Trabalho Completo Tcc Pedagogia

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Categoria: Outras

Enviado por: adrianaarnalda 26 maio 2013

Palavras: 3382 | Páginas: 14

ESCOLA SUPERIOR

CURSO DE GRADUAÇÃO

PEDAGOGIA

ALUNA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS

PARACATU MG

ALUNA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS

Monografia apresentada FINOM Escola

Superior MG

da Professora Luciana de Fátima

Francisco mendes.

PARACATU- MG

2010 Maria

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS

Aprovada em_____de______de 2010.

________________________________

________________________________

_______________________________ PARACATU-MG

2010 Dedico este trabalho primeiramente a Deus. Aos

meus filhos

que são a razão do meu viver. “Às vezes, mal se imagina o que pode passar a

representar na vida de um aluno um simples

gesto do professor. O que pode um gesto

aparentemente insignificante valer como força

formadora ou como contribuição à do educando

por si mesmo.”

(Paulo Freire) RESUMO

Este trabalho discute a importância do professor no processo de

ensino/aprendizagem dos alunos com dificuldade de aprendizagem. Para isso

analisei vários autores, educadores e estudiosos do assunto e que se preocupam

com a importância de um profissional mais qualificado para identificar essas

dificuldades. Verifica-se a importância do professor como mediador para ajudar

os alunos a terem uma formação eficaz e sadia através do preparo do docente

que interagindo juntamente com o psicopedagogo e a família, possam identificar

as barreiras no processo ensino-aprendizagem e assim traçarem um plano

eficaz. Através dessa reflexão é possível discutir soluções e oferecer propostas

que possam ajudar o trabalho docente com a ajuda da família e do

psicopedagogo, que é o profissional preparado para identificar e orientar nas

soluções de ajuda ao aluno que precisa enfrentar suas dificuldades. SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...........................................................................................................08

CAPÍTULO I – O PROCESSO DE APRENDIZAGEM...............................................11

I.1 APRENDIZAGEM – DEFINIÇÃO E CONCEPÇÕES............................................11

I.2 APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS DE 6 A 7 ANOS DE IDADE............................13

I.3 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM................................................................18

CAPÍTULO II – APRENDIZAGEM E AS METODOLOGIAS.....................................22

II.1 METODOLOGIAS QUE FACILITAM A APRENDIZAGEM...................................22

II.2 O PAPEL DO PROFESSOR COMO MEDIADOR NA APRENDIZAGEM............28

II.2.1 Formação continuada do professor..............................................................32

CAPÍTULO III – PSICOPEDAGOGO, PROFESSOR E FAMÍLIA – INTERAÇÃO EM

BUSCA DE UMA APRENDIZAGEM.........................................................................37

CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................48 8

INTRODUÇÃO: Dificuldade de aprendizagem, metodologia, psicopedagogia.

A Dificuldade de Aprendizagem é um problema que está presente em todo meio

educacional e quando as Dificuldades não são identificadas, acaba se tornando um

peso para muitas crianças e adolescentes. Uma vez que a Dificuldade não é

diagnosticada a criança é taxada de preguiçosa e outros adjetivos negativos. “A

criança que se esforça mas não consegue obter êxito escolar é, frequentemente,

rotulada de ‘lenta’, ‘preguiçosa’ e ‘burra’. Isto pode lhe causar danos.” (GUERRA,

2002, p.15)

Muitos alunos sentem dificuldades no momento de aprender algo e quando esses

obstáculos não são identificados e procurados, de alguma forma, a serem sanados,

acabam virando uma bola de neve. Segundo Furtado (2007, p. 03):

Quando a aprendizagem não se desenvolve conforme o esperado para a

criança, para os pais e para a escola ocorre a "dificuldade de

aprendizagem". E antes que a "bola de neve" se desenvolva é necessário a

identificação do problema, esforço, compreensão, colaboração e

flexibilização de todas as partes envolvidas no processo: criança, pais,

professores e orientadores. O que vemos são crianças desmotivadas, pais

frustrados pressionando a criança e a escola.

Ainda sobre a Dificuldade de Aprendizagem, segundo Fonseca (apud Ferreira, 2008,

p. 140) é:

Um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens

manifestas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da

compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio

matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao indivíduo,

presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso

central, podem ocorrer durante toda a vida. Problemas de auto-regulação

do comportamento, na percepção social e interação social podem existir

com as DA’s [Dificuldades de Aprendizagem]. Apesar das DA’s ocorrerem

com outras deficiências (por exemplo, deficiência sensorial, deficiência

mental, distúrbios socioemocionais) ou com influências extrínsecas (por

exemplo, diferenças culturais, insuficiente ou inadequada ou inapropriada

instrução, etc.), elas não são o resultado dessas condições.”

Como o professor deverá adequar as suas aulas com metodologias que facilitem a

aprendizagem? Como proporcionar essa aprendizagem de uma forma sadia e

agradável? Acredito que isso dependa do interesse da docência e da ajuda família 9

em observar as dificuldades que estão interferindo no processo

ensino/aprendizagem. O professor como mediador, deve observar, analisar e

procurar formas que motivem o aluno a sentir prazer em estar neste processo.

O problema da pesquisa é verificar qual a metodologia mais adequada para

facilitação do processo de aprendizagem de alunos com dificuldades nas séries

iniciais.

A escolha do tema foi por conta da dificuldade de aprendizagem da pesquisadora,

pois a mesma não tinha o apoio dos educadores e da família em observar e

identificar suas dificuldades. Os professores não tinham muito interesse e nem

preocupação em ajudar o aluno, eles estavam ali somente para cumprir o seu

horário e desenvolver as atividades que tinham que ser passadas naquele momento.

Eram extremamente mecânicos e cumpriam suas atividades no horário determinado

e viviam como se a criança não existisse. Segundo Gomes (2006, p, 134):

A esperada escola de qualidade incide em posicionamentos políticos,

institucionais e pessoais mais democráticos e exige cada vez mais

que as instituições escolares sejam capazes de se especializarem

nos estilos de aprendizagem de todos os alunos.

O objetivo geral da pesquisa é analisar as metodologias da aprendizagem visando

identificar as mais adequadas aos alunos com dificuldades nas séries iniciais.

Pretendemos, através deste trabalho, estudar as metodologias que motivam a

aprendizagem, identificar a importância do professor como mediador nesse processo

de ensino/aprendizagem e demonstrar a importância do Psicopedagogo na interação

com o professor e a família na identificação da metodologia mais eficaz.

Muitos pesquisadores e estudiosos propuseram inovações que ajudariam aos

professores desenvolverem atividades que motivem os alunos a estarem ali, naquele

convívio com outros alunos. Porque a aprendizagem não se referente somente a

matérias, mas é também o relacionamento, o respeito ao próximo, o convívio

familiar, a partilha, o trabalho em grupo, enfim, a compreensão de que todos nós

precisamos uns dos outros. 10

O mundo passa por transformações diárias, onde a tecnologia avança e todos

podem ter acesso muito rápido a informações. E por que não atualizar a educação

dando-lhe uma feição dialogal, ajudando o aluno e professor, protagonistas deste

processo, a aprender e ensinar com prazer?

Neste trabalho a metodologia será uma pesquisa bibliográfica, através de coletas de

informações, conceitos e dados em livros, pois esta proporciona a verificação e o

estudo de vários autores que buscaram e buscam esta transformação positiva. “A

pesquisa bibliográfica é realizada em documentos escritos. Com ela se objetiva

recolher e analisar as contribuições teóricas sobre um assunto ou uma temática

interessante.” DMITRUK (2001, p. 58). A experiência de vida da pesquisadora

também será de grande importância, pois teve muitas dificuldades na educação

escolar, porque os professores não tinham preparo nem paciência de identificar os

medos e obstáculos em relação à aprendizagem.

Esperamos desenvolver um trabalho que possa ajudar a nossa educação através do

professor, e principalmente o aluno que é o ator principal de processo de

ensino/aprendizagem. 11

CAPÍTULO I – O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

I.1 APRENDIZAGEM – DEFINIÇÃO E CONCEPÇÕES

Aprendizagem é a maneira pela qual se tem uma mudança de comportamento,

obtida através de experiências construídas por vários fatores, como por exemplo, o

emocional, o neurológico, os relacionamentos e o ambiente em que se está inserido,

e o professor é essencial neste processo de aprendizagem dos alunos. Aprender é

um confronto com a realidade. Segundo Antunes (2008, p. 32):

Aprender é um processo que se inicia a partir do confronto entre a realidade

objetiva e os diferentes significados que cada pessoa constrói acerca dessa

realidade, considerando as experiências individuais e as regras sociais

existentes.

É adquirir novos conhecimentos onde exista uma transformação de pensamentos e

atitudes. Segundo Alves (2007, p. 18):

O processo de aprendizagem traduz a maneira como os seres adquirem

novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o

comportamento. Trata-se de um processo complexo que, dificilmente, pode

ser explicado apenas através de recortes do todo.

No contexto da aprendizagem, o conhecimento é contínuo e estamos sempre

aprendendo. O conceito de aprendizagem vem se modificando, uma vez que os

tradicionalistas acreditavam que ao se jogar informações, ao se decorar a criança

estaria aprendendo. Segundo Antunes (2008, p.32):

Tempos atrás, quando o eixo da escolaridade se centralizava no professor e

ao aluno outra atividade não se esperava que a de ouvi-lo e reter suas

informações ou suas instruções, todos sabiam que aprender era um

processo através do qual se acessava um saber exterior ao sujeito, saber

esse que poderia ser uma informação ou uma instrução. 12

Ainda segundo Antunes (2008, p. 32):

Não é difícil perceber que o conceito sofreu mudanças significativas, ainda

que não se tenha buscado palavras novas para a nova aprendizagem que a

escola atual busca desenvolver. Surge então um conflito: continuar usando

a definição tradicional de aprendizagem para informações ou instruções e

procurar novas palavras para expressar a aprendizagem verdadeira que o

professor verdadeiro busca produzir.

É necessário que se dê a oportunidade de aprendizagem, um ambiente propício, o

estímulo. Segundo Johnson& Myklebust (1987, apud GUERRA, 2002, p. 40):

[...] as crianças aprendem quando recebem oportunidades adequadas para

tanto e quando estão presentes determinadas integridades representadas

pelos fatores psicológicos, funções do sistema nervoso periférico e funções

do sistema nervoso central.

Johnson& Myklebust (1987, apud GUERRA, 2002, p. 42) classifica a aprendizagem

em diferentes níveis que são: a sensação, a percepção, a imagem, a simbolização e

a conceitualização.

Segundo Johnson& Myklebust (1987, apud GUERRA, 2002, p. 39 – 40):

A sensação se refere somente à ativação de estruturas sensório neurais. A

percepção é o processo através do qual o sistema nervoso central inicia o

processo cognitivo, envolvendo funções de pré-reconhecimento, como a

discriminação e a identificação, e de reconhecimento, como a análise e a

síntese. [...] A imagem é o processo que diferencia a percepção da

memória. Permite reconstruir, relembrar e rechamar a informação sensorial

anterior. [...] A simbolização é o processo humano por excelência, visto ser

o símbolo o verdadeiro produto mental que permite simplificar,

reexperimentar e representar interiormente a experiência. O símbolo

constitui um processo concreto para expressar o pensamento, por isso a

criança começa por usar os objetos de uma forma inteligível e não-verbal e,

só mais tarde, interioriza a palavra (linguagem interior) depois de a ter

compreendido, para, finalmente, não só manipular os objetos como também

os nomear e identificar. [...] A conceitualização é o nível mais elevado do

processo cognitivo, incluindo todos os processos de classificação e

categorização da informação. Através desse sistema, atinge-se a

generalização por processos de agrupamento de características e de

atributos, com os quais se atinge a abstração e o pensamento formal. 13

O processo de aprendizagem é constituído por diversos fatores que determina se o

indivíduo aprendeu, observando o seu desempenho antes e depois da situação dada

para a aprendizagem. Segundo Furtado e Borges (2007, p. 76)

Infere-se que a aprendizagem se realiza quando surgem diferenças entre a

performance que o indivíduo apresenta antes e que ele mostra após ser

colocado em “situação de aprendizagem”. A simples presença da

performance não permite concluir que a aprendizagem ocorreu, para que

isso aconteça,é necessário provar que houve mudança de performance. A

incapacidade de aferir a performance antes de realizar-se a aprendizagem

dever ser levada em conta, assim como a capacidade de fazê-lo depois.

I.2 APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS DE 6 A 7 ANOS DE IDADE

A Aprendizagem trará o conhecimento e a criança terá a oportunidade de se

transformar em um ser mais autônomo, pensante, independente e protagonista de

sua própria história, onde possa ser respeitado e capaz de dar a sua opinião a favor

ou contra algo, embasado em sua história de vida e naquilo que acredita ser

verdadeiro e essencial. Por isso é de grande importância um desenvolvimento sadio

e que propicie uma aprendizagem de qualidade e com saúde. Segundo Barbosa

(2008, p. 13)

É principalmente por meio do seu desenvolvimento motor que a criança

deixa de ser a criatura frágil da primeira infância e se transforma numa

pessoa livre e independente do auxílio alheio. As atividades motoras

desempenham também um papel importantíssimo em muitas das suas

primeiras iniciativas intelectuais, enquanto explora o mundo que a rodeia,

com os olhos e com as mãos, fornecendo-lhe também os meios pelos quais

fará grande parte dos seus contactos sociais com outras crianças.

Ao falarmos de aprendizagem de criança de 6 a 7 anos não podemos deixar de citar

Piaget, Vygotsky e Wallom. Primeiramente temos que observar que Piaget e

Vygotsky, apesar de terem algumas diferenças em seus pensamentos, também

tiveram muitas coisas em comum, como por exemplo, acreditavam que a criança é

um ser ativo, pensante e atento. Algumas diferenças podemos citar com relação aos

fatores externos e internos, onde Piaget acreditava nos fatores biológicos e Vygotsky

no ambiente social em que a criança nasceu. Segundo Guerra (2002, p. 92): 14

Vygotsky observa que a psicologia muito deve a Piaget, pois Piaget

revolucionou o estudo da linguagem e do pensamento das crianças,

desenvolvendo o método clínico de investigação das ideias infantis,

concentrando-se nas características distintivas do pensamento das

crianças, naquilo que elas têm, e não naquilo que lhes falta, utilizando uma

abordagem positiva, demonstrando que a diferença entre o pensamento

infantil e o pensamento adulto era mais qualitativa do que quantitativa.

Conforme Antunes (2008), para Jean Piaget a aprendizagem não acontece através

de conhecimentos prontos, onde o professor fala e o aluno escuta. Mesmo não

sendo pedagogo e nunca tendo falado em “construtivismo”, ou mesmo se

preocupado em fazer qualquer método de ensino, ele teve muitos seguidores, como

Emília Ferreiro, que teve um papel muito importante para a educação, pois introduziu

o essencial peagetiano em suas obras. Segundo Guerra (2002, p. 95)

Emilia Ferreiro introduziu o essencial piagetiano em suas próprias teorias. A

concepção teórica piagetiana, de uma aquisição do conhecimento baseada

na atividade do sujeito em interação com o objeto do conhecimento,

aparece também como sendo o ponto de partida necessário para o estudo

da criança confrontada com o objeto cultural que se constitui a escrita.

Para Piaget a aprendizagem acontece quando o aluno faz parte e participa

ativamente, ou seja, uma aprendizagem construtivista e não um aprender mecânico.

Segundo Antunes (2008, p. 157):

O construtivismo é uma corrente educacional apoiada no princípio de que o

conhecimento que conquistamos não é algo que venha de fora, passando

de uma pessoa a outra ou adquirido através de uma leitura, mas sim

estimulando a partir de experiências quando das mesmas participamos

ativamente, buscando conhecer e, assim, experimentando, pesquisando,

refletindo.

Piaget é autor de obras que ajudaram muitos estudiosos em psicologia e educação.

Segundo Antunes (2008, p. 157):

[...] Piaget sempre buscou averiguar como se constrói o pensamento e

explicar o desenvolvimento da inteligência humana. Não é, entretanto, difícil 15

associar a obra de Piaget ao construtivismo, pois em inúmeros pontos essa

relação se identifica.

Conforme Guerra (2002), para Piaget a linguagem é o veículo da simbolização. E

cada faixa etária tem uma forma de interação, onde ele acredita que existem quatro

períodos distintos. Mas somente iremos destacar dois onde estão incluídos as

crianças de 6 a 7 anos.

Segundo Guerra (2002, p. 94) estes períodos são:

Período Pré-operatório (dois a seis anos): aos dois anos, a criança estará

desenvolvendo ativamente a linguagem, ocorrendo as primeiras

representações mentais. A linguagem infantil não é um instrumento de

comunicação, pois a criança fala para si mesma (fala egocêntrica). À

medida que a criança vai crescendo, a evolução da linguagem se dá no

sentido de uma maior socialização. Período operacional concreto (sete a

onze/doze anos): Este período que corresponde praticamente à idade

escolar será marcado por grandes aquisições intelectuais; acentuado

declínio da linguagem egocêntrica até seu completo desaparecimento;

declínio do egocentrismo intelectual e um crescente incremento do

pensamento lógico; as ações físicas passam a ser internalizadas, passam a

ocorre mentalmente.

Segundo Barbosa (2008) a idade de 6 a 7 anos é o momento da descoberta e

caracterizada como a fase do Movimento Fundamental, onde suas habilidades

motoras começam a se desenvolver. Essa fase possui 3 estágios.

Conforme Barbosa (2008, p. 16 – 17) estes estágios são:

Estágio inicial representa a primeira tentativa de meta orientada da criança.

Durante esse estágio, a orientação espacial e temporal do movimento é

pobre, marcada pelo uso restrito ou exagerada do corpo com pouca

coordenação e ritmo. Estágio Elementar envolve um maior controle e

coordenação rítmica dos movimentos fundamentais e melhor orientação

temporal e espacial. Estágio Maduro, é caracterizado pela eficiência

mecânica,coordenação e execuções controladas dos movimentos

fundamentais.

Já Vigotsky acreditava na transformação intelectual de fora para dentro, do externo

para o interno e que o pensamento e a linguagem são diferentes. 16

Para Vygotsky (1996, aput Guerra, 2002, p. 92):

[...] pensamento e linguagem têm raízes diferentes, sendo que a linguagem

não é uma simples continuação do pensamento; há um estágio pré-

linguístico no desenvolvimento do pensamento e um estágio pré-intelectual

no desenvolvimento da fala e, por algum tempo, esses processos se

desenvolvem independentemente; contudo, durante o desenvolvimento, há

um encontro entre o pensamento e a fala, quando o pensamento se torna

verbal e a fala racional.

Para Vigotskt a criança está em constante interação com o adulto, desde o seu

nascimento, mediando sua relação com o mundo e passando sua cultura. Segundo

Rego (2001, p. 59):

Desde o nascimento, o bebê está em constante interação com os adultos,

que não só asseguram sua sobrevivência mas também medeiam a sua

relação com o mundo. Os adultos procuram incorporar as crianças à sua

cultura, atribuindo significado às condutas e aos objetos culturais que se

formaram ao longo da história.

As crianças carregam experiências do convívio com a família. “O comportamento da

criança recebe influências dos costumes e objetos de sua cultura, como por exemplo

em nossa cultura urbana ocidental, dorme no berço, usa roupas para se aquecer e,

mais tarde, talheres para comer, sapatos para andar etc.” (REGO, 2001, p. 59).

Piaget não acreditava no papel da interação social e que a aprendizagem e

desenvolvimento não estão relacionados, pois a criança antes mesmo de falar já

pensa e a linguagem é somente um meio de comunicação. Ao contrário, Vygotsky

acreditava que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam

e estão ligados entre si, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais

desenvolvimento. Segundo Guerra (2002, p. 92):

Ao abordar o desenvolvimento lingüístico das crianças, Vygotsky

desenvolve o seu tema relacionado à interiorização do diálogo em fala

interior e pensamento, opondo seu ponto de vista ao estão adotado por

Piaget, que considerava o desenvolvimento da fala como a supressão do

egocentrismo. 17

Henri Wallon, psicólogo e filosofo francês, acreditava que o desenvolvimento

intelectual é muito mais do que usar o cérebro. As suas ideias foram fundamentadas

em quatro elementos básicos que estão interligados, que é a afetividade, o

movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Segundo Silva (2007, p.

01):

Henri Wallon, filósofo, médico e psicólogo francês, contribuiu para a

psicologia não apenas com uma teoria da emoção ou ainda com suas

discussões e divergências com Jean Piaget. Dentre suas contribuições

pouco discutidas estão sua teoria sobre a inteligência, suas discussões

sobre a origem e o desenvolvimento do pensamento discursivo nas crianças

e, talvez menos conhecidas, suas reflexões e proposições sobre a transição

entre uma inteligência sensório-motora (caracterizada pela capacidade de

resolver problemas práticos, mas sem o auxílio da reflexão) e uma outra,

inteligência discursiva (caracterizada pela utilização e intermediação dos

símbolos e representações)

Wallon retratava o desenvolvimento do “eu” e o papel da emoção. Segundo Silva

(2007, p. 07):

Wallon irá descrever o que vem a ser o estágio do espelho, momento do

desenvolvimento infantil, por volta dos três anos, em que a criança constrói

uma imagem externa, um esquema corporal de si. O eu não é um dado

original ou inicial na psicologia humana, senão o fr