser aplicado aos alunos concluintes e aos egressos deste nível de ensino.

2001 o O Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à educação - "Bolsa Escola" é criado

2002

É criado o Programa Diversidade na Universidade.

2004 O Pro uni ( Programa Universidade para todos ) vincula a concessão de bolsa em faculdades e universidades brasileiras ao desempenho do Enem, tornando mais popular o exame.

2007 Lançado pelo governo o plano de desenvolvimento da educação (PDE),que inclui um estudo detalhado sobre o ensino público e ações com o foco na formação do professor. Tentativa de diminuir a defasagem da educação brasileira.

2010 Dados do Ministério da Educação indicam que o Brasil avançou em ritmo lento em sala de aula e a qualidade do ensino é ainda uma meta distante. O atraso do país ainda se reflete no medidor do analfabetismo: a taxa é de 10%, quando deveria ter caído para 4%. Ao escancarar esse e outros nós, o atual documento do MEC tem o mérito de traçar um diagnóstico preciso, iluminar as várias lacunas e reforçar a ideia de que, com o acesso já garantido à sala de aula, é premente investir com mais vigor na tão almejada excelência acadêmica.

2012 Em agosto de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.711, popularmente conhecida como a Lei de Cotas. O Governo do Estado de São Paulo também lançou um programa de cotas – o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), que prevê chegar a 50% de vagas nas universidades estaduais paulistas para estudantes de escolas públicas até 2016.

2013 O debate em torno do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Senado desde setembro do ano passado, deve dominar o cenário no primeiro semestre de 2013. O tema mais controverso da proposta é o que trata do financiamento da Educação. O texto aprovado na Câmara dos Deputados determina que, até o final da vigência do Plano, o país passe a investir 10% do PIB no setor. Por enquanto, o projeto de lei tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Além disso, o relator, senador José Pimentel (PT-CE), pediu mais tempo para analisar as 80 emendas apresentadas depois de o documento ter sido enviado ao Senado. Em novembro de 2013, deve ocorrer a aplicação de mais uma edição da Prova Brasil, censitária para alunos do 5º e do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública, e do Saeb, amostral para alunos dessas mesmas etapas e também para alunos do 3º ano do Ensino Médio das redes pública e privada. Os resultados das avaliações ajudarão a compor o Ideb 2013, a ser divulgado em 2014.

ESCOLA E.E PROF ARY MENEGATTO

Americana/SP

A escola foi fundada em outubro de 1963, época que no Brasil, após a renuncia de Jânio Quadros, quem assumiu seu lugar foi seu vice, João Goulart. Este assumiu a presidência como regime parlamentarista, mas logo houve um plebiscito, onde 11.500.000 dos 18 milhões de eleitores compareceram à votação, confirmando a opção pelo presidencialismo por larga margem de votos. Formou-se, então, um novo ministério.

São 13 salas de aula, 1 sala de informática, 1 sala de data show e biblioteca. Ao todo são 1300 alunos divididos em três turnos. Trabalham na escola 40 professores e 20 funcionários (equipe gestora, secretaria, agentes de organização escolar e limpeza). A escola conta com duas quadras de esportes e uma área ao ar livre onde normalmente é usada pelos professores de arte e ciências. Todos os professores preparam aulas diversificadas na sala do data show e informática. Os alunos adoram a cantina da escola. A escola se filia a corrente pedagógica construtivista e espanhola. O método procura instigar a curiosidade, já que o aluno é levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os colegas.

O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.

Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer.

O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno. Existem várias escolas utilizando este método. Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida.

Noticias da escola:

Estudantes usam Projel para contribuir com o espaço do saber

Alunos do Ary Menegatto constatam que mudança de comportamento começa na escola.

A partir do incentivo do professor de Sociologia, Gunnar Oliveira, 25, da Escola Estadual Professor Ary Menegatto, alunos do 1º ano do ensino médio iniciaram um processo de detecção de pontos falhos na instituição.

O objetivo do projeto é promover a melhoria do espaço para o bem de todos. O projeto Mudanças na Escola recebeu destaque por tratar sobre a falta de higiene no ambiente escolar.

Os alunos observaram que muita coisa estava errada: papeis de balas e chicletes no chão, cortinas pichadas, principalmente a falta de respeito com a higienização dos banheiros.

Com a constatação chegou o questionamento: de que adianta discursar que a sociedade tem que contribuir com o meio ambiente, poluindo menos, se dentro das próprias escolas, a higiene não é obtida?

Portal do professor: Edição 32 - Bullying na Escola

Tentar contornar os problemas que surjam, chamando os alunos envolvidos para dialogar, é a primeira atitude que é tomada na Escola Estadual Professor Alberto Conte, na capital de São Paulo, a fim de resolver casos de bullying. Somente no caso desse procedimento não dar resultado é que a escola dará o passo seguinte, que é chamar os pais dos estudantes, explica a coordenadora pedagógica da instituição, Ivânia Schumacker.

Segundo ela, se nem assim conseguirem resolver a questão, será dado o terceiro passo, que é chamar o Conselho Tutelar. “Nossa escola não apresenta grandes problemas”, garante. Com 18 anos de experiência no magistério, três deles na Alberto Conte, Ivânia adianta que o tema bullying será trabalhado com os alunos, em 2010. “Vamos enfocar principalmente o ciberbullying, que é uma questão muito atual”, diz. A escola, localizada no bairro de Santo Amaro, atende 2.700 alunos de ensino médio.

A busca de diálogo com os envolvidos também é uma preocupação da Escola Estadual Professor Ary Menegatto, localizada no município de Americana, a cerca de 120 km da capital de São Paulo. A instituição desenvolveu, em 2009, um projeto multidisciplinar chamado Bullying. De acordo com a coordenadora pedagógica, Claudete Fernandes Ditão, toda a escola – são 1.088 alunos das séries finais do fundamental e do ensino médio – se envolveu no projeto, até as responsáveis pela merenda. Foram atendidos, principalmente, os alunos do 9º ano (8ª série) e do 3º ano do ensino médio.

Formada em geografia e em pedagogia, com 22 anos de magistério, dez dos quais na coordenação pedagógica do Ary Menegatto, Claudete afirma que essa escola tem uma boa clientela e não enfrenta os problemas que existem em outras instituições. “Achamos necessário trabalhar com esse tema porque ele é muito atual”, salienta. (Fátima Schenini)

HINO DA ESCOLA ARY MENEGATTO

Letra e música de Danunzio Benencase

Salve os estudantes desta escola varonil. Salve!

Mestres, professores na grandeza do Brasil.

Caminhamos sempre confiantes no labor deste torrão.

Nosso empenho, nossa conquista, ficará no coração.

Salve! Estudando e aprendendo,

Na esperança de um porvir.

Para frente mocidade o futuro há de sorrir.

SALVE,SALVE BRASIL!!!

Esse é o logotipo dos uniformes. O logotipo sempre foi o mesmo, mudando apenas a cor da camiseta de branco para cinza.

ALUNOS PARTICIPANDO DO PROJETO CAMARA JOVEM

TURMA DO 1º F EM 2010

Referências bibliográficas:

-Livro-Texto da Disciplina

ARANHA, M. L. de Arruda. História da Educação e da Pedagogia. 3. ed. São Paulo: Moderna,

2006.

-NASCIMENTO, Maria Isabel Moura et al. Instituições Escolares no Brasil Colonial e

Imperial. 2009. Disponível em:

<https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B7Ut

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n>. Acesso em: 24 set. 2012.

-GALZERANI, M. C. Bovério. Memória, História e Tempo: perspectivas teóricometodológicas

para a pesquisa em Ensino de História. Cadernos do CEOM, ano 21,

n. 28. Disponível em:

<http://apps.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/rcc/article/viewFile/152/60

-FOX, Mem. Guilherme Augusto Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque Book, 1984.

-http://www.oliberalnet.com.br/noticia/25F25EA68EC-estudantes_usam_projel_para_contribuir_com_o_espaco_do_saber

-http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=934

- www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb09.htm

- www.brasilescola.com/historia-da-america/era-kennedy.htm

- www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=6621

- www.portalbrasil.net/politica_presidentes_jango.htm

FONTES ORAIS: COORDENADORAS DA ESCOLA ARY MENEGATTO:

SOLANGE DOTA (ENSINO MEDIO)

CLAUDETE HERNANDES DITAO (ENSINO FUNDAMENTAL)