Trabalho Completo Produção Textual Individual - Freelancers

Produção Textual Individual - Freelancers

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Categoria: Outras

Enviado por: fabian 06 maio 2013

Palavras: 2439 | Páginas: 10

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

FABIAN FRANCO VALENTE

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL

Espinosa/MG

2013

FABIAN FRANCO VALENTE

Produção Textual Interdisciplinar Individual do 1° Semestre apresentado ao Curso de Bacharelado em Administração da Universidade Norte do Paraná – UNOPAR VIRTUAL, para as disciplinas: Teoria Geral da Administração; Comunicação e Linguagem; Homem, Cultura e Sociedade; comportamento organizacional.

Professores: Fabiano Galão

Ivan Campos

Elisa Nantes

Wilson Sanches

Mônica Silva

Espinosa/MG

2013

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INTRODUÇÃO

Atendendo às exigências curriculares para o curso de Bacharelado em

Administração, da Universidade Norte do Paraná – UNOPAR - Sistema de Ensino Presencial Conectado, desenvolve-se esta produção textual interdisciplinar individual com o objetivo de aprofundar os conhecimentos teóricos adquiridos nas disciplinas do 1º semestre.

A produção tem por base a reportagem “Freelancers abrem espaço nas grandes empresas”, que esclarece o seguinte questionamento:

porque o modelo tradicional de emprego, em que as pessoas trabalham diariamente para o mesmo patrão, começa a perder espaço nas grandes empresas (EXAME, 2013).

Para a realização do trabalho, além da leitura e exploração da referida reportagem, observando as questões propostas, foram pesquisados outros artigos e reportagens sobre o tema.

Assim como as pessoas, cada empresa desenvolve sua própria personalidade a partir de sua história, dos momentos de crise pelos quais passou, do estilo gerencial de cada um de seus líderes, dos objetivos traçados, assim por diante.

As empresas são compostas por pessoas que têm emoções, sentimentos, ansiedades, alegrias e outras manifestações humanas. Estudiosos afirmam que desse conjunto de características e situações, forma-se a cultura organizacional de uma empresa, um código não escrito que determina o certo e o errado, valores, ética etc.

Nas pequenas e médias empresas, a cultura organizacional é estabelecida, de maneira bastante forte, a partir da personalidade dos donos ou sócios, que a marcam definitivamente. Nas grandes empresas, no entanto, a cultura é moldada mais a partir de eventos da história da empresa do que a partir de pessoas e suas características.

Independente do porte, toda empresa tem a sua cultura organizacional que, de modo efetivo, comandará sucessos e insucessos, comportamentos aprovados e condutas incompatíveis. Para isto, busca, diariamente, soluções para

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tornar as equipes mais produtivas, focadas nas metas da área em que atuam e, principalmente, comprometidas com os objetivos estratégicos da organização.

Com base nestas considerações, atendendo as orientações pertinentes, apresenta-se, a seguir, a resolução para as questões propostas:

DESENVOLVIMENTO

QUESTÃO 01- Organização como a IBM, e outras citadas no texto, apresentam certa flexibilidade no que diz respeito à sua estrutura e organização interna para suportar a possibilidade de contratar profissionais sem vínculos formais. Baseado nessa constatação, responda; Como esse tipo de organização se diferencia das chamadas organizações burocráticas?

RESPOSTA: Uma organização empresarial burocrática obedece a princípios que devem ser aplicados à gestão e são de imensa necessidade para o gestor, como: unidade de comando; disciplina; autoridade e responsabilidade; divisão do trabalho, subordinação dos interesses individuais aos da organização; remuneração do pessoal (justa e garantida); centralização (da autoridade no nível superior); ordem, equidade; estabilidade do pessoal; iniciativa; espírito de equipe.

Para seguir esses princípios, a empresa precisa contar com o administrador, cujas funções se concentram em prever, organizar, comandar, coordenar e controlar as ações a serem desenvolvidas.

No entanto, com o avanço da tecnologia, muitas empresas optam por contratarem trabalhadores temporários, visando o baixo custo e a flexibilidade, pois, sem uma força de trabalho fixa, é mais fácil e mais barato investir em novos projetos, principalmente em momentos de crise ou de escassez de mão de obra.

QUESTÃO 02 - Consideradas como empresas de vanguarda, as empresas de tecnologia como a IBM, seguem uma tendência de maior flexibilidade e maior

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adaptação às necessidades do mercado. Facebook e Google também são empresas que empregam modelos “diferentes” de gestão e são tidas como grandes exemplos de sucesso no que se refere a extrair resultados de seus colaboradores. Faça uma pesquisa acerca destas empresas, observem a teoria e os modelos clássicos de gestão e comparem esses modelos, deixando claro onde estão as diferenças.

RESPOSTA – As empresas multinacionais, como a IBM, Facebook e Google obedecem á lógica do capitalismo; não tendo vínculos com o país onde estão instaladas, têm alta mobilidade, de acordo com as necessidades do mercado e estão sempre em busca de custos baixos e leis pouco rígidas. Estas empresas empregam modelos de gestão diferentes das empresas burocráticas.

A IBM, International Business Machines, empresa voltada para a área de informática, fabrica e vende Hardware e Software, oferece serviços de infraestrutura, serviços de hospedagem e serviços de consultoria nas áreas que vão desde computadores de grande porte até a nanotecnologia.

Segundo o artigo “O caso IBM”,

A cultura da IBM é fundamentada em três credos básicos criados por Thomas Watson, o fundador. Eles estão presentes em toda a organização em placas estrategicamente dispostas em todas as salas, em muitas publicações internas e sempre se faz referência aos mesmos para embasar a maioria das decisões e atividades organizacionais, uma vez que eles constituem a própria identidade da empresa.

Assim, a gestão de recursos humanos participativa é justificada pelo “credo”, por meio de mecanismos de comunicação interna que se fundamentam no mesmo.

Um desses mecanismos, denominado de “Política de Portas Abertas”, permite ao funcionário, que se sente injustiçado por seus superiores imediatos, levar suas questões diretamente a gerência superior, que as apreciará novamente de uma forma imparcial.

O Programa “Fale Francamente” permite ao funcionário, que tem uma queixa ou uma dúvida a solucionar, relatá-la de forma anônima, tendo suas questões respondidas pelas autoridades administrativas encarregadas. Dessa forma, a empresa estabelece uma “justiça interna” para resolução de conflitos, os

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quais absorve, a fim de manter o sistema coeso. O segundo credo da empresa consiste em “Prestar o Melhor Serviço ao Cliente”, e, o terceiro, a “Busca da Excelência”.

Baseando-se nesses credos, ou princípios, a empresa busca uma forma superior de realizar o trabalho, fundamenta a gestão estratégica da qualidade a ser realizada, através da implementação do Market Driven Quality -MDQ ( Impulsionada pelo mercado de Qualidade), sua política de Qualidade.

Com esse modelo de gestão, a “Nova IBM” pretende ser uma companhia capaz de assumir riscos, estar continuamente aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e conhecimento, criando valor para seus clientes, empregados, acionistas, comunidade e nos mercados onde atua.

Para conseguir flexibilidade e rápida reação às mudanças do mercado, a empresa subdividiu-se em treze subáreas com autonomia crescente, pretendendo cortar custos e implementar o MDQ, inserindo-o em sua cultura organizacional, a fim de obter melhor atuação de seus empregados, transformando-se em uma “federação de companhias”, com objetivos comuns, mas com individualidade para explorarem novas oportunidades de negócio. Cada subárea tem compromissos de atingir objetivos de crescimento em vendas, lucro, retorno de investimento, fluxo de caixa, satisfação de clientes, qualidade e moral dos empregados.

O novo sistema de gerência proposto visa manter as unidades com um mínimo de conflito, introduzindo leis de mercado real dentro da companhia. Os “Princípios de Operação” definem um conjunto de diretrizes com papéis e responsabilidades, estabelecendo modelos de contratos internos e definindo os padrões de avaliação financeira das unidades de negócio e das unidades geográficas.

Cada uma dessas unidades é avaliada pelo seu desempenho “dentro dos três aspectos do sistema de valores da IBM: MDQ. Satisfação do Cliente e Moral dos Empregados”. (CASO IBM).

Segundo o mesmo artigo, nesse modelo de gestão, cada “ibmista”, ou empregado da IBM, deve sentir-se intimamente relacionado aos resultados da divisão onde trabalha e luta pelos objetivos da mesma em uma atitude competitiva. Descentraliza-se a empresa, devendo o empregado inserir-se

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totalmente na divisão onde trabalha. A fim de estimular esta inserção, bem como a absorção de novos valores e criação de novas atitudes, como a participativa, a “obsessão interna pela qualidade”, assumir riscos, a implementação do MDQ, para superar resistências a mudanças, como o fim do estilo de gerência paternalista, são utilizados elementos da cultura organizacional da empresa, em um processo de ressocialização dos empregados, a partir de novos significados estabelecidos na mudança de paradigma.

O Google, empresa multinacional de serviços online e softwares, por sua vez, oferece e desenvolve uma série de serviços e produtos baseados na internet e gera lucro, principalmente através da publicidade. A empresa foi fundada como uma empresa privada, sendo sua oferta pública inicial realizada em 19 de agosto de 2004. A missão declarada da empresa, desde o início, foi "organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”.

Os líderes da Google pretendem que seus empregados se manifestem, deem suas opiniões e tenham discussões abertas sobre seus objetivos, além de apresentarem estratégias para atingir esses objetivos. Com essa transparência seus funcionários conseguem ver e contribuir para a função de liderança.

Enquanto muitas empresas usam de um controle burocrático e linear, a Google, usando uma visão compartilhada por todos, permitindo que seus empregados terminem e mantenham seus próprios padrões, a empresa atrai talentos, e mantem a liderança no campo em que se insere.

O Facebook, um site de relacionamento, para contatos com outras pessoas, diversão e divulgação social, é, portanto, uma rede onde amigos se comunicam. É gratuito para os usuários e gera receita proveniente de publicidade, como banners e grupos patrocinados. Os usuários criam perfis que contêm fotos e listas de interesses pessoais, trocam mensagens privadas e públicas entre si e participantes de grupos de amigos. A visualização de dados detalhados dos membros é restrita para membros de uma mesma rede ou amigos confirmados, ou pode ser livre para qualquer um.

Comparando, pois, os modelos clássicos de gestão empresarial,, principalmente os estabelecidos por Taylor e Fayol, com os modelos aplicados pelas três empresas em estudo, verifica-se que enquanto naqueles o ato de

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administrar se baseia nas funções exercidas por um administrador que, a princípio, era o especialista técnico que dominava os conhecimentos relacionados á sua função de prever, organizar, comandar, coordenar e controlar, nestas , o administrador tornou-se, apenas, alguém que inspeciona a rotina da empresa, sendo sua função apenas manter a vigilância sobre as atividades ali desenvolvidas.

Verifica-se que nestas empresas (IBM, Google e Facebook), o conceito de gestão se firma nos princípios de valor, de liderança, de empreendedorismo e, muito mais, no sentido de mudar para inovar.

Questão 03 - A construção dos sentidos de um texto ancora-se em alguns recursos argumentativos. Discorra sobre os recursos utilizados nos itens acima. Observe que nos itens “d” e “e” temos recursos diferenciados dos anteriores. Comente sobre essa diferença.

RESPOSTA - Nos itens “a”, “b” e “c” o recurso é de argumentação por provas concretas, citando dados, como o número de funcionários que trabalham nos escritórios da IBM em 170 países; em mais de 150 países, a base de companhias que contratam esses profissionais passou de 850. 000 para 1,3 milhão apenas no último ano; 40 milhões de pessoas, nos EU — o equivalente a um terço da força de trabalho americana dedicam-se a trabalhos independentes, etc.

Nos itens. “d" e "e" são recursos argumentativos de autoridade; expõem depoimentos de sustentação.

Os argumentos de prova concreta apresentam dados estatísticos; os de autoridade apresentam dados fornecidos por alguém que seja especialista no assunto abordado.

Questão 04 - O texto apresenta o que ele afirma ser “uma tendência que veio para ficar”, que são os freelances. O texto também apresenta as vantagens deste tipo de contratação para a empresa, restringindo-se a um último parágrafo sobre uma insatisfação pontual por parte dos trabalhadores. Estabeleça um olhar crítico

sobre esta situação e discorra sobre a seguinte questão: Quais sãos as

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vantagens e desvantagens para o trabalhador do trabalho temporário?

- Não faça uma simples listas das vantagens e desvantagens, mas discorra

sobre cada ponto. Indique, no mínimo 4 vantagens e 4 desvantagens.

RESPOSTA - Engajado no avanço tecnológico, o trabalhador, optando pelo trabalho temporário, usufrui de certa liberdade, principalmente, safando-se da rigidez dos horários, dos empecilhos do trânsito, uma vez que trabalham em casa, ou em escritórios próprios, em horários alternativos, desempenham atividades que lhes são afins, engajam-se em projetos diferenciados que lhe dão uma percepção geral do mercado, dentre outras vantagens.

No entanto, há algumas desvantagens que podem ofuscar o brilho da situação, como a necessidade de se ter o investimento inicial, o risco associado ao negócio próprio, as oscilações de rendimento, e mesmo podendo gerir, com autonomia o seu horário de trabalho, terá, por vezes de trabalhar várias horas por dia, ou mesmo os sete dias da semana, num ritmo exigente. Há de se considerar, ainda, a dificuldade que se pode encontrar em se estabelecer no mercado, além da solidão, por falta da partilha de experiência e mesmo o bate-papo com os colegas.

QUESTÃO 05 - As novas formas de organização do trabalho, apresentadas no texto, podem ter consequências para o estresse do trabalhador? Quais seriam essas consequências? Elas são positivas ou negativas? Justifique a sua resposta.

RESPOSTA: Engajado nas novas formas de organização do trabalho, o trabalhador passa por várias mudanças. Quando essas mudanças são boas, agradáveis e atendem aos seus anseios, podem gerar o estresse positivo e, quando vêm ao encontro de suas expectativas, o trabalhador pode vivenciar o estresse negativo.

Assim, embora o freelancer usufrua de aspectos positivos para a realização de suas atividades, como flexibilidade de horários, organização da rotina pelas demandas, flexibilidade de local de trabalho, liberdade e diversidade das atividades, satisfação pelo exercício do próprio trabalho, há de conviver com

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aspectos negativos, como os desequilíbrios tempo/criatividade, dinheiro/qualidade do trabalho, as incertezas do dia a dia, a insegurança quanto aos rendimentos financeiros, a demanda do trabalho, dentre outros, o que pode lhe gerar danos tanto físicos, quanto emocionais e psicológicos, como ansiedade, depressão, diminuição da autoestima, dores musculares, cansaço, aumento da pressão arterial, insônia, dor de cabeça tensional e desordens alimentares, como perda ou ganho de peso, etc.

Sentindo-se nessa situação, o trabalhador deve buscar alternativas que amenizem o seu mal-estar, praticando atividades físicas de recreação e lazer, ou mesmo uma avaliação de um profissional da saúde, um psicólogo ou médico para dar um diagnóstico preciso, e o tratamento adequado, sempre tendo em mente que o importante que as adversidades irão existir sempre, seja na empresa, no trabalho, em casa ou com amigos.

REFERÊNCIAS

ARTIGO: International Business Machines (IBM). Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/GSGI‎ . Acesso em 3/5/13.

ARTIGO: Patrão de si próprio - Criação do Próprio Emprego. Disponível em: http://emprego.sapo.pt/guia-carreira/artigo/86/artigo.htm. Acesso em: 02/5/13.

FACEBOOK. Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/GSGI‎ . Acesso em 3/5/13.

GOOGLE. Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/GSGI‎ . Acesso em 3/5/13.

LEAL, Ana Luiza. Freelancers abrem espaço nas grandes empresas. REPORTAGEM: Revista Exame. Edi. 1035‎. 14/02/2013. Disponível em: www16.unopar.br/unopar/ava/home. Acesso em 15/4/13.

VASCONCELOS, Isabella Francisca Freitas Gouveia de. O caso IBM. Artigo. 2008. Disponível em: http://casesdesucesso.files.wordpress.com/2008. Acesso em: 03/5/2013.