Trabalho Completo Medicações Utilizadas No Centro Cirúrgico

Medicações Utilizadas No Centro Cirúrgico

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Categoria: Biologia e Medicina

Enviado por: Paulo 01 dezembro 2011

Palavras: 18698 | Páginas: 75

...

|Cedilanide |08 |

|Diazepan |Valium |09 |

|Enflurano |Enflurano |10 |

|Etomidato |Etomidato |10 |

|Halotano |Halotano |10 |

|Ioxitalamato de Meglumina |Ioxitalamato de Meglumina |11 |

|Isoflurano |Isoflurano |11 |

|Metilsulfato de neostigmina |Prostigmine |12 |

|Midazolan |Midazolan |12 |

|Succinato de estriol |Styptanon |13 |

|Sulfato de Morfina |Sulfato de Morfina |13 |

|Tiopental Sódico |Tiopental Sódico |14 |

Índice

1. ADRENALINA

Simpaticomimético

Composição:

?

Ação Farmacológica:

Resulta no acúmulo de fosfato cíclico de adenosina (AMP cíclico) aos receptores beta-adrenérgicos. Afeta tanto os receptores beta-adrenérgicos (cardíaco e pulmonar). Produz bronco-dilatação. Também tem propriedades agonistas alfa-adrenérgicas que resultam em vasoconstrição. Inibe a liberação dos mediadores das reações de hipersensibilidade imediatas dos mastócitos.

Efeitos terapêuticos: bronco-dilatação controle da freqüência cardíaca e da PA; localização/prolongamento dos anestésicos.

Farmacocinética:

Uso IM, IV, SC e intranasal.

Absorção: bem absorvida (SC); início da ação broncodilatadora: 6-12min. (IM ou SC ); imediato ( IV ); 3-5min. (intranasal); nível sangüíneo: 20-30min. (IV); 20min. (SC); duração do efeito: 1-4h (IM ou SC); 20-30min. (IV); 1-3h ( intranasal).

Efeitos Adversos:

CV: fibrilação ventricular fatal, hemorragia subaracnóide ou cerebral, aumento da PA, podendo causar ruptura aórtica, angina pectoris, obstrução da artéria central da retina.

GI: náusea, vômito.

GU: diminuição do débito urinário, retenção urinária, disúria, espasmo vesical.

Locais: queimação transitória (durante a administração).

Oftalmológica: fotofobia, visão turva, hipersensibilidade ocular, dor nos olhos.

SNC;anorexia, tendência suicida ou homicida, tontura, ansiedade, medo, palidez, desorientação, perda da memória, agitação psicomotora, alucinação, inquietação, sonolência, tremor, insônia, convulsão, depressão no SNC, sintomas de paranóia, cefaléia.

Cuidados de Enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e a não exceder as doses indicadas, devido ao risco de desenvolvimento de reações adversas (broncospasmo paradoxal) ou da perda de sua eficácia. Se uma dose for esquecida, ela deverá ser aplicada tão logo possível. As doses restantes devem ser administradas em intervalos regulares. As doses esquecidas não devem ser dobradas.

A medicação de ser administrada logo no primeiro sinal de broncospasmo.

Verifique cuidadosamente a dose, a concentração e a via, para evitar reações fatais devido a erros na administração da medicação.

Pode haver desenvolvimento de tolerância devido ao uso prolongado ou excessivo. A eficácia pode ser restabelecida com a suspensão da medicação, durante alguns dias, e, em seguida, reinstitui-se o tratamento.

Se, após a administração da medicação, não haver alívio na falta de ar ou se ela for acompanhada de diaforese, tontura, palpitações ou dor torácica, recomende que o paciente comunique imediatamente ao médico.

Instrua o paciente sobre a técnica correta de inalação (aerossol, respiração por pressão positiva intermitente[RPPI], inalante dosimetrado).

Informe ao paciente que, entre cada inalação deve haver um intervalo de 1-5min; após cada inalação, o bocal deve ser lavado; o spray não deve ser usado próximo dos olhos; quando em uso concomitante, o broncodilatador deverá ser usado primeiro, observando-se um intervalo de 5min; antes da administração de outras drogas inalatórias, exceto quando recomendado de outra forma; após cada inalação, os enxágües orais minimizam as reações adversas (boca seca); a manutenção de uma ingestão de líquidos adequada (2-3 litros/dia) auxilia na fluidificação das secreções viscosas ou aderentes; diante da falta de alívio ou da piora dos sintomas respiratórios, após a inalação, ou na presença de dor torácica, cefaléia, tontura severa, palpitações, nervosismo ou fraqueza, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Recomende que o paciente evite o consumo de álcool ou de quaisquer medicamentos, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Evite o tabagismo e outros irritantes respiratórios.

Broncodilatador: antes e durante a terapia, avalie a ausculta pulmonar, o padrão respiratório, o pulso e a PA do paciente; relate a quantidade, a cor e o aspecto da secreção produzida e comunique ao médico quaisquer achados anormais; antes do início da terapia, e periodicamente durante o seu curso.

Vasopressor: monitorize freqüentemente a PA, o pulso, o EGG e a freqüência respiratória durante a administração.

Choque: a hipovolemia deve ser corrigida anteriormente à administração IV de isoproterenol;choque anafilático: é necessário que a reposição de volume seja administrada concomitantemente com a epinefrina, os glicocorticóides e os anti-histamínicos podem ser usados com a epinefrina.

Exames laboratoriais: o uso da droga por via intranasal (inalação) ou em doses mais altas do que as recomendadas pode causar diminuição transitórias nas concentrações de potássio sérico; a droga pode causar aumento da glicose no sangue e das concentrações de ácidos láctico.

Toxicidade e Superdosagem: os sintomas incluem agitação persistente, dor ou desconforto torácico, hipotensão, tontura, hiperglicemia, hipocalemia, convulsão, taqui-arritimia, tremor persistente e vômito, a tratamento inclui a suspensão do broncodilatador adrenérgico e de outros agonistas beta-adrenérgicos e terapia de manutenção sintomática.

Intranasal: são necessário intervalos de 1-2min, entre as inalações (solução, aerossol); quando em uso concomitante com glicocorticóides ou inalações de ipratrópio, o broncodilatador deve ser administrado primeiro e os outros medicamentos 5min, após, para evitar toxicidade pela inalação de propulsores de fluorocarbono.

Endotraquial: se o paciente estiver entubado, a droga poderá ser injetada diretamente na árvore bronquial, através do tubo endotraqueal, execute 5 insuflações rápidas; administre vigorosamente 10ml (1mg/ml) diretamente no tubo; prossiga com 5 insuflações rápidas.

SC ou IM : a suspensão só dever ser administrada por via SC; não use soluções que apresentem alterações (rosa ou castanho) em sua cor original ou que contenham partículas; a droga pode causar irritação do tecido; altere os locais de aplicação para evitar necrose do tecido, massageie os locais de aplicação, logo após a administração.

IV: após seu preparo qualquer solução não usadas, dentro de 24h, deve ser descartada; direta: administre cada 1mg em pelo menos 1min; administração mais rápidas podem ser usadas para ressuscitarão cardíaca.

2. ATROPINA

Antiespasmódicos / Parassimpaticolítico

Composição:

Cada ampola contém:

Sulfato de Atropina ........................... 0,25mg

Veículo adequado q.s.p 1mL

Ação Farmacológica:

A Atropina é um antagonista competitivo das ações da Acetilcolina (ACh) e outros agonistas muscarínicos; ela compete com estes agonistas por um local de ligação comum no receptor muscarínico. Como o antagonismo da Atropina é competitivo, ele pode ser anulado se a concentração da ACh ou agonistas colinérgicos nos locais receptores do órgão efetor for aumentada suficientemente. Todos os receptores muscarínicos (M1 a M5) são bloqueados pela Atropina: os existentes nas glândulas exócrinas, músculos liso e cardíaco, gânglios autônomos e neurônios intramurais.

A Atropina quase não produz efeitos detectáveis no SNC nas doses usadas na prática clínica. Em doses terapêuticas (0,5 a 1,0mg), a Atropina causa apenas excitação vagal suave em conseqüência da estimulação da medula e centros cerebrais superiores. Com doses tóxicas da Atropina, a excitação central se torna mais acentuada, produzindo agitação, irritabilidade, desorientação, alucinações ou delírio. Com doses ainda maiores, a estimulação é seguida de depressão resultando em colapso circulatório e insuficiência respiratória depois de um período de paralisia e coma.

O efeito principal da Atropina no coração é alterar a freqüência.

Embora a resposta predominante seja taquicardia, a freqüência cardíaca muitas vezes diminui transitoriamente com as doses clínicas médias (0,4 a 0,6mg). Em doses clínicas, a Atropina reverte totalmente a, vasodilatação periférica e redução súbita da pressão sangüínea causadas pelos ésteres da colina. Por outro lado, quando administrada isoladamente, seu efeito nos vasos sangüíneos e pressão arterial não é acentuado nem constante.

A Atropina inibe as secreções do nariz, boca, faringe e brônquios e, dessa forma, resseca as mucosas das vias respiratórias. Essa ação é especialmente pronunciada se as secreções forem excessivas e constitui-se na base para a utilização da Atropina como medicamento pré-anestésico.

O interesse acerca das ações da Atropina no estômago e intestino resultou na sua utilização como agente antiespasmódico para os distúrbios gastrintestinais e tratamento da úlcera péptica. Atropina também reduz a secreção gástrica. A secreção durante as fases cefálica e de jejum é reduzida acentuadamente por esse fármaco. Por outro lado, a fase intestinal da secreção gástrica é inibida apenas em parte. A concentração de ácido não é necessariamente reduzida, desde que as secreções de HCO3- e H+ sejam bloqueadas. As células gástricas que secretam mucina e enzimas proteolítica, estão sob influência mais direta do vago do que as células secretoras de ácido, e a Atropina reduz sua função secretória.

Esse alcalóide da beladona, produz efeitos acentuados sobre a motilidade do trato gastrintestinal. Tanto nos indivíduos normais quanto nos pacientes com doença gastrintestinal, as doses terapêuticas plenas da Atropina produzem efeitos inibitórios nítidos e prolongados sobre as atividades motoras do estômago, duodeno, jejuno, íleo e cólon, caracterizados pelas reduções do tônus, amplitude e freqüência das contrações peristálticas. A Atropina exerce uma ação antiespasmódica suave na vesícula e dutos biliares dos seres humanos. Entretanto esse efeito geralmente não é suficiente para anular ou evitar o espasmo e a pressão dentro dos dutos biliares induzidos pelos opiáceos.

Doses pequenas da Atropina inibem a atividade das glândulas sudoríparas e a pele torna-se seca e quente. A transpiração pode ser inibida a ponto de aumentar a temperatura corpórea, porém este efeito é notável apenas depois da utilização de doses altas, ou sob temperaturas ambientes elevadas. Nos lactentes e nas criancinhas, doses moderadas dos alcalóides da beladona podem causar febre atropínica.

Farmacocinética:

A Atropina é absorvida rapidamente pelo trato gastrintestinal. Ela também chega a circulação quando for aplicada topicamente na mucosa do corpo. A absorção pela pele íntegra é pequena, embora seja eficiente na região retroauricular. A Atropina tem meia-vida de cerca de 4 horas; e o metabolismo hepático é responsável pela eliminação de aproximadamente metade da dose, enquanto o restante é excretado sem alterações na urina. Traços da Atropina são encontrados em várias secreções, inclusive no leite humano. A Atropina atravessa a barreira placentária.

Efeitos Adversos:

Grande parte dos efeitos colaterais da Atropina é decorrente do seu bloqueio nos receptores colinérgicos, como: visão borrada, fotofobia, boca seca, dificuldade de deglutição, taquicardia, hipotensão, constipação, dificuldade de micção, alucinações, tremores, fadiga.

Cuidados de Enfermagem:

Esta medicação é de uso exclusivo hospitalar e requer monitorizações cardíacas e neurológicas.

Algumas reações adversas (boca seca, constipação) mudam de acordo com a dose.

uso da medicação pode precipitar fibrilação ventricular. Observe se os pacientes cardíacos apresentam taquicardia.

Monitorize a retenção urinária em pacientes idosos com HPB. Monitorize o balanço hídrico e recomende que o paciente esvazie a bexiga antes de usar a droga.

IV: administre um uma veia de grosso calibre, no mínimo, em 2min.; a administração da droga pode causar bradicardia paroxística, principalmente em doses baixas (0,4-0,6mg), mas esse efeito no SNC geralmente desaparece em 2min.

3. BITARTARATO DE METARAMINOL

Hipertensor

Composição:

Cada ml da Solução Injetável contém:

Bitartarato de Metaraminol (DCB 0809.02-0) ............................................ 19 mg

(Equivalente a 10 mg de Metaraminol)

Veículo estéril qsp ....................................................................................... 1,0 ml

(Veículo: cloreto de sódio, metilparabeno, hidróxido de sódio, água para injetáveis)

Ação Farmacológica:

O Bitartarato de Metaraminol é uma potente amina simpatomimética que aumenta a pressão sanguínea tanto diastólica como sistólica.

O efeito pressor do Metaraminol começa em 1 ou 2 minutos após aplicação intravenosa, em 10 minutos após injeção intramuscular e em 5 a 20 minutos após aplicação subcutânea, com duração dos efeitos de 2 minutos a 1 hora.

O Metaraminol tem efeito inotrópico positivo sobre o coração e ação vasoconstritora. Em muitas situações de choque cardiogênico, o efeito benéfico das aminas simpatomiméticas é atribuído ao seu efeito inotrópico positivo.

O fluxo sanguíneo renal, coronário e cerebral está em função da perfusão pressora e da resistência regional. Em pacientes com insuficiência ou falta de vasoconstrição, existe uma vantagem adicional da ação periférica do Metaraminol, mas na maioria dos pacientes em choque, a vasoconstrição é adequada e nenhum aumento adicional é necessário. O fluxo sanguíneo de órgãos vitais pode diminuir com o Metaraminol, se a resistência periférica for aumentada excessivamente.

O efeito pressor do Metaraminol é diminuído mas não revertido por agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos. Não é comum a queda da pressão sangüínea primária e secundária, e da resposta taquifilática, com o uso repetido de Metaraminol.

Farmacocinética:

Uso IM, IV e SC. Início da ação; 1-2min; 10min (IM); 5-20min (SC).

Efeitos Adversos:

As aminas simpatomiméticas, incluindo o Metaraminol, podem causar taquicardia ventricular ou sinusoidal (sinus) ou outras arritmias, especialmente em pacientes com infarto do miocárdio. Em pacientes com histórico de malária podem provocar recidiva.

Formação de abcessos, necrose tissular ou mudança de pele, raramente podem acontecer.

Ao escolher o local da injeção, é importante evitar aquelas áreas inadequadas para uso de qualquer agente pressor e descontinuar a infusão imediatamente se ocorrer infiltração ou trombose.

As grandes veias da fossa antecubital ou da coxa, são preferidas às do dorso da mão e do tornozelo, particularmente em pacientes com desordens vasculares periféricas, diabetes mellitus, desordem de Buerger ou condições em que coexiste hipercoagulação.

Cuidados de Enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora.

Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Durante a terapia, monitorize, a cada 15min, a PA do paciente.

Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requer estado de alerta, durante a terapia.

IV: infunda em 250ml ou 500ml de soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%; o extravasamento da droga no local da infusão pode causar necrose; após a diluição, a solução se mantém estável durante 24h; a droga não deve ser congelada.

4. BROMETO DE PANCURÔNIO

Bloqueador Neuromuscular

Composição:

Cada ampola contém:

Brometo de Pancurônio (DCB 0951.02-1) ................................... 4 mg

Veículo estéril q.s.p. ..................................................................... 2 ml

(Veículo estéril: acetato de sódio, ácido acético, cloreto de sódio, água para injetáveis).

Ação Farmacológica:

O Brometo de Pancurônio é um agente bloqueador neuromuscular não despolarizante, que possui todas as características e ações farmacológicas desta classe de drogas (curariforme).

O início de ação depende da dose, sendo que com a administração de 0,04 mg/kg o início da ação, medido com estimulador nervoso periférico, acontece dentro de 45 segundos e o pico do efeito normalmente dentro de 4 1/2 minutos.

A recuperação de 90% do controle acontece em menos de 1 hora. Doses maiores, mais adequadas para a intubação endotraqueal, como 0,08 mg/kg, tem um início de ação dentro de 30 segundos e o pico de ação de efeito dentro de 3 minutos.

O Brometo de Pancurônio tem pequeno efeito sobre o sistema circulatório.

Farmacocinética:

Os agentes bloqueadores neuromusculares são utilizados principalmente na anestesia para produzir relaxamento muscular. São administrados por via intravenosa, porém diferem na sua velocidade de início e de recuperação. O pancurônio tem início de 2-3 minutos, e tem duração longa (1-2 horas). Os agentes bloqueadores são metabolizados, em sua maioria, pelo fígado ou excretados em sua forma inalterada na urina.

Efeitos Adversos:

REAÇÕES NEUROMUSCULARES: As reações mais freqüentemente observadas consistem principalmente numa extensão da ação farmacológica da droga após o período programado e necessário da cirurgia e anestesia. Isto pode variar de relaxamento leve a profundo da musculatura esquelética para um prolongado relaxamento resultando numa apnéia ou insuficiência respiratória. Reversão inadequada do bloqueio neuromuscular por agentes anticolinesterásicos tem sido observada com o uso do Brometo de Pancurônio bem como com todos os agentes curariformes.

Estas reações adversas podem ser controladas por ventilação mecânica ou manual.

REAÇÕES CARDIOVASCULARES: um leve aumento no pulso.

REAÇÕES GASTROINTESTINAIS: algumas vezes nota-se salivação durante a anestesia, especialmente se a pré-medicação anticolinérgica não é utilizada.

REAÇÕES DERMATOLÓGICAS: uma ocasional e passageira irritação da pele pode aparecer após o uso de Brometo de Pancurônio.

5. CITRATO DE FENTANILA + DROPERIDOL

Analgésico Entorpecente / Neuroléptico

Composição:

Cada ml de solução injetável contém:

Citrato de Fentanila (DCB 0562.02-5) ............................. 0,0785 mg

(equivalente a 0,05 mg de Fentanila Base)

Droperidol (DCB 0453.01-3) ............................................ 2,5 mg

Veículo q.s.p. ................................................................... 1 ml

(Veículo: ácido láctico, metilparabeno, propilparabeno, água para injetáveis.)1

Ação Farmacológica:

Associação de um analgésico narcótico, Citrato de Fentanila, e um neuroléptico, o Droperidol.

O efeito combinado, algumas vezes denominado de neuroleptoanalgesia, é caracterizado por um estado de absoluta tranqüilização, redução da atividade motora e analgesia profunda. Geralmente não ocorre perda total da consciência isoladamente.

A incidência de vômitos e dor no pós-operatório imediato, pode ser reduzida.

O Citrato de Fentanila é um analgésico narcótico utilizado na indução e na manutenção da anestesia, produzindo intensa analgesia e com ações qualitativas similares às da morfina e meperidina.

O Droperidol é um neuroléptico do grupo das butirofenonas com potente ação tranqüilizante e sedativa. Produz acentuado efeito antiemético, exerce ação bloqueadora adrenérgica com dilatação vascular periférica e também reduz o efeito pressórico da epinefrina.

Farmacocinética:

O Citrato de Fentanila na dose de 0,1 mg (2,0 ml) é aproximadamente equivalente em atividade analgésica a 10 mg de morfina ou 75 mg de meperidina. A duração do efeito analgésico é de 30 a 60 minutos após dose única I. V. de até 0,1 mg.

Já na administração intramuscular, o início de ação é de 7 a 8 minutos, e a duração de ação é de 1 a 2 horas.

O início da ação do Droperidol é de 3 a 10 minutos após a administração intravenosa ou intramuscular. A duração do efeito tranqüilizante e sedativo é geralmente de 2 a 4 horas.

Efeitos Adversos:

Os efeitos colaterais mais comuns são: depressão respiratória, rigidez muscular, apnéia e hipotensão. Tem sido observadas reações extrapiramidais (distonia, acatisia e crises óculo-gíricas), geralmente controladas através de antiparkinsonianos. Sintomas como inquietação, hiperatividade e ansiedade podem pertencer ao quadro de acatisia ou serem devidos à dose insuficiente de Droperidol.

Outros efeitos colaterais incluem: tonturas, calafrios ou tremores, laringoespasmo e episódios alucinatórios pós-operatórios (às vezes associados com períodos transitórios de depressão mental); tem sido relatada a ocorrência de hipertensão arterial após administração do produto, mesmo em pacientes sem hipertensão prévia. Esta hipertensão pode ser devida a alterações não conhecidas da atividade simpática em virtude de altas doses, porém sendo também atribuída à estimulação anestésica ou cirúrgica durante anestesia leve.

Cuidados de Enfermagem:

A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendações e somente por anestesistas experiente em centros cirúrgicos com aparelhagem adequada e os antídotos indicados.

Pode diminuir a memória. Portanto, o paciente poderá não se recordar completamente dos eventos relacionado aos procedimentos cirúrgicos. Assegure ao paciente que o procedimento já foi realizado, responda-lhe qualquer pergunta e reassegure que esta sensação é normal.

Pode causar sonolência ou tontura. Recomende que o paciente solicite assistência durante a deambulação, mude lentamente de posição e que evite o tabagismo para minimizar a tontura.

Recomende que o paciente evite o consumo de álcool ou de outros depressores do SNC durante, pelo menos, 24h.

Pós-operatório: monitorize os sinais vitais do paciente, avalie a rigidez muscular e as provas de função hepáticas e renal; observe se o paciente apresenta reações no SNC (tontura, sonolência, alucinações, euforia, sedação e distúrbios visuais), reações alérgicas (rash e urticária), depressão respiratória, tosse e respiração profunda.

Medidas de segurança: grades laterais da cama suspensas, luz noturna e campainha ao alcance do paciente.

IM ou IV: a medicação deve ser administrada somente por anestesistas experientes e em centros cirúrgicos em estejam prontamente disponível equipamentos para ressuscitação e antagonistas narcóticos; a droga de ser armazenada ao abrigo da luz e mantida à temperatura ambiente.

6. CLORETO DE ALCURÔNIO

Curarizante de ação média não-despolarizante

Composição:

Cada ampola contém:

Cloreto de Alcurônio: dialil-bisnortoxiferina............................... 10 mg

Ação Farmacológica:

Cloreto de Alcurônio é um derivado sintético da toxiferina, alcalóide do curare. Pertence ao grupo dos relaxantes musculares não-despolarizantes que são antagonizados pelos inibidores da colinesterase, apresentam um tipo de ação uniforme, não provocam contrações musculares iniciais, fibrilares ou fasciculares e não ocasionam dores musculares pós-operatórias.

Cloreto de Alcurônio age na placa neuromuscular terminal onde a transmissão neuromuscular é interrompida pelo deslocamento competitivo da acetilcolina ali produzida. Cloreto de Alcurônio é uma e meia a duas vezes mais potente que a D-tubocurarina. Sua ação é ligeiramente mais curta. O início da ação é de 30 segundos após a injeção intravenosa, ocorrendo o relaxamento muscular completo após 2 a 4 minutos. Seu efeito começa a desaparecer 20 a 30 minutos após a última dose, podendo ser neutralizado por meio de Metilsulfato de neostigmina associada ou não à atropina.

Assim, o efeito do Cloreto de Alcurônio pode ser facilmente regulado. Habitualmente, Cloreto de Alcurônio não produz qualquer reação vagolítica, ganglioplégica ou devida a liberação da histamina, como também não produz liberação de potássio ou qualquer outro distúrbio eletrolítico. A pressão intra-ocular e a coagulação sangüínea não são afetadas pelo Cloreto de Alcurônio.

Farmacocinética:

Vinte minutos após injeção venosa única de 20 mg de Cloreto de Alcurônio, cerca de 1,0? g/ml de substância ativa está presente no plasma; após 60 minutos, aproximadamente 0,6? g/ml. Estas concentrações são suficientes para produzir paralisia do diafragma e relaxamento muscular geral. O volume de distribuição do Cloreto de Alcurônio é de 25 l e o clearance plasmático total de 100 ml por minuto. 80%-85% do Cloreto de Alcurônio é eliminado pelos rins sob forma inalterada, sendo o restante, pelo fígado com a bile. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 3 h. Ainda não foram identificados metabólitos. Em presença de anúria, a eliminação é totalmente biliar, sendo a meia-vida de eliminação de aproximadamente 16 h. 40% da substância ativa ligam-se às proteínas plasmáticas.

Efeitos Adversos:

Reações anafiláticas têm sido observadas de modo infreqüente. Tais reações geralmente ocorrem em pacientes predispostos (alérgicos, asmáticos, atópicos) ou em pacientes relativamente jovens — especialmente mulheres anteriormente medicadas com Cloreto de Alcurônio, outro relaxante muscular ou outra substância de estrutura química similar, mas não necessariamente relacionada do ponto de vista farmacológico (compostos de amônio quaternário). Hipotensão, broncoespasmo, arritmias e parada cardíaca foram observados, podendo ocorrer reações cutâneas ou sintomas gastrintestinais. Quaisquer destas reações podem ocorrer isoladamente ou associadas. Hipertensão moderada transitória ou taquisfigmia também podem ocorrer.

7. CLORETO DE SUXAMETÔNIO

Bloqueador Neuromuscular

Composição:

Cada ampola contém:

Cloreto de Suxametônio............................... 100 mg ou 500 mg

Pó para solução injetável

Ação Farmacológica:

?

Farmacocinética:

?

Efeitos Adversos:

?

8. CLORIDRATO DE CLONIDINA

Analgésico Opióide e Anestésico Local

Composição:

Cada ml contém:

Cloridrato de Clonidina (DBC 0291.02-1) ............................ 150 mcg

Veículo estéril qsp ............................................................... 1,0 ml

(Veículo: cloreto de sódio e água para injetáveis)

Ação Farmacológica:

A clonidina é um agonista (2 adrenérgico parcial ((2 / (1 = 200:1), interagindo também com receptores imidazolínicos. O perfil farmacológico é complexo, tendo como variáveis principais: a dosagem; a distribuição dos receptores no SNC, tecidos vasculares e órgãos; via de administração e interação com outros fármacos. Em doses terapêuticas pela via sistêmica age de forma sinérgica com anestésicos opióides lipofílicos e com benzodiazepínicos. A demanda de oxigênio é diminuída.

Pela via espinhal e supra-espinhal a clonidina exerce efeito analgésico de ação opióide, por interação com receptores adrenérgicos localizados no corno dorsal da medula.

Atua sinergicamente com opióides lipofílicos e anestésicos locais. Em doses baixas, o efeito hipotensivo é predominante e está relacionado com a inibição dos neurônios catecolisinérgicos na região dos núcleos reticulares no tronco cerebral. Receptores imidazolínicos, situados ventro-lateralmente na medula oblonga também estariam envolvidos neste efeito.

A elevada lipossolubilidade da clonidina (coeficiente de partição octan12ol/água de 114:1) explica a sua distribuição predominante no sistema nervoso. Duas horas após administração oral a concentração intracerebral é 2,5 vezes maior que a concentração plasmática.

Farmacocinética:

A clonidina é absorvida rapidamente e quase quantitativamente após administração oral, alcançando concentração plasmática máxima em 60 a 90 minutos.

A meia-vida de eliminação está entre 9 a 12 horas. Cerca de 50% são metabolizados para componentes inativos no fígado e o restante é eliminado inalterado pelos rins. O desempenho insuficiente da função renal pode alterar estes valores, prolongando a retenção do fármaco.

O efeito analgésico se manifesta 15 minutos após a aplicação intratecal, peridural, intramuscular ou intravenosa.

A analgesia é potente e de curta duração (4 a 6 horas) para as aplicações espinhais e supra-espinhais; é menos consistente nas aplicações IM e IV.

Apenas a administração intratecal segue um perfil dose-dependente: o tempo para o início da analgesia pode ser reduzido para 3 minutos e a duração da mesma prolongada para até 14 horas em função da dosagem.

Efeitos Adversos:

As reações adversas verificadas durante o uso contínuo da infusão peridural de clonidina são dose-dependentes e típicas para uma droga desta classe farmacológica.

As principais reações adversas relatadas durante o uso contínuo de clonidina peridural são hipotensão, hipotensão postural, bradicardia, hipertensão rebote, boca seca, náusea, confusão mental, vertigem, sonolência, fadiga e febre. Pela via sistêmica, são mais pronunciados nas aplicações pela via IV e atenuados na aplicação IM.

A hipotensão é a reação adversa que requer tratamento mais freqüentemente. A hipotensão normalmente reage aos fluídos intravenosos e, se necessário, à efedrina parenteral. A hipotensão foi observada mais freqüentemente em mulheres e pacientes com peso mais baixo, mas não foi estabelecida uma resposta dose-relacionada.

Os cateteres peridurais implantáveis, estão associados com o risco das infecções relacionadas com cateteres, incluindo a meningite e/ou abscesso peridurais. O risco depende da situação clínica e do tipo de cateter usado, mas estes tipos de infecções ocorrem em 5 a 20% dos pacientes, dependendo do tipo de cateter usado, de sua qualidade, da técnica e extensão de sua colocação.

A administração intratecal inadvertida de clonidina não tem sido associada com um significativo aumento de risco de reações adversas, mas existem dados inadequados de segurança e eficácia para apoiar o uso intratecal de clonidina.

São comuns também prisão de ventre, náuseas e vômitos, dor de cabeça, diminuição da potência e da libido, escurecimento da visão quando da passagem da posição deitada para de pé, bem como vertigens e inclinação colapsada em grandes alturas (desregulação ortostática), falta de sensação nas mãos e pés (parestesia).

Desordens da irrigação sangüínea das mãos e pés (síndrome de Raynaud), dores no pavilhão auditivo, ressecamento das mucosas nasais, reações de sensações alérgicas na forma de exantemas, urticárias, pruridos, bem como alopécia.

A clonidina pode, principalmente em doses elevadas, ocasionar redução dos batimentos cardíacos (bradicardia), bem como provocar alterações do ritmo cardíaco (bloqueio-AV, dissociação-AV).

Raramente ocorrem efeitos colaterais como desordens do sono, depressão, desordens de percepção, alucinações, traumas de alturas, passagem para estados de confusão mental, crescimento de mamas em homens (ginecomastia) e desordens de focagem visual (desordens de acomodação).

Cuidados de Enfermagem:

Instrua a paciente a tomar a medicação exatamente conforme e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora.

O uso da medicação de ser reduzido gradualmente, durante 2-4 dias, pois a sua suspensão pode causar hipertensão, taquicardia, náusea, vômito e arritmia (há relatos de encefalopatia hipertinsiva e morte).

Não é necessário suspender o uso da droga antes de uma cirurgia. Monitorize a PA durante a cirurgia.

O uso concomitante com bloqueadores pode causar uma diminuição acentuada da freqüência cardíaca (bradicardia) ou, muito raramente, transtornos do ritmo cardíaco (bloqueio AV). Se, durante o o tratamento concomitante com bloqueadores, for necessário suspender a terapia anti-hipertensiva, deve-se, de início, reduzir lente e progressivamente o betabloqueador e, posteriormente, e também de modo progressivo, a clonidina.

Os pacientes idosos são mais sensíveis ao efeito hipertensivo da medicação.

Em alguns casos de hipertensão, a clonidina causa uma rápida queda na PA. Monitorize a PA e a freqüência cardíaca do paciente.

Recomende que o paciente mude lentamente de posição, para minimizar a hipotensão postural.

Enfatiza a importância da mudança de hábitos (abandono do tabagismo e consumo de álcool ); estimule o paciente a praticar exercícios regularmente e a seguir uma dieta hipossódica.

Pode causar tolerância, portanto observe o efeito terapêutico da medicação e comunique ao médico para possibilitar o ajuste da dosagem.

Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta.

9. CLORIDRATO DE DOPAMINA

Neurotransmissor / Cardiotônico

Composição:

Cada ampola contém:

Cloridrato de Dopamina (DCB 0448.02 - 8)..................................... 5 mg

Veículo estéril q.s.p. ........................................................................ 1 ml

(Veículo: edetato de sódio, metabissulfito de sódio, água para injetáveis)

Ação Farmacológica:

No homem normal, a infusão desta substância diminui a resistência periférica, e causa vasodilatação mesentérica e renal. O fluxo sanguíneo renal, a taxa de filtração glomerular, o fluxo urinário e a excreção de sódio são aumentadas. A Dopamina também tem efeito direto sobre o coração: o débito cardíaco diminui, mas existe freqüentemente pequena alteração na pressão arterial ou na freqüência cardíaca. Os maiores efeitos cardiovasculares são resultado da ação desta substância sobre os receptores adrenérgicos alfa e beta e sobre os receptores dopamínicos específicos nos vasos renais e mesentéricos, a vasodilatação renal e mesentérica não é bloqueada por substâncias bloqueadoras alfa e beta.

Farmacocinética:

Uso IV. Início da ação: 1-2min. (logo após a infusão IV); Eliminação: 10min.

Efeitos Adversos:

Efeitos desagradáveis incluindo náuseas, vômitos, taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispnéia, cefaléia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica.

Ocasionalmente podem aparecer hipertensão e azatermia. Uma vez que a dopamina é metabolizada pela MAO, a dose deve ser grandemente reduzida em pacientes recentemente tratados com substâncias que inibem esta enzima.

Cuidados de Enfermagem:

A medicação de ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não de ser interrompido sem o conhecimento do médico.

Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Durante a terapia, monitorize a PA, o ECG, a PVC, o débito e a freqüência cardíaca, o balanço hídrico, a cor e a temperatura das extremidades do paciente e, diante de um aumento desproporcional da PA diastólica, diminua o fluxo de infusão.

Nos regimes de doses > 20mcg/kg/min., monitorize o débito urinário e, diante de diminuição sem hipotensão, comunique imediatamente ao médico para possibilitar a redução da dose.

IV: dilua em soros fisiológicos 0,9 % ou glicosado 5%; infunda em uma veia de grosso calibre para evitar o risco de extravasamento e, consequentemente, necrose do tecido; no caso de extravasamento, suspenda a infusão imediatamente e comunique ao médico; não misture a dopamina com solução alcalina e nem adicione outra droga no mesmo frasco; após a diluição, a solução se mantém estável durante 24h; após esse período, ela deverá ser desprezada.

10. CLORIDRATO DE ETILEFRINA

Hipertensor Arterial / Simpaticomimético

Composição:

Cada ampola de 1 ml contém:

Cloridrato de Etilefrina......................................... 10 mg.

Ação Farmacológica:

Exerce efeitos simpaticomimético através da ligação aos receptores a e b-adrenégicos. Devido a sua ação inotrópica positiva sobre o sistema circulatório, aumenta o débito cardíaco e eleva a PA.

Farmacocinética:

Uso VO e IM. Concentração plasmática máxima: 30-60min. (VO); meia-vida plasmática: 2h; eliminação: essencialmente pela urina (90%).

Efeitos Adversos:

De um modo geral, Cloridrato de Etilefrina é bem tolerado. No caso de sensibilidade especial e/ou com doses elevadas podem ocorrer palpitações, inquietação, sensação de pressão craniana e sudorese ao se manifestarem estes sintomas, a dose deve ser reduzida.

Cuidados de Enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendação e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora.

Informe ao paciente as reações adversas freqüentemente relacionadas ao uso da madicação e que, diante de ocorrência de qualquer uma delas, o m´dico deverá ser comunicado imediatamente.

Recomende que o paciente verifique diariamente a PA e que as alterações significativas observadas sejam relatadas ao médico.

VO: a medicação de ser administrada com um pouco de água, após as refeições.

11. CLORIDRATO DE METOCLOPRAMIDA

Antieméticos

Composição:

Cada mL da solução injetável contém:

Cloridrato de Metoclopramida ............................ 5 mg

Veículo adequado q.s.p 1 mL

Ação Farmacológica:

A Metoclopramida possui ações sobre os sistema nervoso central (SNC) e periférico. Este fármaco é um antagonista de receptores dopaminérgicos. No SNC, estimula a excitabilidade da zona quimiorreceptora bulbar (zona do gatilho), responsável pelo vômito. No trato gastritestinal estimula sua porção superior.

A Metoclopramida possui outros efeitos como, diminuir o relaxamento da porção proximal do estômago e aumentar as ontrações antrais. O piloro e o duodeno relaxam-se, enquanto o tônus do esfíncter esofagiano inferior é acentuado.

Estes efeitos combinam-se para acelerar a velocidade de esvaziamento do conteúdo gástrico, e para reduzir o refluxo do duodeno e do estômago para o esôfago. Além disso, reduzem o tempo de trânsito de material do duodeno para a válvula ileocecal como resultado de um aumento da peristalse jejunal.

A Metoclopramida, apesar de ser derivado da procaína, não apresenta efeitos anestésicos ou cardiovasculares significativos. A Metoclopramida aumenta o peristaltismo do trato gastrointestinal superior, assim como o tônus esofagiano inferior e relaxa o piloro, através de antagonismo dos efeitos inibitórios da estimulação dopaminérgica. Além disso, exerce atividade anti-emética, provavelmente através de efeito central sobre o quimioreceptor bulbar, ou possivelmente por antagonismo dopaminérgico central.

O mecanismo de ação da Metoclopramida é pouco compreendido, embora seja claramente um antagonista dopaminérgico e possa bloquear os efeitos gastrintestinais causados pela administração local ou sistêmica, de agonistas dopaminérgicos. Apesar da vagotomia não abolir os efeitos da Metoclopramida, suas ações pró-cinéticas podem ser bloqueadas pela atropina e outros antagonistas muscarínicos.

Farmacocinética:

A absorção é aparentemente completa, porque os efeitos de uma dose oral são comparáveis àqueles da dose intra-venosa. Atinge efeito máximo em 30 a 60 minutos por via oral, após administração intra-venosa o efeito desenvolve-se em menos de 5 minutos, e por via intra muscular em 30-60minitos. O tempo de meia-vida plasmática é de 3 a 6 horas. Apresenta ampla variação na biodisponibilidade (32 a 98%) devido a eliminação pré-sistêmica.

A distribuição não está completamente compreendida nos aspectos farmacológicos, assim como a eliminação mas a N-oxidação em derivados monodesalquilados e didesalquilados tem sido descrita in vitro. É eliminada através do leite materno.

Efeitos Adversos:

As reações mais notáveis são os efeitos extra-piramidais de inquietação motora e agitação; distonia aguda que inclui torcicolo, crise óculogírica e opistótono, que podem imitar o tétano, ou parkisonismo. As mulheres de todas as idades são mais afetadas do que os homens. O tratamento com droga anticolinérgica por via intra-venosa, como biperidem, prociclidina, benzitropina, ou defenidramina é usualmente eficiente. Podem surgir sonolência, lassidão, constipação, diarréia, edema oral e periorbital, e galactorréia. Foi registrado um caso de arritmia cardíaca supraventricular multifocal. Tem ocorrido metemoglobinemia em prematuros e em neonatos, na administração de Metoclopramida oral na dose de 1 _ 4 mg/kg/dia por 1 a 3 dias.

Cuidados de Enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora.

Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Durante a terapia, observe se o paciente apresenta reações extrapiramidais e, diante dessas reações, comunique imediatamente ao médico.

Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requer o estado de alerta, durante a terapia.

Recomende que o paciente evite a consumo de álcool, como também o uso de depressores do SNC, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.

IV: infunda lentamente além de 2-3min; dilua em soro glicosado 5% ou fisiológico 9% (concentração de 10mg/50ml) e infunda em 15min.

12. CLORIDRATO DE NALOXONA

Antagonista de Opióides

Composição:

Cada ml da solução injetável contém:

Cloridrato de Naloxona............................. 0,4 mg

Veículo q.s.p. .............................................. 1 ml

(Veículo: cloreto de sódio, água para injetáveis, ácido clorídrico.)

Ação Farmacológica:

Enquanto o mecanismo de ação do Cloridrato de Naloxona não for completamente compreendido, a preponderância de evidências sugere que Cloridrato de Naloxona antagoniza os efeitos opiáceos pela competição pelos mesmos receptores.

Quando Cloridrato de Naloxona é aplicado por via intravenosa a ação aparece, em geral, dentro de dois minutos; a ação só é levemente mais lenta, quando ele é aplicado por via subcutânea ou por via intramuscular. A duração da ação depende da dose e da via de aplicação de Cloridrato de Naloxona. A aplicação de Cloridrato de Naloxona por via intramuscular, produz um efeito mais prolongado do que se aplicado por via intravenosa.

A necessidade de repetição de doses de Cloridrato de Naloxona, no entanto, dependerá da quantidade, tipo e via de administração do narcótico que está sendo antagonizado.

Farmacocinética:

Seguindo a administração parenteral, Cloridrato de Naloxona é rapidamente distribuído pelo corpo. Ele é metabolizado no fígado, primeiramente por conjugação com glicuronídio e excretado pela urina.

Em um estudo, a meia-vida sérica em adultos oscilou de 30 a 81 minutos (em média 64 ±12 minutos). Num estudo neonatal, a média de meia-vida plasmática observada foi de 3,1 ± 0,5 horas.

Efeitos Adversos:

Uma abrupta reversão da depressão narcótica pode resultar em náuseas, vômitos, taquicardia e aumento da pressão arterial, tremores e sudorese. Em pacientes de pós-operatórios, uma superdose de Cloridrato de Naloxona pode resultar numa significativa reversão analgésica e excitação.

Hipotensão, hipertensão, taquicardia ventricular, fibrilação e edema pulmonar têm sido associados ao uso de Cloridrato de Naloxona, quando administrado em pacientes de pós-operatórios. Alguns acessos ocorrem, sem freqüência após a administração de naloxona embora uma relação casual não tenha sido estabelecida.

Cuidados de Enfermagem:

A medicação deve ser administra exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico.

Mantenha prontamente disponíveis equipamentos de ressuscitação cardiorrespiratória, acesso venoso e medicação antagonista.

Após a administração da droga, relate o início e o termino da dor, como também as avaliações cardiopulmonares e neurológicas.

Principalmente quando estiver sob uso desta medicação, o paciente deverá ser mantido sob vigilância constante (principalmente motorizado)

A ocorrência de qualquer reação adversas deve ser comunicado imediatamente ao médico, principalmente sudorese, náuseas e vômito.

IM ou IV: não é necessário diluir, na Superdosagem de narcóticos, administre 0,4mg, alem de 1min; infunda 2mg em 500ml de soro glicosado 5% em uma proporção de 4mg/ml ou 0,004mg/ml.

13. CLORIDRATO DE PETIDINA

Analgésico Sintético

Composição:

Cada ampola contém:

Cloridrato de Petidina (DCB 0984.02-7) ........................ 50 mg

Água para injetáveis q.s.p. ............................................. 1 ml

Ação Farmacológica:

A Petidina é um analgésico narcótico com múltiplas ações qualitativamente similares à Morfina, exercendo suas principais funções sobre o SNC e os elementos neurais do intestino. Suas principais ações terapêuticas são a analgesia e a sedação.

Há alguma evidência sugerindo que a Petidina pode produzir menos espasmo da musculatura lisa, constipação e depressão do reflexo da tosse que com doses equianalgésicas de Morfina. Doses de 60 a 80 mg de Petidina por via parenteral são aproximadamente equivalentes, em efeito analgésico, a 10 mg de Morfina. O início de ação é mais rápido que com Morfina e a duração é levemente menor.

COMO MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA:- 50 a 100 mg IM ou subcutânea, 30 a 90 minutos antes de começar a anestesia nos adultos. Em crianças recomenda-se 1 mg/kg a 1,6 mg/kg, 30 a 90 minutos antes da anestesia.

NA MANUTENÇÃO DA ANESTESIA:- repetidas injeções intravenosas lentas e doses fracionadas (10 mg/ml) ou infusão intravenosa contínua de uma solução mais diluída (1 mg/ml) deverá ser usada.

PARA ANALGESIA OBSTÉTRICA:- a dose usual é de 50 a 100 mg por via IM ou subcutânea, quando a dor torna-se regular. Pode ser repetida em intervalos de 1 a 3 horas.

Farmacocinética:

Os efeitos analgésicos da Petidina (aparecem por volta de 10 minutos após administração subcutânea e/ou intramuscular), alcançando o pico em cerca de uma hora, o que corresponde às concentrações máximas da droga no plasma. A duração da analgesia, para uso clínico, é de aproximadamente duas a quatro horas.

Efeitos Adversos:

Os maiores riscos envolvidos com a utilização da Petidina, bem como com outros analgésicos narcóticos são a depressão respiratória e, em menor grau, depressão circulatória e choque.

Os efeitos colaterais mais freqüentemente observados incluem delírio, tontura, sedação, náusea, vômito e transpiração. Estes efeitos parecem ser mais proeminentes em pacientes ambulatoriais e naqueles que não vivenciará dor aguda.

Cuidados de Enfermagem:

Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora.

A medicação não deve ser usa durante a gestação.

Nas lactantes, a medicação deverá ser administrada 4-6 horas após a amamentação.

Nos pacientes sob uso de tranqüilizantes, a dosagem deverá ser reduzida em 25-50%.

Informe ao paciente sobre a possibilidade de desenvolvimento de dependência a droga.

Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural.

Recomende ao paciente o consumo de alimentos que contenham fibras para diminuir a constipação.

Durante a terapia, monitorize a função renal do paciente.

Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.

Recomende que o paciente evite o consumo de álcool, como também de outros depressores do SNC, sem o conhecimento do médico durante a terapia.

14. CLORIDRATO DE CETAMINA

Anestésico Geral não Barbitúrico

Composição:

Cada ml de Solução Injetável contém:

Cloridrato de Cetamina (DCB 0223.02-6) .......................... 57,67 mg

(equivalente a 50 mg de Cetamina base)

Veículo estéril qsp .............................................................. 1 ml

(Veículo: cloreto de benzetônio, água para injetáveis)

Ação Farmacológica:

A Cetamina é um anestésico geral de ação rápida, não barbitúrico, para uso parenteral. Quimicamente a Cetamina é designada de (±)-(o-clorofenil)-2-(metilamino) ciclohexanona. É apresentada na forma de solução ligeiramente ácida (pH 3,5-5,5), para administração intravenosa ou intramuscular.

A Cetamina produz um estado anestésico caracterizado por profunda analgesia, reflexos laringofaringeanos normais, tono dos músculos esqueléticos normal ou ligeiramente aumentado e discreto estímulo cardiovascular e respiratório. Ocasionalmente acarreta uma depressão respiratória mínima, de caráter transitório.

O estado anestésico produzido pela Cetamina tem sido denominado de “anestesia dissociativa”, na qual parece interromper seletivamente as vias da condução cerebral antes produzida pelo bloqueio sensorial somestético. Pode deprimir seletivamente o sistema talamoneocortical antes de abrandar significativamente os centros cerebrais mais velhos e as vias de condução (ativando os sistemas reticular e límbico).

A elevação da pressão sangüínea inicia-se brevemente após a injeção, alcançando um máximo dentro de poucos minutos e normalmente retorna para valores pré-anestésicos em 15 minutos após a injeção. Na maioria dos casos, a pressão sangüínea diastólica e sistólica, atinge picos de 10% a 50% acima do nível pré-anestésico logo após a indução da anestesia, mas a elevação pode ser mais alta ou mais longa dependendo de cada caso individual (Ver Contra-Indicações).

A Cetamina tem ampla margem de segurança. Alguns exemplos de administração acidental de superdoses de Cetamina (até 10 vezes o normalmente necessário) tem sido seguida por prolongada mas completa recuperação.

Farmacocinética:

A biotransformação da Cetamina inclui N-desalquilação (metabólito I), hidroxilação do anel ciclohexona (metabólitos III e IV), conjugação com ácido glicurônico e desidratação dos metabólitos hidroxilados, para formar o derivado ciclohexeno (metabólito II).

Após a administração intravenosa a concentração de Cetamina tem uma diminuição inicial (fase alfa) que permanece por 45 minutos com meia-vida de 10 a 15 minutos. Esta primeira fase corresponde clinicamente ao efeito anestésico da droga.

A ação anestésica é finalizada pela combinação da redistribuição a partir do SNC, equilibrando lentamente os tecidos periféricos e pela biotransformação hepática do metabólito I.

Este metabólito tem cerca de1/3 da atividade da Cetamina na redução da necessidade de halotano (MAC) do rato. A última meia-vida da Cetamina (fase beta) é de 2,5 horas.

Efeitos Adversos:

CARDIOVASCULARES: Freqüentemente após a administração do produto, a pressão arterial se eleva e a freqüência cardíaca aumenta. Não obstante, têm ocorrido casos de hipotensão e de bradicardia. Também tem havido arritmia cardíaca. A elevação máxima da pressão arterial tem variado, em média, entre 20% e 25% dos valores pré-anestésicos. De acordo com o estado do paciente, pode-se considerar a elevação da pressão arterial como um efeito adverso ou como um efeito benéfico.

RESPIRATÓRIAS: Apesar de a respiração ser freqüentemente estimulada, poderá ocorrer acentuada depressão ou apnéia, após a administração intravenosa rápida de doses elevadas de Cetamina. Têm sido observados casos de laringoespasmo e outras formas de obstrução das vias respiratórias durante a anestesia.

OCULARES: Após a administração do produto, poderá ocorrer diplopia e nistagmo, podendo também se verificar ligeira elevação da pressão intra-ocular.

PSICOLÓGICAS: Durante a fase de recuperação pós-anestésica, o paciente pode experimentar delírio, caracterizado por sonhos vividos - agradáveis ou desagradáveis - com ou sem atividade psicomotora, que se manifesta por confusão e conduta irracional. Estas reações parecem ser similares às observadas consecutivamente ao uso de outros anestésicos gerais. A incidência dessas reações é mais baixa em pacientes jovens (15 anos de idade ou menos) e em pacientes de idade avançada (mais de 65 anos). Por outro lado, a incidência é mais baixa na administração do produto por via intramuscular e diminui à medida que a experiência do anestesiologista vai aumentando. Não se tem conhecimento de efeitos psicológicos residuais consecutivos ao uso do produto.

NEUROLÓGICOS: Em alguns casos o aumento do tono da musculatura esquelética pode manifestar-se por movimentos tônicos e clônicos, que às vezes assemelham-se a convulsões. Esses movimentos não implicam num plano superficial de anestesia, nem indicam necessidade de doses adicionais.

GASTRINTESTINAIS: Têm-se observado anorexia, náuseas e vômitos após o uso do produto, mas esses transtornos geralmente não são graves em sua grande maioria. Os pacientes podem ingerir líquidos pouco depois de recobrar a consciência.

DIVERSAS: Raramente têm sido observados casos de dor e exantema no local da injeção. Também se tem observado eritema transitório e/ou erupção morbiliforme. A menos que se empregue pré-medicação antissialagoga pode haver sialorréia, a qual poderá causar dificuldades respiratórias.

15. DESLANÓSIDO

Cardiotônico Digitálico

Composição:

Cada ampola (2 ml) contém:

Deslanósido:.............................................0,2 mg /ml

Ação Farmacológica:

Deslanósido é um dos glicosídios naturais da Digitalis lanata aumenta a contratilidade cardíaca, diminui a freqüência cardíaca (pela prolongação do período refratário do nódulo AV) e alivia a sintomatologia clínica da insuficiência cardíaca (congestão venosa, edema periférico, etc.).

Farmacocinética:

A ação terapêutica começa entre 5-30 minutos após injeção intravenosa e o efeito máximo é obtido em 2(-4) horas. A absorção gastrintestinal é da ordem de 60-75%, o volume de distribuição é de cerca de 4,5 l/kg (variação 2,0 - 8,1), e a ligação a proteínas é de 25%. A meia-vida de eliminação é de cerca de 40 horas.Um dos principais metabólitos é a digoxina. 50% da dose administrada é excretada pelos rins, principalmente na forma de lanatosído C.

Efeitos Adversos:

25% dos pacientes hospitalizados que recebem digital apresentam algum sinal de intoxicação digitálica. Esta ocorre, geralmente, devido à administração concomitante de diuréticos que levam a depressões de potássio. Os efeitos colaterais mais freqüentes, especialmente após os primeiros sintomas da dosagem excessiva, são:distúrbios do SNC e gastrintestinais (anorexia, náusea, vômito) em raras ocasiões (especialmente em pacientes arterioscleróticos idosos), confusão, desorientação, afasia e distúrbios visuais incluindo cromatopsia, sudorese fria, convulsões, síncope, morte. distúrbios da freqüência cardíaca, condução e ritmo (bradicardia acentuada e parada cardíaca) no ECG rebaixamento do segmento ST com inversão pré-terminal da onda T.

As reações cutâneas alérgicas (prurido, urticária, erupções maculares) e ginecomastia ocorrem muito raramente.- Tratamento da intoxicação) devido a dosagem excessiva severa e aguda: suspender Cedilanide e esvaziar o estômago (lavagem gástrica).

Deve-se deixar no estômago um aglutinante, tal como a colestiramina. É essencial a monitorização ECG contínua. O tratamento com anticorpos específicos pode ser considerado. Para outro tratamento posterior, veja abaixo.b) devido a dosagem excessiva crônica: suspender Cedilanide e monitorizar o paciente através de ECG.

Os sais de potássio são comumente utilizados, especialmente em casos de hipocalemia: 0,5 a 1 g de cloreto de potássio dissolvido em água, administrado por via oral várias vezes ao dia, até 3 - 6 g (40 a 80 mEqK+), para adultos desde que a função renal esteja conservada. Em casos urgentes utilizar infusão intravenosa de 40 a 80 mEq (diluída para uma concentração de 40 mEq por 500 ml) a uma velocidade máxima de 20 mEq/hora (utilizar monitorização ECG) ou a uma velocidade mais lenta no caso de irritação local dolorosa.

Recomenda-se a administração de magnésio na presença de hipomagnesemia. Tratamento de taquiarritmias: nos casos de arritmia ventricular grave sem bloqueio AV, injeção i.v. lenta de lidocaína. Os pacientes com funções cardíaca e renal normais, geralmente respondem a uma injeção intravenosa inicial (vagarosa por 2-4 minutos) de 1-2 mg/kg de peso corpóreo seguida por uma infusão i.v. de 1-2 mg/minuto. Nos pacientes com funções cardíacas e/ou renal comprometidas a posologia deve ser reduzida de acordo. Se houver bloqueios AV do 2º e 3º graus concomitantes, não se deve administrar lidocaína antes que o tratamento com marcapasso seja instituído. Os seguintes medicamentos já foram utilizados, os quais também podem ser úteis em arritmias supraventriculares: agentes betabloqueadores, procainamida, bretílio e fenitoína. A cardioversão somente deve ser empregada no tratamento de fibrilação ventricular, desde que de outra forma pode precipitar arritmias mais graves.

Tratamento de bradiarrítmias e bloqueio AV: atropina marcapasso se forem observados bloqueio AV grave, parada sinusal ou assístole como tratamento de emergência, antes da inserção de um eletrodo para o marcapasso, uma infusão i.v. de isoproterenol pode ser útil.

Cuidados de Enfermagem:

Esta medicação deve ser usada exclusivamente por vias IM ou IV, em situações de emergência.

A terapia com digitálicos orais pode ser iniciada 12h após a administração da droga.

Durante a terapia, monitorize o ECG, o pulso e a PA do paciente.

Pode causar hipertensão arterial e arritmias. Monitorize constante e rigorosamente os pulsos apical e radial e a PA do paciente.

Observe se o paciente apresenta sinais de intoxicação digitálica.

IM: aplique profundamente no músculo (deltóide); na dose de 1,6mg (8ml), aplique em 2 locais diferentes (4ml em cada deltóide).

IV: a droga pode ser aplicada em dose única, diluída ou não, lentamente e sob absoluto controle dos pulsos apical e radial.

16. DIAZEPAM

Benzodiazepínico / Ansiolítico

Composição:

Cada ampola de 2 ml contém:

Diazepam (DCB 0391.01-8) ........................................ 10 mg

Veículo estéril qsp .......................................................... 2 ml

(Veículo: álcool benzílico, propilenoglicol, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio q.s.p. pH, água para injetáveis).

Ação Farmacológica:

O Diazepam pertence ao grupo dos benzodiazepínicos e possui propriedades ansiolíticas, sedativas, miorrelaxantes, anticonvulsivantes e efeitos amnésicos. Sabe-se atualmente que tais ações são devidas ao reforço da ação do ácido gama-aminobutírico (GABA) o mais importante inibidor da neurotransmissão no cérebro.

Farmacocinética:

Absorção: Diazepam é rápida e completamente absorvido após administração oral, atingindo a concentração plasmática máxima após 30 a 90 minutos. Por via intramuscular, a absorção é igualmente completa embora nem sempre mais rápida que a administração oral.

Distribuição:- O Diazepam e seus metabólitos possuem alta ligação às proteínas plasmáticas (Diazepam: 98%); eles atravessam as barreiras hematoencefálica e placentária e são também encontrados no leite materno em concentrações de aproximadamente um décimo da concentração sérica materna.

Metabolismo: O Diazepam é metabolizado em substâncias farmacologicamente ativas, como o nordiazepam, hidroxidiazepam e o oxazepam.

Eliminação: A curva/tempo de concentração plasmática do Diazepam é bifásica: uma fase de distribuição inicial rápida e intensa, com meia-vida que pode chega