O Mercado Financeiro - Impacto Coronavírus
Por: Andreabl • 24/5/2020 • Trabalho acadêmico • 439 Palavras (2 Páginas) • 101 Visualizações
Andréa Bassi de Lima
Mercado Financeiro – 1ª parte – Avaliação
Os impactos econômicos em decorrência do Coronavirus
Devido as medidas adotadas para contenção do Covid19 alguns setores estão sofrendo grandes perdas econômicas. Com o fechamento de indústrias, comércio, toda e qualquer atividade não considerada como essencial (serviços de saúde, alimentação, posto de abastecimento, etc), impacta diretamente na renda da maior parte da população e no equilíbrio financeiro das empresas, desta forma diminuindo o fluxo monetário do mercado. No Mercado de Capitais houve uma retração e fuga de investidores, causando diminuição no valor de mercado de empresas, principalmente dos setores de turismo e industrial por medo do risco de liquidez (desequilíbrio entre passivo X ativo) e risco de mercado, já que a atividades foram encerradas sem previsão de retorno.
Para aquecer o mercado interno e evitar uma recessão, foram aprovadas medidas para aumentar o fluxo monetário, como a diminuição nas taxas de juros, a baixa da Selic para 3,75, e o aumento de prazo para pagamentos de dívidas. Porém, essas medidas oferecem risco de crédito como inadimplência, já que a taxa de desemprego estão em 12,3 milhões, e também um impacto negativo no Spread Bancário.
No cenário de políticas fiscais a dívida pública líquida chegou a marca de R$ 4,28 trilhões, cerca de 58,63% do PIB e um déficit nominal R$ 30,235 bilhões apenas em dois meses desse ano (janeiro e fevereiro), já o acumulado de 12 meses alcançou os R$ 440,4 bilhões, cerca de 6% do PIB. Com a retração do mercado projeta-se uma diminuição de 8% na arrecadação de impostos, com esse cenário o PIB brasileiro deve cair aproximadamente 3,4% apenas esse ano.
Por conta dessas medidas o Risco País (Risco Brasil), o indicador EMBI+ em março/2020 alcançou 389 pontos, pior índice desde dezembro/2015 que estava com 516 pontos. Implicando diretamente na confiança de investidores estrangeiros, já que esse índice mensura a capacidade do país saldar seus títulos de dívidas. Também com o intuito de segurar a alta do dólar o Banco Central vendeu US$ 3,5 bilhões das reservas internacionais em março/2020.
Quanto aos investimentos Prefixados e de renda fixa, indexados à taxa Selic, perdem sua atratividade uma vez que os rendimentos dos mesmos são muito baixo, podendo em alguns casos apresentar rendimentos negativos caso a inflação ultrapasse a Selic. Uma alternativa seria investir em títulos que possuem rendimentos reais, como o IPCA e IPCA+, pois consideram a inflação.
Atualmente a poupança é uma péssima escolha, pois quando a selic está a baixo de 8,5%, a taxa de juros é apenas 70% da selic, ou seja está rendendo abaixo da inflação que atualmente está em 3,30% segundo o IBGE
Bibliografia
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/03/entenda-como-o-coronavirus-tem-afetado-o-mercado-financeiro.shtml
https://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2020/03/12/bolsa-de-valores-ibovespa-fechamento-circuit-breaker-coronavirus.htm
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/veja-as-principais-medidas-financeiras-adotadas-para-conter-a-crise,155168e2ce8f0710VgnVCM1000004c00210aRCRD
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