Trabalho Completo Observação De células Humanas

Observação De células Humanas

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Categoria: Biologia e Medicina

Enviado por: 1997 15 maio 2013

Palavras: 1273 | Páginas: 6

Objetivo

O principal objetivo desta atividade laboratorial era conhecer algumas características das células animais e vegetais.

Essas características verificavam-se tanto na composição das mesmas células (constituintes observáveis), como nas funções de cada constituinte.

Não era possível, através da observação microscópica, saber a função dos constituintes das células, no entanto, estava perfeitamente ao nosso alcance, com as condições de trabalho disponíveis, realizar uma série de observações de cada tipo de célula. Essa observação permitia não só visualizar a célula como “um todo”, mas também visualizar alguns constituintes de cada tipo de célula.

É importante mais uma vez referir que foram utilizados corantes celulares distintos na montagem de cada preparação. No entanto, não sabíamos o porquê da sua utilização. Estava assim constituído mais um objetivo ao qual pretendíamos chegar.

Introdução

A célula é um pequeno elemento autónomo de dimensões microscópicas, sendo considerada a unidade morfológica e funcional da constituição dos seres vivos.

As células dividem-se em dois grandes grupos: as células Eucarióticas e as células Procarióticas. As células Eucarióticas são organismos complexos que podem ser agrupadas em células animais ou células vegetais.

As células Eucarióticas animais possuem organelos similares aos das células Eucarióticas vegetais, no entanto distinguem-se destas últimas devido á inexistência de parede celular, á existência de inúmeros vacúolos embora de dimensões inferiores aos da célula vegetal e ainda devido ao facto de possuírem centríolos que são organelos exclusivos deste tipo de célula.

As células vegetais possuem organelos similares aos das células animais, no entanto possuem organelos únicos como a parede celular, os plasmodesmos, os cloroplastos e possuem vacúolos que embora em número inferior as das células animais são de dimensões maiores.

O bolbo da cebola trata-se de um caule subterrâneo que apresenta túnicas carnudas e sobrepostas. Cada túnica é uma folha modificada em forma de escama, que acumula substâncias de reserva. Na superfície côncava de cada uma dessas túnicas existe uma epiderme, ou seja uma película fina, facilmente destacável e constituída por uma só camada de células. Esta epiderme será o nosso objeto de observação microscópica.

A mucosa bucal é um tecido celular existente nos animais, formado por uma só ou várias camadas, que limita as superfícies externas e internas do corpo. É essencialmente caracterizado por apresentar células arredondadas ou alongadas que apresentam os bordos dobrados devido ao facto de não possuírem uma parede celular rígida como as células vegetais. Tem como funções, a de proteção, sensorial, regulação da temperatura e de secreção.

Observação da Epiderme do Bolbo da Cebola

Material/Reagentes

 Microscópio Ótico;

 Lâminas;

 Lamelas;

 Pinça;

 Bisturi;

 Tesoura

 Vidros de Relógio

 Gobelé

 Solução de Ringer

 Material Biológico: bolbo da cebola;

 Corantes: vermelho neutro, soluto de Lugol, azul-de-metileno.

 Agulha de dissecação

Métodos

1. A partir de um quarto do bolbo da cebola, retirou-se, com o auxílio da pinça, uma porção da película da epiderme interna;

2. No vidro de relógio colocou-se um pouco de água (solução de Ringer) e colocou-se rapidamente as películas que obtive em 1, de forma a evitar o seu enrolamento;

3. Colocou-se numa lâmina e distendeu-se sobre ela a película da cebola e adicionou-se com uma gota de água, sendo este o meio de montagem. Cobriu-se cuidadosamente com uma lamela;

4. Observou-se a preparação ao microscópio utilizando a objetiva de menor seguida das restantes objetivas;

5. Colocou-se, ao longo do bordo da lamela, duas gotas de soluto de azul-de-metileno (proporção de 1 - 1) ou de Lugol (não se dissolve);

6. Do lado oposto àquele em que se colocou o corante, absorvi com um papel de filtro o excesso de soluto de azul-de-metielno ou de Lugol para que o soluto atravessasse toda a preparação (método de irrigação);

7. Procedeu-se a observação da preparação no M.O.C., utilizando a objetiva de menor ampliação, seguida das restantes objetivas;

9. Repeti os passos 1 e 2;

10. Na água do vidro de relógio, onde se encontrava parte do fragmento da epiderme que se destacou inicialmente, lançou-se gotas de soluto de vermelho neutro (Método de Imersão);

11. Ao fim de alguns segundos, retirei e repeti o passo descrito em 3;

12. Repeti o passo 7.

Procedimento 1 Procedimento 10

Procedimento 2 Procedimento 6

Resultados

Meio de Montagem Ampliação Imagem Obtida

Solução de Ringer

100 vezes

Solução de Ringer

400 vezes

Meio de Montagem Ampliação Imagem Obtida

Solução de Azul-de-metileno

100 vezes

Solução de Azul-de-metileno

400 vezes

Meio de Montagem Ampliação Imagem Obtida

Solução de Vermelho Neutro

100 vezes

Solução de Vermelho Neutro

400 vezes

Meio de Montagem Ampliação Imagem Obtida

Solução de Lugol

400 vezes

Discussão

No primeiro procedimento, as nossas observações tiveram como objeto de estudo a epiderme da cebola, pois esta apresenta apenas uma camada de células, permitindo-nos, deste modo, observar células eucarióticas vegetais.

Contudo, existem dois aspetos que dificultam a observação dos componentes celulares, sendo eles as pequenas dimensões das células e dos seus organelos, assim como a sua transparência e a consequente falta de contraste entre as estruturas. Por este motivo, existem algumas técnicas de microscopia que facilitam a visualização das microestruturas biológicas, como é o caso da coloração.

Quando vimos a preparação do vermelho-neutro ao M.O.C, conseguimos visualizar os vacúolos, porque reagem com o vermelho-neutro.

Ao observarmos a preparação de azul-de-metileno ao M.O.C., conseguimos identificar melhor o núcleo, pois o núcleo reage com este corante.

Na observação da preparação de Lugol, vimos todas as estruturas da célula: citoplasma, parede celular e núcleo, pois a água iodada cora várias estruturas.

Com a preparação da solução de Ringer, o que observámos ao M.O.C. foram apenas o citoplasma e a parede celular, pois não se conseguia identificar mais nada, por isso é que é necessário usar corantes, consoante o que se pretende ver, pois eles reagem de forma diferente com cada estrutura da célula.

Em todas as observações, conseguimos sempre identificar o citoplasma e a parede celular.

Fig. 1 - Observação de células da epiderme do bolbo da cebola, com uma ampliação de 400x e coradas com solução de Lugol.

1 – Citoplasma;

2 – Núcleo;

3 – Parede celular.

Fig. 2: Observação de células da epiderme do bolbo da cebola, com uma ampliação de 400x e coradas com Vermelho Neutro.

1 – Núcleo;

2 – Citoplasma;

3 – Parede celular;

4 – Vacúolo.

Fig. 3: Observação de células da epiderme do bolbo da cebola, com uma ampliação de 400x e coradas com azul-de-metileno.

1 - Núcleo.

Observação Microscópica de Células Animais

Material/Reagentes

• Microscópico ótico

• Lâminas

• Agulha de dissecção

• Conta-gotas

• Espátula ou palito

• Papel de filtro

• Papel de limpeza

• Células da mucosa bucal

• Solução de azul-de-metileno

Métodos

1 - Com um palito, raspou-se suavemente a superfície interna da cavidade bucal.

2 - Colocou-se o produto obtido sobre a lâmina e preparou-se um esfregaço.

3 - Recorrendo à técnica de irrigação, corou-se a preparação com a solução de azul-de-metileno.

5 - Observou-se a preparação ao microscópio com as várias ampliações.

Técnica do esfregaço

Resultados

Meio de Montagem Ampliação Imagem Obtida

Azul-de-metileno

400 vezes

Discussão

Observando os resultados pudemos verificar que as células da mucosa bucal não têm parede celular, visto que são células animais, e por conseguinte os seus bordos apresentavam-se ligeiramente dobrados. Depois de corar a preparação com azul-de-metileno verificamos que as células ficaram azuis, de tal modo que conseguimos distinguir os seus núcleos, agora corados de azul-escuro, assim como a membrana celular e o citoplasma que também coraram mas num azul ligeiramente mais claro.

Fig. 4: Observação das células da mucosa bucal, coradas com azul-de-metileno e com uma ampliação de 400x.

1 – núcleo;

2 – membrana celular;

3 – citoplasma.

Conclusão

Com a realização desta atividade experimental pode-se concluir que as células animais e vegetais têm diferenças e semelhanças entre si.

Com a realização desta atividade experimental pode-se concluir que as células animais e vegetais têm diferenças e semelhanças entre si. Para além daquelas que foram encontradas, existem outras, que podemos verificar na tabela seguinte:

Os corantes utilizados nesta experiência, possibilitaram uma melhor observação das células em estudo (dando-lhe cor, para se poder observar os seus constituintes). Em algumas células não foi possível observar o núcleo, talvez porque este, ainda não estava bem formado. Pode-se concluir, por fim, que esta experiência foi muito útil, permitindo, não só diferenciar as células eucarióticas animais das células eucarióticas vegetais, mas também verificar que numa pequena gota de infusão há uma grande diversidade de seres vivos de reduzidas dimensões. Os resultados obtidos coincidiram com os resultados esperados.

Bibliografia

• http://pt.wikipedia.org/wiki/Celula

• http://fq.no.sapo.pt/download/Observacao_de_celulas_da_epiderme_do_bolbo_da_cebola.pdf

• Fotografias tiradas durante o trabalho laboratorial