Trabalho Completo SOCIEDADE ESCRAVISTA

SOCIEDADE ESCRAVISTA

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Categoria: História

Enviado por: Annasilveira 09 maio 2013

Palavras: 1415 | Páginas: 6

A resistência contra a escravidão.

No desenvolvimento do regime escravocrata no Brasil, observamos que os negros trazidos para o espaço colonial sofriam um grande número de abusos. A dura rotina de trabalho era geralmente marcada por longas jornadas e a realização de tarefas que exigiam um grande esforço físico. Dessa forma, principalmente nas grandes propriedades, observava-se que o tempo de vida de um escravo não ultrapassava o prazo de uma década.

Quando não se submetiam às tarefas impostas, os escravos eram severamente punidos pelos feitores, que organizavam o trabalho e evitavam a realização de fugas. Quando pegos infringindo alguma norma, os escravos eram amarrados no tronco e açoitados com um chicote que abria feridas na pele. Em casos mais severos, as punições poderiam incluir a mutilação, a castração ou a amputação de alguma parte do corpo. De fato, a vida dos escravos negros no espaço colonial era cercada pelo signo do abuso e do sofrimento.

Entretanto, não podemos deixar de salientar que a população negra também gerava formas de resistência que iam contra o sistema escravista. Não raro, alguns escravos organizavam episódios de sabotagem que prejudicavam a produção de alguma fazenda. Em outros casos, tomados pelo chamado “banzo”, os escravos adentravam um profundo estado de inapetência que poderia levá-los à morte.

Não suportando a dureza do trabalho ou a perda dos laços afetivos e culturais de sua terra natal, muitos negros preferiam atentar contra a própria vida. Nesse mesmo tipo de ação de resistência, algumas escravas grávidas buscavam o preparo de ervas com propriedades abortivas. Além disso, podemos salientar que o planejamento de emboscadas para assassinar os feitores e senhores de engenho também integrava esse corolário de ações contra a escravidão.

Segundo a perspectiva de alguns estudiosos, as manifestações culturais dos negros também indicavam outra prática de resistência. A associação dos orixás com santos católicos, a comida, as lutas (principalmente a capoeira) e as atividades musicais eram outras formas de se preservar alguns dos vínculos e costumes de origem africana. Com o passar do tempo, vários itens da cultura negra se consolidaram na formação cultural do povo brasileiro.

Do ponto de vista histórico, os quilombos foram a estratégia de resistência que melhor representou a luta contra a ordem escravocrata. Ao organizarem suas fugas, os negros formaram comunidades no interior das matas conhecidas como quilombos. Nesses espaços, organizavam uma produção agrícola autônoma e formas de organização sociopolítica peculiares. Ao longo de quatro séculos, os quilombos representaram um significativo foco de luta contra a lógica escravocrata.

Predomino da escravidão africana

.Com o sucesso da Produção de cana de açúcar do Brasil a mão-de-obra indígena se tornou insuficiente e apesar de barata precisou ser substituída. Como os portugueses já possuíam certa experiência com o cultivo da cana-de-açúcar não tiveram dúvida na hora de optar pelos escravos africanos. Em pouco tempo a escravidão negra tinha predominado a indígena e os escravos exerciam funções que iam desde a mineração aos serviços domésticos.

Os portugueses foram os primeiros a realizar o comércio de escravos africanos através do Atlântico. O Tráfico Negreiro se dava por navios que transportavam mercadorias até a costa africana onde elas eram trocadas pelos escravos. Depois homens, mulheres e crianças eram vendidas aos colonos americanos sendo submetidos a todos os tipos de abusos e explorações. Os Navios Negreiros como eram chamados, transportavam os escravos que eram vendidos em condições dês humanas. A viagem que durava até dois meses era feita em porões escuros onde a água era suja e ao alimento insuficiente. A viagem era tão terrível que até 25% dos escravos morriam ainda durante a viagem. Chegando no Brasil os escravos recebiam atribuições e eram alojados em construções ainda mais precárias. Sua rotina de trabalho era intensa e os castigos cometidos sempre que algo de errado acontecia. Ainda assim os africanos contribuiram para o enriquecimento da nossa cultura. Com a Abolição da Escravatura em 1888 os problemas continuaram já que o desemprego e a falta de oportunidade fez com que os africanos fossem abandonados e marginalizados. Mesmo com todas as dificuldades homens, mulheres e crianças africanas mantiveram-se fortes e mostraram possuir uma perseverança única.

Os negros da terra e os negros da Guiné

O trabalho compulsório, entre eles a escravidão, foi um dos eixos principais da organização social de uma vasta área no continente americano. No Brasil, os ”negros da terra” (índios) e sobretudo os ”negros da guiné” (africanos) foram utilizados como escravos em todasas atividades econômicas rurais e urbanas, no trabalho doméstico e artesanal, marcando profundamente nossa história. O trabalho braçal passou a ser identificado com a escravidão e com a cor da pele dos africanos.Quando se fala em escravo, todo mundo pensa logo no negro, trazido da África, não apenas porque ele foi o principal esteio da economia colonial nas principais regiões do país, mas também porque pouco se conhece sobre a escravidão indígena. Na realidade, os primeiros escravos do Brasil foram os índios, também chamados na documentação oficial de Negros da terra, que era como os portugueses apelidavam os escravos indígenas no Brasil. Negros da Guiné e gentio da Guiné utilizadas para marcar a origem dos escravos africanos chegados á Bahia no século XVI. Mais do que um registro de procedência. estas expressões queriam significar a condição mesmo de escravo na linguagem corrente da época.

Uma sociedade de escravos

A escravidão (denominada também escravismo, esclavagismo e escravatura[2]) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumassociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino.

O dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja visto que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha poder sobre eles. A escravidão fez com que o trabalho se tornasse uma atividade inferior dentro da sociedade da época. O trabalho braçal era visto como algo destinado ao negro. Mesmo grande parte da mão de obra sendo empregada em atividades que exigiam grande esforço físico, outras tarefas também eram desempenhadas pelos escravos. Os escravos domésticos trabalhavam nas casas enquanto os escravos de ganho administravam pequenos comércios, praticavam artesanato ou prestavam pequenos serviços para seus senhores.

O Que define uma sociedade escravista ?

Sociedade escravista é uma sociedade onde os meios de produção são em sua grande maioria executados pos mão-de-obra escrava. A sociedade escravista surgiu quando a propriedade sobre os objetos e a terra ampliou-se para a posse de seres humanos, os prisioneiros de guerra. Seu fundamento econômico reside na possibilidade de cada indivíduo ser capaz de produzir mais do que o necessário para a própria sobrevivência, ou seja, um excedente, passível de ser apropriado por outrem. O processo de acumulação de riqueza acentuou-se e algumas famílias tornaram-se mais ricas com o uso da mão-de-obra escrava, barata e abundante.

O modelo de sociedade baseado no trabalho escravo declinou em função da inexistência de estímulo para que o trabalhador escravizado executasse as funções mais complexas que progressivamente lhe foram sendo exigidas. O progresso das técnicas produtivas e a necessidade de maior produtividade impuseram uma revolução nas relações de produção: o trabalho livre, com retribuição de certa forma proporcional ao esforço despendido, que se implantou com o sistema feudal. Com uma hierarquia rígida, o feudalismo fundava-se basicamente na existência de três classes: a nobreza e o clero, que formavam a classe dominante, no topo da pirâmide social; um segmento intermediário formado por artesãos e comerciantes; e, na base, os servos que eram, em sua maioria, descendentes dos antigos escravos ou camponeses arruinados. A posição dentro da hierarquia social era determinada pelos costumes e leis, que davam à classe dominante enormes privilégios políticos, econômicos e sociais. Diante das dificuldades encontradas no processo de escravização dos indígenas, os portugueses encontram como alternativa a utilização de escravos africanos, obtidos através do tráfico negreiro. Os escravos africanos poderiam ser designados pelos seus senhores para o desenvolvimento dos mais diversos tipos de atividades,destacando-se as actividades agrícolas,lavoura, sendo a extração da cana-de-açúcar a principal, a mineração e os serviços domésticos.