Lubrificantes para motores marítimos
Por: Ecathoud • 14/6/2015 • Trabalho acadêmico • 4.169 Palavras (17 Páginas) • 343 Visualizações
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faculdade de Engenharia
Lubrificação Industrial
Professor: Antônio Sergio Netto Cardoso
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LUBRIFICAÇÃO E ÓLEOS LUBRIFICANTES PARA MOTORES MARÍTIMOS
Rio de Janeiro, 29 de Novembro de 2010.
Alunos: Eduardo Cathoud da Cunha - 2004.2.03783-11
Sumário
1 - Introdução 03
2 - Motores Diesel Marítimos 04
3 - Combustíveis Marítimos 04
4 - Lubrificação 04
5 - Refrigeração 05
6 - Sistema de óleo lubrificante 05
7 - Contaminação 06
8 - Limpeza do óleo lubrificante 06
9 - Degradação do óleo 06
10 - Verificação da condição do óleo 07
11 - Valores médios dos Requisitos para óleos lubrificantes 07
12 - Análise do óleo lubrificante 07
13 - Avaliação dos resultados da análise 08
14 - Verificação da avaliação do óleo lubrificante 09
15 - Conclusão 10
16 - Bibliografia 11
1 - Introdução
Lubrificantes marítimos ou marinhos industriais são composições de derivados de petróleo, que são utilizados em vários tipos de máquinas localizadas em grandes navios e embarcações. Devido ao tamanho de corte dos navios, bem como a elevada quantidade de combustível queimado, há muitas dificuldades apresentadas para realizar o trabalho de lubrificação, principalmente na manutenção, fator que levou ao desenvolvimento de lubrificantes marítimos industriais que pudessem atender aos requisitos de lubrificação de peças e máquinas.
No mercado atual, estima-se que o consumo médio de lubrificantes de um navio de grande porte pode chegar a 160 mil litros por ano, sem incluir os chamados secundários, que são os óleos hidráulicos, de engrenagens, de turbina e as graxas. Estima-se que o mercado marítimo de lubrificantes nacional seja de 20 milhões de litros/ ano, incluindo os navios da Transpetro, que representam aproximadamente 50% do número de navios hoje navegando.
O motor de um navio dependendo do porte do mesmo pode custar até 4 ou 5 milhões de dólares. Por isso, desenvolver lubrificantes para embarcações é tarefa de responsabilidade. Afinal, o motor precisa estar bem lubrificado, para não se danificar e suportar as longas travessias. Um navio é constituído basicamente dos seguintees equipamentos, no que diz respeito a geração de energia: um motor principal, que chamamos de motor de propulsão, os motores auxiliares, que são responsáveis pela geração de energia a bordo, e os equipamentos secundários, tais como guindastes, máquina do leme, sistemas hidráulicos, sistema de refrigeração, turbinas, entre outros.
A propulsão das embarcações de grande porte é feita geralmente por motores de dois tempos, de baixa rotação, que utilizam combustíveis de alta viscosidade, alto teor de enxofre e que trabalham sob altas pressões. A lubrificação desses motores é feita utilizando dois sistemas independentes: um para os cilindros e outro para a parte baixa do motor.
Por questões de custo, os combustíveis apresentam alto teor de enxofre, elemento este nocivo as partes metálicas devido à formação de ácido sulfúrico. Para corrigir este efeito, os óleos lubrificantes possuem aditivos que aumentam sua reserva alcalina dada por um Índice de Basicidade Total (IBT ou TBN) variando entre 40 e 70.
Na parte inferior do motor, como não há um grande contato efetivo com o combustível, o óleo é formulado com TBN máximo de 5, o que mantém a lubrificação do eixo de manivelas e garante uma pequena reserva alcalina no sistema.
Curiosidade...
O segmento de óleos lubrificantes da Petrobrás nasceu para atender navios e a primeira linha de óleos lubrificante para motores marítimos, o Marbrax, foi lançado em janeiro de 1973 para atender este segmento de mercado. Nos dias atuais, a linha Marbrax conta com 20 produtos distintos que atendem diferentes equipamentos e partes, são estes: Motores tipo biela, motores tipo cruzeta, sistemas hidráulicos, turbinas e compressores. A Petrobrás também conta com uma linha extensa de óleos combustíveis marítimos.
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