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Serviço Social

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Categoria: Outras

Enviado por:  25 setembro 2013

Palavras: 1607 | Páginas: 7

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INDICADORES SOCIAIS E A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

10/2009

INDICADORES SOCIAIS E A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

Trabalho apresentado ao Curso de Serviço Social da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina: A realidade Regional e o Serviço Social.

Orientador: Professora:

10/2009

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 03

2 DESENVOLVIMENTO............................................................................................04

2.1 INDICADORES SOCIAIS E A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL...................................................................................................04

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 07

REFERÊNCIAS 09

1- INTRODUÇÃO

Os indicadores sociais, se configuram em uma discussão recente no Brasil, mas, é cada vez mais evidente a sua importância para o processo de gestão. A utilização de indicadores sociais tornou imprescindível, uma vez que se configura em um instrumento operacional para monitoramento da realidade social para fins de formulação e reformulação de políticas públicas” (Jannuzzi, 2004, p. 15), que auxilia no trabalho de planejamento, implementação, execução, avaliação dos programas, projetos, serviços sociais.

2 – DESENVOLVIMENTO

2.1 - INDICADORES SOCIAIS E A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

A história das políticas públicas no Brasil tem na década de 1930 um marco fundamental. e a partir desse período que a gestão pública passou a ser pensada com base em uma racionalidade administrativa, buscando-se eficiência na condução dos negócios públicos e representou o fim de um modelo personalista de administração pública.

Foram identificados os principais fatores que facilitam, e aqueles que inibem o uso desses indicadores no processo de formulação das políticas públicas. Os "indicadores sociais" são vistos como instrumentos de relevância para utilização no processo de gestão pública.. Os principais resultados se mostraram ligados: a construção de uma visão de médio e longo prazo; a necessidade de uma ação positiva dos tomadores de decisão; ao fator de que profissionais com maior embasamento científico (teórico) conseguem evitar mais facilmente práticas oportunistas e o desvirtuamento dos processos que usam indicadores sociais; a manutenção das pesquisas e da atualização permanente das bases de informação, o que impulsiona fortemente o processo de institucionalização.

No campo dos indicadores sociais, segundo Jannuzzi, o conhecimento do significado,dos limites e das potencialidades dos mesmos “pode ser de grande utilidade para os diversos agentes e instituições envolvidos na definição das prioridades sociais e na alocação de recursos do orçamento público.”(JANNUZZI. 2002. p.53)

Existem algumas etapas dentro do processo de ação do Estado, dentre as quais podemos destacar a da elaboração de políticas públicas; a de implementação das mesmas, na qual começa a ser interpretado se os impactos reais correspondem aos planejados; e, a fase de avaliação que é imprescindível para o desenvolvimento e/ou a reformulação de políticas e ações implementadas pelo governo. (FREY. 2000. p.226-229). Para a execução de todas as fases acima destacadas, é fundamental a produção de informações e de ferramentas de avaliação.

Os indicadores sociais e as metodologias para a sua formulação voltaram a integrar a agenda das ciências sociais e a preocupação dos administradores públicos.

Dentre os motivos que justificam essa nova tendência, destacam-se, pelo menos, três:

- Exigência de organismos internacionais que financiam programas e projetos em políticas públicas, e que precisam medir, de certo modo, o desempenho dos referidos programas e projetos;

- A necessidade de legitimar (com dados empíricos) tanto as políticas governamentais quanto as denúncias por parte da sociedade civil,como ocorreu no caso da Campanha contra a fome, que utilizou indicadores produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre níveis de pobreza e miséria.

- A necessidade de democratizar informações sobre as realidades sociais para possibilitar a ampliação do diálogo da sociedade civil com o governo, favorecendo um eventual aumento de participação popular nos processos de formulação (e definição) de agendas, bem como de monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Nota-se, pelos motivos que justificam essa nova tendência, que os objetivos e as finalidades da formulação e construção de indicadores são bem variados, sendo necessária, portanto, certa cautela em termos de clareza da função e da utilidade dos indicadores, sob o risco de produzir informações inadequadas sobre a realidade social na qual se pretende intervir.

Um indicador que mostra ao mesmo tempo a redução da pobreza e o aumento da concentração de renda, pode ser lido, por um lado, como expressão do sucesso da ação governamental em reduzir a pobreza, e nessa medida, passa a apresentar uma realidade de menor pobreza e melhoria da qualidade de vida de determinada população.

Os problemas centrais, portanto, no que diz respeito à produção de Indicadores, são:

- clareza do que se pretende medir;

- qualidade e precisão na produção das informações que compõe os indicadores;

- cautela e cuidado na interpretação das informações disponíveis.

Nesta medida, devemos observar se a transferência de conhecimento com relação aos indicadores, bem como a produção de bons indicadores, facilitam a apropriação das informações e incentivam a participação da sociedade. Não se pode perder de vista que o foco central do debate sobre indicadores é a questão da informação enquanto direito que permiteo diálogo entre a gestão pública e a sociedade civil.

Os indicadores enquanto instrumentos importantes para controle gestão e verificação e medição de eficiência e eficácia não apenas na administração privada, mas também e principalmente na administração pública, por permitirem comparar situações entre localidades (espaços territoriais) ou entre períodos diferentes de um mesmo município. Na administração pública, a necessidade e importância dos indicadores justificam-se, dentre outros motivos, por aumentarem a transparência da gestão e facilitarem o diálogo entre os mais diversos grupos sociais organizados. Pode-se dizer que os indicadores são, por um lado, importantes ferramentas gerenciais de gestão para a administração pública; e por outro, um instrumento fundamental para a fiscalização, controle e acompanhamento da gestão pública por parte dos movimentos populares. Portanto, os indicadores são ferramentas importantes tanto para a burocracia estatal quanto para a sociedade civil. Mais importante que a definição, é destacar algumas idéias que estão nela presentes, dentre as quais:

- Indicadores são um instrumento, ou seja, o indicador não é um fim em si, mas um meio;

- Indicadores são uma medida, uma forma de mensuração, um parâmetro, quer dizer, o indicador é um instrumento que sintetiza um conjunto de informações em um "número" e, portanto, permite medir determinados fenômenos entre si, ou ao longo de determinado tempo;

- Indicadores podem ser utilizados para verificação, observação, demonstração, avaliação, ou seja, o indicador permite observar e mostrar determinados aspectos da realidade social: eles medem, observam e analisam a realidade de acordo com um determinado ponto de vista.

Uma vez definido o indicador e destacadas as idéias-chave que permeiam a própria definição de indicadores, para efeito de facilidade analítica, podese comparar os indicadores a fotografias de determinadas realidades sociais. Os indicadores aplicados a determinados espaços territoriais (aplicados a uma localidade) podem ser comparados ao longo do tempo permitindo um acompanhamento das alterações de uma mesma realidade,

Os indicadores, portanto, permitem acompanhar, por exemplo, as mudanças da qualidade de vida de determinado município num período de dez anos; mas também permitem comparar num mesmo período municípios com perfis semelhantes.

Os indicadores são a descrição por meio de números de um determinado aspecto da realidade, Sendo adotandose técnicas para ponderação dos valores, pode-se criar índices que sintetizem um conjunto de aspectos da realidade e representem conceitos mais abstratos e complexos, tais como ,qualidade de vida, grau de desenvolvimento humano de uma comunidade ou, ainda, nível de desempenho de uma gestão. Estes indicadores estão sempre sujeitos a questionamento, pois a escolha dos aspectos da realidade a serem considerados é influenciada por opções políticas e distintas visões da realidade.

Os indicadores sociais, se configuram em uma discussão recente no Brasil, mas, é cada vez mais evidente a sua importância para o processo de gestão. A utilização de indicadores sociais tornou imprescindível, uma vez que se configura em um instrumento operacional para monitoramento da realidade social para fins de formulação e reformulação de políticas públicas” (Jannuzzi, 2004, p. 15), que auxilia no trabalho de planejamento, implementação, execução, avaliação dos programas, projetos, serviços sociais.

Dada a relevância dos indicadores sociais para o processo de gerir o social, surge a necessidade de verificar qual é a importância dos indicadores para os assistentes sociais, atuantes no planejamento, execução e avaliação de serviços sociais.

O Brasil é conceituado como um país pobre e desigual, onde a cada dia têm surgido novas demandas sociais. Em resposta a essas demandas são elaboradas políticas públicas que se manifestam por meio de programas, projetos e serviços sociais, um dos principais campos de atuação dos assistentes sociais. Dentro deste contexto, os assistentes sociais possuem e desenvolvem atribuições localizadas no âmbito da elaboração, execução e avaliação de políticas públicas. Onde o assistente social deve estar apto para a utilização dos indicadores sociais, o que contribui para a sua ação profissional e, conseqüentemente, para a sociedade civil, beneficiada pelas políticas sociais.

3- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os indicadores enquanto instrumentos importantes para controle gestão e verificação e medição de eficiência e eficácia não apenas na administração privada, mas também e principalmente na administração pública, por permitirem comparar situações entre localidades (espaços territoriais) ou entre períodos diferentes de um mesmo município. Na administração pública, a necessidade e importância dos indicadores justificam-se, dentre outros motivos, por aumentarem a transparência da gestão e facilitarem o diálogo entre os mais diversos grupos sociais organizados

E dentro deste contexto, os assistentes sociais possuem e desenvolvem atribuições localizadas no âmbito da elaboração, execução e avaliação de políticas públicas. Onde o assistente social deve estar apto para a utilização dos indicadores sociais, o que contribui para a sua ação profissional e, conseqüentemente, para a sociedade civil, ser beneficiada pelas políticas sociais.

REFERÊNCIAS

JANUZZI, Paulo. Indicadores Sociais no Brasil. Belo Horizonte: Alínea, 2001.

CENSO Demográfico 2000: características da população e dos domicílios: resultados da amostra, Rio de Janeiro, IBGE, 2003.

FREY, Klaus. Políticas públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática de análise de políticas públicas no Brasil. Planejamento de Políticas Públicas. Brasília, Nº 21: 211-259, junho 2000.