Trabalho Completo Linguagem E Persuasao

Linguagem E Persuasao

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Categoria: Língua Portuguesa

Enviado por: geisiane_silva 14 setembro 2013

Palavras: 2238 | Páginas: 9

A tradição retórica

Falar de persuasão quer dizer ,retomar alguma forma de tradições do

discurso clássico.

Vemos no elemento inicial,que,o espaço cultural e lingüístico do mundo

clássico é necessário,sendo que a preocupação entre os gregos era a importância do domínio da expressão verbal e sua vertente oratória.

O tributo grego manejava com habilidade as estratégias argumentativas para mudar a persuasão dos auditórios.

Demóstenes ,Quentiliano e Georgias são alguns nomes que se destacam pela habilidade de seus discursos de convencimentos.

Foi criada disciplina para melhor dominar as artes das palavras:eloqüência,a gramática e a retórica.

Segundo Oswald Ducrot e Tzvertem Rodorove:

“O aparecimento da retórica como disciplina especifica é o primeiro testemunho na tradição ocidental,duma reflexão sobre a linguagem.começa a estuda a linguagem não como “língua” mas enquanto discurso”.

(Pg:8)

Ou seja, ele quis dizer que a retórica,mostra o modo de formar discursos para convencer as pessoas sobre determinada verdade.

A retórica é a arte de falar bem,com o passar dos tempos ela transformou-se em um recurso de embelezar os discursos com as palavras bonitas,figuras e expressão inusitadas.

Nos dias de hoje a retórica esta ganhando papel de relevância na analise dos discursos.

A retórica clássica

Era importante,o domínio das regras e normas da boa argumentação para o estado grego.o exercícios das palavras,era ao mesmo tempo uma ciência e uma arte ,para o conhecimento das técnicas persuasivas e um modo para melhor dizê-las.

Foi compreensível o surgimento das sistematização e reflexões sobre o problema que envolvia a linguagem verbal.

Os pensadores gregos,escreveram sobre o assunto,mas Aristóteles através de estudos foi revelando que,a estrutura do discurso pode produzir persuasão.

Para Aristóteles os estudos feitos tinha para ele algo de ciência,como um método de fazer algo ganhar dimensão de verdade.

Aristóteles afirma:

“Assenta que a retórica é a faculdade de ver teoricamente o que,em cada caso,pode ser capaz de gerar a persuasão.nenhuma outra arte possui esta função,porque as demais tem,sobre o objeto que lhe é próprio,a possibilidade de instruir e de persuadir.mas a retórica parece ser capaz de,por assim dizer,no concernente a uma dada questão,descobrir o que é próprio para persuadir.Por isso,dizemos que ela não aplica suas regras a um gênero e determinado.”

(Pg.11)

A citação quis dizer que retórica não é persuasão,mas sim que a retórica pode revelar como fazer uma persuasão,e que a retórica é analítica descobrindo o que é próprio para persuadir.Digamos que retórica indica o modo de argumentar.

Ao longo da arte retórica,foi revelada as regras gerais a serem aplicadas nos discursos.

Segundo Aristóteles o exórdio,a narração,as provas e a peroração são mecanismos indicados que fixa a estrutura do texto em quatro instancias seqüenciais e integradas.

Convém lembrar que a maneira que aprendemos a escrever e a elaborar texto,esta muito perto a estrutura sugerida por Aristóteles.

Vemos detalhes das frases do discurso:

• Exórdio é o começo do discurso,onde pode ser conselho,elogio ou censura conforme o gênero do texto.

• Narração é o assunto do texto indicado.

• Provas pe a parte do discurso persuasivo, prova do que se diz.

• Peroração é a conclusão.

Como se pode ler Aristóteles tentava mostrar o discurso no intuito de entender o seu funcionamento.

Aristóteles foi o primeiro sistematizador da teoria do discurso.Ele analisou os discursos,verificou a existência de certos elementos estruturais e a partis de então,mostrou que a retórica poderia contribuir no entendimento do mecanismo da persuasão.

Verdade e verossimilhança

Persuadir é convencer alguém do que esta sendo dito,fazer com que as pessoas aceite determinada idéia,valor ou preceito.

Persuasor pode trabalha com a verdade ou não,indicando uma verossimilhança,onde a lógica

pode ser parecido com a verdade.

Consideremos o seguinte:É véspera de páscoa,você esta na rua r vê um outdoor.Lá esta estampado o peru sadia,todo vermelhado,brilhante,pedindo para ser comido.

A fotografia nos mostra um peru excelente,mas não significa que em casa teremos um peru igual,mas mesmo assim ficamos convencidos.Ou seja,não é verdade mas é verossímil (quilo que constitui um verdade pela lógica).

Vazio da retórica

A retórica foi alterada com o passar do tempo.

Ela fornecia recursos que tornassem o texto mais bonitos.

Por isso,no dia de hoje persiste um pouco a visão negativa de retórica como sinônimo de enfeite vazio de idéias.Algumas organizações discursivas confirma esta visão.

Retórica moderna

Nos últimos anos ocorreu uma renovação nos estudos retóricos,referente a sua ligação com a poética.

Jean Dubois e o grupo da universidade Lieg e Chaim Perelmam,líder dos pesquisadores,desenvolveram trabalhos fundamentais e dedicados para contribuir a “nova retórica”.

Pois esses trabalhos tem,como fundamento tirar a preocupação de dar nomes a tudo,e buscar questões como as provenientes da teoria das figuras,raciocínios e argumentação.

Os valores dos conceitos formulados por Aristóteles,reencontra o espaço para uma reflexão mais arejada e menos contaminada pelas tendências tendência que marcaram a retórica.

Ou ate mesmo como consideram Dubois e seus companheiros.

“Assim como a historia política,a historia das idéias tem seus declínio e renascimentos,suas preocupações e reabilitações.quem afirmasse,dez anos atrás,que a retórica iria tornar-se de novo uma disciplina maior,teria causado riso.Dificilmente

alguém se lembrava da observação de Valery sobre o papel de primeira importância que desempenham em poesia (os fenômenos retóricos)”.

(Pg.18)

Dubois quis dizer que antigamente foi citado essa importância do estudo das figuras de linguagem e das técnicas de argumentação.Ou seja,reaparecendo os tópicos que deseja estudar a organização discursiva e fim de aprender procedimentos que permite ligar a adesão de um ponto de vista a idéias que são apresentadas.

Estamos referindo tanto aos múltiplos processos de articulação dos raciocínios textuais como a possibilidade criadas pelo uso das figuras de linguagem.

Umberto Eco afirma,a retórica que era quase entendida como fraude,esta sendo mais vista como uma técnica de raciocínio humano controlado por duvidas,e submetidos a condicionamento históricos,psicológicos e biológicos.

Alguns raciocínios

a retórica clássica tenha conhecimento na existência de raciocínios discursivos que entravam na construção persuasivas do discurso.

Vamos analisar alguns raciocínios,visando situações próximas do nosso cotidiano.

• O raciocínio apoditico:ele possuía o tom da verdade inquestionável.Verificamos neste caso que as idéias,não deixa duvida quanto a verdade.

• Raciocínio dialético:busca quebras a inflexibilidade do raciocínio apoditico.Verificamos que neste caso pode se ter mais de uma conclusão possível.

• Raciocínio retórico:envolve o receptor conduzindo as idéias.existe uma grande semelhança entre

• Raciocínio retórico e implícito.

Algumas figuras

As figuras de retóricas são importante para prender a atenção do receptor nos argumentos dos discursos.

As figuras tem a função de redefinir determinado campo de informação,criando efeitos para atrair a atenção.

Consideradas por Roman Jakobson metáfora e a metonímia são figuras mais usadas,é como uma espécie de matrizes presentes.

Metáfora

Metáfora é a figura de transferência.

Significa a substituição de um termo por outro semelhante ou subentendido.

Exemplos de processos próprios da metáfora:

• Transferência ou transposição:é a operação de passagem do plano de base,para o plano simbólico.

• Associação:na transposição ocorre um processo de associação subjetiva entre a significação própria e o efeito figurativo.

Metonímia

É a utilização de um termo em lugar de outro.

Ela nasce ao contrario da metáfora,de uma relação objetiva do plano de base e o plano simbólico do termo.

Ou seja, usou um termo no lugar do outro,visando a obtenção de um efeito retórico.

As figuras podem ser utilizadas também para criar efeitos ideológicos.

A natureza do signo lingüístico

Podemos verificar a construção verbal do discurso persuasivo pela organização formadora dos signos lingüísticos.

Todos signos possui dupla face:o significante e o significado.

O significante é o aspecto concreto do signo, e a sua realidade material,ou imagem acústica.Ou seja,é o conjunto sonoro,fônico,que torna o signo audível ou legível.

O significado é o aspecto imaterial,conceito que remete representação mental evocada pelo significante.

Ou seja,podemos considerar que um dos aspectos compositivos básicos da palavra é o seu caráter simbólico.

Sendo que elas estão sempre em lugar das coisas e não nas coisas.

Arbitrário,porem necessário

As idéias que acabamos de expor estão incorporadas tradicionalmente aos estudos do signo verbal.para Emile Benveniste,a relação entre palavra e coisa não esta apenas determinadas pela arbitrariedade(conquanto esta existe),mais também pela necessidade.

A arbitrariedade seria uma espécie de segundo momento,procedida pela necessidade.o homem precisa nomear e o fazer arbitrariamente,criando o símbolo a que chamamos de signo verbal ou palavras.

Resta-nos dessas observações que o desejo de comunicar determinadas idéias,fica mediado por essa unidade que se chama signo.O modo de articulá-lo organizá-lo,poderá direcionar o discurso,inclusive do seu maior ou menor grau de persuasão.

Signo e ideologia

A consciência da importância de estudar a natureza dos signos para reconhecer os tipos de discurso levou o pensador Mikhail Bakhtin (1895-1975) a formular um dos mais férteis pensamentos sobre o assunto.

Escreveu nos , em síntese que é impensável afastarmos do estudo da ideologia a reflexão acerca dos signos,visto formarem,praticamente,uma unidade.Há entre eles a relação de dependência que possibilidade de compreender os valores e idéias contida nos discursos reconhecendo a natureza dos signos que os constroem.

Na visão de Baktin,mostra como ocorria a relação entre signos ideologia?

“Um produto ideológico faz parte de uma realidade (natural ou social) como todo corpo físico,instrumento de produção ou produto de consumo.Mas,ao contrario deste ele também reflete e refrata uma outra realidade,que lhe é exterior.

Tudo o que é ideologia possue um significado e remete a algo situado fora de si mesmo.Em outros termos,tudo o que é ideologia é um signo.Sem signos não existe ideologia”.

(Pg.28)

Entende –se que Bakhtin queria mostrar que as figuras podem ganhar dimensões designo que produzem valores e idéias.é necessário,lembrar que os signos nasce e se desenvolve considerado os fluxos sociais,culturais e histórico.

Os signos serão por nos absorvidos,transformados e reproduzidos,criando um circulo de formação e reformulação de nossas consciência.Não podemos imaginar,como querem certos filosofias,que a consciência seja a abstração ou projeção do “mundo das idéias”.

Com essas observações ,é possível entender que o modo de conduzir o signo será a importância para a compreensão dos modos de produzir a persuasão.passando a expressar valores e idéias,transitando ideologias e cumprindo um amplo aspecto de funções persuasivas e de convencimento.

A trocados nomes

Mas se não há diferença importante entre uma e outra palavras,porque trocá-la?que jogo retórico esta por trás do eufemismo?A resposta nos remete a uma das vertentes do discurso persuasivo que é a de provocar reações emocionais nas pessoas.

As relações entre signos,ideologia e construção do discurso persuasivo são,portanto,mais próximas do que imaginamos.Vale dizer,desde a escolha das palavras ate a organização das frases,passando pela escolha e disposição dos raciocínios e dos temas ao longo dos textos,percorremos um caminho de inúmeras possibilidade para se compor a ordem persuasiva e de convencimento dos discursos.

Desdobramento do discurso persuasivo

Os discursos persuasivos podem formar,reformar ou conformar,pontos de vista.observamos que tais planos não se apresentam,necessariamente,separados.Trata-se,antes de uma divisão didática para melhor entendimento do problema.

• Forma:sob determinadas circunstância é preciso formar novos componentes,hábitos e ponto de vista.

• Reforma:muitas vezes,os hábitos,ponto de vista,atitudes já existe, não sendo preciso formá-los.Trata-se portanto,apenas de mudar a direção deles.

• Conformar:o discurso persuasivo pode não estar,prioritariamente,ocupado em formar,tão pouco reformar comportamentos,atitudes,ponto de vista,tratando –se apenas de reiterar algo já existente.

Sistematizando procedimentos

No livro,técnicas de persuasão,J.A.C. Brown insiste no fato de que a propaganda ou a publicidade,usarem alguns recursos básicos a fim de obter a atenção das pessoas.

O uso dos estereótipos:são esquemas,já consagrados que marcam a linguagem e circulam nos textos propagandistas e nos publicitários.

A substituição de nomes:mudam-se termos com o intuito de influenciar positivas ou negativas situações.

Criação de inimigos:o discurso persuasivo costuma criar inimigos mais ou menos imaginários.

Apelo a autoridade:é o chamamento e enunciados que validem o que esta sendo dito.

Afirmação e repetição:são dois importantes esquemas usados pelo discurso persuasivo.

Colocar as pesquisas sobre os discursos...

Fugir da persuasão

É possível a existência de um discurso não persuasivo?todos os discursos visam a persuadir sobre alguma coisa?

• Por ser apenas a representação do desejo de se prescrever a adoção de alguns comportamento,onde os resultados finais apresentam saídos socialmente positivos.

• Para existir persuasão e necessário que certas condições se façam presentes:a mais obvia é a de livre circulação de idéias.

• É possível imaginar,contudo,que em certas áreas do conhecimento possa imperar ma natureza discursiva menos persuasiva,ate mesmo aberta.

• A arte moderna,ou de vanguarda,possui muitas dessa natureza anti-persuasiva.