Trabalho Completo PSICOLOGIA SOCIAL

PSICOLOGIA SOCIAL

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Categoria: Psicologia

Enviado por: Deni23 23 agosto 2013

Palavras: 1594 | Páginas: 7

PSICOLOGIA SOCIAL

1 INTRODUÇÃO

Psicologia Social é o termo usado para unir a psicologia às ciências sociais, (sociologia, antropologia, ciência política). É geralmente considerada uma ciência americana, pelo fato de ter sido nos EUA seu maior desenvolvimento e exploração. Em sua trajetória sofreu muitas transformações. O objetivo desse trabalho é enfatizar : conceito, história, e fatos que marcaram o caminho dessa psicologia tão abrangente.

2 PRIMÓRDIOS

Muitos foram os estudiosos que em tempos remotos já mencionavam o sentido dessa psicologia. Queremos evidenciar alguns dos inúmeros psicólogos e sociólogos que iniciaram essa vertente.

2.1 EUROPA

Na segunda metade do século XIX, quando se começa a colocar o problema social, na Alemanha, um conjunto de autores desenvolveram um trabalho numa área que ficou conhecida como Völkerpsichologie, Psicologia Dos Povos. Aqui fica claro que o problema social é muito antigo, e que nessa época já havia rumores sobre essa problemática.

2.2 PSICÓLOGOS, SOCIÓLOGOS E PRIMEIRAS PUBLICAÇÕES

Wilhem Wundt, fundador do primeiro laboratório de Psicologia experimental (Leipzig 1875), parecia cavar em ambos os campos publicando um trabalho com o título “Elementos da Psicologia dos Povos(FARINHA, 2005).

William McDougall, um dos primeiros psicólogos a abordar cientificamente o objeto de estudo da Psicologia Social, que ficou marcado por sua obra “An Introduction to Social Psichology” (Uma introdução a Psicologia Social)(FARINHA, 2005).

James M. Baldwin, publicou “The Individual and Society” (O indivíduo e a Sociedade), que de certa forma definiu e legitimou o espaço e a importância da Psicologia Social no âmbito das Ciências Sociais. O termo Psicologia Social parece ter sido usado pela primeira vez nos seus trabalhos sobre o desenvolvimento moral e social da criança. (FARINHA, 2005).

Durkheim, sociólogo, também contribuiu muito para a psicologia com as ideias de consciência coletiva, socialização e fatos sociais, esses processos servem para nos orientar em como devemos ser, sentir e nos comportar.

3 A PSICOLOGIA SOCIAL NORTE-AMERICANA

Ao pesquisarmos é possível constatar que psicólogos como McDougall e Baldwin, são de origem europeia, e surge um questionamento: se a Psicologia Social tinha maior expansão nos EUA, porque uma grande parte dos psicólogos que estudaram e desenvolveram esse tema são europeus? Do ano de 1939 a 1949, o mundo foi marcado por um conflito militar global que envolveu a maioria das nações do mundo. E ao mesmo tempo que provocava a paralisia das ciências sociais na Europa, favorecia o aparecimento nos Estados Unidos. Alguns desses psicólogos foram refugiados em solo norte-americano por serem de origem judaica, portanto perseguidos pelos regimes totalitários que se expandia cada vez mais na Europa, esse período cultural, histórico e econômico favoreceu ao desenvolvimento dessa vertente como disciplina científica autônoma (FARINHA, 2005).

Nos EUA, essa disciplina foi se tornando cada vez mais funcionalista, estudava o comportamento em interação e quando não estava interação, separando o homem da sociedade como se fosse possível. Nessa época estudos como de atitudes, percepção social, dinâmicas de grupo foram trabalhados, claro que com o fim de favorecer aquela sociedade da época. Muitos acreditam ser a Psicologia Social uma ciência americana, devido ao fato de ter sido nos EUA, que essa ciência teve um crescimento mais expressivo tanto em termos científicos como em relação ao seu impacto social e cultural, porém ela já vinha sendo trabalhada na Europa, e por conta de guerra foi estudada nos Estados Unidos. Usaremos para melhor compreensão uma metáfora agrícola: A América forneceu o solo adequado para o nascimento e crescimento da psicologia social, mais as sementes mais importantes vieram da Europa. A psicologia social estudada nessas condições tinha forte influência do behaviorismo, isto é, se limitava a estudar conexões observáveis entre estímulo e resposta, o ambiente social era o estímulo, e o comportamento a resposta. Sempre visando os resultados desses comportamentos quando na presença de outrem ou não (FARINHA, 2005).

4 CRISE

“[...] as análises críticas apontavam para uma crise do conhecimento psicossocial que não conseguia intervir nem explicar, muito menos prever comportamentos sociais”. (LANE, 1984)

Nos anos 60 críticas desencadearam a crise da psicologia social, que foi motivada pela individualização da psicologia social psicológica. Vários psicólogos brasileiros e de outros países criticavam a artificialidade do método experimental que se aplicava na psicologia social. Não concordavam com a dicotomia que havia entre indivíduo e sociedade, principalmente porque nos anos 70, o Brasil foi marcado por vários movimentos sociais (com exemplo do feminismo), esse período foi de questionamento a esse método que estava isolando o indivíduo da sociedade. Defendiam que o homem era um ser histórico naturalmente. Nós enquanto seres humanos, somos sociais até mesmo no contato com a mãe pelo cordão umbilical.

Nessa época muitos congressos foram feitos, e muitos psicólogos expuseram sua opinião para a contribuição de uma Psicologia mais Social, crítica, e que pudesse atender a nossa realidade. Sílvia Lane, é um exemplo de corpo docente, foi uma das pessoas que criticaram a antiga psicologia social, e abriram as portas para a Psicologia Social Crítica, que vai de encontro ao método antigamente aplicado.

“Em 1976 em Miami, psicólogos da América Latina denunciaram a crise da psicologia social, e expuseram suas críticas, porém não deram uma proposta concreta para superar esses impasses” (LANE, 1994).

5 NOVA PISCOLOGIA SOCIAL

Assim, a Psicologia social como área de conhecimento, passa a estudar o psiquismo humano, objeto da Psicologia, buscando compreender como se dá a construção desse mundo interno a partir das relações sociais vividas pelo homem. O mundo objetivo passa a ser visto não como fator de influência para o desenvolvimento da subjetividade, mas como fator constitutivo. (BOCK, 2002)

A Psicologia social, hoje, busca romper com uma ciência que contribuiu apenas para a manipulação e massificação da sociedade. (BOCK, 2002).

Superada essa crise, depois de todas as críticas e congressos para discutir como seria essa nova perspectiva, tendo optado por uma Psicologia Social mais “Social”, foi criado um órgão para apoiar e incentivar todos os assuntos referentes a Psicologia Social, essa associação foi o marco da independência do Brasil em relação aos norte-americanos, tem por nome ABRAPSO (Associação Brasileira de Psicologia Social).

6 ABRAPSO

A ABRAPSO é uma sociedade sem fins lucrativos, fundada durante a 32ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), no Rio de Janeiro, em julho de 1980. Fruto de um posicionamento crítico na Psicologia Social, desde a sua criação, a ABRAPSO tem sido importante espaço para o intercâmbio entre estudantes de graduação e de pós-graduação, profissionais, docentes e pesquisadores. Os Encontros Nacionais e Regionais da entidade têm atraído um número cada vez maior de estudiosos da Psicologia e possibilitam visualizar os problemas sociais que a realidade brasileira tem apresentado à Psicologia Social. A revista Psicologia & Sociedade é o veículo de divulgação científica da entidade.

6.1 OBJETIVOS

O estatuto da ABRAPSO indica como finalidades da associação:

a) congregar pessoas que se interessam pelo desenvolvimento da Psicologia Social no Brasil;

b) garantir e desenvolver as relações entre pessoas dedicadas ao estudo, ensino, investigação e aplicação da Psicologia em uma perspectiva social no Brasil;

c) propiciar a difusão e o intercâmbio de informações sobre o desenvolvimento do conhecimento e prática da Psicologia Social;

d) promover a integração da Psicologia com outras áreas do conhecimento que atuem em uma perspectiva social crítica;

e) incentivar e apoiar institucionalmente o desenvolvimento de ações no campo social e comunitário.

7 TODA PSICOLOGIA É SOCIAL

Esta afirmação não significa reduzir as áreas especificas da Psicologia Social, mas sim cada uma assumir dentro da sua especificidade a natureza histórico-social do ser humano. Desde o desenvolvimento infantil, até as patologias e as técnicas de intervenção, características do psicólogo, devem ser analisadas criticamente à luz desta concepção do ser humano - é a clareza de que não se pode conhecer qualquer comportamento humano isolando ou fragmentando como este só existisse em si por si. Também com esta afirmativa não negamos a especificidade da Psicologia Social ela continua, tendo por objetivo conhecer o indivíduo no conjunto de suas relações sociais, tanto naquilo que lhe é específico como naquilo em que ele é manifestação grupal e social. Porém agora a Psicologia Social poderá responder à questão de como o homem é sujeito da História e transformador de sua própria vida e da sua sociedade assim como em qualquer outra área da Psicologia. (LANE, 1984).

REFERÊNCIAS

LIVROS:

FURTADO, O; BOCK, A.M. e TEIXEIRA, M.L. Psicologias : uma introdução ao estudo da psicologia.14ª ed. São Paulo: Saraiva, 2008.

LANE, S. & SAWAIA, B. (orgs.). Novas veredas da psicologia social. São Paulo: Brasiliense: EDUC, 1995.

LANE, S. T. M e CODO, W. (orgs). Psicologia social: o homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.

Rodrigues, Aroldo, 1933-Psicologia Social I Aroldo Rodrigues, Eveline Maria Leal Assmar,Bernardo Jablonski.- 27. ed. revista e ampliada. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

Davidoff, Linda L. Introdução à Psicologia; 3ª ed. São Paulo Editora: Makron Books.

ARTIGOS

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FARINHA, José. AspéctosHistóricos,EvoluçãodaPsicologiSocial. Didponível em:<http://w3.ualg.pt/~jfarinha/activ_docente/psi_social/textos/PS_Int_hist.pdf>

ALMEIDA, Antônio Ribeiro de. TENDÊNCIAS DA PSICOLOGIASOCIAL NO BRASIL. Depto. Psicologia — U. F. Uberlândia (MG). Disponível em: <http://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/viewFile/1758/2085

FERREIRA, Maria Cristina. A Psicologia Social Contemporânea:

Principais Tendências e Perspectivas Nacionais e Internacionais Universidade Salgado de Oliveira. Disponível em:<http// www.scielo.br/pdf/ptp/v26nspe/a05v26ns.pdf>

ZANELLA, Andréa Vieira. ATIVIDADE, SIGNIFICAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO: CONSIDERAÇÕES À

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SCODELER, Carolina de Oliveira. A Psicologia Social e uma Nova Concepção do Homem para a Psicologia. Disponível em: <http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Psicologia-Social-e-Uma-Nova/324347.html>

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