Uso medicinal da canabis no dia a dia
Por: ronegess • 11/5/2015 • Artigo • 329 Palavras (2 Páginas) • 394 Visualizações
INTRODUÇÃO
A Cannabis, princípio ativo da maconha, é a terceira droga ilícita mais consumida no mundo ficando atrás do álcool e do tabaco. Em uma estimativa, é possível afirmar que entre 2,8% a 4,5% da população mundial (125 – 203 milhões de pessoas) com idade entre 15 e 64 anos já consumiram Cannabis pelo menos uma vez ao ano de 2011 (UNODC, 2013). Em uma viagem rápida pela história das drogas, alguns fatos aconteceram sem maiores alardes. No ano de 1876, algumas senhoras da “alta sociedade” faziam uso recreativo de haxixe. Em 1885, a cocaína era indicada para uso terapêutico no combate a dor de dente de crianças.
Apesar de o homem conhecer a Cannabis há muito tempo, somente nas ultimas décadas foram realizados estudos e experimentos mais sólidos em relação ao seu uso terapêutico. O principio ativo da maconha vai agir principalmente na inibição de dores neuropáticas, já que esse tipo de dor não é sanada com analgésicos que são disponibilizados no mercado. Também pode ser utilizada para amenizar vômitos e náuseas induzidos no tratamento de quimioterapia, na AIDS (que provoca a caquexia, que é um distúrbio onde o indivíduo fica com um enfraquecimento extremo), além de ser eficiente no tratamento da esclerose múltipla e o glaucoma.
Porém, sua liberação ainda depende de trâmites legais e também da aceitação da sociedade, uma vez que a maconha é uma droga ilícita causadora de vários transtornos sociais. Em alguns países do mundo, a Cannabis já é utilizada sem problemas para auxiliar no tratamento de doenças. Porém em tantos outros, inclusive no Brasil, seu uso ainda é visto com maus olhos pela grande parte da população, mesmo ante estudos que comprovam seu efeito benéfico na terapêutica. Cabe aos profissionais de saúde e cientistas, um aprofundamento mais eficaz nos estudos que são direcionados ao uso da maconha como forma de tratamento médico, já que seu potencial para agir beneficamente no organismo humano é mais que comprovado.
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