Trabalho Completo Relatório De Estágio Em Saúde Pública

Relatório De Estágio Em Saúde Pública

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Categoria: Ciências

Enviado por: Bruna 01 outubro 2011

Palavras: 12933 | Páginas: 52

...

IA...................................................7

2.2 ANÁLISE E FUNCIONAMENTO DO “ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA”............................................................................................................ 7

2.2.1 Diretriz Conceitual.............................................................................................7

2.2.2 Gestão...................................................................................................................8

2.2.3 Saúde da Família................................................................................................8

2.2.4 Equipes de Saúde...............................................................................................9

2.2.5 Agentes Comunitários de Saúde...................................................................10

2.2.6 Valorização Profissional.................................................................................10

2.2.7 Desafios Institucionais....................................................................................10

2.2.8 Desempenho.....................................................................................................11

2.2.9llResponsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica............................................................................................................................12

3. llllOBJETIVOSlDOl“ESTRATÉGIAlSAÚDElDAlFAMÍLIA”..........................13

NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA – NASF........................................ 14

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA ARVOREZINHA......................................... 16

4.1 ANÁLISE E FUNCIONAMENTO DO ESF ARVOREZINHA .................. 16

4.2 DESCRIÇÃO DOS CARGOS E FUNÇÕES NO ESF ARVOREZINHA. 16

4.2.1 Médico................................................................................................................ 16

4.2.2 Enfermeira......................................................................................................... 16

4.2.3 Técnico em Enfermagem.................................................................................17

4.2.4 Dentista............................................................................................................... 17

4.2.5 Auxiliar de Consultório Dentário..................................................................17

4.2.6 Agentes Comunitários de Saúde....................................................................17

4.2.7 Recepcionista.....................................................................................................17

4.2.8 Serviços Gerais..................................................................................................17

4.3 ESTRUTURA FÍSICA DO ESF ARVOREZINHA........................................ 18

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS...................................................................................18

5.1 ATENDIMENTO NUTRICIONAL AMBULATORIAL................................... 18

5.2 VISITAS DOMICILIARES................................................................................... 20

5.3 GRUPO DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS......................................... 20

5.4 VISITA NA ESCOLA E.M.E.F. ARIDEU MONTEIRO................................... 21

5.5 HÁBITOS ALIMENTARES DOS USUÁRIOS DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE ARVOREZINHA................................................................................. 21

5.6 APRESENTAÇÃO DOS SEMINÁRIOS........................................................ 21

CONCLUSÃO...................................................................................................................22

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 23

ANEXOS...........................................................................................................................24

INTRODUÇÃO

Este relatório foi desenvolvido como parte integrante das atividades realizadas no Estágio Acadêmico de Nutrição em Saúde Pública n o “Estratégia Saúde da Família – Arvorezinha”, nesta cidade, no período de março a junho de 2011, pelas acadêmicas do curso de Nutrição da Universidade da Região da Campanha, Lucélia Dotto Garrastazú e Bruna Techera.

O referido estágio fora efetivado perfazendo o total de 240 horas, tendo sido orientado e supervisionado pela Profª Msc Vera Maria de Souza Bortolini.

Na reorganização da prestação dos serviços de saúde, a atenção básica ou primária está na base de uma pirâmide hierarquizada no Sistema Único de Saúde. Por esta porta de entrada do sistema, próxima a cada cidadão, deve passar toda a demanda dos usuários, para que eles recebam a atenção necessária para prevenir doenças e evitar outros cuidados mais complexos e dispendiosos, previstos nos níveis mais elevados da pirâmide (SILVA,2008).

A analogia remete à realidade de que os maiores problemas de saúde enfrentados pelos brasileiros poderiam ser evitados por medidas preventivas. Um exemplo é o trabalho do nutricionista, que, entre outras práticas, se dedica à promoção de uma alimentação saudável. Esta prática busca evitar agravamentos de doenças crônicas não-transmissíveis como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, que estão entre as causas da maioria dos óbitos, segundo o Ministério da Saúde.

Há décadas vem-se discutindo a reordenação da prestação de serviços de saúde para que essa idealização ocorra. A preocupação tem sido demonstrada em diversos fóruns da área, sendo um marco a Conferência Nacional de Saúde. Uma importante ferramenta para difundir a atenção preventiva é o Programa Saúde da Família, estratégia que, por seus princípios, tem se mostrado nos últimos anos, a mais importante mudança estrutural já realizada na saúde pública no Brasil. Junto ao Programa dos Agentes Comunitários de Saúde, o qual permite que identifiquemos a inversão da lógica anterior, que sempre privilegiou o tratamento da doença nos hospitais. Ao contrário, promove a saúde da população por meio de ações básicas, para evitar que as pessoas fiquem doentes.

Entre os esforços para estruturar a atenção básica, foram criados os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), que têm por objetivo ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção básica. Trata-se de grupos com três a cinco profissionais de saúde de diferentes formações, que passaram a integrar a equipe de apoio da Estratégia de Saúde da Família. Os NASF são multidisciplinares, o que permite uma visão de saúde integral, em que o ser humano é visto como um todo. São os gestores municipais que decidem quais profissionais de saúde entram na composição de cada Núcleo, o qual recebe recursos federais para sua implementação e manutenção. A portaria ministerial que criou essas equipes explica que o critério para essa seleção são as necessidades locais.

Entre esses profissionais, o município pode optar pelo nutricionista. Com essa escolha, a comunidade local é beneficiada por um profissional capacitado para apoiar a realização de ações educativas sobre a alimentação e a nutrição. Entre elas, estão à coordenação das ações de diagnóstico populacional da situação alimentar e nutricional, o estímulo à produção e ao consumo de alimentos saudáveis produzidos regionalmente e o atendimento para doenças relacionadas à alimentação e à nutrição.

No entanto, nestes Núcleos, o nutricionista não lida apenas com questões alimentares. Para atuar na saúde da família, ele precisa de uma formação voltada para questões sociais, com uma capacidade de leitura de problemas locais, como saneamento e habitação. Além de ser um especialista em alimentação humana, ele é um profissional de saúde coletiva. Como a interiorização de todos esses serviços ainda deixa a desejar em todo o Brasil, acredita-se que haja número insuficiente de nutricionistas em diversas áreas, onde a má alimentação se manifesta de forma preocupante.

Com vista a todos esses benefícios da atuação do nutricionista junto à comunidade, os municípios precisam estar sensíveis sobre a necessidade de ele integrar suas equipes. O que mais justifica a defesa da decisão é o zelo pela saúde da população brasileira (SILVA, 2008).

1. IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL

1. Local

Estratégia Saúde da Família Arvorezinha.

2. Endereço

Rua Pompilho Nunes, nº 275, Bairro Arvorezinha. Bagé – RS. Tel.3241-1588.

3. Coordenadora do ESF Arvorezinha

Drª Salete Glaschek.

4. Coordenadora e Supervisora do Estágio de Nutrição em Saúde Pública

Profª Msc Vera Maria de Souza Bortolini

2. OBJETIVOS

1. Objetivo Geral

Aplicar, sob orientação e supervisão, os conhecimentos adquiridos durante o Curso de Nutrição, na população atendida pelo ESF Arvorezinha.

2. Objetivos Específicos

_ Melhorar os hábitos alimentares dos freqüentadores do grupo de hipertensos e diabéticos e pacientes encaminhados para atendimento nutricional.

_ Realizar visitas domiciliares para maior conhecimento da realidade da comunidade e orientar sobre uma alimentação saudável e equilibrada.

_ Aprimorar o estado nutricional e a qualidade de vida da população em geral, através de orientações nutricionais.

_ Conhecer os hábitos alimentares da população da comunidade pertencente ao ESF Arvorezinha.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil, especialmente no contextoldolSUS.

A estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do SUS, condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e municipais aos seus princípios. Iniciado em 1994, apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. A consolidação dessa estratégia precisa, entretanto, ser sustentada por um processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de qualidade de vida da população assistida.

A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família (BRASIL, 2011).

2.2 ANÁLISE E FUNCIONAMENTO DO ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

2.2.1 Diretriz Conceitual

O acúmulo técnico-político dos três níveis de gestão do SUS, na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da estratégia de Saúde da Família, elementos essenciais para a reorientação do modelo de atenção, tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil, e de suas relações com os demais níveis do sistema. Esta discussão fundamenta-se nos eixos transversais da universalidade, integralidade e eqüidade, em um contexto de descentralização e controle social da gestão, princípios assistenciais e organizativos do SUS, consignadoslnaLlegislaçãoLconstitucionalLeLinfraconstitucion

alL (BRASIL,L2011).

A expansão e a qualificação da atenção básica, organizadas pela estratégia Saúde da Família, compõem parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. Esta concepção supera a antiga proposição de caráter exclusivamente centrado na doença, desenvolvendo-se por meio de práticas gerenciais e sanitárias, democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipes, dirigidas às populações de territórios delimitados, pelos quais assumem responsabilidade. (BRASIL,L2011).

Os princípios fundamentais da atenção básica no Brasil são: integralidade, qualidade, eqüidade e participação social. Mediante a adstrição de clientela, as equipes Saúde da Família estabelecem vínculo com a população, possibilitando o compromisso e a co-responsabilidade destes profissionais com os usuários e a comunidade. Seu desafio é o de ampliar suas fronteiras de atuação visando uma maior resolubilidade da atenção, onde a Saúde da Família é compreendida como a estratégia principal para mudança deste modelo, que deverá sempre se integrar a todo o contexto de reorganização do sistema de saúde (BRASIL,L2011).

2.2.2 Gestão

O Departamento de Atenção Básica (DAB), estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde, no Ministério da Saúde, tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. A execução dessa política é compartilhada por estados, Distrito Federal e municípios. Ao DAB cabe, ainda, desenvolver mecanismos de controle e avaliação, prestar cooperação técnica a estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família e ações de atendimento básico como o de Saúde Bucal, de Diabetes e Hipertensão, de Alimentação e Nutrição, de Gestão e Estratégia e de Avaliação e Acompanhamento (BRASIL,L2011).

2.2.3 Saúde da Família

A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil, especialmente no contextoldolSUSl(BRASIL,L2011).

A estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do SUS, condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e municipais aos seus princípios. Iniciado em 1994, apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. A consolidação dessa estratégia precisa, entretanto, ser sustentada por um processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de qualidade de vida da população assistida (BRASIL,2011).

A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família (BRASIL,L2011).

2.2.4 Equipes de Saúde

O trabalho de equipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e 6 agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dentall(BRASIL,L2011).

Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de, no máximo, 4 mil habitantes, sendo a média recomendada de 3 mil habitantes de uma determinada área, e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade, caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; por ter território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; por prestar assistência integral, permanente e de qualidade; por realizar atividades de educação e promoção da saúde (BRASIL,L2011).

E, ainda: por estabelecer vínculos de compromisso e de co-responsabilidade com a população; por estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde; por utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões; por atuar de forma intersetorial, por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais, de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade (BRASIL,L2011).

2.2.5 Agentes Comunitários de Saúde

O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. Nos municípios onde há somente o PACS, este pode ser considerado um programa de transição para a Saúde da Família. No PACS, as ações dos agentes comunitários de saúde são acompanhadas e orientadas por um enfermeiro/supervisor lotado em uma unidade básica de saúde (BRASIL,L2011).

Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: a) ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família;e b) ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. Atualmente, encontram-se em atividade no país 204 mil ACS, estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados (BRASIL,L2011).

2.2.6 Valorização Profissional

O Ministério da Saúde reconhece e valoriza a formação dos trabalhadores como um componente para o processo de qualificação da força de trabalho no sentido de contribuir decisivamente para a efetivação da política nacional de saúde. Essa concepção da formação busca caracterizar a necessidade de elevação da escolaridade e dos perfis de desempenho profissional para possibilitar o aumento da autonomia intelectual dos trabalhadores, domínio do conhecimento técnico-científico, capacidade de gerenciar tempo e espaço de trabalho, de exercitar a criatividade, de interagir com os usuários dos serviços, de ter consciência da qualidade e das implicações éticas de seu trabalho (BRASIL,L2011).

2.2.7 Desafios Institucionais

Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica noLcontextolbrasileiroldestacam-se:

1 – a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família;

2 - a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados;

3 - a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção, prevenção, recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população, com indicação da continuidade da atenção, sob a lógica da regionalização, flexíveis em função dos contextos estaduais, municipais e locais;

4 - ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica, supervisão das equipes, supervisão dos municípios, supervisão regional, uso das informações para a tomada de decisão;

5 - revisão dos processos de formação. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes, coordenações e gestores;

6 - a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção;

7 - a institucionalização de processos de acompanhamento, monitoramento e avaliação da atenção básica;

8 - ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde, de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica, incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção (BRASIL,L2011).

2.2.8 Desempenho

Segundo o Ministério da saúde (BRASIL,L2011) :

- Modelo de Atenção à Saúde do Brasil é referência internacional.

- Estratégia Saúde da Família como desenhada no caso Brasileiro é destaque e modelo para outros países.

- Atenção Básica em Saúde é a pauta política dos gestores públicos.

- A estratégia Saúde da Família está consolidada nos municípios brasileiros.

- Estudos acadêmicos em curso demonstram que a Saúde da Família no período de 1992 a 2002 apresenta indicadores animadores como a redução da mortalidade infantil.

- Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo e Universidade de Nova York, demonstra que a cada 10% de aumento de cobertura o índice de mortalidade infantil cai em 4,6%.

- Aumento da satisfação dos usuários quanto ao atendimento recebido resultado das mudanças das práticas das equipes de saúde.

2.2.9 Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica

Federal

- Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica;

- Co-financiar o sistema de atenção básica;

- Ordenar a formação de recursos humanos;

- Propor mecanismos para a programação, controle, regulação e avaliação da atenção básica;

- Manter as bases de dados nacionais.

Estadual

- Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território;

- Regular as relações intermunicipais;

- Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território;

- Co-financiar as ações de atenção básica;

- Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território.

Municipal

- Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território;

- Contratualizar o trabalho em atenção básica;

- Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência);

- Co-financiar as ações de atenção básica;

- Alimentar os sistemas de informação;

- Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão.

2.3 OBJETIVOS DO ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

- Reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto da família e, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

- Promover eficiência na atenção primária.

- Evitar internações desnecessárias, reduzir custos, melhorar a equidade, diminuir os medicamentos, facilitar o controle público sobre o sistema, aumentar a satisfação do cidadão.

- Centralizar a atenção à família, identificada e percebida a partir do seu ambiente físico e social para realizar intervenções que vão além das práticas curativas.

- Possibilitar e promover a interação e organização de atividades de intervenção vertical e paralela às atividades dos serviços de saúde, em um território definido.

- Contribuir para a organização dos serviços municipais de saúde, para a integração das ações entre os diversos profissionais e para a ligação efetiva entre a comunidade e as unidades de saúde.

NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA - NASF

A Atenção Primária à Saúde é complexa e demanda uma intervenção ampla em diversos aspectos para que se possa ter efeito positivo sobre a qualidade de vida da população, necessita de um conjunto de saberes para ser eficiente, eficaz e resolutiva. É definida como o primeiro contato na rede assistencial dentro do sistema de saúde, caracterizando-se, principalmente, pela continuidade e integralidade da atenção, além da coordenação da assistência dentro do próprio sistema, da atenção centrada na família, da orientação e participação comunitária e da competência cultural dos profissionais(STARFIELD,2004).

Desta forma, são definidos os quatro atributos essenciais da atenção primária à saúde: o acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde, a continuidade e a integralidade da atenção, e a coordenação da atenção dentro do sistema.

A Saúde da Família caracteriza-se como a porta de entrada prioritária de um sistema hierarquizado, regionalizado de saúde e vem provocando um importante movimento de reorientação do modelo de atenção à saúde no SUS. Visando apoiar a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Primaria bem como sua resolutividade, além dos processos de territorialização e regionalização, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família - NASF, com a Portaria GM nº 154,de 24 de Janeiro de 2008, Republicada em 04 de Março de 2008.

O NASF deve ser constituído por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, para atuarem em conjunto com os profissionais das Equipes Saúde da Família, compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das Equipes de SF no qual o NASF está cadastrado.

Existem duas modalidades de NASF: o NASF 1 que deverá ser composto por no mínimo cinco das profissões de nível superior (Psicólogo; Assistente Social; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Profissional da Educação Física; Nutricionista; Terapeuta Ocupacional; Médico Ginecologista; Médico Homeopata; Médico Acupunturista; Médico Pediatra; e Médico Psiquiatra) vinculado de 08 a 20 Equipes Saúde da Família e o NASF 2 que deverá ser composto por no mínimo três profissionais de nível superior de ocupações não-coincidentes (Assistente Social; Profissional de Educação Física; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Nutricionista; Psicólogo; e Terapeuta Ocupacional), vinculado a no mínimo 03 Equipes Saúde da Família, fica vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos Municípios e no Distrito Federal.

Excepcionalmente, nos Municípios com menos de 100.000 habitantes dos Estados da Região Norte, cada NASF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a, no mínimo, 5 (cinco) equipes de Saúde da Família, e a, no máximo, a 20 (vinte) equipes de Saúde da Família. A definição dos profissionais que irão compor os núcleos é de responsabilidade dos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações.

Tem como responsabilidade central atuar e reforçar 9 diretrizes na atenção à saúde: a interdisciplinaridade, a intersetorialidade, a educação popular, o território, a integralidade, o controle social, a educação permanente em saúde, a promoção da saúde e a humanização.

A equipe do NASF e as equipes da saúde da família criarão espaços de discussões para gestão do cuidado. Como, por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo processo de aprendizado coletivo. Desta maneira, o NASF não se constitui porta de entrada do sistema para os usuários, mas apoio às equipes de saúde da família e tem como eixos a responsabilização, gestão compartilhada e apoio à coordenação do cuidado, que se pretende, pela saúde da família.

O NASF está dividido em nove áreas estratégicas sendo elas: atividade física/praticas corporais; práticas integrativas e complementares; reabilitação; alimentação e nutrição; saúde mental; serviço social; saúde da criança/ do adolescente e do jovem; saúde da mulher e assistência farmacêutica (BRASIL, 2011).

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA ARVOREZINHA

4.1 ANÁLISE E FUNCIONAMENTO DO ESF ARVOREZINHA

O ESF Arvorezinha presta atendimento igualmente às comunidades Camilo Gomes; Narciso Suñe; Parque Marília; Madezati; Fênix; no turno da manhã, das 08:00 horas às 12:00 horas, e no turno da tarde, das 13:30 às 17:00 horas. O local faz parte da Estratégia Saúde da Família e conta com uma equipe multiprofissional, formada por 21 pessoas. A equipe multiprofissional é formada por: 02 Médicos; 01 Dentista; 01 Auxiliar de Dentista; 02 enfermeiras; 02 Técnicas de Enfermagem; 01 Recepcionista; 01 Serviços Gerais; 11 Agentes comunitárias de saúde.

4.2 FUNCIONAMENTO DO ESF

O funcionamento do local se dá pelo agendamento prévio das consultas no período da manhã e atendimento imediato nas situações emergenciais. Também são realizados atendimentos domiciliares no turno da manhã ou tarde em casos mais graves e/ ou impossibilidade de deslocamento ao posto de saúde. Para a inserção e continuidade no Programa Bolsa Família são realizadas avaliações nutricionais mensais.

Observações:

- Para as consultas médicas e para o dentista a tolerância de atraso é de 10 minutos.

- Levar a carteira da família para poder realizar a consulta.

- Menores de 18 anos deverão comparecer as consultas acompanhados de um responsável.

4.3 CARGOS E RESPECTIVAS FUNÇÕES NO ESF ARVOREZINHA

4.3.1 Médico

Este atende a todos os membros da família, independente de sexo e idade. As consultas e seu agendamento são diários e matutinos, e o número de fichas-limite diário são 12, sendo que 2 destas são preferencialmente aos idosos.

4.3.2 Enfermeira

É responsável pela realização de exame de CP (preventivo de colo de útero), pré-natal, puericultura e pesagem das crianças cadastradas no Programa Bolsa da Família, contando com a participação dos agentes para tal.

Os atendimentos são realizados nos turnos da manhã e tarde, com agendamento prévio. Sempre que solicitadas e/ou quando necessários são realizados atendimentos domiciliares ou atendimentos de emergência.

4.3.3 Técnico em Enfermagem

Tem função de verificar a pressão arterial, realizar o teste de HGT, aplicar vacinas, fazer curativos, nebulização, e responsabilidade sob a farmácia. Realiza atendimentos emergenciais e domiciliares quando estes são solicitados.

4.3.4 Dentista

Presta atendimento individual a pacientes agendados. São distribuídas 12 fichas, sendo disponibilizadas 6 fichas no turno matutino e 6 no vespertino.

4.3.5 Auxiliar de Consultório Dentário

Auxilia o dentista em suas atividades.

4.3.6 Agentes Comunitários de Saúde

O agente de saúde faz o elo de ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo menos uma vez no mês. O trabalho dos agentes de saúde é realizado nos domicílios de sua área de abrangência, onde cada agente atende aproximadamente 150 famílias, tendo como objetivos:

- Realizar visitas domiciliares periodicamente;

- Orientar a comunidade para a promoção da saúde;

- Rastrear focos de doenças específicas;

- Promover a educação sanitária e ambiental;

- Participar das campanhas preventivas;

- Incentivar para a participação de atividades comunitárias;

- Promover comunicação entre a unidade de saúde e a comunidade;

- Participar de reuniões de equipe.

4.3.7 Recepcionista

É responsável pela abertura e fechamento do posto, agendamento de todos os atendimentos, encaminhamentos de atendimentos a postos centrais, preenchem os prontuários e as fichas de atendimento ambulatorial (FAAs), agenda os exames, repassa as fichas do posto de emergência, é responsável pelo atendimento ao telefone e auxilia na dispensação dos medicamentos.

4.3.8 Serviços Gerais

Responsável pela limpeza do posto. Executa tarefas estabelecidas a serem realizadas.

4.4 ESTRUTURA FÍSICA DO POSTO

O posto é constituído das seguintes áreas:

- Recepção

- 3 Salas de Espera

- Farmácia

- Sala de Reuniões

- Sala de Nebulização

- Sala de Vacinas

- 2 Salas de Atendimento da Enfermagem

- 2 Salas de Atendimento da Técnica de Enfermagem

- Sala de Atendimento Ambulatorial/Observação

- 2 Salas de Atendimento Médico

- Sala de Atendimento Odontológico

- Banheiro Privativo para funcionários

- Banheiros para pacientes (separados por sexo)

- Copa

- Sala de Higienização

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

5.1 ATENDIMENTO NUTRICIONAL AMBULATORIAL

Os atendimentos foram realizados de segunda a sexta-feira nos turnos manhã e tarde no período de fevereiro a junho de 2011, sendo registradas por fotos (ANEXO E).

Houve ótima procura pelo atendimento nutricional, mesmo sem o encaminhamento médico, somando um total de 95 pacientes,sendo atendidos pelas acadêmicas Bruna Techera, 44 pacientes e Lucélia Dotto, 51 pacientes, sendo que destes 5 foram atendidos em visita domiciliar.

Nessas consultas foram adotados os seguintes passos: anamnése alimentar, recordatório de 24 horas, análise de exames bioquímicos (quando portados pelo paciente). Também foram aferidas medidas antropométricas (por meio do cálculo do IMC e de medidas de circunferência). Em seguida todos os dados eram registrados na ficha do paciente (ANEXO A), juntamente com o tipo de dieta prescrita. Fazendo uso de tais dados, calculava-se o Peso Ideal e o Valor Calórico Total, onde a elaboração e a análise dos cardápios na maioria das vezes eram entregues juntamente com as orientações nutricionais. (ANEXO A) e esclarecimentos de possíveis dúvidas, sempre ressaltando os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada e levando em consideração suas condições sócio-econômicas. Os atendidos eram orientados a retornar dependo do caso semanalmente, quinzenalmente e mensalmente para consultas de revisão.

Na maior parte dos atendimentos houve procura por orientações para redução do de peso corporal associado a alguma patologia. Durante o período de estágio, foram realizados os seguintes atendimentos com os diagnósticos observados:

Pacientes atendidos pela acadêmica Bruna Techera somaram um total de 44 atendimentos ambulatoriais:

- 01 gestante

- 04 atendimentos infantis

- 05 adolescentes

- 09 idosos

- 15 casos de hipertensão

- 21 casos de redução de peso

- 09 casos de hipertriglicederemia

- 14 casos de hipercolesterolemia

- 06 casos de diabetes tipo I

- 04 casos de diabetes tipo II

- 12 casos de ácido úrico elevado

- 03 casos de constipação intestinal

- 03 casos de cardiopatia

- 01 caso de tumor

Pacientes atendidos pela acadêmica Lucélia Dotto somaram um total de 46 atendimentos ambulatoriais e 05 domiciliares, com os diagnósticos observados:

- 04 gestantes

- 03 atendimentos infantis

- 03 adolescentes

- 07 idosos

-15 casos de hipertensão

- 03 casos de redução de peso

- 01 caso de hérnia de hiato

- 01 caso de cirurgia de vesícula

- 01 caso de problemas respiratório (asma)

- 06 casos de depressão

- 01 caso de arritmia cardíaca

- 02 casos de gota

- 09 casos de hipercolesterolemia

- 01 caso de isquemia

- 10 casos de diabete

- 16 casos de constipação intestinal

- 02 casos de hipertireoidismo

- 01 caso de alergia

- 03 casos de AVC

- 01 caso de uso de catéter

- 05 casos de hipertriglicederemia

- 15 casos de ácido úrico elevado

- 01 caso de câncer no cérebro

- 01 caso de câncer gástrico

- 03 casos de diabete tipo I

- 02 casos de diabete tipo II

- 01 caso de osteoporose

- 01 caso de diverticulite

- 01 caso de intolerância a lactose

- 01 caso de mioma

- 01 caso de esteatose hepática

-l01 caso de insuficiência cardíaca esquerda (ICE)

- 04 - 04 casos de anemia

- 02 casos de isquemia

- 01 caso de intolerância ao glúten

- 01 caso de infarto

- 01 caso de artrite reumatóide

- 01 caso de pólipos

- 01 caso de infecção urinária

- 03 casos de desnutrição

- 01 caso de diarréia

- 01 caso de tetraplegia

- 01 caso de amputado

_ No mês de março a acadêmica Lucélia Dotto acompanhada do Agente de Saúde levou orientações nutricionais para um paciente com Tetraplegia residente no bairro Camilo Gomes.

_ No mês de março a acadêmica Lucélia Dotto juntamente com o Agente de Saúde compareceu a residência no bairro Camilo Gomes de um paciente com diagnóstico de Câncer Gástrico, onde passou diversas orientações nutricionais ajudando-o a amenizar os sintomas da doença.

_ No mês de março no período da tarde acompanhada da Agente de Saúde a acadêmica Lucélia Dotto realizou visita domiciliar no bairro Parque Marília a um paciente com Diabetes Mellitus (amputado) orientando este na sua patologia através de diversas orientações nutricionais.

_ No dia 11 de abril pela tarde acompanhada da Agente de Saúde a acadêmica Lucélia Dotto realizou visita domiciliar no bairro Arvorezinha onde foi feito uma Avaliação Nutricional seguida de orientações nutricionais, a paciente no momento estava com dificuldade de locomoção.

_ No dia 01 de junho pela parte da manhã a acadêmica Lucélia Dotto realizou atendimento domiciliar a pedido do NASF (ANEXO D), onde foram esclarecidas as dúvidas mencionadas pela paciente e esta também recebeu orientações nutricionais referente as patologias diagnosticadas que foram HAS, Depressão e Diabetes Mellitus.

_No dia 20 de junho no período da tarde a acadêmica Lucélia Dotto acompanhada da Agente de Saúde, realizou atendimento domiciliar no bairro Narciso Suñe para uma segunda Avaliação Nutricional, o paciente tem dificuldade de locomoção.

5.2 VISITAS DOMICILIARES

Durante o estágio foram realizadas visitas domiciliares, em sua maioria acompanhadas por uma das agentes de saúde, afim de levar informações e orientações sobre alimentação e diversas patologias, conforme a necessidade da família. As consultas domiciliares foram realizadas a partir de solicitação feita pela família ao posto ou as agentes comunitárias de saúde.

5.3 GRUPO DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS

As reuniões foram realizadas pelos estagiários em comunitária da URCAMP, onde receberam através das estagiárias de nutrição orientações nutricionais e diversas receitas dietéticas associadas as patologias (ANEXO C).

5.4 VISITA NA ESCOLA E.M.E.F. ARIDEU MONTEIRO

No dia 14 de março a acadêmica Lucélia Dotto realizou uma visita à escola juntamente com o dentista, visando a apresentação das estagiárias de nutrição, colocando estas a disposição da escola para atividades voltadas para a reeducação alimentar e também o agendamento com a diretora para uma próxima visita acompanhados dos Estagiários em Comunitária.

No dia 02 de maio retornamos a escola, onde foi desenvolvido atividades com os alunos do 2ª ano, onde receberam orientações nutricionais através da Pirâmide Alimentar Infantil (ANEXO A), sendo explicado os 10 passos para uma alimentação saudável, os estagiários em comunitária promoveram uma Palestra de Higiene Pessoal e todos os alunos passaram por uma avaliação de sua saúde bucal realizada pelo dentista e sua auxiliar.

5.5 HÁBITOS ALIMENTARES DOS USUÁRIOS DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE ARVOREZINHA

Durante o Estágio de Nutrição e Saúde Pública foi desenvolvido um Projeto de hábitos Alimentares dos Usuários de Unidades Básicas de Saúde (ANEXO B). Este visou conhecer os hábitos alimentares da comunidade, sendo também passadas orientações nutricionais (ANEXO A) e esclarecidas as dúvidas referentes as diversas patologias. A aplicação dos questionários dos hábitos alimentares foi realizada durante as segundas e quintas-feiras pela tarde, no período compreendido de março a junho. Posteriormente elaborou-se um artigo descrevendo os resultados obtidos com o projeto (ANEXO G).

5.6 APRESENTAÇÃO DOS SEMINÁRIOS

Durante o estágio foram realizados dois seminários onde foram apresentados dois casos-clínicos por acadêmica, na data de 12 de abril foi apresentado o caso clínico de materno-infantil e no dia 12 de maio o caso clínico na área de nutrição do adulto ou idoso (ANEXO F).

CONCLUSÃO

Foi nossa segunda prática como acadêmicas da área de saúde em um estabelecimento de saúde pública. E observamos neste estágio, uma oportunidade extremamente válida para mostrar aos recém entrados no colegiado de Nutrição (como nós) um pouco da nossa realidade “lá fora”. Sobre a Profª Msc Vera Bortolini (Professora e Nutricionista de extrema competência) com quem tivemos o privilégio de tê-la como nossa supervisora neste estágio, só temos a agradecer pela paciência, dedicação, pelos conselhos sempre muito proveitosos, pelo seu bom humor, enfim, levaremos conosco um pouco do que ela nos ensinou tanto com palavras como pelo exemplo de profissional competente e humana no que faz.

São inúmeros os aspectos positivos interagindo diretamente com a comunidade e com os profissionais do meio. Outro aspecto é o relacionamento com os profissionais do posto, onde aprendemos diversos conhecimentos em relação a saúde pública com uma convivência bastante agradável dentro do posto de saúde.

Ao mesmo tempo foi de grande valia a relação entre as acadêmicas e as agentes de saúde, além de ajudarem na divulgação sobre o atendimento nutricional no bairro, aprendemos com elas as vivências na área de saúde pública.

Acreditamos que uma equipe de saúde não está completa, sem um profissional Nutricionista participando efetivamente com os seus saberes específicos na direção de uma ação responsável sobre os problemas alimentares que afetam a saúde e a qualidade de vida da população. Fica evidente que existe demanda para o trabalho do nutricionista em Saúde Pública, e este apresenta-se como o profissional mais preparado, uma vez que as modificações incluem o aspectos nutricionais tanto em serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, necessitando de grande conhecimento técnico e científico em nutrição e dietética. Desta forma, faz-se necessária à inclusão deste profissional na atenção básica, para que se torne possível o desenvolvimento de ações voltadas à alimentação e nutrição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL, Ministério da Saúde.Secretaria de Políticas de Saúde. Atenção Básica e a Saúde da Família. Brasília, Ministério da Saúde/DAB-Departamento de Atenção Básica, 2011.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o TrabalhoCientífico: Explicitação das Normas da ABNT. Porto Alegre: s.n., 2008.

SILVA, Nelcy Ferreira. Presidente do conselho Federal de Nutricionistas,professora da Universidade Federal Fluminense e especialista em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ. RJ. 2008.

STARFIELD, Bárbara. Atenção Primária, equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2004. 726p.

ANEXOS

ANEXO A – MATERIAIS UTILIZADOS NAS CONSULTAS

ANEXO B – PROJETO DE HÁBITOS ALIMENTARES DOS USUÁRIOS DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

ANEXOlC– ORIENTAÇÕES AOS GRUPOS DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS

ANEXO D – NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA – NASF

ANEXO E - FOTOS

ANEXO F – CASOS CLÍNICOS

ANEXO G – ARTIGO

ANEXO A – MATERIAIS UTILIZADOS NAS CONSULTAS

ANEXO B - HÁBITOS ALIMENTARES DOS USUÁRIOS DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE ARVOREZINHA

ANEXO C – ORIENTAÇÕES AOS GRUPOS DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS

ANEXO D – NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA – NASF

ANEXO E - FOTOS

ANEXO F – CASOS CLÍNICOS

ANEXO G – ARTIGO

HÁBITOS ALIMENTARES DOS USÁRIOS DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Bruna Techera

Lucélia Dotto Garrastazú

RESUMO:

INTRODUÇÃO

A sociedade brasileira esta passando por inúmeras transformações de ordem econômica, social e demográfica que afetam consideravelmente o perfil nutricional e educacional da população (FERNANDES, 2008).

A educação nutricional é uma ferramenta importante na adoção de hábitos alimentares. Em trabalhos epidemiológicos, em especial aqueles nos quais os resultados apontam para a correlação entre comportamento alimentar e doenças, a educação nutricional tem sido utilizada (SAHYOUN, 2002).

A obesidade está associada às principais doenças crônicas não transmissíveis (STEIN e COLDI, 2004 apud SOUZA, 2010). As agencias mundiais de saúde têm editado nos últimos tempos diversos documentos contendo estratégias globais para o incentivo de práticas saudáveis para a promoção da saúde e a redução das doenças não transmissíveis (PAN AMERICAN..., 2003 apud SOUZA, 2010). A alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas têm sido constantemente recomendadas. As mudanças que vem ocorrendo nos países em desenvolvimento acompanham-se de modificações dos hábitos alimentares e perfil nutricional da população. Foi realizado, no Rio de Janeiro em 2003, o Fórum Global para Doenças Crônicas não Transmissíveis. Durante o evento internacional, a OPAS/OMS em parceria com a FAO lançou uma campanha mundial para incentivar o aumento do consumo de frutas e hortaliças. Inserida na estratégia global, a proposta é estimular o consumo desses alimentos para evitar doenças e melhorar a qualidade de vida da população.(STEIN e COLDI, 2004 apud SOUZA, 2010).

O nutricionista que atua em saúde pública deve estar sempre pronto a prestar informações ao público e deve conscientizar a sociedade e mobilizar o governo para a busca de soluções definitivas que amenizem a gravidade da questão alimentar, para que combatam tanto a fome qualitativa como quantitativa de alimentos(GOUVEIA, 1999).

Evidências científicas mais recentes mostram que a saúde pode estar muito mais relacionada ao modo de viver das pessoas do que a idéia, anteriormente hegemônica, de sua determinação, genética e biológica. O sedentarismo e a alimentação não-saudável, o consumo de álcool, tabaco e outras drogas, o ritmo de vida cotidiana, a competitividade, o isolamento do homem nas cidades são condicionantes diretamente relacionados à produção das chamadas doenças modernas.

Por isso, a resolução ou redução de riscos associados aos problemas alimentares ou nutricionais ampara-se na promoção de modos de vida saudáveis e na identificação de ações e estratégias que apóiem as pessoas a serem capazes de cuidar de si, de sua família e de sua comunidade de forma consciente e participativa (BRASIL, 2006).

Os Usuários de Unidades Básicas em Saúde devem receber todas e quaisquer informações em relação a prática de hábitos saudáveis visando uma melhora na sua qualidade de vida.

Portanto este estudo objetivou conhecer os hábitos alimentares dos Usuários de Unidades Básicas – Arvorezinha, sendo analisado as diversas patologias e seus aspectos nutricionais salientando a importância da formação de hábitos alimentares saudáveis e seus benefícios no tratamento e prevenção de diversas patologias.

MATERIAL E MÉTODO

Trata-se de estudo do tipo fechado, quantitativo descritivo, transversal, sendo realizado na UBS que pertence a Estratégia Saúde · da Família no Bairro Arvorezinha na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul.

A população alvo foi composta por usuários destas Unidades, a aplicação do questionário ocorreu através das visitas domiciliares e durante o atendimento ambulatorial, no período de abril a maio de 2011.

Os dados foram coletados através da aplicação de um questionário de freqüência alimentar que foram respondidos pelos sujeitos da pesquisa, após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Os dados obtidos através do questionário de freqüência alimentar foram analisados no programa estatístico EpiData versão 3.1 e EpiData Analysis.

Após a conclusão da pesquisa, os resultados dos questionários serão analisados pelo e comparados entre as comunidades pesquisadas e com outros estudos.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

|Renda Familiar | N |% |

|Abaixo de 3 sal.mín. | 45 |76.3 |

|3-6 sal.mín. | 14 |23.7 |

|Total | 59 |100.0 |

| Sexo | N | % |

|Masculino |15 | 25.4 |

|Feminino |44 |74.6 |

|Total |59 |100.0 |

|Saúde | N | % |

|otima | 11 |18.6 |

|boa | 18 |30.5 |

|regular | 30 |50.8 |

|Total | 59 |100.0 |

|Atividade Física |N |% |

|sim |19 |32.2 |

|não |40 |67.8 |

|Total |59 |100.0 |

|Tratamento de Saúde | N |% |

|Sim |40 |67.8 |

|Não |19 |32.2 |

|Total |59 |100.0 |

|Patologias | N | % |

|Ácido Úrico elevado | 2 |3.4 |

|Anemia | 1 |1.7 |

|Câncer de Útero | 1 |1.7 |

|Colesterol | 1 |1.7 |

|Colesterol elevado | 3 |5.2 |

|Colesterol,diabetes | 1 |1.7 |

|Colesterol elevado | 1 |1.7 |

|Coluna | 1 |1.7 |

|Coração | 1 |1.7 |

|Depressão | 1 |1.7 |

|Diabetes tipo 2 | 4 |6.9 |

|Diabetes tipo 1 | 1 |1.7 |

|Hipotiriodismo | 3 |5.2 |

|Hipertensão | 18 |31.0 |

|Lúpus | 1 |1.7 |

|Perda de peso | 1 |1.7 |

|Total | 58 |100.0 |

|Café da manhã |N |% |

|diário | 21 |35.6 |Iogurte |N |% |

|semanal | 9 |15.3 |diário |5 |8.5 |

|esporádico | 19 |32.2 |semanal |10 |16.9 |

|nunca | 10 |16.9 |esporádico |23 |39.0 |

|Total | 59 |100.0 |nunca |21 |35.6 |

| | | |Total |59 |100.0 |

|Consumo de Arroz |N |% |

|Diário |47 |79.7 |

|Semanal |6 |10.2 |

|Esporádico |6 |10.2 |

|Total |59 |100.0 |

| | |Tipo de Arroz |

| | |N |

| | |% |

| | | |

| | |integral |

| | |4 |

| | |6.8 |

| | | |

| | |parborizado |

| | |15 |

| | |25.4 |

| | | |

| | |polido |

| | |40 |

| | |67.8 |

| | | |

| | |Total |

| | |59 |

| | |100.0 |

| | | |

| | | |

|Carne Vermelha |N |% |

| diário |38 |64.4 |

|semanal |13 |22.0 |

|esporádico |8 |13.6 |

|Total |59 |100.0 |

|Consumo de carne branca |N | % |

|diário |24 |40.7 |

|semanal |22 |37.3 |

|esporádico |11 |18.6 |

|nunca |2 |3.4 |

|Total |59 |100.0 |

|Frutas |N |% |Hortaliças |N |% |

|diário |26 |44.1 |diário |28 |47.5 |

|semanal |15 |25.4 |semanal |21 |35.6 |

|esporádico |16 |27.1 |esporádico |8 |13.6 |

|nunca |2 |3.4 |nunca |2 |3.4 |

|Total |59 |100.0 |Total |59 |100.0 |

|Consumo de Sal |N | % |

|diário |39 |66.1 |

|semanal |16 |27.1 |

|esporádico |3 |5.1 |

|nunca |1 |1.7 |

|Total |59 |100.0 |

|Pão Branco |N | % |Pão Integral |N | % |

|diário |36 |61.0 |diário |6 |10.2 |

|semanal |7 |11.9 |semanal |7 |11.9 |

|esporádico |7 |11.9 |esporádico |13 |22.0 |

|nunca |9 |15.3 |nunca |33 |55.9 |

|Total |59 |100.0 |Total |59 |100.0 |

|Consumo de Água |N | % |

|sim |55 |93.2 |Quantos copos |N | % |

|não |4 |6.8 |até2copos |18 |30.5 |

|Total |59 |100.0 |3-4copos |17 |28.8 |

| | | |acimade4copos |24 |40.7 |

| | | |Total |59 |100.0 |

|Horta Doméstica |N | % |

|sim |3 |5.1 |

|não |56 |94.9 |

|Total |59 |100.0 |

CONCLUSÃO

As recomendações sobre dieta balanceada no documento final da Estratégia Global são: limitar a ingestão energética procedente das gorduras; aumentar o consumo de frutas e hortaliças, assim como legumes, cereais integrais e nozes e similares; limitar a ingestão de açúcar simples; limitar a ingestão de sal (sódio) de toda a procedência (promovendo o consumo de sal iodado) e buscar o equilíbrio energético para o controle de peso saudável. Com respeito à atividade física, o informe recomenda que as pessoas se mantenham suficientemente ativas em todas as fases do ciclo de vida. Diferentes formas de práticas de atividade física promovem diferentes resultados; contudo, se requer pelo menos 30 minutos de atividade física regular intensa ou moderada na maioria dos dias da semana a fim de prevenir as enfermidades cardiovasculares e diabetes, fortalecer a musculatura, evitar quedas (comuns em casos de osteoporose) e melhorar o estado funcional no ciclo de vida, especialmente na fase adulta e idosa.

A partir dos resultados obtidos no presente estudo conclui-se que há um elevado percentual de usuários com alimentação inadequada e baixo nível de atividade física, e que a população estudada necessita de modificações no estilo de vida, devido às inadequações apresentadas, sendo necessários acompanhamento e orientação multidisciplinar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Guia alimentar para população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

FERNANDES, Flávia Maciel. Alimentação e Nutrição entre Escolares: Caso dos alunos de uma escola do município, Vitória-ES. Universidade Veiga de Almeida.2008

GOUVEIA, E. L. C. Nutrição Saúde & Comunidade. 2ª ed. Rio de

Janeiro: Revinter,1999

SAHYOUN, N.R. Nutritional education for the healthy elderly population: Isn’t it time? J Nutr Educ Behav, n.34, Suppl.1: p.42-47, 2002. SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) para Windows/ versão 11

SOUZA, Bezerra de A. Silvana Anelisa; Edigleide Maria Figueiroa Barretto; Silvia Gomes de Oliveira; Mayara Brasil de Sá Leitão; Lívia Muritiba Pereira de Lima; Hanni Manso Mesquita. Perfil Nutricional, Hábitos Alimentares e Prática de Atividade Física dos Usuários do Programa Academia da UFPE/GEAP. Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Centro de Ciências da Saúde – CCS, Recife, Pernambuco, Brasil, edigleide@globo.com ¹Docente do Departamento de Nutrição da UFPE; ² Alunos do Curso de Nutrição da UFPE. Participantes Projeto PROEXT(2009/2010) PROGEP(2009): Programa Academia da UFPE/GEAP