Trabalho Completo Sedentarismo No Idoso

Sedentarismo No Idoso

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Categoria: Outras

Enviado por: saragomes 14 junho 2013

Palavras: 2645 | Páginas: 11

Índice

1.Introdução 3

2.Conceito de sedentarismo 4

2.1.Causas e consequências do sedentarismo 4

2.2 Problemas causados pelo sedentarismo na 3ªidade 5

3. Idosos e Sedentarismo 5

4. Definição de actividade física 8

4.1 Benefícios da actividade física 9

4.2 Programa de atividades físicas para o idoso 10

5. Conclusão 12

6. Webgrafia 13

1.Introdução

No âmbito da disciplina Gerontomotricidade foi me proposto a elaboração de um trabalho onde englobasse a área do idoso integrando a actividade física, na qual escolhi o tema Sedentarismo no Idoso.

A população idosa vem aumentando consideravelmente, o que se atribui a uma maior expectativa de vida, provavelmente relacionada a um melhor controlo de doenças infectocontagiosas e crónico-degenerativas, originando a necessidade de mudanças na estrutura social, para que os idosos tenham uma boa qualidade de vida.

A atividade física é um meio importante de prevenção e promoção da saúde dos idosos através dos inúmeros benefícios. Neste trabalho irei forcar-me no sedentarismo, nas suas causas e consequências bem como a importância da atividade física para alcançar qualidade de vida na terceira idade, salientando ainda a necessidade atual de prática de atividades físicas nesta faixa etária.

Atualmente, está comprovado que quanto mais ativa é uma pessoa menos limitações físicas ela tem, por esta razão irei focar-me na importância da atividade física e os seus benefícios na população idosa e mostrar os malefícios que o sedentarismo pode trazer a esta faixa etária.

2.Conceito de sedentarismo

Sedentarismo é definido como a falta, a ausência e diminuição de atividades físicas ou desportivas. O sedentarismo é considerado como a doença do século devido à rotina que as pessoas se acostumam no seu dia-a-dia, pessoas estas que têm pouca atividade física e que perdem poucas calorias durante a semana, por isso são consideradas sedentárias ou com hábitos sedentários.

A OMS (organização mundial de saúde) considera o sedentarismo uma doença e que esta é responsável por 2 milhões de mortes por semana. A definição foi baseada em diversos fatos. Primeiro, as evidências científicas de que o sedentarismo aumenta significativamente o risco de doenças crônicas não-transmissíveis, incluindo as doenças cardiovasculares, o diabetes, a obesidade e certos tipos de cancro.

Além disso, levou-se em conta que o sedentarismo é muito comum, tão ou mais prevalente quanto outros fatores de risco, como hábitos alimentares e tabagismo, que está em expansão no mundo todo.

2.1.Causas e consequências do sedentarismo

Cada vez mais, com a evolução da tecnologia e a consequente substituição das atividades que fazem gastar energia o ser humano acaba por adotar a “lei do menor esforço”, o que leva a um consumo menor da energia do seu corpo.

De acordo com a medicina moderna, é considerado sedentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias nas chamadas atividades ocupacionais. Deve-se praticar pelo menos 30 minutos de práticas de atividade física de lazer por dia, pelo menos cinco vezes por semana.

O sedentarismo, considerado pela OMS o quarto maior fator de risco de mortalidade, é uma das causas do aumento de doenças como hipertensão arterial, obesidade e diabetes, além de ser o principal responsável pelas mortes súbitas, uma vez que está associado direta ou indiretamente às causas ou a agravamento da maioria das doenças.

As consequências de um estilo de vida sedentário, além da alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, e stress, tem contribuído para o aparecimento de doenças crônicas degenerativas.

• Causas

A falta de atividade física causa o sedentarismo que como consequência traz o aparecimento de doenças como a hipertensão, doenças respiratórias, diabetes, aumento de colesterol e também distúrbios cardíacos. Hoje mais de 60% da população não pratica nenhum tipo de atividade física.

A pratica da atividade física traz benefícios à saúde, como:

• Ajuda a controlar o peso;

• Diminui a pressão sanguínea;

• Reduz o risco de desenvolver a pressão alta;

• Diminui o risco de desenvolver doenças, como a diabetes;

• Ajuda a manter ossos, músculos e articulações saudáveis;

• Ajuda a prevenir e diminuir a obesidade;

• Promove o bem-estar.

Existem muitas formas de se evitar o sedentarismo como:

• Praticar atividades físicas, como por exemplo, correr, caminhar, pedalar, nadar, jogar a bola com os amigos;

• Fazer alguns esforços no dia a dia, descer do autocarro algumas paragens antes e completar o percurso fazendo uma caminhada; deixar o comando da televisão de lado e levantar para mudar o canal da TV; procurar subir as escadas em vez de usar o elevador, entre outros.

Estas são formas de se evitar o sedentarismo, além de fazer muito bem à saúde. São pequenas mudanças da vida moderna e que não percebemos que podem fazer a diferença. O ideal é apenas mudar os hábitos do dia-a-dia e mesmo sem tempo ou dinheiro todos conseguem ter uma vida mais saudável.

2.2 Problemas causados pelo sedentarismo na 3ªidade

O envelhecimento é associado à perda de massa muscular com redução da força muscular, da flexibilidade e da função pulmonar entre outros aspetos. Por isso, os idosos são considerados um importante grupo de risco para o sedentarismo, que pode ser caracterizado nessa faixa etária pela prática de atividades físicas com tempo inferior a 150 minutos por semana.

Nos idosos, especialmente, o sedentarismo é considerado perigoso para a ocorrência de situações como a obstrução das artérias do coração por placas de gordura. Alguns estudos, inclusive, apontam que o risco relativo de doença arterial atribuído ao sedentarismo é comparável ao risco da pressão alta, do colesterol elevado e do tabagismo.

O exercício físico melhora a qualidade do sono, função cognitiva (mental) e memória de curto prazo, diminui o grau de depressão, reduz o risco de cancro de cólon, mama, próstata, aumenta a densidade óssea e diminui o aparecimento de fraturas do fêmur e vértebras.

Outro problema, muito comum, causado pelo sedentarismo na terceira idade é o enfarte do miocárdio. Este problema ocorre quando os vasos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. Outro problema também muito comum são os acidentes vasculares cerebrais ou obstrução das Artérias das Pernas, ocorre quando os níveis de gordura nas paredes das artérias aumentam ao ponto de causar o estreitamento da passagem do sangue levando ao entupimento das artérias. Essas gorduras acumuladas podem causar a formação de coágulos que acabam entupindo uma artéria distal de menor diâmetro.

Para evitar estes problemas, fazer análises regularmente é fundamental. O médico pode detetar a redução da pulsação das artérias e sentir a temperatura local pela realização de um exame clínico.

3. Idosos e Sedentarismo

As consequências de uma rotina sedentária são extremamente prejudiciais à saúde, pois podem ocasionar o desuso dos sistemas funcionais, fazendo com que o aparelho locomotor e os outros órgãos entrem num processo de regressão funcional.

Dessa forma, os músculos podem sofrer atrofias nas suas fibras e a flexibilidade muscular pode ser reduzida.

O sedentarismo não tem idade e pode ser uma característica presente na vida de qualquer pessoa, principalmente a partir da adolescência. Entretanto, é um mal que prejudica de maneira mais grave os idosos, pois as suas consequências acentuam problemas que ocorrem naturalmente com o passar do tempo. O sedentarismo, portanto, agrava ainda mais o processo de envelhecimento, antecipando ou ocasionando problemas que poderiam ser evitados.

Por essa razão, é preciso que algumas práticas sejam adotadas durante o dia-a-dia, particularmente pelos idosos, para evitar uma rotina sedentária. Para quem pertence à terceira idade, o primeiro passo é consultar um médico que avaliará as suas condições físicas para, em seguida, dar início à prática de exercícios físicos.

Algumas das atividades que podem combater o sedentarismo são: caminhada, ciclismo, natação, ginástica, entre outras. As pessoas adaptam-se de maneiras diferentes a esses exercícios, por isso a importância da consulta médica para verificar qual deles será o ideal de acordo com as condições físicas de cada um.

Além do tipo de exercício físico, a quantidade, que está relacionada ao número de vezes que o exercício deve ser feito por semana e ao tempo diário, também varia de pessoa para pessoa. Normalmente, o recomendado é que as atividades físicas sejam realizadas de 03 a 05 vezes por semana, de 40 a 60 minutos por dia. Quem deve indicar com que frequência os exercícios devem ser praticados é o médico responsável.

O papel do médico não acaba ao recomendar quais tipos e com que frequência a pessoa deve praticar atividades físicas. É da sua responsabilidade, ainda, avaliar e acompanhar de que maneira a prática está a atuar na saúde do paciente. Por essa razão, as consultas devem ser frequentes, evitando que o efeito da realização de exercícios físicos não seja o contrário do esperado.

4. Definição de actividade física Definição de Actividade Física

A actividade física é consensualmente definida como todo e qualquer movimento corporal produzido pela contração músculo-esquelético resultando num gasto energético. Já o conceito de exercício físico definido por Caspersen e col, (1985), é mais especificamente, uma actividade repetida e estruturada que visa a obtenção de um objetivo concreto tendo em vista a manutenção ou melhoria da aptidão física.

De acordo com Bouchard e Shephard (1994), a actividade física é claramente a componente mais variável de todos os fatores que influenciam o gasto energético diário. A ausência de actividade física origina uma maior acumulação energética, podendo ser um fator para o desenvolvimento da obesidade.

Hoje sabe-se que a actividade física, nas suas respetivas vertentes, como a utilitária (andar, subir e descer escadas, jardinagem), a educação física e o desporto, executados de uma forma moderada, é favorável à manutenção da saúde e ajuda também na prevenção das doenças (Nunes, 1999). Não obstante esta evidência, bem como a aceitação aparentemente generalizada da importância da actividade física, milhões de pessoas optam por um estilo de vida sedentário.

As atividades de lazer, tais como, ver televisão, jogar videojogos e navegar na Internet parecem ser as principais responsáveis pelo aumento do sedentarismo de crianças e adolescentes. Outros estudos demonstram que ver televisão é a actividade de lazer em que as crianças gastam mais tempo (Comittee on Nutrition, 2003).

Nesta perspetiva geral a actividade física assume-se como um fator de prevenção de uma série de doenças associadas à inatividade física. A infância e a juventude são consideradas idades fundamentais para a promoção de hábitos de actividade física que perdurem para toda a vida. De facto, a promoção da actividade física na infância e juventude baseia-se, em parte, no pressuposto de que os hábitos de actividade física se desenvolvem durante estes períodos e se mantêm até à idade adulta.

A constatação da prevalência de indivíduos com sobrepeso e obesidade fornece dados que realçam a importância de programas de educação para a saúde que integrem a prática orientada de actividade física e a instalação de hábitos alimentares saudáveis, como medidas preventivas.

4.1 Benefícios da actividade física

Atualmente, está comprovado que quanto mais ativa é uma pessoa menos limitações físicas ela tem. De entre os inúmeros benefícios que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da capacidade funcional em todas as idades, principalmente nos idosos. Por capacidade funcional entende-se o desempenho para a realização das atividades do quotidiano ou atividades da vida diária.

As atividades da vida diária podem ser classificadas por vários índices. As atividades da vida diária são referidas como: tomar banho, vestir, levantar e sentar, caminhar a uma pequena distância; ou seja, atividades de cuidados pessoais básicos e, as atividades instrumentais da vida diária como: cozinhar, limpar a casa, fazer compras, jardinagem; ou seja atividades mais complexas da vida quotidiana. Um estilo de vida fisicamente inativo pode ser a causa primária da incapacidade para realizar atividades da vida diária. Contudo, um programa de exercícios físicos regulares pode promover mais mudanças qualitativas do que quantitativas, como por exemplo a alteração na forma da realização do movimento, aumento na velocidade de execução da tarefa e adoção de medidas de segurança para realizar a tarefa.

Além de beneficiar a capacidade funcional, o exercício físico promove a melhoria na aptidão física. No idoso os componentes da aptidão física sofrem um declínio que pode comprometer a sua saúde. A aptidão física relacionada à saúde pode ser definida como a capacidade de realizar as atividades do quotidiano com vigor e energia e demonstrar um menor risco de desenvolver doenças ou condições crônico degenerativas, associadas a baixos níveis de atividade física.

Os componentes da aptidão física relacionados à saúde e que podem ser mais influenciados pelas atividades físicas habituais são a aptidão cardiorrespiratória, a força e resistência muscular e a flexibilidade, por isso são os mais avaliados. A prática de atividade física também promove a melhoria da composição corporal, a diminuição de dores articulares, o aumento da densidade mineral óssea, o aumento da capacidade aeróbia, a melhoria de força e de flexibilidade, entre outros. E, como benefícios psicossociais encontram-se o alívio da depressão, o aumento da autoconfiança e a melhora da autoestima.

O tipo de exercício físico recomendado para idosos no passado era mais o aeróbio pelos seus efeitos no sistema cardiovascular e o controlo destas doenças, além dos benefícios psicológicos. Atualmente, estudos mostram a importância dos exercícios envolvendo força e flexibilidade, pela melhoria e manutenção da capacidade funcional e autonomia do idoso.

4.2 Programa de atividades físicas para o idoso

Há uma diminuição no nível de atividade física com o envelhecimento e estudos mostram que a atividade física mais prevalente é a caminhada, o alongamento e exercícios de força entram em declínio com o avanço da idade. Estudos mostram a importância dos exercícios de força para a manutenção do equilíbrio, agilidade e da capacidade funcional dos idosos. Para manter a força muscular e o equilíbrio, é importante realizar exercícios com pesos, de 2 a 4 vezes por semana, que estimulem a musculatura e ajudem na manutenção da postura e do equilíbrio.

Um programa de exercícios físicos bem direcionado e eficiente para esta idade deve ter como meta a melhora da capacidade física do indivíduo, diminuindo a deterioração das variáveis de aptidão física como resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio, o aumento do contato social e a redução de problemas psicológicos como a ansiedade e a depressão.

Nos idosos torna-se mais moroso atingir os benefícios decorrentes do exercício físico do que nos jovens, e como tal, motivar os idosos para a prática de um programa de exercício é uma tarefa mais complicada. No entanto, é fundamental motivar os idosos para a prática de exercício físico, desmistificando algumas situações, e quebrando a sensação de desconforto sentida por alguns idosos aquando da prática de exercício físico, alertando-os também para as vantagens que poderão advir da prática de exercício físico, e de que forma essas vantagens lhes trarão benefícios na vida do dia-a-dia.

No entanto, antes da aplicação de um programa de exercício, tem de se ter em conta a sua adequação ao indivíduo, e para que tal aconteça, é fundamental ter presente que a idade biológica de um indivíduo pode não ser coincidente com a sua idade cronológica, pelo que por vezes, a distribuição etária de programas de exercício pode muitas vezes estar desadequada. Assim, na terceira idade, devido à enorme complexidade do processo de envelhecimento, tanto a avaliação da aptidão física, como a prescrição de programas de exercício devem ser acompanhadas de redobradas precauções.

Neste sentido, torna-se prioritário que qualquer programa de exercício seja precedido de controlo médico, que permitirá uma mais correta avaliação das capacidades dos indivíduos, a prescrição de atividades mais adequadas a cada um, e a descriminação das restrições na realização de exercícios.

Por isso, qualquer programa de exercícios só pode ser iniciado após uma avaliação das capacidades motoras e funcionais do idoso (aptidão física), avaliação essa que irá determinar a natureza dos exercícios e das cargas a aplicar, consoante as capacidades de cada indivíduo. A prática desportiva deve ainda ter em atenção as preferências de cada indivíduo.

5. Conclusão

A prática de atividades físicas é de grande importância para a qualidade de vida do idoso como foi constatado anteriormente.

É importante que o idoso associe, ao seu modo de vida, hábitos saudáveis através de informações e conteúdos que sejam capazes de modificar e acrescentar atitudes favoráveis para a manutenção e prevenção da sua saúde no seu significado mais abrangente (física, mental, emocional, social e espiritual).

Cabe, então, aos profissionais da saúde, educadores físicos, educadores sociais ajustarem de maneira efetiva e eficaz na mobilização de recursos, na construção e viabilização de projetos, que atinjam a meta de uma população idosa cada vez mais ativa e consequentemente com maior qualidade de vida.

6. Webgrafia

http://www.efdeportes.com/efd168/consequencias-de-um-estilo-de-vida-sedentario.htm

http://sedentarionao.blogspot.pt/2008/05/conceito-de-sedentarismo_3327.html

http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/artigos/pdf10.pdf

http://www.planosdesaudesenior.com.br/blog/idosos-e-sedentarismo/

http://sedentarismoaquinao.blogspot.pt/2012/10/sedentarismo-em-idosos.html

http://www.apaesaopaulo.org.br/noticia.phtml/35579

http://obesidade.info/actividadefisica.htm

http://emedix.uol.com.br/doe/mes001_1f_sedentarismo.php