Trabalho Completo LUPUS

LUPUS

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Categoria: Biologia e Medicina

Enviado por: glorgio 08 junho 2013

Palavras: 2314 | Páginas: 10

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 8

2. REFERENCIAL TEÓRICO 9

2.1 Tipos de Lúpus 9

2.2 Os sintomas mais comuns de lúpus: 10

2.3 Causas prováveis do lúpus 12

2.4 Diagnóstico: 13

2.5 Tratamento 14

2.6 Impacto do lúpus no corpo 15

2.7 Curiosidades 16

2.7.1 Alimentos adequados para o lúpus 17

2.7.2 Complicações do lúpus 18

3. CONCLUSÃO 20

REFERÊNCIAS 21

AMEXO 23

1. INTRODUÇÃO

O lúpus é uma doença crônica auto-imune que pode danificar qualquer parte do corpo (pele, articulações e / ou órgãos dentro do corpo).

Crônica significa que os sinais e os sintomas tendem a durar mais de seis semanas e, muitas vezes por muitos anos.

No lúpus, algo vai mal com seu sistema imunológico, que é a parte do corpo que combate os vírus, bactérias e germes ("invasores estrangeiros", como a gripe). Normalmente, nosso sistema imunológico produz proteínas chamadas anticorpos que protegem o corpo destes invasores.

Auto-imune significa que o seu sistema imunológico não pode dizer a diferença entre esses invasores estranhos e tecidos saudáveis do organismo ("auto" significa "eu") e cria anticorpos que atacam e destroem o tecido saudável. Estes auto-anticorpos causam a inflamação, dor e danos em várias partes do corpo (Moncef Zouali, 2005).

Os primeiros estudos acerca da doença aconteceram a partir da década de 50, quando o médico Pierre Cazenave constatou em várias pessoas lesões avermelhadas na face que cobriam o nariz e as bochechas, causando "feridinhas".

O termo lúpus eritematoso deriva da expressão latina lúpus, que significa lobo, pela analogia entre a destruição da doença e a veracidade característica desse animal, e da palavra eritema, que significa literalmente vermelhidão da pele. (Victor Cevita).

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Estudos epidemiológicos apontam que o lúpus atinge principalmente mulheres em idade fértil (15-44). No entanto, homens, crianças e adolescentes desenvolvem o lúpus, também. As mulheres de cor são 2-3 vezes mais probabilidade de desenvolver lúpus. Pessoas de todas as raças e grupos étnicos podem desenvolver o lúpus. Mais de 16.000 novos casos de lúpus são notificados anualmente em todo o país.

A evolução da doença é imprevisível, com períodos de doença alternando remissão. Pode ser fatal, no entanto, com os atuais avanços da medicina as fatalidades tem se tornado cada vez mais raras.

2.1 Tipos de Lúpus

O lúpus discóide é limitado á pele. É identificado por inflamações cutâneas que aparecem na face, nuca e couro cabeludo. Aproximadamente 10% das pessoas com lúpus discóide pode evoluir para lúpus sistêmico. Veja figura 01 em anexo.

O lúpus sistêmico é considerado mais grave que o lúpus discóide, podendo afetar quase todos os órgãos e sistemas. O predomínio de lesões na pele e nas juntas podendo também afetar outros órgãos e sistemas, como rins, pulmões, sangue, entre outros órgão e tecidos. Veja figura 02 em anexo.

O lúpus induzido por drogas ocorre como consequência do uso de certas drogas ou medicamentos. Os próprios medicamentos para tratar o lúpus podem levar a um estado de lúpus induzido. É preciso ter certeza absoluta do diagnóstico antes de tomar remédios perigosos como; cortisona, antimaláricos, anti-inflamatórios em geral. Veja figura 03 em anexo.

2.2 Os sintomas mais comuns de lúpus:

Para ajudar os médicos a diagnosticar o lúpus, uma lista de 11 critérios comuns, ou medidas, foi desenvolvido pelo American College of Rheumatology (ACR).

ACR é uma associação profissional dos reumatologistas. Ou seja, é um grupo de médicos que se especializam no tratamento de doenças das articulações e músculos, como o lúpus. Se você tem pelo menos quatro dos critérios da lista, quer no momento presente ou em algum momento no passado, há uma forte probabilidade de você ter “lúpus”.

1. Erupção malar - uma erupção cutânea no nariz e bochechas, muitas vezes na forma de uma borboleta;

2. Erupção discóide - uma erupção cutânea que aparece como vermelho, levantou, patches em forma de disco;

3. Fotossensibilidade - uma reação ao sol ou a luz que causa uma erupção cutânea aparecer ou piorar;

4. As úlceras no Nariz ou na boca, geralmente indolores;

5. Artrite não-erosica - dor nas articulações e inchaço de duas ou mais articulações em que os ossos em torno das articulações não serem destruídos;

6. Inflamação no revestimento do pulmão ou do coração - inflamação da membrana que reveste os pulmões (pleurite) ou inflamação da membrana que reveste o coração, que causa dor no peito que piora com a respiração profunda (pericardite);

7. Doenças do Rim – caracterizadas por elevados níveis, na urina, de proteínas ou de substancias anormais derivadas de células vermelhas, brancas ou de tubulares renais;

8. Distúrbio neurológico – convulsões ou psicoses não explicadas por medicamentos ou distúrbios metabólicos como desequilíbrio eletrolítico;

9. Alterações sanguíneas - anemia (baixa contagem de células vermelhas do sangue), leucopenia (baixa contagem de células brancas do sangue), linfopenia (baixo nível de glóbulos brancos específicos) ou trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas);

10. Resultado positivo nos teste para detectar a presença de anticorpos antinucleares (ANA) – cujo desencadeamento não pode ser explicado por medicamentos;

11. Resultado positivo do teste para detecção de anticorpos contra DNA com filamento duplo ou certos fosfolipídios ou resultado falso positivo em um teste de sífilis.

As pessoas com lúpus também podem experimentar sintomas que não aparecem entre os critérios ACR:

• Febre (acima de 100 ° F);

• Fadiga extrema;

• Perda de cabelo;

• Dedos ficarem brancos e / ou azuis, em temperatura fria (fenômeno de Raynaud);

Os sintomas manifestados na pele apresentam-se de diversas formas como mostra tabela; tais sintomas, dependendo do tipo e da intensidade, podem deixar cicatrizes. Veja figura 04 – Em anexo.

2.3 Causas prováveis do lúpus

A causa do lúpus é desconhecida. Provavelmente, mais de um fator estão envolvidos no desenvolvimento do lúpus, vários estudos levam a algumas hipóteses:

• Anormalidade do sistema imunológico que fazem com que o mesmo ataque as células e tecidos do organismo;

• Stress (cientistas confirmaram a possibilidade da adrenalina ou cortisona influenciariam o desenvolvimento da doença);

• Luz ultravioleta dificulta a retirada dos imuno-complexos da circulação, que se podem depositar em alguns tecidos provocando inflamação;

• Substâncias químicas; alguns remédios como procainamida (para distúrbios do coração), hidrazida (para tuberculose), difenilhedantoína (para epilepsia) e hidralazina (para pressão alta);

• Estatísticas demonstram que apenas 10% dos pacientes vão ter um parente próximo (pais ou irmãos) que já tinha ou venha a desenvolver a doença. Outro dado é que apenas 5% dos filhos de pacientes vão desenvolver o lúpus.

2.4 Diagnóstico:

Os exames mais utilizados para auxiliar no diagnóstico do Lúpus são:

• Hemograma – É um exame que avalia as células sanguíneas de um paciente, ou seja, as da série branca e vermelha, contagem de plaquetas, reticulócitos e índices hematológicos.

• Teste de Coombs (Prova da Antiglobulina Humana) – Trata-se de um exame sanguíneo que comprova que a anemia é resultante da produção de anticorpos contra as hemácias (anemia hemolítica).

• FAN (Fator anti-núcleo) – exame pelo qual procura um anticorpo dirigido contra uma substância do núcleo da célula.

• Urina – é realizado esse tipo de exame, pois com a lúpus pode haver o aumento de proteína (proteinúria) na urina.

• Biópsias de tecidos - envolve a remoção de um pequeno pedaço de tecido, para mostrar a quantidade de inflamação e quaisquer danos causados aos tecidos, pois a pele e os rins são os locais mais comuns biopsia dos em alguém que pode ter lúpus.

2.5 Tratamento

O tratamento do Lúpus deve ser personalizado e dependerá, além da gravidade, dos órgãos ou sistemas afetados.

No caso de envolvimento multissistêmico, o tratamento deverá ser orientado para a queixa de maior gravidade.

A medicação mais potente para tratar o LES é o corticóide, no entanto, este também provoca diversos efeitos colaterais (enfraquecimento dos ossos, diabetes, catarata, inchaço do rosto e do corpo). Em alguns casos, os imunossupressores também são usados para regular a ação do sistema imunológico que se encontra desequilibrado.

Atualmente apesar dos avanços da tecnologia ainda não há uma cura para o Lúpus, porém existem tratamentos e pequenas mudanças de hábitos que podem trazer uma maior estabilidade ao paciente:

• Prevenir infecções;

• Cuidado ao administrar medicamentos uma vez que seus efeitos colaterais podem ser muito agressivos ao organismo;

• Gestantes portadoras de lúpus necessitam de um acompanhamento médico rigoroso ao longo da gravidez, visto que a doença pode atingir também o feto;

• Evitar exposição ao sol;

• Exercícios regulares podem ajudar a prevenir fraqueza muscular e fadiga;

2.6 Impacto do lúpus no corpo

O lúpus traz diversos impactos no corpo como:

• Sistema nervoso central e periférico: Psicose, dores de cabeça, disfunções cognitivas, depressão, febre baixo;

• Rins: Insuficiência renal;

• Sangue: Anemia, trombose, circulação de anticorpos e imuno-complexos;

• Membranas mucosas e olhos: Úlcera nos olhos, nariz e boca;

• Sistema gastrointestinal: náuseas, vômito, diarréia, mudança de peso;

• Sistema reprodutivo: complicação na gravidez, abortos, irregularidades no ciclo menstrual;

• Sistema músculo esquelético: fadiga extrema e artrite;

• Pele: asa de borboleta, lesões cutânea, fotossensibilidade;

2.7 Curiosidades

Gravidez X hormônios X lúpus – A gravidez pode piorar os sistemas do lúpus ou desencadear uma crise. Mas por outro lado, pode trazer períodos de remissão. A razão para estas possíveis diferença não são totalmente ligadas às mudanças hormonais ocorridas durante a gravidez. Por isso, o planejamento por exames de rotina (urina e sangue) e monitoramento da gravidez, é essencial.

O impacto do lúpus em jovens – Algumas sugestões que podem ajudar: seja sensível às necessidades das crianças e jovens lúpicos, já que eles não têm estratégias de como lidar com a doença; se comunique adequadamente, veja e sinta os problemas com os olhos da criança ou jovem; trate o jovem como um adulto, na medida do possível; conscientize as pessoas que estão à volta da criança e jovem sobre o lúpus (professores e familiares).

Nível de depressão em lúpicos – É normal que a depressão apareça em alguns lúpicos, não só decorrente da doença em si, mas também pelo uso de medicamentos, além dos fatores da vida pessoal de cada um. Há sete fatores que indicam o grau de depressão: sentimento de fracasso, perda do interesse social, sentimento de punição, pensamentos sobre suicídio, insatisfação, indecisão e choro.

Diagnóstico do lúpus – Uma pesquisa conduzida pelo lúpus Foundation of Americana revela que mais da metade das pessoas afetadas pelo lúpus, esperam pelo menos 4 anos, e consultam 3 ou mais médicos antes de obterem o diagnóstico correto. Isto reforça a necessidade de maior conscientização entre pacientes e médicos sobre o que seja o lúpus e seus sintomas.

Anemia e lúpus – É um dos principais problemas hematológicos para os lúpicos, sendo bastante comum entre pacientes com doenças autoimunes. Uma terapia de ferro e vitaminas pode ser eficaz na maioria das vezes. Entretanto, em caso de anemia crônica, esta terapia não resolve os problemas. Por isso, o exame para contagem de glóbulos vermelhos é rotina dentro da conduta médica de acompanhamento dos lúpicos.

Dentes e Olhos – Os sintomas mais comuns do Lúpus, em relação aos dentes e olhos, são sangramento nas gengivas e visão dupla, causados por problemas de coagulação e fraqueza dos músculos ópticos. Os lúpicos devem ir ao dentista e ao oftalmologista regularmente para que qualquer problema possa ser rapidamente diagnosticado através de exames clínicos rotineiros, ou mais específicos como o exame de fundo de olho.

Lúpus em Crianças – Cerca de 15% a 20% dos portadores de Lúpus, tiveram seu diagnóstico ainda na infância ou adolescência. As dificuldades e necessidades destes portadores estão inseridas em um universo bastante diferente dos adultos. É importante que os pais se informem e compartilhem suas experiências, se conectando aos filhos e esclarecendo suas dúvidas e problemas. Grupos de apoio podem ser de grande ajuda.

2.7.1 Alimentos adequados para o lúpus

Os alimentos adequados para quem possui lúpus são os alimentos anti-inflamatórios como:

• salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta pois são ricos em ômega 3;

• chá verde, alho, aveia, cebola, brócolis, couve-flor e repolho, semente de linhaça, soja, tomate e uva, pois são antioxidantes;

• abacate, laranja azeda, limão, tomate, cebola, cenoura, alface, pepino, nabo, couve, germinados, beterraba, lentilha pois são alimentos alcalinizantes.

Além disso recomenda-se investir nos alimentos biológicos, integrais e beber bastante água todos os dias.

2.7.2 Complicações do lúpus

As mulheres portadoras da lúpus podem engravidar, mas para isso devem seguir corretamente as recomendações do médico e esperar pelo período de remissão das crises, para então iniciar as tentativas de engravidar. Mesmo assim, ela pode ter mais dificuldade em engravidar do que uma mulher que não seja portadora da doença e o risco de aborto espontâneo é maior para elas.

Recomenda-se aos pacientes com lúpus não consumir bebidas alcoólicas, não fumar, não expor-se ao sol e não tomar anticoncepcionais orais pois podem dar início a uma nova crise da doença. A prática de atividade física tem-se mostrado benéfica no período entre crises.

Pacientes diagnosticado com Lúpus Eritematoso Sistêmico não podem tomar vacinas que contenham vírus vivo.

3. CONCLUSÃO

O lúpus se trata de uma doença autoimune rara, com maior ocorrência em mulheres, causando um desequilíbrio no sistema imunológico. Por apresentar diversas formas de manifestação clínica, traz ao médico certa confusão ao realizar o diagnóstico. Confusões pelas quais devem ser bem esclarecidas por se tratar de uma doença que exige cuidados rigorosos.

As pessoas que possuem lúpus necessitam de um tratamento cuidadoso por médicos realmente especialistas. Pois, sendo tratadas adequadamente possuirão condições de levar uma vida normal. Já aquelas que não recebem esse devido tratamento acabam tendo complicações sérias.

REFERÊNCIAS

ZOUALI; M. Imunologia e Biologia Molecular. REVISTA CINTIFIC AMERICAN BRASIL. ano 3. Nº36. Maio 2005.59 à 65p.

RAVEL, R. Laboratório Clinico, 6.ed. Guanabara. 327 à 333p.

JUNIOR, L.M.T; MEPHEE, S.J; PAPODOHIS, M.A; SCHROEDER, S.A; Diagnóstico e Tratamento, Ed. São Paulo, 81p, 82p, 447à448p, 720 à 721.

CEVITA; V. Medicina e Saúde. Vol. 7. Ed. Abril Cultura, 1609p à 1611p.

A TUA SAÚDE – Informações para uma vida saudável. Lúpus Sistêmico. Disponível em: Acessado em: 15 out. 2009.

Ballone, G.J. – Lúpus Eritematoso e Psicossomática. – In. PsiqWeb. Disponível em: Acessado em: 07 abr 2011.

GRUPO MARIMAR. Boletins Informativos: Lúpus. Disponível: Acessado em: 07 abr 2011.

Kopersztych, Dr. Samuel. Lúpus. Entrevista concedida a Dráuzio Varella. Dispoível em: Acessado em: 07 abr 2011.

LUPUS ONLINE. Lúpus. Disponível em: Acessado em: 07 abr 2011.

NEDAI – Núcleo de Estudo de Doenças auto-imunes. Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Informações aos doentes: Lúpus. Disponível em: Acessado em: 07 abr 2011.

AMEXO

Figura 01 - Lúpus Discoide

Fonte: http://static.tuasaude.com/img/posts/2013/02/236a678d06939b977fa573221941b5e8.jpeg

Figura 02 - Lúpus Sistêmico

Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_KvxS1NuQz5I/TC3of-IbKRI/AAAAAAAAAcI/oll059-GsLU/s1600/lupuspic.jpg 

Figura 03 - Lúpus Induzido por Drogas

Fonte: http://www.provida-ne.org.br/images/modulos/lupus-erythematosus.jpg

Figura 04 – Sintomas do lúpus

Fonte:

http://images3.minhavida.com.br/imgHandler.ashx?mid=24130