Trabalho Completo Tcc Sindrome De Down

Tcc Sindrome De Down

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Categoria: Outras

Enviado por: Maria 13 outubro 2011

Palavras: 2321 | Páginas: 10

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ma atitude positiva resolve problemas por si só. As escolas precisam de uma política clara e sensível sobre inclusão de sua direção e coordenação, que devem ser comprometidas com essa política e apoiar seus funcionários, ajudando-os a desenvolver novas soluções em suas salas de aula. Na escola a educação inclusiva trata-se não apenas na convivência sem laços, mas sim saber como lidar com as diferenças individuais; respeitar os limites do outro; partilhar processos de aprendizagem; compreender e aceitar os outros; reconhecer as necessidades e competências dos colegas; respeitar todas as pessoas; construir uma sociedade mais solidaria; desenvolver atitudes de apoio mútuo; criar e desenvolver laços de amizade; preparar uma comunidade que apoio todos os seus membros e diminuir a ansiedade diante das dificuldades. Com isso adaptação foi natural e muito rápida, mantendo excelentes relacionamentos com os colegas e professores e todas as comunidades escolares. A Educação Inclusiva.

Pressupõe que todas as crianças tenham a mesma oportunidade de acesso, de permanência e de aproveitamento na escola, independentemente de qualquer característica peculiar que apresente ou não.

Para que isso ocorra, é fundamental que as crianças com deficiência tenham o apoio de que precisa, mas, o mais importante de tudo, é que o professor a família e toda a comunidade escolar estejam convencidas de que: cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem; os alunos com deficiência não são problemas; esses alunos são pessoas que apresentam desafios a capacidades dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos respeitando a necessidade de cada um; que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas e lidar com suas dificuldades para que possam conviver com as demais crianças.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE SÍNDROME DE DOWN

- A Síndrome de Down é a deficiência intelectual mais freqüente, acontecendo em um a cada nascimentos por ano do Brasil.

- Ela é ocasionada pela presença de um cromossomo a mais. Ao invés dos 46 usuais, uma pessoa com Síndrome de Down tem 47.

- Toda criança com Síndrome de Down terá algum grau de dificuldade para aprender de leve a severo.

- Embora a Síndrome de Down tenha causas genéticas, fatores ambientais têm importância fundamental no desenvolvimento e progresso assim como acontece com crianças sem a Síndrome.

- Em geral, crianças com SD se desenvolvem mais tarde e ficando nelas por mais tempo. A diferença no desenvolvimento entre crianças com Síndrome de Down e as sem a Síndrome aumenta com a idade.

Através desses estudos percebemos que a criança com Síndrome os músculos apresentam uma hipotonia, condição que pode estar presente inclusive naqueles envolvidos no processo digestores. Por esse motivo a constipação intestinal é comum. Alguns portadores, especialmente crianças, tem dificuldade de mastigação. O consumo de alimentos pode ser elevado devido á dificuldade em se sentirem saciados. Por todos estes motivos, o ganho de peso é uma preocupação freqüente quando se faz o acompanhamento do portador já que este dificulta as atividades da criança (brinca, correr) e esta relacionada ao agravamento de problemas de problemas cardíacos. O cuidado nutricional deve focar o controle do peso.

A educação nutricional, por meio de atividades próprias para a idade, é extremamente importante para que as crianças aprendam a se alimentar. No adulto, a reeducação alimentar também é indicada. Uma nutrição adequada evita problemas futuros e tranqüiliza a família. A incorporação de bons hábitos alimentares deve ser gradual e continua daí a importância do nutricionista no processo.

A avaliação nutricional inclui varias etapas. A primeira é a analise alimentar, na qual a nutricionista saberá um pouco sobre hábitos, horários, preferências e limitação. A segunda parte é destinada avaliação antropométrica na qual a nutricionista fará aferição de peso, altura e composição corporal. As crianças com Síndrome de Down possuem, em geral, um ritmo de crescimento e desenvolvimento inferior, se comparadas as crianças não portadoras, por isso é importante que essa seja avaliada de forma especifica. Analise destes dados devem ser feita pelas curvas de crescimento especificas para a população com Síndrome de Down conhecidas como curvas de crescimento de Mustacchi e de Cronk ET AL.

A alimentação e portadores de Síndrome de Down seguem o principio da alimentação saudável. A dieta deve ser fracionada ao longo do dia para que seja evitados os excessos em cada refeição.

Os pais devem proporcionar um ambiente calmo e criança deve mastigar bem os alimentos e comer devagar o trabalho do fonoaudiólogo poderá auxiliar no processo mastigatório. As refeições devem ser equilibradas e planejadas de acordo com as características especificas como o peso, estatura e após analise de exames laboratoriais. Em geral, os pratos devem ser atrativos e coloridos e deve-se incentivar o consumo de frutas, verduras e hortaliças, restringir a quantidade de massas, doces e refrigerantes.

A dieta fica em fibras é indicada não somente para controle da quantidade ingerida ( já que promove saciedade) como também para auxiliar no transito intestinal.Deve ser acompanhada de líquidos, especialmente água e sucos naturais.

A inclusão dos alimentos funcionais, como uva roxa alimentos ricos em Omega 3 (peixes, linhaça), azeite previne doenças cardiovasculares. A pratica da atividade física com a dieta associada é útil para o controle do peso.

O estagio a seguir relatado foi realizado na Escola Estadual básica Doutor Rui Pimentel, situada no bairro Santa Cruz em Xanxerê, no segundo ano do ensino fundamental com o aluno Lucas Belo portador de Síndrome de Down.

2¬ FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As crianças com Síndrome de Down não apenas levam mais tempo para se desenvolver e, portanto precisam de um currículo mais diluído. Elas têm, um perfil de aprendizagem especifica com pontos fortes e fracos característicos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programa de trabalho. O perfil de aprendizado característico e estilos de aprendizado de uma criança com Síndrome de Down, junto com suas necessidades individuais e variações do perfil devem, portanto, ser considerados.

Os seguintes fatores são comuns a varias crianças com Síndrome de Down. Alguns têm implicações físicas, outras têm comprometimentos cognitivos. Muitas têm ambos.

FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO

- Desenvolvimento tardio de habilidades motoras, tanto finas quanto grossa

-Dificuldade no discurso e na linguagem

- Déficit de memória auditiva recente

-Capacidade de concentração mais curta

-Dificuldade com a consolidação e retenção de conteúdo

-Dificuldade com generalizações, pensamento abstrato e raciocínio

-Dificuldade em seguir seqüências

-Estratégias para evitar o trabalho

DIFICULDADE DE VISÃO

Embora os alunos com Síndrome de Down costumem ser muito bons em aprender visualmente e sejam capazes de utilizar esta habilidade para aprender o currículo, muitos tem alguma dificuldade de visão de 60 a 70% usam óculos antes dos 7 anos e é importante diagnosticar e sanar as dificuldades que eles possuem.

ESTRATÉGIAS

-Coloque o aluno mais à frente

-Escreva com letras maiores

-Faça apresentações simples e claras

DIFICULDADE DE AUDIÇÃO

Muitas crianças com Síndrome de Down têm alguma perda auditiva, especialmente nos primeiros anos. Até 20% apresentam perda sensorial- neural, causada por defeitos no desenvolvimento do ouvido e nervos auditivos. Outros 50% podem ter perda auditiva ocasionada por infecções respiratórias que costumam ocorrer por conta dos canais auditivos mais estreitos. É especialmente importante checar a audição da criança porque afetara sua fala e linguagem.

A clareza da audição também pode ser flutuante e é importante identificar que respostas inconsistentes pode ser fruto de deficiência auditiva e não falta de entendimento ou atitude indesejada.

ESTRATEGIA

-Coloque o aluno mais à frente

-Fale diretamente ao aluno

-Reforce o discurso com expressões faciais, sinais ou gestos

-Reforce o discurso com material de apoio visual- figuras, fotos, objetos

-Escreva novo vocabulário no quadro

-Quando outros alunos responderem repita suas respostas alto

-Diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendidas.

SISTEMA MOTOR FINO E GROSSO

Muitas crianças com Síndrome de Down têm flacidez muscular (hipotonia), o que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa. Isso pode atrasar as fases do desenvolvimento cognitivo mais lento. Na sala de aula, o desenvolvimento da escrita é especialmente afetado.

ESTRATEGIAS

-Oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento a todas as habilidades motoras melhoram com a prática.

-Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo, alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.

-Usar um grande leque de atividades e materiais multi-sensoriais.

-Procurar que as atividades sejam as mais significativas e prazerosas possíveis.

DIFICULDADE DE FALA E DE LINGUAGEM

Crianças com Síndrome de Down típicas possuem dificuldades de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudiólogos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

O atraso na linguagem é causado por uma combinação de fatores, alguns deles físicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percepção. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O nível de conhecimento e entendimento, logo, a habilidade de acessar o currículo vai inevitavelmente ser afetado. Habilidades receptivas são mais desenvolvidas do que habilidades de expressão. Isso quer disser que as crianças com Síndrome de Down entendem mais do que são capazes de expressar. Como resultados disso, as habilidades cognitivas destes alunos são freqüentemente subestimadas.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

-Vocabulário menor, levando a um conhecimento geral menor

- Dificuldade de aprender regras gramaticais ( não usar vocábulos de conexão, preposições etc.),resultando num estilo telegráfico em discurso.

- Habilidade para aprender vocábulo novo mais facilmente do que as regras gramaticais.

- Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.

- Maiores problemas em entender linguagem especificam apresentada no currículo.

- Dificuldade em compreender instruções.

Além disso, a combinação de ter uma boca menor e músculos da boca e da língua mais fracos tornam a formação das palavras fisicamente mais difícil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articulação.

Problema na fala e linguagem para essas crianças normalmente significam que menos oportunidades lhe são oferecidas para manter uma conversão. É mais fácil para eles pedir informação ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crianças sem lhe dar tempo para falar por si próprio nem ajudar para que eles consigam fazê-lo.

A conseqüência disso é que a criança:

- Ganhar menos experiência de linguagem que lhe de oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de período.

- Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.

ESTRATEGIAS

- Dar tempo para processamento da linguagem e para responder.

- Escutar atentamente seu ouvido irar se acostumar.

- Falar frente a frente e com olhos nos olhos do aluno.

- Usar linguagem simples e família, com frases curtas e enxutas.

- Checar o entendimento pedir para a criança repetir instruções dadas.

- Evitar vocabulário ambíguo.

-Reforçar a fala co expressos faciais, gestos e sinais.

- Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.

- Reforçar instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e materiais concretos.

- Enfatizar palavras-chaves reforçando-as visualmente.

- Ensinar gramática com material impresso, carões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc.

- Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monossílabas.

- Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais. Permitir que eles leiam as informações para ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente.

- O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “novidades”

- Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.

- Encorajar o aluno a liderar.

- Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.

- Providenciar varias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.

DÉFICIT DE MEMORIA AUDITIVA RECENTE E NA HABILIDADE DE PROCESSAMENTO AUDITIVO

Outros problemas de fala e linguagem em crianças com Síndrome de Down surgem por conta de dificuldades na memória auditiva recente e nas habilidades de processamento auditivo. A memória auditiva recente e a memória armazenada usada para manter, processar, entender e assimilar a língua falada o tempo suficiente para responder. Qualquer déficit na memória auditiva recente vai afetar consideravelmente a habilidade do aluno em responder a palavra falada ou aprender a partir de situações que se prendam somente a sua habilidade auditiva. Além disso, eles acham mais difíceis seguir e lembrar-se de instruções verbais.