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Categoria: Outras

Enviado por: Carlos 29 dezembro 2011

Palavras: 2166 | Páginas: 9

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s finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2006 não é computado no PIB de 2007, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai.

O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros altos atrapalham o crescimento do país.

Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir.

Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, é contratado operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia.

As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

Fórmula de cálculo do PIB

A fórmula utilizada para calcular o PIB é:

PIB= C+I+G+X-M

Sendo que:

C representa o consumo privado

I é a totalidade de investimentos realizada no período

G equivale aos gastos do governo

X é o volume de exportações

M é o volume de importações

Principais mudanças do novo cálculo do PIB

De fato, no novo cálculo, os pesos das atividades agropecuárias e industriais caíram, enquanto o peso das atividades de serviços cresceu. Além disso, o peso das despesas das famílias se expandiu e dos investimentos caiu.

Os analistas do Credit Suisse explicam que a base de informações utilizada pelo IBGE foi ampliada significativamente, o que significou incorporar mais unidades produtivas à amostra. Dentre os dados mais importantes que passaram a ser utilizados estão aqueles da declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) e o das pesquisas anuais do IBGE (como, por exemplo, da Indústria, de Serviços, do Comércio e da Construção Civil).

Nova metodologia busca atender os padrões internacionais

Segundo o próprio IBGE, as modificações introduzidas são decorrentes do aperfeiçoamento do projeto de implantação do SCT (Sistemas de Contas Nacionais Trimestrais), que, além da divulgação dos indicadores de volume do PIB e dos componentes da oferta, passou a divulgar indicadores de volume pelo lado da demanda, valores correntes trimestrais, contas econômicas integradas trimestrais e conta financeira trimestral.

O Sistema de Contas Nacionais (SCN) passou a ser calculado pelo IBGE de acordo com as recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), expressas no Manual de Contas Nacionais ( System of National Accounts ) de 1993, realizado sob a responsabilidade conjunta da entidade com o Banco Mundial, a Comissão das Comunidades Européias (Eurosat), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"O IBGE, seguindo orientação de organismos internacionais como a ONU, FMI e Banco Mundial, atualiza periodicamente a metodologia e a base de cálculo das Contas Nacionais. A atual mudança incorpora no cálculo do PIB novas atividades e redimensiona o peso dos diversos componentes da fórmula de cálculo do PIB", diz Alcides Leite, economista da consultoria Trevisan.

PIB do Brasil: Variação nos últimos 10 anos

2010: 7,5%

2009: -0,6%

2008: 5,2%

2007: 6,1%

2006: 4,0%

2005: 3,2%

2004: 5,7%

2003: 1,1%

2002: 2,6%

2001: 1,3%

* Fonte: IBGE

PIB acumulou crescimento de -0,2% em 2003

O Produto Interno Bruto apresentou, em 2003, variação negativa de 0,2% em relação ao ano anterior, como resultado da manutenção no mesmo patamar de 2002 do Valor Adicionado a preços básicos e da queda de 1,7% nos Impostos sobre Produtos. O PIB per capita, em volume, apresentou queda de 1,5% em 2003.

No último trimestre de 2003, o PIB apresentou queda de 0,1% em relação ao mesmo trimestre de 2002 e crescimento de 1,5% em relação ao trimestre anterior na série com ajuste sazonal.

Na variação anual, de -0,2%, o declínio no volume dos impostos sobre produtos (-1,7%) reflete o comportamento dos setores sobre os quais há uma maior incidência de impostos, como por exemplo: Produtos Minerais Não Metálicos; Produtos Farmacêuticos e de Perfumaria, Artigos de Plástico, Artigos do Vestuário e Bebidas, cujas quedas foram superiores à média. Além das respectivas quedas de 1,4% e 2,3% em volume dos dois principais impostos sobre produtos, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o volume de impostos associado às importações também apresentou declínio, de 5,6%, em razão do declínio nas importações de bens e serviços, em 2003.

PIB per capita cai 1,5% em 2003

De acordo com a estimativa de crescimento populacional do IBGE, que foi de 1,3% em 2003, o PIB per capita em volume apresentou queda de 1,5% no ano. Nos últimos 10 anos (1994 a 2003), o crescimento médio real anual do PIB foi de 2,4%, enquanto o crescimento médio real anual do PIB per capita, para o mesmo período, foi de 1,0%.

PIB acumulou crescimento de 5,2% em 2004

O PIB acumulado nos quatro trimestres de 2004 cresceu 5,2% em relação ao ano anterior, sua maior taxa anual desde 1994 (5,9% em relação a 1993). A taxa do PIB resultou da elevação de 4,8% no Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 8,5% nos Impostos sobre Produtos. Já o PIB per capita cresceu 3,7% no ano, também a maior taxa desde 1994 (4,2%). O crescimento médio real anual do PIB nos últimos 10 anos (1995 a 2004) foi de 2,4%, e do PIB per capita, 0,9%. o crescimento do PIB e do PIB per capita nos últimos dez anos. O resultado do Valor Adicionado de 2004 decorre do desempenho dos três setores que o compõem: Indústria (6,2%), Agropecuária (5,3%) e Serviços (3,7%). Dentre os subsetores da Indústria, o destaque foi a Transformação (7,7%), com a Construção Civil e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (5,7% e 5,0%, respectivamente) a seguir. Já a Extrativa Mineral caiu 0,7%, devido ao desempenho negativo de petróleo e gás.

As maiores altas nos Serviços foram em Comércio e Outros Serviços (7,9% e 5,6%, respectivamente), seguidos de Transporte (4,9%), Instituições Financeiras (4,3%), Aluguéis (1,8%), Comunicações (2,0%) e, em menor magnitude, Administração Pública (1,6%).

Outro fator que contribuiu para este crescimento foi a elevação em 22,2% (em termos nominais) do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. O PIB a preços de mercado apresentou variação de 0,4% entre o quarto e o terceiro trimestre de 2004, na série com ajuste sazonal. A Agropecuária teve o crescimento mais expressivo (2,0%), enquanto que a Indústria e os Serviços registraram 0,5%.

PIB acumulou crescimento de 7,5% em 2010

No último trimestre de 2010, a alta foi de 0,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2009, a variação foi de 5%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,675 trilhões em 2010. O PIB per capita ficou em R$ 19.016, apresentando uma alta de 6,5%, em volume, em relação a 2009, quando foi de R$ 16.634. Entre os setores da economia, a indústria teve alta de 10,1% no PIB em 2010, enquanto a agropecuária cresceu 6,5% e os serviços, 5,4%.

No entanto, no quarto trimestre, o único setor a ter alta no PIB foi o de serviços, com 1%. A indústria encolheu 0,3%, enquanto a agropecuária teve queda de 0,8%.

No segundo semestre, a alta foi revisada para baixo, de 1,8% para 1,6%. A variação do terceiro trimestre também foi rebaixada, de 0,5% para 0,4%. Um dos fatores que contribuíram para o bom resultado no ano passado foi o conjunto de medidas adotadas pelo governo em 2009, quando houve aumento de gastos públicos, redução de impostos e expansão do crédito, o que contribuiu para um aumento do consumo. Acrescenta-se, no entanto, que a variação expressiva do PIB em 2010 também se deve, pelo menos em parte, ao fato de a economia brasileira ter encolhido no ano anterior, quando a crise global provocou uma retração de 0,6%.

O PIB no Brasil em 2010

Na comparação com o resultado do PIB de outros países em 2010, a alta do Brasil é superior à dos Estados Unidos, que foi de 2,8%, e da União Européia, com 1,7%. No entanto, o país ficou atrás de China (10,3%) e Argentina (9,1%).

PIB do Brasil fica entre os últimos dos países emergentes

Nos últimos cinco anos, o crescimento médio de 39 países foi de 5,6% ao ano. Desde 2003, Brasil cresceu 3,8%, na média. O crescimento médio da economia brasileira nos cinco anos do governo Lula, de 3,8%, coloca o Brasil em 35º lugar em um ranking com 39 países emergentes que tiveram o desempenho de sua economia medido. O ranking foi elaborado pela Austin Rating. Nos últimos cinco anos, o crescimento médio do conjunto de países avaliados foi de 5,6% ao ano. No resultado final, foi constatado que o país supera apenas Guatemala, México, El Salvador e Haiti.

A expansão neste período, porém, supera o crescimento médio verificado nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2,3%. o topo da lista, aparecem a China (crescimento médio de 10,6%), Argentina (8,6%), Índia (8,5%), Venezuela (7,8%) e Ucrânia (7,6%). Enquanto a taxa de investimentos do Brasil em 2007 foi de 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a chinesa tem estado perto dos 40% nos últimos anos.

CONCLUSÃO

Com este trabalho foi possível concluir que o Produto Interno Bruto (PIB) ele representa nada mais que a agregação, pelos preços de mercado, dos valores econômicos finais, e é uma medida de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um território nacional, em determinado período de tempo aliados a preços de mercado.

O PIB nominal é simplesmente a soma das quantidades de bens finais produzidos vezes seus preços correntes, e o PIB real são calculados como a soma de bens finais multiplicados por preços constantes (em vez de preços correntes).

A expansão da economia brasileira supera o avanço dos PIBs de países europeus e dos Estados Unidos, além da Coréia do Sul. O Brasil segue um caminho certo diante de muitas crises que já foram superadas.

E em 2010 o Brasil teve uma boa colocação no ranking, teve o terceiro melhor desempenho no mundo, mostrando assim a sua realidade melhor do que imaginávamos.

Referências

1 – Mundo vestibular Disponível em: http://www.mundovestibular.com.br/articles/725/1/PIB---PRODUTO-INTERNO-BRUTO/Paacutegina1.html

2 – Froyer, Richard T. - Macroeconomia. Ed Saraiva, 2001, pg.19.