Trabalho Completo TRABALHO DE PSICOLOGIA

TRABALHO DE PSICOLOGIA

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Categoria: Psicologia

Enviado por: nicemendes37 20 setembro 2013

Palavras: 2111 | Páginas: 9

Unidade de Salvador – Bahia

Curso de Serviço Social

Psicologia Social

Arleide Souza de Castro e Silva- RA: 388575

Ivana Ribeiro Araújo da Cruz- RA: 389763

Jenilce da Conceição Mendes- RA: 402095

Railda Silveira Santos- RA: 390492

Rubinalva da Silva Santos - RA: 394070

Atividade Prática Supervisionada

Professor (a): Lindolfo A. Martelli

Tutor (a) a Distância: Adriana Sideli Bispo Alves

Tutor (a) Presencial: Martha Verônica da Silva

Salvador, 2013.

DESEQUILÍBRIO SOCIAL E HUMILHAÇÕES VIVIDAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA

RESUMO

A igualdade entre classes é o que deseja todo discriminado e todos aqueles que desejam uma sociedade mais humana e mais justa. Na sociedade em que vivemos o uniforme ou o cargo que possuímos fazem grande diferença, devido essa desigualdade o homem se retrai vivenciando um forte sentimento de submissão e humilhação. A humilhação social corresponde a um caso particularmente doloroso de angústia a partir da desigualdade de classes. A invisibilidade social provoca sentimentos de desprezo e humilhação em indivíduos que com ela convivem. Ser invisível aos olhos da sociedade pode levar a pessoa ao processo depressivo causando sérios traumas ao indivíduo. ”Aparecer” é ser importante para a espécie humana isso significa ser valorizado de alguma forma, e isso é parte integrante da nossa passagem pela vida , onde temos que ser alguém.

PALAVRAS-CHAVE: Igualdade, desigualdade, humilhação

1-INTRODUÇÃO

O desequilíbrio social é um problema que afeta a maioria dos países principalmente o tido como subdesenvolvidos. Aqui no Brasil é gritante o nível de desigualdade que atinge a população, prejudicando o crescimento de forma igual da sociedade, uma desigualdade social está associada a um grau desigual de acesso a bens, serviços e oportunidades, cuja raiz explicativa se encontre nos próprios mecanismos da sociedade. Desigualdade social é quando em uma determinada sociedade alguns grupos se encontram em situações que se julgam mais vantajosas do que outras.

A ascensão social se definiu a partir de um homem subjugando o outro, utilizando-se quase sempre injustamente da força de trabalho e habilidades alheias para conquistar riquezas e se estabelecer. O respectivo trabalho tem como finalidade abordar as questões existentes em nível de desigualdade social existente em nosso país, como também mostrar a realidade de como os indivíduos que vivem de forma descriminada, seja por não ter recursos suficientes de subsistência, por ser desvalorizados em sua condição profissional ou por não terem um nível cultural estabelecido pela sociedade e se submeterem a trabalhos subalternos e desqualificados.

2-HUMILHAÇÃO SOCIAL-UM PROBLEMA POLITICO EM PSICOLOGIA

No texto do Autor José Moura relata a questão da desigualdade social que ao longo do tempo vem a oprimir a população de nosso país. A humilhação social sempre acontece em uma situação de desigualdade em que o primeiro deprecia, rebaixa , fere a auto-estima do segundo e o trata como subalterno sem que haja reciprocidade. Segundo Ansart (2005) a ausência de reciprocidade é fundamental para caracterizar a situação de humilhação social , assim como o sofrimento daquele que é vitima, um sofrimento que atinge o intimo do sujeito, afeta seu auto-conceito e sua dignidade humana e que não é digerido nem compreendido pelo humilhado. Para Gonçalves Filho (2004) a humilhação social atinge de tal forma a determinados grupos que pode ser considerada como traumática. O autor resgata a história do Brasil e relembra as humilhações sofridas pelos escravos. Junto com o golpe físico os escravos recebiam o golpe moral rebaixando sua condição humana , com a “liberdade” auferida aos escravos pôs o fim a violência física mas a violência moral ainda é sofrida até hoje pelos seus descendentes e aqueles que ainda executam trabalhos subalternos antes atribuídos aos escravos.

Rebaixamento situação traumática que gera sofrimento e angústia negação da própria condição do sujeito, assim é que o sujeito vivencia a situação de humilhação social que pode ser entendida como violência. A humilhação assume um sentimento interno podendo perceber claramente esse sentimento através do corpo e das atitudes, desta forma o individuo perde a esperança de criar ou inovar, pois o trauma que carrega dentro de si o faz se sentir incapaz de apresentar-se de forma igual perante a sociedade.

3-A DESIGUALDADE SOCIAL E A INVISIBILIDADE SOCIAL NA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA.

Objetivo central deste artigo é analisar a desigualdade social e conseqüentemente a invisibilidade social existente em nossa sociedade. Este tema sob a perspectiva do sociólogo Jessé Souza e do psicólogo Fernando Braga da Costa, os dois discorrem e discute sobre a desigualdade social e seu impacto na sociedade argumentado sobre práticas de um compromisso social que praticamente não existe em nossa sociedade.

A desigualdade social brasileira não deve ser abordada apenas com teor emocional que deixa de lado as causas principais dessa desigualdade e conseqüentemente as medidas de maior e melhor eficiência contra essa realidade.

Com um mundo globalizado, essa diferenciação entre classes vem como um muro que separa em dois mundos os ricos e os pobres. A desigualdade e a invisibilidade social têm como principais características o preconceito e a indiferença, essa discriminação esta cada vez mais inserida na sociedade brasileira tendo como um dos principais causadores dessa invisibilidade a questão econômica, as relações de trabalho, educação familiar. O sistema capitalista sobrevive sob a lei do mais valia, na qual para que um ganhe é necessário que o outro perca desse modo a população de baixa renda é quem mais sofre.

A crueldade então se faz notar a partir do fato de que os serviçais, os subalternos jamais conseguem sair de tal posição da pirâmide social porque esta não interessa aos avantajados que por sua vez, ambicionaram a manutenção da posição. É conveniente “assalariar” os serventes com comida e morada e que isto se transforme em acomodação destes para “sorte” de que domina.

A invisibilidade é real e ela não significa de ver tudo que aí está, mas a capacidade de não emagrecer os salários exorbitantes de gente que não faz quase NADA do que deveria e faz DEMAIS o que é prejudicial à sociedade como um todo e principalmente aos menos assistidos

A invisibilidade social provoca sentimentos de desprezo em indivíduos que com ela convive. Ser invisível pode levar a pessoa ao processo depressivo. "Aparecer” é ser importante para a espécie humana ser valorizada de alguma forma é parte integrante de nossa passagem pela vida, temos que ser alguém.

4-HOMENS INVISIVEIS: RELATOS DE UMA HUMILHAÇÃO SOCIAL

Desde o inicio esteve posto que as relações trabalhistas houvesse o poder de uns exercidos sobre outros, e que, aquele que de alguma forma estava usufruindo do resultado do trabalho de alguém, tinhas além de vantagens da resolução do problema, o prestígio e as prerrogativas sociais eminentes. Fica claro que o fato de alguém ser “dono”ou “pagador” ( controlador ) este fato não lhe dão direito de menosprezar, destratar ou ignorar aquele que é o serventuário.

A idéia de que vale mais quem paga, quem tem poder ou status provém do egoísmo, do centra-se em si mesmo, do não colocar-se no lugar do outro.

Os próprios termos Serviços Gerais e prestador de serviço, remetem ao período inicial da história da humanidade. A ascensão social se definiu a partir de um homem subjugando o outro, utilizando-se quase sempre injustamente da força de trabalho alheios para conquistar riquezas e se estabelecer.

A desvalorização da habilidade e força de incluir semelhantemente a depreciação da pessoa dos trabalhos que quanto mais sua atividade transparecer ou comprova-se de maior peso subalterno ou menor status social, proporcionalmente, será menor a visibilidade da profissão e da pessoa que a exerce. Passando despercebida a profissão e seu representante fica oculto, também grande verdade que se levada em conta resultaria um olhar, atenção, remuneração e tratamento mais dignos aqueles que embora com menor investimento em estudos e dependendo muito mais da força física e também da exposição ao pensamento negativo de muitos, exercem sua função em prol da dignidade de seus semelhantes.

O exemplo dessas profissões pode destacar aqui o pedreiro, o gari, os empregados domésticos, o reciclador, o servente, o garçom.

Ao invés de se olhar com indiferença ou desdém esses profissionais, deve-se valorizá-los pela sua condição humana e sua importância do seu papel social.

5-PROFISSIONAL DE RECICLAGEM

Dentro do tema proposto, definimos um segmento de trabalhadores que realiza um papel muito importante dentro da nossa sociedade e que não é valorizado, se quer são vistos e até mesmo são vitimas de preconceito por grande parte da população, esses profissionais são os recicladores.

Escolhemos esses profissionais como fonte de nossa pesquisa, porque achamos que a sociedade considera essa profissão como desqualificada e não dão a importância devida a esses profissionais que tem o papel tão importante de cunho social e ambiental.

São dessas relações concretas e contraditórias que são construídas as identidades dos sujeitos homens, mulheres de várias faixas etárias, inclusive jovens e crianças, hoje denominadas de catadores de material reciclável, que vivem relações de exclusão e que são por eles assimilados e assumidos e, portanto manifestam pouca noção sobre seus diretos de cidadania e de como lutar por eles. Ao se encontrarem desprovidos de capital e instrumento de trabalho, capacitação e organização social e econômica, os catadores de materiais recicláveis encontram-se submetidos a uma lógica perversa por parte de intermediários. Assim os catadores encontrando-se desprovidos de qualquer tipo de equipamentos de segurança individual , não possuem capacitação e nem seguem noções básicas de higiene, estando expostos a doenças infecto-contagiosas. Além disso, por trabalharem em sua maior parte individualmente de modo informal, não tem acesso a equipamentos que possam gerar escala na produção, vendendo os materiais recolhidos a preços irrisórios junto a intermediários. O catador é um sujeito que historicamente tira do lixo o seu sustento, seja através da pratica da coleta seletiva junto a alguns parceiros que doam o seu lixo, ou melhor, ainda seus recicláveis selecionados na fonte: sejam caçando recicláveis pelas ruas e lixões, coletando dos sacos os recicláveis misturados com os lixos que o gerador não teve a decência de separar. Na pior das hipóteses é uma economia. É um serviço a população já que esses materiais coletados pelos catadores vão evitar o consumo de matéria prima virgem – recursos naturais esgotáveis – além da economia com coleta e disposição final.

6-CONCLUSÃO

Dentro de uma sociedade democrática onde existem leis que protegem e ampara o cidadão e deveria fazer o individuo sentir-se igual perante o outro, sendo que a lei existe, mas não se faz cumprir, ainda há muito que ser feito e para que isso aconteça se faz necessário que os cidadãos realmente conheçam os seus direitos e reivindiquem por ele. Simone Weil chama atenção para a importância do enraizamento, ou seja, “O homem não apenas está vivo, mas existe. E existência, em sua mais rica acepção psicossocial, supõe participação no mundo.”

Utilizando as palavras do autor José Moura ‘ É necessário que haja condições em que o encontro do homem com o homem não se forme por meios violentos; condições em que falte vínculo criativo com o passado, a iniciativa para novas fundações e o livre exercício da palavra”. Partindo desse pressuposto pode-se afirmar que se faz necessário reformular nossa sociedade onde o indivíduo possa sentir-se verdadeiramente parte dela, e possa ser tratado de forma igual e humana.

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8- REFERÊNCIAS

<http://www.cult.ufba.br/enecult2009/19360.pdf

GONÇALVES FILHO, J. M. Humilhação social – um problema político em

psicologia. Psicol. USP [online]. Vol. 9, nº 2 [citado 4 jun. 2006], 1998, p. 11-67.

CARNEIRO, Ava da Silva Carvalho. A desigualdade e a invisibilidade social na formação

da sociedade brasileira.

COSTA, Fernando Braga. Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social.

JACQUES, M. G. C. Psicologia Social Contemporânea. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. PLT 345.