Trabalho Completo NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DO DISCURSO FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO

NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DO DISCURSO FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO

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Categoria: Filosofia

Enviado por: daianeg13 28 fevereiro 2013

Palavras: 1311 | Páginas: 6

SEMINÁRIO

ALUNOS(AS): DAIANE PEREIRA GOMES

GEORGINA SOUZA

CARLOS CHAGAS-MG

OUTUBRO/2012

NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DO DISCURSO FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO

O objetivo deste trabalho é pesquisar a importância e a contribuição da Filosofia e Sociologia para a Educação. Mais especificamente, consistem em apontar as características desses discursos, os principais filósofos que contribuíram para os fundamentos da Educação e ainda, relatar a importância do ensino da Filosofia e Sociologia na escola.

DISCURSO FILOSÓFICO

“ A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.”

(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2002. P. 9-18.)

“Definir o conceito de filosofia é o passo fundante e, portanto, fundamental do processo de se ensinar filosofia; significa dizer, desde o início, com qual autor, com qual referencial teórico irá trabalhar na sala de aula; é assumir enfim, uma postura filosófica em torno dos problemas filosóficos emergidos no processo de ensino.”

(DANELON, Márcio. Coleção Explorando o Ensino Médio. Filosofia - volume 14, Capítulo 10 - pág. 185 – 202.)

PILETTI(1991) relata:

A essência da Filosofia é a procura do saber e não sua posse. Se [...] é procura e não posse, podemos dizer que o trabalho filosófico é um trabalho de reflexão. A palavra reflexão vem do verbo latino reflectere, que significa voltar atrás. Filosofar, portanto, significa retomar, reconsiderar os dados disponíveis, revisar, examinar detidamente, prestar atenção e analisar com cuidado.

Informa LUCKESI(1990,p.22):

Filosofia é um corpo de conhecimento, constituído a partir de um esforço que o ser humano vem fazendo de compreender o seu mundo e dar-lhe um sentido, um significado compreensivo. Corpo de conhecimentos, em Filosofia, significa um conjunto coerente e organizado de entendimentos sobre a realidade. [...] Desse modo, a filosofia é corpo de entendimentos que compreende e direciona a existência humana em suas mais variadas dimensões.

CORDI (2000, p.18) fala a respeito da grande lição que os filósofos gregos nos deixaram: “nunca se conformar com as estruturas existentes como se fossem as únicas possíveis. Quem quer ser criativo no seu momento histórico deve refletir atenta e criticamente: é preciso filosofar”.

“ A questão fundamental que cabe à Filosofia da Educação responder é aquela do sentido e da finalidade da educação. Em assim sendo, sua perspectiva é diferente daquela da Sociologia da Educação, da Psicologia da Educação, da História da Educação, da Economia da Educação etc., encarregadas de estudar os fatos educativos sob os diversos aspectos de suas manifestações concretas.”

“Primeiro a estabelecer uma Filosofia da Educação na cultura ocidental, de acordo com parecer de Moreau (1978), Platão via a educação como a necessária formação do espírito. Ao ensino, cabia o conhecimento em geral, mas a educação visava uma boa conduta de vida, a virtude. A grande questão era como formar os homens de bem e levá-los ao conhecimento do bem assim como à sua prática. Em pauta, pois, como lembra no Banquete, “... a transcendência soberana do espírito” (Platão, 1979, 205-212).”

A educação sistematizada se originou na Grécia, por meio do método dialógico. O primeiro grande educador da história foi Sócrates. O conhecimento para ele está dentro de cada homem, só necessita ser despertado. Então, para isso, ele usa do seu método dialogado, onde proporcionava diálogos críticos com seus interlocutores, fazendo com que, através das interrogações feitas por ele, pudessem dar a luz as suas próprias ideias. Afirma que o educador não deve dar a resposta à dúvida do educando, e sim, estimulá-lo para que procure dentro de si essa resposta. Sócrates diz que cada um de nós pode ser filósofo. Mas, para que isso aconteça, devemos ser conhecedores de nós mesmos, e estarmos em constante busca pelo verdadeiro conhecimento, que vai além da perfeição.

A filosofia sempre esteve presente na educação, dando-lhe direcionamento por meio de seus pressupostos e influenciando as práticas exercidas pelos professores. São os pensadores da educação que, ao criticá-la, propiciam que ela avance no sentido de buscar a transformação da sociedade.

DISCURSO SOCIOLÓGICO

Embora o campo de conhecimento da Sociologia não garanta por si o compromisso de promover uma educação crítica transformadora, pela sua especificidade de analisar a sociedade sob o prisma de vários olhares que as diversas perspectivas analíticas ensejam já possibilita uma ampliação da compreensão da realidade social e da educação como um fenômeno fundamental na transmissão da herança cultural,dos modos de vida,das ideologias, na formação para o trabalho que guarda uma estreita relação com a realidade em cada contexto histórico. A partir daí pode-se perceber a importância dessa disciplina no currículo dos cursos de formação de educadores.

Alguns autores da Sociologia como Durkheim, Manheim, Parsons e Merton incluíram a educação entre seus objetos de pesquisa e de reflexão teórica. Entre os marxistas destacam-se: Althusser e Gramsci. No Brasil, Florestan Fernandes e Fernando Azevedo foram os expoentes que tiveram a educação como foco de suas preocupações.

O argumento central do sociólogo é, então, o de que ao dissimular que sua cultura é a cultura das classes dominantes, a escola dissimula igualmente os efeitos que isso tem para o sucesso escolar das classes dominantes. As diferenças nos resultados escolares dos alunos tenderiam a ser vistas como diferenças de capacidade (dons desiguais) enquanto, na realidade, decorreriam da maior ou menor proximidade entre a cultura escolar e a cultura familiar do aluno. A escola cumpriria, assim, portanto, simultaneamente, sua função de reprodução e de legitimação das desigualdades sociais.

É através do processo de socialização que os indivíduos são preparados para participar dos sistemas sociais a partir da compreensão dos símbolos, dos sistemas de ideias, da linguagem e das relações que constituem os referidos sistemas. Esses elementos são aceitos pelos indivíduos como sendo naturais (JOHNSON, 1997).

A educação é um dos vastos campos dos processos de socialização, mas, na teoria sociológica de Weber, há uma confluência dos dois termos, porque o autor não a restringe à instrução, à instituição escolar. Com essa abordagem, Weber conseguiu compreender a especificidade dos diferentes sistemas educacionais. Contribuiu, também, para incrementar as abordagens dos sociólogos da educação ao focalizar os diferentes sistemas que desenvolvem a socialização dos indivíduos. Dessa forma, o autor examinou o processo educativo em espaços não-convencionais, ou seja, fora da escola, tal como foi descrito em relação à educação religiosa dos católicos e dos protestantes em A Ética. A abrangência de sua abordagem o levou a considerar como agentes educativos os sacerdotes, os pais, os guerreiros, os filósofos, os literatos chineses, etc. Convém ressaltar que o autor também analisou a educação em espaços convencionais, na sua abordagem da educação dos literatos chineses e nos seus escritos sobre a universidade.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1990.

PILETTI, Claudino. Filosofia da Educação. 3 ed. São Paulo: Ática, 1991.

CORDI, Cassiano. Et al. Para Filosofar. São Paulo: Scipione, 2000

DURKHEIM,Émile.Educaçãoesociologia.7.ed.SãoPaulo: Melhoramentos,1967.

NOGUEIRA,Cláudio Marques Martins, NOGUEIRA, Maria Alice. A sociologia da Educação de Pierre Bourdieu:Limitese Contribuições. Educação&Sociedade,anoXXIII,no78,Abril/2002.

Revista em aberto. Brasília, ano 09 nº 45 jan/mar 1990.

BORDIEU, Pierre. A reprodução. Rio de Janeiro: Francisco Alves,1992.

______. Les Héritiers. Paris: Les Éditions de Minuit, 1964.

______. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1987.

______. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998.

CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: Elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Filosofia da Educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.32, n.3, p. 619-634, set./dez.2006

GONZALEZ, Wânia R. C. (UNESA). A Educação à luz da teoria sociológica Weberiana. Minicurso p. 01-15

WEBER, Max. La objetividad del conocimiento en las ciencias y la politica sociales. Separata de Sobre la teoria de las Ciencias Sociales. Barcelona:Ediciones Peninsula, 1971. p. 5-91.