Trabalho Completo LINHAS DE PENSAMENTO DE: PIAGET , VYGOTSKY E FREUD

LINHAS DE PENSAMENTO DE: PIAGET , VYGOTSKY E FREUD

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Categoria: Psicologia

Enviado por: 38025018 11 julho 2013

Palavras: 1614 | Páginas: 7

INSTITUTO BIOEDUCAÇÃO

FACNORTE – FACULDADE DO NORTE DO PARANÁ

CURSO DE PÓS GARDUAÇÃO

EDILMA PEREIRA DA SILVA

ELIANE RODRIGUE FREIRE

GILBERTO RODRIGUES DA SILVA

LINHAS DE PENSAMENTO DE: PIAGET , VYGOTSKY E FREUD

SERTÂNIA – PE

2013

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO_____________________________________________________02

1 DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM JEAN PIAGET________________03

1.1 DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM VYGOTSKY_________________03

1.2 DA TRANFORMAÇÃO DA ENERGIA INTITIVA EM MOTIVAÇÕES FREUD__04

1.3 ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DA PERSONALIDADE__________________04

RESUMO__________________________________________________________06

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_____________________________________07

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo apresentar considerações sobre o desenvolvi¬mento da inteligência e o papel da educação, relacionando as concepções de Jean Piaget , Lev S. Vygotsky e Freud acerca deste assunto, considerando as semelhan¬ças e diferenças em suas teorias. O presente estudo utilizou- se do método de pes¬quisa bibliográfica.Por meio das discussões realizadas neste trabalho, chegou-se a ideia de que não há um modelo ideal à prática pedagógica, sendo possível atuar na educação considerando o contexto social em que tanto o educa¬dor, enquanto medi¬ador, quanto o educando estão inseridos. Tendo em vista que o desenvolvimento da inteligência não se limita ao ambiente escolar.

A relação entre aprendizagem e desenvolvimento são complementares entre tais processos, embora sejam inerentemente diferentes, onde cada um exerce suas in¬fluências sobre o outro, seria uma idéia de uma terceira posição. Mediante a ação do sujeito sobre o objeto e os objetos destes sobre o sujeito, tais processos são re¬sul¬tados de estruturações e reestruturações progressivas. Nessa linha Piaget diz

“Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios.(Jean Piaget)”

Tomando como base referencial as teorias de Piaget e Vygotsky este trabalho apresenta as convergências e divergências entre o pensamento de um e outro autor que só pode ser efetivamente compreendida via um entendimento das raízes epis¬temológicas de suas ideias. Fazendo assim possíveis análises dos processos de desenvolvimento e aprendizagem e resgatar o conceito, origem e a forma como es¬ses fatores são articulados em ambas as perspectiva.

As Teorias Interacionistas (base dialética) explicam o conhecimento mediante tanto a participação do sujeito quanto dos objetos do conhecimento, o que resulta não só da organização do real como também na construção das estruturas do su¬jeito. Os principais defensores dessas teorias são Piaget(1896 – 1980) e Vy¬gotsky(1896 a 1934). Segundo Vygotsky:

‘Ao brincar, a criança assume papéis e aceita as regras próprias da brinca¬deira, executando, imaginariamente, tarefas para as quais ain-da não está apta ou não sente como agradáveis na realidade.” (Vy-gotsky) .

1- DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM - JEAN PIAGET

Responder as perguntas “como se formam o conhecimento?” e como evolui o conhecimento?” tem sido abordado pela Psicologia Genética de Piaget fazendo-nos entender no processo de aprendizagem como construção do conhecimento e dedu¬ção de hipóteses sobre as leis próprias do desenvolvimento. De acordo com o cons¬trutivismo piagetiano não existe um conhecimento pré-formado, inato(oposição ao inatismo), nem o conhecimento é fruto exclusivo da acumulação de experiên¬cias(oposição ao empirismo). É, pois, num contexto de interação entre sujeito e ob¬jeto que se coloca a questão do conhecimento vindos a serem compreendidos pelos construtores básicos da teoria piagetiana(organização, adaptação, esquema, experi¬ência física e experiência lógico matemática). Piaget escreveu sobre a interação en¬tre indivíduo e meio constituída através de dois processos: organização interna das experiências e adaptação ao meio; sem dar ênfase aos valores sociais e culturais no desenvolvimento da inteligência, pressupostos escritos por Vygotsky. O indivíduo passa a constituir-se com o meio apresentando características essenciais: estabili¬dade, compensatividade e atividade numa totalidade de equilíbrio dinâmico.

1.1 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM - VYGOTSKY

Vygotsky levantou a questão da relação entre ensino e a aprendizagem es¬colar e desenvolvimento cognitivo. Ele afirmou que os vários pontos de vista relati¬vos a esta questão enquadram-se em três categorias. Os psicólogos pertencentes à primeira categoria afirmam, em essência , que a aprendizagem escolar deve seguir o desenvolvimento: as funções psicológicas da criança devem ter atingido determi¬nado nível de amadurecimento antes que o processo de aprendizagem possa come¬çar. Considera-se que as funções psicológicas desenvolvem-se de uma maneira "natural", às vezes porque os pesquisadores ligam seu desenvolvimento diretamente à maturação das funções cerebrais. Esta visão de que os processos de desenvolvi¬mento da criança são independentes do aprendizado, Vygotsky atribuía, entre ou¬tros, a Piaget e Binet.

1.2 - DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA INSTITIVA EM MOTIVAÇÕES -FREUD

Para Freud, um instinto, é o representante psíquico dos estímulos que se origi¬nam no organismo e chegam até à mente que devem ser verificadas as novas fontes de motivações derivadas da satisfação dos instintos denominadas de pulsões, sen-do que instinto é de natureza biológica e hereditária, enquanto que a pulsão resulta de um desvio do instinto.

Freud utiliza o termo libido, para se referir a energia oriunda dos instintos, ener¬gia essa que se relaciona não somente ao desejo de prazer corporal ou orgânico, como também aos impulsos afetuosos, ao amor, a amizade entre pais e filhos e a-migos resultante de pulsões.

1.3 - ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DA PERSONALIDADE

Freud aborda a mente humana por meio de três constructos:

• ID – governado pelo princípio do prazer- Assim o Id não possui razão, mo¬ral ou ética; é egoísta, cego, impulsivo, irracional. Os desejos do Id são oni¬potentes, no sentido de não questionarem sua adaptação a realidade física ou social.

• EGO – governado pelo princípio de realidade, inclui as estruturas psíquicas e controle que surgem como conseqüência dos embates do Id com a reali¬dade, ficando a serviço de ambos procura harmonizar suas demandas poten¬cialmente conflitivas.

• SUPER-EGO – exerce uma ação de controlar o EGO respondendo pela inter-na¬lização das normas, valores padrões e costumes valorizados social¬mente. Representa o somatório das restrições sociais controladoras da ex¬pressão dos instintos do Id, bem como representa tudo o que é valorizado so¬cialmente.

1.4 -ESTÁGIO DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL, SEGUNDO FREUD:

Fase oral (0-1 anos)

É constituída por duas fases:

um mais primitivo (0-6 meses) caracterizada por sucção

uma fase caracterizada por nibbles (6-12 meses) devido ao crescimento dos dentes

Erógeno zona nesta fase (zona conforto) é a boca e sistema digestivo. O prazer é obtido através dos alimentos. Conflito surge satisfação-frustração. Se essa fixação com alimentos continuou ao longo de sua vida, a criança terá no futuro imaturidade, deseja proteção, passividade, e assim por diante.

Anal fase (1-3 anos)

Erógeno zona é a região anal e uretral dispositivo. A criança sente prazer na reten¬ção e expulsão das fezes e urina. O conflito entre as demandas da criança e as normas sociais representadas pelos pais. Surge, portanto, um conflito de autoridade rebelião (lugar e tempo). Fixação nesta fase pode levar as pessoas a teimosa, dura e suja.

Fase fálica (4-5 anos)

Erógeno é a zona genitais. O conflito que ocorre nesta fase é diferente na criança e da criança.

Édipo complexo (uma criança). A criança identifica com a mãe, mas depois, por me-do da castração, rejeita o seu pai. Mais tarde, idenficará com o pai.

Electra complexa (menina). A criança identifica com o pai. Posteriormente, por medo de perder a mãe, identificada com ele.

Fixação, nesta fase, pode causar problemas futuros da identidade sexual.

Latência Estágio (6-12 anos)

Este é um período de calma. Os impulsos são latentes, permitindo que a criança de se concentrar em outras coisas. Escola e os amigos todos os seus interesses. Nesta fase, afigura-se a vergonha e embaraço. Não há fixação.

Genital fase (a partir de 12 anos)

Retorna o interesse dos órgãos genitais e erógeno zona. Indivíduos podem e satis¬fazendo relações sexuais e viver uma vida plena. Não há fixação.

CONCLUSÃO

Do que foi visto, é possível afirmar que tanto Piaget como Vygotsky conce¬bem a cri¬ança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu am¬biente. Há, no entanto, grandes diferenças na maneira de conceber o pro¬cesso de desenvolvimento. As principais delas, em resumo, são as seguintes:

Para Vygotsky, a cultura molda o psicológico, isto é, Determina a maneira de pensar. Pessoas de diferentes culturas têm diferentes perfis psicológicos. As funções psico¬lógicas de uma pessoa são desenvolvidas ao longo do tempo e mediadas pelo so¬cial, através de símbolos criados pela cultura. A linguagem representa a cultura e depende do intercâmbio social. Os conceitos são construídos no processo histórico e o cére¬bro humano é resultado da evolução. Em todas as culturas, os símbolos cultu¬rais fazem a mediação. Os conceitos são construídos e internalizados de maneira não linear e diferente para cada pessoa.Toda abordagem é feita de maneira de ma¬neira holística (ampla) e o cotidiano é sempre em movimento, em transformação. È a Dia¬lética.A palavra é o microcosmo, o início de tudo e tem vários significados, ou seja, é polissêmica; a mente vai sendo substituída historicamente pala pessoa, que é sujeito do seu conhecimento. A Psicologia de Piaget está fundamentada na ideia de equili¬bração e desequilibração. Quando uma pessoa entra em contato com um novo co¬nhecimento, há naquele momento um desequilíbrio e surge a necessidade, de voltar ao equilíbrio. O processo começa com a assimilação do elemento novo, com a in¬corporação às estruturas já esquematizadas, através da interação. Há mudanças no sujeito e tem início o processo de acomodação, que aos poucos chega à organi¬za¬ção interna. Começa a adaptação externa do sujeito e a internalização já aconte¬ceu. Um novo desequilíbrio volta a acontecer e pode ser provocada por carência, curiosi¬dade, dúvida etc. O movimento é dialético (de movimento constante) e o do¬mínio afetivo acompanha sempre o cognitivo (habilidades intelectuais), no processo endó¬geno. Piaget trabalhou o desenvolvimento humano em etapas, períodos e es-tágios.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

COUTINHO, Maria Tereza da Cunha e MOREIRA, Mércia Psicologia da Educação . Edição Revista Ampliada. Formato. Belo Horizonte 2004.

FREUD, Obras completas. Rio de Janeiro: Imago.

PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1973.

VYGOTSKY, L. S. A formação social na mente, o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

ANGELFIRE- http://www.angelfire.com/mo/giulli/psico.html

Acesso em: 12 de maio de 2013. às 14:12hs