Trabalho Completo Mapa Conceitual LDB 9394/96 Artigo 62

Mapa Conceitual LDB 9394/96 Artigo 62

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Categoria: Outras

Enviado por: adrifaela 23 abril 2013

Palavras: 2142 | Páginas: 9

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE PEDAGOGIA

Projeto Multidisciplinar

Adriana Lucia Oliveira da Silva RA: 2326413005

Andrea Cristina Cruz RA: 2320375591

Angelita aparecida da Silva RA: 2301302026

Isabel Cristina Gonçalves Dias Morillo RA: 2307357888

Magali Gomes Riso RA: 2304295442

Atividade Prática Supervisionada (ATPS) entregue como requisito para conclusão da disciplina “Projeto Multidisciplinar II”, sob orientação do professor-tutor a distância Rita de Cássia Medeiros Gomes

Santo André

2012

A Importância do jogos e das brincadeiras na Educação Infantil

O brincar é um direito da criança e este direito é reconhecido em declarações,

convenções e leis, como mostram a Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, adotada

pela Assembleia das Nações Unidas, a Constituição Brasileira de 1988 e o Estatuto da Criança

e do Adolescente de 1990. Todos são conquistas importantes, que colocam a ação de brincar

como prioridade, sendo direito da criança e dever do Estado, da família e da sociedade. Essa é

uma questão legal e aceita por todos. Porém muitas crianças não brincam, enquanto outras

brincam pouco. E as razões desse não brincar se manifesta de diversas formas.

Muitas crianças perdem o direito de brincar nos primeiros anos de sua infância por

deficiência física ou mental, ou por estarem hospitalizadas e há outras ainda, que trabalham

para ajudar os mais velhos no sustento da família, e outros motivos que levam o “furto” da

infância e o direito do brincar.

A ausência do brinquedo, entretanto, não as impede de brincar, pois elas usam a

imaginação. Contudo, sabemos que o brinquedo é um suporte material que facilita o ato de

brincar.ir um papel na sociedade, precisa brincar assumindo papéis reais como mamãe, professora, papai, etc.

O brinquedo tem uma intrínseca relação com o desenvolvimento da criança, pois é ele que proporciona o maior avanço na capacidade cognitiva dela, fazendo com que ela possa se apropriar do mundo real, dominando conhecimentos, relacionando-se e integrando-se culturalmente.

Brincando a criança desenvolve potencialidades; ela compara, analisa, nomeia, mede, associa, calcula, classifica, compõe, conceitua e cria. O brinquedo e a brincadeira traduzem o mundo para a realidade infantil, possibilitando a criança a desenvolver a sua inteligência, sua sensibilidade, habilidades e criatividade, além de aprender a socializar-se com outras crianças e com os adulto.

Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação;

• Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento

• que é muito importante a brincadeira na vida da criança, pois ajuda no seu desenvolvimento integral e na sua interação social.

• É no brincar que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva que depende de motivações internas, ou seja, muitas vezes um objeto tem maior força motivadora que um brinquedo, por exemplo: uma folha de árvore pode se tornar dinheiro ou, até mesmo, comidinha.

• Enquanto a criança brinca, ela vai compreendendo, a sua maneira, o que faz parte desse mundo, esforçando-se para agir como adulto.

• Essas ações fazem com que a criança amadureça e se torne um adulto capaz de transpor obstáculos e que saiba solucionar problemas com maior facilidade.

• Portanto a brincadeira torna-se muito importante para todas as crianças, pois é assim que a criança se relaciona com o meio físico e social de onde vive, começando dessa forma sua aprendizagem, que vai desde o momento em que ela nasce até a sua morte.

• O jogo enquanto ferramenta de aprendizagem vai se desenvolver de forma positiva, se o educador souber trabalhar adequadamente com ele. É sabido que muitos veem este tipo de atividade como atividade de disputa, onde há perdedores e ganhadores e uma grande parte dos docentes dissemina este conceito errôneo que se tem desta atividade. Quando se trabalha o corpo, a ludicidade e o jogo, desenvolvemos diversas potencialidades como a criatividade, o prazer, a interação entre as pessoas, a cooperação, entre outras.

• “ Brincar é a fase mais importante da infância- do desenvolvimento humano neste período- por ser a autoativa representação do interno- a representação de necessidades e impulsos internos.” (FROEBEL, 1912, pp. 54-)

Os jogos na concepções de alguns autores

Para Piaget (1978), a origem das manifestações lúdicas acompanha o desenvolvimento da inteligência vinculando-se aos estágios do desenvolvimento cognitivo. Cada etapa do desenvolvimento está relacionada a um tipo de atividade lúdica que se sucede da mesma maneira para todos os indivíduos. Outro conceito essencial da teoria sobre o jogo é a relação deste com o processo de adaptação, que implica dois processos complementares: a assimilação e a acomodação.

Vygostky (1999), estabelece uma relação estreita entre o jogo e a aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância. Para que possamos melhor compreender essa importância é necessário que recordemos algumas ideias de sua teoria do desenvolvimento cognitivo. A principal é que o desenvolvimento cognitivo resulta da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contato regular. Convém lembrar também que o principal conceito da teoria de Vygotsky é o de zona de desenvolvimento proximal, que ele define como a diferença entre o desenvolvimento atual da criança e o nível que atinge quando resolve problemas com auxílio, o que leva à consequência de que as crianças podem fazer mais do que conseguiriam fazer por si só.

Segundo Winnicott (1975), o brincar facilita o crescimento e, em consequência,

promove o desenvolvimento. Uma criança que não brinca não se constitui de maneira saudável, tem prejuízos no desenvolvimento motor e sócio/afetivo. Possivelmente tornar-se-á apática diante de situações que proporcionam o raciocínio lógico, a interação, a atenção.

Segundo Espíndola (2002), em sua teoria Wallon mostra que é através da imitação que a criança vive o processo de desenvolvimento que é seguido por fases distintas, no entanto, é a quantidade de atividades lúdicas que proporcionarão o progresso, e diante do resultado, temos a impressão que a criança internalizou por completo o aprendizado, mas, ela só comprova seu progresso através dos detalhes.

Montessori fundou a primeira Casa da Criança em 1907, sendo locais de educação e de vida, não somente de instrução, visando à educação completa da criança. Utiliza um método ativo quanto à criação e a aplicação, tendo como centro as atividades motoras e sensoriais, especialmente na educação pré-escolar, embora o tenha estendido também à segunda infância. Respeitava as necessidades e a evolução do desenvolvimento infantil, sendo um método de trabalho individual, embora tenha um cunho social, porque as crianças, com o grupo social, devem colaborar com o ambiente social.

Jogos para trabalhar na Educação Infantil:

1. Jogo do tabuleiro - Material: tabuleiro individual com 20 divisões, um dado com pontos ou numeração, material de contagem para preencher o tabuleiro (fichas, tampinhas, etc).- Aplicação: cada jogador, na sua vez, joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. Os jogadores devem encher seus tabuleiros.

2. Jogo tirando do prato - Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada criança), dado.- Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezam-se jogando o dado, retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato primeiro.

3. Batalha- Material: baralho de cartas de ÁS a 10.- Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem.- Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte.- Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar).

4. Loto com Quantidade - Material: dado com pontos, cartelas com desenhos da configuração do dado e fichas para marcar as cartelas sorteadas.- Aplicação: cada jogador recebe uma cartela com três desenhos que representem uma das faces do dado. Na sua vez, joga o dado e se tiver na sua cartela um desenho IGUAL ao da face sorteada, deve cobri-la com a ficha. Termina quando alguém cobrir os três desenhos da sua cartela.

5. Jogo 1 ou 2 - Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2).- Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas (olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa a vez. Jogar até esgotar as partes.

6. Sacola Mágica - Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade).- Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos).

7. Formando Grupos - Material: apito, cartazes com números escritos.- Aplicação: as crianças se espalham em um lugar amplo, até que se toque o apito. A professora mostra um cartaz com o número e as crianças deverão formar grupos com os componentes de acordo com o número dito. - Discutir: quantos conjuntos? Quantas crianças ficaram de fora?

8.O que é , o que é ? - Material: uma sacola e os blocos lógicos (sugiro 4 peças diferentes).- Aplicação: Selecionar as peças colocadas dentro do saco e mostrar às crianças. A criança coloca a mão no saco e através do tato identificará a forma que tateou. À medida que forem retiradas do saco, perguntar quantas ainda faltam.- Variação: a professora coloca a mão, descreve e as crianças tentam adivinhar. Ex.: tem quatro lados do mesmo tamanho (quadrado).

9. dez coloridos - Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis.- Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os canudinhos do grupo.- Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc.

10-Tabuleiro - Organização da Classe: Duplas. Material: Um tabuleiro (um papel cartão retangular quadriculado em 4 linhas e 6 colunas) para cada jogador ou dupla. Regras-um dado e fichas ( tampinhas, botões, grãos ) para cada jogador -Cada jogador na sua vez joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. -Vence o jogador que encher seu tabuleiro primeiro.

Conclusão

Brincar na escola não é exatamente igual a brincar em outras ocasiões, porque a vida escolar é regida por algumas normas que regulam as ações das pessoas e as interações entre elas e, naturalmente, estas normas estão presentes, também, na atividade da criança.

A utilização do brincar como recurso pedagógico tem de ser vista, primeiramente, com cautela e clareza. Brincar é uma atividade essencialmente lúdica se deixar de sê-lo, descaracterizar-se-á como jogo ou brincadeira.

O brincar também promove a constituição do próprio indivíduo. Incluir o jogo e a brincadeira na escola tem como pressuposto, então, o duplo aspecto de servir ao desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e á construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados.

Portanto, o brincar, como forma de atividade humana que tem grande predomínio na infância, encontra, assim, seu lugar no processo educativo. Sua utilização promove o desenvolvimento dos processos psíquicos, dos movimentos, acarretando o conhecimento do próprio corpo, da linguagem e da narrativa e a aprendizagem de conteúdos de áreas específicas, como as ciências humanas e exatas.

Concluímos que a criança para se desenvolver adequadamente é importante que a brincadeiras e os jogos façam parte de seu cotidiano favorecendo assim seu desenvolvimento físico, motor, psíquico e fazendo também que através das brincadeiras e dos jogos as crianças possam estar se socializando e interagindo com outra s crianças e adultos e onde o adulto agirá como mediador favorecendo desta maneira um melhor aprendizado por parte da criança.

Para muitas crianças os jogos e as brincadeiras são de muita importância para se socializar, pois percebemos que algumas crianças possuem esta dificuldade, mas através da brincadeira a interação é bastante favorável e acaba favorecendo o aprendizado da criança.

Referências Bibliográficas

- KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org) – O Brincar e suas teorias – São Paulo: Ed. Pioneira , 2002.

- SANTOS,Carlos Antônio – Jogos e Atividades Lúdicas – Editora Spirit –1998.

- VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1984.

BARBOSA, S. L; BOTELHO, H. S. Jogos e brincadeiras na educação infantil. 2008.