Resenha Critica do filme "A onda" (Die Welle)
Por: Jéssica Pereira • 22/10/2016 • Resenha • 542 Palavras (3 Páginas) • 7.768 Visualizações
RESENHA CRÍTICA
FILME: Die Welle (A Onda)
Die Welle ou “A Onda”, do diretor alemão Dennis Gansel, foi baseado em fatos reais ocorridos no estado norte-americano da Califórnia, em 1967. Retrata a história de um professor que assumiu a missão de lecionar sobre uma determinada forma de governo à sua turma. Ele tentou, com o intuito de fazer com que os alunos se interessassem pelo tema tratado, de forma descontraída e inovadora, ensinar-lhes que a autocracia poderia ser ao mesmo tempo, melhor do que eles esperavam e pior do que imaginavam.
Foram citados diversos tipos de governo e seus movimentos ao longo da trama, que por fim manteve ênfase na autocracia e no anarquismo, e uma semelhança evidente em algumas atitudes de ambas as formas de poder. Ficou claro também que mesmo com o povo acreditando que não, um único individuo, apenas com ideais e carisma, ainda consegue manipular direta e indiretamente muitas pessoas dando-lhes apenas uma ilusão de liberdade.
O que torna o filme mais cativante é que trata de um tema que nenhuma outra nação consegue abordar com tanta autoridade e consciência, tanta profundidade e sutileza, tanta dor e vergonha, e que com certeza causa um impacto maior, quanto a alemã. O fato de não ser tratado como história, como algo antigo, passado, e se passar nos dias atuais com adolescente e crianças, que possuem um cotidiano que se assemelha ao nosso e ao de muitos outros jovens nos mais diversos lugares do mundo, deixa explicito que os eventos ali narrados poderiam acontecer hoje em dia e em qualquer local.
Desperta interesse no telespectador utilizando métodos e se passar em situações que lhes são familiares. Ver a dedicação do professor ao tenta ensinar uma turma completamente dividida e desorientada, trazendo-lhes um assunto que mesmo sendo de grande importância, de certa forma, não é de interesse de muitos dos jovens atuais, ele consegue deixá-los entusiasmados e interessados com o assunto.
Também passa a compreensão de que o ser humano, experiente ou não, deve saber até onde levar uma brincadeira, e pensar nas consequências de certas atitudes e tentativas de doutrinamento, pois jovens e crianças ainda estão em processo formação de ideias e conceitos, buscam e se espelham no que consideram um bom exemplo, que para eles neste caso, era o professor.
Para todos a intenção dele era unir e melhorar a turma e individualmente cada um dos alunos, mas, acabou passando dos limites ao perceber que o movimento estava gerando fanatismo e alienação, tanto dos alunos quanto próprio, e não agir para corrigir isto.
Apesar de todos os ensinamentos repassados ao longo da trama, em alguns momentos, deixa a desejar, pois, apesar de ser inspirado em fatos reais, fugiu um pouco da realidade, já que a história se passou mais corrida do que deveria e com um desfecho mais trágico.
E foi exatamente o final exagerado que mais se destacou, ele demonstra o quão forte consegue ser o efeito psicológico causado por algumas crenças podem ser e quão imprevisíveis são as pessoas influenciadas, e as consequências de perceber, mesmo assim se recusar acreditar, que tudo o que eles acreditavam, no caso do movimento as coisas boas causavam a outros, dor e sofrimento.
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