Trabalho Completo Movimentos Sociais E Politicos Na America Latina E Brasil Nas décadas De 1950 A 1960

Movimentos Sociais E Politicos Na America Latina E Brasil Nas décadas De 1950 A 1960

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Categoria: História

Enviado por: carlosnamikawa 28 agosto 2013

Palavras: 1357 | Páginas: 6

Movimentos Políticos e Sociais no Brasil e na

América Latina nos anos 1950 – 1960.

• Movimentos Políticos no Brasil:

O populismo marcou o tom das relações políticas no Brasil entre os anos de 1945 e 1964.

No ano de 1946, o Brasil ganhou uma nova constituição responsável pela reintrodução da democracia no contexto político brasileiro. De fato, as novas leis constituintes acabaram com o autoritarismo do Estado Novo e devolveram a soberania política ao voto popular. Entretanto, após os vários anos em que Getúlio Vargas se colocou a frente do governo, o cenário político brasileiro se mostrou tomado por várias tendências carentes de uma orientação política mais bem articulada.

Através de um recuo no tempo, vemos que o populismo deu seus primeiros passos quando Getúlio Vargas implementou os direitos da classe trabalhadora. Fato inédito em nossa trajetória, a valorização do trabalhador assalariado não foi interpretada como uma resposta a um país que se urbanizava. Para uma vasta população pobre e desinformada, tais direitos era o resultado da ação personalista de Getúlio Vargas. Não por acaso, ele ganhou a alcunha de “pai dos pobres”.

Tal conservação se mostrou eficaz a ponto de determinar a eleição de Eurico Gaspar Dutra (1946 - 1951) e a vitória de Getúlio Vargas nas eleições de 1950, quando ele retornou “nos braços do povo”. Já no contexto da Guerra Fria, a presença de políticos que agradavam ao povo e às elites se tornava parte de um jogo político cada vez mais delicado. Sob a égide da ordem bipolar, a aproximação das classes trabalhadoras e o nacionalismo era alvo de desconfiança.

Defender o “povo” e a “nação” fechava as portas do país para o capital estrangeiro e abria as mesmas para a organização de regimes de esquerda. Foi nesse contexto que o populismo experimentou sua crise. Em suma, ele se colocava entre a abertura econômica defendida pelos setores desenvolvimentistas e as crescentes demandas sociais das classes trabalhadoras. Não suportando as pressões dessa situação dúbia, o próprio Vargas atentou contra a própria vida.

Dali em diante, outras lideranças figuraram o populismo. Já em 1955, setores militares e ultraconservadores se colocaram contra a vitória eleitoral de Juscelino Kubitschek. Antevendo a possibilidade de golpe, Henrique Lott, ministro da Guerra, interveio para que um golpe militar não fosse instituído no país. Com sua pauta desenvolvimentista, JK angariou a estabilidade política ao conciliar seu comportamento populista à ampla participação do capital estrangeiro na economia nacional.

Atingindo a década de 1960, o Brasil alcançou patamares de desenvolvimento econômico expressivos que se contratavam com os problemas sociais. O desenvolvimentismo era falho, atingia apenas algumas parcelas da população e desenhava uma concentração de riquezas que não poderia ser mais protelada pelas ações conciliatórias do populismo. Passado o arroubo do breve governo de Jânio Quadros (1961), o populismo teve sua última representação no governo de João Goulart.

Antes de assumir o governo, Jango teve de aceitar as exigências dos militares que não admitiam a sua chegada ao governo. Submetido às limitações do parlamentarismo, ele seria previamente impedido de reavivar o populismo nacionalista. Entretanto, em 1963, conseguiu a aprovação de um plebiscito que reestruturou o presidencialismo e, consequentemente, fortaleceu a ação do poder Executivo. Nesse momento, João Goulart ofereceu ao país um conjunto de mudanças previstas pelas Reformas de Base.

- Movimentos Sociais no Brasil:

• A análise dos movimentos sociais no Brasil revelam forte enfoque teórico oriundo do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano e/ou rural. Tais movimentos, quando se referiam ao espaço urbano possuíam um leque amplo de temáticas como por exemplo, as lutas por creches, por escola pública, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc. Quanto ao espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de boias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários.

Cada um dos movimentos possuía uma reivindicação específica, no entanto, todos expressavam as contradições econômicas e sociais presentes na sociedade brasileira.

Em meados de 1950, os movimentos nos espaços rural e urbano adquiriram visibilidade através da realização de manifestações em espaços públicos (rodovias, praças, etc.). Os movimentos populares urbanos foram impulsionados pelas Sociedades Amigos de Bairro - SABs - e pelas Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. Nos anos 1960 e 1970, mesmo diante de forte repressão policial, os movimentos não se calaram. Havia reivindicações por educação, moradia e pelo voto direto. Em 1980 destacaram-se as manifestações sociais conhecidas como "Diretas Já".

• Movimento Hippie: Os "hippies" (no singular, hippie) eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60 tendo relativa queda de popularidade nos anos 70 nos EUA, embora o movimento tenha tido muita força em países como o Brasil somente na década de 70. Uma das frases idiomáticas associada a este movimento foi a célebre máxima "Paz e Amor" (em inglês "Peace and Love") que precedeu á expressão "Ban the Bomb" , a qual criticava o uso de armas nucleares.

As questões ambientais, a prática de nudismo, e a emancipação sexual eram idéias respeitadas recorrentemente por estas comunidades.

• Movimento Feminista: O Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta os direitos iguais e a proteção legal às mulheres. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias, todas preocupadas com as questões relacionadas às diferenças entre os gêneros, e advogam a igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses.

• Movimento Estudantil: Embora não seja considerado um movimento popular, dada a origem dos sujeitos envolvidos, que, nos primórdios desse movimento, pertenciam, em sua maioria, a chamada classe pequeno burguesa, é um movimento de caráter social e de massa. É a expressão política das tensões que permeiam o sistema dependente como um todo e não apenas a expressão ideológica de uma classe ou visão de mundo. Em 1967, no Brasil, sob a conjuntura da ditadura militar, esse movimento inicia um processo de reorganização, como a única força não institucionalizada de oposição política.

- Movimentos Sociais e Políticos da América Latina:

• O pós-Segunda Guerra Mundial período II testemunhou classe trabalhadora grande e anti-colonial movimentos no rescaldo do colapso dos impérios europeus, em resposta à grande e sacrifícios humanos nacionais causados pelas guerras imperiais. Em toda a Europa, convulsões sociais, a massa ações diretas e retumbante avanços eleitorais de partidos da classe trabalhadora eram a norma em face de um sistema "quebrado" capitalista. Na Ásia, as revoluções socialistas em massa na China, Indo-China e Coréia do Norte expulsaram potências coloniais e derrotou seus colaboradores em um período de hiperinflação e desemprego em massa.

O ciclo de recessão da década de 1960 ao início de 1980 testemunhou um grande número de classe trabalhadora grande sucesso e lutas populares por maior controle sobre o local de trabalho e padrões de vida e contra o empregador liderada contraofensivas.

Crises econômica e revoltas sociais na América Latina

A América Latina apresentou padrões semelhantes de crises e revoltas como o resto do mundo durante a Grande Depressão Econômica Mundial e a Segunda Guerra Mundial. Durante os anos 1930-1940, abortada levantes revolucionários e revoltas ocorreu em Cuba, El Salvador, Colômbia, Brasil e Bolívia. Em alianças "frente popular" ao mesmo tempo, de comunistas, socialistas e os radicais regidos no Chile e populista-nacionalista regimes tomou o poder no Brasil (Vargas), Argentina (Perón) e México (Cardenas).

O fenômeno da "crise" na América Latina é crônica, pontuada por "altos e baixos" ciclos típicos de economias voláteis agro-mineral de exportação e por longos períodos de estagnação crônica. Após o fim da Guerra da Coréia e lançamento de Washington de seu projeto global de construção de impérios (erroneamente chamado de "Guerra Fria"), os EUA envolvidos em uma série de "guerras quentes", (Coréia-1950-1953 e Indo-China-1955 -1975) e golpes abertas e clandestinas d'etat (Irã e Guatemala - ambos em 1954), e invasões militares (República Dominicana, Panamá, Granada e Cuba), todos apoiando a enquanto uma série de brutais ditaduras militares em Cuba (Batista) , República Dominicana (Trujillo), Haiti (Duvalier), Venezuela (Perez-Jimenez), Peru (Odría) entre outros.

Sob o impacto combinado de regra ditatorial intervenção dos EUA, flagrante, a estagnação crônica, aumento das desigualdades, pobreza em massa e da pilhagem do tesouro público, uma série de revoltas populares, revoltas e greves gerais de guerrilha derrubou várias ditaduras apoiadas pelos EUA que culminou com a vitória do a revolução social em Cuba. No Brasil (1962-1964), Bolívia (1952).