Trabalho Completo Sexualidade No Climatério

Sexualidade No Climatério

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Categoria: Ciências Sociais

Enviado por: Maria 25 novembro 2011

Palavras: 6140 | Páginas: 25

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eclinar. Sendo acompanhada por alguns sintomas como aumento da temperatura, sudorese, palpitações e ansiedade. Na menopausa ocorre a cessação fisiológica permanente das menstruações e função ovariana fazendo com que a função reprodutiva termine neste período. Ao chegar à fase do climatério as mulheres já experimentaram, ao longo de suas vidas, um período sexual ativo, onde a quantidade sobressaía à qualidade. Porém com a chegada deste período ocorrem varias alterações anatomo-fisiológicas que modificam o seu padrão sexual, principalmente no que diz respeito à freqüência de relações.

PALAVRAS-CHAVE: Climatério, menopausa, sexualidade.

ABSTRACT

Menopause is defined as a period that marks the beginning of the cessation of reproductive capacity in women and when physical strength begins to decline. Being accompanied by symptoms such as increased temperature, sweating, palpitations and anxiety. Menopause occurs in the permanent cessation of menses and physiological ovarian function causing the reproductive function in this period ends. Upon reaching the stage of the climacteric women have experienced, throughout their lives, an active sexual period, where the number stood for quality. But with the arrival of this period changes occur several anatomo-physiological change their sexual standards, especially with regard to frequency of sexual relations.

KEYWORDS: Climacteric, menopause, sexuality.

S U M Á R I O

1- INTRODUÇÃO...........................................................................................................10

2- OBJETIVOS................................................................................................................12

3 - METODOLOGIA........................................................................................................13

CAPÍTULO I

1.1 - Climatério..............................................................................................14

1.2 - Menopausa............................................................................................15

1.3 - Sexualidade...........................................................................................16

CAPÍTULO II

2.1 - Alterações fisiológicas do climatério nos órgãos genitais.......................18

2.2 - Disfunção sexual.....................................................................................18

2.3 - Efeitos do climatério sobre a sexualidade feminina................................19

2.4 - Aspectos Psicológicos do Envelhecer e da Sexualidade........................20

2.5 - Fatores de Saúde Alterando a Sexualidade da Mulher Climatérica.......21

CAPÍTULO III

3.1 - Diagnóstico Laboratorial e Papel dos Androgênios na Função Sexual.............................................................................................................23

3.2 - Tratamento das Disfunções Sexuais no Climatério e Terapia de Reposição Hormonal.......................................................................................25

3.4 - Efeitos Colaterais da Administração de Testosterona............................28

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................29

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................30

1 - INTRODUÇÃO

Com o aumento da expectativa de vida, cada vez um maior número de mulheres vive por mais tempo na chamada terceira idade. Em função disso, torna-se cada vez mais relevante o estudo das alterações fisiológicas e psicossociais que ocorrem a partir do climatério e, por conseguinte, da menopausa por volta dos quarenta e cinco anos de idade.

O climatério corresponde à fase da vida da mulher onde ocorre a transição do período reprodutivo (menacme) até a senectude (senescência ou senilidade). Varia, em geral, dos 40 aos 65 anos, segundo a OMS.

É o período que assinala a cessação da capacidade reprodutiva na mulher e quando a força física começa a declinar (SACCONI, 1996). Surge inesperadamente como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face muitas vezes acompanhados de rubor no rosto (a temperatura da pele chega a subir cinco graus), sudorese (que pode ser profusa), palpitações e ansiedade. As crises geralmente duram de um a cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia. Através de mecanismos mal conhecidos, menor produção de estrogênio modifica os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina em certas áreas do sistema nervoso central. Como conseqüência, as mulheres no climatério estão sujeitas a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, crises de choro, humor flutuante e labilidade emocional.

Segundo Brunner & Suddarth et al (2006), a menopausa é a cessação fisiológica permanente das menstruações associadas à função ovariana decrescente; durante este período, a função reprodutiva diminui e termina. E se caracteriza pela queda dos níveis dos hormônios sexuais alterando a consistência do revestimento da vagina, da uretra e das fibras do tecido conjuntivo que conferem sustentação à mucosa dessas regiões.

Levando-se em consideração as diversas alterações fisiológicas relacionadas ao período climatérico e pós-menopausa associadas às mudanças na sexualidade das mulheres surge o seguinte questionamento: há uma orientação adequada para as menopausadas de como obter melhor qualidade na vida sexual? Supondo-se que essa população não procura adequadamente os profissionais de saúde para solicitar informações relacionadas a esse período devido a padrões econômicos, intelectuais e principalmente, sócio-culturais, acredita-se que ocorre uma redução da atividade sexual não somente por fatores hormonais, mas também pela ausência de preparo dos profissionais da área de saúde quanto à abordagem dessa problemática.

2 - OBJETIVOS

1. Definir a sexualidade e perspectiva das mulheres que vivenciam o período do climatério.

2. Definir os processos psicossociais vividos pela mulher.

3. Definir as modificações fisiológicas na vida sexual relacionadas ao climatério.

4. Definir as interferências na qualidade de vida erótica no climatério.

3 - METODOLOGIA

Este trabalho é uma pesquisa de campo com revisão bibliográfica, acerca do perfil das mulheres que estão no período do climatério. Busquei através de artigos científicos produzidos no período de 2000 a 2010, publicados em livros, periódicos e meio digital na área de saúde da mulher.

Foram utilizados como descritores: Climatério, menopausa, sexualidade.

A pesquisa bibliográfica foi direcionada a artigos científicos, sendo necessário a utilização de livros-textos para melhor compreensão do trabalho.

De todas as referências bibliográficas encontradas foi realizada uma leitura prévia para selecionar o material científico utilizado neste trabalho. Após a leitura foram selecionados os artigos que referissem informações sobre Climatério, Menopausa, Sexualidade, Disfunção sexual, Alterações fisiológicas do climatério nos órgãos genitais, Efeitos do climatério sobre a sexualidade feminina, Aspectos Psicológicos do Envelhecer e da Sexualidade, Fatores de Saúde Alterando a Sexualidade da Mulher Climatérica, Diagnóstico Laboratorial e Papel dos Androgênios na Função Sexual, Tratamento das Disfunções Sexuais no Climatério e Terapia de Reposição Hormonal, Efeitos Colaterais da Administração de Testosterona. Outro critério para seleção dos artigos foi que estes deveriam estar na íntegra e apresentados em língua portuguesa.

A busca eletrônica foi realizada pelos sites: www.bireme.br, na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SCIELO (Scientific Eletronic Library Online) e www.saude.gov.br . No LILACS foram encontrados 136 artigos, dos quais 5 foram utilizados. No SCIELO encontramos 23 artigos, desses 4 foram utilizados. No Ministério da Saúde foram encontrados 57 textos informativos, dos quais foram utilizados 11.

O total da amostra foi de 76 referências bibliográficas, sendo 59 artigos científicos, 11 textos informativos e 6 livros-textos.

Após uma leitura minuciosa das referências bibliográficas, os dados foram analisados através do fichamento de todos os 59 artigos e assim elaborados o conteúdo deste trabalho.

CAPÍTULO I

1.1 CLIMÁTERIO

O climatério é a última menstruação da mulher. Este período representa uma fase de transição na vida feminina, quando a mulher passa do período reprodutivo para o não reprodutivo. De acordo com a Sociedade Internacional de Menopausa (1999), ela pode ser dividida em pré, peri e pós-menopausa.

A idade na qual se inicia o climatério é variável, mas admite-se ser ao redor dos 40 anos1. Caracteriza-se por um momento de alterações, principalmente pela deficiência de hormônios sexuais. Segundo Bossemeyer (apud LORENZI et al, 2005) é o fenômeno fisiológico decorrente do esgotamento dos folículos ovarianos que ocorre em todas as mulheres de meia idade, seguida da queda progressiva da secreção de estradiol, culminando com a interrupção definitiva dos ciclos menstruais (menopausa) e o surgimento de sintomas característicos.

De acordo com Speroff (apud SACILOTO et al, 2005) cerca de 60 a 80% das mulheres refere algum tipo de sintomatologia durante o climatério.

Ainda há discussões a respeito de quais fatores, exatamente, podem estar vinculados aos sintomas sentidos durante o climatério. É provável que os fatores sócio-culturais e psicológicos atuariam influenciando a modulagem da resposta dos sintomas causados durante o período climatérico.

O climatério acarreta transformações biológicas, psicológicas e sociais na vida da mulher e fatores sociais, culturais e econômicos exercem influência na maneira como ela irá vivenciar este período. Assim, ele deve ser compreendido como um fenômeno biopsicossocial (Lima & Ângelo, 2001).

Dessa forma, torna-se evidente a importância de pesquisas, estudos e novas modalidades de serviços de saúde para atender às mulheres na faixa etária dos 40 anos.

Segundo Deeks (apud NETTO et al, 2004), o tratamento da mulher climatérica deve ter sempre uma abordagem multidimensional.

Rodrigues e Rodrigues (1990) propõem uma intervenção, a ser desenvolvida por enfermeiros, com o objetivo de ajudar a mulher, a partir de suas necessidades, a adaptar-se ao climatério.

Do ponto de vista de Netto (2004), a percepção de que no climatério as mulheres passam por experiências semelhantes contribuiu para diminuir os preconceitos e concepções negativas relacionadas a este período, possibilitando uma maior aceitação e tranqüilidade para enfrentar as modificações que ocorrem nesta fase da vida.

1.2 MENOPAUSA

Segundo BRUNNER (2005) a menopausa é a cessação fisiológica permanente das menstruações associadas à função ovariana decrescente; durante esse período a função reprodutiva diminui e termina. Em geral, ela ocorre entre as idades de 45 e 52 anos, mas pode ocorrer tão precocemente quanto com 42 anos ou tardiamente quanto com 55 anos.

“À medida que a mulher vai alcançando idade próxima àquela da sua menopausa, as principais alterações biológicas que surgem são decorrentes do gradual esgotamento da população folicular ovariana” (FERNANDES et al, 2004).

A perda da capacidade reprodutiva nas mulheres é acompanhada por uma série de sintomas físicos ou emocionais. Os sintomas comumente mencionados são: calor, suor excessivo, cefaléia, pele seca, entre outros. Pode também ocorrer a diminuição do desejo sexual, porém a vida sexual de mulheres menopausadas é bastante particular, tendo uma grande participação do fator cultural.

“Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. [...] Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia” (PARISOTTO, 2007).

De acordo com BRUNNER (2005), com a chegada da menopausa todo o sistema geniturinário é afetado pelo nível de estrógeno reduzido. Na área vulvovaginal pode haver adelgaçamento gradual dos pêlos pubianos, lento enrugamento dos lábios, diminuição das secreções vaginais e até desconforto durante a relação sexual. Contudo, “o orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele” (PARISOTTO, 2007).

Em conseqüência ao ressecamento da vagina, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Climatério, depois de iniciado o tratamento com hormônios, as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

1.3 SEXUALIDADE

A capacidade de viver a sexualidade não se esgota com a idade, mas se qualifica de acordo com a experiência de vida. De acordo com DAVIS (1998) quando comparada com uma mulher na idade reprodutiva, a mulher climatérica tem menos pensamentos e fantasias sexuais e menor lubrificação durante o ato sexual. Mas, a literatura é unânime quando afirma que o melhor fator preditivo de boa satisfação sexual da mulher no climatério é a sua qualidade de vida e o aspecto do seu relacionamento conjugal.

O desejo sexual, que constitui a primeira fase da resposta sexual, em geral diminui no período da pré-menopausa. Isso se expressa no relato de menos sonhos e fantasias eróticas e, naquelas que se masturbam de um menor interesse no seu exercício (LOPES, 2001). Segundo LORENZI (2006), a queda dos níveis de estrogênio resulta na diminuição do suporte pélvico e da lubrificação dos tecidos urogenitais, causando dispareunia e dificultando a atividade sexual.

Em relação às mudanças socioculturais HAYASHIDA (2005) relata que em algumas culturas, a mulher que chega ao climatério é vista como sábia e madura, a quem é permitido assumir novos papéis na sociedade; nas culturas ocidentais prevalece a idéia de que o processo é árduo, resultando na redução da atração física, da fertilidade e da sexualidade.

O amor e a sexualidade na velhice são vistos como tabu para os que têm uma maior idade, porque a sociedade ainda concebe que somente aos jovens é dada a possibilidade de amar e manifestar sua sexualidade, relegando o indivíduo da terceira idade ao amor platônico ou à abstinência sexual (ALMEIDA, 2007).

Figura 1 – Fisiologia do climatério

Fonte: Disponível em:

natomia.jpg>. Acesso em: 18 nov. 2010.

CAPITULO II

2.1 ALTERAÇÕES FISIOLOGICAS DO CLIMÁTERIO NOS ÓRGÃOS GENITAIS

O declínio da concentração sérica de estrogênios, que vem com o climatério, leva a inúmeras transformações nos órgãos genitais femininos. Tais mudanças incluem redução dos pêlos e perda de tecido subcutâneo no pubis, atrofia do lábio maior, diminuição e perda de elasticidade das paredes vaginais.

Atrofia das glândulas de Bartholin e diminuição no número e maturidade de células vaginais levam à diminuição das secreções vaginais. O epitélio vaginal, que é altamente dependente de estrogênio, fica fino e perde glicogênio, levando à diminuição dos Lactobacilos e de ácido láctico, aumentando o pH vaginal (FERNANDES et al, 2004).

Estas alterações afetam a população microbiana aumentando o risco de infeções, que junto com a diminuição da lubrificação vaginal e afinamento do epitélio de aproximadamente oito a dez camadas de células para três ou quatro (Meston 2002), podem justificar parte dos sintomas.

Ao exame ginecológico observamos uma parede vaginal rosa claro, fina, seca, com rugas diminuídas ou ausentes. Todas estas alterações decorrem da deficiência estrínica (Murkies 2004).

2.2 DISFUNÇÃO SEXUAL

Qualquer interrupção ou ausência de algum dos estágios descritos acima resultam em disfunção sexual. Também são subdividas em quatro as áreas acometidas:

Diminuição do libido: Pouco se sabe sobre desejo sexual, necessitando-se de pesquisas adicionais para sua compreensão. As causas da diminuição do desejo sexual podem ser várias, desde inter-relações pessoais, experiências vividas, fantasias sexuais reprimidas e até mesmo hormonais.

Diminuição da provocação: Dificuldade em ficar sexualmente excitada pode decorrer de insuficiente "aquecimento" (abraços, toques, beijos, carinhos) ou de um parceiro emocionalmente abalado. Esta diminuição da provocação produz insuficiente vasocongestão dos órgãos genitais.

Falta de orgasmo: É subdividida em primária (anorgasmia desde a 1ª relação) e secundária (também chamada situacional).

Dispareunia e Vaginismo: Dispareunia é o termo geral para dor durante a relação. Pode ser superficial ou profunda. Vaginismo é um espasmo do músculo elevador do ânus que torna a penetração muito dolorosa, ou até mesmo impossível. A maioria dos casos de vaginismo são primários.

2.3 EFEITOS DO CLIMATÉRIO SOBRE A SEXUALIDADE FEMININA

Existe uma forte associação entre climatério e diminuição do interesse sexual e na frequência coital. Comparado com uma mulher na idade reprodutiva, a mulher climatérica tem menos pensamentos e fantasias sexuais e menor lubrificação durante o ato sexual. Mas, a literatura é unânime quando afirma que o melhor fator preditivo de boa satisfação sexual da mulher no climatério é a sua qualidade de vida e o aspecto do seu relacionamento conjugal (Davis 1998).

A queda do desejo sexual na mulher climatérica é sem dúvida a principal queixa. A taxa de diminuição de libido gira em torno de 45 a 50 % das mulheres. Alguns trabalhos relacionam o libido de forma diretamente proporcional ao nível plasmático de testosterona (Sherwin e Gelfand 2001).

Durante esta fase, o fluxo sanguíneo vaginal está diminuído, o ingurgitamento genital é menos intenso e leva mais tempo para ocorrer do que na mulher jovem. Embora esta diminuição tenda a ser menor nas mulheres que se mantém sexualmente ativas (Meston 2006). A lubrificação vaginal é lenta e diminuída em quantidade. Enquanto que numa mulher jovem na fase de excitação a lubrificação pode ocorrer entre dez a quinze segundos, na mulher climatérica leva cerca de 5 ou mais minutos.

A resposta orgástica parece não alterar substancialmente, principalmente naquelas que se mantiveram sexualmente ativas. Mulheres retém a capacidade de terem orgasmos, mas o número e a intensidade de contrações vaginais e retais estão reduzidas. Enquanto mulheres jovens têm de cinco a dez contrações num orgasmo, mulheres mais velhas têm duas a três (Leiblum 2001).

Sem dúvida uma queixa comum, pela deficiência natural de estrogênios que levam a :

1. Diminuição da vascularização com atrofia e aumento da fragilidade da mucosa vaginal.

2. Dor durante a penetração pela menor lubrificação.

3. Ardor vulvovaginal pós-coital levando a perda secundária do libido.

4. Inflamação vaginal e em casos mais graves ulceração com atrofia (Murkies 2006)

Deve-se lembrar, também, que algumas mulheres no climatério apresentam incontinência urinária durante a relação, fato muito embaraçoso para elas. Outro sintoma importante é disúria após o coito, pela irritação mais intensa da uretra em pacientes com atrofia vaginal. (Butler 2004) .

2.4 ASPECTOS PSICOLOGICOS DO ENVELHECER E DA SEXUALIDADE

Conflitos conjugais, desequilíbrio nas relações interpessoais, falta de confiança, problemas de intimidade e comunicação, falta de desejo sexual, tédio na relação e técnicas sexuais pobres geram dificuldades sexuais em qualquer faixa etária. Em pessoas mais velhas estes fatores podem estar ampliados por raiva e ressentimento, fundamentados e guardados com o passar dos anos, assim como sentimentos de prisão e resignação se a opção de terminar a relação não parece viável. Como em casais jovens, a satisfação conjugal está intimamente relacionada com a satisfação sexual (Brecher 2004).

Algumas mudanças de vida associadas com o envelhecer podem originar dificuldades sexuais, tais como stress psicossocial, morte do esposo, perda do emprego e do status social, problemas de finança e saúde de familiares. A conhecida "Síndrome da Viúva", ocorre quando mulheres voltam a ter relações sexuais após um longo período de celibato. Os problemas sexuais decorrentes desta síndrome são atribuídos a sentimentos de culpa, tristeza, raiva ou até alívio nos casos em que o parceiro vinha sofrendo por um longo período antes da morte. Assim, as mulheres viúvas, quando comparadas aos homens na mesma situação, são mais predispostas a passar os últimos anos de vida sozinhas. Embora a masturbação seja uma opção viável, as mulheres acham esta alternativa não natural e insalubre. Educação e orientação por um profissional da saúde podem ajudar. (Meston 2007).

2.5 FATORES DE SAÚDE ALTERANDO A SEXUALIDADE DA MULHER CLIMATÉRICA

A histerectomia é a cirurgia mais realizada em mulheres; mais de um terço das mulheres no Brasil foi histerectomizada antes de atingir a idade de sessenta anos. Este procedimento não mostrou ter um efeito direto sobre a função sexual, embora algumas mulheres relatem diminuição da capacidade orgástica pela ausência de contrações uterinas. Para as mulheres que vêem a histerectomia como perda da feminilidade, da auto-estima e como deterioração da imagem corporal, este tipo de cirurgia pode prejudicá-las sexualmente. Contudo, algumas mulheres até melhoram a função sexual após histerectomia, pois se livram de dores anormais e do sangramento anormal que acompanhavam o útero patológico.(Kaiser 2006).

Doenças crônicas podem ter impacto negativo na habilidade da mulher se sentir e ser sexualmente atraente. Algumas doenças tem forte impacto negativo na saúde da mulher e na sua auto-estima, outras afetam sua resposta fisiológica. Acometimentos cardiovasculares, artrite, doenças crônicas pulmonares, incontinência urinária, doença de Crohn, dentre outras, podem alterar a função sexual.

Diminuição do desejo sexual, anorgasmia e dificuldades em obter lubrificação vaginal adequada também tem sido notados em pacientes com diabetes mellitus tipo II (Rhogan 2003).

Aspecto fundamental , como demonstrado na tabela a seguir (American College of Obstetricians and Gynecologists, 2005) é o efeito de fármacos na resposta sexual.

EFEITO

Medicação Diminuição do libido Atraso ou anorgasmia Ingurgitamento doloroso do clitóris;

CAPÍTULO III

3.1 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL E PAPEL DOS ANDROGÊNIOS NA FUNÇÃO SEXUAL

Androgênios são importantes na sexualidade e no bem estar geral da mulher, níveis séricos reduzidos contribuem para um declínio do libido. Demonstrou-se melhora mais acentuada da sexualidade em mulheres climatéricas tratadas com reposição hormonal contendo testosterona, quando comparadas com mulheres usando reposição com estrogênio apenas (DAVIS, 2008) .

A prova mais convincente do papel dos androgênios na função sexual feminina vem de estudos controlados prospectivos, comparando com placebo, de mulheres que se submeteram a menopausa cirúrgica (ooforectomia), mostrando que androgênios exógenos mantiveram o interesse sexual depois da cirurgia, enquanto que estrogênios e placebo não (SHERWIN, 2001).

Sugere-se que as alterações do libido têm relação com os androgênios, mas não guarda direta proporção com a concentração plasmática dos mesmos e sim na forma como estes agem nos órgãos alvos (KENNEDY, 2007).

Para tentar estabelecer uma relação entre os níveis de androgênios e a função sexual é necessário antes discorrer sobre a sua fisiologia.

Testosterona, junto com o seu metabólito diidrotestosterona (DHT), é o andrógeno mais potente, tanto no homem como na mulher. É também o precursor mais importante dos estrogênios. Testosterona é secretada pelos ovários e formada perifericamente de precursores, como a androstenediona, DHEA e SDHEA .

Tanto os ovários como as adrenais secretam androstenediona e deidroepiandrosterona (DHEA) e as adrenais também produzem sulfato de deidroepiandrosterona (SDHEA). Depois de uma ooforectomia, tanto os níveis de testosterona como de androstenediona caem em 50 %. Os androgênios são produzidos no ovário pelas células tecais sobre controle do hormônio luteinizante (LH). A secreção de DHEA é influenciada pelo hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), já o SDHEA não.

A testosterona é convertida em diidrotestosterona pela 5a-reductase, presente em tecidos periféricos. Estudos imunocitoquímicos demostraram maiores quantidades de 5a-reductase em homens do que em mulheres. (KENNEDY, 2007).

Numa situação fisiológica normal, mais de 98% da testosterona circulante na mulher está ligada a globulinas carregadoras de hormônios sexuais (SHBG); que também se liga por ordem decrescente de afinidade com: DHT > testosterona > androstenediona > estradiol > estrona > DHEA. A SHBG não se liga com a SDHEA. Flutuações nos níveis de SHBG afetam a quantidade de testosterona livre (biodisponível). Aumento na quantidade de estradiol circulante, como nas terapias com estrogênio exógenos, e na gravidez, aumenta o SHBG e assim diminui a quantidade de testosterona biodisponível.

Durante o ciclo menstrual normal, a androstenediona e a testosterona plasmáticas aumentam na segunda metade do ciclo.

Os níveis de testosterona declinam com o passar dos anos, e por volta dos 40 anos os níveis plasmáticos estão pela metade quando comparados com o de mulheres com 20 anos. SDHEA e DHEA também declinam com a idade, prejudicando ainda mais a fabricação de testosterona. A conversão periférica de androstenediona em testosterona no climatério e na pós-menopausa se tornam a principal fonte deste hormônio (DAVIS, 2008).

Caso se deseje avaliar laboratorialmente a perda do libido em mulheres climatéricas, estaria indicado dosar o nível de testosterona sérico, porém estudo atual demonstrou maior relação entre o libido e a atividade da 5a-reductase, do que com o nível plasmático de testosterona (KENNEDY, 2007).

A atividade da 5a-reductase pode ser medida indiretamente pela determinação da relação entre os produtos da 5a-reductase (androsterona) e da 5ß-reductase (aetiocolanolona) na conversão de androstenediona. Estes hormônios são facilmente detectáveis na urina por espectometria de gás massa-cromatografia. A relação entre a androsterona e aetiocolanolona urinárias é indicativa da atividade da enzima 5a-reductase.

Kennedy (2007) advoga o uso da mensuração da relação urinária de aetiocolanolona / androsterona para predizer que mulheres são mais predispostas a terem diminuição do libido no climatério e na pós-menopausa.

3.2 TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES SEXUAIS NO CLIMATÉRIO E TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

Como já foi discutido anteriormente, as principais queixas sexuais da mulher climatérica são perda de libido e dispareunia. Vamos analisar a terapêutica destes dois sintomas em separado, queixosas estes sintomas são concomitantes.

Dispareunia

1. Tratamento orientacional (WILMONTH, 2006):

§ Manter - se sexualmente ativa

§ Controlar a profundidade e frequência da penetração mudando a posição sexual

§ Usar lubrificantes vaginais

§ Aumentar o tempo e a intensidade da fase de provocação do ato sexual

§ Praticar o exercício de Kegel: Com a finalidade de fortalecer os músculos do períneo, aumentando assim a irrigação sanguínea dos próprios. Estes exercícios são baseadas em 4 fases: contração, palpitação, sucção e expulsão, praticados através de uma sonda inflável ligada a um manômetro, onde é regulada a intensidade do exercício.

2. Tratamento Medicamentoso:

Existe boas evidências que a administração de estrogênios, tanto por via oral como local, é altamente benéfica para a terapêutica da dispareunia, revertendo a atrofia vaginal e aumentando a lubrificação (PEARCE, 2005).

Diminuição do Libido

1. Tratamento orientacional (WILMONTH, 2006):

§ Aumentar o erotismo da relação através de filmes, literatura, massagens eróticas.

§ Experimentar novas técnicas sexuais

§ Mudar de ambiente

§ Marcar " um encontro " com o parceiro, para fugir da rotina e descansar da família.

2. Tratamento medicamentoso:

Como já foi debatido, há grandes evidências na literatura que o tratamento medicamentoso da diminuição do libido no climatério é a administração de testosterona.

Este androgênio ,quando prescrito, age diminuindo a concentração das globulinas carregadoras de hormônios sexuais (SHBG), aumentando o nível de testosterona livre, a qual atravessa a barreira hemato - encefálica.

Nenhuma das apresentações de reposição de testosterona foi aprovada pelo F.D.A. para tratamento específico da diminuição do libido em mulheres, mas a metiltestosterona oral associada a estrogênios pode ser prescrita para as pacientes não satisfeitas com terapia de reposição hormonal baseada somente em estrogênios (SARREL, 2008).

Para a testosterona ser efetiva em termos de restauração do libido, seus níveis séricos devem ser no mínimo a taxa fisiológico máxima de mulheres jovens. Assim, as doses requeridas frequentemente resultam num pico suprafisiolólogico, independente do modo de administração. A metiltestosterona oral pode ser prescrita associada a estrogênios conjugados em duas doses : metiltestosterona 1,25 mg ou 2,5 mg (DAVIS, 2008). Estudos atuais não mostraram associações desta forma de administração androgênica e alterações de enzimas hepáticas ou pressão arterial (BARRET, 2006). Comparando-se a reposição com estrogênio-androgênio versus estrogênio somente, não se identifica alteração quanto a diminuição dos níveis totais de colesterol, mas os androgênios também diminuem o HDL, enquanto que os estrogênios o aumentam.

Implantes subcutâneos de testosterona estão se tornando prática comum e seu uso já é rotineiro. Os implantes são fusos cristalinos, de aproximadamente 4,5 mm de diâmetro e contém testosterona BP como ingrediente ativo. Uma dose de 50 mg tem se mostrado extremamente eficaz clinicamente. Esta dose não altera o perfil lipídico, nem tem efeitos virilizantes colaterais. O implante é inserido sob anestesia local na parede anterior do hipogástrio, ou na coxa, usando uma cânula, sob condições estéreis. O implante de 50 mg promove uma liberação lenta de testosterona por três a seis meses. Implantes de 100 mg tem um efeito prolongado, necessitando de menos reimplantação, mas aumenta o índice de efeitos colaterais. De qualquer forma, nas mulheres tratadas com implante de testosterona é obrigatório monitorização cuidadosa dos níveis séricos de testosterona, principalmente antes e após a administração de implantes subsequentes. Novos implantes não devem ser inseridos se a taxa de testosterona for maior que o nível máximo de uma mulher jovem (DAVIS, 2005).

3.3 EFEITOS COLATERAIS DA ADMINISTRAÇÃO DE TESTOSTERONA

Virilização e Hirsutismo: Dos efeitos colaterais da testosterona o mais conhecido e comum de ocorrer é a masculinização (aumento de músculos e ossos, engrossamento da voz, desenvolvimento de pêlos faciais e pelo corpo, acne e calvície). Essas alterações são infreqüentes e rapidamente reversíveis. Muitas mulheres mesmo sem estar usando reposição hormonal, têm desenvolvimento de pêlos faciais e outros efeitos masculinizantes em decorrência da própria menopausa. Diagnosticar o que é efeito colateral e o que não é fica difícil. (ROSENBERG, 2007).

Num estudo controlado, duplo-cego, sobre a comparação de reposição de estrogênio-androgênio versus estrogênio somente, demonstrou que ambos os grupos atingiram escore objetivo de hirsutismo semelhante, em torno de 14 % (BARRET, 2006) .

Hepatite Tóxica: Toxicidade hepática tem sido notada em homens e mulheres que estão recebendo altas dose de androgênios por muitos anos . Estes pacientes recebem cerca 100-120 vezes a dose de metiltestosterona prescritas numa terapia de reposição hormonal. Ainda mais, testes de função hepática se mostraram inalterados em pacientes usuárias de terapia de reposição hormonal usando androgênios (WESTBAY, 2003) .

4- RESULTADO E DISCUSSÃO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O climatério representa uma importante fase, tendo em vista a necessidade de se desconstruir pré-conceitos, re-construir conceitos e construir uma nova imagem da mulher, alicerçada em valores pessoais, sociais e estéticos, na perspectiva deste novo século e milênio.

A sexualidade humana, entretanto, é entendida como uma forma de expressão dos aspectos mais profundos da personalidade. É inata ao ser humano, porém reelaborada ao longo de todo ciclo vital, mediante influências dos aspectos social, psicológico, religioso, entre outros. Percorre todas as fases do ciclo vital e apresenta especificidades inerentes a cada período. Transcende o componente biológico, deixando de ser um simples instinto relacionado à reprodução, constituindo-se em fonte de excitação e prazer para a espécie humana.

A vida é movimento. É um eterno fluir que vai deslizando lentamente, mas intrinsecamente voltada para o ciclo biológico e vital. Para a apropriação desse movimento do corpo, do seu ir-e-vir no mundo, considerando a sua complexidade, enquanto arquivo vivo do vivido, acredita-se que o primeiro passo seja assumir as limitações impostas pelas mudanças corporais, conscientes de que elas fazem parte da evolução natural do indivíduo e que são ferramentas para se amadurecer e crescer enquanto Ser.

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