Trabalho Completo Historia Da Educação

Historia Da Educação

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Categoria: Outras

Enviado por: navi 25 setembro 2013

Palavras: 4099 | Páginas: 17

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

Memorial apresentado ao Curso de pedagogia – Programa Especial de Formação de Professores no Município de Campo Verde da Faculdade Anhanguera, como pré-requisito para avaliação da disciplina História da Educação.

CAMPO VERDE

2012

INTRODUÇÃO

A disciplina História da Educação é importante à medida que fornece aos estudantes dessa disciplina do curso de pedagogia material histórico que permite aos alunos analisar o processo de implantação da educação escolar em território brasileiro. Assim conforme se estuda a História da Educação percebem-se as mazelas praticadas para com este assunto no Brasil, de maneira a explicar porque em pleno século XXI, o Brasil ainda apresenta tantas dificuldades no que diz respeito ao estabelecimento de um sistema modelo educacional próprio, capaz de fazer com que os alunos desde as series iniciais até o ensino médio consigam ter continuidade de seus estudos sem que estes sejam interrompidos na segunda fase do ensino fundamental.

Logicamente lendo os fatos ocorridos na história nos mostram que a educação quanto levada a sério pelo seu governo pode trazer grandes avanços sociais, um exemplo disso é o fato do planeta estar dividido em países considerados desenvolvidos e países em via de desenvolvimentos, este último em geral apresentam baixo investimento na educação, contando como fator histórico para explicar seu atraso tecnológico e de pesquisa frente aos demais países considerados ricos e desenvolvidos.

À medida que se estuda a História da Educação Brasileira e que se busca aprender a historicidade na área educacional compreende-se que no período colonial, a educação tinha como objetivo principal cunho missionário de evangelizar os nativos, e manter a moralidade e os bons costumes da igreja católica entre os colonos. Principalmente após as contra reforma, e com a expansão da igreja protestantes que confrontava os dogmas da igreja católica, conquistas novas fieis era prioridade e a única maneira de conseguir com que os nativos se convertessem a sua fé, por isso os padres os catequizaram ensinando ler e escrever.

A partir deste fato compreende-se que desde o inicio da colonização a educação não era prioridade nestas terras para contribuir no sentido de evoluir, de ganhar conhecimento e passar adiante, de maneira a elevar o país a outro nível social. A educação era um meio de domesticar os nativos, de atender aos propósitos da igreja em aumentar seu numero de fieis e levar sua crença a outros povos, ao Novo Mundo.

Por isso, poucos investimentos foram feitos no sentido de melhorar a educação brasileira, de se estabelecer um modelo educacional que atendesse as necessidades do país, mesmo após a constatação de que seu nível educacional ser considerado ruim nada se fez para elevar o nível educacional e assim criar um sistema educacional que pudesse garantir ao Brasil uma evolução gradativa e constante capaz de atende as necessidades educacionais do país à medida que este crescia em termos populacionais.

Diante das seguintes pontos abordados anteriormente se propõe pesquisar a seguinte problemática: Porque o Brasil não dispõe de um sistema de ensino que garante qualidade as escolas públicas brasileiras?

Para esta questão a hipótese que se levante é de que: A deficiência de um sistema educacional próprio e bem estabelecido se deve a falta de investimentos no ensino brasileiro.

Assim ao desenvolver o trabalho tem-se como objetivo relatar uma parte história da educação no Brasil através dos colégios fundados desde o período colonial, imperial e republicano.

Os objetivos específicos do trabalho são: descrever a relação da historia com nossa própria historia; delinear sobre a educação no Brasil no período colonial pela igreja católica; Abordar os principais colégios, escolas e universidades, institutos criados nos período colonial, império e republicano.

As questões a serem abordadas neste trabalho podem servir como maneira de analisar o passado da educação brasileira e olharmos para esse fato, utilizando-o como parâmetro para compararmos as melhorias já alcançadas, as reformas já efetuadas. Neste sentindo, o sistema educacional brasileiro caminhou em busca de melhorias e os fatos registrados nos contam os detalhes desse processo.

1. “Somos feitos de tempo”... A escrita sobre a preservação da memória histórica e a reconstituição do passado.

Historicamente, os estudos científicos e históricos demonstram que desde que surgiram os seres humanos tem passado por constantes processos de mudança, isso mostra que a raça humana é um ser histórico, pois suas ações e pensamentos ao longo do tempo mudaram, evoluíram à medida que foram observando o ambiente em sua forma e a maneira como este modificava se reproduzia, levando os seres humanos a compreenderem a forma como a natureza se equilibrava através de sua forma de reprodução e continuidades das espécies.

A partir da observação, os seres humanos começaram a evoluir, iniciando-se o processo de produção agrícola, a domesticação de animais, passando há ter mais tempo a dedicar a outras atividades, esse processo evolutivo permitiu o seu estabelecimento em um determinado lugar, geralmente situado próximo a rios, onde obtinha água, alimentos como peixe e ainda podiam a exercer suas atividades cotidianas de caça e pesca. Com o tempo livre, os seres humanos desenvolveram outras habilidades além da caça, pesca e coleta de frutos, como fazer cerâmicas, tecer vestimentas e etc.

A experiência da vivência coletiva permitiu que se desenvolvessem outras habilidades, e esse processo de formação de conhecimentos sempre foi transmitidos de geração a geração pelos nossos antepassados, sendo esta uma forma de educação, onde se destaca a arte de ensinar e aprender costumes, hábitos, técnicas de sobrevivência.

Deste modo, as gerações assimilaram a herança cultural dos antepassados e estabeleceram projetos de mudanças (ARANHA, 2006). Essa assimilação ocorre porque estão inseridos no tempo: de maneira que o presente não se esgota na ação que se realiza, mas adquire sentido pelo passado e pelo futuro desejado.

Pode-se observar que a natureza humana esta em constante mudança de conceitos e ate mesmo estabelecendo tabus. Então ao longo dos milhares de ano em que os seres humanos evoluíram não se pode estabelecer uma natureza humana universal e eterna. Na pratica social, o ser humano e sua natureza encontram-se mergulhados num contexto histórico-social concreto, que determina suas características e modo de ser conforme seus modos culturais e costumes, e a educação participa ativamente desse processo de formação de cada sociedade e de seus cidadãos.

A questão principal a ser respondida neste texto é “somos feitos de tempo”? A História da Educação auxilia na construção da interpretação sobre as maneiras pelas quais os povos transmitem sua cultura e criam as instituições escolares, assim como as teorias que as orientem (ARANHA, 2006). Nesse contexto, é importante que o educador seja consciente, critico e capaz de compreender os aspectos que permeiam esse processo educativo, a partir de um processo de continuidade e de ruptura em relação aos seus antecessores, tendo condições de agir e interferir de maneira intencional no que for necessário e não de modo intuitivo ou ao acaso.

Como seres históricos, a história surge como uma necessidade de reconstruir o passado, pois através desta ferramenta relatam-se os acontecimentos que decorreram de ação transformadora realizada por pessoas no tempo, anotando, relatando através de seleção os fatos mais importantes e que serão interpretados por diversos métodos e maneira conforme o contexto.

Assim a Historia da Educação retrata por meio de abordagem cientifica a realidade e oportuniza estudar a educação e suas teorias no contexto histórico em que os fatos aconteceram ou surgiram, como uma forma de observar e analisar se a semelhanças entre as suas crises e as do sistema social (ARANHA, 2006).

As questões de educação estão aliadas as relações estabelecidas entre as pessoas nos diversos segmentos da comunidade onde há alguma forma de aprendizado, ou seja, conhecimento sendo transmitido.

Portanto somos feitos de tempo, sim e a história da educação aborda esses fatos ao relatá-los, mostrando a evolução do pensamento, das teóricas que buscam explicar os fatos relacionados à educação em cada cultura, povos e etnias.

A história da educação enquanto disciplina no curso de pedagogia é importante para as discussões a acerca das mudanças nos padrões educacionais, nas teorias que se elaboram a medida que se estuda as formas de implementar melhores maneiras de ampliar a capacidade de transmitir conhecimento cientifico.

Assim, desta forma pode-se buscar interpretações das fontes cientificas já produzidas, para melhor conhecer nosso passado e compreender nosso presente, tentando equilibrar as diferenças que há e procurando trazer novas perspectivas conforme o futuro se aproxima, podendo gestar melhores políticas educacionais. Elaborar reformas educativas, criar leis que protejam a educação e dar respaldo as entidades que lutam e defendem a implantação de uma educação democrática e de qualidade.

2. A origem da educação escolar no Brasil - a ação dos jesuítas como parte do movimento da contra-reforma católica

No Brasil, antes do descobrimento e ocupação de seu território pelos portugueses, a educação não existia um modelo educacional. Nas tribos indígenas o conhecimento era passado de geração para geração, onde os mais novos aprendiam como os mais velhos de sua tribo. Esse processo consistia em repassar a sua língua, hábitos alimentares, técnicas de caça, de pesca, de coleta e etc.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil e passaram a ocupar o território trouxeram seu próprio padrão educacional, predominante na Europa. Considerando que as populações que habitavam as terras brasileiras já possuíssem características próprias de se fazer educação. Assim com a chegada dos europeus estabeleceu um modelo educacional diferente do que praticava as populações indígenas que não tinha as marcas repressivas do modelo educacional europeu (BELLO, 2001).

Esse modelo educacional europeu que passou a existir em terras brasileiras com a chegada dos portugueses veio através da Companhia de Jesus em 1549 e habitaram as terras tupiniquins ate sua expulsão pelo Marques de Pombal em 1759 (ALMEIDA E TEXEIRA, 2000).

O sistema educacional no Brasil tem sua origem com os jesuítas. Os jesuítas eram padres da Igreja Católica que compunha a Companhia de Jesus. A Companhia de Jesus foi fundada por um soldado espanhol, Inácio de Loyola, que após ser ferido em combate da Pamplona, na Espanha, em 1520, passou a dedicar sua vida a Deus, deixando o exército e retirando-se para um convento (LOPEZ & MOTA, 2008).

Os jesuítas eram considerados “soldados do catolicismo” e agiam como tal, tendo um padrão hierárquico semelhante ao de um exercito, e seus soldados se submetiam as ordens de seus superiores. Formados sob rígida disciplina, os jesuítas disseminaram a doutrina católica por meio de missões de catequese que se espalharam por vários continentes do planeta.

A criação dessa Companhia logo após a Reforma Protestante ocorrida no século XVI tinha como objetivo barrar o avanço do protestantismo no mundo. Tem-se que esta ordem religiosa foi criada no contexto da Contra-Reforma Católica. Com a descoberta de novos territórios e novos povos, os jesuítas tinham como missões ampliam a dominação da igreja católica e isto representava uma oportunidade de se expandir, dando ênfase ao que fora denominado de Contra Reforma Católica.

Os lideres dessa missão no novo mundo são os padres José Anchieta e Manuel da Nóbrega este eram os integrantes da comitiva de jesuítas enviados ao novo mundo, para dar seqüência ao projeto da Igreja da Contra reforma, militante e conservadora. Sua missão ao Novo Mundo consistia em evangelizar esses povos, e para que esse objetivo fosse alcançado fundaram colégios católicos, paróquias (LOPEZ & MOTA, 2008).

Os jesuítas que vieram e estabeleceram-se no Brasil tinham como objetivo, levar o catolicismo como religiões a povos que desconheciam a religião católica. Assim deste modo, seu trabalho consistia em catequizar os índios, transmitindo-lhes a língua portuguesa e espanhola, os costumes europeus e a religião católica.

Além de propagar a fé católica, os jesuítas foram os primeiros a instituir o ensino letrado e sistematizado no Novo Mundo. Buscando impedir que o protestantismo expandisse no Novo Mundo, então a descoberta de novos territórios e povos serviu ao propósito da igreja católica de expandir seu domínio através dos jesuítas.

No Brasil, os jesuítas contavam com total apoio da Coroa para efetuar a “conquistas espirituais” dos índios, e assim moralizar os costumes do contingente que era muito heterogêneo dos colonos que aumentavam em terras brasileiras (LOPEZ & MOTA, 2008)

De acordo com Saviani (2008), nesse período instituíram-se os primeiros passos que começou o Brasil iniciou um modelo educacional.

Fundaram e criaram os primeiros colégios, as únicas instituições de ensino aberta ao público que existiram na colônia, freqüentadas pelos filhos das elites coloniais. [...] O colégio da Bahia abriu suas portas 1550 e recebeu sete órfãos de Lisboa. No mesmo ano, ergueu-se, o colégio de São Vicente, que, além da “escola de ler e escrever” contava com uma aula de gramática latina. Em 1554, o padre José Anchieta reuniu 12 missionários, para que estudassem a gramática e servissem de interprete entre os índios (LOPEZ & MOTA, 2008, p. 146).

Os jesuítas eram responsáveis pela educação dos filhos dos colonos, por moralizar os colonos, então passaram a abrir colégios em varias outras capitanias como: ilhéus, maranhão, Rio de Janeiro. Eles também atuavam na formação de outros padres para compor a Companhia de Jesus, que iriam ajudar no trabalho missionário e de colonização dos índios. Para tal propósito, os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo, ao perceberem que não seria possível converter os nativos a fé católica sem que este soubesse ler e escrever, para assim compreender o que desejavam lhe transmitir os padres, um modelo educacional e principalmente religioso conforme suas condutas.

3. O quadro em linha cronológica (Colônia/Império/ 1ª Republica e 2ª republica)

Nesta secção serão abordados em ordem cronológica os registros mais significativos dos primeiros estabelecimentos escolares fundados à época da Colônia, Império e República Brasileira.

De acordo com Bello (1998), o Brasil não conseguiu implantar um sistema educacional próprio durante o período em que os jesuítas eram os responsáveis pela educação dos nativos e dos colonos, o sistema seguia regras do sistema europeu. Porém com a vinda da Família Real para o Brasil, essa mudança permitiu uma ruptura com a situação anterior no que diz respeito ao modelo educacional.

Para que o país se adequasse as necessidades da estadia de D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, além da Biblioteca Real, o jardim Botânico e etc.; Apesar do país conquistar essas escolas seu sistema educacional continuou em segundo plano. Um exemplo é se compararmos a existência de universidades entre as colônias portuguesas e espanholas. Nas colônias espanholas “já existiam muitas universidades, sendo que em 1538 já existia a Universidade de São Domingos e em 1551 a do México e a de Lima, a nossa primeira Universidade só surgiu em 1934, em São Paulo” (BELLO, 1998).

Historicamente, podemos acompanhar o avanço da educação no Brasil, nem sempre foi prioridade para os que ocupavam estas terras e apossavam de suas riquezas. De modo, que os fatos mostram que por todo o Império, período que inclui desde D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, pouquíssimos foram os avanços feitos em prol da educação brasileira, que recebia muitas reclamações por sua baixa qualidade.

Ainda segundo Bello (1998), mesmo após a Proclamação da Republica varias reformas foram realizadas no sistema educacional buscando melhorá-lo, o autor afirma que “a educação brasileira não sofreu um processo de evolução que pudesse ser considerado marcante ou significativo em termos de modelo”.

A cronologia sobre o período Colonial, Imperial e República mostrara os colégios, escolas e universidades que foram criados no Brasil no decorrer desses três períodos.

CRONOLOGIA DO PERIODO COLONIAL (1549 a 1759)

|ANO |HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA |

| |Chega ao Brasil o primeiro grupo de seis padres jesuítas, chefiados por Manuel de Nóbrega, marcando o início da História |

| |da Educação no Brasil (nos moldes europeus). Quinze dias após a chegada funda, na cidade de Salvador, a primeira escola |

|1549 |elementar. |

|1554 |São fundadas as escolas jesuítas de São Paulo de Piratininga, tendo como seu primeiro professor o padre José de Anchieta,|

| |e a da Bahia. |

| |É fundado o colégio jesuíta de Todos os Santos. |

|1556 |Começa a vigorar as "Constituições da Companhia de Jesus", incluindo a aprendizagem do canto, da música instrumental e o |

| |estudo profissional agrícola. |

|1567 | É fundado o colégio jesuíta do Rio de Janeiro. |

| |O Brasil conta com cinco escolas elementares (Porto Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de |

|1570 |Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia). |

|1575 |No colégio da Bahia já se colava grau de Bacharel em Artes. |

|1576 |No colégio da Bahia formam·se licenciados |

|1622 |É fundado o colégio jesuíta do Maranhão. |

|1631 |É fundado o colégio jesuíta de Santo Inácio, em São Paulo. |

|1652 |É fundado o colégio jesuíta de São Miguel, em Santos, o de Santo Alexandre, no Pará, e o de Nossa Senhora da Luz, em São |

| |Luiz do Maranhão. |

|1654 |É fundado o colégio jesuíta de São Tiago, no Espírito Santo. |

|1678 |E fundado o colégio jesuíta de Nossa Senhora do Ó, em Recife. |

|1683 |É fundado o colégio jesuíta da Paraíba. |

|1699 |É fundada na Bahia a Escola de Artes e Edificações Militares. |

|1738 |É fundada no Rio de Janeiro a Escola de Artilharia. |

|1739 |São fundados os Seminários de São José e São Pedro, no Rio de Janeiro. |

|1776 | É criado no Rio de Janeiro, pelos padres Franciscanos, um curso de estudos literários e teológicos, destinado à formação|

| |de sacerdotes. |

|1800 | O bispo Azeredo Coutinho funda o Seminário de Olinda. |

|1802 | D. Azeredo Coutinho funda em Pernambuco o Recolhimento de Nossa Senhora da Glória, só para meninas da nascente nobreza e|

| |fidalguia brasileira. |

|1808 | É fundada uma escola de educação, onde se ensinavam as línguas portuguesas e francesas, Retóricas, Aritmética, Desenho e|

| |Pintura. É criada a Academia de Marinha, no Rio de Janeiro. |

| |São criados cursos de cirurgia no Rio de Janeiro e na Bahia. É criada uma cadeira de Ciência Econômica, na Bahia, da |

| |qual seria regente José da Silva Lisboa, o futuro Visconde de Cairu. |

|1812 |São criados cursos de Agricultura na Bahia. É criada a escola de serralheiros, oficiais de lima e espingardeiros, em |

| |Minas Gerais. É criado o laboratório de química no Rio de Janeiro. |

|1814 | São criados cursos de agricultura no Rio de Janeiro. |

|1816 | É criada a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. |

|1818 |· Surge um curso de desenho com o objetivo de "beneficiar muitos ramos da indústria". · É criado o Museu Nacional no Rio |

| |de Janeiro. |

Fonte: BELLO, (1998).

2. Período Imperial (1822 – 1888)

Esse período marcado pelo retorno da Família Real e o rei D. João VI a Portugal em 1821. No ano seguinte em 1822, no dia 07 de setembro, seu filho D. Pedro I, declara independência do Brasil em relação a Portugal. Dois anos depois em 1824 foi ortogada a primeira constituição brasileira e no art. 179 desta Lei Magna determinavam que a "instrução primária e gratuita para todos os cidadãos".

Entretanto, não havia professores suficientes para todos, e institui-se o Método Lancaster, ou do "ensino mútuo", onde um aluno treinado ensinaria ao um grupo de 10 alunos sob a vigilância de um inspetor.

Para atender a essa falta de professores foram criadas as escolas normais a partir de 1835, buscando formar professores para ensinar nas escolas que existiam no país, mas devido às dimensões do país, a educação brasileira não obteve grande avanço, somente resultado considerado pífios (BELLO, 1998).

O Período Imperial não conseguiu instituir no país um modelo educacional que abrangesse a todos, houve tentativas, mas estas não foram suficientes para satisfazer as necessidades do país.

CRONOLOGIA DO PERIODO IMPERIAL (1822 – 1888)

|ANO |HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA |

|1822 |O Decreto de 1o de março criava no Rio de Janeiro uma escola baseada no método Lancaster ano ou de ensino mútuo. Ou seja,|

| |somente um professor para cada escola. |

|1825 |É criado o Ateneu do Rio Grande do Norte. É criado um curso jurídico provisório na Corte. |

|1827 |São criados os cursos de Direito de São Paulo e Olinda. |

| |É criado o Observatório Astronômico. Uma Lei Geral, de 15 de outubro, dispõe sobre as escolas de primeiras letras, |

| |fixando-lhes o currículo e institui o ensino primário para o sexo feminino. |

|1832 |Convertem·se em Faculdades de Medicina, as Academias Médico-Cirúrgico do Rio de Janeiro e da Bahia. |

|1835 |É criada uma escola normal em Niterói. A primeira do Brasil. |

|1836 |É criada uma escola normal na Bahia. São criados os Liceus da Bahia e da Paraíba. |

|1838 |O Colégio Pedro II é fundado no Rio de Janeiro. |

|1839 |É criada uma escola normal no Pará. |

|1845 |É criada uma escola normal no Ceará. |

|1846 |É criada uma escola normal em São Paulo. |

|1848 |É criada uma escola normal em São Paulo |

|1854 | É criada uma escola normal na Paraíba. |

|1870 |É criada a primeira escola confessional protestante, a Escola Americana, escola primária de cunho presbiteriano. É |

| |criada uma escola normal no Rio Grande do Sul. |

|1874 |É criada a Escola Politécnica. |

|1880 |Surge a primeira escola normal da Capital do Império, mantida e administrada pelos Poderes Públicos. |

|1881 |É criado o Colégio Piracicabano, confessional protestante de cunho metodista |

|1884 |É criada a Escola Neutralidade, escola primária de cunho positivista. |

|1888 |É criado o Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro |

Fonte: BELLO, (1998).

3. Período da Republicano (1889 – 1936)

O Período da República iniciou no Brasil com a República proclamada passando a adotar um modelo político americano, baseado no sistema de presidencialista. Nesse período as educações brasileiras ocorreram algumas reformas no modo de ensinar e orientar os alunos pregava-se a liberdade de ensino.

Alguns avanços são conquistados com relação à criação de escolas de nível superior, algumas universidades e institutos, academias propiciando ao país mais conhecimento.

CRONOLOGIA DO PERIODO DA REPUBLICA (1889 – 1936)

|ANO |HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA |

|1893 |É criado, em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz e a Escola Politécnica. |

|1895 |É Criado o Museu Paulista. É criada a Escola de Engenharia do Mackenzie College, em São Paulo. É fundada a Academia |

| |Brasileira de Letras por Machado de Assis. |

|1899 | É criado, em São Paulo, o Instituto Biológico, o Butantã, cuja direção foi confiada a Vital Brasil. |

|1901 | É criado, no Rio de Janeiro, o Instituto Soroterápico Federal, ou a escola de Manguinhos, dirigido por Oswaldo Cruz. É |

| |criada a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. |

|1902 |São criadas, em São Paulo, as Escolas de Comércio Álvares Penteado e do Mackenzie College. |

|1907 |O Instituto Soroterápico Federal passa a se denominar de Instituto de Patologia Experimental. |

|1931 |O Decreto 19.852, de 11 de abril, dispõe sobre a organização da Universidade do Rio de Janeiro. |

|1934 |Cria-se a Universidade de São Paulo. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades|

| |Brasileiras de 1931. É fundada a Universidade de Porto Alegre. |

|1935 |Cria a Universidade do Distrito Federal, com uma Faculdade de Educação na qual se situava o Instituto de Educação. |

Fonte: BELLO (1998).

2.3 A história da escola escolhida pelo grupo com todas as características indicadas para a pesquisa (letra (a) até (k);

REFERENCIAS

ALMEIDA, J. S. G., TEXEIRA, G. R. M. A educação no período colonial: o sentido da educação na dominação das almas. Trilhas, Belém, v.1, n.2, p. 56-65, nov., 2000. Disponível em: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/5.pdf. Acesso em: 05 abr. 2012.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e pedagogia: geral e Brasil. São Paulo: Moderna, 2006.

BELLO, J. L. P. História da Educação no Brasil. 1998. Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb01.htm. Acesso em: 06 abr. 2012.

BELLO, J. L. P. Educação no Brasil: a História das rupturas. 2001. Disponível: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb14.htm. Acesso em: 06 abr. 2012.

LOPEZ, A. MOTA, C. G. História do Brasil: uma interpretação. São Paulo: Editora SENAC – São Paulo, 2008.

RUCKSTADTER, F. M. M. et. al,. As origens do ensino do Ensino de História no Brasil colonial: apresentação do epítome cronológico, genealógico e histórico do padre jesuíta António Maria Bonucci. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/u5hx7iec.pdf. Acesso em 05 abr. 2012.

SAVIANI, D. A pedagogia no Brasil: História e Teoria. Campinas: Autores Associados, 2008.