Trabalho Completo Pert/Cpm

Pert/Cpm

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Categoria: Negócios

Enviado por: Bruna 18 dezembro 2011

Palavras: 1763 | Páginas: 8

...

ou tarefa é a identificação de uma etapa de um projeto que consome tempos e recursos, estabelecida em nível compatível com as necessidades e possibilidades de sua mensuração.

Evento ou etapa é o inicio ou termino de uma ou mais atividades. Não consome tempo, nem recurso.

Atributo é toda característica quantitativa especifica de uma atividade, indicando qualquer dos recursos necessários a sua efetivação.

Execução do PERT/CPM

A primeira etapa de qualquer projeto é montar uma estrutura analítica, que deve ser apresentada de forma gráfica, permitindo, assim, uma visualização global do sistema, contendo uma estrutura composta de seus elementos constitutivos.

Sendo estrutura analítica definida como uma ferramenta para análise de um sistema .Para demonstrar a execução do sistema PERT/CPM foi escolhido o exemplo de um projeto para preparar um café.

Quadro de Sequenciação

Uma das maneiras de analisarmos a interdependência do projeto entre várias atividades é por meio da elaboração do quadro seqüenciação, que consiste em representar a relação das atividades de um projeto especificando suas interdependências.

No nosso exemplo A é o tempo para esquentar a água, B é o tempo que leva para comprar o pó, C é o tempo de preparo dos materiais e C é o tempo para fazer o café, todos na escala de minutos.

ATIVIDADE ANTES | ATIVIDADE | ATIVIDADE DEPOIS |

-------- | A | D |

-------- | B | C |

B | C | D |

A,C | D | -------- |

Rede ou Diagrama de Flechas

A rede de flechas é definida a partir do quadro de sequenciação. Para elaborar a rede de flechas toma-se como primeiro passo a enumeração dos eventos, da esquerda para direita, para melhor identificação e comunicação. O segundo passo é definir o caminho das flechas, seguindo a orientação do quadro de sequenciação.

Cálculos das Datas

Uma vez estimados os valores das durações das atividades, passamos ao calculo das datas ao longo do projeto. Isto será apresentado utilizando-se outras redes.

A primeira rede a ser desenvolvida dera a data mais cedo do evento (Tc), que é a menor data em que o evento pode ocorrer, desde de que as atividades anteriores se desenvolvam nas durações previstas.

O evento 1 é o ponto de partida, sendo associado a 0, como referencia. A partir dele atribui aos outros eventos o valor da soma do tempo de duração das atividades, neste caso em minutos.

A segunda rede será a da data mais tarde do evento (Tt), que é a menor data em que o evento pode ocorrer, sem atrasar a conclusão do empreendimento.

Para encontrarmos a data mais tarde devemos impor uma data para o fim do projeto, a partir dela subtrair-se o tempo de duração das outras atividades.

Caminho Crítico

Para compreender melhor um caminho crítico precisamos entender alguns conceitos:

- Folga de evento é a disponibilidade de tempo medida pela diferença entre as datas mais tarde e mais cedo de um projeto.

- Evento crítico é aquele que apresenta menor folga do evento.

- Atividade critica é a atividade compreendida entre eventos críticos e correspondendo a maior duração entre eles, limitada pelos valores de data mais cedo de inicio e fim. É a atividade de menor folga no projeto.

Com esses conceitos podemos entender que caminho crítico é todo caminho de maior duração em um projeto, compondo-se, embora não necessariamente, de uma seqüência de atividades criticas.

Para determiná-lo partimos do evento-início do projeto ate o evento-fim, o caminho crítico define-se pelo caminho de maior duração. Para um caminho não ser considerado crítico deve existir folga no evento.

Convenção |

Evento crítico | |

Atividade crítica | |

Folga das Atividades

Folga de Atividade é a disponibilidade de tempo que a atividade pode utilizar, alem de sua duração prevista, sem prejudicar a duração preestabelecida para o projeto.

F = ( Tj - Ti ) - D

Folga total é a disponibilidade de tempo que a atividade pode utilizar de forma que, iniciada na data mais cedo do seu evento-início, tenha sua conclusão na data mais tarde do seu evento-fim.

FT = ( Ttj - Tci ) - D

Folga Livre é a disponibilidade de tempo, alem da duração prevista, que a atividade pode utilizar, supondo-se que comece a data mais cedo de deu evento-início e termine na data mais cedo do seu evento-fim.

FL = Tcj - Tci - D

Folga dependente é a disponibilidade de tempo que a atividade pode utilizar de forma que, iniciada na data mais tarde do seu evento-início, tenha sua conclusão na data mais tarde do seu evento-fim.

FD = ( Ttj – Tti ) - D

Grau de Prioridade

Grau de prioridade é a medida de prioridade relativa entre as atividades, baseadas na relação entre folgas.

Assim quanto maior a folga de uma atividade, menor é seu grau de atenção que deve merecer a atividade.

Analisaremos todas as folgas totais das atividades, e terá prioridade I aquela que tiver menor folga total, prioridade II aquela que tiver a folga total imediatamente acima da atividade de prioridade I, assim por diante, ate definirmos a prioridade de todas as atividades

Cronograma de Barras

Nesse cronograma poderemos representar quando uma atividade deve iniciar e terminar, quais atividades que dependem de outras, quais atividades tem folga e que tipo de folga, dando uma visão gráfica fácil de compreender e em uma forma já do conhecimento geral.

ATIVIDADES | D | DATAS | FOLGAS | GP | CRONOGRAMA (MINUTOS) |

CÓDIGO | NOME | | Tci | Tti | Tcj | Ttj | FT | FD | FL | FI | FT | FD | 5 | 10 | 15 | 20 |

1--3 | A | 20 | 0 | 0 | 20 | 20 | 0 | 0 | 0 | 0 | I | I | | | | |

1--2 | B | 10 | 0 | 5 | 10 | 15 | 5 | 0 | 0 | 0 | II | I | | | | |

2--3 | C | 5 | 10 | 15 | 15 | 20 | 5 | 0 | 0 | 0 | II | I | | | | |

3--4 | D | 5 | 20 | 20 | 25 | 25 | 0 | 0 | 0 | 0 | I | I | | | | |

DEMANDA | | | | | | | | | | | | | | | |

DISPONÍVEL | | | | | | | | | | | | | | | |

SALDO | | | | | | | | | | | | | | | |

Atividades: Lançar o código (evento-início e do evento-fim) e o nome da atividade.

Duração da atividade (D): Todas as atividades devem ter a duração referida na mesma atividade de tempo.

Data: Mais cedo (Tc) e mais tarde (Tt) dos eventos. Expecificando também as datas mais cedo do evento-início (Tci) e evento-fim (Tcj), e as datas mais tarde do evento-início (Tti) e do evento-fim (Ttj).

Folgas: Calcularemos as folgas de todas atividades: folga total (FT), folga dependente (FD), folga livre (FL) e folga independente (FI).

Grau de prioridade: Será determinado em relação a folga total e em relação a folga dependente.

Cronograma: Gráfico, em escala, das atividades, traçado em função das durações respectivas.

Coluna e linhas de demanda, disponível e saldo: Uteis em um processo de alocação de recursos.

Métodos do Caminho Crítico

O impacto causado pelo aparecimento do sistema PERT/CPM foi tão grande que deu origem a outras técnicas que nada mais são que variações, extensões e revisões das duas iniciais.

PERT/ CUSTOS

PER/CUSTOS é uma extensão do modelo PERT/CPM para analise integrada dos atributos tempo e custo de um projeto.

A expressão PERT/ CUSTOS é utilizada para referir-se ao estudo da curva custo x tempo quando se acelera um projeto, pela analise do comportamento do custo total do projeto em relação as sucessivas reduções de tempo do projeto, é o que se chama de estudo da aceleração ou compressão do projeto.

PERT/RISCOS

O problema geral do PERT/RISCOS consiste em estabelecer a data mais tarde associada a um risco dado ou o risco de atraso associado de uma data prefixada. Trata-se d estabelecerem correlações entre datas e riscos.

RAMPS

Utilizado para o planejamento quando há restrições de recursos. O RAMPS (Alocação de Recursos e Programação de Projetos Múltiplos) não só permite obtermos uma programação, mas também distribuir os recursos disponíveis da empresa a todos os projetos que estão sendo executados simultaneamente.

CONCLUSÃO

O sistema PERT/CPM é um método criado originalmente para ser utilizado nas probabilidades de tempo de um projeto. Com os anos evoluiu pra um sistema completo que além de prever tempos mínimos e máximos para conclusão do projeto, atrasos e folgas, prevê também a utilização de recursos assim como os custos empregados nesse projeto.

Esse sistema não impede que situações atrapalhem o andamento do projeto, apenas minimiza os eventos não previstos que podem surgir ao decorrer do projeto. Dependendo então do bom senso e experiência de quem elabore o cronograma.

BIBLIOGRAFIA

BUENO DE TOLEDO JR. PERT – CPM Cronologia de Trabalho. Mogi das Cruzes – SP, O&M Acessória Escola Editora, 1991.

BUENO DE TOLEDO JR. Cronoanálise Da Racionalização Da Produtividade Da Redução De Custos. Mogi das Cruzes – SP, O&M Acessória Escola Editora, 1990.

ZIGMUNDO SALOMÃO CUKIERMAN. O Modelo PERT/CPM Aplicado a Gerenciamento de Projetos 8ª Edição. Rio de Janeiro, GEN Editora, LTC Editora, LAB Editora, 2009.